quarta-feira, 16 de setembro de 2026

OS TRABALHADORES E AS ELEIÇÕES 2026 * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

OS TRABALHADORES E AS ELEIÇÕES 2026
Nota pública da Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) sobre as eleições brasileiras.


O período eleitoral no Brasil já está aberto. Em 2026 as eleições abarcam a presidência da república, governadores e cargos parlamentares.

O fator marcante nas eleições brasileiras desde há muito, tem sido a mais completa carência de qualquer debate sério sobre os grandes temas de interesse nacional e do povo trabalhador.

Especialmente em 2026, temos , em relação à disputa presidencial (o cerne eleitoral no país), em linhas gerais a manutenção do projeto liberal dependente, que tem amarrado o Brasil na cadeia da subserviência diante do rentismo internacional e do latifúndio "moderno", alcunhado pelo nome pomposo de "agronegócio".

O Brasil está absolutamente entregue ao capital financeiro imperialista, sobretudo desde o advento do famigerado Plano Real, dos anos 1990. De lá para cá, independente de quem seja o gerente da vez a ocupar o Palácio do Planalto, o modelo econômico rentista e exportador primário permanece.

Nos últimos 30 anos, o regime neoliberal de reprodução do capitalismo dependente brasileiro foi consolidado e institucionalizado. A institucionalização das metas de superávit primário, teto de gastos--sociais--, arcabouço fiscal, remuneração da sobra dos caixas de bancos, etc., nada mais são do que o reflexo da dominância do Estado brasileiro, por grupos de parasitas membros das altas cúpulas do sistema financeiro internacional.

Na divisão mundial do trabalho, o Brasil passa por uma profunda regressão, se comparado há cerca de 50 anos atrás. O país que possuía um setor manufatureiro pujante, apesar da estrutura dependente da industrialização nacional, hoje tornou-se o grande centro mundial de valorização do capital rentista e vadio, devido às maiores taxas de juros do planeta.

Desde os anos de 1990, o país gasta, em média, metade do seu orçamento público com a remuneração da dívida pública (externa e interna) aos grandes sangues sugas e magnatas imperialistas, comungados com a burguesia lumpen brasileira, parasitando as riquezas e potenciais de nossa nação.

Os governos petistas, por exemplo, mantiveram intacto em todos os seus mandatos, absolutamente todo o conjunto do regime neoliberal de reprodução do capitalismo no Brasil.

Lógico, precisamos ser responsáveis, não estamos colocando um selo de iguais entre petismo e bolsonarismo; pois o primeiro administra o suicídio da nação a conta gotas, enquanto o segundo pretende degolar e estropiar sem piedade e de uma vez o povo trabalhador. E isso não é pouca coisa para a massa trabalhadora em seu cotidiano na luta pela sobrevivência.

Na verdade, independente de quem ganhe o pleito eleitoral deste ano, os interesses das frações dominantes do capitalismo brasileiro--leia-se o capital financeiro, os latifundiários, o capital comercial monopolista--estarão assegurados.

O ministro da fazenda do atual governo, Dário Durigan, por exemplo, já sinalizou que num próximo mandato, a equipe econômica de Lula teria de atacar os pisos constitucionais da saúde e educação, avançar sobre o salário mínimo dos aposentados e estrangular até o limite, o Benefício de Prestação Continuada, que atinge as parcelas mais empobrecidas das massas, para garantir a manutenção do odioso arcabouço fiscal, menina dos olhos dos parasitas agiotas que dão as cartas na economia nacional.

Por outro lado, uma presidência de Flávio Bolsonaro significaria com toda certeza, a completa entrega sem peias, do país ao imperialismo americano.

As forças imperialistas, diante do agravamento de sua crise de hegemonia e por conta da derrota que vêm sofrendo militarmente para o Irã, o que coloca em xeque sua dominação inconteste no Golfo Pérsico ameaçando inclusive o sistema do petrodólares, obriga Washington a recrudescer sua agressividade neocolonial e centrar fogo contra todos os países da América Latina.

A corrida para dominar por completo e de forma direta as fontes de minerais críticos, água doce, reservas de petróleo, biodiversidade, etc., em nossa região, exige da parte dos estrategistas imperiais uma ofensiva muito dura e contra nossos países.

O "corolário" trumpista da Doutrina Monroe e do Destino Manifesto, levado a cabo pela anturragem supremacista e fascio-sionista que compõem o atual governo criminoso em Washington, expressa essa necessidade imperialista para contrarrestar sua crise e decadência histórica.

A agressividade acelerada e radical que os peões da extrema direita latinoamericana impõe contra os trabalhadores nos países que gerenciam, expõe claramente o que certamente ocorrerá com o Brasil num suposto novo governo Bolsonaro, agora o filho.

