quarta-feira, 11 de março de 2026

AMEAÇA E CERCO À NOSSA SOBERANIA E DEMOCRACIA * Wladimir Tadeu Baptista Soares/RJ

AMEAÇA E CERCO À NOSSA SOBERANIA E DEMOCRACIA

Há uma ameaça perigosa em curso à nossa soberania promovido por Donald Trump e seus asseclas, e estimulado e aplaudido por gente daqui ligada à extrema direita fascista, que quer a destruição de todas as nossas instituições públicas. .

Há um cerco deliberado à nossa democracia organizado e liderado por essa mesma gente cínica, traidora e má que compõe o que há de pior na sociedade civil, militar, política e religiosa no nosso país.

Há muitos ruídos e mentiras sendo contadas todos os dias por uma imprensa corporativa subserviente e parceira das elites brasileiras e do sistema financeiro, nacional e estrangeiro, que cumpre vergonhosamente as ordens de uma nação estrangeira imperialista que, para atingir os seus próprios interesses, procura acabar com todos os nossos direitos sociais e privatizar toda a coisa pública para que o mercado seja o dono e o patrão da nossa nação e de nossas vidas.

Há uma gente mau caráter planejando e desejando diariamente um golpe de Estado aqui, e a implementação de um regime autocrata ditatorial militar. E, infelizmente, ainda tem gente que apoia essa ideia sinistra.

Lutar contra isso é necessário e urgente.

Só a democracia é capaz de cuidar de todas as vidas.
Só a soberania pode assegurar a nossa liberdade para continuarmos seguindo em frente, livre de ameaças internas e estrangeiras.

Sem democracia e sem soberania não há dignidade, não há respeito, não há garantiade direitos.

Já faz algum tempo que o nosso ambiente político está adoecido moralmente, empobrecido intelectualmente e distante do interesse público e das expectativas e necessidades do povo brasileiro.

Mudar isso depende de nós em todos os períodos eleitorais.
Mudar esse cenário político legislativo atual para melhor é uma obrigação nossa.

Eleger pessoas do campo progressista para as chefias do Poder Executivo (Presidente, Governadores, Prefeitos) é nossa responsabilidade.

E este ano temos a oportunidade de arrumar a nossa casa.
E não se arruma a casa sem a presença da esquerda nesse processo, em todas as esferas politicas da nação.
Ao mesmo tempo, é fundamental que os fascistas da extrema direita sejam esquecidos e abandonados para sempre no lixo da história.

A luta contra o fascismo nunca acaba,
Assim como a luta em defesa da democracia e da soberania não termina nunca.

Por isso, não podemos vacilar nessa hora.

Precisamos estar muito atentos e não nos deixarmos capturar pelas inúmeras fake news disseminadas em ano de eleição.

Que país queremos hoje e no futuro?

Quem, de fato, defende a nossa soberania e a nossa democracia: a extrema direita ou a esquerda?
Pense nisso com honestidade intelectual.


Wladimir Tadeu Baptista Soares
Cambuci/Niterói - RJ
Nordestino
*

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

PAINÉIS SOLARES PARA CUBA * REDE CONTINENTAL LATINOAMERICANA E CARIBENHA DE SOLIDARIEDADE COM CUBA E AS CAUSAS JUSTAS

PAINÉIS SOLARES PARA CUBA
REDE CONTINENTAL LATINOAMERICANA E CARIBENHA
DE SOLIDARIEDADE COM CUBA E AS CAUSAS JUSTAS
APOIO:
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

DENÚNCIA PÚBLICA: Prisão Arbitrária da Advogada popular Dra. Lenir Correia Coelho * ABBRAPO

DENÚNCIA PÚBLICA: Prisão Arbitrária da Advogada popular Dra. Lenir Correia Coelho

A Associação Brasileira dos Advogados do Povo – Gabriel Pimenta (ABRAPO) vem a público denunciar a prisão arbitrária e inconstitucional da advogada Lenir Correia Coelho.
A decisão proferida pelo juízo da 2° Vara de Garantias de Porto Velho, que fundamenta a prisão, não apresenta qualquer conduta criminosa, mas sim criminaliza o exercício legítimo e essencial da advocacia, especialmente na defesa de camponeses e movimentos sociais, o que o juízo chama de “organização criminosa”.
O documento base para a prisão descreve atos que são inerentes e obrigatórios à função profissional de uma advogada:

• Prestar assessoria jurídica;
• Acompanhar processos judiciais;
• Manter contato com seus clientes para informá-los sobre os riscos processuais.

Vejam trecho da decisão que fundamenta a prisão preventiva:
"Ao que tudo indica, LENIR utiliza de seu aparato jurídico para legitimar as atuações da organização criminosa. Também há indícios de que a advogada repassava informações importantes para o grupo, como movimentações policiais e decisões de reintegração de posse, tudo isso na intenção de obstruir as ordens judiciais."

A gravidade reside no fato de que o ato de comunicar aos clientes a iminência de uma reintegração de posse, ou seja, alertá-los sobre um risco jurídico grave para que pudessem se preparar, está sendo interpretado pelas autoridades como uma atividade ilícita.

