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sábado, 15 de agosto de 2026

TODA FORÇA À INTERNACIONAL ANTIFASCISTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

TODA FORÇA À INTERNACIONAL ANTIFASCISTA
Diante do avanço neocolonial terrorista do imperialismo contra a América Latina: fortalecer a Internacional Antifascista
ROBERTO BERGOCI

Será realizado neste mês de agosto no Rio de Janeiro, a IV Reunião Nacional do Capítulo Brasil da Internacional Antifascista. De acordo com a declaração do encontro: "Nosso objetivo é fortalecer a luta antiimperialista, organizar e buscar a unidade entre os núcleos estaduais e municipais, fortalecendo a organização para a luta anticapitalista e antifascista, operando pela construção da soberania dos povos oprimidos e em luta, com vistas à construção da sociedade socialista".

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) saúda de forma entusiasta essa iniciativa. E como temos defendido desde nossa fundação (e o signo mesmo de nossa existência), toda iniciativa de luta e de combate contra o inimigo imperialista e as burguesias crioulas em nosso continente, que permita aproximar, aglutinar e unificar no mesmo bloco, os mais abnegados, corajosos e revolucionários elementos de nossa classe ou de setores sociais aliados, é bem vinda e contribui para o progresso da construção do programa da revolução socialista e da batalha antiimperialista.

O modo de produção capitalista na sua totalidade e em nível mundial, vive a mais grave crise de sua história e a mais clara manifestação do esgotamento absoluto desse modo de produção e de metabolismo social e em relação a própria natureza. De fato, é uma crise multifacetada, universal e civilizacional.

A decadência histórica que vive atualmente o sistema de dominação imperialista, é a face fenômenica mais clara desse declínio geral do regime burguês tardio.
Como resposta a sua crise e decadência, o imperialismo americano, personificação dos interesses de todas as frações dominantes da burguesia mundial, busca recrudescer seu domínio neocolonial dos povos oprimidos da periferia capitalista.

A América Latina por sua proximidade geográfica com os Estados Unidos e por estar inserida historicamente como uma zona de segurança geopolítica estratégica para Washington, sofre atualmente uma ofensiva recolonizadora duríssima.

A famigerada Doutrina Monroe e o chamado Destino Manifesto , duas das expressões doutrinárias da dominação colonial inconteste de nosso continente por parte do imperialismo americano, estão sendo recicladas para o atual período de decadência do regime terrorista estadunidense.

Os bandidos da Casa Branca buscam estabelecer um controle absoluto de nossa região, utilizando para isso, o serviço sujo de seus tradicionais lacaios e piões crioulos latino-americanos. O crescimento do neofascismo no continente é produto direto dessa decadência do capitalismo mundial e suas manifestações mais destrutivas nos países dependentes e subdesenvolvidos.

O Imperialismo tem fomentado através de seus serviços de inteligência, o crescimento do novo fascismo em Nossa América, comprometido radicalmente com as terapias de choque neoliberal, a serviço do capital financeiro monopolista.

As novas formas golpistas mobilizadas pelas guerras híbridas de quinta geração e as revoluções coloridas, estão sendo implementadas em praticamente todos os nossos países. Washington planeja o domínio completo de todas as fontes de recursos minerais estratégicos da América Latina; do nosso petróleo, água e recursos naturais e humanos.

Para isso, é imprescindível aos falcões imperialistas o controle geoestratégico da região e a remodelagem de todo o mapa geopolítico latinoamericano, utilizando sem vacilar para isso, a possibilidade real de recorrerem como no passado, ao terrorismo de Estado e a implementação de regimes neofascistas lumpens para quebrar a resistência das massas.

Diante de ameaça tão grave contra nossos povos, se faz cada vez mais urgente a construção de uma frente latinoamericana antiimperialista e antifascista. O momento é muito sério e não se pode perder tempo.

É imprescindível superar no interior das forças revolucionárias ou democráticas, a fragmentação e o divisionismo, no sentido de colocar em segundo plano, as divergências que sejam secundárias e de menor importância.

A construção de um bloco histórico antiimperialista e antifascista concreto e de luta, é uma das tarefas mais necessárias de nosso tempo histórico para fazer frente às reais ameaças dos maiores inimigos da humanidade.

O Capítulo Brasil da Frente Antifascista, é ao nosso ver, importante iniciativa e um embrião da possibilidade dessa construção de lutas coordenadas em nível internacional. 
Vida longa aos camaradas!
Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
15/08/2026

sexta-feira, 12 de junho de 2026

04 DE JULHO ANTIIMPERIALISTA * COORDINADORA TRICONTINENTAL ANTIIMPERIALISTA DE LOS PUBLOS&FRT

04 DE JULHO ANTIIMPERIALISTA
NOTA DA FRT

Chamamento aos povos oprimidos do mundo: fortalecer as Jornadas Anti imperialistas como primeiro passo para a construção de uma Frente Internacional de combate dos povos contra o Imperialismo e seus lacaios

A Coordenadora Tricontinental Antiimperialista de los Pueblos está convocando para o dia 04 de julho, as Jornadas Antiimperialistas dos Povos. A data, celebrada pelo imperialismo, marca o 250° aniversário da independência dos Estados Unidos da Grãn- Bretanha.

