sábado, 23 de maio de 2026

COMUNICADO ANTIIMPERIALISTA * Juan Contreras/Coordenadoria Simón Bolívar/VE

COMUNICADO ANTIIMPERIALISTA

Coordenadoria Simón Bolívar/VE


Camaradas e compatriotas, irmãos e irmãs da causa popular, revolucionária e anti-imperialista:

Hoje, 21 de maio de 2026, somos chamados pela urgência histórica a ler a realidade com os olhos bem abertos. Não podemos compreender o que está acontecendo com Dona María na fila do mercado em Petare, ou com o professor a caminho da aula em Barquisimeto, se não olharmos para o mapa da grande batalha que os povos do mundo travam contra o imperialismo e o capital transnacional.

Para os revolucionários, a análise situacional não é um exercício acadêmico burguês; é uma ferramenta de combate para decifrar como o cerco do império e as contradições de nossa própria dinâmica interna impactam diretamente o estômago, o bolso e a alma do nosso povo.

Vamos conectar o global, o regional e o local neste diagnóstico da nação.

*1. O Cenário Global: O Ruído do Capitalismo e a Fossa de Ormuz*

O mundo está testemunhando o colapso definitivo da hegemonia unipolar de Washington. O tabuleiro de xadrez global está fraturado, e o Sul Global decidiu não se submeter mais.

*A crise no Estreito de Ormuz:* O controle e o fechamento intermitentes dessa via navegável estratégica pelas forças da República Islâmica do Irã são uma resposta direta à chantagem dos Estados Unidos e do sionismo internacional. Ao impedir que empresas de navegação ocidentais exportem petróleo e gás, sem respeitar a soberania das nações, um alarme geopolítico foi acionado.

Como isso impacta o cotidiano dos venezuelanos? O império, alarmado com o aumento dos custos de energia e a alta global dos preços do petróleo bruto devido aos custos de transporte marítimo e à insegurança no Estreito de Ormuz, volta seu olhar cobiçoso para o país que sempre considerou seu. A Venezuela, com as maiores reservas de petróleo do planeta, está novamente sob intensa pressão. O aumento global dos custos de transporte marítimo eleva imediatamente os preços dos alimentos e medicamentos que o Estado importa para a população. A inflação global, acelerada pela crise de Ormuz, significa que os produtos importados nas prateleiras dos supermercados ficam mais caros a cada dia, pressionando o orçamento familiar.

*2. O Cenário Regional: A Infâmia Contra Cuba e os Julgamentos da Rendição*

A América Latina e o Caribe continuam sendo o território disputado onde o império testa suas táticas de sufocamento e domesticação.

*A crueldade criminosa contra Cuba:* A intensificação da agressão contra a República irmã de Cuba, buscando subjugar um povo heroico pela fome através de um bloqueio energético e financeiro absoluto, não é um incidente isolado. É um aviso colonial para toda a região. O império pune a dignidade para instaurar o terror.

*A rendição de Alex Saab:* O cenário diplomático regional sofreu um colapso ético com a rendição e a manipulação política de figuras que desafiaram o bloqueio. Para o cidadão comum, essas manobras na alta política e na diplomacia secreta levantam questões profundas sobre o custo de manter a soberania econômica diante de um inimigo que carece de moralidade e integridade, revelando que as forças imperiais continuam a exercer pressão sobre as decisões da região.

*3. O cenário local: a Via Sacra do trabalhador e a pátria "protegida"*

Chegamos à raiz, ao território onde a geopolítica se torna suor, resistência e, também, uma imensa contradição interna que devemos apontar com um espírito autocrítico e um verdadeiro esquerdismo.

Hoje nos encontramos em um país que, após os eventos e o colapso político de 3 de janeiro, vivencia um dos períodos de tensão mais complexos de sua história contemporânea. Uma sensação de controle paira no ar, um peso institucional onde o pleno exercício do poder popular e da democracia comunitária e baseada em assembleias parecem estar paralisados ​​por acordos de fato, pressões internacionais e a lógica do pragmatismo econômico.

Essa realidade política está dolorosamente entrelaçada com a realidade econômica da classe trabalhadora:

*Trabalhadores sem salário, a dor dos bônus:* A renda da classe trabalhadora é fragmentada. A Renda Mínima Abrangente foi estabelecida com base em uma estrutura indexada que gira em torno de *US$ 240*, mas a armadilha capitalista e os efeitos sufocantes do bloqueio impuseram uma fórmula onde *não há salário real, apenas bônus*.

*O impacto na vida diária:* Isso destrói os benefícios sociais, elimina o direito a férias decentes, torna as aposentadorias precárias (mal chegando a US$ 70) e deixa os trabalhadores à mercê de lutas diárias. A vida diária se tornou uma estratégia extrema de sobrevivência: batalhar para pagar as contas, depender de programas de assistência governamental e a ansiedade de ver a inflação acumulada devorar seu fluxo de caixa antes do dia do pagamento.

Não podemos justificar a violação dos direitos históricos da classe trabalhadora unicamente com base no bloqueio criminoso. O bloqueio existe, ataca-nos e é a principal causa do sofrimento nacional, mas a resposta revolucionária jamais poderá ser a adoção de medidas monetaristas ou neoliberais que transferem o fardo da crise para os ombros do trabalhador, enquanto setores de uma nascente burguesia comercial vivem numa bolha de opulência.

