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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

OS TRABALHADORES E AS ELEIÇÕES 2026 * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

OS TRABALHADORES E AS ELEIÇÕES 2026
Nota pública da Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) sobre as eleições brasileiras.


O período eleitoral no Brasil já está aberto. Em 2026 as eleições abarcam a presidência da república, governadores e cargos parlamentares.

O fator marcante nas eleições brasileiras desde há muito, tem sido a mais completa carência de qualquer debate sério sobre os grandes temas de interesse nacional e do povo trabalhador.

Especialmente em 2026, temos , em relação à disputa presidencial (o cerne eleitoral no país), em linhas gerais a manutenção do projeto liberal dependente, que tem amarrado o Brasil na cadeia da subserviência diante do rentismo internacional e do latifúndio "moderno", alcunhado pelo nome pomposo de "agronegócio".

O Brasil está absolutamente entregue ao capital financeiro imperialista, sobretudo desde o advento do famigerado Plano Real, dos anos 1990. De lá para cá, independente de quem seja o gerente da vez a ocupar o Palácio do Planalto, o modelo econômico rentista e exportador primário permanece.

Nos últimos 30 anos, o regime neoliberal de reprodução do capitalismo dependente brasileiro foi consolidado e institucionalizado. A institucionalização das metas de superávit primário, teto de gastos--sociais--, arcabouço fiscal, remuneração da sobra dos caixas de bancos, etc., nada mais são do que o reflexo da dominância do Estado brasileiro, por grupos de parasitas membros das altas cúpulas do sistema financeiro internacional.

Na divisão mundial do trabalho, o Brasil passa por uma profunda regressão, se comparado há cerca de 50 anos atrás. O país que possuía um setor manufatureiro pujante, apesar da estrutura dependente da industrialização nacional, hoje tornou-se o grande centro mundial de valorização do capital rentista e vadio, devido às maiores taxas de juros do planeta.

Desde os anos de 1990, o país gasta, em média, metade do seu orçamento público com a remuneração da dívida pública (externa e interna) aos grandes sangues sugas e magnatas imperialistas, comungados com a burguesia lumpen brasileira, parasitando as riquezas e potenciais de nossa nação.

Os governos petistas, por exemplo, mantiveram intacto em todos os seus mandatos, absolutamente todo o conjunto do regime neoliberal de reprodução do capitalismo no Brasil.

Lógico, precisamos ser responsáveis, não estamos colocando um selo de iguais entre petismo e bolsonarismo; pois o primeiro administra o suicídio da nação a conta gotas, enquanto o segundo pretende degolar e estropiar sem piedade e de uma vez o povo trabalhador. E isso não é pouca coisa para a massa trabalhadora em seu cotidiano na luta pela sobrevivência.

Na verdade, independente de quem ganhe o pleito eleitoral deste ano, os interesses das frações dominantes do capitalismo brasileiro--leia-se o capital financeiro, os latifundiários, o capital comercial monopolista--estarão assegurados.

O ministro da fazenda do atual governo, Dário Durigan, por exemplo, já sinalizou que num próximo mandato, a equipe econômica de Lula teria de atacar os pisos constitucionais da saúde e educação, avançar sobre o salário mínimo dos aposentados e estrangular até o limite, o Benefício de Prestação Continuada, que atinge as parcelas mais empobrecidas das massas, para garantir a manutenção do odioso arcabouço fiscal, menina dos olhos dos parasitas agiotas que dão as cartas na economia nacional.

Por outro lado, uma presidência de Flávio Bolsonaro significaria com toda certeza, a completa entrega sem peias, do país ao imperialismo americano.

As forças imperialistas, diante do agravamento de sua crise de hegemonia e por conta da derrota que vêm sofrendo militarmente para o Irã, o que coloca em xeque sua dominação inconteste no Golfo Pérsico ameaçando inclusive o sistema do petrodólares, obriga Washington a recrudescer sua agressividade neocolonial e centrar fogo contra todos os países da América Latina.

A corrida para dominar por completo e de forma direta as fontes de minerais críticos, água doce, reservas de petróleo, biodiversidade, etc., em nossa região, exige da parte dos estrategistas imperiais uma ofensiva muito dura e contra nossos países.

O "corolário" trumpista da Doutrina Monroe e do Destino Manifesto, levado a cabo pela anturragem supremacista e fascio-sionista que compõem o atual governo criminoso em Washington, expressa essa necessidade imperialista para contrarrestar sua crise e decadência histórica.

A agressividade acelerada e radical que os peões da extrema direita latinoamericana impõe contra os trabalhadores nos países que gerenciam, expõe claramente o que certamente ocorrerá com o Brasil num suposto novo governo Bolsonaro, agora o filho.

Para não falar das implicações geopolíticas e seu significado para o povo cubano, por exemplo. Um Brasil governado pela extrema direita neocolonial fascista, significaria na prática, um avanço qualitativo do domínio imperialista direto, colonial em toda a nossa região. Também abriria a quase certa possibilidade de um regime de caráter terrorista estatal ascender sobre nosso país.

Por outro lado nunca as massas trabalhadoras em nosso país estiveram tão órfãs politicamente e ideologicamente como agora.

A esquerda brasileira se encontra praticamente ausente, fragmentada, sem rumo, sem programa e sem projeto.
Em tais circunstâncias históricas gravíssimas, não podemos de forma nenhuma permitir que a extrema direita bolsonarista procônsul da Casa Branca assuma o comando direto da máquina estatal no país.

