terça-feira, 28 de abril de 2026

Declaração da WFTU para o Dia do Trabalhador de 2026 * Federação Sindical Mundial/WFTU

Declaração da WFTU para o Dia do Trabalhador de 2026
Abril de 2026
por WFTU

O movimento sindical internacional de classe, os trabalhadores e os sindicatos militantes de todo o mundo honram, por meio da luta, o 140º aniversário da luta operária em Chicago, em 1886. Honram o heroico Primeiro de Maio da classe trabalhadora, símbolo da luta incansável contra a barbárie capitalista, com novas lutas de classe, determinação e solidariedade internacionalista.

Por ocasião do Dia Internacional do Trabalhador, a Federação Sindical Mundial, a mais antiga organização sindical internacional, representando mais de 105 milhões de trabalhadores em todos os cantos do mundo, estende uma mensagem calorosa e combativa a todos os trabalhadores e agricultores, às pessoas comuns do trabalho e da labuta.

As mensagens e reivindicações dos pioneiros de Chicago em 1886 permanecem relevantes e necessárias hoje. A crise do capitalismo está se aprofundando e se generalizando. As desigualdades sociais estão aumentando drasticamente. As liberdades democráticas e os direitos sindicais estão sob ataque em todo o mundo, enquanto guerras e intervenções imperialistas estão na agenda.

Os acontecimentos internacionais confirmam que os antagonismos geopolíticos e econômicos globais continuam a representar uma ameaça direta à paz e à segurança mundiais, incluindo o perigo de uma catástrofe nuclear. Guerras imperialistas, intervenções, sanções e bloqueios persistem e se intensificam.

O genocídio dos palestinos em Gaza e a brutalidade inimaginável do Estado israelense, o ataque não provocado e assassino dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, a invasão da Venezuela e o sequestro do presidente legítimo do país, as ameaças terroristas contra a Cuba socialista e a tentativa de estrangular sua economia e seu povo por meio do embargo energético criminoso, expuseram mais uma vez, em toda a sua magnitude, a hipocrisia, o cinismo e a natureza desumana do imperialismo.

Os gastos militares estão aumentando exponencialmente, enquanto organizações como a OTAN e a União Europeia intensificam a militarização e promovem a economia de guerra como uma “saída para o desenvolvimento”. Ao mesmo tempo, a população é chamada a arcar com os custos por meio de novas medidas de austeridade, privatizações e desmantelamento de conquistas sociais.

Ao mesmo tempo, a crise energética, a inflação e os preços elevados continuam a corroer os rendimentos dos trabalhadores. Os salários permanecem estagnados, enquanto os lucros das empresas multinacionais e das gigantes energéticas disparam.

As consequências dessa situação atingem com ainda mais força os setores mais vulneráveis ​​da classe trabalhadora. Mulheres trabalhadoras, jovens e migrantes enfrentam exploração intensificada, salários mais baixos, maior insegurança no emprego e acesso limitado à saúde, educação e cultura. Eles são as primeiras vítimas de políticas antioperárias e da desregulamentação trabalhista, o que os torna particularmente expostos aos ataques do capital.

Ao mesmo tempo, a saúde e a segurança no local de trabalho estão sendo sistematicamente degradadas. As medidas de proteção são tratadas como um "custo" pelos empregadores, o que leva ao aumento de acidentes e fatalidades no trabalho. Diariamente, trabalhadores se ferem ou perdem a vida em nome do lucro, revelando da maneira mais trágica as prioridades do sistema.

A nova era da digitalização e da inteligência artificial, em vez de ser utilizada em benefício dos trabalhadores e da sociedade como um todo, é usada para intensificar o trabalho, monitorar os trabalhadores e expandir as formas flexíveis de emprego. A insegurança, o trabalho precário e a desregulamentação das relações trabalhistas estão se tornando generalizados.

Ao mesmo tempo, a repressão estatal e patronal contra as lutas se intensifica. Sindicalistas são perseguidos, greves são criminalizadas e as liberdades democráticas são restringidas. Migrantes e refugiados são alvos, explorados como mão de obra barata e se tornam vítimas de racismo e exploração.

Diante dessa realidade, a resposta da classe trabalhadora não pode ser a submissão.

