domingo, 29 de março de 2026

POR UM BRASIL DIGNO, LIVRE DO IMPERIALISMO E DOS ANTI-PATRIOTAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

POR UM BRASIL DIGNO, LIVRE DO IMPERIALISMO E DOS ANTI-PATRIOTAS!
"Como Flávio Bolsonaro quer trazer guerra de Trump ao Brasil

No afã de voltar ao poder, ultradireita submete-se ainda mais a Washington. Tentativa de classificar PCC como “terrorista” obedece à Doutrina Donroe. Há um antídoto: defender soberania, em diálogo com a rejeição cada vez maior das maiorias aos EUA.

À medida em que as eleições gerais brasileiras se aproximam, algumas dúvidas vão se consolidando como certezas. Se há algum tempo já era fato que a disputa se daria entre Lula e algum nome que substituísse o encarcerado Jair Bolsonaro representando a extrema-direita, hoje, já se pode dar quase como certo que este nome será o de seu filho Flávio.

Com as duas chapas presidenciais prestes a serem fechadas, volta-se às discussões sobre quais estratégias de campanha serão adotadas por cada um dos polos e como se comportará a mídia diante delas.

De um lado, a ampla frente democrática que sustenta Lula parece ter um objetivo claro: focar nos avanços sociais que o atual governo conquistou e nas próximas lutas sociais que pretende travar. Com isso, tudo indica que a campanha governista deve explorar feitos como a isenção do imposto de renda, a retomada e a expansão do Minha Casa Minha Vida, o programa Pé-de-Meia, a saída do mapa da fome, o pleno emprego, entre outros. Além disso, deve apostar na pressão e na promessa por novos avanços sociais, como o fim da escala 6×1 e os direitos de trabalhadores de aplicativos.

Já na extrema-direita, há indicativos de que a estratégia seja levar o debate para o campo da segurança pública e da corrupção. Neste segundo ponto, a CPI do INSS e a cobertura do caso do Banco Master dão parte do tom do que deve ser a campanha bolsonarista. Os esforços do mainstream do jornalismo em fazer um dos escândalos colar na imagem de Lula mostram que, nesse tema, Flávio contará com ajuda incondicional da mídia, repetindo-se o método político lavajatista.

No campo da segurança pública, as disputas que se intensificaram do fim de 2025 para cá é que indicam a tônica eleitoral. A chacina da Penha, em outubro do ano passado, escancarou a centralidade que o tema tem no projeto de retomada de poder pela extrema-direita brasileira, colocando na mesa o debate sobre a classificação das facções como grupos terroristas.

Voltarei neste ponto específico do terrorismo mais à frente, mas é nítido como a exploração midiática da chacina serviu de freio à reação que o Governo Lula vinha experimentando frente à opinião popular com o enfrentamento ao tarifaço e ao intervencionismo dos EUA e as mobilizações contra a “PEC da Blindagem”, que atingiram a imagem do Congresso Nacional.

O sentimento generalizado de insegurança no país é, claramente, um ativo político da extrema-direita brasileira que a favorece em duas frentes de ação. Primeiro, na de fomentar aquilo que os criminólogos chamam de “pânico moral”, pintando a imagem de um país onde o crime cresce sem controle porque o governo seria leniente. Segundo, a partir desse pânico, apresentando figuras policialescas como solução para esta crise que, uma vez no poder, insuflam ainda mais o movimento de politização das fileiras policiais e de autonomização das forças de segurança em relação ao poder civil. Favorece-se, portanto, a ideia de um Estado Policial como solução para a atual crise política.

Já me aprofundei mais acerca desta movimentação em artigos anteriores, mas, apenas para ilustrar, é importante apontar que, só neste último ciclo legislativo (2023 a 2026), 61 policiais e militares já ocuparam uma cadeira no Congresso Nacional entre deputados e senadores. A atuação dessa bancada no desmonte do PL Antifacção e da PEC da Segurança Pública foi didática para entender o embate que vem por aí.

Estes dois discursos narrativos antagônicos, portanto, provavelmente protagonizariam os próximos meses de disputa eleitoral. Ou, pelo menos, esta é a vontade de boa parte dos agentes políticos do país. Mas as vontades não necessariamente resistirão à uma realidade que pisa cada vez mais forte e mais próxima do Brasil.

O ano de 2026 começou com a esperada ofensiva de Trump sobre a América do Sul. Mas o sequestro de Maduro e o bombardeio na Venezuela não aconteceram da noite para o dia. Eles foram orquestrados por meses em uma insistente narrativa midiática que relacionava falsamente o governo venezuelano a um cartel narcotraficante classificado como grupo terrorista pelo governo dos EUA.

A mesma metodologia de intervenção agora já caminha a passos largos na direção da Colômbia com as notícias de que os EUA abriram investigação contra o presidente Gustavo Petro sob a alegação de que sua campanha teve ligações com grupos de narcotraficantes. Assim como o Brasil, a Colômbia se aproxima de novas eleições presidenciais e tem a esquerda como favorita para a vitória.

Infelizmente, as coincidências entre Colômbia e Brasil não param por aí. No último dia 10 de março, após notícias de que Trump estuda a classificação de facções brasileiras como grupos terroristas, o Departamento de Estado dos EUA emitiu nota citando PCC e CV como “ameaças significativas à segurança regional em função do seu envolvimento com o tráfico de drogas, violência e crime transnacional”, abrindo espaço para que nosso país sofra interferências estadunidenses como as vistas na Venezuela e que agora também ameaçam colombianos.