*O Desafio da Vanguarda Popular*

A conexão é clara: o imperialismo cria bloqueios e gera crises energéticas globais (o Estreito de Ormuz) para estrangular as finanças públicas da Venezuela. O Estado, sitiado e limitado regionalmente, opta internamente por uma retirada tática e por uma ordem econômica que mina os salários reais e cria uma atmosfera de controle político que sufoca a participação popular.

A solução para esta situação não virá de concessões à direita nem da tutela das elites. A solução deve ser profundamente popular, patriótica e socialista. É hora de reativar as comunidades de base, exigir a restauração de um salário digno, em consonância com o espírito original da Revolução, e lembrar aos líderes que o povo venezuelano resiste não para trocar de senhores, mas para ser definitivamente livre.

*Liberdade para o Presidente Nicolás Maduro e a Deputada Cilia Flores*
*Transferência agora de Ilich Ramírez Sánchez para a República Bolivariana da Venezuela*

*Comuna ou nada! Nós venceremos!*

Coordenadoria Simón Bolívar/Venezuela

sexta-feira, 22 de maio de 2026

A CUBA REVOLUCIONÁRIA * Reinício P. Cavalcante/RJ&outros

A CUBA REVOLUCIONÁRIA

China e Rússia rechaçam acusação dos EUA contra Raúl Castro
Pequim e Moscou condenam processo nos EUA e denunciam interferência contra Cuba em meio à escalada de Washington
22 de maio de 2026, 04:29 h

247 - A China e a Rússia rejeitaram as acusações dos Estados Unidos contra Raúl Castro e denunciaram a interferência contra Cuba em meio à escalada de Washington, segundo informações da Telesur.

A reação internacional ocorreu depois que a Justiça estadunidense acusou formalmente o ex-presidente cubano e general do Exército Raúl Castro Ruz, líder da Revolução Cubana, e outras cinco pessoas, no caso relacionado à morte de quatro indivíduos, entre eles três cidadãos dos Estados Unidos, durante a derrubada de duas aeronaves em 1996. As informações são da teleSUR.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que Pequim se opõe firmemente a “sanções unilaterais ilegais sem fundamento no direito internacional e sem autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas” e à “manipulação abusiva de procedimentos judiciais”.

Segundo o diplomata chinês, os Estados Unidos devem suspender a “ameaça de sanções e ações legais contra Cuba” e deixar de recorrer à “ameaça de uso da força à menor oportunidade”. Guo também declarou que a China “apoia firmemente Cuba na defesa de sua soberania e dignidade nacional e se opõe à interferência estrangeira”.

A Rússia adotou posição semelhante. O embaixador russo em Havana, Viktor Koronelli, classificou as acusações apresentadas contra Raúl Castro nos Estados Unidos como parte da política de Washington para ampliar a pressão sobre a ilha caribenha.
“Essa decisão apenas demonstra o desejo de encontrar pretextos para intensificar as tensões em torno da ilha”, escreveu Koronelli em sua conta no X, antigo Twitter.

Reação de Cuba

O governo cubano acusou Washington de recorrer a manobras judiciais “obscuras” para tentar justificar agressões contra Estados soberanos. O vice-chanceler Carlos Fernández de Cossío afirmou que o amparo dos Estados Unidos “não é a Justiça; seu amparo é o uso do poderio militar descomunal”.

Fernández de Cossío disse ainda que qualquer tentativa de usar a acusação como pretexto para uma ação contra os acusados em Cuba “enfrentará uma resistência feroz do povo cubano”.
O diplomata cubano classificou a acusação contra Raúl Castro e as outras cinco pessoas como “fraudulenta”. Segundo ele, a medida “não tem respaldo legal, nem respaldo político, nem respaldo moral algum”.

Para o vice-chanceler, o caso deve ser interpretado dentro de uma “escalada crescente e agressiva” da Casa Branca contra Cuba ao longo de 2026.
Declaração do Governo Revolucionário

O Governo Revolucionário condena veementemente a desprezível acusação feita pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em 20 de maio e divulgada há várias semanas contra o General do Exército Raúl Castro Ruz, líder da Revolução Cubana.

O governo dos Estados Unidos não possui legitimidade nem jurisdição para realizar essa ação. Trata-se de um ato desprezível e infame de provocação política, baseado na manipulação desonesta do incidente que levou à queda, em fevereiro de 1996, de duas aeronaves operadas pela organização terrorista Brothers to the Rescue, sediada em Miami, sobre o espaço aéreo cubano, cujas repetidas violações do espaço aéreo cubano para fins hostis eram de conhecimento público.

Além disso, o governo dos EUA distorce outras verdades históricas sobre o evento que usa como pretexto. Omite, entre outros detalhes, as inúmeras queixas formais apresentadas por Cuba durante esse período ao Departamento de Estado, à Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) e à Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) a respeito de mais de 25 violações graves e deliberadas do espaço aéreo cubano cometidas pela OACI entre 1994 e 1996, em flagrante transgressão do direito internacional e da própria legislação dos EUA.

Ignora também os avisos públicos e oficiais emitidos pelas autoridades cubanas sobre a inadmissibilidade de tais violações do seu espaço aéreo, bem como as mensagens de alerta transmitidas diretamente ao Presidente dos Estados Unidos sobre a gravidade e as possíveis consequências de tais transgressões.

A resposta de Cuba à violação de seu espaço aéreo constituiu um ato de legítima defesa, protegido pela Carta das Nações Unidas, pela Convenção de Chicago de 1944 sobre Aviação Civil Internacional e pelos princípios da soberania aérea e da proporcionalidade.

