domingo, 26 de abril de 2026

FIM DA ESCALA 6X1 JÁ! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

FIM DA ESCALA 6X1 JÁ!
*Descansar não é luxo é direito de quem trabalha.*

Enquanto a gente se desgasta todos os dias, tem deputado ganhando R$ 46 mil pra trabalhar só 3 dias por semana. Isso não é justo.

Promessa a gente já ouviu demais. Agora é hora de agir: *FIM DA ESCALA 6x1 JÁ!*

Não deixa esse vídeo parar aqui. Compartilha nos grupos, pressione quem decide e ajuda a fazer esse tema chegar mais longe.

_Bora sextar espalhando essa ideia?_
Já tem até *abaixo-assinado* rolando, participe:
APOIO
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
FRT

sábado, 25 de abril de 2026

TERRABRAS JÁ! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

TERRABRAS JÁ!
Abaixo-assinado em apoio à criação da Terrabras.
ASSINE: Pelo apoio à criação da Terrabras

Terrabras já! Em defesa da soberania do Brasil
As terras raras (um grupo de 17 elementos químicos, como neodímio, lantânio e cério) são essenciais para tecnologias modernas — desde celulares e turbinas eólicas até veículos elétricos, radares e sistemas militares. Por isso, têm um peso econômico, tecnológico e geopolítico enorme.

O Brasil possui algumas das maiores reservas de terras raras do mundo. Temos um grande potencial para nos tornarmos um importante ator no mercado global de terras raras. No entanto, é preciso investir em pesquisa, refino e indústria.

É o momento de decidir se vamos permitir que empresas estrangeiras venham aqui e extraiam os minerais e o Brasil seja apenas um fornecedor de matéria-prima para países ricos, ou se vamos transformar esse potencial em poder econômico e estratégico real.

Esse debate ganhou ainda mais relevância com o anúncio de que a USA Rare Earth, empresa dos Estados Unidos, comprou a mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, Goiás, que opera a Mina de Pela Ema, rica em elementos de terras raras.

Diante disso o deputado federal e líder da bancada do PT na Câmara, Pedro Uczai, apresentou o Projeto de Lei 1754/2026, que busca proteger as riquezas estratégicas do país e cria a Terrabras, uma empresa pública destinada a gerir minerais críticos e estratégicos e garantir a soberania nacional sobre esses recursos.

A proposta cria um regime de partilha da produção mineral, semelhante ao adotado no pré-sal, onde a União passa a ser sócia direta da exploração, recebendo um percentual de participação, que pode variar entre 10% e 80%. O projeto estabelece ainda mecanismos para estimular a industrialização no país, exigindo conteúdo nacional, incentivando o beneficiamento dos minerais em território brasileiro e reduzindo a exportação de matéria-prima sem valor agregado.

Enquanto isso, Hugo Motta quer acelerar a votação do Projeto de Lei que versa sobre a regulação e exploração do setor de minerais estratégicos do Brasil (PL 2780/2024), que não garante a soberania e controle nacional sobre esses recursos.

Por isso, em defesa da soberania e do futuro do Brasil, nós assinamos pela criação da Terrabras, que impulsione a industrialização, o desenvolvimento tecnológico, a soberania e a segurança estratégica.
*

quinta-feira, 23 de abril de 2026

OCUPAR AS RUAS PELO FIM DA ESCALA 6 X 1 * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA / LCB&Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

OCUPAR AS RUAS PELO FIM DA ESCALA 6 X 1 

A classe trabalhadora brasileira trava hoje uma das suas mais importantes batalhas. O fim da escala 6 x 1 com redução da jornada de trabalho e sem redução do salário, caso conquistada, representará uma das mais importantes conquistas da sua história.

Em pesquisa recente feita pelo Datafolha, em março, 71% dos entrevistados aprovam o fim da escala 6 x 1. Em 2024, quando aconteceram as primeiras mobilizações pela pauta, o índice de aprovação era de 64%. Mesmo sem terem ocorrido gigantescas manifestações em sua defesa, o fim da escala 6 x 1 sempre foi muito bem acolhido pelo povo.

Aqui reside o grande paradoxo da luta contra a escala 6 x 1. É inegável o apoio popular por essa causa. Quem participou de ações de massa como mobilizações e panfletagens pode notar a recepção positiva e a expectativa do povo pelo fim da escala.