Muitos fatos dos últimos meses dão conta de que esta ação externa tem seus cúmplices em terras brasileiras. O próprio Flávio Bolsonaro, em outubro passado, após notícias de embarcações bombardeadas no Pacífico, sugeriu nas redes sociais que os EUA também afundassem barcos na costa do Brasil. Muito antes, em maio, o agora candidato entregou um dossiê a uma comitiva de Trump com a qual se reuniu. O documento elaborado pelas Secretarias de Segurança de São Paulo e do Rio de Janeiro, de seus aliados Tarcísio e Claudio Castro, associava o CV e o PCC a atividades terroristas.

É cada vez mais claro, portanto, como a extrema-direita enxerga, nessas movimentações, um verdadeiro projeto de poder, falseando-o como um suposto debate de segurança pública. Diante disso, seria intuitivo dizer que a direita está mais próxima de impor a sua narrativa estratégica para as eleições, certo?

Pois é nesse exato momento que a vontade pode se desencontrar da realidade. Quando o debate sobre a classificação das facções criminosas como terroristas ganhou holofotes pela primeira vez, no desmanche do PL Antifacção na Câmara dos Deputados liderado por Derrite logo após a chacina da Penha, o tema não foi tão facilmente digerido pela sociedade civil como acreditava a extrema-direita.

Mesmo jornalões que justificavam a chacina e apoiavam o endurecimento das leis penais publicaram as suas ressalvas quanto à proposta, reconhecendo que ela servia aos interesses intervencionistas dos EUA mais do que aos debates internos de nosso país. Estadão, Folha, Globo, entre outros grandes grupos midiáticos mostraram, de forma editorial, serem contrários à manobra, e Derrite teve de recuar em seu atrapalhado episódio de relatoria do PL Antifacção.

Essas confrontações, porém, não se deram em um vácuo. Desde a fuga de Eduardo Bolsonaro para os EUA e seu lobby pelo tarifaço para prejudicar o próprio país, o tema da soberania nacional se consolidou como eixo central do cenário político brasileiro. Enquanto tresloucados estendiam uma enorme bandeira norte-americana na Avenida Paulista em pleno 7 de setembro, o que surgia mesmo era uma forte reação da opinião pública e, pela primeira vez em muitos anos, o sentimento patriótico no país passou a pender para a esquerda.

É muito importante que se questione: não houvesse essa reviravolta iniciada com os papelões de Eduardo Bolsonaro nos EUA, teriam Derrite e toda a direita recuado da proposta sobre o terrorismo enquanto desmanchavam o PL Antifacção em novembro do ano passado?

Fato é que, após este recuo estratégico, o tema agora voltou à tona com ainda mais força, empurrado por um cenário global que transcende as disputas internas brasileiras, mas que também as influencia. Com a escalada bélica estadunidense no Irã e o cerco a Cuba, já não se pergunta mais se Trump e Rubio avançarão sobre a América do Sul, mas quando e como.

As recentes tensões no continente também não ajudam. Na Colômbia, Petro sabe que tem em suas costas o mesmo alvo colocado em Maduro, e o recente conflito em sua fronteira com o Equador acende um alerta ainda maior. Por mais risível que possa parecer o oferecimento de apoio militar argentino à guerra no Irã, este também é outro passo que aponta para uma militarização das relações sul-americanas.

Mais preocupante é o caso do Paraguai, onde se aprovou uma presença praticamente irrestrita das Forças Armadas norte-americanas. Frise-se que a fronteira do Brasil com o Paraguai tem sido central na narrativa da extrema-direita brasileira para defender a classificação das facções como terroristas, sendo este o local em que autoridades apontam um vínculo entre o PCC e o Hezbollah.

De um lado, todo este cenário demonstra que o projeto de poder da direita brasileira, de utilizar o debate da segurança pública para abrir caminho a uma intervenção estrangeira que a favoreça, avança materialmente. De outro, porém, essas próprias movimentações que o possibilitam geram reações e aumentam também os seus obstáculos: na medida em que o caráter intervencionista fica mais evidente, a máscara da falsa preocupação com a segurança pública se desmancha.

Com todas as ressalvas que se possa fazer a pesquisas de opinião, é simbólico, por exemplo, o monitoramento que tem feito a Quaest acerca da opinião dos brasileiros sobre os EUA neste cenário. Desde 2025, o povo brasileiro tem uma visão cada vez mais desfavorável sobre o país norte-americano, crescendo o medo de uma intervenção.

O que se observa, portanto, é uma tendência que o avanço deste projeto bolsonarista tem de fomentar o seu próprio antídoto. Por mais que a extrema-direita falseie seu entreguismo com supostas preocupações com a segurança pública, à medida em que os EUA avançam sobre o continente com o discurso do narcoterrorismo, a defesa da soberania nacional cresce como ativo político para a frente lulista.

Eis aí, portanto, a realidade que pode se sobrepor às vontades iniciais dos dois polos que disputam estas eleições. Cabe ao governo Lula e a todos que apoiam a sua reeleição reivindicar seu papel nesta curva histórica em que nos encontramos e se negar a jogar o jogo proposto pelo bolsonarismo.

Em outras palavras, mais especificamente, não podemos tratar o debate sobre o narcoterrorismo como um debate sobre segurança pública. Devemos tratá-lo como o que ele de fato é: um projeto de intervenção estrangeira em nosso país que ameaça nossa soberania nacional.