Organizações revolucionárias e dos movimentos populares, agrupados na Coordenadora Tricontinental de los Pueblos, abarcando praticamente toda a América Latina, convocam manifestações e atos políticos unificados e coordenados em nível continental contra o Imperialismo. Não é preciso dizer que tal iniciativa política ganha cada vez mais importância num contexto marcado por uma ofensiva mundial das forças imperialistas e abertamente fascistas contra os povos trabalhadores e oprimidos.

Na atual quadra histórica, o imperialismo americano e seus vassalos em todo o mundo, recrudescem seus crimes abomináveis em praticamente todos os países da periferia capitalista. Essa ofensiva guerreirista e neocolonial, é parte central do projeto imperialista e das burguesias reacionárias, que almejam reconfigurar o capitalismo mundial diante de sua grave crise histórica.

Os senhores imperialistas estão neste momento, travando uma guerra de morte contra a humanidade inteira.
O genocídio sionista/imperialista contra Gaza, é o padrão de barbárie que planejam estender em nível mundial contra povos rebeldes e países alvos da sanha colonial e de pilhagem.
O que estamos presenciando no Líbano, arrasado pelos terroristas sionistas; no Irã, atacado covardemente; Venezuela, que teve seu presidente sequestrado através de um ato de terrorismo estadunidense; Cuba, estrangulada por uma guerra multifacetada e ameaçada de ser atacada militarmente de forma direta, etc., são partes do projeto imperialista dos Estados Unidos de impor uma ditadura imperial global e uma dominação de tipo colonial contra os países dependentes e/ou periféricos.
O crescimento da extrema direita fascista e terrorista no mundo, expressa de forma cabal essa tentativa do capital em dar um "salto para frente" diante de sua grave crise civilizacional. O Imperialismo estadunidense como o chefe de fila do capitalismo mundial, é o espelho dessa tendência, das mais destrutivas do atual regime burguês em franca decadência.

Na América Latina, os terroristas que ocupam a Casa Branca buscam implementar um caos planejado para facilitar sua dominação colonial contra nossos povos. Sua arma contra nossos países, são os tradicionais peões e lacaios entreguistas de sempre: as burguesias crioulas, seus serviçais e titeres entre as forças militares, políticos profissionais direitistas, ou da "esquerda " da ordem, juízes e jornalistas da grande imprensa, etc.

No entanto, os abutres imperiais e seus sócios capitalistas locais, estão se deparando com lutas revolucionárias concretas de povos rebeldes e iracundos, como na Bolívia, que por suas vez, é expressão das tendências muito claras, de que no próximo período veremos a radicalização das lutas populares em todo o nosso continente como a experiência histórica nos tem demonstrado.

A derrota imperialista humilhante sofrida no Irã; a resistência palestina e libanesa contra o monstro sionista, mostram o caminho a seguir, para todos os povos ameaçados pelo imperialismo. Somente a dura batalha de um povo consciente de seus interesses, organizado, disciplinado e disposto a grandes sacrifícios, pode derrotar os maiores inimigos da humanidade, que são o Imperialismo e seu cão sionista.

É nesta perspectiva revolucionária e de luta, que a Coordenadora Tricontinental de los Pueblos, convoca em toda a América Latina, a Jornada Antiimperialista no dia 24 de julho. Estão convocados atos e manifestações políticas sincronizadas e coordenadas internacionalmente em apoio aos povos de Cuba e Bolívia, que resistem heroicamente ao monstro e nos dão grandes exemplos de resiliência e combatividade.

Na ocasião, também comemoramos o centenário do comandante Fidel Castro, um dos maiores revolucionários e lutador antiimperialista de Nossa América e um exemplo para nossos povos.

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) 

confirma sua adesão às Jornadas e reforçamos o chamado ao povo brasileiro e às organizações de luta dos trabalhadores para que somenos forças, na luta antiimperialista em nosso continente.
Viva as lutas de todos os povos do mundo contra o imperialismo e o sionismo!
Viva o centenário do comandante Fidel Castro!
Golpear o imperialismo em toda a Nossa América!
Construir a Jornada Antiimperialista de los Pueblos!
A essa ofensiva juntam-se organizações da Venezuela, Honduras, BRASIL E AUSTRÁLIA… ESTE APELO URGENTE E NECESSÁRIO JÁ ESTÁ EM ANDAMENTO
AMÉRICA, EUROPA E OCEANIA!!!

Se tiver interesse em participar, avise-nos.

Ofensiva Tricontinental Contra o Imperialismo Ianque e as Celebrações
REVOLUCIONÁRIOS
Junho-agosto de 2026

1. No dia 4 de julho, o Imperialismo Ianque celebrará seu 250º aniversário.
anos de independência da Grã-Bretanha, isto num contexto
históricos onde não há dúvida de que eles são o principal inimigo de
Humanidade. Um título que conquistaram como resultado de sua sangrenta...
agir contra a soberania, a autodeterminação e a liberdade do
Povos do mundo, desde meados do século XX até os dias atuais.
Os Yankees, em sua sede insaciável de devastar tudo em seu caminho, têm
exerceram uma rígida colonização cultural, tentando impor sua
estilo de vida deprimente e um sistema democrático injusto e criminoso,
e são uma fábrica de guerra que, independentemente de seu governo...
Sejam democratas ou republicanos, eles se dedicaram a esmagar a todos.
Qualquer pessoa que não se submeta aos seus projetos. Hoje, em um mundo multipolar,
diante da evidente perda de sua hegemonia unilateral e da grave
crise em que se encontram há anos, sob o comando do Calígula Trump e sob
o slogan decrépito “Make America Great Again” intensificou sua
bestialidade inata conduzindo o mundo e as vidas dos povos a um
tensão sem precedentes e a sobrevivência da espécie humana.