Essa criminalização da advocacia deliberada entre o dever funcional do advogado e uma atividade criminosa afronta diretamente o artigo 133 da Constituição Federal, que garante a inviolabilidade do advogado por seus atos e manifestações profissionais. A prisão da Dra. Lenir Correia Coelho constitui um grave ataque às prerrogativas da advocacia popular e ao próprio Estado Democrático de Direito. É a demonstração de que, em Rondônia, não há garantia do Devido Processo Legal aos Camponeses Pobres, eis que a Drª. Lenir, foi presa por exercer seu trabalho técnico, foi presa por atuar dentro de suas prerrogativas e responsabilidades, inerente a qualquer advogado.

A ABRAPO exige a imediata revogação da prisão e o fim da perseguição a advogados e advogadas que cumprem seu dever constitucional de defender os direitos do povo e a justiça social. 
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

ASSIM O BRASIL FOI SEQUESTRADO * MAURO MATOSINHO - SP

ASSIM O BRASIL FOI SEQUESTRADO
MAURO MATOSINHO
OBSERVAÇÃO:

MAURO MATOSINHO ERA O PILOTO DO ESQUEMA.

RETOMAR AS LUTAS PARA PRESERVAR DIREITOS E AVANÇAR NA LUTA PELO SOCIALISMO * Liga Comunista Brasileira/LCB

RETOMAR AS LUTAS PARA PRESERVAR DIREITOS E AVANÇAR NA LUTA PELO SOCIALISMO

Os trabalhadores tem perdido direitos de maneira contínua nos últimos anos. Desde uma reforma da previdência, que veda o acesso de milhões a aposentadorias e pensões até a negação de direitos aos trabalhadores de aplicativos. O resultado foi a queda da renda do trabalho e a desarticulação do mercado de trabalho.

O país atinge a menor taxa de desemprego em uma década. A renda do trabalho volta a crescer. Porém, os empregos formais gerados, cerca de um 1,1 milhão de empregos novos segundo dados do Caged, são em sua maioria com remuneração menor que dois salários mínimos e com jornadas extenuantes. A reforma trabalhista feita em 2017, mais as diversas decisões do STF, tiveram como objetivo o enfraquecimento da organização sindical e da justiça trabalhista. O sindicatos perderam prerrogativas, incluindo a homologação das demissões e a ultratividade dos acordos coletivos. A Justiça do Trabalho perdeu a função de definir as disputas em torno de vínculos empregatícios, abrindo a porta para a pejotização.

O STF liberou a terceirização de atividade-fim. A terceirização indiscriminada, incluindo no serviço público e nas concessionárias de energia, água, transportes e demais indústrias urbanas, rebaixaram salários e enfraqueceram a capacidade de negociação das categorias profissionais. O resultado é a superexploração, salários rebaixados, uma epidemia de doenças ocupacionais e a debilitação generalizada da saúde mental de quem trabalha. O desemprego, as péssimas condições de trabalho e os baixos salários fizeram uma parte significativa da força de trabalho a se submeter aos aplicativos de transporte, entregas e serviços. Nesse quesito, a relação de trabalho é uma terra de ninguém. As empresas de aplicativos fazem o que querem na ausência de regulamentação. Mudam as condições de uso e de remuneração de acordo com seus interesse, sem nenhuma consulta a quem trabalha.

Esse é o cerne do ajuste neoliberal. Retirar qualquer limite à exploração do trabalho. Recuperar direitos e mudar as condições de trabalho envolve mobilização e uma dura luta da classe trabalhadora. O ajuste neoliberal reflete a fase que se encontra o desenvolvimento capitalista.

A classe trabalhadora deve ter claro que as contradições das relações capital-trabalho só serão resolvidas com a superação do capitalismo, em uma sociedade socialista, objetivo maior dos trabalhadores de todo o mundo.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA/LCB

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

NAS ENTRELINHAS * Patrícia Souza&Raimundo Fraga/BA

 NAS ENTRELINHAS

NAS ENTRELINHAS – 30ª EDIÇÃO

Por que fingir que está tudo bem dá mais trabalho do que dizer a verdade?

Prepare-se! A nova edição do Nas Entrelinhas não vem com filtro, não vem com anestesia e muito menos com nota oficial para “esclarecer”. Vem com fatos e ironia... muita ironia.
Nesta edição especial você vai descobrir que:
A Vassalagem no Serviço Público não é coisa da Idade Média.
Ela só trocou o castelo por cargos, o feudo por gratificação e o juramento de lealdade por silêncio conveniente.
Faces de uma Tragédia mostram que ambientes educacionais também podem ser palco de dor, violência e sofrimento — enquanto alguns fingem que tudo se resolve com nota institucional e foto para rede social.
Quando a Máquina Pública Funciona Contra o Interesse Público, você entende como o sistema foi calibrado para servir a poucos, enquanto muitos pagam a conta.
Nota de Indignação: Oportunismo Inaceitável sobre Saúde Mental no IFBA
Porque nada mais moderno do que usar sofrimento como marketing institucional. Cuidar de verdade? Aí já é opcional.
TCU Suspende RSC no IFBA por Suspeita de Irregularidades
Reconhecimento de Saberes e Competências?
Aqui parece mais Reconhecimento de Silêncios Convenientes e Concessões Criativas.
Nota Pública X Crise de Credibilidade da Gestão do IFBA
Uma batalha épica entre a realidade e o departamento de “vamos soltar uma nota e ver se cola”.
Justiça Federal Anula Remoções no IFBA
Porque quando a gestão inventa regra, a Justiça lembra: Edital vencido não vira eterno só porque alguém quer.
O NAS ENTRELINHAS: O FAROL DA TRANSPARÊNCIA QUE O IFBA QUER APAGAR
Se incomoda, é porque ilumina. Se querem apagar, é porque tem coisa que não pode ser vista.
Carta Aberta – 30ª Edição: Para quem ainda acredita que o silêncio é uma virtude…
Spoiler : não é!
Silêncio não é virtude.
É ferramenta de quem se beneficia do escuro.
NAS ENTRELINHAS – 30ª Edição fazendo o que muita gestão não faz:
Lendo a lei
Ligando os pontos
Chamando o problema pelo nome
Porque transparência incomoda.
Mas improviso administrativo dá processo.
*Leia! Compartilhe! Espalhe!*
Se eles não gostam da luz, é sinal de que o farol está funcionando.
Para baixar a revista no formato PDF click no link abaixo:

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O CAPITALISMO EXPLORA, ADOECE E MATA OS TRABALHADORES – É URGENTE SUPERÁ-LO * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

O CAPITALISMO EXPLORA, ADOECE E MATA OS TRABALHADORES – É URGENTE SUPERÁ-LO
https://ligacomunistabrasileira.org/

Em 2025, o Brasil atingiu uma taxa de desemprego de 5,6%, a menor desde 2012. Se por um lado esses números devem ser saudados, por outro merecem séria ponderação. Esse baixo índice de desemprego não pode ocultar o elevado grau de exploração dos trabalhadores.

Cabe destacar, em primeiro lugar, a desaceleração do total de empregos formais gerados. Em 2024, o total de empregos formais foi de 1.693.673, crescimento de 16,5% em relação a 2023. Já 2025 registrou uma forte desaceleração, de 23,7%, com um saldo positivo de 1.279.498 vagas. Essa queda se explica, em boa medida, à política de juros altos do Banco Central, orientada pelo esforço em manter baixa a inflação. Esse viés anti-inflacionário não resulta de uma preocupação em manter o poder de compra dos salários, mas atende os interesses do capital financeiro e do rentismo, pois preserva o valor dos ativos financeiros.

O salário de admissão até conheceu um crescimento, em dezembro de 2025, de 2,55% em relação a dezembro de 2024. Em termos nominais, o salário de admissão nesse período saltou de R$ 2.246,60 para R$ 2.303,78. Mas, tratou-se de um crescimento abaixo da inflação medida pelo IPCA para 2025, apurada em 4,26%. Já o rendimento médio dos trabalhadores cresceu 5,03% em relação a 2024, saltando de R$ 3.440,00 para R$ 3.613,00. Contudo, quando comparado ao salário mínimo necessário calculado pelo Dieese, que deveria ser de R$ 7.106,83, observamos uma diferença de 96,70%.

Outro fenômeno é o da precarização. Cerca de 40% da massa trabalhadora não tem carteira assinada ou trabalha na condição de autônomo. Essa relação de emprego está muitas vezes ocultada pelo trabalho em plataformas, pelo chamado empreendedorismo e pela pejotização. Além da renda média do trabalhador informal ser baixa, as jornadas são maiores, assim como a insegurança financeira. E as condições de trabalho são piores.

A degradação das condições de trabalho também podem ser verificadas na saúde e segurança do trabalhador. Em 2025, o Brasil registrou mais de 4 milhões de trabalhadores afastados pelo INSS. O total de afastamento dobrou em relação a 2021, quando se registrou 1,9 milhão de casos. A maioria dos afastamentos ainda se deve a acidentes e doenças típicas como fraturas e lesões. Mas, cabe destacar o absurdo crescimento dos transtornos de ansiedade e dos episódios depressivos. Estes, de 2021 para 2025, quase triplicaram, saltando de 98.688 para 293.097.

Essa explosão de afastamentos por transtornos mentais revela uma profunda deterioração das condições de vida e da sociabilidade burguesa, no contexto de um capitalismo cujo eixo central de acumulação é a financeirização. A causa dos transtornos mentais está no medo do desemprego, no assédio moral no ambiente de trabalho, nos salários baixos e nas dificuldades em pagar as contas e suprir as demandas familiares, na mercantilização dos bens necessários à uma vida decente, na infame escala 6 x 1, que esgota física e emocionalmente os trabalhadores, e na falta de uma robusta rede de proteção social.

A condição básica para a acumulação do capital é a exploração do trabalho. Quanto mais a classe trabalhadora é espoliada, maior é a lucratividade do capital. Se os lucros batem recorde ano após ano, isso não se deve à esperteza dos grandes capitalistas, mas por causa da exploração dos trabalhadores. A medida dessa exploração se encontra nos salários baixos em relação às necessidades, na precarização do trabalho e no adoecimento físico e mental dos trabalhadores. Enfrentar esse cenário exige dos trabalhadores a retomada luta sindical. É importante alcançar melhorias imediatas, como maiores salários, o fim da escala 6 x 1 e a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários.