Os Estados Unidos, que já foram vítimas do uso da aviação civil para fins terroristas, não permitem e não permitiriam a violação hostil e provocativa do espaço aéreo estrangeiro sobre seu território e agiriam, como já demonstraram, com o uso da força.

A inação do governo dos EUA diante dos alertas emitidos por Cuba na época revelou sua cumplicidade no planejamento e execução, a partir de seu território, de ações violentas, ilegais e terroristas contra o governo e o povo cubano, uma prática recorrente e sistemática desde o triunfo da Revolução até os dias atuais.

É extremamente cínico que essa acusação seja feita pelo mesmo governo que assassinou quase 200 pessoas e destruiu 57 embarcações em águas internacionais do Caribe e do Pacífico, longe do território dos Estados Unidos, com o uso desproporcional da força militar, por supostos vínculos com operações de tráfico de drogas que nunca foram comprovadas, o que qualifica como crimes de execuções extrajudiciais, de acordo com o Direito Internacional, e assassinatos, segundo as próprias leis dos EUA.

Essa acusação espúria contra o Líder da Revolução Cubana soma-se às tentativas desesperadas de elementos anticubanos de construir uma narrativa fraudulenta, num esforço para justificar a punição coletiva e implacável contra o nobre povo cubano, através do fortalecimento de medidas coercitivas unilaterais, incluindo o injusto e genocida bloqueio energético e as ameaças de agressão armada.

Cuba reafirma seu compromisso com a paz e sua firme determinação em exercer o direito inalienável à autodefesa, reconhecido pela Carta das Nações Unidas.

O povo cubano reafirma sua decisão inabalável de defender a Pátria e sua Revolução Socialista e, com a maior força e firmeza, seu apoio irrestrito e inabalável ao General do Exército Raúl Castro Ruz, Líder da Revolução Cubana.

Pátria ou morte, nós venceremos.

Havana, 20 de maio de 2026.

“Ano do Centenário do Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz.”

RAUL CASTRO
As Forças Armadas Revolucionárias de Cuba realizaram, na quinta-feira, um exercício militar envolvendo a operação de armas antiaéreas, em preparação para um possível ataque do regime imperialista dos EUA. 

Os sistemas de radar foram ativados e os sistemas de mísseis terra-ar S-125M1 “Pechora-M1” realizaram exercícios de tiro real contra alvos simulados. 

Recentemente, exercícios de artilharia, o emprego de drones de correção de fogo e preparativos de defesa territorial também foram observados em várias províncias do território cubano.
HÁ QUE CUMPRIR OS IDEAIS DE BOLÍVAR!

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Todo apoio ao comandante Raul Castro: derrotar o imperialismo ianque e seus lacaios em toda a América Latina * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

Todo apoio ao comandante Raul Castro: derrotar o imperialismo ianque e seus lacaios em toda a América Latina!

O criminoso pedófilo Donald Trump, em mais um capítulo de sua ofensiva neocolonial contra os povos do mundo, "indiciou" hoje de forma farsesca, o comandante da revolução cubana, Raul Castro.

Segundo Trump e os agentes do imperialismo, Raul seria responsável por suposta "conspiração" contra os Estados Unidos e pela derrubada de aviões estadunidenses em 1996.

Na ocasião, os aviões tripulados por contra-revolucionarios e mercenários cubanos e estadunidenses, violaram a segurança área da ilha, ao que foram derrubados por jatos cubanos. A ação foi mais um dos inúmeros capítulos da provocação criminosa que o imperialismo americano tem feito contra Cuba e seu povo.

Às provocações mercenárias imperialistas, que ameaçavam a segurança nacional cubana, foram respondidas de forma legítima por suas forças de defesa, como qualquer Estado nacional o faria em tal circunstância.

O que busca Donald Trump e sua anturragem, com o atual factoide, é criar um clima e condições favoráveis para o isolamento de Cuba internacionalmente e uma possível invasão militar, regular ou irregular, contra a ilha.

Tal ação da Casa Branca, do Pentágono e dos falcões assassinos em Washington, é parte da ofensiva neocolonial e fascistóide mundial do imperialismo contra os povos. Os genocidas ianques e seus aliados sionistas, buscam impor uma espécie de "palestinização" contra todos os povos oprimidos, visando pilhar seus recursos naturais, implementar o recrudescimento da super exploração dos trabalhadores e impor regimes de força subordinados a Washington e amigos do sionismo, em todo o mundo, particularmente na América Latina.

É neste contexto que se encaixa o agravamento dessa nova ofensiva criminosa e covarde contra Cuba e contra o comandante Raul Castro. Basta vermos que recentemente foram divulgados áudios gravíssimos envolvendo Juan Orlando Hernández, o fantoche hondurenho, narcotraficante amigo de Trump, Benjamin Netanyahu e Javier Milei; em que deixam claro seu projeto terrorista contra a esquerda e os povos de Nossa América.

É urgente neste grave momento histórico, que os povos de nossa região se unam e se organizem para combater a ofensiva imperialista e seus agentes, inimigos mortais dos nossos povos.

É necessário internacionalizar nossas lutas contra o imperialismo e a extrema direita, na região. Precisamos concretizar de forma real e objetiva, uma frente latinoamericana antiimperialista de lutas.

O heróico povo irmão boliviano nos mostra o caminho. Tem demonstrado verdadeira bravura e espírito de luta no combate revolucionário contra o governo entreguista e criminoso de Rodrigo Paz.