E isso vai além do debate em torno da campanha pelo voto nulo, como alguns setores da esquerda têm defendido, ou apoiar acriticamente o governo neoliberal de Lula.

Aqui entra uma importante consideração de ordem tática:
Seria o mesmo, para um trabalhador individual e mesmo para o conjunto da classe, se deparar com um governo oportunista, demagogico, porém sem condições políticas por sua origem social e composição, de impor sobre as massas populares uma radical terapia de choque monetarista ultraliberal como o grande capital necessita; do que enfrentar a extrema direita abertamente fascistóide, que se declara comprometida em suprimir a ferro e fogo as conquistas sociais e ávida por participar diretamente, abrindo mão de intermediários, da entrega sem precedentes da nação ao Imperialismo?

Seria o mesmo para a classe operária argentina, por exemplo, em tais circunstâncias históricas concretas, enfrentar um governo de Cristina Kirchner e Javier Milei?

Não se trata de uma suposta defesa simplista do "mau menor", como alguns nos acusarão. Mas de uma análise concreta da realidade brasileira e latinoamericana.

Numa conjuntura onde os trabalhadores se encon
tram desmobilizados, desorganizados, sem uma referência concreta de protagonismo político claro, seria trágico um governo da extrema direita tomar o Brasil hoje.

É preciso toda precaução para não cairmos num ultra esquerdismo semelhante ao que ocorreu com os partidos comunistas europeus quando adotaram a infantil postura sectária conhecida como o "terceiro período", e da teoria infantil conhecida como "social fascismo", comparando a social-democracia ao fascismo.

Com isso não queremos dizer que vivemos atualmente uma conjuntura idêntica aos europeus dos anos 1930/40. No entanto, também vivemos um momento muito grave e que requer o maior cuidado político possível.

Nessas condições, nós da Frente Revolucionária dos Trabalhadores, sem qualquer ilusão na possibilidade de Lula supostamente dar um giro em sua política liberal, avaliamos que a vitória petista seria muito menos danosa às condições de sobrevivência e luta de todo o proletariado e das massas populares no Brasil na atual conjuntura histórica concreta.

No entanto, os trabalhadores brasileiros não podem de forma nenhuma continuarem reféns e à mercê das disputas no interior da burguesia. Necessitam urgentemente construírem um projeto próprio e se constituírem como uma força política e social capaz de confrontar e superar o capitalismo e tomar os destinos da nação em suas mãos, coisa que o petismo e o lulismo já deram provas incontestes de fracasso e comprometimento com os interesses alheios aos do povo trabalhador.


FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
FRT
20/08/2026

sábado, 15 de agosto de 2026

TODA FORÇA À INTERNACIONAL ANTIFASCISTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

TODA FORÇA À INTERNACIONAL ANTIFASCISTA
Diante do avanço neocolonial terrorista do imperialismo contra a América Latina: fortalecer a Internacional Antifascista
ROBERTO BERGOCI

Será realizado neste mês de agosto no Rio de Janeiro, a IV Reunião Nacional do Capítulo Brasil da Internacional Antifascista. De acordo com a declaração do encontro: "Nosso objetivo é fortalecer a luta antiimperialista, organizar e buscar a unidade entre os núcleos estaduais e municipais, fortalecendo a organização para a luta anticapitalista e antifascista, operando pela construção da soberania dos povos oprimidos e em luta, com vistas à construção da sociedade socialista".

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) saúda de forma entusiasta essa iniciativa. E como temos defendido desde nossa fundação (e o signo mesmo de nossa existência), toda iniciativa de luta e de combate contra o inimigo imperialista e as burguesias crioulas em nosso continente, que permita aproximar, aglutinar e unificar no mesmo bloco, os mais abnegados, corajosos e revolucionários elementos de nossa classe ou de setores sociais aliados, é bem vinda e contribui para o progresso da construção do programa da revolução socialista e da batalha antiimperialista.

O modo de produção capitalista na sua totalidade e em nível mundial, vive a mais grave crise de sua história e a mais clara manifestação do esgotamento absoluto desse modo de produção e de metabolismo social e em relação a própria natureza. De fato, é uma crise multifacetada, universal e civilizacional.

A decadência histórica que vive atualmente o sistema de dominação imperialista, é a face fenômenica mais clara desse declínio geral do regime burguês tardio.
Como resposta a sua crise e decadência, o imperialismo americano, personificação dos interesses de todas as frações dominantes da burguesia mundial, busca recrudescer seu domínio neocolonial dos povos oprimidos da periferia capitalista.

A América Latina por sua proximidade geográfica com os Estados Unidos e por estar inserida historicamente como uma zona de segurança geopolítica estratégica para Washington, sofre atualmente uma ofensiva recolonizadora duríssima.

A famigerada Doutrina Monroe e o chamado Destino Manifesto , duas das expressões doutrinárias da dominação colonial inconteste de nosso continente por parte do imperialismo americano, estão sendo recicladas para o atual período de decadência do regime terrorista estadunidense.

Os bandidos da Casa Branca buscam estabelecer um controle absoluto de nossa região, utilizando para isso, o serviço sujo de seus tradicionais lacaios e piões crioulos latino-americanos. O crescimento do neofascismo no continente é produto direto dessa decadência do capitalismo mundial e suas manifestações mais destrutivas nos países dependentes e subdesenvolvidos.