Contudo, refletindo ao mesmo tempo as dificuldades organizativas enfrentadas atualmente pela classe trabalhadora, faltou à luta contra a escala 6 x 1 grandes manifestações populares em seu apoio. Essa debilidade facilita a reação dos patrões, através dos seus deputados no Congresso, em deturpar o projeto original.

O primeiro Projeto de Lei contra a escala 6 x 1, da deputada Erika Hilton (PSOL/SP), apontava para uma escala 4 x 3 com redução da jornada para 36 horas semanais sem redução dos salários. Só agora, com a necessidade de apresentar uma pauta popular que o alavanque nas pesquisas eleitorais, o presidente Lula enviou ao Congresso um Projeto de Lei com Urgência Constitucional. Ele implanta uma escala de 5 x 2, com redução da jornada para 40 horas semanais e sem redução dos salários.

O Projeto fica aquém do Projeto de Lei de Érika Hilton. Há quem possa justificar a cautela, alegando (como sempre) a falta de correlação de forças. Temos exata noção das dificuldades de se avançarem pautas populares no Congresso.

Todavia, ao apresentar uma proposta rebaixada, o governo diminui a margem para negociação. Com isso, o Congresso pode parir uma proposta ainda mais rebaixada, neutralizando os efeitos benéficos do fim da escala 6 x 1.

Para evitar potenciais deturpações no sentido original do Projeto, tornando-o inócuo, é urgente o movimento sindical convocar o povo à luta. Sem pressão das ruas, um Congresso dominado por inimigos do povo pode até acabar com a escala 6 x 1, mas vai manter a jornada de 44 horas semanais, ou exigir algum tipo de contrapartidas aos patrões na forma de isenções fiscais ou desoneração de recolher o INSS.

É preciso transformar o 1º de Maio, dia do Trabalhador, em um momento de mobilizar o povo pelo fim da escala 6 x 1 com redução da jornada sem redução dos salários. É preciso criar meios de transformar o apoio passivo a essa pauta, em um apoio ativo. Com pressão nas ruas, podemos botar a faca no pescoço do Congresso. Na luta de classe, para conquistar até mesmo conquistas mínimas, o capital e seus políticos só entendem a linguagem da força.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA / LCB
Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

quarta-feira, 22 de abril de 2026

RETOMAR O 1º DE MAIO DE LUTA SOCIALISTA E ANTIIMPERIALISTA! * FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT*PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB

 RETOMAR O 1º DE MAIO DE LUTA SOCIALISTA E ANTIIMPERIALISTA!

Há quase 140 anos do histórico levante proletário em Chicago em 1886, quando os trabalhadores, organizados e municiados por uma profunda consciência de classe e dos seus interesses para si, em brava e heróica batalha contra as forças do capital, tiveram seus históricos mártires assassinados covardemente pelas forças de repressão da burguesia. Da qual daí em diante foi instituído pela Segunda Internacional, o Primeiro de Maio como data mundial do proletariado.


Após quase 140 anos desse combate histórico de nossa classe, nos encontramos num período cuja principal característica seja o avanço da contra-revolução burguesa em praticamente todos os países. Particularmente desde o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim no crepúsculo do século passado, o capital não sessou uma vasta ofensiva econômica, política e ideológica contra o proletariado e seu programa científico de emancipação histórica: o marxismo.


As ideologias vulgares que pregavam o "fim da história"; o "empreendedorismo"; o identitarismo anti-classista; o politicismo e conciliação com o inimigo de classe; o conformismo e resignação com o presente, marcado pelo "congelamento" histórico, etc., não passam de artimanhas estratégicas e táticas da burguesia mundial e seus meios de propagação de mentiras e irracionalismo, visando arrefecer a fé dos trabalhadores no socialismo e na sua própria emancipação dos grilhões da sociedade de classes.

 

Em compasso com os ataques econômicos e sociais contra as conquistas históricas que o proletariado arrancou da burguesia no último século de duras batalhas, vemos uma verdadeira ofensiva ideológica e cultural por parte do imperialismo, visando um vasto entorpecimento de seu antagonista histórico para assim, quebrar suas perspectivas revolucionárias como forma de garantir a perenidade e sobrevida do regime capitalista em sua fase senil, marcada por crises cada vez mais recorrentes e de grande duração, ameaçando mesmo a própria humanidade.

