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quarta-feira, 29 de abril de 2026

1°DE MAIO DE CLASSE E DE LUTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

*1°DE MAIO DE CLASSE E DE LUTA*

A vida da classe trabalhadora brasileira nunca foi um mar de rosas, mas nunca esteve tão braba como hoje.

Exemplo disso são as CAMPANHAS SALARIAIS, um dos momentos de maior mobilização da classe, desapareceu da porta das empresas. Ninguém vê mais sequer uma Kombi com caixas de som tocando músicas e discursos dos dirigentes sindicais, denunciando o arrocho salarial em que vivem os trabalhadores e largando o aço nos patrões e governos pelo conluio contra quem põe o pão na sua mesa.

Neste 23/04/2026 o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos conquistou um acordo interessante, um PLR de 20.780,00 , e encerra a campanha comemorando.

Nem faço ideia do que isso representa no bolso de cada peão, mas se desmobilizaram uma proposta de greve, quer dizer que vale a pena.

Agora, categoria nenhuma chega a uma conquista dessa sem união por local de trabalho, sessão por sessão, sem assembleia na hora do almoço, sem grupos de estudo pra apresentar propostas ao sindicato e a empresa. Enfim, sem esforço e organização, nada avança.

Mas sobretudo sem mobilização a classe trabalhadora não avança. Não conquista nada. Vem aí a proposta da redução da jornada de trabalho com o FIM DA ESCALA 6X1. Se não fizermos nada, os "bolsonaros" lá da câmara e do senado vão deitar o cabelo e nós vamos chupar prego.

Por isso nesse 1°DE MAIO vamos gritar bem alto TRABALHO NÃO É CASTIGO! FIM DA ESCALA 6X1! POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA PARA A CLASSE TRABALHADORA!

*TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA*
Frente Revolucionária dos Trabalhadores
FRT

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

ILICH RAMÍREZ LIVRE JÁ * Frente Nacional de Coletivos Revolucionários Sergio Rodríguez/VE

ILICH RAMÍREZ LIVRE JÁ
AVISO URGENTE
ÀS AUTORIDADES DA REPÚBLICA FRANCESA
AGORA A COMUNIDADE INTERNACIONAL

Nós, organizações que defendem os direitos humanos, a justiça e a dignidade dos povos, emitimos esta declaração para exigir firme e imediatamente a repatriação de Ilich Ramírez Sánchez, vítima de prisão prolongada e injusta em solo francês.

Durante décadas, o Sr. Ramírez Sánchez foi privado de liberdade em condições amplamente questionadas por organizações internacionais de direitos humanos. Sua situação não apenas representa uma violação dos princípios fundamentais de justiça e humanidade, mas também um claro exemplo de perseguição política e judicial com base em motivações ideológicas.

A França, como um Estado que se orgulha de ser o berço dos direitos humanos, não pode continuar a ignorar as inúmeras vozes ao redor do mundo que pedem a libertação e a repatriação de Ilich Ramírez Sánchez. Sua saúde foi gravemente afetada por anos de confinamento em condições desumanas, agravando ainda mais a urgência de seu retorno ao seu país de origem.

Nós exigimos:

1. A transferência imediata de Ilich Ramírez Sánchez para a Venezuela, sob os princípios da soberania nacional e do direito internacional.
2. Respeito irrestrito à sua integridade física e psicológica, bem como acesso a cuidados médicos adequados durante o seu repatriamento.
3. A cessação de todas as formas de tortura, tratamento cruel ou degradante a que tenha sido submetido durante a sua detenção.

A luta pela liberdade de Ilich Ramírez Sánchez é uma luta por justiça e dignidade para todos aqueles que foram silenciados por sistemas opressores. Não descansaremos até conseguirmos sua libertação.

Pela vida, pela liberdade e pela soberania dos povos!
Repatriação agora!

