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segunda-feira, 16 de setembro de 2024

A Internacional contra o fascismo e suas tarefas históricas * Pedro César Batista/DF

A Internacional contra o fascismo e suas tarefas históricas
Pedro César Batista

O capitalismo vive uma de suas mais profundas crises, resultado de sua política de acumulação destruição, sua política criminosa contra os povos, que sofrem duros ataques às históricas conquistas da classe trabalhadora. 

Os EUA efetivam-se como uma central das corporações que saqueiam nações, destroem os Estados nacionais, provocam guerras e desenvolvem poderosas campanhas pelas redes sociais difundindo mentiras, disseminando o ódio, o medo e atacando os governos que não se sujeitam às imposições do grande capital e corajosamente defendem a soberania e autodeterminação. 

A Venezuela tem sido o epicentro desta campanha, que tem a finalidade de derrubar o legítimo governo do presidente Nicolás Maduro Moros, recém-eleito em uma eleição limpa, transparente e segura, na qual a população mostrou a disposição em seguir as transformações iniciadas por Hugo Chávez Frias. 

Na Palestina, os sionistas, sustentados pela organização terrorista denominada “israel”, seguem o extermínio do povo e a ocupação do território, iniciada em 1948. 

A Ucrânia, como uma ponta de lança da OTAN, faz ressurgir o nazismo, com mercenários que, depois de atacarem por 8 anos a população de Donetsk e Lugansk, continuam suas ações terroristas contra a Rússia, que os enfrenta.
 Este quadro que levou a realização do Congresso Mundial contra o fascismo, neofascismo e outras expressões similares.

O Congresso mundial contra o fascismo, chamado pelo governo do presidente Nicolás Maduro reuniu mais de 1200 delegados de 95 países, representando todos os continentes. Durante os dias 10 e 11 de setembro, foram apresentadas inúmeras análises sobre as tarefas que a humanidade tem no momento para derrotar as agressões do imperialismo. No final do encontro foi aprovado por unanimidade a fundação da Internacional contra o fascismo, com sede em Caracas. O congresso foi realizado na data que marcou o martírio de Salvador Allende, assassinado em combate durante o golpe em 11 de setembro de 1973, no Chile.
O congresso foi aberto pela vice-presidente da Venezuela, Delci Rodriguez, que destacou que o “fascismo é a vanguarda extremista do capitalismo”, os quais se utilizam de toda a violência, propagação de mentiras e ataques contra os povos para tentarem superar a crise que a burguesia enfrenta. A vice-presidente Rodriguez ressaltou que apesar de toda a agressão e covardia do imperialismo, sempre haverá resistência. “O povo Palestino tem sido o maior exemplo de resistência ao fascismo em sua vertente sionista”, disse. Assim como os povos de América Latina e Caribe enfrentaram cruéis ditaduras nas décadas de 1970/80, todas financiadas e organizadas pelos EUA, que deixaram um saldo de milhares de mortos, torturados, presos políticos e exilados, atualmente o imperialismo coloca governos que atuam contra os interesses nacionais, após intensas campanhas pelas mídias e redes sociais, como são os casos da Argentina, com Milei; do Equador, com Noboa; de El Salvador, com Bukele, e no Peru, com Boluarte. Na Venezuela ao longo de 25 anos tentam derrotar o processo bolivariano. Somente em propaganda contra o processo eleitoral de 28 de julho neste país foram gastos mais de 1 bilhão de dólares, com o uso da arma dos algoritmos. 

A extrema direita fascista não quer aceitar o resultado da eleição de 28 de julho, mas o povo venezuelano deu a resposta reelegendo Nicolás Maduro. A reação dos fascistas foram ataques terroristas, incendiando inúmeros prédios e assassinando 27 pessoas, entre os quais dois oficiais da Força Bolivariana. Um garoto de 13 anos, detido, confessou que matou porque as redes sociais diziam que tinha que matar todos os comunistas. Entretanto nada disso a imprensa mostra, segue difundindo o discurso da mentira e propaganda contra o resultado da eleição.

A grande batalha no atual momento é enfrentar é derrotar a guerra dos algoritmos, que propagam a morte, o ódio, a normalização do genocídio, como se vê com o extermínio do povo Palestino. Dia 7 de outubro fará um ano que os sionistas matam diariamente crianças, mulheres e homens em Gaza, isso depois de 76 anos de ocupação e ações terroristas contra o povo palestino. A grande imprensa e as redes passam a ideia que isso é normal e aceitável, chegam a difundir a mentira de que quem tem direito a se defender são os invasores, os assassinos sionistas.

