quinta-feira, 20 de agosto de 2026

OS TRABALHADORES E AS ELEIÇÕES 2026 * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

OS TRABALHADORES E AS ELEIÇÕES 2026
Nota pública da Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) sobre as eleições brasileiras.


O período eleitoral no Brasil já está aberto. Em 2026 as eleições abarcam a presidência da república, governadores e cargos parlamentares.

O fator marcante nas eleições brasileiras desde há muito, tem sido a mais completa carência de qualquer debate sério sobre os grandes temas de interesse nacional e do povo trabalhador.

Especialmente em 2026, temos , em relação à disputa presidencial (o cerne eleitoral no país), em linhas gerais a manutenção do projeto liberal dependente, que tem amarrado o Brasil na cadeia da subserviência diante do rentismo internacional e do latifúndio "moderno", alcunhado pelo nome pomposo de "agronegócio".

O Brasil está absolutamente entregue ao capital financeiro imperialista, sobretudo desde o advento do famigerado Plano Real, dos anos 1990. De lá para cá, independente de quem seja o gerente da vez a ocupar o Palácio do Planalto, o modelo econômico rentista e exportador primário permanece.

Nos últimos 30 anos, o regime neoliberal de reprodução do capitalismo dependente brasileiro foi consolidado e institucionalizado. A institucionalização das metas de superávit primário, teto de gastos--sociais--, arcabouço fiscal, remuneração da sobra dos caixas de bancos, etc., nada mais são do que o reflexo da dominância do Estado brasileiro, por grupos de parasitas membros das altas cúpulas do sistema financeiro internacional.

Na divisão mundial do trabalho, o Brasil passa por uma profunda regressão, se comparado há cerca de 50 anos atrás. O país que possuía um setor manufatureiro pujante, apesar da estrutura dependente da industrialização nacional, hoje tornou-se o grande centro mundial de valorização do capital rentista e vadio, devido às maiores taxas de juros do planeta.

Desde os anos de 1990, o país gasta, em média, metade do seu orçamento público com a remuneração da dívida pública (externa e interna) aos grandes sangues sugas e magnatas imperialistas, comungados com a burguesia lumpen brasileira, parasitando as riquezas e potenciais de nossa nação.

Os governos petistas, por exemplo, mantiveram intacto em todos os seus mandatos, absolutamente todo o conjunto do regime neoliberal de reprodução do capitalismo no Brasil.

Lógico, precisamos ser responsáveis, não estamos colocando um selo de iguais entre petismo e bolsonarismo; pois o primeiro administra o suicídio da nação a conta gotas, enquanto o segundo pretende degolar e estropiar sem piedade e de uma vez o povo trabalhador. E isso não é pouca coisa para a massa trabalhadora em seu cotidiano na luta pela sobrevivência.

Na verdade, independente de quem ganhe o pleito eleitoral deste ano, os interesses das frações dominantes do capitalismo brasileiro--leia-se o capital financeiro, os latifundiários, o capital comercial monopolista--estarão assegurados.

O ministro da fazenda do atual governo, Dário Durigan, por exemplo, já sinalizou que num próximo mandato, a equipe econômica de Lula teria de atacar os pisos constitucionais da saúde e educação, avançar sobre o salário mínimo dos aposentados e estrangular até o limite, o Benefício de Prestação Continuada, que atinge as parcelas mais empobrecidas das massas, para garantir a manutenção do odioso arcabouço fiscal, menina dos olhos dos parasitas agiotas que dão as cartas na economia nacional.

Por outro lado, uma presidência de Flávio Bolsonaro significaria com toda certeza, a completa entrega sem peias, do país ao imperialismo americano.

As forças imperialistas, diante do agravamento de sua crise de hegemonia e por conta da derrota que vêm sofrendo militarmente para o Irã, o que coloca em xeque sua dominação inconteste no Golfo Pérsico ameaçando inclusive o sistema do petrodólares, obriga Washington a recrudescer sua agressividade neocolonial e centrar fogo contra todos os países da América Latina.

A corrida para dominar por completo e de forma direta as fontes de minerais críticos, água doce, reservas de petróleo, biodiversidade, etc., em nossa região, exige da parte dos estrategistas imperiais uma ofensiva muito dura e contra nossos países.

O "corolário" trumpista da Doutrina Monroe e do Destino Manifesto, levado a cabo pela anturragem supremacista e fascio-sionista que compõem o atual governo criminoso em Washington, expressa essa necessidade imperialista para contrarrestar sua crise e decadência histórica.

