O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho, ele não morre de morte natural. Precisamos aliar o antifascismo e o antimperialismo ao internacionalismo proletário, e assim somar forças para construir o socialismo. Faça a sua parte. A FRENTE REVOLUCIONARIA DOS TRABALHADORES-FRT, busca unir os trabalhadores em toda sua diversidade, e formar o mais forte Movimento Popular Revolucionário em defesa de todos e construir a Sociedade dos Trabalhadores - a SOCIEDADE COMUNISTA!
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segunda-feira, 16 de setembro de 2024
A Internacional contra o fascismo e suas tarefas históricas * Pedro César Batista/DF
quarta-feira, 17 de janeiro de 2024
A QUEM SERVE A REPÚBLICA BRASILEIRA? * Pedro César Batista/Gabriela Gomes - DF
terça-feira, 27 de dezembro de 2022
TOLERAR IMPUNIDADE JAMAIS * Pedro César Batista - DF
terça-feira, 22 de novembro de 2022
UNIR TODAS AS FORÇAS EM DEFESA DA LEGALIDADE * Pedro César Batista - DF
UNIR TODAS AS FORÇAS EM DEFESA DA LEGALIDADE
Esperar na maioria das vezes deve ser uma opção apenas nos casos em que essa é a melhor alternativa. Ou a única alternativa. Diferente disso é preciso agir, fazer e tomar a iniciativa ou mesmo dar a resposta a uma ação ou omissão que traga risco a vida, a legalidade e aos direitos individuais e coletivos.
Na história nacional nunca as Forças Armadas e militares trataram as manifestações populares como neste momento agem em apoio as forças nazifascistas, que ocupam as portas de quarteis, pedem um golpe militar, pois não aceitam a vitória eleitoral de Lula para presidente do Brasil. Verificamos que alguns generais chegam a afirmar que é uma manifestação popular, pacífica e legítima, quando é um movimento de caráter fascista, ilegal, que tem usado largamente a violência e abusado do poder econômico para tentar impedir a normalidade jurídica e política. Alguns generais garantem o espaço militar para que ocorram acampamentos, manifestações e conspirações contra a legalidade. Uns chegam a falar publicamente em defesa das manifestações terroristas em curso.
Na história nacional não faltam exemplos de ações do Exército contra as mais legítimas manifestações do povo brasileiro.
Não podemos esquecer Canudos, o primeiro grande genocídio da República, em 1897, quando o Exército não poupou nem as crianças e mulheres que viviam no vilarejo, liderado por Antônio Conselheiro.
No início do século XX, entre 1912 e 1916, outro brutal massacre contra os pobres. Desta vez, em Santa Catarina e no Paraná, no Contestado, quando se estima que o Exército deixou um saldo de 20 mil mortos.
Dez anos depois o Exército bombardeou São Paulo, após ordem do ministro da Guerra, Setembrino de Carvalho - que também comandou o massacre no Contestado, destruiu parcialmente a capital paulista, naquilo que foi considerado o “maior conflito bélico urbano na história do Brasil e da América Latina”. Deixou um saldo de 800 mortos.
Em 1937, novamente o Exército massacrou outra comunidade que desejava apenas construir uma sociedade igualitária, destruiu Caldeirão dos Jesuítas, “uma das mais ricas experiências da vida comunitária da história brasileira”. Mataram mais de 1 mil pessoas, as quais foram enterradas em vala comum em local nunca informado pelos militares.
Depois que as Forças Armadas foram derrotadas, em 1961, pela Campanha da Legalidade, liderada por Leonel Brizola, em 1964, deram o golpe de 1 de abril, e ficaram 21 anos no poder, impediram a realização de eleições, censuraram a imprensa, prenderam, torturaram e assassinaram milhares, entre lideranças que não se sujeitaram aos crimes praticados em nome do Estado, sindicalistas, estudantes e povos indígenas, como o povo Waimiri Atroari, que tinha uma população estimada em 3 mil pessoas e quando o Exército saiu da região, ocupada para construir a BR 174 (Manaus – Boa Vista) restaram apenas 350 indígenas. Também tiveram os moradores da região do Araguaia, presos e torturados para localizarem os militantes do PCdoB que estavam na região, os quais foram assassinados quase em totalidade.