Que seu exemplo e o da revolução cubana, sirvam para impulsionar e dar forças a todos os povos de nossa América.

Defender Cuba e o comandante Raul Castro, é obrigação sagrada para toda pessoa digna no mundo. Convocamos mobilizações em toda a América Latina pela defesa de Raul Castro e de Cuba.

Convocamos a construção de comitês de defesa da revolução cubana em toda a nossa região e a articulação de uma Frente Latinoamericana Antiimperialista.

*Defender Cuba e o comandante Raul Castro até às últimas consequências!
*Pela libertação imediata do presidente Nicolas Maduro e Cilia Flores!
*Fora imperialismo e sionismo da América Latina!
Frente Revolucionária dos Trabalhadores
FRT
SOLIDARIEDADE COMUNISTA COM O COMANDANTE RAUL CASTRO
*

DERROTAR O GRANDE CAPITAL ASSOCIADO AO FASCISMO E AO CRIME ORGANIZADO * Liga Comunista Brasileira/LCB

DERROTAR O GRANDE CAPITAL ASSOCIADO AO FASCISMO E AO CRIME ORGANIZADO
BOZOVORCARO
BOLSOMASTER

Na última semana ações da Polícia Federal confirmaram o que já era sabido. O senador Ciro Nogueira agia como despachante do Banco Master. Em paralelo, aparece o saque que o governo Ibaneis promoveu no Banco Regional de Brasília, como a venda da financeira do banco, se não bastasse as negociatas com o mesmo Master.

Denúncias aparecem por todo o Brasil. Organização social que prestava serviços para o governo goiano acusada de lavar dinheiro para o crime organizado, o presidente do União como sócio oculto de instituições financeiras da Faria Lima, figuras da extrema-direita se acusando mutuamente de roubo, o ex-presidente do Banco Central fazendo lobby nacional e internacional para o Nubank. A lista parece interminável.

O fascismo é um empreendimento econômico. A desregulação promovida pelo sinistro da economia Paulo Guedes foi um salvo-conduto para a corrupção, para a ação do crime organizado e para o cometimento de crimes contra o consumidor e a saúde pública. Vide o recente caso dos detergentes.

O crime se apossou de diversas estruturas governamentais. A terceirização e a privatização possibilitaram a ampliação da atuação do crime organizado, que captura prefeituras e governos estaduais.

O discurso fascista e o chorume neoliberal servem de cobertura para o saque e para o roubo deslavado. É necessário reverter as privatizações e as terceirizações e o Estado assumir diretamente os serviços públicos. Da mesma maneira, mudar o papel das agências reguladoras, tipo Aneel, Anatel e ANP, frequentemente capturadas pelos agentes regulados.

É urgente, também, retomar o controle da política monetária, cambial e sobre o Banco Central, independente do povo e dependente dos maganos do mercado financeiro. Esses objetivos implicam na mudança do caráter do Estado, da sua composição de classe. Os políticos do Centrão e da extrema direita e os dirigentes do Banco Central e das agências reguladoras são representantes do grande capital.

Derrotar o grande capital é uma tarefa da classe trabalhadora, que vai além das disputas eleitorais.
VORCARO BOLSONARO
EPOPEIA VORCARO

sexta-feira, 1 de maio de 2026

1º DE MAIO PROLETÁRIO ANTIIMPERIALISTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

1º DE MAIO PROLETÁRIO ANTIIMPERIALISTA
Hoje como todos os primeiros de maio em nossa ilha revolucionária, o povo saiu às ruas para dizer que mesmo diante da ofensiva do imperialismo, a guarda revolucionária não se renderá!
Tendo como lema deste ano "A Patria Se Defende",
A Revolução Cubana segue viva e resistirá as ameaças e tentativas de estrangulamento de seu povo.
MST
Por um 1º de maio dos trabalhadores, sem ilusões com a burguesia!*

Há mais de um século os trabalhadores têm o 1º de maio como um marco de sua história de lutas, sacrifícios e conquistas. Esse é um dia para relembrar nossa força, nossas batalhas e nossos heróis. Lembrar que só há melhoria nas condições de vida e trabalho para a nossa classe com união, luta e persistência!

Pois nesse mundo em que vivemos, o mundo capitalista, somos a classe explorada e oprimida, aquela que tudo produz, mas vive na miséria de um salário de fome. Um mundo que não serve para nós trabalhadores, um mundo que destrói nossas vidas. Por isso, há séculos também nossa luta é por uma nova sociedade, um novo mundo, sem exploração e opressão.

Nas últimas décadas, esse mundo de exploração vive crescentes contradições, com as potências econômicas disputando agressivamente por seus lucros, capitais e zonas de influência. Nessas disputas, há uma escalada armamentista em todo o mundo, a explosão de guerras cada vez mais violentas, e o retorno de governos e ideologias reacionárias, de extrema direita, assim como foram os nazistas e os fascistas do passado.

Na fábrica, na guerra, na vida, os que mais sofrem são os trabalhadores e os povos oprimidos. São da nossa classe aqueles que morrem aos poucos nas linhas de produção, para garantir o lucro dos patrões; aqueles mandados para as linhas de combate nas guerras, para assegurar o domínio de um ou outro bloco imperialista; além dos homens, mulheres e crianças assassinados cruelmente, como no genocídio executado contra os palestinos pelo Estado sionista e terrorista de Israel.