Para não falar das implicações geopolíticas e seu significado para o povo cubano, por exemplo. Um Brasil governado pela extrema direita neocolonial fascista, significaria na prática, um avanço qualitativo do domínio imperialista direto, colonial em toda a nossa região. Também abriria a quase certa possibilidade de um regime de caráter terrorista estatal ascender sobre nosso país.

Por outro lado nunca as massas trabalhadoras em nosso país estiveram tão órfãs politicamente e ideologicamente como agora.

A esquerda brasileira se encontra praticamente ausente, fragmentada, sem rumo, sem programa e sem projeto.
Em tais circunstâncias históricas gravíssimas, não podemos de forma nenhuma permitir que a extrema direita bolsonarista procônsul da Casa Branca assuma o comando direto da máquina estatal no país.

E isso vai além do debate em torno da campanha pelo voto nulo, como alguns setores da esquerda têm defendido, ou apoiar acriticamente o governo neoliberal de Lula.

Aqui entra uma importante consideração de ordem tática:
Seria o mesmo, para um trabalhador individual e mesmo para o conjunto da classe, se deparar com um governo oportunista, demagogico, porém sem condições políticas por sua origem social e composição, de impor sobre as massas populares uma radical terapia de choque monetarista ultraliberal como o grande capital necessita; do que enfrentar a extrema direita abertamente fascistóide, que se declara comprometida em suprimir a ferro e fogo as conquistas sociais e ávida por participar diretamente, abrindo mão de intermediários, da entrega sem precedentes da nação ao Imperialismo?

Seria o mesmo para a classe operária argentina, por exemplo, em tais circunstâncias históricas concretas, enfrentar um governo de Cristina Kirchner e Javier Milei?

Não se trata de uma suposta defesa simplista do "mau menor", como alguns nos acusarão. Mas de uma análise concreta da realidade brasileira e latinoamericana.

Numa conjuntura onde os trabalhadores se encon
tram desmobilizados, desorganizados, sem uma referência concreta de protagonismo político claro, seria trágico um governo da extrema direita tomar o Brasil hoje.

É preciso toda precaução para não cairmos num ultra esquerdismo semelhante ao que ocorreu com os partidos comunistas europeus quando adotaram a infantil postura sectária conhecida como o "terceiro período", e da teoria infantil conhecida como "social fascismo", comparando a social-democracia ao fascismo.

Com isso não queremos dizer que vivemos atualmente uma conjuntura idêntica aos europeus dos anos 1930/40. No entanto, também vivemos um momento muito grave e que requer o maior cuidado político possível.

Nessas condições, nós da Frente Revolucionária dos Trabalhadores, sem qualquer ilusão na possibilidade de Lula supostamente dar um giro em sua política liberal, avaliamos que a vitória petista seria muito menos danosa às condições de sobrevivência e luta de todo o proletariado e das massas populares no Brasil na atual conjuntura histórica concreta.

No entanto, os trabalhadores brasileiros não podem de forma nenhuma continuarem reféns e à mercê das disputas no interior da burguesia. Necessitam urgentemente construírem um projeto próprio e se constituírem como uma força política e social capaz de confrontar e superar o capitalismo e tomar os destinos da nação em suas mãos, coisa que o petismo e o lulismo já deram provas incontestes de fracasso e comprometimento com os interesses alheios aos do povo trabalhador.


FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
FRT
20/08/2026

domingo, 13 de setembro de 2026

VOTO BOZO E VOTO NULO SÃO VOTO LIXO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