Mas a superação definitiva da exploração requer cada vez mais uma revolução que coloque os trabalhadores no poder, mude o caráter do Estado e o regime de propriedade dos grandes meios de produção.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

sábado, 31 de janeiro de 2026

MANIFESTO AOS POVOS LATINOAMERICANOS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

MANIFESTO AOS POVOS LATINOAMERICANOS
VENEZUELA MULHER
MADURO
MANIFESTO BARCELONA
MOBILIZAÇÃO
Nota da Frente Revolucionária dos Trabalhadores, em solidariedade e defesa do povo e governo da Venezuela!

As forças imperialistas atacaram nesta madrugada o solo interno da Venezuela com bombardeios aéreos por drones.
Até o momento não se sabe o paradeiro do presidente Nicolas Maduro e sua esposa, a primeira combatente Cilia Flores, nem se ouve vítimas fatais.

O povo venezuelano de pronto, tomou as ruas em defesa do seu país e seu governo, e a Força Armada bolivariana está em profundo estado de prontidão e combate.

A agressão covarde e vil por parte da Casa Branca constitui um dos crimes mais graves, cometido pelo imperialismo contra a América Latina nos últimos tempos. Abre assim, precedentes perigosíssimos para uma ofensiva generalizada dos Estados Unidos contra todos os países no mundo, não só em Nossa América.

Até o momento, as reações dos chefes de Estado em toda a nossa região têm sido muito tíbias, protocolares e em grande medida pusilânime, tamanho a gravidade da situação.

O que restava ainda do suposto "direito internacional", plasmado na Carta das Nações Unidas, está rasgado e o imperialismo em crise avançará para sua política neocolozizadora contra os povos.
Na América Latina em particular, corremos o risco de sermos arrastados para guerras permanentes do imperialismo, como ocorre no Oriente Médio, onde vemos países balcanizados, Estados falidos e desestruturados, a selvageria e o reino do caos imperando.

Nos solidarizamos militantemente com nossos irmãos venezuelanos e com o presidente Maduro e sua família. Neste momento é urgente formarmos uma coordenação continental para tomarmos as ruas, as embaixadas e consulados estadunidenses em defesa da Venezuela e das vidas do presidente Nicolas Maduro e Cilia Flores.

Que os governos latinoamericanos e caribenhos tomem postura enérgica e prática contra este crime gravíssimo cometido pelos bandidos imperialistas.

Mais uma vez, nós da Frente Revolucionária dos Trabalhadores do Brasil, estamos incondicionalmente e até às últimas consequências ao lado do povo e governo venezuelano.
SOBRE EL ATAQUE DE ESTADOS UNIDOS A VENEZUELA

Declaración del FAI


Estados Unidos intenta someter a Venezuela como primer paso para recolonizar América Latina, empezando por eliminar el obstáculo que supone el actual presidente Nicolás Maduro, para después desmontar el estado bolivariano y poder neutralizar al Ejército. Todo ello para apropiarse, en primera instancia, del petróleo y sus instalaciones.

En el mes de agosto de 2025 se produjo la mayor concentración de la historia de fuerzas militares del Comando Sur de los EE.UU frente a las costas venezolanas. El objetivo era bloquear Venezuela por tierra, mar y aire y a continuación, atacarla. Una operación recogida como parte de la Estrategia de Seguridad Nacional que establece explícitamente la recolonización de América Latina y el Caribe por los EE.UU.

El 26 y 27 de diciembre, Donald Trump declaraba: “nos devolverán todo lo que nos robaron” (petróleo, gas, tierras, activos), poniendo, negro sobre blanco, la máxima imperialista de que el saqueo debe ser recompensado.

Una vez más, la primera parte de la estrategia imperialista fue la criminalización, la construcción de un relato para consumo interno: la lucha contra el narcotráfico. El complejo comunicacional construyó un programa de propaganda sistemática para producir un ablandamiento artillero mediático que convenciera a la población de los Estados Unidos de la necesidad de gastar dinero en la invasión de Venezuela.

Se difundieron imágenes borrosas, sin ningún detalle, de ataques a lanchas en el mar, sin detenciones, sin imágenes de los contenidos de las lanchas, ni de las personas, ni de las rutas…. nada que permitiera a los estadounidenses comprobación alguna. Vídeos cortos, simples, sin historia, destinados a alimentar un estereotipo creado para la clase media norteamericana, núcleo del pensamiento del modo de vida americano.

En estos momentos ya se difunden las imágenes del éxito del ataque a Venezuela, las noticias del secuestro del presidente venezolano -que no le llaman secuestro sino captura-; de ahí en adelante seguirán el guion del manual norteamericano del “cambio de régimen”. Nada de esto es nuevo, quizá en las formas, pero existe una continuidad en cómo ha operado el imperio a lo largo de su historia.

Sin duda vivimos en tiempos de riesgos e incertidumbre, estamos en un periodo de transición hacia un nuevo modelo de gobernanza mundial que no solo no está definido sino que aun está pendiente del resultado de múltiples acontecimientos, de cómo se conforman definitivamente los bloques ahora en construcción y del desarrollo de estrategias como la estadounidense de Seguridad Para América latina y el Caribe de la que ahora se está dando el primer paso.

Nada cambia excepto la forma directa y explicita de sus objetivos. El Comando Sur, protagonista de esta operación, ya lo venía haciendo desde años atrás, ¿pero quién lee sus informes?. Ahora sí, porque al igual que en Palestina, el crimen se ha banalizado hasta ser solo una tendencia en las redes y se puede alardear de ello sin mayores consecuencias.