Portanto, nesse 1º de maio, é preciso lançar um chamado de luta contra o avanço dessa barbárie, feita de exploração e guerra, pelo fim desse mundo capitalista, que significa para nós mais morte e destruição. Ao mesmo tempo, nos colocamos ao lado daqueles que resistem, dos trabalhadores que se levantam contra a exploração e dos povos que reagem às agressões imperialistas, como o heroico povo palestino e mais recentemente a população e a resistência no Irã e no Líbano.

Toda essa conjuntura impacta de forma específica o Brasil. Mais recentemente, estamos vivemos mais um choque de inflação por causa de mais uma guerra, que ameaça fazer crescer a carestia. A piora do cenário externo pode também piorar a atual desaceleração da economia nacional: e isso se reverterá no aumento do desemprego, mais informalidade etc. Sem contar países vizinhos ao nosso sofrendo agressões e intervenções diretas do imperialismo dos EUA.

Há anos, governo após governo, avança a integração subordinada do Brasil na divisão internacional do trabalho, agora não apenas submisso ao imperialismo euro-atlântico, liderado pelos EUA. Cada vez mais, há a presença em nosso país da potência capitalista chinesa, maior produtora de manufaturados e exportadora de capital do mundo, em disputa pela hegemonia global com o imperialismo estadunidense. Em meio a isso, as condições de vida, a devastação da natureza e as expectativas das massas só pioram em nosso país. Pela fraqueza política e de organização da nossa classe, em vez de conseguirmos revidar a esse quadro, estamos sofrendo uma verdadeira ofensiva burguesa, que tem arrancado muitas conquistas.

Em mais um ano eleitoral, querem enganar os trabalhadores, dizendo que a solução virá de algum dos grupos políticos que representam objetivamente os interesses dos patrões, das classes dominantes. Mas é mais um engodo: nas questões centrais, como a política econômica, há uma unidade entre todos os principais candidatos. Suas diferenças estão apenas na forma com a qual pretendem garantir esses interesses burgueses e imperialistas por aqui: se com maior repressão e fascistização, ou com cooptação e enrolação. Se mais integrados ao imperialismo dos EUA ou aos interesses da China. E por aí vai.

A classe operária e demais trabalhadores não podem cair nessa armadilha de confiar às facções burguesas a solução dos nossos problemas ou nossas bandeiras de luta. Devemos, mesmo que se trate de uma luta a longo prazo, retomar nossos princípios na luta de classes e lutar a partir deles. Lutar do nosso ponto de vista, e sempre a partir de nossas demandas concretas e interesses fundamentais. 

O caminho é persistir na organização e na elevação da capacidade de combate de nossa classe – nos locais de trabalho, moradia, estudo etc. Isso serve tanto para obter reformas parciais e imediatas como para afirmar nossos objetivos estratégicos: a classe trabalhadora no poder e o socialismo!

*VIVA A LUTA DOS TRABALHADORES!*

ENCONTRO COMUNISTA
Brasil, 1° de maio de 2026
*
ORIGEM DOS DIREITOS SOCIAIS
ORIGENS DO 1º DE MAIO

Querida família cubana, meu belo povo do mundo:

TODOS ATÉ 1º DE MAIO MARÇO

Esta é uma mulher #cubana falando, que ama esta terra, que se orgulha de sua #Revolução e que acorda todas as manhãs com a certeza de que viver aqui, mesmo não sendo fácil, é um PRIVILÉGIO que ela não trocaria por NADA no mundo. E é justamente esse ORGULHO que me leva a compartilhar algumas reflexões com vocês, do fundo do coração, poucos dias antes desse dia sagrado para os trabalhadores: o #DiaDoTrabalhador.

Você e eu sabemos o que significa acordar cedo, trabalhar arduamente nos campos, nas fábricas, nos hospitais, nas escolas. Sabemos o que significa fazer o salário render, ser criativo, resolver problemas, criar do nada, porque o bloqueio nos sufoca, mas não nos afogará. Esse inimigo implacável — o império ianque — vem tentando nos destruir incessantemente há mais de 65 anos. Com seu cruel bloqueio econômico, com aquela ordem executiva de 29 de janeiro que agora inclui um bloqueio energético, eles pretendem extinguir nossa luz, parar nossos motores e nos fazer render pela fome e exaustão. Mas eles não nos conhecem!

Por isso, a Confederação dos Trabalhadores Cubanos (CTC) nos convoca neste Dia do Trabalhador de 2026, sob uma ideia que comove nossas almas: "A Pátria está sendo defendida". E não se trata de qualquer defesa: é a defesa de Maceo quebrando a folha de palmeira em Baraguá, recusando-se a aceitar a paz sem independência. É a defesa de Martí em seus "Novos Pinheiros", clamando pela união de várias gerações. É a defesa de Fidel naquele Dia do Trabalhador de 2000, alertando-nos que a Revolução se defende com ações.

Este Dia do Trabalhador não é apenas um desfile ou um evento. É um DIREITO que temos como trabalhadores e como povo: o direito de exigir uma vida digna, de dizer ao mundo que não aceitaremos mais sanções, que NÃO QUEREMOS GUERRA, que o bloqueio é um CRIME contra a humanidade e que NÃO viveremos de joelhos. Ir às ruas nesse dia é gritar: "Basta de sufocamento! Cuba vive, Cuba luta, Cuba cria!"

A CTC nos convida a celebrar com razão, sim, porque a escassez nos ensinou a fazer mais com menos. Mas também com alegria, porque a esperança é inegociável. Eles nos pedem para estarmos presentes em cada local de trabalho, em cada bairro, em cada município, em cada província. Da usina termelétrica que luta para manter as luzes acesas, da fábrica que nunca para, da sala de aula onde o futuro está sendo moldado, do consultório médico que salva vidas… cada trincheira é válida para defender o que construímos com suor e DIGNIDADE.