O Imperialismo tem fomentado através de seus serviços de inteligência, o crescimento do novo fascismo em Nossa América, comprometido radicalmente com as terapias de choque neoliberal, a serviço do capital financeiro monopolista.

As novas formas golpistas mobilizadas pelas guerras híbridas de quinta geração e as revoluções coloridas, estão sendo implementadas em praticamente todos os nossos países. Washington planeja o domínio completo de todas as fontes de recursos minerais estratégicos da América Latina; do nosso petróleo, água e recursos naturais e humanos.

Para isso, é imprescindível aos falcões imperialistas o controle geoestratégico da região e a remodelagem de todo o mapa geopolítico latinoamericano, utilizando sem vacilar para isso, a possibilidade real de recorrerem como no passado, ao terrorismo de Estado e a implementação de regimes neofascistas lumpens para quebrar a resistência das massas.

Diante de ameaça tão grave contra nossos povos, se faz cada vez mais urgente a construção de uma frente latinoamericana antiimperialista e antifascista. O momento é muito sério e não se pode perder tempo.

É imprescindível superar no interior das forças revolucionárias ou democráticas, a fragmentação e o divisionismo, no sentido de colocar em segundo plano, as divergências que sejam secundárias e de menor importância.

A construção de um bloco histórico antiimperialista e antifascista concreto e de luta, é uma das tarefas mais necessárias de nosso tempo histórico para fazer frente às reais ameaças dos maiores inimigos da humanidade.

O Capítulo Brasil da Frente Antifascista, é ao nosso ver, importante iniciativa e um embrião da possibilidade dessa construção de lutas coordenadas em nível internacional. 
Vida longa aos camaradas!
Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
15/08/2026

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

SÓ O POVO PODERÁ DEFENDER O BRASIL * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

SÓ O POVO PODERÁ DEFENDER O BRASIL
José Múcio, ministro da Defesa, protagonizou uma das maiores infâmias políticas dos últimos tempos. Perguntado sobre qual seria a reação do Brasil em caso de invasão dos Estados Unidos declarou que a única saída seria “abrir o portão”. Ou seja, deixar o imperialismo tomar conta do país sem oferecer qualquer resistência. A frase é um exemplo do entreguismo de setores das classes dominantes brasileiras e de expoentes de um ramo do aparelho de Estado, as forças armadas, cuja tarefa básica seria defender as fronteiras nacionais e garantir a integridade territorial da nação.

No mesmo dia da declaração feita por Múcio, os presidentes dos clubes militares lançam uma nota de teor golpista. Depois de anunciarem riscos à Nação, por não ter se dobrado aos ditames imperialistas de Trump, declaram ser “pouco provável que soluções consistentes surjam de um ambiente político marcado por sucessivas crises”.

Essas declarações foram precedidas por outra, feita pelo comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen. No final de julho, em entrevista à CNN Brasil, ele declarou, mesmo diante da escalada do conflito de Trump contra o Brasil, não acreditar em um ataque militar dos Estados Unidos, pois existiria um alinhamento doutrinário entre as forças navais de ambos os países.

Essas falas, feitas num intervalo de poucas semanais, revelam mais uma vez a atuação das forças armadas como um aparelho de Estado com agenda e interesses próprios. Elas não se subordinam aos interesses do povo e do país, mas ao funcionamento de uma burocracia estatal com interesses próprios, contrários aos interesses da coletividade nacional. Reclamam constantemente da falta de verbas, mas dos R$ 118,66 bilhões executados do orçamento em 2025, R$ 103,43 bilhões, ou 87,17% do total, foram gastos com soldos do pessoal ativo, mais pensões e pagamento dos inativos.

O problema central não se resume à necessidade de modernizar as forças, mas em uma doutrina de segurança nacional alinhada de modo subordinado aos interesses dos Estados Unidos. Como forças armadas de um país capitalista dependente elas historicamente tem atuado como primeira linha de defesa dos interesses imperialistas dentro do próprio país. Sua doutrina de segurança se preocupa muito mais com a “ameaça interna”, leia-se, os movimentos e organizações populares que lutam por transformações mesmo mínimas nas estruturas da sociedade brasileira.

Por isso, a fala de Múcio pode ser entendida, no contexto de aumento da escalada de ataques de Trump contra o Brasil, como um “convite”. Podem nos invadir à vontade que não ofereceremos resistência.

Com a soberania nacional ameaçada pela agressividade do imperialismo, vai ficando cada vez mais evidente quem pode e quer defender o Brasil de quem quer vendê-lo ao imperialismo.

Que Múcio, os presidentes dos clubes militares, o almirante e toda uma patota de lambe botas do imperialismo falem por si. O povo é diferente da classe dominante que o explora e oprime. Se alguns preferem a covardia de se esconderem em acordos e associações com o imperialismo, com certeza haverá gente do próprio povo disposta a lutar junto a setores militares nacionalistas.

A conjuntura está evoluindo cada vez mais para separar os vendilhões do Brasil dos verdadeiros filhos do povo dispostos a defender nossa soberania.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

quarta-feira, 1 de julho de 2026

DERROTAR TRUMP E A AMEAÇA IMPERIALISTA * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA/LCB

DERROTAR TRUMP E A AMEAÇA IMPERIALISTA
A eleição presidencial de 2026 será um momento decisivo para o futuro da luta de classe no Brasil. O projeto da extrema-direita brasileira para a eleição de outubro é a de transformar o cargo de presidente da República em um encarregado de negócios dos interesses estadunidenses.

