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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

OS TRABALHADORES E AS ELEIÇÕES 2026 * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

OS TRABALHADORES E AS ELEIÇÕES 2026
Nota pública da Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) sobre as eleições brasileiras.


O período eleitoral no Brasil já está aberto. Em 2026 as eleições abarcam a presidência da república, governadores e cargos parlamentares.

O fator marcante nas eleições brasileiras desde há muito, tem sido a mais completa carência de qualquer debate sério sobre os grandes temas de interesse nacional e do povo trabalhador.

Especialmente em 2026, temos , em relação à disputa presidencial (o cerne eleitoral no país), em linhas gerais a manutenção do projeto liberal dependente, que tem amarrado o Brasil na cadeia da subserviência diante do rentismo internacional e do latifúndio "moderno", alcunhado pelo nome pomposo de "agronegócio".

O Brasil está absolutamente entregue ao capital financeiro imperialista, sobretudo desde o advento do famigerado Plano Real, dos anos 1990. De lá para cá, independente de quem seja o gerente da vez a ocupar o Palácio do Planalto, o modelo econômico rentista e exportador primário permanece.

Nos últimos 30 anos, o regime neoliberal de reprodução do capitalismo dependente brasileiro foi consolidado e institucionalizado. A institucionalização das metas de superávit primário, teto de gastos--sociais--, arcabouço fiscal, remuneração da sobra dos caixas de bancos, etc., nada mais são do que o reflexo da dominância do Estado brasileiro, por grupos de parasitas membros das altas cúpulas do sistema financeiro internacional.

Na divisão mundial do trabalho, o Brasil passa por uma profunda regressão, se comparado há cerca de 50 anos atrás. O país que possuía um setor manufatureiro pujante, apesar da estrutura dependente da industrialização nacional, hoje tornou-se o grande centro mundial de valorização do capital rentista e vadio, devido às maiores taxas de juros do planeta.

Desde os anos de 1990, o país gasta, em média, metade do seu orçamento público com a remuneração da dívida pública (externa e interna) aos grandes sangues sugas e magnatas imperialistas, comungados com a burguesia lumpen brasileira, parasitando as riquezas e potenciais de nossa nação.

Os governos petistas, por exemplo, mantiveram intacto em todos os seus mandatos, absolutamente todo o conjunto do regime neoliberal de reprodução do capitalismo no Brasil.

Lógico, precisamos ser responsáveis, não estamos colocando um selo de iguais entre petismo e bolsonarismo; pois o primeiro administra o suicídio da nação a conta gotas, enquanto o segundo pretende degolar e estropiar sem piedade e de uma vez o povo trabalhador. E isso não é pouca coisa para a massa trabalhadora em seu cotidiano na luta pela sobrevivência.

Na verdade, independente de quem ganhe o pleito eleitoral deste ano, os interesses das frações dominantes do capitalismo brasileiro--leia-se o capital financeiro, os latifundiários, o capital comercial monopolista--estarão assegurados.

O ministro da fazenda do atual governo, Dário Durigan, por exemplo, já sinalizou que num próximo mandato, a equipe econômica de Lula teria de atacar os pisos constitucionais da saúde e educação, avançar sobre o salário mínimo dos aposentados e estrangular até o limite, o Benefício de Prestação Continuada, que atinge as parcelas mais empobrecidas das massas, para garantir a manutenção do odioso arcabouço fiscal, menina dos olhos dos parasitas agiotas que dão as cartas na economia nacional.

Por outro lado, uma presidência de Flávio Bolsonaro significaria com toda certeza, a completa entrega sem peias, do país ao imperialismo americano.

As forças imperialistas, diante do agravamento de sua crise de hegemonia e por conta da derrota que vêm sofrendo militarmente para o Irã, o que coloca em xeque sua dominação inconteste no Golfo Pérsico ameaçando inclusive o sistema do petrodólares, obriga Washington a recrudescer sua agressividade neocolonial e centrar fogo contra todos os países da América Latina.

A corrida para dominar por completo e de forma direta as fontes de minerais críticos, água doce, reservas de petróleo, biodiversidade, etc., em nossa região, exige da parte dos estrategistas imperiais uma ofensiva muito dura e contra nossos países.

O "corolário" trumpista da Doutrina Monroe e do Destino Manifesto, levado a cabo pela anturragem supremacista e fascio-sionista que compõem o atual governo criminoso em Washington, expressa essa necessidade imperialista para contrarrestar sua crise e decadência histórica.

A agressividade acelerada e radical que os peões da extrema direita latinoamericana impõe contra os trabalhadores nos países que gerenciam, expõe claramente o que certamente ocorrerá com o Brasil num suposto novo governo Bolsonaro, agora o filho.

Para não falar das implicações geopolíticas e seu significado para o povo cubano, por exemplo. Um Brasil governado pela extrema direita neocolonial fascista, significaria na prática, um avanço qualitativo do domínio imperialista direto, colonial em toda a nossa região. Também abriria a quase certa possibilidade de um regime de caráter terrorista estatal ascender sobre nosso país.

Por outro lado nunca as massas trabalhadoras em nosso país estiveram tão órfãs politicamente e ideologicamente como agora.

A esquerda brasileira se encontra praticamente ausente, fragmentada, sem rumo, sem programa e sem projeto.
Em tais circunstâncias históricas gravíssimas, não podemos de forma nenhuma permitir que a extrema direita bolsonarista procônsul da Casa Branca assuma o comando direto da máquina estatal no país.