E quero lhes dizer algo, do fundo do meu coração: unir-nos neste Primeiro de Maio não é fanatismo nem dogma. É CONVICÇÃO. É olhar nos olhos dos nossos filhos e dizer-lhes: "Não nos renderemos". É lembrar dos nossos amigos que nos apoiam em todo o mundo — e a eles agradecemos do fundo do coração — porque compartilham o nosso destino sob uma ameaça militar real. Mas essa ameaça não nos aterroriza; ela nos fortalece. Como diz o verso imortal: Morrer pela pátria é viver.

Então, convido todos vocês: o trabalhador rural, o operário, o professor, o cientista, o artista, o aposentado que dedicou a vida ao serviço, o jovem que se pergunta o que fazer. Saiamos às ruas no Dia do Trabalho com as cores vibrantes da nossa bandeira. Saiamos para romper o silêncio, para demonstrar que unidos somos invencíveis. Porque neste ano de 2026, no centenário de Fidel, sob a liderança do nosso Partido e do nosso amado Presidente Díaz-Canel, os trabalhadores cubanos proclamarão mais uma vez em alto e bom som:

Pátria ou morte! Nós venceremos!

Nos vemos no Dia do Trabalho, nas ruas, de mãos dadas, mostrando que a dignidade não pode ser bloqueada. Viva a Revolução Cubana! Viva o proletariado do mundo!

Com todo o AMOR desta cubana que acredita em sua pátria.

Yuni De Cuba 
PRIMEIRO DE MAIO PALESTINO

Trabalhadores do mundo, povos livres e nações emergentes: Unam-se contra o imperialismo americano e o fascismo israelense!
No Dia Internacional dos Trabalhadores, 1º de maio de 2026, a Frente Democrática para a Libertação da Palestina fez um apelo aos trabalhadores, povos livres e nações emergentes do mundo para que se unam contra o brutal imperialismo americano e o fascismo israelense, em sua aliança nefasta para incitar guerras em todo o globo, semear o caos e a instabilidade, saquear as riquezas das nações, desmantelar e reestruturar seus sistemas políticos e empregar a força fascista para alcançar seus objetivos coloniais. Isso inclui o retorno aos métodos bárbaros dos séculos passados, a violação do direito internacional, a desestabilização de instituições e organizações internacionais e a fabricação de alianças e estruturas alternativas. Essas ações ameaçam a paz mundial, privam os povos do seu direito de construir seus próprios Estados nacionais e economias independentes e impedem o desenvolvimento de suas capacidades e potencial para formar as futuras gerações. Isso leva à destruição do que milhões de trabalhadores construíram com suas mãos e mentes, ao empobrecimento de nações e à destruição da civilização, para serem substituídas por políticas de discriminação. Racismo, opressão de classe, uma cultura de selvageria, genocídio, o desperdício do potencial humano e dos recursos naturais a serviço da destruição, a disseminação de doenças e epidemias e a ameaça ao futuro do planeta.
A Frente Democrática declarou: O que está acontecendo na Palestina talvez exemplifique as atrocidades cometidas pela brutal aliança americano-israelense, que infligiu destruição generalizada à Faixa de Gaza, incluindo a destruição de seus sistemas de saúde, ambiental, educacional e alimentar. Trata-se de uma tentativa de fazer a Faixa retornar à Idade da Pedra e apagar sua existência do mapa por meio de uma guerra genocida que já ceifou a vida de mais de 80.000 vítimas, das quais 70% são crianças, mulheres, lactantes e gestantes. A guerra também resultou em mais de 180.000 feridos e lesionados, dos quais mais de 18.000 correm risco de morte devido à falta de tratamento médico necessário. Essa situação é agravada por um cerco contínuo que tornou o espectro da fome uma ameaça constante aos sobreviventes da guerra, cuja própria existência em suas terras ainda está ameaçada por projetos de deslocamento em massa.

A guerra genocida e a destruição da natureza na Faixa de Gaza obliteraram o que os trabalhadores, o povo e os intelectuais da Faixa construíram com suas mãos, mentes e iniciativas, munidos de uma cultura civilizada que, em sua própria presença, condena a cultura fascista de Israel, que prospera na força — a força da morte, da destruição e do extermínio de outros, e da pilhagem de suas terras, como está acontecendo na Faixa de Gaza, no sul do Líbano, no sul da Síria e nas Colinas de Golã ocupadas.
A Frente Democrática afirmou em sua declaração: Na Cisjordânia, a natureza brutal e fascista do projeto israelense também se manifesta claramente na fome que assola mais de 250.000 trabalhadores palestinos, que vivem em um estado de desemprego mortal, e na pilhagem das receitas alfandegárias, privando o povo palestino delas. Isso levou a graves danos à economia palestina e a repercussões mortais sobre dezenas de milhares de trabalhadores, diaristas, pessoas com renda limitada e a grande maioria dos empregados, culminando na ameaça de colapso do sistema bancário na Cisjordânia.
A Frente Democrática enfatizou que o cenário palestino apresenta um quadro extremamente claro, resumindo o conflito global em curso entre a aliança do brutal imperialismo americano e do fascismo israelense, de um lado, e os povos em ascensão que aspiram a desenvolver sua identidade nacional, cultura, civilização e democracia, e que lutam por segurança, estabilidade e prosperidade, e para construir um futuro brilhante para toda a humanidade, do outro.
Neste contexto, a Frente Democrática renova seu apelo aos trabalhadores do mundo, aos seus povos livres e às suas nações emergentes para que se unam contra o brutal imperialismo americano e o fascismo israelense em frentes globais, tanto populares quanto oficiais, para confrontar a limpeza étnica, a discriminação racial e as políticas de imposição de cercos a povos como ferramentas para alcançar objetivos coloniais. Apela também à oposição a guerras e atos de hostilidade, e à salvaguarda dos direitos legítimos dos povos à liberdade, à autodeterminação e ao estabelecimento de seus Estados nacionais, bem como ao usufruto de seus recursos e riquezas nacionais sob a égide da justiça social e da democracia, e com respeito pelas civilizações e culturas alheias.
Central Media
30 de abril de 2026
FRENTE DEMOCRÁTICA DE LIBERTAÇÃO DA PALESTINA
FDLP