A revelação da carta de Marco Rubio, Secretário de Estado do governo Trump, equivalente ao nosso cargo de chanceler, enviada a Flávio Bolsonaro, revela o nível dessa sujeição política. Rubio agradece a Flávio, caso seja eleito presidente, por oferecer ao governo dos Estados Unidos participação na equipe de transição.

Nunca como antes a Independência do Brasil esteve sob o grau de ameaça hoje conhecido. Sempre tivemos, em nosso país, setores entreguistas e pró-imperialistas das classes dominantes. Sua associação com o imperialismo, primeiro britânico e depois estadunidense, foi uma constante em nossa história.

Porém, estamos na iminência de um aprofundamento dessa relação de dependência. Os Estados Unidos consideram a América Latina como uma reserva estratégica. A doutrina Monroe, com o lema “A América para os americanos”, cunhada há duzentos anos, é a expressão dessa estratégia.

A condição de liderança inconteste dos Estados Unidos do campo imperialista é colocada cada vez mais em xeque. Novos concorrentes internacionais, com destaque para a China, entraram em cena e desafiam o domínio estadunidense no campo comercial, tecnológico e militar. Por isso, a condição da América Latina de reserva estratégica dos Estados Unidos se torna ainda mais importante nos dias atuais.

Mas essa condição também está ameaçada. A presença chinesa na América Latina se tornou marcante. Atualmente, a China se tornou a maior parceira comercial do Brasil, Chile e Peru. Enquanto a China compra matérias-primas básicas dos nossos países, ela invade o mercado latino-americano com produtos industriais de alta tecnologia e investimentos em infraestrutura logística.

Para a Casa Branca é inadmissível essa presença em seu “quintal”. Sob o governo Trump, apoiado em segmentos locais de extrema-direita, os Estados Unidos aumentam sua ingerência nos assuntos domésticos dos países latino-americanos. Fazem-no de várias formas: com agressões militares e sequestro de presidentes, caso da Venezuela; operando fraudes eleitorais como no caso de Honduras e Colômbia; e elevando a agressividade do bloqueio a Cuba, incluindo ameaças de agressão militar.

Quanto ao Brasil, por enquanto, esse ataque é desferido na forma de sobretaxas aos nossos produtos exportados aos Estados Unidos, na tentativa de atacar o Pix, considerando-o uma concorrência desleal aos cartões de crédito gringos, e na classificação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas. Com a aproximação das eleições presidenciais, a interferência do governo Trump vai aumentar. O controle político do Brasil é peça essencial em seu projeto de controle absoluto da América Latina. Trump já declarou ser a eleição brasileira seu próximo desafio.

É preciso enfrentar essa ameaça. E a derrota da extrema-direita em outubro será determinante para o futuro da luta de classe no Brasil, bem como no conjunto da América Latina.

INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS: 250 ANOS DE GUERRAS E MASSACRES

Nesse 4 de julho, os EUA completam 250 anos de independência. Data menos festejada do que os dois séculos e meio possam significar. Os mais velhos lembram os festejos no já longínquo bicentenário. Os EUA comemoram sua data magna com a sua hegemonia desfaida por China e Rússia e lutando para recuperar sua indústria e sua capacidade de inovação tecnológica, utilizando a guerra e a ainda predominância financeira para tal.

Os EUA comemoram seus 250 anos de independência com um governo que vai contra tudo que os Pais Fundadores estruturam. Trump acaba com o chamado equilíbrio entre os poderes. Não respeita as decisões da Suprema Corte. Desafia permanentemente o Congresso. E o pior dos anátemas, atenta contra a autonomia dos estados.

Trump não é um ponto fora da curva entre as administrações presidenciais dos EUA. Todos os presidentes no século XX deram sua contribuição ao belicismo e à ofensiva imperialista. Logo após o reconhecimento das potências europeias à existência independente das antigas Treze Colônias, os EUA iniciaram sua expansão econômica e territorial. Primeiro, no norte do continente americano, às expensas dos nativos americanos e das antigas potências coloniais, França e Espanha. Depois do México, com a tomada de metade do território desse país, formando os estados do Texas, Arizona, Nevada, Novo México e Califórnia.

Depois de acertar contas com o Sul escravagista e monocultor na Guerra Secessão, os EUA ampliam seu expansionismo no exterior, que culminou na guerra contra a Espanha, criando um Império Colonial próprio, com Filipinas, Porto Rico, ilhas do Pacífico e submetendo Cuba a um estatuto quase colonial.

A participação dos EUA nas duas guerras mundiais foi o impulso para substituir as velhas potências europeias. Após o segundo conflito mundial, o poder do Império Estadunidense parecia incontestável. Com seu território não devastado pela guerra, os EUA emergem como a grande potência do mundo capitalista. Consegue estabelecer o dólar como moeda conversível para todas as transações internacionais. No imediato pós-guerra, única potência nuclear. Maior economia industrial.

Só quem poderia desafiar tamanho poder era a União Soviética.

Com a ocupação militar de Alemanha e Japão, os EUA estabeleceram uma rede de bases militares que se desdobra por todo o planeta. Submeteu a Europa ao protetorado militar dos EUA, através da OTAN, cujo custeio Trump quer repassar aos europeus.