A agressividade acelerada e radical que os peões da extrema direita latinoamericana impõe contra os trabalhadores nos países que gerenciam, expõe claramente o que certamente ocorrerá com o Brasil num suposto novo governo Bolsonaro, agora o filho.

Para não falar das implicações geopolíticas e seu significado para o povo cubano, por exemplo. Um Brasil governado pela extrema direita neocolonial fascista, significaria na prática, um avanço qualitativo do domínio imperialista direto, colonial em toda a nossa região. Também abriria a quase certa possibilidade de um regime de caráter terrorista estatal ascender sobre nosso país.

Por outro lado nunca as massas trabalhadoras em nosso país estiveram tão órfãs politicamente e ideologicamente como agora.

A esquerda brasileira se encontra praticamente ausente, fragmentada, sem rumo, sem programa e sem projeto.
Em tais circunstâncias históricas gravíssimas, não podemos de forma nenhuma permitir que a extrema direita bolsonarista procônsul da Casa Branca assuma o comando direto da máquina estatal no país.

E isso vai além do debate em torno da campanha pelo voto nulo, como alguns setores da esquerda têm defendido, ou apoiar acriticamente o governo neoliberal de Lula.

Aqui entra uma importante consideração de ordem tática:
Seria o mesmo, para um trabalhador individual e mesmo para o conjunto da classe, se deparar com um governo oportunista, demagogico, porém sem condições políticas por sua origem social e composição, de impor sobre as massas populares uma radical terapia de choque monetarista ultraliberal como o grande capital necessita; do que enfrentar a extrema direita abertamente fascistóide, que se declara comprometida em suprimir a ferro e fogo as conquistas sociais e ávida por participar diretamente, abrindo mão de intermediários, da entrega sem precedentes da nação ao Imperialismo?

Seria o mesmo para a classe operária argentina, por exemplo, em tais circunstâncias históricas concretas, enfrentar um governo de Cristina Kirchner e Javier Milei?

Não se trata de uma suposta defesa simplista do "mau menor", como alguns nos acusarão. Mas de uma análise concreta da realidade brasileira e latinoamericana.

Numa conjuntura onde os trabalhadores se encon
tram desmobilizados, desorganizados, sem uma referência concreta de protagonismo político claro, seria trágico um governo da extrema direita tomar o Brasil hoje.

É preciso toda precaução para não cairmos num ultra esquerdismo semelhante ao que ocorreu com os partidos comunistas europeus quando adotaram a infantil postura sectária conhecida como o "terceiro período", e da teoria infantil conhecida como "social fascismo", comparando a social-democracia ao fascismo.

Com isso não queremos dizer que vivemos atualmente uma conjuntura idêntica aos europeus dos anos 1930/40. No entanto, também vivemos um momento muito grave e que requer o maior cuidado político possível.

Nessas condições, nós da Frente Revolucionária dos Trabalhadores, sem qualquer ilusão na possibilidade de Lula supostamente dar um giro em sua política liberal, avaliamos que a vitória petista seria muito menos danosa às condições de sobrevivência e luta de todo o proletariado e das massas populares no Brasil na atual conjuntura histórica concreta.

No entanto, os trabalhadores brasileiros não podem de forma nenhuma continuarem reféns e à mercê das disputas no interior da burguesia. Necessitam urgentemente construírem um projeto próprio e se constituírem como uma força política e social capaz de confrontar e superar o capitalismo e tomar os destinos da nação em suas mãos, coisa que o petismo e o lulismo já deram provas incontestes de fracasso e comprometimento com os interesses alheios aos do povo trabalhador.


FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
FRT
20/08/2026

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A BATALHA DE 2026 * Liga Comunista Brasileira/LCB

A BATALHA DE 2026
O lançamento oficial da campanha de reeleição do Presidente Lula teve como palco a Vila Euclides, onde as memoráveis assembleias operárias aconteceram em fins dos anos 1970 e início dos anos de 1980. A escolha de um local que evoca a luta da classe trabalhadora é significativa. A LCB esteve presente, da maneira apontada nas suas resoluções, com identidade e material próprios.

Lula é filho da classe operária brasileira. Sua liderança reflete o nível de consciência e de organização da classe nos últimos 50 anos. A campanha de 2026 assume um outro caráter. Lula, por temperamento e compromissos com setores da classe dominante, jamais optaria por um enfrentamento direto com o imperialismo. Trump e Rubio elegeram o Brasil como o inimigo dos EUA no que eles chamam de hemisfério ocidental. O confronto passa a ser inevitável.