 

Em todo o mundo governado pelo modo de produção capitalista, temos visto o desmonte dos mecanismos de proteção dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas e o chamado "Estado de bem estar social" (onde existiu) tem sido radicalmente suprimidos; o nível econômico e social das classes trabalhadoras em todo o mundo não param de cair.

 

Na verdade entramos na era da superexploração do trabalho como um fenômeno mundial. As seguidas revoluções tecnológicas e informacional criou uma massa crônica de desempregados e seres humanos "supérfluos" pela ótica do capital e que não podem mais serem inseridos produtivamente no mundo das mercadorias cada vez mais mercantilizado e fetichizado. Para essa massa humana "sobrante"--um verdadeiro exército de reserva utilizado para aviltar os salários e condições de trabalho dos que ainda labutam--a "saída" burguesa é cada vez mais a repressão e extermínio malthuziano.

 

Nessa esteira, a chamada "composição orgânica do capital" como bem o conceituou Karl Marx, atua como um verdadeiro pêndulo contra a taxa de lucros do capital, obrigando seus servidores (a burguesia e seus agentes, sim, servidores de sua criatura) a recorrerem a um padrão de reprodução do capitalismo mundial francamente destrutivo, selvagem e incontrolável, que põe mesmo como horizonte a destruição da civilização como a conhecemos.

 

As guerras e o capital: uma relação de mão dupla

 

Com o alastrar da decadência capitalista, o recrudescimento das guerras de baixa e alta intensidade, tornaram-se algo corriqueiro, mesmo banal.

 

Neste século atual por exemplo, tivemos as guerras de tipo neocolonial por parte do imperialismo contra o Afeganistão, Iraque, Haiti, Líbia, Síria, Ucrânia (guerra por procuração do imperialismo ianque contra a Rússia), Iêmen, Palestina, etc. Também os golpes de Estado de novo tipo pela vida das revoluções coloridas e guerras híbridas, tem se tornado constantes e diversos países já foram ou estão sendo vítimas dessa forma de ataque encoberto, por parte das forças imperialistas e seus fantoches.

 

A instabilidade política promovida pela CIA contra governos populares e/ou nacionalistas também é algo que avança nessa época marcada pela crise geral do capitalismo, que exige de forma imperiosa ao grande capital, colonizar e impor sua agenda destrutiva em todo o mundo: diante de sua fase senil, o Globo terrestre já se tornou demasiado pequeno para o capital e seu caráter ontológico expansionista.

 

Daí a necessidade cada vez mais premente por parte do grande capital em controlar com mãos de ferro as fontes energéticas, de matéria prima, os mercados e o assalto aos Estados nacionais. Uma nova redivisão do mundo e da divisão mundial do trabalho, está em andamento; em tal movimento tectonico, o que o grande capital imperialista impõe aos povos da periferia capitalista é uma ainda maior subalternidade, agravando sua crônica relação de dependência e subdesenvolvimento.

 

Em suma, o preço pago pela humanidade com a perenidade até o presente do modo de produção capitalista tem sido alto demais. O próprio desenvolvimento histórico e das forças produtivas internacionalmente já estabeleceram as condições objetivas necessárias para a superação do regime burguês e para a construção do socialismo.

 

Os trabalhadores e os povos oprimidos resistem

 

O proletariado mundial embora ainda confuso, disperso e cambaleante diante da atual correlação desfavorável, resiste como pode. Vimos desde a última década importantes movimentos de luta dos trabalhadores em diversos países, sobretudo em nossa América latina. Os trabalhadores venezuelanos, bolivianos, equatorianos, chilenos, peruanos, haitianos e colombianos por exemplo, tem protagonizado ou protagonizaram nos últimos anos, importantes e heróicas lutas contra as forças da extrema direita, das tentativas golpistas e do imperialismo em seus países.

 

O povo palestino tem dado lições históricas a seus irmãos trabalhadores do mundo, através de sua gigantesca resistência armada contra os genocidas sionistas que comandam o facínora Estado de Israel e seus patrões imperialistas da Casa Branca. Embora o gigantesco tributo pago com o sangue sagrado de seus mártires, a resistência militar palestina impõe duríssimo revés ao sionismo, causando mesmo a desmoralização histórica mundial do Estado sionista e uma crise existencial de Israel.