A política imperialista dos EUA prescinde de uma dominação estatal direta. Se utiliza da subserviência de governos e burguesias locais. Mas não abre mão de intervenções militares diretas. A lista desde o pós-guerra é interminável, seja com bombardeios, seja com tropas do Pentágono em terra, seja com "assessores".

Na América Latina, o histórico de interferências tem como ato inaugural a Doutrina Monroe. A América para os americanos foi a fórmula do presidente James Monroe manter afastadas as potências coloniais europeias e criar o funesto conceito de Hemisfério Ocidental.

O teórico de origem holandesa Nicolas Spykman levou essa formulação ao paroxismo. Defendeu que a América Latina deveria ser parte de um domínio americano, para que os EUA enfrentassem a potências da Eurásia (leia-se URSS, e Rússia nos dias de hoje). Via possibilidade de se desafiar o poder estadunidense no continente no Brasil, Argentina e Chile, que a pax americana deveria zelar para manter separados. Que o digam Kast e Milei. Se os três países do ABC, como Spykman nomeava, se unissem, os EUA deveriam recorrer à guerra. Essa citação é textual na obra do acadêmico holandês.

Nunca os EUA deixaram de intervir na América Latina. Primeiro fomentando golpes militares. Depois cooptando os chamados governos democráticos. Agora interferindo em processos eleitorais, como fez no Equador, Peru e Colômbia. Se prepara para tentar o mesmo na eleição brasileira de 2026.

A ameaça estadunidense não é meramente retórica. É longa a história de intervenções, invasões e sabotagens das administrações dos EUA em nossos países. É subestimada a atuação de agências e empresas de tecnologia nos eventos de 2013, na operação Lava jato, no impeachment e na eleição de Bolsonaro.

Derrotar o fascismo e o imperialismo é a tarefa fundamental dos comunistas e dos trabalhadores no Brasil.


LIGA COMUNISTA BRASILEIRA/LCB

sexta-feira, 12 de junho de 2026

04 DE JULHO ANTIIMPERIALISTA * COORDINADORA TRICONTINENTAL ANTIIMPERIALISTA DE LOS PUBLOS&FRT

04 DE JULHO ANTIIMPERIALISTA
NOTA DA FRT

Chamamento aos povos oprimidos do mundo: fortalecer as Jornadas Anti imperialistas como primeiro passo para a construção de uma Frente Internacional de combate dos povos contra o Imperialismo e seus lacaios

A Coordenadora Tricontinental Antiimperialista de los Pueblos está convocando para o dia 04 de julho, as Jornadas Antiimperialistas dos Povos. A data, celebrada pelo imperialismo, marca o 250° aniversário da independência dos Estados Unidos da Grãn- Bretanha.

Organizações revolucionárias e dos movimentos populares, agrupados na Coordenadora Tricontinental de los Pueblos, abarcando praticamente toda a América Latina, convocam manifestações e atos políticos unificados e coordenados em nível continental contra o Imperialismo. Não é preciso dizer que tal iniciativa política ganha cada vez mais importância num contexto marcado por uma ofensiva mundial das forças imperialistas e abertamente fascistas contra os povos trabalhadores e oprimidos.

Na atual quadra histórica, o imperialismo americano e seus vassalos em todo o mundo, recrudescem seus crimes abomináveis em praticamente todos os países da periferia capitalista. Essa ofensiva guerreirista e neocolonial, é parte central do projeto imperialista e das burguesias reacionárias, que almejam reconfigurar o capitalismo mundial diante de sua grave crise histórica.

Os senhores imperialistas estão neste momento, travando uma guerra de morte contra a humanidade inteira.
O genocídio sionista/imperialista contra Gaza, é o padrão de barbárie que planejam estender em nível mundial contra povos rebeldes e países alvos da sanha colonial e de pilhagem.
O que estamos presenciando no Líbano, arrasado pelos terroristas sionistas; no Irã, atacado covardemente; Venezuela, que teve seu presidente sequestrado através de um ato de terrorismo estadunidense; Cuba, estrangulada por uma guerra multifacetada e ameaçada de ser atacada militarmente de forma direta, etc., são partes do projeto imperialista dos Estados Unidos de impor uma ditadura imperial global e uma dominação de tipo colonial contra os países dependentes e/ou periféricos.
O crescimento da extrema direita fascista e terrorista no mundo, expressa de forma cabal essa tentativa do capital em dar um "salto para frente" diante de sua grave crise civilizacional. O Imperialismo estadunidense como o chefe de fila do capitalismo mundial, é o espelho dessa tendência, das mais destrutivas do atual regime burguês em franca decadência.

Na América Latina, os terroristas que ocupam a Casa Branca buscam implementar um caos planejado para facilitar sua dominação colonial contra nossos povos. Sua arma contra nossos países, são os tradicionais peões e lacaios entreguistas de sempre: as burguesias crioulas, seus serviçais e titeres entre as forças militares, políticos profissionais direitistas, ou da "esquerda " da ordem, juízes e jornalistas da grande imprensa, etc.

No entanto, os abutres imperiais e seus sócios capitalistas locais, estão se deparando com lutas revolucionárias concretas de povos rebeldes e iracundos, como na Bolívia, que por suas vez, é expressão das tendências muito claras, de que no próximo período veremos a radicalização das lutas populares em todo o nosso continente como a experiência histórica nos tem demonstrado.