Trump e Rubio não escondem os preparativos para intervenção no processo eleitoral. Para tal contam com as big techs para azeitar a máquina de desinformação e de terror. Querem repetir aqui o que fizeram na Colômbia, no Peru e na Venezuela. Não irão se privar de todos os métodos para forçar a derrota eleitoral do atual governo. Para impedir que Trump e Rubio logrem concretizar seus intentos é necessário firmeza e clareza política. A ofensiva do imperialismo se dá em aliança com os setores fascistas da vida nacional.

A tática eleitoral dos comunistas e das forças de esquerda mais consequentes deve passar pelo objetivo de se derrotar o imperialismo e seus aliados fascistas. A vitória eleitoral de Lula, neste momento histórico, é parte da luta antiimperialista e antifascista. A derrota do fascismo é condição para a organização da classe trabalhadora, para que a luta política aconteça em melhores condições. A ascensão do fascismo implica na repressão aos movimentos populares e no abandono de qualquer pretensão de soberania nacional. A vitória dessa jornada eleitoral passa, necessariamente, pela mobilização massiva da classe trabalhadora e do povo.

O ato da Vila Euclides precisa ser o primeiro de muitos. A militância na rua é quem faz a disputa política, quem demonstra a disposição de mudança, quem emociona e leva à tomada de posição. É na rua que iremos convencer indecisos e ganhar o eleitorado que está capturado pelo fascismo por falta de perspectivas de vida e de futuro.

Esta é uma campanha em que aproveitar a indignação democrática e fazer alianças não basta. É preciso abrir perspectivas para o futuro. A aprovação da escala 6x1 é fundamental. Mas é preciso estender a proteção social e ao trabalho. Revogar a reforma trabalhista aprovada por Temer e aprofundada por Guedes-Bolsonaro, garantir direitos aos trabalhadores por aplicativo, barrar a precarização e a pejotização. A preservação das franquias democráticas e afirmação da soberania deve estar acompanhada no atendimento das necessidades e interesses da classe trabalhadora e do povo. Inicia-se uma jornada, onde a classe trabalhadora exerce papel central. Na tarefa de eleger Lula será preciso realizar uma campanha de massas, com independência de classe e propostas claras para as mudanças necessárias para o nosso país.

A batalha eleitoral de 2026 é decisiva para a classe trabalhadora e para o povo brasileiro.

sábado, 15 de agosto de 2026

TODA FORÇA À INTERNACIONAL ANTIFASCISTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

TODA FORÇA À INTERNACIONAL ANTIFASCISTA
Diante do avanço neocolonial terrorista do imperialismo contra a América Latina: fortalecer a Internacional Antifascista
ROBERTO BERGOCI

Será realizado neste mês de agosto no Rio de Janeiro, a IV Reunião Nacional do Capítulo Brasil da Internacional Antifascista. De acordo com a declaração do encontro: "Nosso objetivo é fortalecer a luta antiimperialista, organizar e buscar a unidade entre os núcleos estaduais e municipais, fortalecendo a organização para a luta anticapitalista e antifascista, operando pela construção da soberania dos povos oprimidos e em luta, com vistas à construção da sociedade socialista".

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) saúda de forma entusiasta essa iniciativa. E como temos defendido desde nossa fundação (e o signo mesmo de nossa existência), toda iniciativa de luta e de combate contra o inimigo imperialista e as burguesias crioulas em nosso continente, que permita aproximar, aglutinar e unificar no mesmo bloco, os mais abnegados, corajosos e revolucionários elementos de nossa classe ou de setores sociais aliados, é bem vinda e contribui para o progresso da construção do programa da revolução socialista e da batalha antiimperialista.

O modo de produção capitalista na sua totalidade e em nível mundial, vive a mais grave crise de sua história e a mais clara manifestação do esgotamento absoluto desse modo de produção e de metabolismo social e em relação a própria natureza. De fato, é uma crise multifacetada, universal e civilizacional.

A decadência histórica que vive atualmente o sistema de dominação imperialista, é a face fenômenica mais clara desse declínio geral do regime burguês tardio.
Como resposta a sua crise e decadência, o imperialismo americano, personificação dos interesses de todas as frações dominantes da burguesia mundial, busca recrudescer seu domínio neocolonial dos povos oprimidos da periferia capitalista.

A América Latina por sua proximidade geográfica com os Estados Unidos e por estar inserida historicamente como uma zona de segurança geopolítica estratégica para Washington, sofre atualmente uma ofensiva recolonizadora duríssima.

A famigerada Doutrina Monroe e o chamado Destino Manifesto , duas das expressões doutrinárias da dominação colonial inconteste de nosso continente por parte do imperialismo americano, estão sendo recicladas para o atual período de decadência do regime terrorista estadunidense.