2. A vontade de lutar dos povos do mundo, há anos.
Temos acentuado e radicalizado as contradições contra o
Capitalistas internacionais, incluindo os americanos. Sua lógica de
A opressão e a dominação começam a ruir devido à irrupção maciça e
estendida pelos humildes do mundo que intensificaram sua luta
por uma vida diferente do que é conhecido e melhor do que o que é estabelecido como
uma normalidade sufocante. Há manifestações disso em todo o mundo.
O confronto de classes tem se alastrado e se aprofundado.
caracterizando esta nova era onde nós, os protagonistas, somos
sendo os povos. Os processos de libertação na região do Sahel em
África, os enormes fluxos migratórios dos marginalizados do primeiro mundo
Europeu, as batalhas dignas contra a bestialidade e a perseguição.
demente - contra a migração, as lutas dos povos indígenas
da Oceania e de Abya Yala, as lutas pela sobrevivência na Ásia, o
protestos em massa contínuos na América Latina, com a Palestina que
Ele continua lutando por sua liberdade, e com o Irã e Cuba não...
Eles sucumbem às ambições nefastas dos gringos… eles não apenas foram
não apenas moldando graciosamente o contexto histórico atual, mas também...
une os povos – em nossa diversidade – na luta
tricontinental contra os Yankees e seus lacaios.

3. O evento ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho deste ano.
No México, nos Estados Unidos e no Canadá, acontece a Copa do Mundo de
Imperialismo. Seu satélite, a FIFA, cujo presidente não hesitou em solicitar
O Prêmio Nobel da Paz para a besta loira Trump foi oferecido a ele em
bandeja de prata a realização do principal evento de futebol de
mundo ao seu mestre ianque. Copa do Mundo que se pretende realizar com o
A humanidade perseguida pelos ianques, num contexto de tensão crescente.
protestos em todo o mundo e as mobilizações de grupos específicos
das terras de Zapata.

4. No dia 13 de agosto deste ano, comemora-se o centenário do nascimento de
Fidel Castro, um homem concreto da Revolução Cubana, que vem
Sendo um farol para a humanidade por mais de seis décadas.
Revolucionários do mundo, os humildes do planeta e todos aqueles
que se esforça para viver em paz, em comunhão tranquila entre os seres humanos e
Em nossos habitats, devemos celebrar esse fato histórico, que no
A peculiaridade histórica deste momento assume os contornos de uma posição.
trincheira. Celebrar o nascimento de Fidel é celebrar a
humanidade, o povo; é defender a Cuba revolucionária e
É claramente uma decisão categoricamente anti-imperialista.

Neste contexto histórico, com seus evidentes contrapontos e onde ele se encontra,
Tomar uma posição é inevitável, e nós, os abaixo-assinados, nos comprometemos com o seguinte:

— Que, a partir da nossa realidade, contribuímos — com mobilizações e
protestos - na materialização desta ofensiva necessária
Tricontinental contra o imperialismo ianque e celebrações
Revolucionários.

- Que, dentro dessa ofensiva, se realizem ações anti-imperialistas.
e de celebrações revolucionárias, pelo menos nas seguintes.
contextos/marcos/chamadas:

+ Para protestar contra a Copa do Mundo do Imperialismo Ianque.
+ Protesto contra o imperialismo ianque em 4 de julho, dentro da estrutura
do 250º aniversário de sua independência.
+ Para celebrar, recriando os ideais da Revolução Cubana, o 73º aniversário de
Ataque ao Quartel Moncada.
+ Para celebrar o centenário de seu nascimento com ações anti-imperialistas
Por Fidel Castro.

VAMOS FAZER DE JUNHO UM DIA MARCADO POR UMA LUTA TRICONTINENTAL CONTRA...
Ianques e celebrações revolucionárias!!!

NÃO À COPA DO MUNDO DO IMPERIALISMO IANQUE!!!

4 DE JULHO: PROTESTO TRICOINTINENTAL CONTRA O IMPERIALISMO IANQUE!!!

TRICONTINENTAL: UNIDOS NA REVOLTA DOS POVOS DE
MUNDO CONTRA O IMPERIALISMO IANQUE!!!

Assinado:

AMÉRICA LATINA E CARIBE.

- Rede de Imprensa Popular Latino-Americana,
- Revista Atreverse
- Agência de Comunicação IPNews Bolívia
- Conselho Nacional e Internacional de Comunicação Popular CONAICOP
- Apelo pela Segunda Independência (Argentina)
- Frente Nacional de Luta pelo Socialismo (México)
- Popular Agora Chile
- Movimento Juvenil Lautaro (Chile)
- Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT (BRASIL)
- Frente Nacional de Resistência Popular, FNRP (Honduras)
- Comitê Coordenador Simón Bolívar da Venezuela

EUROPA.

- Coletivo de Rádio Luis Emilio Recabarren (Suécia)

OCEÂNIA

- Campanha de Solidariedade Chile-Austrália
- Rede de Solidariedade Latino-Americana (LASNET) - Rede de Solidariedade com
Povos da América Latina - Austrália.