Konuko
Coletivo Resistência e Rebelião.
Frente Nacional de Coletivos Revolucionários Sergio Rodríguez

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

A Internacional contra o fascismo e suas tarefas históricas * Pedro César Batista/DF

A Internacional contra o fascismo e suas tarefas históricas
Pedro César Batista

O capitalismo vive uma de suas mais profundas crises, resultado de sua política de acumulação destruição, sua política criminosa contra os povos, que sofrem duros ataques às históricas conquistas da classe trabalhadora. 

Os EUA efetivam-se como uma central das corporações que saqueiam nações, destroem os Estados nacionais, provocam guerras e desenvolvem poderosas campanhas pelas redes sociais difundindo mentiras, disseminando o ódio, o medo e atacando os governos que não se sujeitam às imposições do grande capital e corajosamente defendem a soberania e autodeterminação. 

A Venezuela tem sido o epicentro desta campanha, que tem a finalidade de derrubar o legítimo governo do presidente Nicolás Maduro Moros, recém-eleito em uma eleição limpa, transparente e segura, na qual a população mostrou a disposição em seguir as transformações iniciadas por Hugo Chávez Frias. 

Na Palestina, os sionistas, sustentados pela organização terrorista denominada “israel”, seguem o extermínio do povo e a ocupação do território, iniciada em 1948. 

A Ucrânia, como uma ponta de lança da OTAN, faz ressurgir o nazismo, com mercenários que, depois de atacarem por 8 anos a população de Donetsk e Lugansk, continuam suas ações terroristas contra a Rússia, que os enfrenta.
 Este quadro que levou a realização do Congresso Mundial contra o fascismo, neofascismo e outras expressões similares.

O Congresso mundial contra o fascismo, chamado pelo governo do presidente Nicolás Maduro reuniu mais de 1200 delegados de 95 países, representando todos os continentes. Durante os dias 10 e 11 de setembro, foram apresentadas inúmeras análises sobre as tarefas que a humanidade tem no momento para derrotar as agressões do imperialismo. No final do encontro foi aprovado por unanimidade a fundação da Internacional contra o fascismo, com sede em Caracas. O congresso foi realizado na data que marcou o martírio de Salvador Allende, assassinado em combate durante o golpe em 11 de setembro de 1973, no Chile.
O congresso foi aberto pela vice-presidente da Venezuela, Delci Rodriguez, que destacou que o “fascismo é a vanguarda extremista do capitalismo”, os quais se utilizam de toda a violência, propagação de mentiras e ataques contra os povos para tentarem superar a crise que a burguesia enfrenta. A vice-presidente Rodriguez ressaltou que apesar de toda a agressão e covardia do imperialismo, sempre haverá resistência. “O povo Palestino tem sido o maior exemplo de resistência ao fascismo em sua vertente sionista”, disse. Assim como os povos de América Latina e Caribe enfrentaram cruéis ditaduras nas décadas de 1970/80, todas financiadas e organizadas pelos EUA, que deixaram um saldo de milhares de mortos, torturados, presos políticos e exilados, atualmente o imperialismo coloca governos que atuam contra os interesses nacionais, após intensas campanhas pelas mídias e redes sociais, como são os casos da Argentina, com Milei; do Equador, com Noboa; de El Salvador, com Bukele, e no Peru, com Boluarte. Na Venezuela ao longo de 25 anos tentam derrotar o processo bolivariano. Somente em propaganda contra o processo eleitoral de 28 de julho neste país foram gastos mais de 1 bilhão de dólares, com o uso da arma dos algoritmos. 

A extrema direita fascista não quer aceitar o resultado da eleição de 28 de julho, mas o povo venezuelano deu a resposta reelegendo Nicolás Maduro. A reação dos fascistas foram ataques terroristas, incendiando inúmeros prédios e assassinando 27 pessoas, entre os quais dois oficiais da Força Bolivariana. Um garoto de 13 anos, detido, confessou que matou porque as redes sociais diziam que tinha que matar todos os comunistas. Entretanto nada disso a imprensa mostra, segue difundindo o discurso da mentira e propaganda contra o resultado da eleição.