Exigimos:Aumentos salariais e acordos coletivos de trabalho com plenos direitos.
Medidas eficazes para proteção contra preços altos e inflação.
Saúde, educação e segurança social públicas e gratuitas para todos.
Redução da jornada de trabalho, emprego permanente com horário de trabalho fixo, abolição de formas flexíveis de trabalho e proteção dos trabalhadores em plataformas digitais.
Medidas de saúde e segurança em todos os locais de trabalho
Respeito pelos direitos sindicais e pelas liberdades democráticas
Proteção dos migrantes e igualdade de direitos para todos os trabalhadores.

Os trabalhadores não têm interesse nas guerras e antagonismos daqueles que detêm o poder. Pelo contrário, têm tudo a ganhar com a unidade, a solidariedade e a luta comum.

A WFTU convoca os sindicatos a rejeitarem o compromisso e a submissão. A fortalecerem suas lutas e a organizarem a resistência em todos os locais de trabalho, em todos os setores e em todos os países, contra a barbárie do sistema de lucro e guerra.

A força reside na organização. A esperança reside na luta.

Por ocasião do Dia do Trabalhador de 2026, convocamos mobilizações militantes em todo o mundo sob o lema:

Nossas vidas e nossas necessidades, ou os lucros deles!Nenhum sacrifício pelas guerras e lucros da capital
Trabalho com direitos, regulamentado por acordos coletivos
Atendimento às necessidades contemporâneas dos trabalhadores

Solidariedade e internacionalismo são as armas da classe trabalhadora!

Que o Dia do Trabalhador deste ano seja um marco de luta e contraofensiva, por um mundo sem guerras e intervenções imperialistas, sem discriminação e exploração do homem pelo homem.

Viva o Dia do Trabalho!

VIVA A SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA!
FEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL

segunda-feira, 27 de abril de 2026

RETOMAR O 1º DE MAIO DE LUTA SOCIALISTA E ANTIIMPERIALISTA! * FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT*PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB

 RETOMAR O 1º DE MAIO DE LUTA SOCIALISTA E ANTIIMPERIALISTA!

Há quase 140 anos do histórico levante proletário em Chicago em 1886, quando os trabalhadores, organizados e municiados por uma profunda consciência de classe e dos seus interesses para si, em brava e heróica batalha contra as forças do capital, tiveram seus históricos mártires assassinados covardemente pelas forças de repressão da burguesia. Da qual daí em diante foi instituído pela Segunda Internacional, o Primeiro de Maio como data mundial do proletariado.


Após quase 140 anos desse combate histórico de nossa classe, nos encontramos num período cuja principal característica seja o avanço da contra-revolução burguesa em praticamente todos os países. Particularmente desde o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim no crepúsculo do século passado, o capital não sessou uma vasta ofensiva econômica, política e ideológica contra o proletariado e seu programa científico de emancipação histórica: o marxismo.


As ideologias vulgares que pregavam o "fim da história"; o "empreendedorismo"; o identitarismo anti-classista; o politicismo e conciliação com o inimigo de classe; o conformismo e resignação com o presente, marcado pelo "congelamento" histórico, etc., não passam de artimanhas estratégicas e táticas da burguesia mundial e seus meios de propagação de mentiras e irracionalismo, visando arrefecer a fé dos trabalhadores no socialismo e na sua própria emancipação dos grilhões da sociedade de classes.

 

Em compasso com os ataques econômicos e sociais contra as conquistas históricas que o proletariado arrancou da burguesia no último século de duras batalhas, vemos uma verdadeira ofensiva ideológica e cultural por parte do imperialismo, visando um vasto entorpecimento de seu antagonista histórico para assim, quebrar suas perspectivas revolucionárias como forma de garantir a perenidade e sobrevida do regime capitalista em sua fase senil, marcada por crises cada vez mais recorrentes e de grande duração, ameaçando mesmo a própria humanidade.

 

Em todo o mundo governado pelo modo de produção capitalista, temos visto o desmonte dos mecanismos de proteção dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas e o chamado "Estado de bem estar social" (onde existiu) tem sido radicalmente suprimidos; o nível econômico e social das classes trabalhadoras em todo o mundo não param de cair.

 

Na verdade entramos na era da superexploração do trabalho como um fenômeno mundial. As seguidas revoluções tecnológicas e informacional criou uma massa crônica de desempregados e seres humanos "supérfluos" pela ótica do capital e que não podem mais serem inseridos produtivamente no mundo das mercadorias cada vez mais mercantilizado e fetichizado. Para essa massa humana "sobrante"--um verdadeiro exército de reserva utilizado para aviltar os salários e condições de trabalho dos que ainda labutam--a "saída" burguesa é cada vez mais a repressão e extermínio malthuziano.