E isso vai além do debate em torno da campanha pelo voto nulo, como alguns setores da esquerda têm defendido, ou apoiar acriticamente o governo neoliberal de Lula.

Aqui entra uma importante consideração de ordem tática:
Seria o mesmo, para um trabalhador individual e mesmo para o conjunto da classe, se deparar com um governo oportunista, demagogico, porém sem condições políticas por sua origem social e composição, de impor sobre as massas populares uma radical terapia de choque monetarista ultraliberal como o grande capital necessita; do que enfrentar a extrema direita abertamente fascistóide, que se declara comprometida em suprimir a ferro e fogo as conquistas sociais e ávida por participar diretamente, abrindo mão de intermediários, da entrega sem precedentes da nação ao Imperialismo?

Seria o mesmo para a classe operária argentina, por exemplo, em tais circunstâncias históricas concretas, enfrentar um governo de Cristina Kirchner e Javier Milei?

Não se trata de uma suposta defesa simplista do "mau menor", como alguns nos acusarão. Mas de uma análise concreta da realidade brasileira e latinoamericana.

Numa conjuntura onde os trabalhadores se encon
tram desmobilizados, desorganizados, sem uma referência concreta de protagonismo político claro, seria trágico um governo da extrema direita tomar o Brasil hoje.

É preciso toda precaução para não cairmos num ultra esquerdismo semelhante ao que ocorreu com os partidos comunistas europeus quando adotaram a infantil postura sectária conhecida como o "terceiro período", e da teoria infantil conhecida como "social fascismo", comparando a social-democracia ao fascismo.

Com isso não queremos dizer que vivemos atualmente uma conjuntura idêntica aos europeus dos anos 1930/40. No entanto, também vivemos um momento muito grave e que requer o maior cuidado político possível.

Nessas condições, nós da Frente Revolucionária dos Trabalhadores, sem qualquer ilusão na possibilidade de Lula supostamente dar um giro em sua política liberal, avaliamos que a vitória petista seria muito menos danosa às condições de sobrevivência e luta de todo o proletariado e das massas populares no Brasil na atual conjuntura histórica concreta.

No entanto, os trabalhadores brasileiros não podem de forma nenhuma continuarem reféns e à mercê das disputas no interior da burguesia. Necessitam urgentemente construírem um projeto próprio e se constituírem como uma força política e social capaz de confrontar e superar o capitalismo e tomar os destinos da nação em suas mãos, coisa que o petismo e o lulismo já deram provas incontestes de fracasso e comprometimento com os interesses alheios aos do povo trabalhador.


FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
FRT
20/08/2026

sábado, 15 de agosto de 2026

TODA FORÇA À INTERNACIONAL ANTIFASCISTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

TODA FORÇA À INTERNACIONAL ANTIFASCISTA
Diante do avanço neocolonial terrorista do imperialismo contra a América Latina: fortalecer a Internacional Antifascista
ROBERTO BERGOCI

Será realizado neste mês de agosto no Rio de Janeiro, a IV Reunião Nacional do Capítulo Brasil da Internacional Antifascista. De acordo com a declaração do encontro: "Nosso objetivo é fortalecer a luta antiimperialista, organizar e buscar a unidade entre os núcleos estaduais e municipais, fortalecendo a organização para a luta anticapitalista e antifascista, operando pela construção da soberania dos povos oprimidos e em luta, com vistas à construção da sociedade socialista".

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) saúda de forma entusiasta essa iniciativa. E como temos defendido desde nossa fundação (e o signo mesmo de nossa existência), toda iniciativa de luta e de combate contra o inimigo imperialista e as burguesias crioulas em nosso continente, que permita aproximar, aglutinar e unificar no mesmo bloco, os mais abnegados, corajosos e revolucionários elementos de nossa classe ou de setores sociais aliados, é bem vinda e contribui para o progresso da construção do programa da revolução socialista e da batalha antiimperialista.

O modo de produção capitalista na sua totalidade e em nível mundial, vive a mais grave crise de sua história e a mais clara manifestação do esgotamento absoluto desse modo de produção e de metabolismo social e em relação a própria natureza. De fato, é uma crise multifacetada, universal e civilizacional.

A decadência histórica que vive atualmente o sistema de dominação imperialista, é a face fenômenica mais clara desse declínio geral do regime burguês tardio.
Como resposta a sua crise e decadência, o imperialismo americano, personificação dos interesses de todas as frações dominantes da burguesia mundial, busca recrudescer seu domínio neocolonial dos povos oprimidos da periferia capitalista.

A América Latina por sua proximidade geográfica com os Estados Unidos e por estar inserida historicamente como uma zona de segurança geopolítica estratégica para Washington, sofre atualmente uma ofensiva recolonizadora duríssima.

A famigerada Doutrina Monroe e o chamado Destino Manifesto , duas das expressões doutrinárias da dominação colonial inconteste de nosso continente por parte do imperialismo americano, estão sendo recicladas para o atual período de decadência do regime terrorista estadunidense.

Os bandidos da Casa Branca buscam estabelecer um controle absoluto de nossa região, utilizando para isso, o serviço sujo de seus tradicionais lacaios e piões crioulos latino-americanos. O crescimento do neofascismo no continente é produto direto dessa decadência do capitalismo mundial e suas manifestações mais destrutivas nos países dependentes e subdesenvolvidos.

O Imperialismo tem fomentado através de seus serviços de inteligência, o crescimento do novo fascismo em Nossa América, comprometido radicalmente com as terapias de choque neoliberal, a serviço do capital financeiro monopolista.