VOTO BOZO E VOTO NULO SÃO VOTO LIXO

Cordel: Voto Consciente

Autor: Tião Simpatia
I
Nessas próximas eleições,
Meu caro amigo eleitor
Fique atento, “olho vivo”,
Com político enganador
Que venha lhe procurar
Para seu voto comprar
Não venda não, por favor!
II
Porque voto não tem preço
O voto tem consequência
Vote em quem achar melhor
Conforme sua consciência
Tenha sempre um olhar crítico
Pra todo e qualquer político
Que não tenha transparência.
III
Para que a democracia
Seja cada vez mais forte
Depende de suas escolhas
Não fique “tirando a sorte”
Nesse jogo ininterrupto
Pois quem vota em corrupto
Está votando na morte
IV
Não é que todo político
Seja corrupto, ou ladrão
Também há políticos bons
A regra tem exceção.
“Separe o Trigo do Joio"
Pra não entrar no comboio
Da velha corrupção.
V
Pesquise seu candidato
Veja se ele tem projeto
Se responde a algum processo
Se fez algo de concreto
Se tem “Ficha Limpa” ou Suja
Se se for réu na dita cuja
Não vote nem por decreto.
VI
Mas também não vote nulo
Porque isto não convém
O voto é a melhor arma
Que o nosso povo tem
Pra lutar por seus direitos
É a glória dos eleitos
E a cobrança também.
VII
Procure que você acha
Algum candidato sério
Que vai à comunidade
Que ganha e não faz mistério
Que do povo não se esconde
Só não me pergunte aonde!
Isso fica ao seu critério.
VIII
As promessas se repetem
Nas vésperas das eleições
Para todos os problemas
Parecem ter soluções
Mas se o "santo" exagerar
É melhor desconfiar
Pra evitar decepções.
IX
Afinal, somos patrões,
Do povo emana o poder
Aqueles que elegemos
Têm o sagrado dever
De cuidar do que é nosso
Por isso faço o que posso
Para o povo esclarecer.
X
Os impostos que pagamos
Retornam em benefícios
Ou pelo menos, deviam!
Alguns usam de artifícios
Pra poder meter a mão
No bolso do cidadão
Lhe causando malefícios.
XI
Quando a verba é desviada
Padece a população
A saúde vira um caos
Prejudica a educação
Mas isso só acontece
Porque o próprio povo esquece
De que ele é o patrão.
XII
Basta voltar na história
Pra ver que muito recente
O povo pintou a cara
Pra tirar um Presidente
Como de fato tirou
E esse fato provou
Que a força vem da gente.
XIII
O seu voto vale mais
Do que mil ou um milhão
Com um saco de cimento
Não se faz uma construção
Mais com o voto consciente
Muda-se drasticamente
Os rumos de uma nação.
XIV
A política é necessária
Para o desenvolvimento
Quem não gosta de política
Não tem bom discernimento
Pois tem políticos descentes
Com projetos excelentes
Falta é esclarecimento
XV
Aristóteles já dizia
Que o homem por natureza
É um animal político
E é, com toda certeza.
Maquiavel tanto versou
Sobre o tema que ficou
Como símbolo de esperteza.
XVI
Vamos às urnas, meu povo!
Fazer parte do processo
Democrático do Brasil
Não queremos retrocesso
Queremos sim, uma nação
Onde cada cidadão
Tenha vez, voz e progresso.
E-mail do autor: tiaosimpatia@hotmail.com
 É importante votar
Contra o ódio e prepotência 
Porque  contra o fascismo 
O povo faz resistência 
Defender a democracia 
Na luta do dia a dia
Mostrar nossa consciência.

Rogaciano Oliveira/CE
Continuar nossa luta
Contra a desigualdade
E por mais políticas públicas 
Para o campo e a cidade;
E conquistar mais  direito
Com ética e com respeito 
À  toda  diversidade.

Rogaciano Oliveira/CE
VOTO NULO É VOTO LIXO

Vou contar em verso e prosa
Pra o povo entender,
Que voto jogado fora
É deixar de escolher
Quem vai nos representar 
E nossos direitos defender 

Me preste muita atenção,
Meu amigo e companheiro,
Um voto nulo não vale,
É carteira sem dinheiro.
Porque na urna eletrônica,
Tem que se ter decisão,
Voto nulo é voto lixo,
É defunto no caixão.

Quem diz "não voto em ninguém"
Tá se enganando sozinho,
Deixa os outros decidir
Qual será seu caminho.
Reclamar do seu prefeito,
Do deputado sem futuro 
Mas na hora de votar
Fica em cima do muro.

A democracia é luta,
É suor e é conquista,
Não se joga ela no lixo
Com uma ideia egoísta.
Pois se  não gosta de um,
Escolha outro honesto
Mas não anule seu voto,
Que isso não é protesto 

Voto nulo é voto lixo,
Não muda a eleição,
Só vai mostrar que você
Não ama sua nação.
Por isso meu povo, eu peço 
Pense bem, com consciência,
O voto  é sua arma,
Use com inteligência.

   Professora Alba, poetisa do entorno
BRASILEIROS NÃO SE ENGANEM!

Eleitores prestem atenção
Na hora de votar
Pesquisem identificando
Os inimigos dos assalariados

Identifiquem os políticos
Que recorrem ao discurso
Brasil, família e patria,
Como fez o malvado Adolfo Hitler; 
indagando, Deus família e pátria 

Chegando ao poder
Decidiu fazer a limpeza ética
Matando seis milhões de judeus
De um jeito cruel 

Não se enganem
Com o Flávio Bolsonaro
Em seu discurso infame
Que confundem muitos do eleitorado

Quem faz o discurso; 
Pátria família Brasil
Se espelha no discurso
Do traste Adolfo Hitler 

O Flávio, só substitui a palavra Deus
Pela palavra Brasil,
Em político desse tipo 
Não dá para confiar

O nazista Flávio Bolsonaro
É um fantoche dos  Estados Unidos
Oposto ao Brasil
E aos assalariados brasileiros 

J. Ernesto Dias 
São Luís, MA - 09 de Setembro de 2026
RENIÃO DA MÁFIA DO BOZO
#VotoBozoeVotoNuloSaovotoLixo
#FrenteRevolucionariadosTrabalhadores
#Frt
MARCÍLIO GODOI
#AntiTrump
LULA 2026

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Reeleger Lula para derrotar a extrema direita no mundo * Pedro César Batista/DF

Reeleger Lula para derrotar a extrema direita no mundo
Pedro César Batista

O mundo acompanha a vitória da extrema direita na Alemanha, o cerco genocida contra Cuba, a continuidade do extermínio dos palestinos em Gaza e os contínuos ataques contra o Irã, sustentados por um discurso cada vez mais agressivo da mídia tradicional e pelas plataformas contra os povos soberanos e as forças que lutam contra a exploração, a opressão e a destruição da vida, como se vivêssemos em tempos de paz.