 

Na África negra, seu valente povo derrotou o colonialismo francês, causando uma séria desmoralização e crise política profunda no interior dessa pátria imperialista decadente.

 

Os exemplos de brava resistência dos povos trabalhadores iemanita e haitiano, que nas mais desfavoráveis condições resistem e lutam bravamente contra seus exploradores e opressores internos e o imperialismo, deixa valiosa lição para o proletariado mundial.

 

Fortalecer um pólo revolucionario e antiimperialista internacional

 

A condição mais essencial do momento, é estabelecer uma frente internacional de lutas dos trabalhadores contra as forças do imperialismo. O atual período histórico se caracteriza pela ofensiva da burguesia e pela contra-revolução no mundo.

 

É imprescindível para as organizações de vanguarda dos explorados ter bem claro as forças que se batem, a correlação entre as classes antagônicas, para daí tirar as conclusões estratégicas e táticas do atual período. Uma das principais constatações a se considerar no momento é o fato de que as forças revolucionárias e de vanguarda da classe se encontrarem numa grave situação de fragmentação, divisão e sem protagonismo no interior das massas. E isso em todo o mundo.

Fortalecer as organizações dirigentes no interior de cada país é passo essencial para a retomada de uma agenda revolucionária e socialista que volte a hegemonizar as parcelas mais esclarecidas dos trabalhadores. Por outro lado, fortalecer um bloco revolucionário e antiimperialista internacional é sem dúvida uma das tarefas mais importantes do momento.

 

Em sua fase de deslocamento permante pelo mundo, o capital cada vez mais internacionalizado põem na defensiva qualquer estratégia ou tática puramente nacional dos trabalhadores. Daí ser imprescindível mais do nunca, organizar o combate internacional sistemático contra a burguesia, que tem no imperialismo seu chefe de fila no mundo.

 

Portanto, fortalecer uma frente internacional antiimperialista deve ser no momento uma das questões táticas centrais do proletariado mundial e seus aliados.

 

O grave impasse em que vive a humanidade, deixa bem claro que o capitalismo entrou em uma fase de potêncial destrutivo sem precedentes. As saídas reformistas que buscam reformar ou mesmo humanizar o regime do capital, estão barradas. A contra-revolução neoliberal, a atual escalada de guerras e golpes de Estado em todo o mundo, são as provas dessa verdade histórica. A revolução socialista é neste caso não só de uma atualidade indiscutível, como também, e mais importante, a garantia de sobrevivência da própria humanidade.

 "PRIMEIRO DE MAIO NÃO É PARA FESTEJO!


Grupos da alta cúpula:
De grupos empresarial;
Conhecendo a luta;
Da classe operária;

E o parque; do dia do trabalhador:
Primeiro de maio;
Não e dia de festejo;
É data, para protestar!

Lembrando a, barbara chacina;
Praticada em Chicago;
Nos Estados Unidos;
Pelos empresários;

Que capturando, mataram:
Esquartejando os corpos,
Dos líderes operarios;
Deixando os corpos em pedaços;

Pendurados em postes:
Para servir de exemplo;
Aos que apostem;
Duvidando da violência;

Dos empresários, em grupos:
Na usura; do que são capazes;
Em seus absurdos;
Negando reajuste salarial;

São capazes de repetir:
As chacinas igual fizeram;
Nos Estados Unidos;
Para intimidar os explorados.

Por esse motivo:
Tentam desvirtuar;
Os trabalhadores no Brasil 
No primeiro de maio;

Tentando transformar:
O histórico dia de luta;
Data para os trabalhadores resistir;
Induzem os trabalhadores;

Nesse data festejar:
Com toda disfarçadez;
E, na; esperteza imoral;
Procuram esconder;

Tentam banir da memória:
Das classes trabalhadora;
Os horrores cometidos;
No capitalismo selvagem.

Como lembrete: 
Aos dominantes no Brasil.
O povo no mês de maio;
Têm que parar; é o mês inteiro.

Todos; saindo para protestar:
Em protesto resistindo;
Contra as chacinas cometidas;
Por grupos empresarial;

Mantendo o protesto:
Não só, no primeiro de maio;
Mas; por todos os dias,
Da primeira; semana, de maio;

Com os trabalhadores:
Unidos no planeta;
Em combate aos horrores;
Do selvagem imperialismo

J. Ernesto Dias

São Luís, MA - 14 de abril de 2026"
O problema não é o aumento salarial enquanto tivermos uma economia monopolizada por uma burguesia apátrida que detém os principais meios de produção. E se formos optar por um aumento salarial, que a burguesia o pague com a mais-valia que rouba dos trabalhadores.