Palestina viene al caso, forma parte de la misma guerra, son los mismos verdugos y sus mismos cómplices, también comparten la coyuntura: Un occidente en descomposición, el petróleo de la zona, las rutas del comercio mundial, la necesidad de mostrar la arbitrariedad y la impunidad para que sea creíble, en resumen, el poder imperial.

Hace algunos años Atilio Boron en una conferencia sobre el declive de la economía estadounidense explicó, no solo la decadencia del Occidente; también relató que los Estados Unidos podrían mantener su actual modo de vida recolonizando América Latina y el Caribe, es decir, apropiándose libremente de todas las riquezas, controlando el comercio y deshaciéndose de sus competidores en esa región, especialmente de China, afianzándose como superpotencia regional a la espera de recuperarse cómo hegemón mundial, algo a lo que no renunciará hasta su colapso final.

Ya ha sido atacada Venezuela; le seguirán el resto, toda América Latina y el Caribe. El guion será el mismo: criminalizar, aislar, destruir; una fórmula de éxito ensayada en multitud de ocasiones, pero que no ha sido invulnerable ya que siempre han existido resistencias que los han frenado y derrotado.

La resistencia venezolana ha sobrevivido al acoso permanente de los Estados Unidos, durante más de 25 años, ha sufrido golpes de Estado, guarimbas, atentados terroristas, el saqueo de sus bienes, gobiernos paralelos, bloqueos y asedios. Los Estados Unidos han necesitado movilizar toda una flota para secuestrar al presidente constitucional Nicolás Maduro; cabe preguntarse qué necesitará para someter a toda Venezuela.

Desde el internacionalismo, desde la defensa de la soberanía y la independencia de todos los pueblos, hacemos un llamado a la movilización y la unión de todas las luchas para extender la resistencia allá donde se produzca cualquier intervención imperialista.

En un mundo en el que se reconoce la existencia de 50 conflictos armados, América Latina y el Caribe se había conjurado como territorio de paz en 2014, una paz ahora violada por el imperio del norte. La paz no es pasiva, hay que alimentarla, cuidarla y protegerla todos los días y defenderla cuando es agredida.

Llamamos a defender la institucionalidad venezolana, la legitimidad de su presidente y la soberanía de su pueblo. Denunciamos el secuestro de su presidente como un crimen y alzamos nuestra voz para proclamar que Venezuela no está sola.


Frente Antiimperialista Internacionalista, 4 de enero de 2026
MEMBROS DA FORÇA DELTA MORTOS NO SEQUESTRO DE MADURO


SOBRE O ATAQUE DOS ESTADOS UNIDOS À VENEZUELA

Declaração da FAI

Os Estados Unidos estão tentando subjugar a Venezuela como um primeiro passo para recolonizar a América Latina, começando por eliminar o obstáculo representado pelo atual presidente Nicolás Maduro e, em seguida, desmantelando o Estado bolivariano para neutralizar as forças armadas. Tudo isso visa, antes de mais nada, a apropriação do petróleo e da infraestrutura do país.

Em agosto de 2025, a maior concentração de forças militares do Comando Sul dos EUA na história foi mobilizada na costa da Venezuela. O objetivo era bloquear a Venezuela por terra, mar e ar, e então atacá-la. Essa operação fazia parte da Estratégia de Segurança Nacional, que delineia explicitamente a recolonização da América Latina e do Caribe pelos Estados Unidos.

Nos dias 26 e 27 de dezembro, Donald Trump declarou: "Eles devolverão tudo o que nos roubaram" (petróleo, gás, terras, bens), colocando, preto no branco, a máxima imperialista de que a pilhagem deve ser recompensada.

Mais uma vez, a primeira parte da estratégia imperialista foi a criminalização, a construção de uma narrativa para consumo interno: a luta contra o narcotráfico. O aparato de comunicação construiu um programa sistemático de propaganda para produzir um amolecimento da opinião pública mediado pela mídia, convencendo a população dos Estados Unidos da necessidade de gastar dinheiro na invasão da Venezuela.

Imagens borradas e sem detalhes de ataques a barcos no mar foram divulgadas, sem prisões, sem filmagens do conteúdo das embarcações, das pessoas a bordo ou das rotas percorridas — nada que permitisse aos americanos verificar os fatos. Vídeos curtos e simples, desprovidos de contexto, criados para reforçar um estereótipo da classe média americana, o cerne do estilo de vida americano.

Já circulam imagens do ataque bem-sucedido à Venezuela, juntamente com notícias do sequestro do presidente venezuelano — que eles chamam de captura, não de rapto. Daqui para a frente, seguirão o roteiro do manual americano de "mudança de regime". Nada disso é novo, talvez apenas nos métodos, mas há uma continuidade na forma como o império tem operado ao longo de sua história.

Sem dúvida, vivemos em tempos de risco e incerteza. Estamos em um período de transição rumo a um novo modelo de governança global que não só está indefinido, como ainda aguarda o desfecho de múltiplos eventos, a formação definitiva dos blocos em construção e o desenvolvimento de estratégias como a Estratégia de Segurança dos EUA para a América Latina e o Caribe, cujo primeiro passo já está sendo dado.

