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sábado, 17 de dezembro de 2022

SALÁRIOS DA SELEÇÃO BRASILEIRA * Revista Placar

 SALÁRIOS DA SELEÇÃO BRASILEIRA

Confira abaixo a lista de salários na ordem crescente. 

O levantamento foi feito pela revista Placar.


Weverton: 54 mil euros por mês (R$ 300 mil por mês) - jogador do Palmeiras - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Pedro: 108 mil euros por mês (R$ 600 mil por mês) - jogador do Flamengo - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Gabriel Martinelli: 172 mil euros por mês (R$ 950 mil por mês) - jogador do Arsenal-ING - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Daniel Alves: 235 mil euros por mês (R$ 1,3 milhão por mês) - jogador do Pumas-MEX - dados retirados do jornal “Record México”


Everton Ribeiro: 290 mil euros por mês (R$ 1,6 milhão por mês) - jogador do Flamengo - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Danilo: 435 mil euros por mês (R$ 2,4 milhões por mês) - jogador da Juventus-ITA - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Alex Sandro: 435 mil euros por mês (R$ 2,4 milhões por mês) - jogador do Juventus-ITA - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Richarlison: 453 mil euros por mês (R$ 2,5 milhões por mês) - jogador do Tottenham-ING - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Bruno Guimarães: 453 mil euros por mês (R$ 2,5 milhões por mês) - jogador do Newcastle-ING - dados retirados do site “Globo”


Alex Telles: 490 mil euros por mês (R$ 2,7 milhões por mês) - jogador do Sevilla-ESP - dados retirados do site “Globo”


Thiago Silva: 569 mil euros por mês (R$ 3,1 milhões por mês) - jogador do Chelsea-ING - dados retirados do site “Salary Sport”


Fred: 609 mil euros por mês (R$ 3,4 milhões por mês) - jogador do Manchester United-ING - dados retirados do site “Globo”


Rodrygo: 635 mil euros por mês (R$ 3,5 milhões por mês) - jogador do Real Madrid-ESP - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Fabinho: 744 mil euros por mês (R$ 4,1 milhões por mês) - jogador do Liverpool-ING - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Bremer: 744 mil euros por mês (R$ 4,1 milhões por mês) - jogador do Juventus-ITA - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Raphinha: 744 mil euros por mês (R$ 4,1 milhões por mês) - jogador do Barcelona-ESP - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Éder Militão: 762 mil euros por mês (R$ 4,2 milhões por mês) - jogador do Real Madrid-ESP - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Ederson: 780 mil euros por mês (R$ 4,3 milhões por mês) - jogador do Manchester City-ING - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Lucas Paquetá: 816 mil euros por mês (R$ 4,5 milhões por mês) - jogador do West Ham-ING - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Alisson: 925 mil euros por mês (R$ 5,1 milhões por mês) - jogador do Liverpool-ING - dados retirados do site “Globo”


Antony: 961 mil euros por mês (R$ 5,3 milhões por mês) - jogador do Manchester United-ING - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Vinicius Junior: 1 milhão de euros por mês (R$ 5,5 milhões por mês) - jogador do Real Madrid-ESP - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Gabriel Jesus: 1,2 milhão de euros por mês (R$ 7 milhões por mês) - jogador do Arsenal-ING - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Marquinhos: 1,2 milhão de euros por mês (R$ 7,1 milhões por mês) - jogador do PSG-FRA - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Casemiro: 1,6 milhão de euros por mês (R$ 9,3 milhões por mês) - jogador do Manchester United-ING - dados retirados do canal “Let´s Gool”


Neymar: 3,2 milhões de euros por mês (R$ 18 milhões por mês) - jogador do PSG - dados retirados do site “El País".


- Alguém precisa de palavras?

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Vencemos a Suíça? * Bernardino José de Brito.SP

 Vencemos a Suíça?

A Suíça tem uma seleção de talento bem inferior à brasileira, o técnico deles agiu corretamente, jogando atrás, na retranca.

O êxito depende muito do autoconhecimento, da capacidade de aceitar com humildade, as próprias debilidades.


Não se trata de nenhuma vergonha, saber jogar com aquilo que se tem, de maneira consciente, e com os pés firmes ao chão.


Como o ditado popular afirma: é o que tem pra hoje.

 

Deveríamos ter feito esse recuo em 2014, quando a Alemanha fez 2 x 0, o que certamente, teria impedido os 7 gols naquele dia fatídico.


Com muito mais talento que a Suíça e com o exemplo de sua conduta hoje, talvez o Brasil pudesse ter equilibrado lá atrás, o jogo da Alemanha, ou, quem sabe, até tê-la vencido pelo contra ataque. 

Por orgulho histórico, não recuamos, deu no que deu, ficando pior.


Parece uma decisão simples, mas sabemos que não é nada fácil ao favorito retrair, porque o orgulho do mundo pesa, virando loucura. Os que souberem recuar para o amanhã, terão êxitos na vida pessoal, familiar, escolar, no trabalho e etc.