Os bandidos da Casa Branca buscam estabelecer um controle absoluto de nossa região, utilizando para isso, o serviço sujo de seus tradicionais lacaios e piões crioulos latino-americanos. O crescimento do neofascismo no continente é produto direto dessa decadência do capitalismo mundial e suas manifestações mais destrutivas nos países dependentes e subdesenvolvidos.

O Imperialismo tem fomentado através de seus serviços de inteligência, o crescimento do novo fascismo em Nossa América, comprometido radicalmente com as terapias de choque neoliberal, a serviço do capital financeiro monopolista.

As novas formas golpistas mobilizadas pelas guerras híbridas de quinta geração e as revoluções coloridas, estão sendo implementadas em praticamente todos os nossos países. Washington planeja o domínio completo de todas as fontes de recursos minerais estratégicos da América Latina; do nosso petróleo, água e recursos naturais e humanos.

Para isso, é imprescindível aos falcões imperialistas o controle geoestratégico da região e a remodelagem de todo o mapa geopolítico latinoamericano, utilizando sem vacilar para isso, a possibilidade real de recorrerem como no passado, ao terrorismo de Estado e a implementação de regimes neofascistas lumpens para quebrar a resistência das massas.

Diante de ameaça tão grave contra nossos povos, se faz cada vez mais urgente a construção de uma frente latinoamericana antiimperialista e antifascista. O momento é muito sério e não se pode perder tempo.

É imprescindível superar no interior das forças revolucionárias ou democráticas, a fragmentação e o divisionismo, no sentido de colocar em segundo plano, as divergências que sejam secundárias e de menor importância.

A construção de um bloco histórico antiimperialista e antifascista concreto e de luta, é uma das tarefas mais necessárias de nosso tempo histórico para fazer frente às reais ameaças dos maiores inimigos da humanidade.

O Capítulo Brasil da Frente Antifascista, é ao nosso ver, importante iniciativa e um embrião da possibilidade dessa construção de lutas coordenadas em nível internacional. 
Vida longa aos camaradas!
Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
15/08/2026

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

SÓ O POVO PODERÁ DEFENDER O BRASIL * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

SÓ O POVO PODERÁ DEFENDER O BRASIL
José Múcio, ministro da Defesa, protagonizou uma das maiores infâmias políticas dos últimos tempos. Perguntado sobre qual seria a reação do Brasil em caso de invasão dos Estados Unidos declarou que a única saída seria “abrir o portão”. Ou seja, deixar o imperialismo tomar conta do país sem oferecer qualquer resistência. A frase é um exemplo do entreguismo de setores das classes dominantes brasileiras e de expoentes de um ramo do aparelho de Estado, as forças armadas, cuja tarefa básica seria defender as fronteiras nacionais e garantir a integridade territorial da nação.

No mesmo dia da declaração feita por Múcio, os presidentes dos clubes militares lançam uma nota de teor golpista. Depois de anunciarem riscos à Nação, por não ter se dobrado aos ditames imperialistas de Trump, declaram ser “pouco provável que soluções consistentes surjam de um ambiente político marcado por sucessivas crises”.

Essas declarações foram precedidas por outra, feita pelo comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen. No final de julho, em entrevista à CNN Brasil, ele declarou, mesmo diante da escalada do conflito de Trump contra o Brasil, não acreditar em um ataque militar dos Estados Unidos, pois existiria um alinhamento doutrinário entre as forças navais de ambos os países.

Essas falas, feitas num intervalo de poucas semanais, revelam mais uma vez a atuação das forças armadas como um aparelho de Estado com agenda e interesses próprios. Elas não se subordinam aos interesses do povo e do país, mas ao funcionamento de uma burocracia estatal com interesses próprios, contrários aos interesses da coletividade nacional. Reclamam constantemente da falta de verbas, mas dos R$ 118,66 bilhões executados do orçamento em 2025, R$ 103,43 bilhões, ou 87,17% do total, foram gastos com soldos do pessoal ativo, mais pensões e pagamento dos inativos.

O problema central não se resume à necessidade de modernizar as forças, mas em uma doutrina de segurança nacional alinhada de modo subordinado aos interesses dos Estados Unidos. Como forças armadas de um país capitalista dependente elas historicamente tem atuado como primeira linha de defesa dos interesses imperialistas dentro do próprio país. Sua doutrina de segurança se preocupa muito mais com a “ameaça interna”, leia-se, os movimentos e organizações populares que lutam por transformações mesmo mínimas nas estruturas da sociedade brasileira.