*AQUELES QUE COMPREENDERAM, COMPREENDERAM*

*OSCAR RATTIA*


CORRENTE SINDICAL MARXISTA-LENINISTA/VENEZUELA
Sem o esforço do trabalho, não há amor

Ulises Redondo Cienfuegos/Bolivia

A dor é o parafuso que penetra os materiais na produção e une a carne humilde no amor paternal.
É o cimento que endurece, também por amor. É o prego que penetra a madeira, também por amor.

A chave inglesa que aperta o parafuso, a espátula que molda o cimento, o martelo que crava o prego — todos se movem em mil manobras graças ao esforço do trabalhador que suspira ao pingar a última gota de suor. Até a exaustão, que é dor.

O trabalhador leva à mesa a dor transformada em pão, e essa dor se transforma em amor, que alimenta seus filhos com a dor de um dia de trabalho que ignora o cansaço, para aplacar a fome que também é dor. Eles choram de dor, eles se alimentam de dor.

Pão que ele mesmo pode produzir, e quanto mais trabalho, mais pão, e quanto mais pão, mais lucro para o patrão.

O pedreiro leva a dor, transformada em pão, para a mesa. E quanto mais dor, mais casas construídas, mais prédios seus filhos jamais habitarão, porque sem a dor que move as máquinas, o patrão morreria de tristeza.

O chefe também traz o melhor pão à mesa sem muito esforço. Ele ama seus filhos, e seus filhos também o amam, mas esse amor é sustentado pela dor.

Porque o esforço está no pão e no pão está a dor, a dor está no concreto dos prédios gigantes que invadem o silêncio, a dor está na cama onde o chefe dorme, na mesa onde ele janta, no banheiro onde ele toma banho, no carro que ele dirige, sem muito esforço.

Sem dor não há amor. O trabalhador labuta com dor, por amor aos seus filhos. Incrivelmente, ele ama o patrão, a causa de sua dor!

Tudo é vendido, tudo é comprado, as vidas dos trabalhadores são compradas, para dissolvê-las gota a gota no capital ácido.

Em todos os mercados do mercado global onde a dor se manifesta, a dor é comprada e paga com dor.
*1º DE MAIO, DIA DE LUTA DA CLASSE TRABALHADORA*

A Unidade Popular Revolucionária Anti-Imperialista da Venezuela (UPRA) está se mobilizando firmemente nas ruas para resgatar o espírito valente dos Mártires de Chicago de 1886, cujo ato heroico não foi uma concessão do sistema, mas um grito de guerra contra a exploração que hoje, mais do que nunca, mantemos vivo como um estandarte da luta anti-imperialista e antifascista.

Entendemos que o aniversário de 1º de maio é a faísca que deve acender a consciência de classe em todos os territórios do país, lembrando-nos de que o inimigo histórico continua sendo o capital e seus lacaios, que tentam subjugar a vontade do povo.

Reafirmamos nosso compromisso de continuar, de forma decisiva, as lutas por melhorias imediatas nas condições de vida de todos os setores oprimidos e explorados, incluindo nossos aposentados e pensionistas.

Conclamamos urgentemente as forças de vanguarda e as massas exploradas a fortalecerem a unidade popular revolucionária, consolidando uma frente unida capaz de deter o avanço do fascismo e derrotar a interferência imperialista em nossas terras. A história nos pertence, e somente através da organização combativa e da unidade ideológica marxista-leninista alcançaremos a vitória final sobre aqueles que buscam nos condenar à dominação colonial.

CONTRA O FASCISMO E O IMPERIALISMO, UNIDADE POPULAR REVOLUCIONÁRIA ANTI-IMPERIALISTA E ANTI-FASCISTA!!

Viva a luta da classe trabalhadora!!


VIVA O DIA 1 DE MAIO COMBATÓRIO E REVOLUCIONÁRIO!