Com as nações, não é diferente, observo sempre alguns amigos na política dizerem: Biden é fraco, se fosse o Trump, a Rússia não teria invadido a Ucrânia. Ao que respondo: se fosse Trump, talvez não estivéssemos mais aqui. O mundo não aceita mais xerifes, nem no campo, e muito menos na geopolítica. Historicamente constatamos que o orgulhoso sempre cria um problema gigantesco.


Lembrando que Hitler não é fruto do acaso, mas da tentativa de colocar um povo contra a parede. Quem já tentou encurralar um gato, conheceu de perto, um leão.


O recuo, portanto, está longe de ser uma covardia, visto que nos permite uma retomada do fôlego para a reflexão, e a tomada de medidas necessárias às mudanças, abrindo caminhos para a vitória.


Vitória que a Suíça sabe bem o que é, tendo uma renda per capita de 93 mil dólares, enquanto a nossa está em 7,5 mil. Nesse caso, não é apanhar de 7x0 como no jogo contra a Alemanha, e nem a comemoração da vitória de 1x0 que tivemos hoje, mas sim, 12x0 para a Suíça, em educação, saúde, moradia e nível de emprego.


O Brasil ocupa o 133° lugar no IDH - Índice de Desenvolvimento Humano, a Suíça, o 2° lugar. Nossa expectativa de vida está em 76 anos, e a deles, 84.

Richarlyson tem razão em se preocupar com a vida de seu povo.


Bernardino José de Brito.SP

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

A copa que não comemorei * Elza Soares / RJ

 A Copa que não comemorei


ELZA SOARES/RJ


Além de ter sido um período muito difícil para o Brasil, a ditadura militar foi quando tive minha casa metralhada. Estávamos todos lá: eu, Garrincha e meus filhos. Os caras entraram, metralharam tudo e nunca soube o motivo.


Era 1970, já tínhamos recebido telefonemas e cartas anônimas, nos sentíamos ameaçados e deixamos o país. Acredito que fizeram isso por conta do Garrincha, mas também por mim, pois eu era muito inflamada e então, como ainda hoje, de falar o que penso. Eu andava muito com o Geraldo Vandré e devem ter pensado que eu estava envolvida com política. Mas eu sou uma operária da música, e qual é o operário que não se revolta?


Fomos para Roma, e lá o Garrincha, que não tinha sido convocado para aquela Copa, estava em desespero por não estar jogando e por não ter onde morar. Estávamos num hotel, vendo o Brasil ser campeão. Foi quando o Juca Chaves foi comemorar na Piazza Navona, onde fica a embaixada brasileira.


Estávamos trancados dentro de um apartamento, e o Garrincha queria sair de qualquer maneira: queria participar da festa, mas ao mesmo tempo estava altamente deprimido. Ele perdeu a casa, teve de deixar o país e não sabíamos como voltar.


Enquanto se celebrava o fato de o país se tornar o primeiro tricampeão na história da Copa do Mundo, o Brasil fazia barbaridades com sua população. O Garrincha sentia um misto de alegria e dor, porque ele queria comemorar, mas, ao mesmo tempo, sentia repulsa por tudo que nos havia acontecido.


Imagine o que é para um homem que, para mim, está acima de qualquer nome no futebol brasileiro, ser mandado embora do país. Isso já é tenebroso, vergonhoso; imagine então esse homem vendo aquela conquista, confinado numa selva de pedra, no exterior, sem entender nada, sem saber o que havia acontecido com nossa casa.


Aquela foi a época em que ele mais bebeu, e não saía de casa, pois tinha vergonha de aparecer embriagado. Eu fazia de tudo para ele não beber, mas não adiantava.


Era tão grande a minha angústia que eu tinha vontade de invadir a embaixada brasileira em Roma. Mas segurei a onda. Continuamos vivendo num hotel e tivemos grande ajuda de Chico Buarque e Marieta. Eles tinham se exilado na cidade e foram dois amigos de alma.


Ali eu tive um bom empresário, trabalhei muito e fui ganhando o dinheiro com o qual pagava todas as contas. Durante um jantar, conheci Ella Fitzgerald, que estava fazendo shows com repertório de bossa nova e teve um problema de saúde. Eu acabei substituindo-a.


Mas, quando descobriram que eu estava trabalhando na Itália sem documentação, tivemos de sair de Roma -então fomos para Portugal por um tempo.


Um dia, estávamos no Cassino Estoril, perto de Lisboa, e encontramos o apresentador Flávio Cavalcanti e o Maurício Sherman, que dirigia um programa na TV Tupi. Eles deram ao Garrincha uma camisa do Brasil, querendo homenageá-lo -mas quem queria camisa da seleção naquela altura?

"Obrigado o..., cadê minha casa, cadê minha moradia? Já vesti a camisa do Brasil anteriormente, já dei tudo que eu poderia ter dado ao Brasil", ele disse.


Passados 50 anos do golpe, ninguém jamais tomou nenhuma atitude sobre o que nos aconteceu naquele 1970, e eu continuo brigando pelo Mané, até hoje.


Quando eu canto "Meu Guri", canto com muita força, e essa é uma maneira que eu tenho de cantar uma música do Chico, mas homenageando o Mané. Eles são os dois guris de "my life".