As novas formas golpistas mobilizadas pelas guerras híbridas de quinta geração e as revoluções coloridas, estão sendo implementadas em praticamente todos os nossos países. Washington planeja o domínio completo de todas as fontes de recursos minerais estratégicos da América Latina; do nosso petróleo, água e recursos naturais e humanos.

Para isso, é imprescindível aos falcões imperialistas o controle geoestratégico da região e a remodelagem de todo o mapa geopolítico latinoamericano, utilizando sem vacilar para isso, a possibilidade real de recorrerem como no passado, ao terrorismo de Estado e a implementação de regimes neofascistas lumpens para quebrar a resistência das massas.

Diante de ameaça tão grave contra nossos povos, se faz cada vez mais urgente a construção de uma frente latinoamericana antiimperialista e antifascista. O momento é muito sério e não se pode perder tempo.

É imprescindível superar no interior das forças revolucionárias ou democráticas, a fragmentação e o divisionismo, no sentido de colocar em segundo plano, as divergências que sejam secundárias e de menor importância.

A construção de um bloco histórico antiimperialista e antifascista concreto e de luta, é uma das tarefas mais necessárias de nosso tempo histórico para fazer frente às reais ameaças dos maiores inimigos da humanidade.

O Capítulo Brasil da Frente Antifascista, é ao nosso ver, importante iniciativa e um embrião da possibilidade dessa construção de lutas coordenadas em nível internacional. 
Vida longa aos camaradas!
Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
15/08/2026

sexta-feira, 1 de maio de 2026

1º DE MAIO PROLETÁRIO ANTIIMPERIALISTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

1º DE MAIO PROLETÁRIO ANTIIMPERIALISTA
Hoje como todos os primeiros de maio em nossa ilha revolucionária, o povo saiu às ruas para dizer que mesmo diante da ofensiva do imperialismo, a guarda revolucionária não se renderá!
Tendo como lema deste ano "A Patria Se Defende",
A Revolução Cubana segue viva e resistirá as ameaças e tentativas de estrangulamento de seu povo.
MST
Por um 1º de maio dos trabalhadores, sem ilusões com a burguesia!*

Há mais de um século os trabalhadores têm o 1º de maio como um marco de sua história de lutas, sacrifícios e conquistas. Esse é um dia para relembrar nossa força, nossas batalhas e nossos heróis. Lembrar que só há melhoria nas condições de vida e trabalho para a nossa classe com união, luta e persistência!

Pois nesse mundo em que vivemos, o mundo capitalista, somos a classe explorada e oprimida, aquela que tudo produz, mas vive na miséria de um salário de fome. Um mundo que não serve para nós trabalhadores, um mundo que destrói nossas vidas. Por isso, há séculos também nossa luta é por uma nova sociedade, um novo mundo, sem exploração e opressão.

Nas últimas décadas, esse mundo de exploração vive crescentes contradições, com as potências econômicas disputando agressivamente por seus lucros, capitais e zonas de influência. Nessas disputas, há uma escalada armamentista em todo o mundo, a explosão de guerras cada vez mais violentas, e o retorno de governos e ideologias reacionárias, de extrema direita, assim como foram os nazistas e os fascistas do passado.

Na fábrica, na guerra, na vida, os que mais sofrem são os trabalhadores e os povos oprimidos. São da nossa classe aqueles que morrem aos poucos nas linhas de produção, para garantir o lucro dos patrões; aqueles mandados para as linhas de combate nas guerras, para assegurar o domínio de um ou outro bloco imperialista; além dos homens, mulheres e crianças assassinados cruelmente, como no genocídio executado contra os palestinos pelo Estado sionista e terrorista de Israel.

Portanto, nesse 1º de maio, é preciso lançar um chamado de luta contra o avanço dessa barbárie, feita de exploração e guerra, pelo fim desse mundo capitalista, que significa para nós mais morte e destruição. Ao mesmo tempo, nos colocamos ao lado daqueles que resistem, dos trabalhadores que se levantam contra a exploração e dos povos que reagem às agressões imperialistas, como o heroico povo palestino e mais recentemente a população e a resistência no Irã e no Líbano.

Toda essa conjuntura impacta de forma específica o Brasil. Mais recentemente, estamos vivemos mais um choque de inflação por causa de mais uma guerra, que ameaça fazer crescer a carestia. A piora do cenário externo pode também piorar a atual desaceleração da economia nacional: e isso se reverterá no aumento do desemprego, mais informalidade etc. Sem contar países vizinhos ao nosso sofrendo agressões e intervenções diretas do imperialismo dos EUA.

Há anos, governo após governo, avança a integração subordinada do Brasil na divisão internacional do trabalho, agora não apenas submisso ao imperialismo euro-atlântico, liderado pelos EUA. Cada vez mais, há a presença em nosso país da potência capitalista chinesa, maior produtora de manufaturados e exportadora de capital do mundo, em disputa pela hegemonia global com o imperialismo estadunidense. Em meio a isso, as condições de vida, a devastação da natureza e as expectativas das massas só pioram em nosso país. Pela fraqueza política e de organização da nossa classe, em vez de conseguirmos revidar a esse quadro, estamos sofrendo uma verdadeira ofensiva burguesa, que tem arrancado muitas conquistas.

Em mais um ano eleitoral, querem enganar os trabalhadores, dizendo que a solução virá de algum dos grupos políticos que representam objetivamente os interesses dos patrões, das classes dominantes. Mas é mais um engodo: nas questões centrais, como a política econômica, há uma unidade entre todos os principais candidatos. Suas diferenças estão apenas na forma com a qual pretendem garantir esses interesses burgueses e imperialistas por aqui: se com maior repressão e fascistização, ou com cooptação e enrolação. Se mais integrados ao imperialismo dos EUA ou aos interesses da China. E por aí vai.