A América Latina e o Caribe são a região mais desigual do planeta, com um punhado de parasitas bilionários, ligados às corporações que cada vez mais faturam às custas do sofrimento da população. E justamente por ser o governo bolivariano o que mais investiu em transformações e distribuição de riquezas, a partir de 1999, possuir a maior reserva petrolífera do mundo, tem sido o alvo principal dos ataques dos EUA. O mesmo que enfrenta Cuba, com um cruel bloqueio há 62 anos, que tem causado prejuízo da ordem de aproximadamente 1 trilhão de dólares a ilha rebelde, ou a Nicarágua sandinista, que segue avançando e soberana, apesar de todos os golpes e ações criminosas que tem sofrido.

A classe trabalhadora e os povos do mundo têm sofrido duros ataques dos magnatas da comunicação. Elon Musk, um cachorro louco do capitalismo, ameaçou o presidente Nicolas Maduro, assumiu publicamente que financiou o golpe contra Evo Morales, na Bolívia, em 2019. Também disse não reconhecer a legislação brasileira, após a decisão da Suprema corte decidir por suspender a plataforma no Brasil, devido o não cumprimento da ordem legal. Na Venezuela atacaram o sistema eleitoral, pretendiam provocar uma guerra civil no país, mas a resposta do governo foi debelar os atos terroristas em poucas horas. Ainda assim o sistema eletrônico do estado Venezuela sofreu uma ação com 30 milhões de ataques cibernéticos por minuto, tudo para impedir que o resultado eleitoral fosse divulgado e se efetivasse a vitória de Nicolás Maduro. As redes sociais têm servido como armas dos fascistas a nível mundial. A pandemia possibilitou crescimento da concentração de riquezas e aumento da miséria e desigualdade. Sem nenhuma dúvida, as redes sociais são o maior perigo na atualidade: o Facebook, Instagram, WhatsApp, Twitter agora X, entre outros.

A nível global 17 países são governados pelos fascistas, em 21 países há 727 organizações fascistas, as quais atuam por meio de ONGs e institutos, financiados pelas corporações imperialistas, que controlam os EUA e subjugaram a Europa. Este continente vive uma profunda crise econômica, resultado nas políticas neoliberais, que tem usado políticos fascistas para provocarem divisão, ódio e medo na população europeia. Essa batalha contra o fascismo é global, os fascistas são uma organização do crime, financiadas e organizadas pelas corporações, que controlam todos os governos de direita no mundo e servem aos interesses dos EUA. O inimigo não é quem está ao nosso lado, o inimigo é o imperialismo, controlado pelas corporações.

No encerramento do Congresso foi fundada a Internacional contra o fascismo, resgatando a história das internacionais da classe trabalhadora. Em 1864. Karl Marx e Friedrich Engels lideraram a criação da I Internacional, quando foram lançados os fundamentos da luta proletária, a nível internacional pelo socialismo. Em 1889, criou-se a II Internacional, que não correspondeu as necessidades históricas, levando a um rebaixamento das lutas revolucionárias, porém buscando propagar o movimento de massas a nível mundial. Em março de 1919, liderada por Lenin, criou-se a III Intencional, voltada para a criação dos Estados proletários e a organização revolucionária em todos os países. Nasce agora uma nova Internacional, com a tarefa de barrar o fascismo, que nas décadas de 1920 a 1950 levou a segunda guerra mundial e deixou mais de 30 milhões de mortos, principalmente os soviéticos, responsáveis por derrotar o nazismo e libertar a humanidade. Barrar o fascismo é tarefa de todos, criar as condições para unir, organizar e travar duramente a batalha de ideias, construindo grandes mobilizações de massa, que possibilitem impedir a total destruição da vida no planeta.
O congresso contou com exposições de Manuel Pineda Marín. (España), Jodi Dean (Estados Unidos), Lucas Aguilera (Argentina), Abel Prieto (Cuba), Irene León (Ecuador), Oscar Laborde. (Argentina), Juan Carlos Monedero (España), Eugene Puryear. (Estados Unidos), Rodrigo Acuña. (Australia), Maite Mola. (España), Paloma Griffero (Chile), Valeria Duarte (Bolivia), Rafael Klejzer. (Argentina), Andrea Vlahusic. (Argentina), Alina Duarte (México), Marcelo Koenig. (Argentina), Fernando Buen Abad Domínguez (México), Alejandro Rusconi (Argentina), Javier Couso (España), María Fernanda Ruíz (Argentina), Bruno Lonatti (Argentina), Meyvis Estevez (Cuba), entre outros.

A TV Comunitária de Brasília, a Rede Internacional de Intelectuais, artistas e movimentos sociais em defesa da humanidade – Capitulo Brasil e o Comitê anti-imperialista general Abreu e Lima participaram deste histórico momento que criou a Intencional contra o fascismo, que terá sede em Caracas. Agora a tarefa é difundir e organizar a internacional contra o fascismo no Brasil.