Por tantos anos vista como ultrapassada, a verdade é que 2025 nos mostrou que pontos da velha gramática da esquerda seguem mais vivos do que nunca. A defesa da soberania e a luta anti-imperialista, quem diria, são sentimentos com potencial aglutinador muito maior do que os “coveiros da história” poderiam imaginar. Colocá-las no centro do debate deve ser nosso papel nestas eleições, sem dúvidas, as mais importantes da história do Brasil.
FLAVIO TRUMPBOY
LULA PORROU O CAIADO

O Presidente Lula reagiu com firmeza contra tentativa dos Estados Unidos de selar acordos diretos com estados brasileiros para exploração de terras raras, minerais estratégicos para a tecnologia global. O Palácio do Planalto e o Itamaraty classificam essas negociações bilaterais como desprovidas de qualquer validade jurídica, uma vez que a competência sobre recursos minerais e relações internacionais pertence exclusivamente à União. 

sexta-feira, 27 de março de 2026

HUBRASIL/EBSERH/PRIVATIZAÇÃO * Wladimir Tadeu Baptista Soares/RJ

HUBRASIL/EBSERH/PRIVATIZAÇÃO

"HUBRASIL": QUANDO O CINISMO É TRANSFORMADO EM MÉTODO E A OMISSÃO EM VERGONHA

Esta semana, em uma cerimônia festiva, o governo anunciou a criação de um nome fantasia para a famigerada "EBSERH" (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares). Agora, ela deve ser divulgada como "HUBRASIL" (Hospitais Universitários Federais do Brasil), mas cuja melhor tradução da sigla seria "Hipocrisia Ultrajante do Brasil".

Faz 15 anos que o Brasil deixou de ter Hospitais Públicos Federais Universitários. Isto porque todos eles foram cedidos para a EBSERH - uma empresa estatal com personalidade jurídica de direito privado, que, verdadeiramente, nenhum compromisso tem com a educação médica e que, por isso mesmo, mudou o perfil de todos aqueles antigos Hospitais Públicos Federais Universitários, que perderam a sua autonomia e a sua integração, de fato, com as suas respectivas Universidades Públicas Federais.

O conceito de hospital universitário implica, obrigatoriamente, em reconhecer e afirmar que um hospital público federal só pode ser definido como "universitário" se ele estiver integrado funcionalmente, estruturalmente, administrativamente e organicamente à uma universidade pública federal, sendo que a sua gestão tem que estar sendo realizada, obrigatoriamente, pela respectiva universidade federal a qual pertence.

Os hospitais públicos federais universitários são, na prática, extensões das faculdades de medicina, são as "salas de aulas" teóricas e práticas dessas mesmas faculdades, centros de excelência em pesquisa e extensão na área da saúde das nossas universidades públicas federais, e locais de formação acadêmica qualificada de todos os estudantes universitários das áreas da saúde, tendo como orientadores professores universitários aprovados em concurso público para esse fim.

Mais do que isso, para ser considerado um hospital público federal universitário, o seu regime jurídico administrativo constitucional tem que ser, obrigatoriamente, o regime jurídico de direito público, já que as Universidades Públicas Federais são Autarquias Federais, cujo regime jurídico é o de direito público. Portanto, os trabalhadores desses hospitais públicos federais universitários devem ser servidores públicos ocupantes de cargos públicos efetivos, em razão de aprovação em concurso público, e regidos pelo Regime Jurídico Único, ou seja, têm que ser servidores públicos estatutários e estáveis, e jamais celetistas.
O contrato realizado entre a Universidades Pública Federal e a EBSERH (HUBRASIL) não é um simples contrato de gestão, mas um contrato também de adesão, de gestão e de cessão dos hospitais públicos federais universitários para essa empresa com personalidade jurídica de direito privado, o que assegura, na prática, a perda da autonomia universitária desses hospitais e, consequentemente, da própria universidade.

Toda empresa pública estatal com personalidade jurídica de direito privado, segundo afirmam o artigo primeiro da própria lei que autorizou a criação da EBSERH e os artigos segundo e terceiro da Lei das Estatais, são entidades administrativas criadas com a finalidade de exploração de atividade econômica e, portanto, com finalidade lucrativa.

Desse modo, sendo o objeto social da EBSERH a prestação de serviços hospitalares, essa sua atividade terá como princípio norteador enxergar a saúde não como um direito fundamental de natureza social, de natureza pública e subjetiva, mas como uma mercadoria que deve ser explorada em um ambiente negocial, o que fere princípios Constitucionais norteadores do SUS, razão pela qual os hospitais públicos federais universitários serem transformados em filiais da EBSERH após a assinatura do contrato. Isso faz com que a empresa tenha o poder de mudar o perfil acadêmico dos hospitais, transformando todos eles em hospitais com perfil empresarial.

Ao mesmo tempo, a EBSERH fere o princípio democrático, já que os superintendentes da EBSERH não são eleitos pelos trabalhadores desses hospitais.
Além disso, as filiais da EBSERH não estão submetidas ao controle social do SUS.

A EBSERH não traz nenhum dinheiro novo para esses hospitais. Nenhuma obra realizada pela EBSERH nesses hospitais é feita com dinheiro novo da EBSERH, mas sim com verbas do REHUF, que são verbas destinadas para a melhoria estrutural desses hospitais, que independem da existência da EBSERH.

Do mesmo modo, a EBSERH não repõe servidores públicos nesses hospitais, ou seja, não recompõe o número de servidores públicos que se aposentam, são removidos, exonerados ou venham a falecer nas Universidades Públicas Federais. O que a EBSERH faz é contratar empregados públicos celetistas que serão forca de trabalho da própria empresa; eles não são servidores públicos das universidades; eles não fazem concurso público para as universidades públicas federais.