PARTIDO COMUNISTA DA BOLÍVIA
HORA DO PEÃO
*A imprensa capitalista diz que é Dia do Trabalho*
*Partidos social-democratas dizem que é motivo de celebração*
*❝ Mas o proletariado consciente sabe que o 1º de maio é o Dia Internacional dos Trabalhadores, em memória dos trabalhadores anarquistas assassinados em 1887 por lutarem pela jornada de trabalho de oito horas e desejarem a anarquia e a igualdade social.❞*
A HISTÓRIA DO 1° DE MAIO – OS MÁRTIRES DE CHICAGO
(Ernesto Germano Parés)
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O século XIX marcou a grande arrancada do sistema capitalista e o grau de exploração sobre os trabalhadores atingia uma violência inigualável. A “Revolução Industrial”, o surgimento das primeiras máquinas e o aparecimento das fábricas levavam milhões de seres humanos a uma situação de extrema submissão ao capital.
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Era comum o trabalho de crianças, mulheres grávidas e trabalhadores em jornadas que duravam até 18 horas diárias, sem interrupção!
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Os primeiros movimentos pela redução da jornada de trabalho começaram na Inglaterra, ainda na década de 1820, e foram se espalhando pela Europa. Posteriormente chegaram aos EUA e Austrália.
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Em 1886, em Chicago, os operários estadunidenses que já haviam acumulado experiência com várias mobilizações pela redução da jornada para 8 horas diárias resolveram que estava na hora de começar as grandes ações. Em 1° de maio de 1886 teve início a Greve Geral que contou com a adesão de mais de um milhão de trabalhadores em todo o território americano. Pensem nisto: um milhão de trabalhadores parados, em pleno século XIX!
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Isto incomodou muito ao sistema e os patrões resolveram usar todos os artifícios para impedir que a Greve se ampliasse ainda mais. A repressão, já no primeiro dia, foi violenta e não poupava ninguém. Centenas de trabalhadores foram espancados e presos, mas o movimento ganhava mais força. No dia dois, uma grande passeata tomou conta das ruas de Chicago e os trabalhadores carregavam cartazes e faixas reivindicando a jornada de 8 horas.
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A polícia não dormiu. A repressão se tornou ainda mais violenta e, no dia quatro, quando estava marcada uma grande assembleia na Praça Haymarket, uma bomba explodiu no meio da multidão matando dezenas de trabalhadores e ferindo mais de 200 pessoas, inclusive alguns policiais.
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Oito líderes do movimento foram presos, acusados de haver provocado o tumulto, e julgados: Alberto Parson, tipógrafo (39 anos); August Spies, tipógrafo (32 anos); Adolf Fischer, tipógrafo (31 anos); George Engels, tipógrafo (51 anos); Ludwig Lingg, carpinteiro (23 anos); Michael Schwab, encadernador (34 anos); Samuel Fielden, operário têxtil (39 anos); Oscar Neeb, (?). Os quatro primeiros foram condenados à morte e enforcados no dia 11 de novembro de 1887. Os demais foram condenados à prisão perpétua. Ludwig Lingg suicidou-se na cadeia.
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A luta dos trabalhadores estadunidenses, no entanto, não parou aí. Centenas de outros movimentos ocorreram e, em 1890, o Congresso dos EUA votava a Lei que estabelecia a jornada de 8 horas diárias.
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Em 1893, a Justiça dos EUA reabriu o processo contra os oito operários e ficou comprovado que todas as provas apresentadas durante o julgamento haviam sido forjadas e que a bomba havia sido colocada pela própria polícia para incriminar os manifestantes. Foi reconhecida a inocência dos condenados e os três operários que ainda estavam na cadeia foram libertados.
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Nos EUA, até hoje, não se comemora o 1° de Maio. Canadá, Austrália e EUA são os únicos países que não comemoram a data.
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AS COMEMORAÇÕES DO 1° DE MAIO
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Em 1889, reunidos em Londres, representantes de centenas de entidades de trabalhadores aprovaram uma resolução: que em todos os países, em todas as cidades, os trabalhadores lutem pela redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e que se consagrasse o 1° de maio de cada ano a esta luta (em memória do ocorrido no 1° de maio de 1886, em Chicago).
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No Brasil - 1894 - em Santos, no 1° de Maio, o Centro Socialista realiza palestra e debate. Alguns autores consideram a primeira comemoração da data, no Brasil.
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1900 - em 25/09, fundado em São José do Rio Pardo (SP) o Clube Democrático Socialista Os Filhos do Trabalho. O manifesto do Clube para o 1° de maio de1901 foi escrito pelo socialista Euclides da Cunha que dizia ser necessária “a reabilitação do proletariado, pela exata distribuição da justiça, cuja fórmula suprema consiste em dar a cada um o que cada um merece, abolindo-se os privilégios quer de nascimento, quer de fortuna, quer da força.”