Nada muda, exceto a natureza direta e explícita de seus objetivos. O Comando Sul, protagonista desta operação, vem fazendo isso há anos, mas quem lê seus relatórios? Agora eles leem, porque, assim como na Palestina, o crime foi tão banalizado que se tornou apenas um assunto em alta nas redes sociais, e eles podem se vangloriar disso sem grandes consequências.

A Palestina é relevante, faz parte da mesma guerra, os algozes e seus cúmplices são os mesmos, compartilham também as mesmas circunstâncias: um Ocidente em decadência, o petróleo da região, as rotas do comércio mundial, a necessidade de demonstrar arbitrariedade e impunidade para ser credível, em suma, o poder imperial.

Há alguns anos, Atilio Boron, em uma conferência sobre o declínio da economia americana, explicou não apenas o declínio do Ocidente; ele também afirmou que os Estados Unidos poderiam manter seu atual modo de vida recolonizando a América Latina e o Caribe, ou seja, apropriando-se livremente de toda a riqueza, controlando o comércio e eliminando seus concorrentes naquela região, especialmente a China, consolidando-se como uma superpotência regional enquanto aguardam a recuperação de sua hegemonia global, algo que não abandonarão até seu colapso final.

A Venezuela já foi atacada; o resto da América Latina e do Caribe seguirá o mesmo caminho. O roteiro será o mesmo: criminalizar, isolar, destruir; uma fórmula de sucesso testada inúmeras vezes, mas que não se mostrou infalível, pois sempre houve resistências que a detiveram e derrotaram.

A resistência venezuelana sobreviveu ao assédio implacável dos Estados Unidos por mais de 25 anos, suportando golpes de Estado, protestos violentos, ataques terroristas, saques a seus bens, governos paralelos, bloqueios e cercos. Os Estados Unidos precisaram mobilizar uma frota inteira para sequestrar o presidente constitucional, Nicolás Maduro; fica a dúvida sobre o que será necessário para subjugar toda a Venezuela.

De uma perspectiva internacionalista, em defesa da soberania e independência de todos os povos, apelamos à mobilização e à unidade de todas as lutas para estender a resistência onde quer que ocorra qualquer intervenção imperialista.

Num mundo onde se reconhecem 50 conflitos armados, a América Latina e o Caribe declararam-se um território de paz em 2014, uma paz agora violada pelo império do norte. A paz não é passiva; deve ser nutrida, cuidada e protegida diariamente, e defendida quando atacada.

Exigimos a defesa das instituições venezuelanas, a legitimidade de seu presidente e a soberania de seu povo. Denunciamos o sequestro de seu presidente como um crime e elevamos nossas vozes para proclamar que a Venezuela não está sozinha.

Frente Internacionalista Anti-Imperialista, 4 de janeiro de 2026
ACESSE TAMBÉM
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DIÁRIO DO PCTB

domingo, 25 de janeiro de 2026

América Latina: a esquerda assumirá o anti-imperialismo? * Outras Palavras

América Latina: a esquerda assumirá o anti-imperialismo?
Trump aplicará imperialismo de alta intensidade – militar, mas também nas finanças e comércio. Há o risco de intervenções cada vez mais frequentes. Nestas condições, a defesa pela soberania não pode ser apenas uma ênfase discursiva dos governos progressistas.

domingo, 18 de janeiro de 2026

DITADURA. ORA, DITADURA! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

DITADURA. ORA, DITADURA!
BOLSONARO NA PAPUDA NÃO TEM PREÇO!
NADA MELHOR QUE GOLPISTA NA PAPUDA
GOLPISTA BOM É GOLPISTA NA PAPUDA

sábado, 17 de janeiro de 2026

PLENARIAS ORGANIZACIONAIS DA FRT * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

PLENARIAS ORGANIZACIONAIS DA FRT

 *CARTA AOS REVOLUCIONARIOS*

Como os companheiros bem sabem, o sistema capitalista vive uma profunda crise estrutural que atinge o seu organismo como totalidade.


Há muito a crise que atinge o modo de produção capitalista, não é apenas somente econômica, mas social, política, civilizatória, etc; enfim, a crise possui um caráter universalizante e ameaça de forma objetiva a própria sobrevivência da humanidade.


O momento atual tem como uma de suas marcas, o auge da contrarrevolução; aberta sobretudo, desde o fim da União Soviética e queda do Muro de Berlim, acontecimentos históricos que expressaram dura derrota do proletariado mundial.


 A fragmentação em que se encontra a esquerda revolucionária brasileira, potencializa seu isolamento em relação a classe, fator que contribui inexoravelmente para a solidificação da contrarrevolução burguesa.


Nesse sentido, torna-se mesmo imperativo construir no país um polo autenticamente revolucionário, que aglutine os melhores, mais combativos e abnegados elementos da vanguarda classista para criar de fato, as bases de um partido comunista da revolução brasileira.


Nesta perspectiva buscamos construir junto às demais organizações proletárias e comunistas este instrumento de Frente de Lutas, que pode tornar-se um embrião do partido revolucionário, não como ficção, mas sim concretamente. Dessa forma propomos a aproximação de todas as correntes, no sentido de atuação pela via política da Frente Única de esquerda.