• Pedro César Batista, jornalista e escritor, integra a TV Comunitária de Brasília, a Rede Internacional de Intelectuais, artistas e movimentos sociais em defesa da humanidade – Capitulo Brasil e o Comitê anti-imperialista general Abreu e Lima.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

A QUEM SERVE A REPÚBLICA BRASILEIRA? * Pedro César Batista/Gabriela Gomes - DF

A QUEM SERVE A REPÚBLICA BRASILEIRA?

Pedro César Batista
Gabriela Gomes

Desde a chegada do primeiro colonizador no Brasil, a realização do que chamou “independência” ou da proclamação da República, os povos originários, os escravos, os pobres e explorados, cada um a seu tempo, nunca deixaram de fazer a resistência, travar suas lutas e enfrentar os que impuseram a ferro, fogo, chumbo e muito sangue o controle do poder. Assim foi em qualquer fase da história, o mesmo que se dá na atual fase da República, com suas normas, políticas e jurídicas, que tem a única função em preservar o sistema econômico, o capitalismo, garantir que as riquezas, as propriedades e os privilégios permaneçam com a minoria que detém o poder econômico. Estes, mesmo que cedam algumas migalhas, para aplacar possíveis revoltas e dizer que buscam reduzir as desigualdades, sempre foram implacáveis no uso da violência contra quem ousa enfrenta-los.

Será que a República brasileira serve à maioria do povo, os trabalhadores, os pobres, os miseráveis?

Repetindo a ação da Coroa portuguesa, quando o filho de D. João, Pedro, em 7 de setembro de 1822, decretou a independência do Brasil, antes que os movimentos independentistas que eclodiam por todo o país obtivessem a vitória, seguindo o exemplo do exército liderado por Simón Bolivar, que libertava os povos colonizados pela Espanha, as classes detentoras do poder, em 15 de novembro de 1889, comandada pelos marechais e liderado por Deodoro da Fonseca, fizeram um movimento armado e implantaram a República dos Estados Unidos do Brasil. Chegaram a definir uma bandeira provisória sendo a cópia fiel da bandeira estadunidense. Marcava-se assim um período de mudanças segundo os interesses das oligarquias enquanto o povo que lutava pela república era descartado.



Em 134 anos, desde a implantação da República, muitas mudanças ocorreram na história nacional, a grande maioria delas lideradas pelos próprios detentores das riquezas, com a clara intenção de que tudo permanecesse igual a antes, sem mudar nada da estrutura econômica ou das relações de poder político da sociedade, sempre preservando as grandes massas excluídas de seus mais legítimos direitos e, principalmente, do controle político do Estado, sendo-lhes, distribuído então as migalhas, assim “tudo volta a ser como dantes no quartel de Abrantes”, como disseram os portugueses após a invasão de Napoleão, em 1808, em Portugal.

Um ano antes da criação da República brasileira, em 13 de maio de 1888, a monarquia, pressionada a nível internacional e pelas lutas dos Quilombos, formalizou o fim da escravidão. Foram 358 anos com o povo negro sendo “mãos e pés dos senhores”, servindo a Casa Grande e atendendo os colonizadores. O Brasil foi o último país a acabar com essa chaga. Enquanto que o Haiti foi pioneiro, acabou com a escravidão em 1793 e conquistou sua independência em 1804 (certamente um dos motivos do ódio do imperialismo e das elites a esse povo). Importante destacar, também, que nos mais de cinco séculos de existência do Brasil, o tráfico de escravos foi o setor econômico que mais faturou em toda a história nacional. Mais que o agronegócio atualmente, aliás, este são os verdadeiros herdeiros dos senhores da Casa Grande, que iniciaram fortuna com o trabalho escravo. Não podemos esquecer o extermínio dos povos indígenas, que não se sujeitaram a serem escravos e foram dizimados. Em 1500 o Brasil possuía mais de 1000 etnias, atualmente existem pouco mais de 300.



Logo depois da criação da República, entre 1896 e 1987, o novo poder, preocupado com a sua sobrevivência, colocou milhares de homens do Exército, com as mais modernas armas da época, inclusive a “matadeira”, como os caboclos chamavam o fuzil automático, para dizimar a comunidade sob o comando de Antônio Conselheiro, que queria formar “rios de leite e mel” no sertão baiano. “Canudos não se rendeu”, afirmou Euclides da Cunha, em Os sertões, obra que permitiu conhecer a primeira grande obra da República e seu Exército, que deixou mais de 20 mil sertanejos mortos, homens, mulheres e crianças, todos pobres, assassinados com a perversidade histórica da Casa Grande.

A terra, então a principal fonte de produção de riquezas, sempre foi considerada um direito sagrado, legal e exclusivo dos senhores, repassado aos seus herdeiros ao longo dos séculos. Após a efetivação legal do fim da escravidão, a Lei de Terras foi um dos instrumentos jurídicos para impedir que o povo escravizado tivesse acesso à terra para viver, plantar e morar. O latifúndio segue conservado e imaculado desde a chegada do colonizador, com o sistema de sesmarias, as Capitanias Hereditárias e a Lei de Terras, mantido quando os governos se negam a fazer a reforma agrária.