A classe operária e demais trabalhadores não podem cair nessa armadilha de confiar às facções burguesas a solução dos nossos problemas ou nossas bandeiras de luta. Devemos, mesmo que se trate de uma luta a longo prazo, retomar nossos princípios na luta de classes e lutar a partir deles. Lutar do nosso ponto de vista, e sempre a partir de nossas demandas concretas e interesses fundamentais. 

O caminho é persistir na organização e na elevação da capacidade de combate de nossa classe – nos locais de trabalho, moradia, estudo etc. Isso serve tanto para obter reformas parciais e imediatas como para afirmar nossos objetivos estratégicos: a classe trabalhadora no poder e o socialismo!

*VIVA A LUTA DOS TRABALHADORES!*

ENCONTRO COMUNISTA
Brasil, 1° de maio de 2026
*
ORIGEM DOS DIREITOS SOCIAIS
ORIGENS DO 1º DE MAIO

Querida família cubana, meu belo povo do mundo:

TODOS ATÉ 1º DE MAIO MARÇO

Esta é uma mulher #cubana falando, que ama esta terra, que se orgulha de sua #Revolução e que acorda todas as manhãs com a certeza de que viver aqui, mesmo não sendo fácil, é um PRIVILÉGIO que ela não trocaria por NADA no mundo. E é justamente esse ORGULHO que me leva a compartilhar algumas reflexões com vocês, do fundo do coração, poucos dias antes desse dia sagrado para os trabalhadores: o #DiaDoTrabalhador.

Você e eu sabemos o que significa acordar cedo, trabalhar arduamente nos campos, nas fábricas, nos hospitais, nas escolas. Sabemos o que significa fazer o salário render, ser criativo, resolver problemas, criar do nada, porque o bloqueio nos sufoca, mas não nos afogará. Esse inimigo implacável — o império ianque — vem tentando nos destruir incessantemente há mais de 65 anos. Com seu cruel bloqueio econômico, com aquela ordem executiva de 29 de janeiro que agora inclui um bloqueio energético, eles pretendem extinguir nossa luz, parar nossos motores e nos fazer render pela fome e exaustão. Mas eles não nos conhecem!

Por isso, a Confederação dos Trabalhadores Cubanos (CTC) nos convoca neste Dia do Trabalhador de 2026, sob uma ideia que comove nossas almas: "A Pátria está sendo defendida". E não se trata de qualquer defesa: é a defesa de Maceo quebrando a folha de palmeira em Baraguá, recusando-se a aceitar a paz sem independência. É a defesa de Martí em seus "Novos Pinheiros", clamando pela união de várias gerações. É a defesa de Fidel naquele Dia do Trabalhador de 2000, alertando-nos que a Revolução se defende com ações.

Este Dia do Trabalhador não é apenas um desfile ou um evento. É um DIREITO que temos como trabalhadores e como povo: o direito de exigir uma vida digna, de dizer ao mundo que não aceitaremos mais sanções, que NÃO QUEREMOS GUERRA, que o bloqueio é um CRIME contra a humanidade e que NÃO viveremos de joelhos. Ir às ruas nesse dia é gritar: "Basta de sufocamento! Cuba vive, Cuba luta, Cuba cria!"

A CTC nos convida a celebrar com razão, sim, porque a escassez nos ensinou a fazer mais com menos. Mas também com alegria, porque a esperança é inegociável. Eles nos pedem para estarmos presentes em cada local de trabalho, em cada bairro, em cada município, em cada província. Da usina termelétrica que luta para manter as luzes acesas, da fábrica que nunca para, da sala de aula onde o futuro está sendo moldado, do consultório médico que salva vidas… cada trincheira é válida para defender o que construímos com suor e DIGNIDADE.

E quero lhes dizer algo, do fundo do meu coração: unir-nos neste Primeiro de Maio não é fanatismo nem dogma. É CONVICÇÃO. É olhar nos olhos dos nossos filhos e dizer-lhes: "Não nos renderemos". É lembrar dos nossos amigos que nos apoiam em todo o mundo — e a eles agradecemos do fundo do coração — porque compartilham o nosso destino sob uma ameaça militar real. Mas essa ameaça não nos aterroriza; ela nos fortalece. Como diz o verso imortal: Morrer pela pátria é viver.

Então, convido todos vocês: o trabalhador rural, o operário, o professor, o cientista, o artista, o aposentado que dedicou a vida ao serviço, o jovem que se pergunta o que fazer. Saiamos às ruas no Dia do Trabalho com as cores vibrantes da nossa bandeira. Saiamos para romper o silêncio, para demonstrar que unidos somos invencíveis. Porque neste ano de 2026, no centenário de Fidel, sob a liderança do nosso Partido e do nosso amado Presidente Díaz-Canel, os trabalhadores cubanos proclamarão mais uma vez em alto e bom som:

Pátria ou morte! Nós venceremos!

Nos vemos no Dia do Trabalho, nas ruas, de mãos dadas, mostrando que a dignidade não pode ser bloqueada. Viva a Revolução Cubana! Viva o proletariado do mundo!

Com todo o AMOR desta cubana que acredita em sua pátria.