No Brasil, a situação não é diferente. As mesmas forças políticas que secularmente acumularam fortunas com a escravidão, mortes e mentiras têm agora seus herdeiros repetindo o velho bordão "Deus, Pátria e Família". Durante o governo eleito em 2018 — graças às mentiras que circularam intensamente nas redes e à Operação Lava Jato (Moro) —, vimos mais de 700 mil pessoas morrerem na pandemia da Covid-19, resultado de uma política de limpeza programada: “Tem que matar 30 mil”, dizia Bolsonaro, pai. Sempre agiram assim: na ditadura mataram milhares, diariamente matam a juventude nas periferias e afirmam cinicamente que "bandido bom é bandido morto". Não eles, bandidos milionários, mas os pobres.

Por outro lado, a pouco mais de 20 dias para a eleição no Brasil, verifica-se a dispersão das forças populares e a ausência de um discurso que ataque com firmeza os causadores da desesperança, da ignorância, da violência e da miséria em todos os campos. Os verdadeiros donos do poder, que detêm as riquezas, dominam o pensamento e as armas, e controlam o Estado, conseguiram influenciar setores da esquerda; alguns repetem o discurso divisionista e oportunista.

Derrotar a extrema direita na eleição de 4 de outubro tem importância não apenas para o Brasil; interessa aos trabalhadores de todo o mundo para se contraporem às ações terroristas em curso no planeta, sob o nome da liberdade propagada pelo neoliberalismo. Fraudaram as eleições em Honduras, Colômbia, Peru e Equador, e tentarão fraudar no Brasil, seja antes, durante ou após o pleito. "Para onde for o Brasil, a América Latina vai", dizia Henry Kissinger. Isso comprova a obsessão de Trump e Rubio.

Combater a extrema direita fascista, sionista e nazista é lutar contra o imperialismo e o neocolonialismo, simbolizados pela política genocida e intervencionista de Trump e seus agentes. Combater a extrema direita é defender a soberania dos povos de terem o direito de seguir o caminho que escolherem, sem a interferência de mentiras e o apagamento das lutas da classe trabalhadora na construção de um mundo de justiça e paz.

Ocupar às ruas, reeleger Lula e derrotar a extrema direita é a tarefa fundamental para o momento histórico.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

ALERTA AO POVO BRASILEIRO! * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

ALERTA AO POVO BRASILEIRO!

Mais do que nunca é necessário derrotar os fascistas agentes de Trump. Uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro significa a destruição do que resta de soberania, direitos sociais e do trabalho e das liberdades democráticas em nosso país.

Para os trabalhadores da indústria, comércio e serviços significa a perpetuação da escala 6x1 e a precarização das relações trabalhistas, com jornadas extenuantes e salários achatados. Para os micro e pequenos empreendedores, a redução dos custos do trabalho não compensará a perda de mercados e o crédito com juros cada vez mais abusivos.

Para os agricultores familiares, o abandono de qualquer política de compra de alimentos e de subsídios à produção. O domínio do país pelo imperialismo através de seus prepostos traz a perda de perspectiva de futuro para a juventude, pois o modelo exportador de produtos agrícolas e minerais gera poucos empregos qualificados.

Os fascistas atacam os direitos das mulheres diuturnamente, inclusive o direito ao voto. Aos negros, o fascismo oferece retrocesso nas cotas e ações afirmativas, e mais violência racial. A homofobia é uma das marcas do fascismo, demonizando a comunidade LGBT, estimulando a violência e o isolamento das pessoas LGBT.

A vitória do fascismo incentivará o sequestro dos territórios dos povos originários, com todas as consequências sociais e ambientais. O negacionismo é umas das características do fascismo, haja visto as campanhas antivacina e a negação das mudanças climáticas. A própria integridade territorial do país estará ameaçada. As liberdades democráticas, incluindo a tão propalada liberdade de expressão, serão denegadas. Direitos Humanos para o fascismo são uma ameaça e são falseados e demonizados.

A campanha presidencial fascista e pró-imperialista mobiliza todas as forças para tentar reverter os resultados eleitorais. Conta com a colaboração de ministro do Supremo que exorbita suas funções. Estimula a intervenção dos EUA e da entidade sionista nos assuntos internos do Brasil. E já inicia os primeiros passos de produção de episódios de violência política. O campo da direita e da extrema-direita ensaia o não reconhecimento dos resultados eleitorais que lhe forem adversos.