Os interesses de uma empresa pública com personalidade jurídica de direito privado não são os mesmos de uma autarquia federal com personalidade jurídica de direito público.
As universidades, após a celebração do contrato com a EBSERH, deixam de ter qualquer ingerência sobre esses hospitais; tudo é decidido pela EBSERH, no interesse da EBSERH e não no interesse da universidade.

O interesse social não é o interesse primário da EBSERH. O seu principal interesse é econômico.

A EBSERH fecha serviços, fecha enfermarias, fecha emergências, impõe restrições ao acesso da população a esses hospitais (hoje filiais da EBSERH), pratica assédio moral como política institucional, decide quem pode e quem não pode internar nesses hospitais, restringe o acesso de estudantes a vários setores do hospital, inclusive centro cirúrgico, promove uma campanha midiática de autoelogio e mente quando diz que atende 100% SUS, já que ela ignora os princípios da universalidade, integralidade, participação popular e livre acesso do SUS.

Infelizmente, pessoas - servidores públicos dessas Universidades Públicas Federais - com deveres e autoridade política e administrativa nessas Universidades têm se mostrado, ao longo dos anos, covardes e omissas em trazer essas questões para o debate público nas Universidades, junto à sociedade, com a responsabilidade pública exigida aos altos cargos que ocupam no organograma dessas Universidades.

Ao mesmo tempo, temos observado uma passividade vergonhosa de inúmeros servidores públicos diretores das faculdades federais de medicina com relação a esse tema.

Infelizmente, tudo isso é negligenciado pelo Congresso Nacional e pelo Ministério Público Federal, que fecham os olhos para uma realidade nociva à formação medica nesses hospitais e ao atendimento às necessidades de assistência em saúde pública da nossa população.

Também o STF, de perfil predominantemente neoliberal, considera constitucional essa aberração administrativa, rasgando os objetivos da Reforma Sanitária Brasileira e os Princípios Constitucionais do SUS positivados na Constituição Cidadã de 1988.

Será que os Ministros do STF sabem que estão ali para defenderem o Texto Constitucional?

Será que eles têm consciência de que o STF é um Tribunal Constitucional?

Às vezes, tenho a impressão de que eles estão ali para uma atuação política, e não estritamente jurididico-constitucional, para atender e dizer ser constitucional tudo aquilo que o Poder Político de ocasião quiser que seja, ou seja, tudo aquilo que for do interesse político de alguém ou de um grupo, mesmo que esse interesse possa ferir a cidadania, a democracia e o interesse público primário (da sociedade).

O que vem enfraquecendo o SUS são as políticas públicas de caráter neoliberal que vêm sendo implementadas no SUS desde a sua criação, tais como terceirização da sua gestão para entidades privadas do terceiro setor, terceirização de serviços públicos essenciais, baixa remuneração dos servidores públicos, desrespeito às deliberações da Conferência Nacional de Saúde, falta de diálogo com as representações sindicais de base, cinismo e hipocrisia nos discursos.

E o "HUBRASIL" faz parte desse pacote de destruição da maior conquista do povo brasileiro na Constituição Federal de 1988 e do maior programa de inclusão social do planeta Terra - o SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE BRASILEIRO: O SUS!


Wladimir Tadeu Baptista Soares
Advogado
Médico
Professor Universitário
Mestre em Justiça Administrativa
Doutor em Direitos, Instituições e Negócios
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quinta-feira, 26 de março de 2026

INSTITUTO MÃE BERNADETE * Antonio Cabral Filho/RJ

 INSTITUTO MÃE BERNADETE

SALVE MÃE BERNADETE!

Queremos saudar a tudo que vem sendo feito em nome de MÃE BERNADETE, e a todos os envolvidos na vida de MÃE BERNADETE. O seu significado para os oprimidos não é pequeno. A sua dedicação às lutas dos oprimidos não tem como ser medida. Bem como seu legado na defesa e promoção da cultura tradicional de raiz africana precisa seguir crescendo.

Nesse sentido, queremos uma saudação especial a seu filho Jurandir Pacífico pela criação do INSTITUTO MÃE BERNADETE. Pois temos certeza de que seu talento vem de sua mãe e seguirá com ele iluminando nossos caminhos na luta de libertação contra toda a exploração capitalista.

Ao longo desses anos de luta para que a justiça seja feita e coloque seus assassinos aonde eles merecem, temos notado o empenho de sua família, expresso na pessoa de Jurandir, fazendo a promoção dessa luta e dando visibilidade ao seu significado. Jurandir tem viajado, ido aonde lhe convidam, participando de eventos, dando palestras e entrevistas, ou seja, se desdobrando para chamar luz para o legado de Mãe.

Sabemos por experiência própria que essa luta não é fácil nem pequena, mas acreditamos na fidelidade aos princípios, pois são eles que nos levam adiante. Por isso, externamos nosso irrestrito apoio ao Jurandir e a todos que o circundam na condução desse projeto INSTITUTO MÃE BERNADETE para que seu progresso não envolva mercantilismo de nenhuma natureza, uma vez que o "onguismo" há muito se tornou uma doença perigosa em nosso pais, principalmente na exploração das causas dos oprimidos.


NOSSAS SAUDAÇÕES AO INSTITUTO MÃE BERNADETE!

VIVA A CULTURA TRADICIONAL DE RAIZ AFRICANA!

VIVA OS QUILOMBOLAS!

VIVA MÃE BERNADETE!!!