A queda da velha república, com a chamada Revolução de 1930, liderada por Getúlio Vargas, levou ao governo uma nova oligarquia. Com Vargas se iniciou a criação do que é hoje o Estado brasileiro, mesmo com todas as campanhas e ações para desconstruí-lo. A partir da implantação do Estado Novo, criou-se uma estrutura jurídica e política que não existia. A ditadura do Estado Novo impôs censura, repressão, tortura e morte, desarticulou o PCB, entregou Olga Benário a Hitler e, ainda assim, ganhou o apoio das amplas massas. Seu fim veio com a Assembleia Nacional Constituinte, em 1946, eleita de forma ampla e participativa, com aparente liberdade, que durou pouco mais de um ano, com o General Eurico Gaspar Dutra cassando o PCB e a bancada de parlamentares do partido. Em 1950, após o retorno de Vargas, eleito presidente, tentaram dar outro golpe, impedido com o suicídio do presidente trabalhista.

Será que esta República serve à maioria do povo brasileiro, os trabalhadores, os pobres, os miseráveis?

Em 1964, outro golpe foi dado, durou 21 anos, que prendeu, torturou, exilou e matou que lhe fez oposição ou lhe enfrentou em todos os campos. A ditadura de 1964 manteve a estrutura econômica, reforçando principalmente os latifundiários e entregando as riquezas nacionais ao capital internacional. Este golpe foi pensado e organizado a partir da Casa Branca, a sede da Casa Grande a nível mundial, que continua comandando governos serviçais em vários países, independente de quem governe, impondo a política neoliberal, com privatizações e assegurando a preservação da concentração da riqueza, da violência institucionalizada contra os pobres, negros e marginalizados.



A esquerda que tem suas raízes nas lutas pela transformação radical da sociedade, com a destruição do sistema capitalista e a implantação do socialismo, em sua quase totalidade se institucionalizou e vestiu a camisa e a defesa da ordem sistêmica. Propagam sem nenhuma vergonha a defesa da democracia burguesa, que entrega seus anéis para manter seus dedos, levando a imensa maioria da população a acreditar que somente com o direito ao voto poderá mudar, ao mesmo tempo que permanece sem acesso ao conhecimento, à terra, à educação de qualidade e critica, sem falar de uma consciência histórica, que permita forjar a consciência de classe, unidade e organização para avançar na transformação da sociedade. Se estes setores defendem a ordem, a extrema direita, sustentando-se no anticomunismo, na defesa da propriedade, da família e de deus, velhos discursos ainda anteriores à Revolução francesa, propagam a desobediência, a negação de estruturas do estado e o retorno à práticas que aprofundem a exploração do trabalho, usando para isso concessão pública, como canais de televisão, e privilégios, como a isenção de impostos para igrejas. Uma inversão muito bem construída, especialmente a partir da negação da luta de classes e da destruição do sistema de exploração e apropriação do resultado do trabalho, imposto pela burguesia por meio do sistema capitalista. Inclusive há setores, que se autointitulam, mas, de fato estão preocupados em se adaptarem e usufruírem privilégios oferecidos pelo estado e tornaram-se correias de transmissão do sistema e defensores e incansáveis da ordem.

O Estado, sob a República, criado para impedir que um desposta pudesse usá-lo para atender seus interesses, manteve a estrutura que somente tem a finalidade de ser o garantidor da ordem vigente, como destacou Marx, atender aos interesses da classe que o controla. Para isso, mantém um “corpo de parasitas”, com uma poderosa estrutura burocrática, militar e jurídica, organizada para evitar mudanças estruturais e que qualquer mudança que possa ocorrer preserve a essência do sistema. Todo o aparato jurídico tem a finalidade de conservar a propriedade, considerada o maior de todos os bens, mais que a vida, principalmente a vida das massas miseráveis e empobrecidas.

Entretanto, isso nunca impediu que as classes trabalhadoras, as massas deserdadas e sem o direito às propriedades, sem deter o poder econômico, possuindo apenas o trabalho para vender e o direito a um voto sempre ousassem se organizar, lutar pelos seus direitos e combater as classes detentoras de propriedades e riquezas, com seus governantes que defendem a ordem e o sistema para que nada mude.



A história nos revela o poder dos povos perante todas as formas de opressão impostas desde a independência ou da proclamação da República. Permite-nos enxergar o que Machado de Assis destacou como o “Brasil real” e o Brasil oficial - o Brasil do povo, com os “melhores instintos” e o país “caricato e burlesco” forjado por nossas antigas oligarquias, pelos atuais donos do agronegócio ancorados na máquina estatal que somente serve aos interesses do capitalismo e da burguesia internacional, o imperialismo. O Brasil real é a vida de todos os brasileiros, que sofrem com a expropriação de suas riquezas naturais, que resistem pelos seus direitos perante as migalhas que lhe são oferecidas, que lutam dia após dia e que respiram o descaso e a violência daqueles que insistem em permanecer adormecidos no Brasil oficial, na terra do bel prazer do capital.