Em 1988, o Exército ocupou a Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, Rio de Janeiro, quando mais de 10 mil operários exigiam melhorarias salariais, deixou um saldo de 3 mortos.
Recentemente, em um bloqueio nas ruas da cidade do Rio de Janeiro, mais de 80 tiros partiram de soldados do Exército para fuzilar o músico Evaldo Rosa, assassinado na frente da família, quando seguiam para um aniversário.
Agora, depois de terem eleito um miliciano, expulso do Exército devido tentar explodir uma bomba em um gasoduto e outra dentro do quartel, estão omissos, com alguns generais apoiando, manifestantes que não reconhecem o resultado eleitoral para a Presidência.
A história mostra que não se pode confiar em quem tem uma larga ficha corrida contra os interesses nacionais. Somente quanto ocorreu a unidade de todas as forças democráticas, progressistas e legalistas foi possível derrotar o terrorismo de Estado.
O momento exige a unidade, mobilização e organização da mais ampla resistência em defesa da legalidade democrática, que obriga as autoridades a prenderem os terroristas, que tentam, mais uma vez, impor a dor, o medo e o terror ao povo brasileiro.
Não basta esperar que a legalidade seja executada, urge a mobilização de todas as forças para que a lei seja cumprida e a normalidade restaurada.
quinta-feira, 17 de novembro de 2022
Ocupar Brasília e as ruas do Brasil * Pedro César Batista - DF
Ocupar Brasília e as ruas do Brasil
Pedro César Batista - DF
Repete-se a todo momento que a extrema direita saiu das catacumbas. Vê-se isso nas ruas com o movimento que não aceita o resultado que elegeu Lula para a Presidência do Brasil. Setores reacionários, financiados por empresários corruptos e apoiados pela ação ou omissão de quem deveria agir em nome do Estado, ameaçam a legalidade, a democracia e a estabilidade política do país.
Na história não faltam exemplos de ações terroristas, que desestabilizam sociedades. No Chile, em 1973, os caminhoneiros, organizados pelos empresários e financiados pela CIA, realizaram um locaute (lockout) que deu base a um duro golpe contra o povo chileno. Mais recentemente, na Bolívia, Venezuela e Nicarágua, com os mesmos financiadores, foram realizados atos de rua, que deixaram dezenas de mortos, sempre com o mesmo argumento, o não reconhecimento do resultado das urnas. No Brasil, Dilma foi cassada arbitrariamente, Lula encarcerado e um inexpressivo deputado fascista eleito presidente, que, diante de tantos crimes no governo, apresentam-se quase 200 pedidos de impeachment, todos engavetados pelos seus aliados, e segue no governo, inclusive com apoio de setores populares, que nas ruas pedem um golpe de Estado, mais um, para que sigam no poder.
Ficar apenas esperando que as autoridades, em nome do Estado, respondam aos atos da extrema direita não é aconselhável. No dia da eleição do segundo turno, vimos a ação da PRF, por ordem de seu superintendente – que tem longa ficha corrida, atuar para impedir o livre exercício do voto. E, neste momento, mesmo cm ordem judicial, comandantes militares não desobstruem as vias públicas, pelo contrário, o Comandante da PMDF encaminhou ofício ao Ministro Alexandre Moraes em que afirma que as manifestações em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, tiveram a autorização do Comando Militar do Planalto e “não foram identificadas, por parte do Exército Brasileiro, nem por parte da PMDF, quaisquer irregularidades ou condutas ilícitas”, acrescenta ainda, que são “atos de iniciativa popular – AIP ou sociedade civil organizada”.