INSTITUTO MAE BERNADETE

Antonio Cabral Filho - RJ

JURANDIR PACÍFICO
no Rio de Janeiro, recebendo a Medalha Chico Mendes.
ENTREVISTA
PROJETO HABITACIONAL MÃE BERNADETE PACÍFICO, 
uma forma de homenagem do Movimento de Moradia do Rio de Janeiro.
JURANDIR, na ABI-RJ, recebendo a Medalha Chico Mendes, acompanhado pela Coordenação da UMP_RJ

domingo, 22 de março de 2026

PETRÓLEO PARA CUBA * Paulo Henrique Rodrigues Pinheiro/Change.org

PETRÓLEO PARA CUBA
Ao Excelentíssimo Sr. Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva

O atual cenário atravessado por Cuba é o mais dramático desde a vitória da Revolução em 1959. O presidente dos Estados Unidos Donald Trump tem adotado medidas com o objetivo de agravar o bloqueio econômico imoral e ilegal contra Cuba. Dentre essas medidas, a mais grave é a de bloquear a venda de petróleo com a finalidade de derrotar a Revolução e impor medidas de caráter genocida.

Quer o presidente dos Estados Unidos alcançar seu objetivo de derrotar a Revolução, tal como Netanyahu faz em Gaza, matando o povo cubano pela fome e pela deterioração das condições de vida. E se não bastasse, caso Cuba não se renda, a ameaça com uma invasão militar. Nesse momento tão dramático, a Solidariedade Internacional é a maior arma para derrotar a agressão imperialista.

Por isso, nós abaixo-assinados, personalidades públicas, representantes da sociedade civil e cidadãos brasileiros solicitamos ao senhor presidente o envio de petróleo à Cuba como parte do esforço internacional de ajuda humanitária para que a Ilha possa mitigar os efeitos nefastos do bloqueio econômico que lhe foi formalmente imposto em 7 de fevereiro de 1962. O momento agora é de retribuir o que o povo cubano sempre fez, em especial durante o Programa Mais Médicos, quando ofereceu atenção, dedicação e carinho ao povo brasileiro.
*

quarta-feira, 18 de março de 2026

ATO NACIONAL EM DEFESA DAS COTAS RACIAIS * EDUCAFRO/RJ

ATO NACIONAL EM DEFESA DAS COTAS RACIAIS
Ônibus saindo dos seguintes locais:

Ônibus Nova Iguaçu

Ônibus Caxias

Ônibus Parada de Lucas

Ônibus São Gonçalo

Ônibus Vigário Geral

Ônibus Niterói

Ônibus Centro Rio

Ônibus Araruama

Ônibus Campo Grande

Ônibus Taquara

Ônibus Cidade Alta

Ônibus São João de Meriti

Ônibus Petrópolis

VAMOS AVANÇAR E MUDAR A NOSSA HISTÓRIA!

Neste encontro, teremos a presença de vários movimentos sociais que lutal pela equidade racial a partir da educação!

Só falta confirmar a sua, trazendo um ônibus!

O contrato do ônibus e o lanche já estão garantidos!

*31 de março*
*14h*
*SAMBODRO do Anhembi – São Paulo*

Organize *de 1 a 3 ônibus ou mais* do seu bairro! Certo?
Segue o *formulário:

*O POVO NEGRO NÃO PODE RECUAR!*

Mais:
LINK PARA SE PRE-CADASTRAR 
*

terça-feira, 17 de março de 2026

SERÁ O FIM DO "NOVA CULTURA"? * NOVA CULTURA

SERÁ O FIM DO "NOVA CULTURA"?
Camaradas,

Há 10 anos iniciamos o nosso trabalho com o objetivo de ampliar a divulgação de obras esquecidas e/ou inéditas do marxismo-leninismo e a história das lutas revolucionárias. Desde então conseguimos, na medida do possível, contribuir para o resgate e a divulgação de uma ampla literatura revolucionária do século XX.

Contudo, o próprio caráter político do selo editorial e outras iniciativas impôs algumas limitações ao trabalho no último período. Evidentemente, por se tratar de uma editora mantida pelo esforço militante de algumas poucas pessoas e sem investimento de qualquer espécie, acaba por ficar a mercê da influência de diversos fatores, principalmente a situação econômica geral.

O aumento de custos gerais do trabalho, impulsionado pelo aumento constante do preço do papel, somado aos problemas com o serviço dos Correios – que como sabemos, vem sendo precarizado pelos recentes governos – , além da divulgação na internet, até então um dos principais meios que nos ajudou a ampliar o selo, foi praticamente inviabilizada pela censura política das BigTechs (há pouco tempo, por exemplo, sofremos punições da Meta devido a divulgação de material da Frente Popular pela Libertação da Palestina). Além de tudo isso, tivemos uma diminuição drástica da já pequena equipe que tocava o trabalho, ocasionando que nos últimos anos, o grosso do trabalho ficou nas mãos de apenas uma pessoa, sem dedicação exclusiva, que também nos últimos meses passou por problemas de saúde.

Diante disso, passamos nos últimos meses a ter problemas para manter nosso trabalho ativo, gerando atraso nos cronogramas do trabalho, sendo o selo Edições Nova Cultura o mais afetado, com os atrasos das reimpressões e do respectivo envio dos livros aos camaradas que compraram em nossa loja.

Foi por esse cenário, que criamos desde o ano passado a campanha NC10ANOS, buscando conseguir ampliar a arrecadação para poder manter o selo Edições Nova Cultura ainda ativo.

Compreendemos que a situação econômica geral do país não está melhorando, como a URC demonstra nas páginas do jornal Rumos da Luta, e que livros, infelizmente, passa a ser “supérfluo” no orçamento da maioria dos trabalhadores e trabalhadoras, mas pedimos a quem for possível que contribua conosco neste momento. Seja comprando livros do catálogo, adquirindo alguns títulos em nossas promoções, participe com R$ 10 no nosso sorteio de livros ou mesmo ajude a divulgar a existência do selo Edições Nova Cultura para quem considere que possa se interessar.