 Abril de 2026
CENTRAL OPERARIA BOLIVIANA-BOLÍVIA

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB

domingo, 19 de abril de 2026

REDE GLOBO: 60 ANOS DE GOLPISMO * Fernando Morais/SP

REDE GLOBO: 60 ANOS DE GOLPISMO

Em homenagem aos 60 anos da Rede Globo, o escritor Fernando Morais redigiu a ficha corrida da empresa da família Marinho.

1960-1970 (Gênese da Globo e apoio ao regime militar)
1.⁠ ⁠Firmou um acordo ilegal com o grupo Time-Life (1962–67)
2.⁠ ⁠Apoiou o golpe militar de 1964
3.⁠ ⁠Silenciou sobre a repressão no regime militar
4.⁠ ⁠Divulgou propaganda favorável ao AI-5 em 1968
5.⁠ ⁠Censurou jornalistas e políticos críticos à ditadura
6.⁠ ⁠Minimizou a importância da Passeata dos Cem Mil (1968)
7.⁠ ⁠Endossou o slogan "Brasil: Ame-o ou Deixe-o" (1970)
8.⁠ ⁠Promoveu o Milagre Econômico, ignorando a desigualdade
9.⁠ ⁠Ocultou mortes causadas por tortura nos anos de chumbo
10.⁠ ⁠Excluiu opositores da cobertura política durante a ditadura
11.⁠ ⁠Omitiu informações sobre corrupção nas grandes obras da ditadura
12.⁠ ⁠Consolidou um controle monopolista sobre o mercado de TV
1980-1990 (Ditadura e transição para a democracia)
13.⁠ ⁠Desconsiderou os primeiros comícios das Diretas Já (1984)
14.⁠ ⁠Blindou a eleição indireta de Tancredo Neves
15.⁠ ⁠Manipulou pesquisas Proconsult para prejudicar Brizola
16.⁠ ⁠Boicotou o governo Leonel Brizola e suas obras sociais
17.⁠ ⁠Endossou os primeiros planos econômicos do governo José Sarney contra a hiperinflação
18.⁠ ⁠Apoiou maciçamente a candidatura de Fernando Collor e criminalizou os líderes populares como Brizola e Lula
19.⁠ ⁠Manipulou a cobertura do debate eleitoral Lula x Collor (1989) no Jornal Nacional
1990-2000 (Redemocratização e ascensão neoliberal)
20.⁠ ⁠Defendeu o confisco da poupança no Plano Collor
21.⁠ ⁠Promoveu a abertura indiscriminada da economia brasileira
22.⁠ ⁠Escondeu escândalos durante o governo Collor até o impeachment
23.⁠ ⁠Veiculou o caso Escola Base (1994) sem verificar informações
24.⁠ ⁠Exaltou o Plano Real sem questioná-lo (1994)
25.⁠ ⁠Blindou as privatizações de FHC
26.⁠ ⁠Defendeu os bancos e o Proer durante a crise financeira
27.⁠ ⁠Apresentou apoio velado à Reforma da Previdência neoliberal de FHC
28.⁠ ⁠Ignorou o movimento "Fora FHC" no final dos anos 1990
29.⁠ ⁠Aceitou a emenda da reeleição de FHC e omitiu críticas ao câmbio artificial
30.⁠ ⁠Escondeu greves e protestos sociais durante os anos 90
31.⁠ ⁠Ignorou denúncias sobre trabalho escravo no campo
32.⁠ ⁠Criminalizou sistematicamente movimentos sociais
2000-2010 (Oposição ao governo Lula)
33.⁠ ⁠Liderou uma campanha contra Lula nas eleições de 2002
34.⁠ ⁠Estigmatizou o MST e outros movimentos sociais
35.⁠ ⁠Distorceu a cobertura do "mensalão" (2005)
36.⁠ ⁠Perseguiu figuras históricas do PT, como José Dirceu, José Genoíno, entre outros
37.⁠ ⁠Favoreceu candidatos tucanos nas campanhas de 2006 e 2010
2010-2025 (Impeachment da Dilma e ascensão da extrema direita)
38.⁠ ⁠Rotulou manifestantes de 2013 como "vândalos"
39.⁠ ⁠Apoiou Aécio Neves à candidatura presidencial
40.⁠ ⁠Exaltou misoginia contra Dilma Rousseff durante a posse presidencial
41.⁠ ⁠Reforçou a narrativa favorável ao impeachment de Dilma Rousseff
42.⁠ ⁠Deu apoio irrestrito à operação Lava Jato
43.⁠ ⁠Divulgou os vazamentos seletivos da Lava Jato
44.⁠ ⁠Fortaleceu a narrativa anti-PT e criminalização do partido
45.⁠ ⁠Tratou o juiz Sergio Moro como um herói, ignorando sua parcialidade
46.⁠ ⁠Deu amplo espaço ao PowerPoint de Dallagnol
47.⁠ ⁠Chamou a tragédia de Brumadinho de "acidente"
48.⁠ ⁠Vazou conversa gravada ilegalmente entre Dilma Rousseff e Lula
49.⁠ ⁠Apoiou indiscriminadamente a prisão de Lula, que o excluiu da eleição de 2018
50.⁠ ⁠Ignorou o conluio entre Moro e Dallagnol e a Vaza Jato
51.⁠ ⁠Defendeu a Reforma Trabalhista e da Previdência de Temer
52.⁠ ⁠Endossou a entrega do pré-sal ao capital estrangeiro
53.⁠ ⁠Se aproximou oportunisticamente de Bolsonaro
54.⁠ ⁠Fez apologia ao agronegócio e ignorou sua destruição ambiental
55.⁠ ⁠Omitiu informações sobre as fake news nas eleições de 2018
56.⁠ ⁠Deu espaço a discursos antivacina e negacionistas
57.⁠ ⁠Continuou contratos publicitários com governos investigados
58.⁠ ⁠Apoiou a venda de estatais, como a Eletrobras, BR Distribuidora e refinarias
59.⁠ ⁠Fez campanha pelo Banco Central independente
60.⁠ ⁠Nunca fez uma autocrítica verdadeira sobre seu monopólio midiático.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Revolução, democracia burguesa e o vazio político ocupado pela extrema direita * Matheus Hygino/MNLM