*Propomos pôr de pé uma imprensa operária, popular e comunista, que saiba fazer seu papel de esclarecer e despertar as massas trabalhadoras. Que saiba, em seu cotidiano e intervenção, fazer a ponte dialética entre o programa mínimo e as necessidades históricas da revolução brasileira em nossa agitação e propaganda;


*Propomos fortalecer a Frente Única Revolucionária dos trabalhadores brasileiros, que centralize as organizações revolucionárias, no sentido de superar nossa fragmentação e fortalecer nossa atuação junto às massas;


*Propomos deliberar uma agenda de atuação e intervenção na atual conjuntura  histórica gravíssima, visto que o tempo corre.


Com a perspectiva de avançarmos para a construção de um instrumental para potencializar as lutas dos explorados, diante de uma conjuntura  marcada pela guerra de classe que a burguesia declarou ao povo brasileiro, é que apresentamos as propostas acima aos demais camaradas. 


Saudações revolucionárias

!!!!!!

Frente Revolucionária dos Trabalhadores

FRT

NÃO PERCA! DIA 14/03 ÀS 10HS VOCÊ RECEBERÁ O LINK DO GOOGLE MET PRA PARTICIPAR CONOSCO DO NOSSO PRIMEIRO ENCONTRO DO ANO.

SUGESTÃO DE PLANEJAMENTO PARA OS NUCLEOS ESTADUAIS DA FRT

TAREFAS PARA ATUAÇÃO DO NUCLEO

1. MORADIA: acompanhar as lutas por moradia no Estado e participar aonde for possível, sempre levando em conta as forças políticas dominantes; buscar inserir-se nós órgãos gestores, como secretárias de habitação ;

2. EDUCACAO: acompanhar a comunidade escolar, verificar as carências, ver se tem CEC - Conselho Escola Comunidade; era se tem grêmio - no caso de escola de ensino médio e superior. Fazer todo esforço para criar um núcleo de pais-alunos por fora desses órgãos formais;

3. SAUDE: acompanhar a situação do posto mais próximo, seu abastecimento, capacidade de atendimento e deficiências, sobretudo o quesito farmácia-doentes crônicos. Buscar construir a mesma dinâmica da educação, criando grupos de atuação, sem negligenciar a inserção no Conselho Municipal de Saúde;

4. CATEGORIAS SOCIAIS: juventude, idosos, profissionais de nível técnico, profissionais liberais e informais;

5. CULTURA: desenvolver atividades musicais, literárias, teatrais, artes plásticas, turismo cultural, tais como visitas a cidades históricas e exposições;

6. FORMAÇÃO POLÍTICA: 

7 . INTERNACIONALISMO: fortalecer o apoio aos povos subjugados pelo imperialismo, como a Palestina, a SIRIA(no Oriente Médio), em seja África e América Latina. Criar grupos de trabalho.

8 . BOLETIM FRT
*
MINUTA DA PAUTA

1 . Informe de conjuntura nac. internac

2 . Perspectivas da FRT

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

UNIDADE DOS POVOS LATINO-AMERICANOS PARA DERROTAR O IMPERIALISMO * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA - LCB

UNIDADE DOS POVOS LATINO-AMERICANOS PARA DERROTAR O IMPERIALISMO
LIGA COMUNISTA BRASILEIRA - LCB


O ataque de Donald Trump à Venezuela, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada Cilia Flores, é um emblema de como será a nova doutrina geopolítica dos Estados Unidos para a América Latina. Embriagado pelo sucesso da operação, Trump declarou: “Não preciso do direito internacional” e só seguirá sua “própria moralidade”. O tom agressivo de suas declarações revela a disposição do imperialismo estadunidense de impor sua vontade pela força, sem qualquer tipo de disfarce, como forma de contornar sua decadência.

E, agora, Trump lança novas ameaças aos povos e países da América Latina. Para o México, sugeriu a possibilidade de bombardear áreas do país perto da fronteira com os Estados Unidos, em nome de combater grupos narcotraficantes. E tem exigido da presidenta do país, Claudia Sheinbaum, o fim da venda de petróleo a Cuba. Quanto a Colômbia, ameaçou o país e o presidente Gustavo Petro de ter o mesmo destino de Nicolás Maduro, caso não pare com as críticas ao imperialismo estadunidense. As ameaças a Cuba se tornam ainda mais graves, com Trump sinalizando uma intervenção militar na Ilha, caso esta não desista de seguir seu caminho revolucionário de construção do socialismo.

Apesar do sucesso e do forte impacto do sequestro do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores, Trump foi incapaz de impor uma derrota à Revolução Bolivariana. O chavismo continua com o poder de Estado nas mãos e a cadeia de comando está mantida. As Forças Armadas não têm exibido sinais de fraturas internas. Resta, a Trump, lançar bravatas de um suposto acordo entre seu governo e a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodriguez, como forma de tentar dividir o chavismo. E a exigir do novo governo o envio de milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, bem como acabar com os inúmeros convênios com Cuba, se Delcy não quiser ter um destino ainda pior do que o do presidente Maduro.

A agressividade do imperialismo estadunidense coloca a defesa da soberania nacional como uma necessidade premente dos povos latino-americanos. Sem a soberania nacional sobre todos os nossos recursos naturais será impossível construir um futuro de paz e dignidade para as nossas nações. Historicamente, o maior obstáculo à conquista da soberania nacional são as classes dominantes latino-americanas, cuja política é a de se colocar, em graus variados dependendo do país, como sócia menor do imperialismo. Cabe às massas trabalhadoras latino-americanos a tarefa de recuperar completamente a nossa soberania.