Acreditamos que com esse esforço de solidariedade, possamos novamente equilibrar o nosso trabalho e conseguir viabilizar a continuidade da divulgação do marxismo-leninismo e das lutas dos povos. Assim, até o próximo Primeiro de Maio, data que marcará 11 anos do início do NOVACULTURA.info, desejamos que possamos conseguir não sermos obrigados a encerrar o nosso trabalho.

Contamos com a sua ajuda!

Saudações!

sábado, 14 de março de 2026

PLENARIAS ORGANIZACIONAIS DA FRT * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

PLENARIAS ORGANIZACIONAIS DA FRT
 *CARTA AOS REVOLUCIONARIOS*

Como os companheiros bem sabem, o sistema capitalista vive uma profunda crise estrutural que atinge o seu organismo como totalidade.


Há muito a crise que atinge o modo de produção capitalista, não é apenas somente econômica, mas social, política, civilizatória, etc; enfim, a crise possui um caráter universalizante e ameaça de forma objetiva a própria sobrevivência da humanidade.


O momento atual tem como uma de suas marcas, o auge da contrarrevolução; aberta sobretudo, desde o fim da União Soviética e queda do Muro de Berlim, acontecimentos históricos que expressaram dura derrota do proletariado mundial.


 A fragmentação em que se encontra a esquerda revolucionária brasileira, potencializa seu isolamento em relação a classe, fator que contribui inexoravelmente para a solidificação da contrarrevolução burguesa.


Nesse sentido, torna-se mesmo imperativo construir no país um polo autenticamente revolucionário, que aglutine os melhores, mais combativos e abnegados elementos da vanguarda classista para criar de fato, as bases de um partido comunista da revolução brasileira.


Nesta perspectiva buscamos construir junto às demais organizações proletárias e comunistas este instrumento de Frente de Lutas, que pode tornar-se um embrião do partido revolucionário, não como ficção, mas sim concretamente. Dessa forma propomos a aproximação de todas as correntes, no sentido de atuação pela via política da Frente Única de esquerda.


*Propomos pôr de pé uma imprensa operária, popular e comunista, que saiba fazer seu papel de esclarecer e despertar as massas trabalhadoras. Que saiba, em seu cotidiano e intervenção, fazer a ponte dialética entre o programa mínimo e as necessidades históricas da revolução brasileira em nossa agitação e propaganda;


*Propomos fortalecer a Frente Única Revolucionária dos trabalhadores brasileiros, que centralize as organizações revolucionárias, no sentido de superar nossa fragmentação e fortalecer nossa atuação junto às massas;


*Propomos deliberar uma agenda de atuação e intervenção na atual conjuntura  histórica gravíssima, visto que o tempo corre.


Com a perspectiva de avançarmos para a construção de um instrumental para potencializar as lutas dos explorados, diante de uma conjuntura  marcada pela guerra de classe que a burguesia declarou ao povo brasileiro, é que apresentamos as propostas acima aos demais camaradas. 


Saudações revolucionárias

!!!!!!

Frente Revolucionária dos Trabalhadores

FRT

NÃO PERCA! DIA 18/04 ÀS 10HS VOCÊ RECEBERÁ O LINK DO GOOGLE MET PRA PARTICIPAR CONOSCO DO NOSSO PRIMEIRO ENCONTRO DO ANO.

SUGESTÃO DE PLANEJAMENTO PARA OS NUCLEOS ESTADUAIS DA FRT

TAREFAS PARA ATUAÇÃO DO NUCLEO

1. MORADIA: acompanhar as lutas por moradia no Estado e participar aonde for possível, sempre levando em conta as forças políticas dominantes; buscar inserir-se nós órgãos gestores, como secretárias de habitação ;

2. EDUCACAO: acompanhar a comunidade escolar, verificar as carências, ver se tem CEC - Conselho Escola Comunidade; era se tem grêmio - no caso de escola de ensino médio e superior. Fazer todo esforço para criar um núcleo de pais-alunos por fora desses órgãos formais;

3. SAUDE: acompanhar a situação do posto mais próximo, seu abastecimento, capacidade de atendimento e deficiências, sobretudo o quesito farmácia-doentes crônicos. Buscar construir a mesma dinâmica da educação, criando grupos de atuação, sem negligenciar a inserção no Conselho Municipal de Saúde;

4. CATEGORIAS SOCIAIS: juventude, idosos, profissionais de nível técnico, profissionais liberais e informais;

5. CULTURA: desenvolver atividades musicais, literárias, teatrais, artes plásticas, turismo cultural, tais como visitas a cidades históricas e exposições;

6. FORMAÇÃO POLÍTICA: 

7 . INTERNACIONALISMO: fortalecer o apoio aos povos subjugados pelo imperialismo, como a Palestina, a SIRIA(no Oriente Médio), em seja África e América Latina. Criar grupos de trabalho.

8 . BOLETIM FRT
*
MINUTA DA PAUTA

1 . Informe de conjuntura nac. internac

2 . Perspectivas da FRT

3 . Nucleação

4 . Tarefas de atuação:
PREPARAR O NOSSO 1º DE MAIO

ACESSE O GOOGLE MET
AS 10HS
***

quarta-feira, 11 de março de 2026

AMEAÇA E CERCO À NOSSA SOBERANIA E DEMOCRACIA * Wladimir Tadeu Baptista Soares/RJ

AMEAÇA E CERCO À NOSSA SOBERANIA E DEMOCRACIA

Há uma ameaça perigosa em curso à nossa soberania promovido por Donald Trump e seus asseclas, e estimulado e aplaudido por gente daqui ligada à extrema direita fascista, que quer a destruição de todas as nossas instituições públicas. .