Diante da experiência acumulada pela extrema direita na região, com ações terroristas em vários países, bem como as ações fascistas em curso contra a legalidade no Brasil, a omissão das legítimas organizações da sociedade brasileira, na defesa dos mais legítimos interesses do povo brasileiro poderá custar um valor estimável, conforme a história já mostrou em outras oportunidades. Por isso, as Centrais Sindicais, os Partidos da base do Presidente Lula e seu Vice, Alkmim, os Movimentos Sociais e Populares, a intelectualidade, artistas e os movimentos camponeses têm a tarefa e necessidade histórica de se unir, organizarem-se e se mobilizarem para garantir a posse do novo governo e defender a aplicação das normas constitucionais e dar um basta aos golpistas da extrema direita fascista.
Ocupar Brasília em primeiro de janeiro, na posse de Lula, organizar para colocar, no mínimo, um milhão de pessoas no ato, deve ser a tarefa neste momento, assim como criar as condições para retomar as ruas, ocupá-las e delas não sair, garantir a governabilidade, a retomada das lutas democráticas e a defesa dos direitos sociais que após o golpe de 2016 foram retirados.
O hábito do cachimbo, costuma-se dizer, deixa o queixo torto, portanto, ficar parado, não dar a devida resposta, nem mesmo estar preparado para enfrentar os atos terroristas e criminosos da extrema direita fascista já mostrou, em muitas situações, seja no Brasil, ou em outros países na América latina e Caribe, o alto preço que se paga, com a perda de vidas, a institucionalização da tortura e a perseguição a quem não coaduna com o nazifascismo.
O momento não é o de a sociedade civil se omitir, deixar que os fascistas sigam se dizendo, ainda mais, por quem sempre reprimiu as lutas do povo, que isso é “iniciativa popular”. Cabe aos legítimos representantes dos interesses do povo brasileiro se unir e colocar milhões nas ruas.
segunda-feira, 8 de novembro de 2021
A história nos ensina o caminho para o futuro * Pedro César Batista/DF
A história nos ensina o caminho para o futuro
O desemprego, a carestia e a fome seguem como tormentos na vida do povo brasileiro. Aliado a isso, vivenciamos um tempo de luto de mais de 600 mil vidas perdidas as quais, em grande parte poderiam ser sidos evitadas, se o governo brasileiro não fosse diretamente um dos principais responsáveis pela propagação da covid-19.
Quero lembrar o ano de 1983, no Brasil. A ditadura vivia seus estertores, dentro do programa de uma abertura lenta, gradual e segura, programada pelos golpistas de 1964. Em 1979, foi aprovada uma anistia que assegurou a impunidade de assassinos e torturadores, em seguida uma reforma partidária que levou a divisão das forças de oposição, com duas maiores organizações de esquerdas, lideradas por Leonel Brizola e Luís Inácio Lula da Silva. Nesse ano, 1983, a taxa de desemprego era de 6,7%, a inflação batia a casa de 160% e a fome era crescente, o que provocou dezenas de saques a supermercados nas grandes cidades do país. O povo se revoltava e buscava alimento. Um fato inesquecível foram os assaltos a caminhões que transportavam alimentos, ocorridos nas margens da Rodovia Dutra, entre o Rio de Janeiro e São Paulo, e que eram levados pelos assaltantes para as favelas onde a comida era distribuída aos necessitados.
Com as mobilizações da campanha por eleições diretas para presidente (84), a eleição nas capitais e cidades consideradas de segurança nacional (85), retoma-se o processo democrático. Em 1989, ocorreu a primeira eleição presidencial após 1961, com a Rede Globo desconstruindo Brizola, manipula a eleição, impede a vitória de Lula e assegura a vitória de Collor, cassado menos de dois anos após a sua posse. O tempo passou. Os militares seguiram das casernas, acompanhando e monitorando tudo. Itamar, FHC e depois Lula, que garantiu a eleição de Dilma. Rousseff e o PT, mais uma vez, sofrem com as mentiras e conspirações da Rede Globo que, em aliança com os EUA, os militares, latifundiários e a burguesia nacional, consegue colocar Temer na Presidência. Inicia-se a “ponte para o futuro”: retirada de direitos, desarticulação dos sindicatos, privatizações do patrimônio público e, “com Supremo com tudo”, consolidar uma política neoliberal, desumana e cruel, contra os mais pobres.