Tenta direcionar o eleitorado flutuante entre indeciso e neutro através de falsas candidaturas, como as de Cury e Marçal. A família Bolsonaro que já lançou mão de ameaças atômicas e navais não se furtará de utilizar todos os meios para evitar a derrota.

A hora é de derrotar o fascismo e o imperialismo. Não há espaço para diversionismo, veleidades de autoconstrução ou apelos a uma pretensa pureza revolucionária. É preciso envidar todos os esforços para eleger Lula e o máximo de candidatos democráticos. O que está em jogo não é uma disputa de projetos simplesmente. É se as ameaças existenciais à classe trabalhadora e ao povo brasileiro irão se concretizar.

Portanto, de agora até o fechamento da última urna, os comunistas e as forças democráticas devemos intensificar a campanha na rede e nas ruas. Uma derrota eleitoral do imperialismo, mesmo que com as limitações conhecidas, é importante para obstar o avanço da guerra e da sanha liberticida.

Com a vitória, a classe trabalhadora há de recobrar o ânimo, inclusive para lutar pela superação do modo capitalista de produção.

A hora é agora.

Às ruas!

Às redes!

Com coragem, denodo e sem vacilação.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

GOLPE POR DENTRO DO STF * Luciana Bauer e Reynaldo Aragon/SP

GOLPE POR DENTRO DO STF

André Mendonça abre o maior golpe desferido no STF às vésperas da eleição e transforma a própria instituição em campo de batalha da guerra híbrida contra o Brasil


Às vésperas da eleição presidencial, André Mendonça transforma elementos de uma investigação ainda sem conclusão judicial em combustível para uma guerra interna no STF, rompendo – de forma brutal e sem arcabouço constitucional que o embase – o equilíbrio institucional da Corte. Uma frente de desestabilização que converge com os interesses da extrema direita brasileira e com a ofensiva dos Estados Unidos contra a soberania política e digital do Brasil.

Quando o Estado é colocado contra o próprio Estado

A pouco mais de um mês da eleição presidencial, o golpe mudou de lugar. Em 8 de janeiro de 2023, foi preciso quebrar vidraças, arrombar portas e invadir o Supremo Tribunal Federal. Agora, a desestabilização avança por dentro da própria institucionalidade. André Mendonça, ministro do STF, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral e um dos magistrados responsáveis pela condução do processo eleitoral, retirou o sigilo de material ainda submetido à apuração, expôs uma investigação que alcança integrantes das mais altas estruturas do Estado e lançou o Supremo numa guerra interna cujas consequências ultrapassam qualquer disputa pessoal com Alexandre de Moraes.

É preciso dizer desde o início o que está e o que não está em discussão. Não existe, até aqui, conclusão judicial que permita condenar Moraes pelas informações que emergiram do caso Banco Master. Se houver crime, que seja investigado, provado e punido. O problema é precisamente outro. Antes que a Justiça produzisse uma verdade processual, a suspeita foi lançada ao espaço público como fato político. Em poucas horas, Moraes, Paulo Gonet, Andrei Rodrigues, servidores do Banco Central e Gabriel Galípolo passaram a habitar a mesma atmosfera de suspeição de forma centripetra e possivelmente coordenada com a imprensa e vazadores que desde a Lava Jato operam impunes. A extrema direita imediatamente transformou essa matéria bruta em arma eleitoral. O STF deixou de aparecer como instituição capaz de processar uma crise e passou a aparecer como parte da própria crise.

É aqui que o acontecimento revela sua verdadeira dimensão. Um golpe no século XXI não precisa começar com tanques diante do Congresso. Pode começar quando os mecanismos do Estado são utilizados de maneira a destruir a confiança no próprio Estado, quando o procedimento antecede a prova, quando o vazamento produz sentença social antes do contraditório e quando uma instituição é empurrada para a guerra contra si mesma. O que André Mendonça abriu não é apenas uma crise no Supremo. É uma fissura no centro do sistema de contenção democrática brasileiro no momento exato em que esse sistema será colocado à prova pelas eleições de 2026. Mendonça hoje foi mais eficaz que as turbas ensandecidas a depredar o Supremo no dia do Golpe. 

Se Cunha iniciou o golpe de 2016. Mendonça pode ter iniciado o próximo golpe de 2027 dando tons de messianismo constitucional ao que podemos taxar de conduta totalmente inconstitucional para com seus pares. 

O Supremo é julgado por um plenário e não pela imprensa. Mendonça não opera mais dentro das quatro linhas do estado de direito.

O ministro terrivelmente lavajatista Mendonça não apenas recebeu informações produzidas pela Polícia Federal. Ele movimentou a máquina. Determinou que a PF elaborasse, em 72 horas, um relatório específico sobre referências a Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues, separou esse material em uma nova frente processual, abriu vista à Procuradoria-Geral da República e, antes mesmo de uma manifestação conclusiva do Ministério Público, retirou o sigilo e empurrou o caso para o centro da arena pública. Depois, pediu que o assunto fosse levado a uma sessão presencial do Plenário. A sucessão dos atos importa porque revela algo maior do que uma divergência jurídica: uma investigação ainda em formação foi convertida, por decisão institucional, em acontecimento político nacional.