 

Nessa esteira, a chamada "composição orgânica do capital" como bem o conceituou Karl Marx, atua como um verdadeiro pêndulo contra a taxa de lucros do capital, obrigando seus servidores (a burguesia e seus agentes, sim, servidores de sua criatura) a recorrerem a um padrão de reprodução do capitalismo mundial francamente destrutivo, selvagem e incontrolável, que põe mesmo como horizonte a destruição da civilização como a conhecemos.

 

As guerras e o capital: uma relação de mão dupla

 

Com o alastrar da decadência capitalista, o recrudescimento das guerras de baixa e alta intensidade, tornaram-se algo corriqueiro, mesmo banal.

 

Neste século atual por exemplo, tivemos as guerras de tipo neocolonial por parte do imperialismo contra o Afeganistão, Iraque, Haiti, Líbia, Síria, Ucrânia (guerra por procuração do imperialismo ianque contra a Rússia), Iêmen, Palestina, etc. Também os golpes de Estado de novo tipo pela vida das revoluções coloridas e guerras híbridas, tem se tornado constantes e diversos países já foram ou estão sendo vítimas dessa forma de ataque encoberto, por parte das forças imperialistas e seus fantoches.

 

A instabilidade política promovida pela CIA contra governos populares e/ou nacionalistas também é algo que avança nessa época marcada pela crise geral do capitalismo, que exige de forma imperiosa ao grande capital, colonizar e impor sua agenda destrutiva em todo o mundo: diante de sua fase senil, o Globo terrestre já se tornou demasiado pequeno para o capital e seu caráter ontológico expansionista.

 

Daí a necessidade cada vez mais premente por parte do grande capital em controlar com mãos de ferro as fontes energéticas, de matéria prima, os mercados e o assalto aos Estados nacionais. Uma nova redivisão do mundo e da divisão mundial do trabalho, está em andamento; em tal movimento tectonico, o que o grande capital imperialista impõe aos povos da periferia capitalista é uma ainda maior subalternidade, agravando sua crônica relação de dependência e subdesenvolvimento.

 

Em suma, o preço pago pela humanidade com a perenidade até o presente do modo de produção capitalista tem sido alto demais. O próprio desenvolvimento histórico e das forças produtivas internacionalmente já estabeleceram as condições objetivas necessárias para a superação do regime burguês e para a construção do socialismo.

 

Os trabalhadores e os povos oprimidos resistem

 

O proletariado mundial embora ainda confuso, disperso e cambaleante diante da atual correlação desfavorável, resiste como pode. Vimos desde a última década importantes movimentos de luta dos trabalhadores em diversos países, sobretudo em nossa América latina. Os trabalhadores venezuelanos, bolivianos, equatorianos, chilenos, peruanos, haitianos e colombianos por exemplo, tem protagonizado ou protagonizaram nos últimos anos, importantes e heróicas lutas contra as forças da extrema direita, das tentativas golpistas e do imperialismo em seus países.

 

O povo palestino tem dado lições históricas a seus irmãos trabalhadores do mundo, através de sua gigantesca resistência armada contra os genocidas sionistas que comandam o facínora Estado de Israel e seus patrões imperialistas da Casa Branca. Embora o gigantesco tributo pago com o sangue sagrado de seus mártires, a resistência militar palestina impõe duríssimo revés ao sionismo, causando mesmo a desmoralização histórica mundial do Estado sionista e uma crise existencial de Israel.

 

Na África negra, seu valente povo derrotou o colonialismo francês, causando uma séria desmoralização e crise política profunda no interior dessa pátria imperialista decadente.

 

Os exemplos de brava resistência dos povos trabalhadores iemanita e haitiano, que nas mais desfavoráveis condições resistem e lutam bravamente contra seus exploradores e opressores internos e o imperialismo, deixa valiosa lição para o proletariado mundial.

 

Fortalecer um pólo revolucionario e antiimperialista internacional

 

A condição mais essencial do momento, é estabelecer uma frente internacional de lutas dos trabalhadores contra as forças do imperialismo. O atual período histórico se caracteriza pela ofensiva da burguesia e pela contra-revolução no mundo.