Depois de quase três de um governo fascista, fruto do golpe de 2016, chegamos a uma taxa de 14,1% de desemprego, uma inflação que ultrapassa 40%, mais de 20 milhões de miseráveis, cerca de 100 milhões vivem sem a certeza de se alimentar, ao mesmo tempo, o Congresso Nacional da sustentação a um presidente que tem mais de 115 pedidos de impeachment, todos devidamente guardados pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, que tinha, junto com o chefe do governo, o controle de um orçamento de mais de 20 bilhões de reais para bancar a corrupção e atender os interesses de parlamentares que estão de costas para as necessidades da maioria do povo brasileiro.
Entretanto, observo que, a situação atual é semelhante a de 1983, mas não há saques, não há mobilizações de massa contra a carestia, pelo direito ao trabalho e menos ainda contra o presidente genocida, propagador da covid, ladrão e miliciano, que tem no Ministério da Economia e no Banco Central dois especuladores, que ganham milhões diariamente com a alta do dólar, que faz a população brasileira pagar um litro de óleo de soja a 10 reais, o litro de gasolina a 8 reais e faz com que milhões de pessoas vivam dos restos de alimentos recolhidos em lixeiras, dos ossos de gado ou sofrerem a inanição crescente.
Durante os 21 anos após 1964, a resistência popular, revolucionária e democrática não desistiu de enfrentar a violência da ditadura, não abandonou a utopia de construir um mundo de justiça e digno para a classe trabalhadora. Depois da ditadura, passaram-se 36 anos, decorridos 33 anos desde a promulgação da Constituição de 1988, tempo que levou a um nível de consciência social e humana que lembra um estágio pré-capitalista, em um verdadeiro salve-se quem puder, a consolidação do pensamento meritocrático, a defesa do fim do Estado, desesperança e crescimento do lumpesinato. Bolsonaro é a síntese dessa barbárie, obscurantismo e desumanidade, mantida por alguns bilionários, que se aproveitam para ficarem mais ricos e propagarem a insensibilidade e o oportunismo, em que é cada um por si, por meio dos algoritmos nas redes e da propaganda de massa nos meios de comunicação tradicionais.
Como romper esse tempo? Hoje completam-se 104 anos que, em 1917, alguns milhões de mulheres e homens mostraram ao mundo que é possível conquistar uma nova sociedade, em que o Estado sirva aos interesses reais da grande maioria da população, que as riquezas estejam sob controle e sirvam a seus produtores, a classe trabalhadora, que o conhecimento, a arte, educação e cultura sirvam a plena emancipação humana. A Rússia, então, era considerada um dos países mais atrasados do mundo, com milhões de miseráveis, um sistema feudal, desumano e imperial. A diferença se deu graças a uma organização revolucionária, capaz de educar, organizar e unir os melhores quadros da classe trabalhadora, sob a liderança de Lênin e dos bolcheviques, que assaltaram o poder e mostraram que a utopia pode ser efetivada.
Não vivemos em 1917, nem 1983, mas em 2021, período que nos permite analisar a grande revolução de outubro, as mobilizações de massa no Brasil na luta contra a ditadura e entender que não basta a miséria, nem a vontade de mudar, é preciso consciência e organização, forjar uma unidade capaz de mobilizar os deserdados, famintos, desempregados, mulheres e homens, que sofrem a exploração da burguesia nacional e imperialista, garantidora dos crimes, sadismo e maldades do neoliberalismo, imposto por Bolsonaro e seu governo genocida.
PEDRO CESAR BATISTA
é jornalista, escritor, poeta, criador e apresentador do Programa Cultural LETRAS E LIVROS, pela TV COMUNITÁRIA DO DISTRITO FEDERAL.
Letras & Livros de com Pedro César Batista entrevista o Dr. Fábio Libório - YouTube
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