Yuni De Cuba 
PRIMEIRO DE MAIO PALESTINO

Trabalhadores do mundo, povos livres e nações emergentes: Unam-se contra o imperialismo americano e o fascismo israelense!
No Dia Internacional dos Trabalhadores, 1º de maio de 2026, a Frente Democrática para a Libertação da Palestina fez um apelo aos trabalhadores, povos livres e nações emergentes do mundo para que se unam contra o brutal imperialismo americano e o fascismo israelense, em sua aliança nefasta para incitar guerras em todo o globo, semear o caos e a instabilidade, saquear as riquezas das nações, desmantelar e reestruturar seus sistemas políticos e empregar a força fascista para alcançar seus objetivos coloniais. Isso inclui o retorno aos métodos bárbaros dos séculos passados, a violação do direito internacional, a desestabilização de instituições e organizações internacionais e a fabricação de alianças e estruturas alternativas. Essas ações ameaçam a paz mundial, privam os povos do seu direito de construir seus próprios Estados nacionais e economias independentes e impedem o desenvolvimento de suas capacidades e potencial para formar as futuras gerações. Isso leva à destruição do que milhões de trabalhadores construíram com suas mãos e mentes, ao empobrecimento de nações e à destruição da civilização, para serem substituídas por políticas de discriminação. Racismo, opressão de classe, uma cultura de selvageria, genocídio, o desperdício do potencial humano e dos recursos naturais a serviço da destruição, a disseminação de doenças e epidemias e a ameaça ao futuro do planeta.
A Frente Democrática declarou: O que está acontecendo na Palestina talvez exemplifique as atrocidades cometidas pela brutal aliança americano-israelense, que infligiu destruição generalizada à Faixa de Gaza, incluindo a destruição de seus sistemas de saúde, ambiental, educacional e alimentar. Trata-se de uma tentativa de fazer a Faixa retornar à Idade da Pedra e apagar sua existência do mapa por meio de uma guerra genocida que já ceifou a vida de mais de 80.000 vítimas, das quais 70% são crianças, mulheres, lactantes e gestantes. A guerra também resultou em mais de 180.000 feridos e lesionados, dos quais mais de 18.000 correm risco de morte devido à falta de tratamento médico necessário. Essa situação é agravada por um cerco contínuo que tornou o espectro da fome uma ameaça constante aos sobreviventes da guerra, cuja própria existência em suas terras ainda está ameaçada por projetos de deslocamento em massa.

A guerra genocida e a destruição da natureza na Faixa de Gaza obliteraram o que os trabalhadores, o povo e os intelectuais da Faixa construíram com suas mãos, mentes e iniciativas, munidos de uma cultura civilizada que, em sua própria presença, condena a cultura fascista de Israel, que prospera na força — a força da morte, da destruição e do extermínio de outros, e da pilhagem de suas terras, como está acontecendo na Faixa de Gaza, no sul do Líbano, no sul da Síria e nas Colinas de Golã ocupadas.
A Frente Democrática afirmou em sua declaração: Na Cisjordânia, a natureza brutal e fascista do projeto israelense também se manifesta claramente na fome que assola mais de 250.000 trabalhadores palestinos, que vivem em um estado de desemprego mortal, e na pilhagem das receitas alfandegárias, privando o povo palestino delas. Isso levou a graves danos à economia palestina e a repercussões mortais sobre dezenas de milhares de trabalhadores, diaristas, pessoas com renda limitada e a grande maioria dos empregados, culminando na ameaça de colapso do sistema bancário na Cisjordânia.
A Frente Democrática enfatizou que o cenário palestino apresenta um quadro extremamente claro, resumindo o conflito global em curso entre a aliança do brutal imperialismo americano e do fascismo israelense, de um lado, e os povos em ascensão que aspiram a desenvolver sua identidade nacional, cultura, civilização e democracia, e que lutam por segurança, estabilidade e prosperidade, e para construir um futuro brilhante para toda a humanidade, do outro.
Neste contexto, a Frente Democrática renova seu apelo aos trabalhadores do mundo, aos seus povos livres e às suas nações emergentes para que se unam contra o brutal imperialismo americano e o fascismo israelense em frentes globais, tanto populares quanto oficiais, para confrontar a limpeza étnica, a discriminação racial e as políticas de imposição de cercos a povos como ferramentas para alcançar objetivos coloniais. Apela também à oposição a guerras e atos de hostilidade, e à salvaguarda dos direitos legítimos dos povos à liberdade, à autodeterminação e ao estabelecimento de seus Estados nacionais, bem como ao usufruto de seus recursos e riquezas nacionais sob a égide da justiça social e da democracia, e com respeito pelas civilizações e culturas alheias.
Central Media
30 de abril de 2026
FRENTE DEMOCRÁTICA DE LIBERTAÇÃO DA PALESTINA
FDLP