COORDINADORA TRICONTINENTAL ANTIIMPERIALISTA DE LOS PUBLOS
AGENDE-SE CONOSCO
CHILE

NO ÂMBITO DO CONVOCADO INTERNACIONAL PARA PROTESTAR CONTRA OS IANQUES
No próximo dia 4 de julho, em Santiago, nos uniremos a eles convocando este protesto.
MARCHA NA SEXTA-FEIRA, 3 DE JULHO.
ORGANIZAÇÃO COMUNISTA REVOLUCIONÁRIA (RCO)
MOVIMENTO DA JUVENTUDE LAUTARO (MJL)
POPULAR AGORA CHILE.
AUSTRÁLIA

Na Austrália, eles vão protestar contra o imperialismo ianque.
NO PRÓXIMO DIA 4 DE JULHO!!!
Compartilhamos isso através do @lasnet_solidarity_network
“SÁBADO, 4 DE JULHO, 12H, 2026
PROTESTO NA BIBLIOTECA ESTADUAL
Melbourne, Austrália
PARE A INTERVENÇÃO/IMPERIALISMO DOS EUA NA ÁSIA, MUITO DISTANTE.
ORIENTE, OCEANIA, AMÉRICA LATINA E O MUNDO!!
TERRORISTA NÚMERO UM DO IMPERIALISTA AMERICANO
Parem a máquina de guerra dos EUA
Da Palestina, passando pelo território Mapuche, até as Filipinas e além.
Porque?
As pessoas devem se opor, denunciar e protestar contra o imperialismo!
Os Estados Unidos estão tentando dominar o mundo. Eles querem
para garantir que todos estejam sujeitos à exploração por parte de
Empresas americanas.
Os Estados Unidos invadiram inúmeros países (por exemplo, Guatemala,
Cuba, República Dominicana, Vietnã, Iraque, Afeganistão, Líbia, entre outros). Tem
golpes militares organizados em muitos países (por exemplo, Chile 1973,
e uma tentativa de golpe fracassada na Venezuela em 2002).
Os Estados Unidos impõem sanções econômicas aos países que as desrespeitam.
(por exemplo, Cuba, Venezuela, Irã). Tais sanções são uma forma de
guerra econômica e pode causar sérias dificuldades à população de
Esses países.
Os Estados Unidos apoiam a guerra genocida de Israel contra o
O povo da Palestina. Isso faz parte da estratégia deles para controlar o
Médio Oriente.
Os Estados Unidos têm diversas bases na Austrália, tropas
Aeronaves militares americanas estão estacionadas aqui. Pine Gap
Isso ajuda os Estados Unidos a espionar outros países. As tropas
Os australianos participaram de muitas guerras americanas, AUKUS
Isso estreitará ainda mais os laços entre a Austrália e o imperialismo americano.
Devemos exigir o fim da aliança EUA/Austrália.
COMPARTILHE AMPLAMENTE
PAREM DE ARMAR ISRAEL, O GENOCÍDIO PRECISA ACABAR

COORDINADORA TRICONTINENTAL ANTIIMPERIALISTA DE LOS PUEBLOS
COORDTRI / FACEBOOK
*

sexta-feira, 1 de maio de 2026

1º DE MAIO PROLETÁRIO ANTIIMPERIALISTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

1º DE MAIO PROLETÁRIO ANTIIMPERIALISTA
Hoje como todos os primeiros de maio em nossa ilha revolucionária, o povo saiu às ruas para dizer que mesmo diante da ofensiva do imperialismo, a guarda revolucionária não se renderá!
Tendo como lema deste ano "A Patria Se Defende",
A Revolução Cubana segue viva e resistirá as ameaças e tentativas de estrangulamento de seu povo.
MST
Por um 1º de maio dos trabalhadores, sem ilusões com a burguesia!*

Há mais de um século os trabalhadores têm o 1º de maio como um marco de sua história de lutas, sacrifícios e conquistas. Esse é um dia para relembrar nossa força, nossas batalhas e nossos heróis. Lembrar que só há melhoria nas condições de vida e trabalho para a nossa classe com união, luta e persistência!

Pois nesse mundo em que vivemos, o mundo capitalista, somos a classe explorada e oprimida, aquela que tudo produz, mas vive na miséria de um salário de fome. Um mundo que não serve para nós trabalhadores, um mundo que destrói nossas vidas. Por isso, há séculos também nossa luta é por uma nova sociedade, um novo mundo, sem exploração e opressão.

Nas últimas décadas, esse mundo de exploração vive crescentes contradições, com as potências econômicas disputando agressivamente por seus lucros, capitais e zonas de influência. Nessas disputas, há uma escalada armamentista em todo o mundo, a explosão de guerras cada vez mais violentas, e o retorno de governos e ideologias reacionárias, de extrema direita, assim como foram os nazistas e os fascistas do passado.

Na fábrica, na guerra, na vida, os que mais sofrem são os trabalhadores e os povos oprimidos. São da nossa classe aqueles que morrem aos poucos nas linhas de produção, para garantir o lucro dos patrões; aqueles mandados para as linhas de combate nas guerras, para assegurar o domínio de um ou outro bloco imperialista; além dos homens, mulheres e crianças assassinados cruelmente, como no genocídio executado contra os palestinos pelo Estado sionista e terrorista de Israel.

Portanto, nesse 1º de maio, é preciso lançar um chamado de luta contra o avanço dessa barbárie, feita de exploração e guerra, pelo fim desse mundo capitalista, que significa para nós mais morte e destruição. Ao mesmo tempo, nos colocamos ao lado daqueles que resistem, dos trabalhadores que se levantam contra a exploração e dos povos que reagem às agressões imperialistas, como o heroico povo palestino e mais recentemente a população e a resistência no Irã e no Líbano.