A grande batalha no atual momento é enfrentar é derrotar a guerra dos algoritmos, que propagam a morte, o ódio, a normalização do genocídio, como se vê com o extermínio do povo Palestino. Dia 7 de outubro fará um ano que os sionistas matam diariamente crianças, mulheres e homens em Gaza, isso depois de 76 anos de ocupação e ações terroristas contra o povo palestino. A grande imprensa e as redes passam a ideia que isso é normal e aceitável, chegam a difundir a mentira de que quem tem direito a se defender são os invasores, os assassinos sionistas.

A América Latina e o Caribe são a região mais desigual do planeta, com um punhado de parasitas bilionários, ligados às corporações que cada vez mais faturam às custas do sofrimento da população. E justamente por ser o governo bolivariano o que mais investiu em transformações e distribuição de riquezas, a partir de 1999, possuir a maior reserva petrolífera do mundo, tem sido o alvo principal dos ataques dos EUA. O mesmo que enfrenta Cuba, com um cruel bloqueio há 62 anos, que tem causado prejuízo da ordem de aproximadamente 1 trilhão de dólares a ilha rebelde, ou a Nicarágua sandinista, que segue avançando e soberana, apesar de todos os golpes e ações criminosas que tem sofrido.

A classe trabalhadora e os povos do mundo têm sofrido duros ataques dos magnatas da comunicação. Elon Musk, um cachorro louco do capitalismo, ameaçou o presidente Nicolas Maduro, assumiu publicamente que financiou o golpe contra Evo Morales, na Bolívia, em 2019. Também disse não reconhecer a legislação brasileira, após a decisão da Suprema corte decidir por suspender a plataforma no Brasil, devido o não cumprimento da ordem legal. Na Venezuela atacaram o sistema eleitoral, pretendiam provocar uma guerra civil no país, mas a resposta do governo foi debelar os atos terroristas em poucas horas. Ainda assim o sistema eletrônico do estado Venezuela sofreu uma ação com 30 milhões de ataques cibernéticos por minuto, tudo para impedir que o resultado eleitoral fosse divulgado e se efetivasse a vitória de Nicolás Maduro. As redes sociais têm servido como armas dos fascistas a nível mundial. A pandemia possibilitou crescimento da concentração de riquezas e aumento da miséria e desigualdade. Sem nenhuma dúvida, as redes sociais são o maior perigo na atualidade: o Facebook, Instagram, WhatsApp, Twitter agora X, entre outros.

A nível global 17 países são governados pelos fascistas, em 21 países há 727 organizações fascistas, as quais atuam por meio de ONGs e institutos, financiados pelas corporações imperialistas, que controlam os EUA e subjugaram a Europa. Este continente vive uma profunda crise econômica, resultado nas políticas neoliberais, que tem usado políticos fascistas para provocarem divisão, ódio e medo na população europeia. Essa batalha contra o fascismo é global, os fascistas são uma organização do crime, financiadas e organizadas pelas corporações, que controlam todos os governos de direita no mundo e servem aos interesses dos EUA. O inimigo não é quem está ao nosso lado, o inimigo é o imperialismo, controlado pelas corporações.

No encerramento do Congresso foi fundada a Internacional contra o fascismo, resgatando a história das internacionais da classe trabalhadora. Em 1864. Karl Marx e Friedrich Engels lideraram a criação da I Internacional, quando foram lançados os fundamentos da luta proletária, a nível internacional pelo socialismo. Em 1889, criou-se a II Internacional, que não correspondeu as necessidades históricas, levando a um rebaixamento das lutas revolucionárias, porém buscando propagar o movimento de massas a nível mundial. Em março de 1919, liderada por Lenin, criou-se a III Intencional, voltada para a criação dos Estados proletários e a organização revolucionária em todos os países. Nasce agora uma nova Internacional, com a tarefa de barrar o fascismo, que nas décadas de 1920 a 1950 levou a segunda guerra mundial e deixou mais de 30 milhões de mortos, principalmente os soviéticos, responsáveis por derrotar o nazismo e libertar a humanidade. Barrar o fascismo é tarefa de todos, criar as condições para unir, organizar e travar duramente a batalha de ideias, construindo grandes mobilizações de massa, que possibilitem impedir a total destruição da vida no planeta.
O congresso contou com exposições de Manuel Pineda Marín. (España), Jodi Dean (Estados Unidos), Lucas Aguilera (Argentina), Abel Prieto (Cuba), Irene León (Ecuador), Oscar Laborde. (Argentina), Juan Carlos Monedero (España), Eugene Puryear. (Estados Unidos), Rodrigo Acuña. (Australia), Maite Mola. (España), Paloma Griffero (Chile), Valeria Duarte (Bolivia), Rafael Klejzer. (Argentina), Andrea Vlahusic. (Argentina), Alina Duarte (México), Marcelo Koenig. (Argentina), Fernando Buen Abad Domínguez (México), Alejandro Rusconi (Argentina), Javier Couso (España), María Fernanda Ruíz (Argentina), Bruno Lonatti (Argentina), Meyvis Estevez (Cuba), entre outros.