É nesse ponto que o método se torna tão grave quanto o conteúdo. A direção da Polícia Federal reagiu duramente e passou a questionar se o relator havia ultrapassado a função de supervisionar a investigação para assumir um papel ativo na produção de uma linha investigativa própria. Ministros do Supremo falaram em ruptura das regras internas e em um ambiente de vale-tudo. A PGR foi colocada numa posição ainda mais delicada, porque aparece ao mesmo tempo como instituição responsável por controlar juridicamente a investigação e como uma das estruturas atingidas pelas referências reveladas. O resultado é um curto-circuito institucional: quem investiga passa a ser questionado, quem fiscaliza passa a integrar a crise e quem deveria arbitrar o conflito passa a lutar pela própria legitimidade.

A guerra híbrida opera exatamente nessa zona cinzenta. Ela não precisa fabricar documentos falsos quando pode explorar documentos verdadeiros fora de seu tempo processual. Fora da logica constitucional e dos direitos e garantias fundamentais. Não precisa inventar uma acusação quando pode retirar um fragmento de contexto, lançá-lo na circulação pública e deixar que o ecossistema político produza a condenação. O tempo jurídico exige prova. O tempo informacional exige impacto. Quando esses dois tempos entram em choque, vence primeiro quem controla a percepção. 

Por isso, o ato mais poderoso não foi a descoberta de uma mensagem, mas a transformação da investigação em espetáculo antes que a própria investigação pudesse dizer o que aquelas mensagens significavam. A partir desse instante, a Justiça deixou de conduzir sozinha o processo. A opinião pública, as redes, as campanhas eleitorais e os interesses políticos passaram a disputar o sentido do material em tempo real. E quando o sentido é capturado antes da prova, o processo continua aberto nos autos, mas a sentença política já começou a ser executada nas ruas. 

As portas de um novo golpe com STF com tudo estão abertas: um novo golpe com o supremo fragilizado e vilipendiado como estamos vendo por um dos seus próprios ministros sera matéria fácil para ser tragado pelo próximo golpista de plantão em eleições.

É aqui que a crise deixa de ser apenas jurídica e revela sua natureza histórica. A guerra híbrida não precisa destruir o Estado de uma vez. Sua forma mais eficiente é fazê-lo perder progressivamente a capacidade de reconhecer quem o ataca, enquanto suas próprias instituições são empurradas umas contra as outras. O conflito passa a utilizar a legalidade, a informação, a economia, a tecnologia e a disputa eleitoral como partes de uma mesma correlação de forças. Tudo continua aparentemente funcionando. Os tribunais julgam, a polícia investiga, a imprensa publica, as plataformas distribuem, os candidatos discursam. Mas, por baixo dessa normalidade, a autoridade que sustenta o conjunto começa a ser corroída.

A contradição é brutal. O STF, que depois de 8 de janeiro se tornou uma das principais barreiras institucionais contra a extrema direita golpista, passa agora a produzir diante do país a imagem de uma Corte dividida, desconfiada de si mesma e incapaz de estabelecer sequer um terreno comum para processar a própria crise. A Polícia Federal contesta o procedimento de um ministro do Supremo. A Procuradoria-Geral da República é chamada a fiscalizar uma investigação na qual seu próprio chefe aparece mencionado. O Banco Central entra no circuito da suspeição. Em vez de uma instituição proteger a estabilidade da outra, forma-se uma cadeia de atritos capaz de consumir a legitimidade de todas.

Essa é uma das formas mais perigosas da guerra política contemporânea porque transforma a força do Estado em matéria-prima de sua própria vulnerabilidade. Não é preciso fechar o Supremo se for possível esvaziar sua autoridade. Não é preciso dissolver a Justiça Eleitoral se for possível fazer milhões de pessoas duvidarem de sua neutralidade antes da votação. Não é necessário impedir formalmente o funcionamento da democracia quando se consegue destruir a confiança coletiva sem a qual suas instituições se tornam apenas edifícios, cargos e ritos.

Para um país do Sul Global, essa dinâmica tem um peso ainda maior. Estados submetidos historicamente à dependência econômica, tecnológica e informacional não enfrentam apenas disputas domésticas. Suas crises internas são atravessadas por interesses externos capazes de explorar cada fissura. É nesse ponto que o conflito brasileiro deixa de ser apenas uma guerra entre ministros e passa a revelar uma disputa pela capacidade do próprio Brasil de decidir seu destino. O golpe híbrido começa exatamente assim: não quando a Constituição desaparece, mas quando as forças que deveriam sustentá-la passam a corroer umas às outras.