Há um cerco deliberado à nossa democracia organizado e liderado por essa mesma gente cínica, traidora e má que compõe o que há de pior na sociedade civil, militar, política e religiosa no nosso país.

Há muitos ruídos e mentiras sendo contadas todos os dias por uma imprensa corporativa subserviente e parceira das elites brasileiras e do sistema financeiro, nacional e estrangeiro, que cumpre vergonhosamente as ordens de uma nação estrangeira imperialista que, para atingir os seus próprios interesses, procura acabar com todos os nossos direitos sociais e privatizar toda a coisa pública para que o mercado seja o dono e o patrão da nossa nação e de nossas vidas.

Há uma gente mau caráter planejando e desejando diariamente um golpe de Estado aqui, e a implementação de um regime autocrata ditatorial militar. E, infelizmente, ainda tem gente que apoia essa ideia sinistra.

Lutar contra isso é necessário e urgente.

Só a democracia é capaz de cuidar de todas as vidas.
Só a soberania pode assegurar a nossa liberdade para continuarmos seguindo em frente, livre de ameaças internas e estrangeiras.

Sem democracia e sem soberania não há dignidade, não há respeito, não há garantiade direitos.

Já faz algum tempo que o nosso ambiente político está adoecido moralmente, empobrecido intelectualmente e distante do interesse público e das expectativas e necessidades do povo brasileiro.

Mudar isso depende de nós em todos os períodos eleitorais.
Mudar esse cenário político legislativo atual para melhor é uma obrigação nossa.

Eleger pessoas do campo progressista para as chefias do Poder Executivo (Presidente, Governadores, Prefeitos) é nossa responsabilidade.

E este ano temos a oportunidade de arrumar a nossa casa.
E não se arruma a casa sem a presença da esquerda nesse processo, em todas as esferas politicas da nação.
Ao mesmo tempo, é fundamental que os fascistas da extrema direita sejam esquecidos e abandonados para sempre no lixo da história.

A luta contra o fascismo nunca acaba,
Assim como a luta em defesa da democracia e da soberania não termina nunca.

Por isso, não podemos vacilar nessa hora.

Precisamos estar muito atentos e não nos deixarmos capturar pelas inúmeras fake news disseminadas em ano de eleição.

Que país queremos hoje e no futuro?

Quem, de fato, defende a nossa soberania e a nossa democracia: a extrema direita ou a esquerda?
Pense nisso com honestidade intelectual.


Wladimir Tadeu Baptista Soares
Cambuci/Niterói - RJ
Nordestino
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

PAINÉIS SOLARES PARA CUBA * REDE CONTINENTAL LATINOAMERICANA E CARIBENHA DE SOLIDARIEDADE COM CUBA E AS CAUSAS JUSTAS

PAINÉIS SOLARES PARA CUBA
REDE CONTINENTAL LATINOAMERICANA E CARIBENHA
DE SOLIDARIEDADE COM CUBA E AS CAUSAS JUSTAS
APOIO:
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

DENÚNCIA PÚBLICA: Prisão Arbitrária da Advogada popular Dra. Lenir Correia Coelho * ABBRAPO

DENÚNCIA PÚBLICA: Prisão Arbitrária da Advogada popular Dra. Lenir Correia Coelho

A Associação Brasileira dos Advogados do Povo – Gabriel Pimenta (ABRAPO) vem a público denunciar a prisão arbitrária e inconstitucional da advogada Lenir Correia Coelho.
A decisão proferida pelo juízo da 2° Vara de Garantias de Porto Velho, que fundamenta a prisão, não apresenta qualquer conduta criminosa, mas sim criminaliza o exercício legítimo e essencial da advocacia, especialmente na defesa de camponeses e movimentos sociais, o que o juízo chama de “organização criminosa”.
O documento base para a prisão descreve atos que são inerentes e obrigatórios à função profissional de uma advogada:

• Prestar assessoria jurídica;
• Acompanhar processos judiciais;
• Manter contato com seus clientes para informá-los sobre os riscos processuais.

Vejam trecho da decisão que fundamenta a prisão preventiva:
"Ao que tudo indica, LENIR utiliza de seu aparato jurídico para legitimar as atuações da organização criminosa. Também há indícios de que a advogada repassava informações importantes para o grupo, como movimentações policiais e decisões de reintegração de posse, tudo isso na intenção de obstruir as ordens judiciais."

A gravidade reside no fato de que o ato de comunicar aos clientes a iminência de uma reintegração de posse, ou seja, alertá-los sobre um risco jurídico grave para que pudessem se preparar, está sendo interpretado pelas autoridades como uma atividade ilícita.

Essa criminalização da advocacia deliberada entre o dever funcional do advogado e uma atividade criminosa afronta diretamente o artigo 133 da Constituição Federal, que garante a inviolabilidade do advogado por seus atos e manifestações profissionais. A prisão da Dra. Lenir Correia Coelho constitui um grave ataque às prerrogativas da advocacia popular e ao próprio Estado Democrático de Direito. É a demonstração de que, em Rondônia, não há garantia do Devido Processo Legal aos Camponeses Pobres, eis que a Drª. Lenir, foi presa por exercer seu trabalho técnico, foi presa por atuar dentro de suas prerrogativas e responsabilidades, inerente a qualquer advogado.