É a história de lutas de nossos povos, do verdadeiro povo brasileiro que clareia nossas necessidades, nossa materialidade e fortalece a luta pela transformação radical da sociedade. É a história que nos guia e guiará para a superação de todas as injustiças, de toda a opressão burguesa que tudo usa para impedir que a classe trabalhadora, as camadas populares se deem as mãos e avance na luta pela sua verdadeira libertação.

Será que esta República, em sua história, tem servido à maioria do povo brasileiro, aos trabalhadores, aos pobres, aos miseráveis?

Pedro César Batista, jornalista
Gabriela Gomes, geografa
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terça-feira, 27 de dezembro de 2022

TOLERAR IMPUNIDADE JAMAIS * Pedro César Batista - DF

TOLERAR IMPUNIDADE JAMAIS

Pedro César Batista - DF

*Não podemos permitir a impunidade, mais uma vez na história*

Começa uma nova transição na história nacional, após um período em que as forças mais atrasadas, inescrupulosas, desumanas e a serviço do capitalismo, reorganizaram o fascismo, com o objetivo de barrar as conquistas sociais obtidas durante as três últimas décadas.

Se a Constituição de 1988 não efetivou uma transição de justiça necessária, com a devida responsabilização, penal e civil, de torturadores e assassinos, que, em nome do Estado, praticaram todas as perversidades contra quem ergueu sua voz e punhos contra o governo da ditadura, não se pode repetir o mesmo erro neste momento. O desprezo pela dignidade humana, a propagação do terror e da morte não pode ser contemporizada de nenhuma forma.

Superar o nazifascismo que destruiu as conquistas de direitos, resultado de décadas de lutas, organizou e financiou grupos de terroristas, armou-lhes e desenvolveu uma política para servir aos interesses de meia dúzia de grandes capitalistas, não será tarefa fácil.

Um dos passos fundamentais para essa batalha será superar a arrogância pequeno burguesa, que ocupou academias, veículos de imprensa, sindicatos, partidos e o parlamento, que sustentou uma prática oportunista, que buscou tirar algum proveito pessoal, algum tipo de micro poder ou prebenda. A distância da realidade da imensa maioria do povo brasileiro, que tem mãos calosas, dedica-se intensamente ao trabalho, manual ou intelectual, diretamente ligado às necessidades populares precisa ser superada. Fazer com que a política sirva à organização, conscientização e mobilização popular deve ser o eixo estratégico de todas as ações.

Se a extrema direita chegou às periferias foi graças a um projeto de longo prazo, pensado, financiado e estruturado com o apoio do imperialismo. As igrejas neopentecostais, com seus cultos da prosperidade, têm um projeto estratégico, a nível mundial, são bases ideológicas do neoliberalismo, para garantir que mais riquezas os bilionários do mundo acumulem.

O Brasil, com Lula, depois de seis anos do golpe contra Dilma Rousseff, terá que superar os crimes e a política de terra arrasada imposta pelo governo fascista moribundo, que agoniza com o uso de terrorismo e ameaças de violência.

Superar este momento exige a retomada da ligação com o povo brasileiro, compreender sua realidade, desenvolver a alteridade, forjar consciência coletiva capaz de levar à organização política para o meio dos vastos setores ligados ao trabalho e as camadas populares. Para isso, a unidade de todas as forças antifascistas e anti-imperialistas, que tenham compromisso com a construção de uma sociedade consciente de seu papel histórico, organizada e capaz de possuir a indignação e repulsa a tudo que remeta aos crimes contra a humanidade, propagadas pelos fascistas e seus apoiadores. Forjar uma sociedade capaz de ser soberana para decidir seu destino.

O novo tempo, que começará com a terceira gestão de Lula, na Presidência da República, não poderá ter erros, não temos esse direito. Responsabilizar todos os criminosos, causadores de mortes, miséria e violência contra o povo é fundamental. Deixar impunes, assim como ficaram os golpistas de 1964, os nazifascistas que saem do governo do miliciano, é inaceitável para a história da humanidade e a conquista da dignidade humana.

Pedro César Batista, jornalista e escritor.DF

ANEXOS
SENADOR CONTARATO
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terça-feira, 22 de novembro de 2022

UNIR TODAS AS FORÇAS EM DEFESA DA LEGALIDADE * Pedro César Batista - DF

 UNIR TODAS AS FORÇAS EM DEFESA DA LEGALIDADE


Pedro César Batista - DF


Esperar na maioria das vezes deve ser uma opção apenas nos casos em que essa é a melhor alternativa. Ou a única alternativa. Diferente disso é preciso agir, fazer e tomar a iniciativa ou mesmo dar a resposta a uma ação ou omissão que traga risco a vida, a legalidade e aos direitos individuais e coletivos.