Por isso, a fala de Múcio pode ser entendida, no contexto de aumento da escalada de ataques de Trump contra o Brasil, como um “convite”. Podem nos invadir à vontade que não ofereceremos resistência.

Com a soberania nacional ameaçada pela agressividade do imperialismo, vai ficando cada vez mais evidente quem pode e quer defender o Brasil de quem quer vendê-lo ao imperialismo.

Que Múcio, os presidentes dos clubes militares, o almirante e toda uma patota de lambe botas do imperialismo falem por si. O povo é diferente da classe dominante que o explora e oprime. Se alguns preferem a covardia de se esconderem em acordos e associações com o imperialismo, com certeza haverá gente do próprio povo disposta a lutar junto a setores militares nacionalistas.

A conjuntura está evoluindo cada vez mais para separar os vendilhões do Brasil dos verdadeiros filhos do povo dispostos a defender nossa soberania.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

EDUARDO PAES PRIVATIZA O PARQUE OLIMPICO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

EDUARDO PAES PRIVATIZA O PARQUE OLIMPICO
Seguindo a onda privatista da agenda neoliberal, o "dudu demolições", como é conhecido o ex-prefeito Eduardo Paes no movimento de moradia, agora candidato a governo da Estado do Rio de Janeiro, acaba de realizar mais uma de suas tantas epopeias: privatizou o Parque Olímpico, o grande parque aonde foram realizacas as Olimpíadas de 2014. 

Segundo nosso levantamento, um dos argumentos para isso é a "falta de projeto" por parte do poder público, no caso, a prefeitura. Há inclusive alegações de que seria muito dispendioso para o erário público arcar com a gestão do que "ele, Eduardo Paes" chamou de "elefante branco. 

Acreditamos que seria, SIM, muito dispendioso para o erário municipal conferir a conta bancária da prefeitura, via on line,  e verificar, devidamente esgotada de cansaço, o montante arrecadado com aluguel de espaço para eventos de todo tipo, como veio realizando em todos esses anos de existência do parque. E esse cansaço é tão grande que "ELE, O DUDU DEMOLIÇÕES" preferiu se livrar de tanto dinheiro e jogar tudo nas mãos da família Medina, dona da marca ROCK'N RIO, num contrato de vinte anos. 

O mais interessante desse "rolo" é essa privatização se dar num momento eleitoral quando o prefeito sai pra concorrer ao governo do Estado. Não tem nada de estranho nisso? Ainda que essa "operação" tenha sido conduzida pelo Prefeito Interino, ficou muito estranha, porque o parque sempre deu lucro, muito lucro, pois todo evento particular realizado naquele esaço sempre foi cobrado. 

Mas não se surpreendam. Testem a quantas anda a onda privatista de Eduardo "demolições" Paes. Entrem numa escola ou posto de saude municipal e perguntem a um atendente se ele é servidor. Fizemos isso e obtivemos a resposta: PÚBLICO AQUI SÓ O PRÉDIO!

ABAIXO A ONDA PRIVATISTA NO RIO DE JANEIRO
DESDE LULA A EDUARDO PAES!

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Preparem-se para a nova ofensiva do Estado neoliberal logo após o pleito eleitoral * Giovanni Alves/SP

 Preparem-se para a nova ofensiva do Estado neoliberal logo após o pleito eleitoral

Com ou sem Lula, a oligarquia financeira articula o desmonte das garantias fundamentais: visa desvincular a Previdência Social do salário-mínimo, extinguir os pisos constitucionais da saúde e da educação, restringir o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e impor uma Reforma Administrativa desenhada para sucatear e definhar, de forma definitiva, o serviço público.

A insaciabilidade da oligarquia financeira não conhece limites. Após solapar o direito histórico à aposentadoria, o alvo agora é o BPC, justamente em um momento em que a população brasileira envelhece aceleradamente. 

O resultado desse projeto é um país simultaneamente mais idoso, mais empobrecido, mais doente e mais endividado: este é o verdadeiro legado da austeridade fiscal e do neoliberalismo no Brasil.

Trata-se de uma operação deliberada para assolar as classes populares e os servidores públicos — eleitos como os alvos prioritários da racionalidade neoliberal.

Se reeleito, Lula será encarregado de gerenciar a versão 2.0 dessa própria agenda privatista e austera, reeditando a conciliação promovida em seu terceiro mandato. 

Trágico desfecho para a trajetória de um líder que se pretendia progressista. Pobre Brasil.

(Por Giovanni Alves).