A TV Comunitária de Brasília, a Rede Internacional de Intelectuais, artistas e movimentos sociais em defesa da humanidade – Capitulo Brasil e o Comitê anti-imperialista general Abreu e Lima participaram deste histórico momento que criou a Intencional contra o fascismo, que terá sede em Caracas. Agora a tarefa é difundir e organizar a internacional contra o fascismo no Brasil.

• Pedro César Batista, jornalista e escritor, integra a TV Comunitária de Brasília, a Rede Internacional de Intelectuais, artistas e movimentos sociais em defesa da humanidade – Capitulo Brasil e o Comitê anti-imperialista general Abreu e Lima.

sábado, 7 de setembro de 2024

GRITO DOS EXCLUÍDOS: INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

GRITO DOS EXCLUÍDOS: INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO

7 de setembro Juntos na luta pela independência, soberania, autonomia, justiça social,  libertação, solidariedade e autodeterminação  do nosso amado Brasil.
PEDRO CESAR BATISTA
GRITO DOS EXCLUÍDOS - BRASÍLIA
LEOPOLDO PAULINO/SP

Estávamos na Semana da Pátria e, como em todos os anos, a ditadura comemorava o dia 7 de Setembro com desfiles militares e forte esquema de segurança, procurando passar à população a ideia de que o conceito de pátria se confundia com a própria ditadura.


Em Ribeirão Preto, decidimos comemorar o Dia da Pátria a nosso modo.


O palanque para o desfile já estava armado na Avenida Independência. A ALN decidiu colocar ali bombas incendiárias para que ele fosse queimado antes do amanhecer, poucas horas antes do evento para evitar vítimas. Estávamos seguros de que a comemoração da ditadura seria forçosamente cancelada.


Dessa forma, faríamos valer a comemoração da guerrilha, pois nós éramos os verdadeiros patriotas e não aqueles que louvavam o país com desfiles de exibição de armamentos, enquanto entregavam a pátria aos interesses norte-americanos.


Nosso grupo de fogo passou a fazer, então, o levantamento do local da ação. Percorremos por várias vezes a Avenida Independência e as ruas vizinhas, definimos o trajeto, a colocação das bombas e nossa retirada do local.

Já madrugada, no fundo da casa de Claudinei, na Rua Sete de Setembro, 889, confeccionamos as bombas e eu me esmerei em prepará-las com os demais companheiros.


Os dois elementos químicos utilizados para a confecção das bombas não podiam aproximar-se, pois isso causaria a combustão, o que requeria excessivo cuidado na preparação dos artefatos, pois não podiam se acercar os dois companheiros que os manipulavam.


Assim foram as bombas preparadas nos recipientes vazios de duas “laranjinhas” – um refrigerante conhecido na época, com sabor artificial de laranja, cujo frasco de plástico tinha o formato daquela fruta em tamanho maior.


As duas bombas eram suficientes para destruir o palanque.


Encarregado de definir o tempo para a explosão, tive o cuidado de aumentá-lo o máximo possível, pois nunca era exato, mas pude garantir aos companheiros que havia uma margem segura de, pelo menos, uma hora, antes que elas estourassem.