Na história nacional nunca as Forças Armadas e militares trataram as manifestações populares como neste momento agem em apoio as forças nazifascistas, que ocupam as portas de quarteis, pedem um golpe militar, pois não aceitam a vitória eleitoral de Lula para presidente do Brasil. Verificamos que alguns generais chegam a afirmar que é uma manifestação popular, pacífica e legítima, quando é um movimento de caráter fascista, ilegal, que tem usado largamente a violência e abusado do poder econômico para tentar impedir a normalidade jurídica e política. Alguns generais garantem o espaço militar para que ocorram acampamentos, manifestações e conspirações contra a legalidade. Uns chegam a falar publicamente em defesa das manifestações terroristas em curso.

Na história nacional não faltam exemplos de ações do Exército contra as mais legítimas manifestações do povo brasileiro.

Não podemos esquecer Canudos, o primeiro grande genocídio da República, em 1897, quando o Exército não poupou nem as crianças e mulheres que viviam no vilarejo, liderado por Antônio Conselheiro. 

No início do século XX, entre 1912 e 1916, outro brutal massacre contra os pobres. Desta vez, em Santa Catarina e no Paraná, no Contestado, quando se estima que o Exército deixou um saldo de 20 mil mortos. 

Dez anos depois o Exército bombardeou São Paulo, após ordem do ministro da Guerra, Setembrino de Carvalho - que também comandou o massacre no Contestado, destruiu parcialmente a capital paulista, naquilo que foi considerado o “maior conflito bélico urbano na história do Brasil e da América Latina”. Deixou um saldo de 800 mortos. 

Em 1937, novamente o Exército massacrou outra comunidade que desejava apenas construir uma sociedade igualitária, destruiu Caldeirão dos Jesuítas, “uma das mais ricas experiências da vida comunitária da história brasileira”. Mataram mais de 1 mil pessoas, as quais foram enterradas em vala comum em local nunca informado pelos militares.

Depois que as Forças Armadas foram derrotadas, em 1961, pela Campanha da Legalidade, liderada por Leonel Brizola, em 1964, deram o golpe de 1 de abril, e ficaram 21 anos no poder, impediram a realização de eleições, censuraram a imprensa, prenderam, torturaram e assassinaram milhares, entre lideranças que não se sujeitaram aos crimes praticados em nome do Estado, sindicalistas, estudantes e povos indígenas, como o povo Waimiri Atroari, que tinha uma população estimada em 3 mil pessoas e quando o Exército saiu da região, ocupada para construir a BR 174 (Manaus – Boa Vista) restaram apenas 350 indígenas. Também tiveram os moradores da região do Araguaia, presos e torturados para localizarem os militantes do PCdoB que estavam na região, os quais foram assassinados quase em totalidade. 

Em 1988, o Exército ocupou a Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, Rio de Janeiro, quando mais de 10 mil operários exigiam melhorarias salariais, deixou um saldo de 3 mortos.  

Recentemente, em um bloqueio nas ruas da cidade do Rio de Janeiro, mais de 80 tiros partiram de soldados do Exército para fuzilar o músico Evaldo Rosa, assassinado na frente da família, quando seguiam para um aniversário.

Agora, depois de terem eleito um miliciano, expulso do Exército devido tentar explodir uma bomba em um gasoduto e outra dentro do quartel, estão omissos, com alguns generais apoiando, manifestantes que não reconhecem o resultado eleitoral para a Presidência.  

A história mostra que não se pode confiar em quem tem uma larga ficha corrida contra os interesses nacionais. Somente quanto ocorreu a unidade de todas as forças democráticas, progressistas e legalistas foi possível derrotar o terrorismo de Estado. 

O momento exige a unidade, mobilização e organização da mais ampla resistência em defesa da legalidade democrática, que obriga as autoridades a prenderem os terroristas, que tentam, mais uma vez, impor a dor, o medo e o terror ao povo brasileiro.

Não basta esperar que a legalidade seja executada, urge a mobilização de todas as forças para que a lei seja cumprida e a normalidade restaurada.


quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Ocupar Brasília e as ruas do Brasil * Pedro César Batista - DF

  Ocupar Brasília e as ruas do Brasil

Pedro César Batista - DF


Repete-se a todo momento que a extrema direita saiu das catacumbas. Vê-se isso nas ruas com o movimento que não aceita o resultado que elegeu Lula para a Presidência do Brasil. Setores reacionários, financiados por empresários corruptos e apoiados pela ação ou omissão de quem deveria agir em nome do Estado, ameaçam a legalidade, a democracia e a estabilidade política do país.