A ABRAPO exige a imediata revogação da prisão e o fim da perseguição a advogados e advogadas que cumprem seu dever constitucional de defender os direitos do povo e a justiça social. 
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

ASSIM O BRASIL FOI SEQUESTRADO * MAURO MATOSINHO - SP

ASSIM O BRASIL FOI SEQUESTRADO
MAURO MATOSINHO
OBSERVAÇÃO:

MAURO MATOSINHO ERA O PILOTO DO ESQUEMA.

RETOMAR AS LUTAS PARA PRESERVAR DIREITOS E AVANÇAR NA LUTA PELO SOCIALISMO * Liga Comunista Brasileira/LCB

RETOMAR AS LUTAS PARA PRESERVAR DIREITOS E AVANÇAR NA LUTA PELO SOCIALISMO

Os trabalhadores tem perdido direitos de maneira contínua nos últimos anos. Desde uma reforma da previdência, que veda o acesso de milhões a aposentadorias e pensões até a negação de direitos aos trabalhadores de aplicativos. O resultado foi a queda da renda do trabalho e a desarticulação do mercado de trabalho.

O país atinge a menor taxa de desemprego em uma década. A renda do trabalho volta a crescer. Porém, os empregos formais gerados, cerca de um 1,1 milhão de empregos novos segundo dados do Caged, são em sua maioria com remuneração menor que dois salários mínimos e com jornadas extenuantes. A reforma trabalhista feita em 2017, mais as diversas decisões do STF, tiveram como objetivo o enfraquecimento da organização sindical e da justiça trabalhista. O sindicatos perderam prerrogativas, incluindo a homologação das demissões e a ultratividade dos acordos coletivos. A Justiça do Trabalho perdeu a função de definir as disputas em torno de vínculos empregatícios, abrindo a porta para a pejotização.

O STF liberou a terceirização de atividade-fim. A terceirização indiscriminada, incluindo no serviço público e nas concessionárias de energia, água, transportes e demais indústrias urbanas, rebaixaram salários e enfraqueceram a capacidade de negociação das categorias profissionais. O resultado é a superexploração, salários rebaixados, uma epidemia de doenças ocupacionais e a debilitação generalizada da saúde mental de quem trabalha. O desemprego, as péssimas condições de trabalho e os baixos salários fizeram uma parte significativa da força de trabalho a se submeter aos aplicativos de transporte, entregas e serviços. Nesse quesito, a relação de trabalho é uma terra de ninguém. As empresas de aplicativos fazem o que querem na ausência de regulamentação. Mudam as condições de uso e de remuneração de acordo com seus interesse, sem nenhuma consulta a quem trabalha.

Esse é o cerne do ajuste neoliberal. Retirar qualquer limite à exploração do trabalho. Recuperar direitos e mudar as condições de trabalho envolve mobilização e uma dura luta da classe trabalhadora. O ajuste neoliberal reflete a fase que se encontra o desenvolvimento capitalista.

A classe trabalhadora deve ter claro que as contradições das relações capital-trabalho só serão resolvidas com a superação do capitalismo, em uma sociedade socialista, objetivo maior dos trabalhadores de todo o mundo.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA/LCB

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

NAS ENTRELINHAS * Patrícia Souza&Raimundo Fraga/BA

 NAS ENTRELINHAS

NAS ENTRELINHAS – 30ª EDIÇÃO

Por que fingir que está tudo bem dá mais trabalho do que dizer a verdade?

Prepare-se! A nova edição do Nas Entrelinhas não vem com filtro, não vem com anestesia e muito menos com nota oficial para “esclarecer”. Vem com fatos e ironia... muita ironia.
Nesta edição especial você vai descobrir que:
A Vassalagem no Serviço Público não é coisa da Idade Média.
Ela só trocou o castelo por cargos, o feudo por gratificação e o juramento de lealdade por silêncio conveniente.
Faces de uma Tragédia mostram que ambientes educacionais também podem ser palco de dor, violência e sofrimento — enquanto alguns fingem que tudo se resolve com nota institucional e foto para rede social.
Quando a Máquina Pública Funciona Contra o Interesse Público, você entende como o sistema foi calibrado para servir a poucos, enquanto muitos pagam a conta.
Nota de Indignação: Oportunismo Inaceitável sobre Saúde Mental no IFBA
Porque nada mais moderno do que usar sofrimento como marketing institucional. Cuidar de verdade? Aí já é opcional.
TCU Suspende RSC no IFBA por Suspeita de Irregularidades
Reconhecimento de Saberes e Competências?
Aqui parece mais Reconhecimento de Silêncios Convenientes e Concessões Criativas.
Nota Pública X Crise de Credibilidade da Gestão do IFBA
Uma batalha épica entre a realidade e o departamento de “vamos soltar uma nota e ver se cola”.
Justiça Federal Anula Remoções no IFBA
Porque quando a gestão inventa regra, a Justiça lembra: Edital vencido não vira eterno só porque alguém quer.
O NAS ENTRELINHAS: O FAROL DA TRANSPARÊNCIA QUE O IFBA QUER APAGAR
Se incomoda, é porque ilumina. Se querem apagar, é porque tem coisa que não pode ser vista.
Carta Aberta – 30ª Edição: Para quem ainda acredita que o silêncio é uma virtude…
Spoiler : não é!
Silêncio não é virtude.
É ferramenta de quem se beneficia do escuro.
NAS ENTRELINHAS – 30ª Edição fazendo o que muita gestão não faz:
Lendo a lei
Ligando os pontos
Chamando o problema pelo nome
Porque transparência incomoda.
Mas improviso administrativo dá processo.
*Leia! Compartilhe! Espalhe!*
Se eles não gostam da luz, é sinal de que o farol está funcionando.
Para baixar a revista no formato PDF click no link abaixo:

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