Subimos no carro, Claudinei ao volante, Russo e eu levando às mãos uma bomba cada um, e saímos em direção ao palanque.


Ao aproximarmo-nos do local, um imprevisto nos esperava.


Dois soldados da Polícia Militar faziam guarda em frente ao palanque sem se moverem. Rapidamente, percebemos que seria impossível realizar a ação com a presença deles.


Tínhamos armamento suficiente, superioridade numérica e o fator surpresa do nosso lado, o que me fez propor, com o apoio de Russo, que deveríamos colocar capuzes, dominar os soldados, amarrá-los e realizar a operação.


Claudinei, o comandante da ação, vetou a proposta e alegou, com justa razão, que iríamos realizar a ação em seu carro, um JK vermelho, que seria fácil de identificar já que havia apenas três ou quatro modelos desse tipo em toda a cidade, embora os números da placa estivessem alterados.


Decidiu-se, assim, que nós deveríamos procurar outro local, o mais próximo possível, para realizar o atentado e atingirmos um alvo que simbolizasse a ditadura ou o imperialismo norte-americano.


Começamos, então, a rodar pelo centro da cidade com as bombas no carro, em busca de outro local para efetuar a ação revolucionária.


Ao passarmos pela esquina das Ruas Marcondes Salgado e Duque de Caxias, onde se localizava a Delegacia Regional de Polícia, pensamos em colocar as bombas em viaturas lá estacionadas, o que foi impossível devido à permanência de policiais no local.


Voltamos a circular perto do palanque, mas a situação persistia, com os dois policiais lá postados e, ao que parecia, sem a menor intenção de se afastarem.


Enquanto isso, o tempo corria e eu alertei os companheiros de que não dispúnhamos de mais que vinte minutos para permanecermos com as bombas no automóvel sem o risco de virar churrasco. Naquele instante, tive a ideia: “Coca-Cola”.


Na verdade, a empresa que fabricava o refrigerante, símbolo do capitalismo norte-americano, situava-se perto da Avenida Francisco Junqueira, a algumas quadras dali.


Todos de acordo, rumamos para o local e, depois de um breve levantamento, pouco criterioso em face da premência do tempo que corria contra nós, saltei o muro da Coca-Cola, pela Rua Deolinda, com Russo fazendo proteção armada do lado de fora, enquanto Claudinei permanecia no volante. Já no pátio interno da empresa, coloquei as duas bombas, uma embaixo de cada caminhão.


Retiramo-nos do local quando já amanhecia e nos recolhemos para dormir um pouco e aguardar pelo resultado da ação, que seria o sinal da presença da guerrilha nas comemorações do Dia da Pátria em Ribeirão Preto.


Nas primeiras horas da manhã do dia 7 de Setembro, a primeira bomba entra em combustão e inicia um incêndio em um dos caminhões, enquanto são chamados os bombeiros e a polícia.


De plantão estava o delegado Vlamir Pupo, que nunca se envolveu com a repressão política, mas que compareceu ao local em virtude de ser o plantonista.


Talvez animado com a possibilidade de se promover diante do fato, tomou a segunda bomba em suas mãos, colocou-a em seu carro, um Karman Ghia, veículo de pequeno porte que estava na moda naquela época, e propôs-se a levar o artefato explosivo para a delegacia.

Eu havia programado para que a segunda bomba explodisse mais ou menos meia hora depois da primeira. O delegado, de maneira imprudente, acreditou que ela tivesse falhado, levando-a ao plantão policial.


Ao chegar à delegacia, Vlamir colocou o artefato em sua mesa e deixou a sala por alguns minutos para chamar outras pessoas que o ajudassem a desmontá-lo.


Nesse ínterim, a bomba entrou em combustão e iniciou um princípio de incêndio que foi logo debelado, mas que completou nossa comemoração do Dia da Pátria. Na verdade, o delegado fez o que, para nós, teria sido praticamente impossível: levar a bomba para estourar dentro da delegacia de polícia.

Trecho do Livro Tempo de Resistência 12ª. Edição de Leopoldo Paulino


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