Na história não faltam exemplos de ações terroristas, que desestabilizam sociedades. No Chile, em 1973, os caminhoneiros, organizados pelos empresários e financiados pela CIA, realizaram um locaute (lockout) que deu base a um duro golpe contra o povo chileno. Mais recentemente, na Bolívia, Venezuela e Nicarágua, com os mesmos financiadores, foram realizados atos de rua, que deixaram dezenas de mortos, sempre com o mesmo argumento, o não reconhecimento do resultado das urnas. No Brasil, Dilma foi cassada arbitrariamente, Lula encarcerado e um inexpressivo deputado fascista eleito presidente, que, diante de tantos crimes no governo, apresentam-se quase 200 pedidos de impeachment, todos engavetados pelos seus aliados, e segue no governo, inclusive com apoio de setores populares, que nas ruas pedem um golpe de Estado, mais um, para que sigam no poder.


Ficar apenas esperando que as autoridades, em nome do Estado, respondam aos atos da extrema direita não é aconselhável. No dia da eleição do segundo turno, vimos a ação da PRF, por ordem de seu superintendente – que tem longa ficha corrida, atuar para impedir o livre exercício do voto. E, neste momento, mesmo cm ordem judicial, comandantes militares não desobstruem as vias públicas, pelo contrário, o Comandante da PMDF encaminhou ofício ao Ministro Alexandre Moraes em que afirma que as manifestações em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, tiveram a autorização do Comando Militar do Planalto e “não foram identificadas, por parte do Exército Brasileiro, nem por parte da PMDF, quaisquer irregularidades ou condutas ilícitas”, acrescenta ainda, que são “atos de iniciativa popular – AIP ou sociedade civil organizada”. 


Diante da experiência acumulada pela extrema direita na região, com ações terroristas em vários países, bem como as ações fascistas em curso contra a legalidade no Brasil, a omissão das legítimas organizações da sociedade brasileira, na defesa dos mais legítimos interesses do povo brasileiro poderá custar um valor estimável, conforme a história já mostrou em outras oportunidades. Por isso, as Centrais Sindicais, os Partidos da base do Presidente Lula e seu Vice, Alkmim, os Movimentos Sociais e Populares, a intelectualidade, artistas e os movimentos camponeses têm a tarefa e necessidade histórica de se unir, organizarem-se e se mobilizarem para garantir a posse do novo governo e defender a aplicação das normas constitucionais e dar um basta aos golpistas da extrema direita fascista. 


Ocupar Brasília em primeiro de janeiro, na posse de Lula, organizar para colocar, no mínimo, um milhão de pessoas no ato, deve ser a tarefa neste momento, assim como criar as condições para retomar as ruas, ocupá-las e delas não sair, garantir a governabilidade, a retomada das lutas democráticas e a defesa dos direitos sociais que após o golpe de 2016 foram retirados.

O hábito do cachimbo, costuma-se dizer, deixa o queixo torto, portanto, ficar parado, não dar a devida resposta, nem mesmo estar preparado para enfrentar os atos terroristas e criminosos da extrema direita fascista já mostrou, em muitas situações, seja no Brasil, ou em outros países na América latina e Caribe, o alto preço que se paga, com a perda de vidas, a institucionalização da tortura e a perseguição a quem não coaduna com o nazifascismo.


O momento não é o de a sociedade civil se omitir, deixar que os fascistas sigam se dizendo, ainda mais, por quem sempre reprimiu as lutas do povo, que isso é “iniciativa popular”. Cabe aos legítimos representantes dos interesses do povo brasileiro se unir e colocar milhões nas ruas.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

A história nos ensina o caminho para o futuro * Pedro César Batista/DF

 A história nos ensina o caminho para o futuro

Passeata dos garis do Rio

Pedro César Batista/DF*


O desemprego, a carestia e a fome seguem como tormentos na vida do povo brasileiro. Aliado a isso, vivenciamos um tempo de luto de mais de 600 mil vidas perdidas as quais, em grande parte poderiam ser sidos evitadas, se o governo brasileiro não fosse diretamente um dos principais responsáveis pela propagação da covid-19.

Quero lembrar o ano de 1983, no Brasil. A ditadura vivia seus estertores, dentro do programa de uma abertura lenta, gradual e segura, programada pelos golpistas de 1964. Em 1979, foi aprovada uma anistia que assegurou a impunidade de assassinos e torturadores, em seguida uma reforma partidária que levou a divisão das forças de oposição, com duas maiores organizações de esquerdas, lideradas por Leonel Brizola e Luís Inácio Lula da Silva. Nesse ano, 1983, a taxa de desemprego era de 6,7%, a inflação batia a casa de 160% e a fome era crescente, o que provocou dezenas de saques a supermercados nas grandes cidades do país. O povo se revoltava e buscava alimento. Um fato inesquecível foram os assaltos a caminhões que transportavam alimentos, ocorridos nas margens da Rodovia Dutra, entre o Rio de Janeiro e São Paulo, e que eram levados pelos assaltantes para as favelas onde a comida era distribuída aos necessitados. 