Toda essa conjuntura impacta de forma específica o Brasil. Mais recentemente, estamos vivemos mais um choque de inflação por causa de mais uma guerra, que ameaça fazer crescer a carestia. A piora do cenário externo pode também piorar a atual desaceleração da economia nacional: e isso se reverterá no aumento do desemprego, mais informalidade etc. Sem contar países vizinhos ao nosso sofrendo agressões e intervenções diretas do imperialismo dos EUA.

Há anos, governo após governo, avança a integração subordinada do Brasil na divisão internacional do trabalho, agora não apenas submisso ao imperialismo euro-atlântico, liderado pelos EUA. Cada vez mais, há a presença em nosso país da potência capitalista chinesa, maior produtora de manufaturados e exportadora de capital do mundo, em disputa pela hegemonia global com o imperialismo estadunidense. Em meio a isso, as condições de vida, a devastação da natureza e as expectativas das massas só pioram em nosso país. Pela fraqueza política e de organização da nossa classe, em vez de conseguirmos revidar a esse quadro, estamos sofrendo uma verdadeira ofensiva burguesa, que tem arrancado muitas conquistas.

Em mais um ano eleitoral, querem enganar os trabalhadores, dizendo que a solução virá de algum dos grupos políticos que representam objetivamente os interesses dos patrões, das classes dominantes. Mas é mais um engodo: nas questões centrais, como a política econômica, há uma unidade entre todos os principais candidatos. Suas diferenças estão apenas na forma com a qual pretendem garantir esses interesses burgueses e imperialistas por aqui: se com maior repressão e fascistização, ou com cooptação e enrolação. Se mais integrados ao imperialismo dos EUA ou aos interesses da China. E por aí vai.

A classe operária e demais trabalhadores não podem cair nessa armadilha de confiar às facções burguesas a solução dos nossos problemas ou nossas bandeiras de luta. Devemos, mesmo que se trate de uma luta a longo prazo, retomar nossos princípios na luta de classes e lutar a partir deles. Lutar do nosso ponto de vista, e sempre a partir de nossas demandas concretas e interesses fundamentais. 

O caminho é persistir na organização e na elevação da capacidade de combate de nossa classe – nos locais de trabalho, moradia, estudo etc. Isso serve tanto para obter reformas parciais e imediatas como para afirmar nossos objetivos estratégicos: a classe trabalhadora no poder e o socialismo!

*VIVA A LUTA DOS TRABALHADORES!*

ENCONTRO COMUNISTA
Brasil, 1° de maio de 2026
*
ORIGEM DOS DIREITOS SOCIAIS
ORIGENS DO 1º DE MAIO

Querida família cubana, meu belo povo do mundo:

TODOS ATÉ 1º DE MAIO MARÇO

Esta é uma mulher #cubana falando, que ama esta terra, que se orgulha de sua #Revolução e que acorda todas as manhãs com a certeza de que viver aqui, mesmo não sendo fácil, é um PRIVILÉGIO que ela não trocaria por NADA no mundo. E é justamente esse ORGULHO que me leva a compartilhar algumas reflexões com vocês, do fundo do coração, poucos dias antes desse dia sagrado para os trabalhadores: o #DiaDoTrabalhador.

Você e eu sabemos o que significa acordar cedo, trabalhar arduamente nos campos, nas fábricas, nos hospitais, nas escolas. Sabemos o que significa fazer o salário render, ser criativo, resolver problemas, criar do nada, porque o bloqueio nos sufoca, mas não nos afogará. Esse inimigo implacável — o império ianque — vem tentando nos destruir incessantemente há mais de 65 anos. Com seu cruel bloqueio econômico, com aquela ordem executiva de 29 de janeiro que agora inclui um bloqueio energético, eles pretendem extinguir nossa luz, parar nossos motores e nos fazer render pela fome e exaustão. Mas eles não nos conhecem!

Por isso, a Confederação dos Trabalhadores Cubanos (CTC) nos convoca neste Dia do Trabalhador de 2026, sob uma ideia que comove nossas almas: "A Pátria está sendo defendida". E não se trata de qualquer defesa: é a defesa de Maceo quebrando a folha de palmeira em Baraguá, recusando-se a aceitar a paz sem independência. É a defesa de Martí em seus "Novos Pinheiros", clamando pela união de várias gerações. É a defesa de Fidel naquele Dia do Trabalhador de 2000, alertando-nos que a Revolução se defende com ações.

Este Dia do Trabalhador não é apenas um desfile ou um evento. É um DIREITO que temos como trabalhadores e como povo: o direito de exigir uma vida digna, de dizer ao mundo que não aceitaremos mais sanções, que NÃO QUEREMOS GUERRA, que o bloqueio é um CRIME contra a humanidade e que NÃO viveremos de joelhos. Ir às ruas nesse dia é gritar: "Basta de sufocamento! Cuba vive, Cuba luta, Cuba cria!"

A CTC nos convida a celebrar com razão, sim, porque a escassez nos ensinou a fazer mais com menos. Mas também com alegria, porque a esperança é inegociável. Eles nos pedem para estarmos presentes em cada local de trabalho, em cada bairro, em cada município, em cada província. Da usina termelétrica que luta para manter as luzes acesas, da fábrica que nunca para, da sala de aula onde o futuro está sendo moldado, do consultório médico que salva vidas… cada trincheira é válida para defender o que construímos com suor e DIGNIDADE.