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1906 - o 1° de maio foi comemorado em várias cidades. Em São Paulo, o Sindicato dos Gráficos uniu-se a outros sindicatos para realizar apresentações teatrais, em vários teatros da cidade. No Rio de Janeiro houve comemoração em praça pública. Em Santos houve comemoração, mesmo com uma violenta repressão enviada pelo governo (navios de guerra ancoraram no porto para intimidar). Em Campinas, surgiu o primeiro número do jornal A Voz Operária.
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1907 - o 1° de maio foi comemorado em todas as grandes cidades brasileiras e marca o início da luta pela jornada de 8 horas em nosso país.
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1909 - o número 10 do jornal A Voz do Trabalhador (1° de maio de 1909) publicava, pela primeira vez no Brasil, a letra do hino A INTERNACIONAL, composto por Pierre Degeyter e Eugène Pottier, em 1871, e que já virara o hino das comemorações do 1° de maio na Europa (junto com a bandeira vermelha usada pelos operários de Paris).
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1929 - Em 1° de Maio é criada a Confederação Geral dos Trabalhadores que, em março do ano seguinte, promove um Congresso de Agricultores e inicia a fundação de Sindicatos Rurais.
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É a partir dos primeiros anos da década de 40 que o governo passa a assumir as comemorações do 1° de maio e a transformar o dia de luta (pela jornada de 8 horas diárias de trabalho e de outras resistências para os trabalhadores) em festas com futebol de graça, shows com artistas e bailes para desviar o sentido das comemorações. O “Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora” passou a ser usado para iludir o próprio trabalhador.
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1968 – Já na ditadura militar, no 1º de maio, estudantes e trabalhadores se unem para organizar o Dia do Trabalhador. O Governador de São Paulo, Abreu Sodré, alimentava o sonho de suceder Costa e Silva e resolve se promover, autorizando o ato e mandando construir um palanque. Ao chegar à praça, com sua comitiva, é recebido com pedradas e palavras de ordem contra a ditadura, fugindo do local. Os manifestantes queimam o palanque oficial e saem em passeatas pelas ruas da capital.
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1981 - A bomba do Riocentro - A comemoração do 1° de maio, organizada pelo Centro Brasil Democrático (Cebrade), seria realizada no pavilhão do Riocentro. Cerca de 20.000 pessoas já se encontravam no local e aplaudiam um show da Elba Ramalho, quando todo o local foi sacudido por uma explosão. No estacionamento do pavilhão, perto da casa de força do Riocentro, uma bomba explodiu dentro de um carro Puma com dois oficiais do exército. O caso, até hoje, não tem explicação, e os ministros militares anunciaram, na época, que os militares é que teriam sido alvos de um atentado.
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Um 1° de Maio marcante - Quando os metalúrgicos do ABC (São Paulo) entram em greve, em abril de 1980, o movimento já tinha algo de diferente, antes mesmo de começar. O adesivo que convocava para a Assembleia era claro: "Chegou a hora! Vamos matar nossa sede." Por seu lado, o governo anunciava sua determinação de reprimir e lembrava que o sindicato já sofrera intervenção em 1979. A Assembleia do dia 30 de março, um domingo, votou pela greve. O movimento começou, e todos sabiam que seria longo e difícil. Um "Comitê de Solidariedade" foi criado e contava com setores da Igreja católica, associações de moradores e setores da esquerda. No dia 17 de abril, às 18:30 h, o Ministro assina o decreto, determinando a intervenção no Sindicato e afastando a diretoria. No dia seguinte, helicópteros do exército sobrevoavam São Bernardo, enquanto tropas da Polícia Militar, com carros "brucutus" e policiais da temida ROTA (polícia do Estado de São Paulo) cercavam o Sindicato. Do outro lado, o movimento ia crescendo e conquistando todo o descontentamento popular contra o regime. A Associação Brasileira de Imprensa, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Comissão de Justiça e Paz e centenas de outras entidades e organizações passam a apoiar e mostrar adesão a uma greve iniciada pelos peões do ABC. O 1° de Maio foi comemorado em São Bernardo (eu estive lá) por lideranças de todo o país, mesmo com a sede do Sindicato fechada e sob intervenção. A greve continuava!
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Uma bomba no Memorial No dia 1° de maio de 1989, em Volta Redonda (Rio de Janeiro), os metalúrgicos da Companhia Siderúrgica Nacional - CSN - inauguraram o Memorial projetado por Oscar Niemeyer em homenagem aos três metalúrgicos assassinados pelo exército durante a greve de novembro (09/11/1988). A Central Única dos Trabalhadores - CUT - havia indicado a cidade de Volta Redonda como a sede da comemoração oficial do 1° de maio, e caravanas de trabalhadores chegavam dos Estados próximos para a homenagem. A inauguração do Memorial foi presenciada por cerca de 20 mil trabalhadores que lotaram a praça e as ruas próximas. Na madrugada seguinte, dia 02, por volta das três horas, Volta Redonda acordou com o Barulho de uma explosão... Na praça, centenas de pessoas atraídas pelo barulho olhavam para o Memorial tombado por duas bombas de alto poder explosivo!
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