A derrota imperialista humilhante sofrida no Irã; a resistência palestina e libanesa contra o monstro sionista, mostram o caminho a seguir, para todos os povos ameaçados pelo imperialismo. Somente a dura batalha de um povo consciente de seus interesses, organizado, disciplinado e disposto a grandes sacrifícios, pode derrotar os maiores inimigos da humanidade, que são o Imperialismo e seu cão sionista.

É nesta perspectiva revolucionária e de luta, que a Coordenadora Tricontinental de los Pueblos, convoca em toda a América Latina, a Jornada Antiimperialista no dia 24 de julho. Estão convocados atos e manifestações políticas sincronizadas e coordenadas internacionalmente em apoio aos povos de Cuba e Bolívia, que resistem heroicamente ao monstro e nos dão grandes exemplos de resiliência e combatividade.

Na ocasião, também comemoramos o centenário do comandante Fidel Castro, um dos maiores revolucionários e lutador antiimperialista de Nossa América e um exemplo para nossos povos.

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) 

confirma sua adesão às Jornadas e reforçamos o chamado ao povo brasileiro e às organizações de luta dos trabalhadores para que somenos forças, na luta antiimperialista em nosso continente.
Viva as lutas de todos os povos do mundo contra o imperialismo e o sionismo!
Viva o centenário do comandante Fidel Castro!
Golpear o imperialismo em toda a Nossa América!
Construir a Jornada Antiimperialista de los Pueblos!
A essa ofensiva juntam-se organizações da Venezuela, Honduras, BRASIL E AUSTRÁLIA… ESTE APELO URGENTE E NECESSÁRIO JÁ ESTÁ EM ANDAMENTO
AMÉRICA, EUROPA E OCEANIA!!!

Se tiver interesse em participar, avise-nos.

Ofensiva Tricontinental Contra o Imperialismo Ianque e as Celebrações
REVOLUCIONÁRIOS
Junho-agosto de 2026

1. No dia 4 de julho, o Imperialismo Ianque celebrará seu 250º aniversário.
anos de independência da Grã-Bretanha, isto num contexto
históricos onde não há dúvida de que eles são o principal inimigo de
Humanidade. Um título que conquistaram como resultado de sua sangrenta...
agir contra a soberania, a autodeterminação e a liberdade do
Povos do mundo, desde meados do século XX até os dias atuais.
Os Yankees, em sua sede insaciável de devastar tudo em seu caminho, têm
exerceram uma rígida colonização cultural, tentando impor sua
estilo de vida deprimente e um sistema democrático injusto e criminoso,
e são uma fábrica de guerra que, independentemente de seu governo...
Sejam democratas ou republicanos, eles se dedicaram a esmagar a todos.
Qualquer pessoa que não se submeta aos seus projetos. Hoje, em um mundo multipolar,
diante da evidente perda de sua hegemonia unilateral e da grave
crise em que se encontram há anos, sob o comando do Calígula Trump e sob
o slogan decrépito “Make America Great Again” intensificou sua
bestialidade inata conduzindo o mundo e as vidas dos povos a um
tensão sem precedentes e a sobrevivência da espécie humana.

2. A vontade de lutar dos povos do mundo, há anos.
Temos acentuado e radicalizado as contradições contra o
Capitalistas internacionais, incluindo os americanos. Sua lógica de
A opressão e a dominação começam a ruir devido à irrupção maciça e
estendida pelos humildes do mundo que intensificaram sua luta
por uma vida diferente do que é conhecido e melhor do que o que é estabelecido como
uma normalidade sufocante. Há manifestações disso em todo o mundo.
O confronto de classes tem se alastrado e se aprofundado.
caracterizando esta nova era onde nós, os protagonistas, somos
sendo os povos. Os processos de libertação na região do Sahel em
África, os enormes fluxos migratórios dos marginalizados do primeiro mundo
Europeu, as batalhas dignas contra a bestialidade e a perseguição.
demente - contra a migração, as lutas dos povos indígenas
da Oceania e de Abya Yala, as lutas pela sobrevivência na Ásia, o
protestos em massa contínuos na América Latina, com a Palestina que
Ele continua lutando por sua liberdade, e com o Irã e Cuba não...
Eles sucumbem às ambições nefastas dos gringos… eles não apenas foram
não apenas moldando graciosamente o contexto histórico atual, mas também...
une os povos – em nossa diversidade – na luta
tricontinental contra os Yankees e seus lacaios.

3. O evento ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho deste ano.
No México, nos Estados Unidos e no Canadá, acontece a Copa do Mundo de
Imperialismo. Seu satélite, a FIFA, cujo presidente não hesitou em solicitar
O Prêmio Nobel da Paz para a besta loira Trump foi oferecido a ele em
bandeja de prata a realização do principal evento de futebol de
mundo ao seu mestre ianque. Copa do Mundo que se pretende realizar com o
A humanidade perseguida pelos ianques, num contexto de tensão crescente.
protestos em todo o mundo e as mobilizações de grupos específicos
das terras de Zapata.

4. No dia 13 de agosto deste ano, comemora-se o centenário do nascimento de
Fidel Castro, um homem concreto da Revolução Cubana, que vem
Sendo um farol para a humanidade por mais de seis décadas.
Revolucionários do mundo, os humildes do planeta e todos aqueles
que se esforça para viver em paz, em comunhão tranquila entre os seres humanos e
Em nossos habitats, devemos celebrar esse fato histórico, que no
A peculiaridade histórica deste momento assume os contornos de uma posição.
trincheira. Celebrar o nascimento de Fidel é celebrar a
humanidade, o povo; é defender a Cuba revolucionária e
É claramente uma decisão categoricamente anti-imperialista.