E quero lhes dizer algo, do fundo do meu coração: unir-nos neste Primeiro de Maio não é fanatismo nem dogma. É CONVICÇÃO. É olhar nos olhos dos nossos filhos e dizer-lhes: "Não nos renderemos". É lembrar dos nossos amigos que nos apoiam em todo o mundo — e a eles agradecemos do fundo do coração — porque compartilham o nosso destino sob uma ameaça militar real. Mas essa ameaça não nos aterroriza; ela nos fortalece. Como diz o verso imortal: Morrer pela pátria é viver.

Então, convido todos vocês: o trabalhador rural, o operário, o professor, o cientista, o artista, o aposentado que dedicou a vida ao serviço, o jovem que se pergunta o que fazer. Saiamos às ruas no Dia do Trabalho com as cores vibrantes da nossa bandeira. Saiamos para romper o silêncio, para demonstrar que unidos somos invencíveis. Porque neste ano de 2026, no centenário de Fidel, sob a liderança do nosso Partido e do nosso amado Presidente Díaz-Canel, os trabalhadores cubanos proclamarão mais uma vez em alto e bom som:

Pátria ou morte! Nós venceremos!

Nos vemos no Dia do Trabalho, nas ruas, de mãos dadas, mostrando que a dignidade não pode ser bloqueada. Viva a Revolução Cubana! Viva o proletariado do mundo!

Com todo o AMOR desta cubana que acredita em sua pátria.

Yuni De Cuba 
PRIMEIRO DE MAIO PALESTINO

Trabalhadores do mundo, povos livres e nações emergentes: Unam-se contra o imperialismo americano e o fascismo israelense!
No Dia Internacional dos Trabalhadores, 1º de maio de 2026, a Frente Democrática para a Libertação da Palestina fez um apelo aos trabalhadores, povos livres e nações emergentes do mundo para que se unam contra o brutal imperialismo americano e o fascismo israelense, em sua aliança nefasta para incitar guerras em todo o globo, semear o caos e a instabilidade, saquear as riquezas das nações, desmantelar e reestruturar seus sistemas políticos e empregar a força fascista para alcançar seus objetivos coloniais. Isso inclui o retorno aos métodos bárbaros dos séculos passados, a violação do direito internacional, a desestabilização de instituições e organizações internacionais e a fabricação de alianças e estruturas alternativas. Essas ações ameaçam a paz mundial, privam os povos do seu direito de construir seus próprios Estados nacionais e economias independentes e impedem o desenvolvimento de suas capacidades e potencial para formar as futuras gerações. Isso leva à destruição do que milhões de trabalhadores construíram com suas mãos e mentes, ao empobrecimento de nações e à destruição da civilização, para serem substituídas por políticas de discriminação. Racismo, opressão de classe, uma cultura de selvageria, genocídio, o desperdício do potencial humano e dos recursos naturais a serviço da destruição, a disseminação de doenças e epidemias e a ameaça ao futuro do planeta.
A Frente Democrática declarou: O que está acontecendo na Palestina talvez exemplifique as atrocidades cometidas pela brutal aliança americano-israelense, que infligiu destruição generalizada à Faixa de Gaza, incluindo a destruição de seus sistemas de saúde, ambiental, educacional e alimentar. Trata-se de uma tentativa de fazer a Faixa retornar à Idade da Pedra e apagar sua existência do mapa por meio de uma guerra genocida que já ceifou a vida de mais de 80.000 vítimas, das quais 70% são crianças, mulheres, lactantes e gestantes. A guerra também resultou em mais de 180.000 feridos e lesionados, dos quais mais de 18.000 correm risco de morte devido à falta de tratamento médico necessário. Essa situação é agravada por um cerco contínuo que tornou o espectro da fome uma ameaça constante aos sobreviventes da guerra, cuja própria existência em suas terras ainda está ameaçada por projetos de deslocamento em massa.

A guerra genocida e a destruição da natureza na Faixa de Gaza obliteraram o que os trabalhadores, o povo e os intelectuais da Faixa construíram com suas mãos, mentes e iniciativas, munidos de uma cultura civilizada que, em sua própria presença, condena a cultura fascista de Israel, que prospera na força — a força da morte, da destruição e do extermínio de outros, e da pilhagem de suas terras, como está acontecendo na Faixa de Gaza, no sul do Líbano, no sul da Síria e nas Colinas de Golã ocupadas.
A Frente Democrática afirmou em sua declaração: Na Cisjordânia, a natureza brutal e fascista do projeto israelense também se manifesta claramente na fome que assola mais de 250.000 trabalhadores palestinos, que vivem em um estado de desemprego mortal, e na pilhagem das receitas alfandegárias, privando o povo palestino delas. Isso levou a graves danos à economia palestina e a repercussões mortais sobre dezenas de milhares de trabalhadores, diaristas, pessoas com renda limitada e a grande maioria dos empregados, culminando na ameaça de colapso do sistema bancário na Cisjordânia.
A Frente Democrática enfatizou que o cenário palestino apresenta um quadro extremamente claro, resumindo o conflito global em curso entre a aliança do brutal imperialismo americano e do fascismo israelense, de um lado, e os povos em ascensão que aspiram a desenvolver sua identidade nacional, cultura, civilização e democracia, e que lutam por segurança, estabilidade e prosperidade, e para construir um futuro brilhante para toda a humanidade, do outro.
Neste contexto, a Frente Democrática renova seu apelo aos trabalhadores do mundo, aos seus povos livres e às suas nações emergentes para que se unam contra o brutal imperialismo americano e o fascismo israelense em frentes globais, tanto populares quanto oficiais, para confrontar a limpeza étnica, a discriminação racial e as políticas de imposição de cercos a povos como ferramentas para alcançar objetivos coloniais. Apela também à oposição a guerras e atos de hostilidade, e à salvaguarda dos direitos legítimos dos povos à liberdade, à autodeterminação e ao estabelecimento de seus Estados nacionais, bem como ao usufruto de seus recursos e riquezas nacionais sob a égide da justiça social e da democracia, e com respeito pelas civilizações e culturas alheias.
Central Media
30 de abril de 2026
FRENTE DEMOCRÁTICA DE LIBERTAÇÃO DA PALESTINA
FDLP