Revolução, democracia burguesa e o vazio político ocupado pela extrema direita
Pesquisa nacional revela que quase metade dos brasileiros quer revolução ou acredita que ela já começou, enquanto esquerda institucional se torna conservadora e defende manutenção do status quo.

A pesquisa nacional de opinião pública encomendada pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL) e realizada pela Ágora Consultores, com quase 10 mil entrevistados entre 17 e 23 de novembro de 2025, confirma aquilo que os socialistas vêm afirmando há décadas: a população brasileira está cansada do sistema político atual, da democracia burguesa e de suas instituições.

Segundo o levantamento, 35% dos brasileiros afirmam que mudanças só viriam com rupturas radicais, enquanto 10% avaliam que uma revolução já está em curso, ainda que lentamente. Somados, são quase metade da população expressando rejeição ao status quo. Em contrapartida, apenas 5% defendem que o sistema atual é melhor do que qualquer alternativa revolucionária. Os dados não apontam estabilidade democrática, mas esgotamento social e político profundo.

No entanto, a pesquisa também revela uma confusão estrutural sobre o que é, de fato, o sistema político brasileiro. A maioria da população rejeita o Congresso, o Senado, o Judiciário, o STF, os governos e os partidos, mas não identifica essas instituições como partes orgânicas de um mesmo sistema: o capitalismo em sua forma de democracia liberal burguesa. As instituições desacreditadas pelo povo são, justamente, instituições burguesas, desenhadas para servir ao capital, aos grandes proprietários, ao mercado financeiro e ao latifúndio (agronegócio).

A esquerda institucional se torna conservadora

Esse mal-estar, porém, não se distribui de forma homogênea entre os campos políticos. A pesquisa mostra que entre os eleitores de Lula em 2022, 63% se posicionam contra uma revolução, defendendo que “a democracia deve ser respeitada”. Apenas 16% desse grupo afirmam que mudanças só ocorreriam por meio de rupturas radicais. De forma semelhante, entre aqueles que se identificam como esquerda, 62% entendem que o sistema político atual precisa de “ajustes”, mas acreditam que essas mudanças podem vir pela via eleitoral, sem romper com o sistema capitalista.

Esses dados são reveladores. Eles demonstram como a esquerda institucional brasileira — especialmente o petismo e o chamado “campo democrático popular” — se tornou conservadora. Conservadora não no sentido moral, mas no sentido político de defender a manutenção das instituições da democracia burguesa, tratando “democracia” como um conceito abstrato, descolado de sua base material. É preciso adjetivar: não existe democracia em abstrato. O que existe no Brasil é uma democracia burguesa, que funciona plenamente para a classe dominante e de forma limitada, violenta e excludente para a classe trabalhadora.