Neste contexto histórico, com seus evidentes contrapontos e onde ele se encontra,
Tomar uma posição é inevitável, e nós, os abaixo-assinados, nos comprometemos com o seguinte:

— Que, a partir da nossa realidade, contribuímos — com mobilizações e
protestos - na materialização desta ofensiva necessária
Tricontinental contra o imperialismo ianque e celebrações
Revolucionários.

- Que, dentro dessa ofensiva, se realizem ações anti-imperialistas.
e de celebrações revolucionárias, pelo menos nas seguintes.
contextos/marcos/chamadas:

+ Para protestar contra a Copa do Mundo do Imperialismo Ianque.
+ Protesto contra o imperialismo ianque em 4 de julho, dentro da estrutura
do 250º aniversário de sua independência.
+ Para celebrar, recriando os ideais da Revolução Cubana, o 73º aniversário de
Ataque ao Quartel Moncada.
+ Para celebrar o centenário de seu nascimento com ações anti-imperialistas
Por Fidel Castro.

VAMOS FAZER DE JUNHO UM DIA MARCADO POR UMA LUTA TRICONTINENTAL CONTRA...
Ianques e celebrações revolucionárias!!!

NÃO À COPA DO MUNDO DO IMPERIALISMO IANQUE!!!

4 DE JULHO: PROTESTO TRICOINTINENTAL CONTRA O IMPERIALISMO IANQUE!!!

TRICONTINENTAL: UNIDOS NA REVOLTA DOS POVOS DE
MUNDO CONTRA O IMPERIALISMO IANQUE!!!

Assinado:

AMÉRICA LATINA E CARIBE.

- Rede de Imprensa Popular Latino-Americana,
- Revista Atreverse
- Agência de Comunicação IPNews Bolívia
- Conselho Nacional e Internacional de Comunicação Popular CONAICOP
- Apelo pela Segunda Independência (Argentina)
- Frente Nacional de Luta pelo Socialismo (México)
- Popular Agora Chile
- Movimento Juvenil Lautaro (Chile)
- Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT (BRASIL)
- Frente Nacional de Resistência Popular, FNRP (Honduras)
- Comitê Coordenador Simón Bolívar da Venezuela

EUROPA.

- Coletivo de Rádio Luis Emilio Recabarren (Suécia)

OCEÂNIA

- Campanha de Solidariedade Chile-Austrália
- Rede de Solidariedade Latino-Americana (LASNET) - Rede de Solidariedade com
Povos da América Latina - Austrália.

COORDINADORA TRICONTINENTAL ANTIIMPERIALISTA DE LOS PUBLOS
AGENDE-SE CONOSCO
CHILE

NO ÂMBITO DO CONVOCADO INTERNACIONAL PARA PROTESTAR CONTRA OS IANQUES
No próximo dia 4 de julho, em Santiago, nos uniremos a eles convocando este protesto.
MARCHA NA SEXTA-FEIRA, 3 DE JULHO.
ORGANIZAÇÃO COMUNISTA REVOLUCIONÁRIA (RCO)
MOVIMENTO DA JUVENTUDE LAUTARO (MJL)
POPULAR AGORA CHILE.
AUSTRÁLIA

Na Austrália, eles vão protestar contra o imperialismo ianque.
NO PRÓXIMO DIA 4 DE JULHO!!!
Compartilhamos isso através do @lasnet_solidarity_network
“SÁBADO, 4 DE JULHO, 12H, 2026
PROTESTO NA BIBLIOTECA ESTADUAL
Melbourne, Austrália
PARE A INTERVENÇÃO/IMPERIALISMO DOS EUA NA ÁSIA, MUITO DISTANTE.
ORIENTE, OCEANIA, AMÉRICA LATINA E O MUNDO!!
TERRORISTA NÚMERO UM DO IMPERIALISTA AMERICANO
Parem a máquina de guerra dos EUA
Da Palestina, passando pelo território Mapuche, até as Filipinas e além.
Porque?
As pessoas devem se opor, denunciar e protestar contra o imperialismo!
Os Estados Unidos estão tentando dominar o mundo. Eles querem
para garantir que todos estejam sujeitos à exploração por parte de
Empresas americanas.
Os Estados Unidos invadiram inúmeros países (por exemplo, Guatemala,
Cuba, República Dominicana, Vietnã, Iraque, Afeganistão, Líbia, entre outros). Tem
golpes militares organizados em muitos países (por exemplo, Chile 1973,
e uma tentativa de golpe fracassada na Venezuela em 2002).
Os Estados Unidos impõem sanções econômicas aos países que as desrespeitam.
(por exemplo, Cuba, Venezuela, Irã). Tais sanções são uma forma de
guerra econômica e pode causar sérias dificuldades à população de
Esses países.
Os Estados Unidos apoiam a guerra genocida de Israel contra o
O povo da Palestina. Isso faz parte da estratégia deles para controlar o
Médio Oriente.
Os Estados Unidos têm diversas bases na Austrália, tropas
Aeronaves militares americanas estão estacionadas aqui. Pine Gap
Isso ajuda os Estados Unidos a espionar outros países. As tropas
Os australianos participaram de muitas guerras americanas, AUKUS
Isso estreitará ainda mais os laços entre a Austrália e o imperialismo americano.
Devemos exigir o fim da aliança EUA/Austrália.
COMPARTILHE AMPLAMENTE
PAREM DE ARMAR ISRAEL, O GENOCÍDIO PRECISA ACABAR