 

É imprescindível para as organizações de vanguarda dos explorados ter bem claro as forças que se batem, a correlação entre as classes antagônicas, para daí tirar as conclusões estratégicas e táticas do atual período. Uma das principais constatações a se considerar no momento é o fato de que as forças revolucionárias e de vanguarda da classe se encontrarem numa grave situação de fragmentação, divisão e sem protagonismo no interior das massas. E isso em todo o mundo.

Fortalecer as organizações dirigentes no interior de cada país é passo essencial para a retomada de uma agenda revolucionária e socialista que volte a hegemonizar as parcelas mais esclarecidas dos trabalhadores. Por outro lado, fortalecer um bloco revolucionário e antiimperialista internacional é sem dúvida uma das tarefas mais importantes do momento.

 

Em sua fase de deslocamento permante pelo mundo, o capital cada vez mais internacionalizado põem na defensiva qualquer estratégia ou tática puramente nacional dos trabalhadores. Daí ser imprescindível mais do nunca, organizar o combate internacional sistemático contra a burguesia, que tem no imperialismo seu chefe de fila no mundo.

 

Portanto, fortalecer uma frente internacional antiimperialista deve ser no momento uma das questões táticas centrais do proletariado mundial e seus aliados.

 

O grave impasse em que vive a humanidade, deixa bem claro que o capitalismo entrou em uma fase de potêncial destrutivo sem precedentes. As saídas reformistas que buscam reformar ou mesmo humanizar o regime do capital, estão barradas. A contra-revolução neoliberal, a atual escalada de guerras e golpes de Estado em todo o mundo, são as provas dessa verdade histórica. A revolução socialista é neste caso não só de uma atualidade indiscutível, como também, e mais importante, a garantia de sobrevivência da própria humanidade.

 "PRIMEIRO DE MAIO NÃO É PARA FESTEJO!


Grupos da alta cúpula:
De grupos empresarial;
Conhecendo a luta;
Da classe operária;

E o parque; do dia do trabalhador:
Primeiro de maio;
Não e dia de festejo;
É data, para protestar!

Lembrando a, barbara chacina;
Praticada em Chicago;
Nos Estados Unidos;
Pelos empresários;

Que capturando, mataram:
Esquartejando os corpos,
Dos líderes operarios;
Deixando os corpos em pedaços;

Pendurados em postes:
Para servir de exemplo;
Aos que apostem;
Duvidando da violência;

Dos empresários, em grupos:
Na usura; do que são capazes;
Em seus absurdos;
Negando reajuste salarial;

São capazes de repetir:
As chacinas igual fizeram;
Nos Estados Unidos;
Para intimidar os explorados.

Por esse motivo:
Tentam desvirtuar;
Os trabalhadores no Brasil 
No primeiro de maio;

Tentando transformar:
O histórico dia de luta;
Data para os trabalhadores resistir;
Induzem os trabalhadores;

Nesse data festejar:
Com toda disfarçadez;
E, na; esperteza imoral;
Procuram esconder;

Tentam banir da memória:
Das classes trabalhadora;
Os horrores cometidos;
No capitalismo selvagem.

Como lembrete: 
Aos dominantes no Brasil.
O povo no mês de maio;
Têm que parar; é o mês inteiro.

Todos; saindo para protestar:
Em protesto resistindo;
Contra as chacinas cometidas;
Por grupos empresarial;

Mantendo o protesto:
Não só, no primeiro de maio;
Mas; por todos os dias,
Da primeira; semana, de maio;

Com os trabalhadores:
Unidos no planeta;
Em combate aos horrores;
Do selvagem imperialismo

J. Ernesto Dias

São Luís, MA - 14 de abril de 2026"
O problema não é o aumento salarial enquanto tivermos uma economia monopolizada por uma burguesia apátrida que detém os principais meios de produção. E se formos optar por um aumento salarial, que a burguesia o pague com a mais-valia que rouba dos trabalhadores.

*AQUELES QUE COMPREENDERAM, COMPREENDERAM*

*OSCAR RATTIA*


CORRENTE SINDICAL MARXISTA-LENINISTA/VENEZUELA
Sem o esforço do trabalho, não há amor

Ulises Redondo Cienfuegos/Bolivia

A dor é o parafuso que penetra os materiais na produção e une a carne humilde no amor paternal.
É o cimento que endurece, também por amor. É o prego que penetra a madeira, também por amor.