PARTIDO COMUNISTA DA BOLÍVIA
HORA DO PEÃO
*A imprensa capitalista diz que é Dia do Trabalho*
*Partidos social-democratas dizem que é motivo de celebração*
*❝ Mas o proletariado consciente sabe que o 1º de maio é o Dia Internacional dos Trabalhadores, em memória dos trabalhadores anarquistas assassinados em 1887 por lutarem pela jornada de trabalho de oito horas e desejarem a anarquia e a igualdade social.❞*
A HISTÓRIA DO 1° DE MAIO – OS MÁRTIRES DE CHICAGO
(Ernesto Germano Parés)
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O século XIX marcou a grande arrancada do sistema capitalista e o grau de exploração sobre os trabalhadores atingia uma violência inigualável. A “Revolução Industrial”, o surgimento das primeiras máquinas e o aparecimento das fábricas levavam milhões de seres humanos a uma situação de extrema submissão ao capital.
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Era comum o trabalho de crianças, mulheres grávidas e trabalhadores em jornadas que duravam até 18 horas diárias, sem interrupção!
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Os primeiros movimentos pela redução da jornada de trabalho começaram na Inglaterra, ainda na década de 1820, e foram se espalhando pela Europa. Posteriormente chegaram aos EUA e Austrália.
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Em 1886, em Chicago, os operários estadunidenses que já haviam acumulado experiência com várias mobilizações pela redução da jornada para 8 horas diárias resolveram que estava na hora de começar as grandes ações. Em 1° de maio de 1886 teve início a Greve Geral que contou com a adesão de mais de um milhão de trabalhadores em todo o território americano. Pensem nisto: um milhão de trabalhadores parados, em pleno século XIX!
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Isto incomodou muito ao sistema e os patrões resolveram usar todos os artifícios para impedir que a Greve se ampliasse ainda mais. A repressão, já no primeiro dia, foi violenta e não poupava ninguém. Centenas de trabalhadores foram espancados e presos, mas o movimento ganhava mais força. No dia dois, uma grande passeata tomou conta das ruas de Chicago e os trabalhadores carregavam cartazes e faixas reivindicando a jornada de 8 horas.
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A polícia não dormiu. A repressão se tornou ainda mais violenta e, no dia quatro, quando estava marcada uma grande assembleia na Praça Haymarket, uma bomba explodiu no meio da multidão matando dezenas de trabalhadores e ferindo mais de 200 pessoas, inclusive alguns policiais.
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Oito líderes do movimento foram presos, acusados de haver provocado o tumulto, e julgados: Alberto Parson, tipógrafo (39 anos); August Spies, tipógrafo (32 anos); Adolf Fischer, tipógrafo (31 anos); George Engels, tipógrafo (51 anos); Ludwig Lingg, carpinteiro (23 anos); Michael Schwab, encadernador (34 anos); Samuel Fielden, operário têxtil (39 anos); Oscar Neeb, (?). Os quatro primeiros foram condenados à morte e enforcados no dia 11 de novembro de 1887. Os demais foram condenados à prisão perpétua. Ludwig Lingg suicidou-se na cadeia.
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A luta dos trabalhadores estadunidenses, no entanto, não parou aí. Centenas de outros movimentos ocorreram e, em 1890, o Congresso dos EUA votava a Lei que estabelecia a jornada de 8 horas diárias.
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Em 1893, a Justiça dos EUA reabriu o processo contra os oito operários e ficou comprovado que todas as provas apresentadas durante o julgamento haviam sido forjadas e que a bomba havia sido colocada pela própria polícia para incriminar os manifestantes. Foi reconhecida a inocência dos condenados e os três operários que ainda estavam na cadeia foram libertados.
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Nos EUA, até hoje, não se comemora o 1° de Maio. Canadá, Austrália e EUA são os únicos países que não comemoram a data.
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AS COMEMORAÇÕES DO 1° DE MAIO
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Em 1889, reunidos em Londres, representantes de centenas de entidades de trabalhadores aprovaram uma resolução: que em todos os países, em todas as cidades, os trabalhadores lutem pela redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e que se consagrasse o 1° de maio de cada ano a esta luta (em memória do ocorrido no 1° de maio de 1886, em Chicago).
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No Brasil - 1894 - em Santos, no 1° de Maio, o Centro Socialista realiza palestra e debate. Alguns autores consideram a primeira comemoração da data, no Brasil.
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1900 - em 25/09, fundado em São José do Rio Pardo (SP) o Clube Democrático Socialista Os Filhos do Trabalho. O manifesto do Clube para o 1° de maio de1901 foi escrito pelo socialista Euclides da Cunha que dizia ser necessária “a reabilitação do proletariado, pela exata distribuição da justiça, cuja fórmula suprema consiste em dar a cada um o que cada um merece, abolindo-se os privilégios quer de nascimento, quer de fortuna, quer da força.”
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1906 - o 1° de maio foi comemorado em várias cidades. Em São Paulo, o Sindicato dos Gráficos uniu-se a outros sindicatos para realizar apresentações teatrais, em vários teatros da cidade. No Rio de Janeiro houve comemoração em praça pública. Em Santos houve comemoração, mesmo com uma violenta repressão enviada pelo governo (navios de guerra ancoraram no porto para intimidar). Em Campinas, surgiu o primeiro número do jornal A Voz Operária.
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1907 - o 1° de maio foi comemorado em todas as grandes cidades brasileiras e marca o início da luta pela jornada de 8 horas em nosso país.
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1909 - o número 10 do jornal A Voz do Trabalhador (1° de maio de 1909) publicava, pela primeira vez no Brasil, a letra do hino A INTERNACIONAL, composto por Pierre Degeyter e Eugène Pottier, em 1871, e que já virara o hino das comemorações do 1° de maio na Europa (junto com a bandeira vermelha usada pelos operários de Paris).
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1929 - Em 1° de Maio é criada a Confederação Geral dos Trabalhadores que, em março do ano seguinte, promove um Congresso de Agricultores e inicia a fundação de Sindicatos Rurais.
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É a partir dos primeiros anos da década de 40 que o governo passa a assumir as comemorações do 1° de maio e a transformar o dia de luta (pela jornada de 8 horas diárias de trabalho e de outras resistências para os trabalhadores) em festas com futebol de graça, shows com artistas e bailes para desviar o sentido das comemorações. O “Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora” passou a ser usado para iludir o próprio trabalhador.
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1968 – Já na ditadura militar, no 1º de maio, estudantes e trabalhadores se unem para organizar o Dia do Trabalhador. O Governador de São Paulo, Abreu Sodré, alimentava o sonho de suceder Costa e Silva e resolve se promover, autorizando o ato e mandando construir um palanque. Ao chegar à praça, com sua comitiva, é recebido com pedradas e palavras de ordem contra a ditadura, fugindo do local. Os manifestantes queimam o palanque oficial e saem em passeatas pelas ruas da capital.
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1981 - A bomba do Riocentro - A comemoração do 1° de maio, organizada pelo Centro Brasil Democrático (Cebrade), seria realizada no pavilhão do Riocentro. Cerca de 20.000 pessoas já se encontravam no local e aplaudiam um show da Elba Ramalho, quando todo o local foi sacudido por uma explosão. No estacionamento do pavilhão, perto da casa de força do Riocentro, uma bomba explodiu dentro de um carro Puma com dois oficiais do exército. O caso, até hoje, não tem explicação, e os ministros militares anunciaram, na época, que os militares é que teriam sido alvos de um atentado.
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Um 1° de Maio marcante - Quando os metalúrgicos do ABC (São Paulo) entram em greve, em abril de 1980, o movimento já tinha algo de diferente, antes mesmo de começar. O adesivo que convocava para a Assembleia era claro: "Chegou a hora! Vamos matar nossa sede." Por seu lado, o governo anunciava sua determinação de reprimir e lembrava que o sindicato já sofrera intervenção em 1979. A Assembleia do dia 30 de março, um domingo, votou pela greve. O movimento começou, e todos sabiam que seria longo e difícil. Um "Comitê de Solidariedade" foi criado e contava com setores da Igreja católica, associações de moradores e setores da esquerda. No dia 17 de abril, às 18:30 h, o Ministro assina o decreto, determinando a intervenção no Sindicato e afastando a diretoria. No dia seguinte, helicópteros do exército sobrevoavam São Bernardo, enquanto tropas da Polícia Militar, com carros "brucutus" e policiais da temida ROTA (polícia do Estado de São Paulo) cercavam o Sindicato. Do outro lado, o movimento ia crescendo e conquistando todo o descontentamento popular contra o regime. A Associação Brasileira de Imprensa, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Comissão de Justiça e Paz e centenas de outras entidades e organizações passam a apoiar e mostrar adesão a uma greve iniciada pelos peões do ABC. O 1° de Maio foi comemorado em São Bernardo (eu estive lá) por lideranças de todo o país, mesmo com a sede do Sindicato fechada e sob intervenção. A greve continuava!
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Uma bomba no Memorial No dia 1° de maio de 1989, em Volta Redonda (Rio de Janeiro), os metalúrgicos da Companhia Siderúrgica Nacional - CSN - inauguraram o Memorial projetado por Oscar Niemeyer em homenagem aos três metalúrgicos assassinados pelo exército durante a greve de novembro (09/11/1988). A Central Única dos Trabalhadores - CUT - havia indicado a cidade de Volta Redonda como a sede da comemoração oficial do 1° de maio, e caravanas de trabalhadores chegavam dos Estados próximos para a homenagem. A inauguração do Memorial foi presenciada por cerca de 20 mil trabalhadores que lotaram a praça e as ruas próximas. Na madrugada seguinte, dia 02, por volta das três horas, Volta Redonda acordou com o Barulho de uma explosão... Na praça, centenas de pessoas atraídas pelo barulho olhavam para o Memorial tombado por duas bombas de alto poder explosivo!
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quarta-feira, 29 de abril de 2026