A essa altura, a crise já não pertence apenas ao Supremo. Ela entra diretamente na disputa eleitoral e encontra uma estrutura de interesses muito maior do que a briga entre ministros. Mendonça é vice-presidente do TSE e atua na propaganda das eleições de 2026. O primeiro turno está a pouco mais de um mês. No mesmo momento em que o STF se fragmenta, a extrema direita transforma o material do caso Master em arma de campanha, desloca o centro do debate e converte suspeitas ainda não julgadas em certezas políticas prontas para circular nas redes. O que a Justiça ainda precisa investigar, a máquina eleitoral já aprendeu a explorar.

É também nesse ponto que a crise brasileira encontra Washington. O governo dos Estados Unidos já transformou decisões do STF sobre plataformas digitais em questão estratégica, aplicou sanções contra Alexandre de Moraes, utilizou tarifas e instrumentos comerciais como pressão sobre o Brasil e tratou a regulação das Big Techs como conflito de interesse nacional norte-americano. Moraes tornou-se alvo não apenas da extrema direita brasileira, mas de uma estrutura de coerção externa que enxerga nas decisões brasileiras sobre plataformas, dados e soberania digital um obstáculo aos interesses econômicos e políticos dos Estados Unidos.

Não há prova de que André Mendonça receba ordens de Washington. E afirmar isso sem evidência destruiria a força do argumento. O que existe é algo mais concreto e, do ponto de vista do realismo político, suficiente para exigir atenção: uma convergência objetiva de interesses. A extrema direita precisa enfraquecer o STF para reconstruir sua capacidade de ação. As Big Techs precisam reduzir a capacidade regulatória do Estado brasileiro. Washington pressiona as instituições que impõem limites às empresas norte-americanas e à sua projeção política. E, no centro dessa correlação de forças, uma crise interna aberta pelo próprio Supremo atinge exatamente a instituição que vinha funcionando como uma das últimas barreiras contra esses interesses.

É assim que a guerra híbrida amadurece. Ela não exige que todos os atores estejam reunidos na mesma sala. Basta que forças distintas descubram que podem avançar na mesma direção. O capital transnacional quer liberdade para operar. A extrema direita quer recuperar poder. Washington quer disciplinar um Brasil que regula plataformas, fortalece o BRICS e reivindica autonomia estratégica. As redes digitais precisam apenas converter cada fissura em espetáculo, cada dúvida em indignação e cada indignação em comportamento político. O tabuleiro se move sem que seja necessário um comando único.

Para um país periférico, esse é o ponto em que a disputa interna deixa de ser doméstica. O Brasil não enfrenta somente uma eleição. Enfrenta a tentativa permanente de decidir se continuará sendo um Estado capaz de impor regras ao capital, às plataformas e às potências estrangeiras ou se voltará à condição histórica que o sistema internacional reservou ao Sul Global: mercado, território, fonte de dados e espaço político administrado de fora para dentro. Quando a instituição que deveria conter essa pressão começa a se romper internamente, o problema deixa de ser apenas jurídico. Torna-se uma questão de soberania.

É preciso chegar ao fim sem cair na armadilha mais fácil: transformar Alexandre de Moraes em símbolo intocável. Não é disso que se trata. Se houver crime, que se investigue. Se houver prova, que se puna. A defesa da democracia não pode depender da blindagem de pessoas. Ela depende da preservação de regras, procedimentos, instituições e da capacidade coletiva de distinguir investigação de condenação, indício de prova, informação de sentença.

É exatamente essa fronteira que está sendo destruída. A suspeita começou em Moraes, alcançou Gonet, Andrei Rodrigues, servidores do Banco Central e Galípolo, e já produz o ambiente necessário para atingir o próprio governo. Esse é o mecanismo. Não é necessário provar que todo o Estado está corrompido. Basta produzir a percepção de que nenhuma instituição merece confiança. Quando tudo parece contaminado, qualquer ruptura pode ser apresentada como limpeza.

O Brasil conhece esse caminho. Em 2016, a ruptura foi construída por dentro das instituições, legitimada por procedimentos formalmente existentes e alimentada por uma máquina política e midiática que transformou exceção em normalidade. Em 8 de janeiro de 2023, a extrema direita tentou converter a deslegitimação acumulada em força física. Em 2026, o método pode estar atingindo um estágio mais sofisticado: utilizar as próprias contradições do Estado para enfraquecer sua capacidade de resistir.

É isso que precisa ser denunciado agora, antes que a fumaça esconda o incêndio. Golpes não começam no momento em que a Constituição é rasgada. Começam quando a sociedade é preparada para acreditar que ela já não serve, que seus tribunais não merecem confiança, que suas instituições são inimigas e que somente uma força externa ao pacto democrático pode restaurar a ordem.

Desta vez, talvez não precisem invadir o Supremo.

Basta fazê-lo desabar por dentro. 