Com as mobilizações da campanha por eleições diretas para presidente (84), a eleição nas capitais e cidades consideradas de segurança nacional (85), retoma-se o processo democrático. Em 1989, ocorreu a primeira eleição presidencial após 1961, com a Rede Globo desconstruindo Brizola, manipula a eleição, impede a vitória de Lula e assegura a vitória de Collor, cassado menos de dois anos após a sua posse. O tempo passou. Os militares seguiram das casernas, acompanhando e monitorando tudo. Itamar, FHC e depois Lula, que garantiu a eleição de Dilma. Rousseff e o PT, mais uma vez, sofrem com as mentiras e conspirações da Rede Globo que, em aliança com os EUA, os militares, latifundiários e a burguesia nacional, consegue colocar Temer na Presidência. Inicia-se a “ponte para o futuro”: retirada de direitos, desarticulação dos sindicatos, privatizações do patrimônio público e, “com Supremo com tudo”, consolidar uma política neoliberal, desumana e cruel, contra os mais pobres.

Depois de quase três de um governo fascista, fruto do golpe de 2016, chegamos a uma taxa de 14,1% de desemprego, uma inflação que ultrapassa 40%, mais de 20 milhões de miseráveis, cerca de 100 milhões vivem sem a certeza de se alimentar, ao mesmo tempo, o Congresso Nacional da sustentação a um presidente que tem mais de 115 pedidos de impeachment, todos devidamente guardados pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que tinha, junto com o chefe do governo, o controle de um orçamento de mais de 20 bilhões de reais para bancar a corrupção e atender os interesses de parlamentares que estão de costas para as necessidades da maioria do povo brasileiro. 

Entretanto, observo que, a situação atual é semelhante a de 1983, mas não há saques, não há mobilizações de massa contra a carestia, pelo direito ao trabalho e menos ainda contra o presidente genocida, propagador da covid, ladrão e miliciano, que tem no Ministério da Economia e no Banco Central dois especuladores, que ganham milhões diariamente com a alta do dólar, que faz a população brasileira pagar um litro de óleo de soja a 10 reais, o litro de gasolina a 8 reais e faz com que milhões de pessoas vivam dos restos de alimentos recolhidos em lixeiras, dos ossos de gado ou sofrerem a inanição crescente.

Durante os 21 anos após 1964, a resistência popular, revolucionária e democrática não desistiu de enfrentar a violência da ditadura, não abandonou a utopia de construir um mundo de justiça e digno para a classe trabalhadora. Depois da ditadura, passaram-se 36 anos, decorridos 33 anos desde a promulgação da Constituição de 1988, tempo que levou a um nível de consciência social e humana que lembra um estágio pré-capitalista, em um verdadeiro salve-se quem puder, a consolidação do pensamento meritocrático, a defesa do fim do Estado, desesperança e crescimento do lumpesinato. Bolsonaro é a síntese dessa barbárie, obscurantismo e desumanidade, mantida por alguns bilionários, que se aproveitam para ficarem mais ricos e propagarem a insensibilidade e o oportunismo, em que é cada um por si, por meio dos algoritmos nas redes e da propaganda de massa nos meios de comunicação tradicionais. 

Como romper esse tempo? Hoje completam-se 104 anos que, em 1917, alguns milhões de mulheres e homens mostraram ao mundo que é possível conquistar uma nova sociedade, em que o Estado sirva aos interesses reais da grande maioria da população, que as riquezas estejam sob controle e sirvam a seus produtores, a classe trabalhadora, que o conhecimento, a arte, educação e cultura sirvam a plena emancipação humana. A Rússia, então, era considerada um dos países mais atrasados do mundo, com milhões de miseráveis, um sistema feudal, desumano e imperial. A diferença se deu graças a uma organização revolucionária, capaz de educar, organizar e unir os melhores quadros da classe trabalhadora, sob a liderança de Lênin e dos bolcheviques, que assaltaram o poder e mostraram que a utopia pode ser efetivada. 

Não vivemos em 1917, nem 1983, mas em 2021, período que nos permite analisar a grande revolução de outubro, as mobilizações de massa no Brasil na luta contra a ditadura e entender que não basta a miséria, nem a vontade de mudar, é preciso consciência e organização, forjar uma unidade capaz de mobilizar os deserdados, famintos, desempregados, mulheres e homens, que sofrem a exploração da burguesia nacional e imperialista, garantidora dos crimes, sadismo e maldades do neoliberalismo, imposto por Bolsonaro e seu governo genocida. 


PEDRO CESAR BATISTA

é jornalista, escritor, poeta, criador e apresentador do Programa Cultural LETRAS E LIVROS, pela TV COMUNITÁRIA DO DISTRITO FEDERAL.

Letras & Livros de com Pedro César Batista entrevista o Dr. Fábio Libório - YouTube

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