PARTIDO COMUNISTA DA BOLÍVIA
HORA DO PEÃO
*A imprensa capitalista diz que é Dia do Trabalho*
*Partidos social-democratas dizem que é motivo de celebração*
*❝ Mas o proletariado consciente sabe que o 1º de maio é o Dia Internacional dos Trabalhadores, em memória dos trabalhadores anarquistas assassinados em 1887 por lutarem pela jornada de trabalho de oito horas e desejarem a anarquia e a igualdade social.❞*
A HISTÓRIA DO 1° DE MAIO – OS MÁRTIRES DE CHICAGO
(Ernesto Germano Parés)
*
O século XIX marcou a grande arrancada do sistema capitalista e o grau de exploração sobre os trabalhadores atingia uma violência inigualável. A “Revolução Industrial”, o surgimento das primeiras máquinas e o aparecimento das fábricas levavam milhões de seres humanos a uma situação de extrema submissão ao capital.
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Era comum o trabalho de crianças, mulheres grávidas e trabalhadores em jornadas que duravam até 18 horas diárias, sem interrupção!
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Os primeiros movimentos pela redução da jornada de trabalho começaram na Inglaterra, ainda na década de 1820, e foram se espalhando pela Europa. Posteriormente chegaram aos EUA e Austrália.
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Em 1886, em Chicago, os operários estadunidenses que já haviam acumulado experiência com várias mobilizações pela redução da jornada para 8 horas diárias resolveram que estava na hora de começar as grandes ações. Em 1° de maio de 1886 teve início a Greve Geral que contou com a adesão de mais de um milhão de trabalhadores em todo o território americano. Pensem nisto: um milhão de trabalhadores parados, em pleno século XIX!
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Isto incomodou muito ao sistema e os patrões resolveram usar todos os artifícios para impedir que a Greve se ampliasse ainda mais. A repressão, já no primeiro dia, foi violenta e não poupava ninguém. Centenas de trabalhadores foram espancados e presos, mas o movimento ganhava mais força. No dia dois, uma grande passeata tomou conta das ruas de Chicago e os trabalhadores carregavam cartazes e faixas reivindicando a jornada de 8 horas.
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A polícia não dormiu. A repressão se tornou ainda mais violenta e, no dia quatro, quando estava marcada uma grande assembleia na Praça Haymarket, uma bomba explodiu no meio da multidão matando dezenas de trabalhadores e ferindo mais de 200 pessoas, inclusive alguns policiais.
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Oito líderes do movimento foram presos, acusados de haver provocado o tumulto, e julgados: Alberto Parson, tipógrafo (39 anos); August Spies, tipógrafo (32 anos); Adolf Fischer, tipógrafo (31 anos); George Engels, tipógrafo (51 anos); Ludwig Lingg, carpinteiro (23 anos); Michael Schwab, encadernador (34 anos); Samuel Fielden, operário têxtil (39 anos); Oscar Neeb, (?). Os quatro primeiros foram condenados à morte e enforcados no dia 11 de novembro de 1887. Os demais foram condenados à prisão perpétua. Ludwig Lingg suicidou-se na cadeia.
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A luta dos trabalhadores estadunidenses, no entanto, não parou aí. Centenas de outros movimentos ocorreram e, em 1890, o Congresso dos EUA votava a Lei que estabelecia a jornada de 8 horas diárias.
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Em 1893, a Justiça dos EUA reabriu o processo contra os oito operários e ficou comprovado que todas as provas apresentadas durante o julgamento haviam sido forjadas e que a bomba havia sido colocada pela própria polícia para incriminar os manifestantes. Foi reconhecida a inocência dos condenados e os três operários que ainda estavam na cadeia foram libertados.
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Nos EUA, até hoje, não se comemora o 1° de Maio. Canadá, Austrália e EUA são os únicos países que não comemoram a data.
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AS COMEMORAÇÕES DO 1° DE MAIO
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Em 1889, reunidos em Londres, representantes de centenas de entidades de trabalhadores aprovaram uma resolução: que em todos os países, em todas as cidades, os trabalhadores lutem pela redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e que se consagrasse o 1° de maio de cada ano a esta luta (em memória do ocorrido no 1° de maio de 1886, em Chicago).
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No Brasil - 1894 - em Santos, no 1° de Maio, o Centro Socialista realiza palestra e debate. Alguns autores consideram a primeira comemoração da data, no Brasil.
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1900 - em 25/09, fundado em São José do Rio Pardo (SP) o Clube Democrático Socialista Os Filhos do Trabalho. O manifesto do Clube para o 1° de maio de1901 foi escrito pelo socialista Euclides da Cunha que dizia ser necessária “a reabilitação do proletariado, pela exata distribuição da justiça, cuja fórmula suprema consiste em dar a cada um o que cada um merece, abolindo-se os privilégios quer de nascimento, quer de fortuna, quer da força.”