No momento imediato é preciso exigir o respeito completo à soberania da Venezuela. Isso passa por exigir a libertação do presidente Nicolás Maduro e da deputada e primeira combatente Cilia Flores. Não se trata, neste momento, de gostar ou não do governo Maduro. Mas de respeitar a integral soberania do povo venezuelano sobre seu destino, sem a interferência dos Estados Unidos, que age sempre no sentido de apoiar governos e políticos favoráveis aos seus interesses.

Por fim, a esquerda brasileira em seu conjunto precisa abrir o olho e se preparar para uma acirrada disputa política em 2026. Só os incautos acreditam numa suposta “química” entre o governo brasileiro e Donald Trump. Os Estados Unidos não têm amigos, mas interesses. E se o seu maior objetivo, hoje, é acabar com a Revolução Bolivariana, seu alvo no fundo é se apossar do Brasil.

Já ao governo brasileiro cabe, nesse contexto, ser um ponto de contenção ao avanço do imperialismo sobre os países latino-americanos. Lula precisa exigir a libertação imediata de Maduro e Cilia Flores, como forma de restabelecer a soberania venezuelana agredida pelo sequestro. Ao mesmo tempo, liderar uma frente em defesa da soberania nacional e corrigir sua conduta até o momento errática em relação à Venezuela, aprovando a entrada imediata do país nos Brics.

A unidade e a luta dos povos latino-americanos transformará nosso continente na tumba do imperialismo estadunidense.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS SÃO SUBMISSAS AOS EUA * Revista Sociedade Militar

FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS SÃO SUBMISSAS AOS EUA
-OFICIALATO VIVE COMO NOBRES-

NOTA DA FRT

As Forças Armadas brasileiras expressam em sua relação de subserviência material e ideológica aos Estados Unidos, o papel subordinado e dependente que o Brasil cumpre na ordem capitalista mundial. E veja que quanto mais o Brasil se afunda no modelo econômico neoliberal, mais sujeito está a dependência do capital estrangeiro, mais primarizado e subalterna fica sua economia; mais frágil politicamente o país se insere no contexto das disputas geopoliticas; e enfim, menos condições tem o Brasil de traçar seu próprio destino. 

 Essa estrutura dependente da economia brasileira reflete em cheio no interior das Forças Armadas, sobretudo quando vemos a gritante sabujice dos militares brasileiros que se portam como verdadeiros vassalos de seus pares estadunidenses. 

O mestre Nelson Werneck Sodré em seu livro estupendo "História Militar do Brasil", já chamava a atenção de que, sem romper com a dependência tecnológica das Forças Armadas brasileiras em relação ao aparato destrutivo imperialista, teremos sempre esses milicos fantoches dos americanos. E para romper com essa dependência de nossos militares em relação aos Estados Unidos, o Brasil precisa mudar radicalmente seu modelo econômico; precisa traçar um sólido projeto de desenvolvimento nacional autônomo, desenvolver forças produtivas; fomentar a retomada de uma cultura nacional; e, traçar uma potente doutrina militar antiimperialista no interior das Forças Armadas, fator que certamente necessitará depura-la.

 Mas tais tarefas são inconcebíveis sem mobilização popular e sem educação política de nossa gente. É um projeto de longo prazo. Os governos petistas em 20 anos gerenciando o Estado capitalista brasileiro, nunca tocaram nem de leve nessas questões.

Roberto Bergoci.SP
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Militares do Brasil aceitam subordinação aos EUA, diz especialista, e país abre mão da autonomia estratégica
Críticas apontam alinhamento estrutural das Forças Armadas aos EUA, fragilidade industrial e bloqueio à autonomia tecnológica brasileira.

Os militares brasileiros aceitam a dependência e a subordinação do país aos interesses dos Estados Unidos. A avaliação é do professor Carlos Eduardo da Rosa Martins, do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ, em entrevista concedida ao Sociedade Militar nesta terça-feira, 6 de janeiro.

A crítica foi feita no contexto do novo cenário geopolítico envolvendo a política de defesa norte-americana, após a ação militar que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela.

A reportagem questionou se, na visão do especialista, a diplomacia brasileira, e em especial o presidente Lula, fracassaram em evitar uma ação militar em um país vizinho pertencente ao entorno estratégico do Brasil.

Os documentos de defesa brasileiros estabelecem que o país deve assumir protagonismo regional, mediar conflitos e preservar o entorno estratégico como zona de paz. A Constituição Federal, no artigo 4º, também determina que o país deve reger suas relações internacionais pelos princípios de independência nacional, não intervenção, igualdade entre os países, autodeterminação dos povos, entre outros.

Segundo o professor, essa ambição, que refletiu em Lula se oferecer pessoalmente a Trump para mediar o conflito entre as duas nações em reunião feita na Malásia, esbarra em limites estruturais profundos.

“O Brasil pode até ter a pretensão de exercer relevância político-militar no Atlântico Sul, mas como fazer isso com uma política econômica que privilegia o capital financeiro e a austeridade? A austeridade é uma política defendida pelo imperialismo norte-americano porque ela garante formação de reservas e o depósito dessas reservas nos blocos financeiros norte-americanos”.

REVISTA SOCIEDADE MILITAR