COORDINADORA TRICONTINENTAL ANTIIMPERIALISTA DE LOS PUEBLOS
COORDTRI / FACEBOOK
*

quarta-feira, 3 de junho de 2026

DEFENDER A SOBERANIA NACIONAL CONTRA AS AMEAÇAS DO IMPERIALISMO * Liga Comunista Brasileira/LCB

DEFENDER A SOBERANIA NACIONAL CONTRA AS AMEAÇAS DO IMPERIALISMO

Em 28 de maio, dois dias após reunião de Flávio Bolsonaro com Donald Trump, uma ordem executiva assinada por Marco Rubio, Secretário de Estado dos Estados Unidos, designou o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como Organizações Terroristas Estrangeiras.

Essa ordem executiva passa longe de qualquer interesse em combater o terrorismo. A finalidade é a de criar motivos para uma intervenção direta nos assuntos internos brasileiros. Faz parte da estratégia do imperialismo, divulgada em documento oficial da Casa Branca em dezembro de 2025, pela qual “os Estados Unidos reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental e para proteger nossa pátria e nosso acesso a geografias-chave em toda a região”.

Para alcançar esse objetivo, a tática estadunidense é a de retomar a política de guerra às drogas. Mas, com um elemento adicional novo: considerar as organizações criminosas como terroristas. Com isso, medidas unilaterais, baseadas em evidências frágeis e manipuladas de acordo com os interesses estadunidenses podem ser tomadas, como sanções econômicas e mesmo ações militares contra alvos dentro do Brasil. Isso é uma grave afronta à soberania nacional.

Outro componente dessa tática, declarada abertamente em referido documento, indica um alinhamento a “governos, partidos e movimentos na região que estejam amplamente alinhados com nossos princípios e estratégias”. Na aplicação dessa política, os Estados Unidos se apoiam em uma rede de partidos e governos aliados e submissos a essa estratégia. No Brasil, seus maiores aliados são a família Bolsonaro.

É por demais evidente as relações da família Bolsonaro, e do conjunto da extrema-direita brasileira, com o crime organizado. O clã é o braço político das milícias, como a de Rio das Pedras, e grupos de extermínio como o Escritório do Crime, cuja atuação não se distingue da forma como agem PCC e CV. O clã Bolsonaro, portanto, não tem moral para se apresentar como defensores do povo contra o crime organizado.

O objetivo de Trump e Marco Rubio, ao designarem PCC e CV como organizações terroristas, é o de se aproveitar de uma justa preocupação do povo brasileiro para justificar ataques à economia nacional, além de ações militares contra o território brasileiro, bem como alentar a candidatura de Flávio Bolsonaro, cujo propósito é o de transformar o Brasil num mero protetorado dos interesses estadunidenses.

As organizações criminosas precisam ser enfrentadas. Atuam como inimigas do povo, controlando territórios na base da violência e da ameaça aos moradores. Mas tudo isso tem de ser feito em completo respeito às leis brasileiras.

Os instrumentos financeiros criados com empresas da Faria Lima para lavar o dinheiro de suas atividades ilícitas precisam ser desmontados. Os territórios submetidos ao controle dessas facções devem ser liberados.

É preciso rechaçar em termos absolutos a decisão do governo Trump. Sua intenção, dentro do projeto estadunidense de controlar toda a América Latina, é a de contornar o declínio de sua hegemonia com o recurso a instrumentos econômicos, políticos, diplomáticos e militares para submeter as nações do continente aos seus interesses.

Ao mesmo tempo, diante de uma ameaça de intervenção militar, cabe ao governo impulsionar um debate sobre a mudança na doutrina de segurança nacional. Esta precisa abandonar a tese do “inimigo interno” para uma efetiva defesa frente ao “inimigo externo”, que é o imperialismo. Ao mesmo tempo, é necessário adotar uma política de cortar a dependência dos fornecedores externos de equipamento militar, notadamente os Estados Unidos, incentivando uma produção industrial própria adaptada às nossas necessidades, capaz de nos defender de ataques externos e garantir o exercício da soberania nacional pelo povo, que deve ser mobilizado para essa luta.

Fonte:
https://www.cartacapital.com.br/mundo/trump-quer-controle-da-america-latina-e-militarizacao-leia-plano-completo/*

 BANDO LESA PÁTRIA 

Bolsonaro e o seu filho
Eduardo traiçoeiro,
Crápulas fascistas,
Imorais desordeiros. 

Pai e filho rastejando
Na imoral covardia.
Os dois se humilhando
Para o imperialista;

Da potência do terror
Foram pedir para o Trump
Interferir no Brasil
Com o seu exército jagunço;

Para atacar os chefes
Do PCC, e do CV
Entrando em guerra
Pelo Brasil inteiro

Desrespeitando a nação
A soberania nacional 
Em defesa do bando
Da gangue Bolsonaro.

Pai e filho; em bando
Dos extremistas da direita
Juntos seguem planejando
Um golpe militar no Brasil.

O momento é delicado,
O povo brasileiro
Não pode permitir
O golpe dos bandoleiros!

J. Ernesto Dias

São Luís, MA - 03 de junho de 2026