O Estado para a classe trabalhadora


Enquanto a esquerda institucional se agarra à defesa do “Estado Democrático de Direito” e das “instituições”, a maioria da população não se vê representada nessa democracia. Para as periferias, o Estado chega majoritariamente como polícia, repressão e encarceramento, e não como garantidor de direitos. Falta saneamento, moradia, transporte público, energia, saúde e políticas estruturantes. Para a chamada “classe média”, o que se vive é a queda do poder de compra, a precarização do trabalho e a frustração das promessas de ascensão social.

Mesmo durante os governos petistas, políticas fundamentais como o Bolsa Família, o BPC e os programas de combate à fome — importantes e responsáveis por retirar milhões da miséria — não enfrentaram o núcleo da desigualdade brasileira: o poder do grande capital. Não houve taxação efetiva das grandes fortunas, nem enfrentamento do sistema financeiro, nem uma política consistente de reindustrialização. Ao contrário, manteve-se a financeirização da economia e avançaram privatizações e concessões de setores estratégicos, como transporte, energia, água e serviços públicos.

A precarização do trabalho

Esse modelo produziu uma distorção profunda do que passou a ser entendido como “esquerda”. Enquanto se comemoravam índices de “pleno emprego”, o que crescia era o trabalho informal, precarizado e mal remunerado, sobretudo no setor de serviços — realidade amplamente documentada por dados do IBGE e do DIEESE. A CLT foi enfraquecida, direitos foram retirados e a precarização passou a ser naturalizada, inclusive com apoio de parcelas da opinião pública, fruto da hegemonia neoliberal.

Nesse contexto, a esquerda institucional passou a defender com unhas e dentes um STF que o povo não reconhece como legítimo. Um Supremo Tribunal que retira direitos trabalhistas, mantém relações promíscuas com grandes empresários e banqueiros, promove eventos privados ao lado do capital financeiro e protagoniza escândalos recorrentes de lobby e conflito de interesses. Defender a punição dos golpistas de 8 de janeiro é correto; iludir-se achando que essas instituições defendem uma democracia popular é um erro político grave. Elas defendem, antes de tudo, a si mesmas e a reprodução do poder burguês.

A extrema direita avança

É nesse vazio que a extrema direita neofascista avança. Como mostra a pesquisa, 48% dos eleitores de Bolsonaro defendem rupturas radicais, e entre direita e centro-direita esse número chega a 50% e 51%. A extrema direita se apropria de pautas históricas da esquerda, como revolução, ruptura e combate às elites, oferecendo uma falsa saída. Não propõe superar o capitalismo, mas aprofundá-lo em sua forma mais brutal, neoliberal e autoritária — como já se vê na Argentina de Milei ou no Equador de Noboa.

A pesquisa do ICL confirma, portanto, um alerta antigo do movimento comunista: a população brasileira não aguenta mais ser feita de palhaço. Não aguenta governos que anunciam crescimento enquanto falta comida no prato. Não aguenta empregos cada vez mais precários. Não aguenta ver ministros do STF confraternizando com empresários, banqueiros e políticos do centrão — essa direita tradicional brasileira que nunca teve nada de centro. O artigo primeiro da Constituição, que afirma que “todo poder emana do povo”, não se realiza em um sistema estruturalmente construído para garantir que a propriedade privada esteja acima da vida, da moradia e dos direitos sociais.

A escolha é objetiva

Diante desse cenário, a escolha é objetiva. Ou a esquerda rompe com o conservadorismo, retoma o trabalho de base, sai dos gabinetes e volta às ruas para disputar o sentimento antissistêmico do povo, explicando que o problema não são apenas instituições isoladas, mas o próprio sistema capitalista e sua democracia burguesa; ou continuará empurrando a classe trabalhadora para o colo da extrema direita, que fala em “revolução” enquanto oferece barbárie.

Quanto mais a esquerda se vende em nome de uma governabilidade de fachada, mais despolitiza a classe trabalhadora e mais abre espaço para que a extrema direita ocupe as ruas falando em mudança radical. Uma mudança falsa, reacionária e profundamente antipopular — mas que cresce exatamente onde a esquerda abandonou sua tarefa histórica.