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1906 - o 1° de maio foi comemorado em várias cidades. Em São Paulo, o Sindicato dos Gráficos uniu-se a outros sindicatos para realizar apresentações teatrais, em vários teatros da cidade. No Rio de Janeiro houve comemoração em praça pública. Em Santos houve comemoração, mesmo com uma violenta repressão enviada pelo governo (navios de guerra ancoraram no porto para intimidar). Em Campinas, surgiu o primeiro número do jornal A Voz Operária.
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1907 - o 1° de maio foi comemorado em todas as grandes cidades brasileiras e marca o início da luta pela jornada de 8 horas em nosso país.
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1909 - o número 10 do jornal A Voz do Trabalhador (1° de maio de 1909) publicava, pela primeira vez no Brasil, a letra do hino A INTERNACIONAL, composto por Pierre Degeyter e Eugène Pottier, em 1871, e que já virara o hino das comemorações do 1° de maio na Europa (junto com a bandeira vermelha usada pelos operários de Paris).
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1929 - Em 1° de Maio é criada a Confederação Geral dos Trabalhadores que, em março do ano seguinte, promove um Congresso de Agricultores e inicia a fundação de Sindicatos Rurais.
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É a partir dos primeiros anos da década de 40 que o governo passa a assumir as comemorações do 1° de maio e a transformar o dia de luta (pela jornada de 8 horas diárias de trabalho e de outras resistências para os trabalhadores) em festas com futebol de graça, shows com artistas e bailes para desviar o sentido das comemorações. O “Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora” passou a ser usado para iludir o próprio trabalhador.
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1968 – Já na ditadura militar, no 1º de maio, estudantes e trabalhadores se unem para organizar o Dia do Trabalhador. O Governador de São Paulo, Abreu Sodré, alimentava o sonho de suceder Costa e Silva e resolve se promover, autorizando o ato e mandando construir um palanque. Ao chegar à praça, com sua comitiva, é recebido com pedradas e palavras de ordem contra a ditadura, fugindo do local. Os manifestantes queimam o palanque oficial e saem em passeatas pelas ruas da capital.
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1981 - A bomba do Riocentro - A comemoração do 1° de maio, organizada pelo Centro Brasil Democrático (Cebrade), seria realizada no pavilhão do Riocentro. Cerca de 20.000 pessoas já se encontravam no local e aplaudiam um show da Elba Ramalho, quando todo o local foi sacudido por uma explosão. No estacionamento do pavilhão, perto da casa de força do Riocentro, uma bomba explodiu dentro de um carro Puma com dois oficiais do exército. O caso, até hoje, não tem explicação, e os ministros militares anunciaram, na época, que os militares é que teriam sido alvos de um atentado.
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Um 1° de Maio marcante - Quando os metalúrgicos do ABC (São Paulo) entram em greve, em abril de 1980, o movimento já tinha algo de diferente, antes mesmo de começar. O adesivo que convocava para a Assembleia era claro: "Chegou a hora! Vamos matar nossa sede." Por seu lado, o governo anunciava sua determinação de reprimir e lembrava que o sindicato já sofrera intervenção em 1979. A Assembleia do dia 30 de março, um domingo, votou pela greve. O movimento começou, e todos sabiam que seria longo e difícil. Um "Comitê de Solidariedade" foi criado e contava com setores da Igreja católica, associações de moradores e setores da esquerda. No dia 17 de abril, às 18:30 h, o Ministro assina o decreto, determinando a intervenção no Sindicato e afastando a diretoria. No dia seguinte, helicópteros do exército sobrevoavam São Bernardo, enquanto tropas da Polícia Militar, com carros "brucutus" e policiais da temida ROTA (polícia do Estado de São Paulo) cercavam o Sindicato. Do outro lado, o movimento ia crescendo e conquistando todo o descontentamento popular contra o regime. A Associação Brasileira de Imprensa, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Comissão de Justiça e Paz e centenas de outras entidades e organizações passam a apoiar e mostrar adesão a uma greve iniciada pelos peões do ABC. O 1° de Maio foi comemorado em São Bernardo (eu estive lá) por lideranças de todo o país, mesmo com a sede do Sindicato fechada e sob intervenção. A greve continuava!
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Uma bomba no Memorial No dia 1° de maio de 1989, em Volta Redonda (Rio de Janeiro), os metalúrgicos da Companhia Siderúrgica Nacional - CSN - inauguraram o Memorial projetado por Oscar Niemeyer em homenagem aos três metalúrgicos assassinados pelo exército durante a greve de novembro (09/11/1988). A Central Única dos Trabalhadores - CUT - havia indicado a cidade de Volta Redonda como a sede da comemoração oficial do 1° de maio, e caravanas de trabalhadores chegavam dos Estados próximos para a homenagem. A inauguração do Memorial foi presenciada por cerca de 20 mil trabalhadores que lotaram a praça e as ruas próximas. Na madrugada seguinte, dia 02, por volta das três horas, Volta Redonda acordou com o Barulho de uma explosão... Na praça, centenas de pessoas atraídas pelo barulho olhavam para o Memorial tombado por duas bombas de alto poder explosivo!
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