A lava jato mais uma vez, ao nunca ser corretamente enfrentada pelos três poderes, ganhou.

Artigo publicado originalmente em <código aberto>

sábado, 29 de agosto de 2026

Carta do Rio de Janeiro * Internacional Antifascista-Capítulo Brasi/RJ

CARTA DO RIO DE JANEIRO
INTERNACACIONAL ANTIFASCISTA-CAPÍTULO BRASIL

O Capítulo Brasil da Internacional Antifascista, 
reunido na cidade do Rio de Janeiro/RJ, em 22 de agosto de 2026, com a presença de militantes de organizações sociais e partidos políticos da classe trabalhadora do Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Ceará e Brasília, avaliou as tarefas políticas das forças do campo popular e da esquerda no atual momento, levando em conta os seguintes aspectos:

- Há uma profunda crise estrutural do imperialismo, provocada pela financeirização e pelo parasitismo capitalistas, que tem causado a perda de poder econômico e redução do consumo da classe trabalhadora, dentro dos padrões burgueses, nos EUA e países europeus e, sobretudo, no Ocidente capitalista, a qual tem produzido a formação de legiões de milhões de pessoas em condições de absoluta miséria, como se vê nas cidades estadunidenses;

- O dólar perde poder de compra e a capacidade de ser a moeda de transações internacionais, em face da capacidade de articulação entre os países dos BRICS, especialmente a força econômica da China, que retirou 800 milhões de pessoas da situação de pobreza absoluta e avança em um novo modelo de desenvolvimento, o socialismo com caraterísticas chinesas, em que as relações sociais internas e entre as demais nações se sustentam na política do ganha-ganha;

- A Rússia está derrotando a OTAN, que usa a Ucrânia como seu pelotão avançado, investindo em armamento tecnologicamente inovador e com elevados custos financeiros, desde o golpe realizado em 2014 e com o apoio da União Europeia.

- O Irã cumpre um papel determinante na Ásia Ocidental, articulando a resistência dos povos na região contra o terrorismo sionista, resiste aos ataques dos EUA, que financia mercenários e realizou ataques assassinando seus líderes, crianças e seu povo, o qual mostra a unidade e firmeza na defesa da revolução islâmica tornando-se referência mundial na luta anti-imperialista;

- O imperialismo tem recorrido a todos os artifícios perversos (guerra econômica, fome, bloqueio) para que Cuba não seja tomada como exemplo para as lutas de libertação sociais no Ocidente. A Ilha rebelde enfrenta há mais de 60 anos um perverso e desumano bloqueio econômico, recrudescido a partir do início de 2026, com um cerco total ao seu território, impedindo a entrada de combustível, o que provoca um genocídio silencioso, exigindo a efetiva solidariedade e ações de militância em defesa do direito do povo cubano seguir com sua jornada revolucionária, como se constata diante da coragem e ousadia permanentemente mostrada frente ao terrorismo imposto pelos EUA;

- O povo saaraui, liderado pela Frente Polisário, resiste ao invasor marroquino, agente dos EUA e de Israel na região, como visto na recente invasão artificial de Ceuta, instrumentalizada pela mídia imperialista. A luta pela autodeterminação saaraui deve ser apoiada;

- Donald Trump e Marco Rúbio atuam criminosamente, repetindo a prática colonizadora dos piratas do século XVIII, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a deputada Cília Flores; o roubo do petróleo e do ouro venezuelano; a imposição de tarifas contra o Brasil e as ações diretas para fraudar as eleições em Honduras, Peru, Equador, Colômbia e Bolívia;

- As plataformas digitais trouxeram uma nova relação na batalha de ideias, as quais controlam os algorítimos da internet, impondo uma onda de propaganda sionista e fascista, atuando na formação de uma consciência reacionária, provocando confusão e intervindo fortemente na guerra cultural e ideológica, tendo papel fundamental nos processos eleitorais na América Latina e na desestabilização em diversos países.

Diante desses fatos, decide:

- Reafirmar a importância da atuação das forças populares, de esquerda e progressistas para derrotar os agentes do entreguismo, os fascistas e os inimigos da classe trabalhadora na eleição deste ano no Brasil;

- Reafirmar a importância da unidade na luta anti-imperialista e contra o fascismo e o sionismo, fortalecendo a criação dos núcleos da Internacional Antifascista, Capítulo Brasil, que devem atuar junto ao povo brasileiro na defesa dos direitos da classe trabalhadora e ao lado dos povos de todo o mundo que combatem o terrorismo imposto pelos EUA, sionistas e seus agentes.

- Convocar uma nova reunião nacional para o dia 5 de dezembro, em Brasília.

Nossas tarefas no momento atual não permitem vacilação ou tergiversação diante dos ataques do imperialismo. É preciso manter as referências históricas das lutas revolucionárias dos povos ao longo da história. A luta de classes exige nossa organização, consciência e mobilização permanentes.

Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2026