1°DE MAIO DE CLASSE E DE LUTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

*1°DE MAIO DE CLASSE E DE LUTA*

A vida da classe trabalhadora brasileira nunca foi um mar de rosas, mas nunca esteve tão braba como hoje.

Exemplo disso são as CAMPANHAS SALARIAIS, um dos momentos de maior mobilização da classe, desapareceu da porta das empresas. Ninguém vê mais sequer uma Kombi com caixas de som tocando músicas e discursos dos dirigentes sindicais, denunciando o arrocho salarial em que vivem os trabalhadores e largando o aço nos patrões e governos pelo conluio contra quem põe o pão na sua mesa.

Neste 23/04/2026 o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos conquistou um acordo interessante, um PLR de 20.780,00 , e encerra a campanha comemorando.

Nem faço ideia do que isso representa no bolso de cada peão, mas se desmobilizaram uma proposta de greve, quer dizer que vale a pena.

Agora, categoria nenhuma chega a uma conquista dessa sem união por local de trabalho, sessão por sessão, sem assembleia na hora do almoço, sem grupos de estudo pra apresentar propostas ao sindicato e a empresa. Enfim, sem esforço e organização, nada avança.

Mas sobretudo sem mobilização a classe trabalhadora não avança. Não conquista nada. Vem aí a proposta da redução da jornada de trabalho com o FIM DA ESCALA 6X1. Se não fizermos nada, os "bolsonaros" lá da câmara e do senado vão deitar o cabelo e nós vamos chupar prego.

Por isso nesse 1°DE MAIO vamos gritar bem alto TRABALHO NÃO É CASTIGO! FIM DA ESCALA 6X1! POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA PARA A CLASSE TRABALHADORA!

*TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA*
Frente Revolucionária dos Trabalhadores
FRT

segunda-feira, 30 de março de 2026

MORTE AO SEPARATISMO NO BRASIL * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

MORTE AO SEPARATISMO NO BRASIL

"O separatismo no Brasil é considerado inconstitucional, pois a Constituição Federal define a República como uma união indissolúvel, tornando qualquer tentativa de separação um ato antidemocrático. Movimentos separatistas, como no Sul, são inexpressivos, com baixa adesão popular (cerca de 2% em 2017), frequentemente movidos por motivações econômicas passageiras.

Pontos Principais sobre o Separatismo no Brasil:Inconstitucionalidade: A Constituição de 1988 estabelece que o Brasil é uma República Federativa indissolúvel.
Movimento "O Sul é meu país": Atua há mais de 30 anos, com foco nos três estados do Sul (RS, SC, PR), mas possui apoio limitado.
Histórico: Movimentos separatistas, como a Revolução Farroupilha, existiram, mas a unidade nacional foi consolidada pelo Império.
Consequências: Tentativas de separação à força poderiam resultar em intervenções federais e graves conflitos internos.
Contexto: As discussões sobre separação geralmente ressurgem em momentos de polarização política e econômica.

A maioria dos debates separatistas é considerada inexpressiva e sem base profunda na cultura ou na história brasileira, não representando um desejo real da maioria da população"

URRO DOS SEPARATISTAS

É o nazismo enraizado
Que ramificou- se no Brasil 
Que têm que ser barrado
Não pode prosseguir

Na próxima eleição
O bando do terrorismo
Macomunados na nação
Podem ser banidos

Derrubados nas urnas:
Os dezoito terroristas 
Que em bando urram
Afrontando a justiça

Defendendo os meliantes
Do bando que em Brasília
Destilando a arrogância
A brutal gangue pretendia

Matar o presidente:
Democraticamente eleito 
Para manter o perdedor
Líder da gangue violenta

Gangue de separatistas
Que insistem nos planos
De dividir o Brasil
Levando; nazistas no comando

O povo não pode se iludir:
Com o bando que esperneia;
Agoniado em urros;
Querendo dividir os brasileiros 

J. Ernesto Dias

São Luís, 30 de janeiro de 2026

Para leitura e reflexão dos defensores do separatismo

Minha Língua Portuguesa
Paulo Monteiro

Mistura de índio, de africano e luso,
ponta de lança e pata de cavalo
usei para marcar o chão que cruzo
e os limites da língua na qual falo.
A lei e ferro impus também o uso
deste idioma em que vivo por amá-lo
ao que veio depois, quase de intruso,
fugindo à fome que ia devorá-lo.
De gaúcho me chamam. Não me engano
co’a força do meu verbo e do meu braço,
pois ao traçar o mapa americano
eu cantava no idioma lusitano
e arrastava canhões com o meu laço
gritando palavrões em castelhano.

NOTAS DO AUTOR:

Verso 1º – Referência aos três elementos formadores da nacionalidade brasileira, presentes em todas as tropas portuguesas envolvidas nas guerras de limites com as colônias espanholas e os estados delas originados.
Verso 2º – Aproveitamento de frase famosa do tribuno gaúcho João Neves da Fontoura, membro da Academia Brasileira de Letras, segundo o qual as fronteiras do Rio Grande do Sul foram traçadas a ponta de lança e pata de cavalo.
Verso 5º – Referência à obrigatoriedade do ensino da língua portuguesa e em língua portuguesa em todas as escolas do território brasileiro, a partir do governo do sul-rio-grandense Getúlio Vargas, durante o chamado Estado Novo.
Verso 8º – Está historicamente comprovado que a maioria dos imigrantes europeus que vieram para o Brasil durante os séculos XIX e XX fugiam à crise econômica em seus países de origem.
Verso 13 – Acostumados ao uso do laço em suas lidas diárias, os gaúchos, muitas vezes, empregaram-no como arma, inclusive, laçando canhões adversários.
Verso 14 – Muitas interjeições usadas na linguagem popular são originadas de palavrões espanhóis. Exemplo “ A la pucha!”, de “¡A la puta que te parió!".

Prof Paulo Monteiro - historiador e escritor gaucho.

SEPARATISMO ESDRÚXULO

"Deputado Paulo Bilynskyj sugere dividir o Brasil em dois países durante podcast
O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) causou repercussão ao sugerir a divisão do Brasil em duas nações durante participação no podcast Redcast. A declaração ocorreu enquanto os participantes discutiam o funcionamento do sistema político brasileiro e a representação dos estados no Senado.

Durante a conversa, o parlamentar afirmou que o país poderia ser separado em dois blocos territoriais. Na proposta apresentada por ele, os estados das regiões Norte e Nordeste formariam o chamado “Brasil do Norte”, enquanto Centro-Oeste, Sudeste e Sul passariam a compor o “Brasil do Sul”.

A sugestão surgiu no contexto de uma discussão sobre o Senado Federal, onde cada estado possui três senadores independentemente do tamanho da população, situação que, segundo o deputado, pode gerar distorções na representação política. 

O apresentador do programa, Junior Masters, reagiu afirmando que a ideia se aproximaria de um discurso separatista. Em resposta, Bilynskyj questionou a crítica e argumentou que, ao longo da história, países menores tenderiam a desenvolver sistemas políticos mais democráticos.

A fala repercutiu nas redes sociais e no meio político, gerando debates sobre federalismo, representação política e possíveis interpretações separatistas."
DEPUTADO PAULO BILYNSKYJ
REBELIÃO DE GOVERNADORES?