A chave inglesa que aperta o parafuso, a espátula que molda o cimento, o martelo que crava o prego — todos se movem em mil manobras graças ao esforço do trabalhador que suspira ao pingar a última gota de suor. Até a exaustão, que é dor.

O trabalhador leva à mesa a dor transformada em pão, e essa dor se transforma em amor, que alimenta seus filhos com a dor de um dia de trabalho que ignora o cansaço, para aplacar a fome que também é dor. Eles choram de dor, eles se alimentam de dor.

Pão que ele mesmo pode produzir, e quanto mais trabalho, mais pão, e quanto mais pão, mais lucro para o patrão.

O pedreiro leva a dor, transformada em pão, para a mesa. E quanto mais dor, mais casas construídas, mais prédios seus filhos jamais habitarão, porque sem a dor que move as máquinas, o patrão morreria de tristeza.

O chefe também traz o melhor pão à mesa sem muito esforço. Ele ama seus filhos, e seus filhos também o amam, mas esse amor é sustentado pela dor.

Porque o esforço está no pão e no pão está a dor, a dor está no concreto dos prédios gigantes que invadem o silêncio, a dor está na cama onde o chefe dorme, na mesa onde ele janta, no banheiro onde ele toma banho, no carro que ele dirige, sem muito esforço.

Sem dor não há amor. O trabalhador labuta com dor, por amor aos seus filhos. Incrivelmente, ele ama o patrão, a causa de sua dor!

Tudo é vendido, tudo é comprado, as vidas dos trabalhadores são compradas, para dissolvê-las gota a gota no capital ácido.

Em todos os mercados do mercado global onde a dor se manifesta, a dor é comprada e paga com dor.
*1º DE MAIO, DIA DE LUTA DA CLASSE TRABALHADORA*

A Unidade Popular Revolucionária Anti-Imperialista da Venezuela (UPRA) está se mobilizando firmemente nas ruas para resgatar o espírito valente dos Mártires de Chicago de 1886, cujo ato heroico não foi uma concessão do sistema, mas um grito de guerra contra a exploração que hoje, mais do que nunca, mantemos vivo como um estandarte da luta anti-imperialista e antifascista.

Entendemos que o aniversário de 1º de maio é a faísca que deve acender a consciência de classe em todos os territórios do país, lembrando-nos de que o inimigo histórico continua sendo o capital e seus lacaios, que tentam subjugar a vontade do povo.

Reafirmamos nosso compromisso de continuar, de forma decisiva, as lutas por melhorias imediatas nas condições de vida de todos os setores oprimidos e explorados, incluindo nossos aposentados e pensionistas.

Conclamamos urgentemente as forças de vanguarda e as massas exploradas a fortalecerem a unidade popular revolucionária, consolidando uma frente unida capaz de deter o avanço do fascismo e derrotar a interferência imperialista em nossas terras. A história nos pertence, e somente através da organização combativa e da unidade ideológica marxista-leninista alcançaremos a vitória final sobre aqueles que buscam nos condenar à dominação colonial.

CONTRA O FASCISMO E O IMPERIALISMO, UNIDADE POPULAR REVOLUCIONÁRIA ANTI-IMPERIALISTA E ANTI-FASCISTA!!

Viva a luta da classe trabalhadora!!


VIVA O DIA 1 DE MAIO COMBATÓRIO E REVOLUCIONÁRIO!

 Abril de 2026
CENTRAL OPERARIA BOLIVIANA-BOLÍVIA

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB

domingo, 26 de abril de 2026

FIM DA ESCALA 6X1 JÁ! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

FIM DA ESCALA 6X1 JÁ!
*Descansar não é luxo é direito de quem trabalha.*

Enquanto a gente se desgasta todos os dias, tem deputado ganhando R$ 46 mil pra trabalhar só 3 dias por semana. Isso não é justo.

Promessa a gente já ouviu demais. Agora é hora de agir: *FIM DA ESCALA 6x1 JÁ!*

Não deixa esse vídeo parar aqui. Compartilha nos grupos, pressione quem decide e ajuda a fazer esse tema chegar mais longe.

_Bora sextar espalhando essa ideia?_
Já tem até *abaixo-assinado* rolando, participe:
APOIO
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
FRT

sábado, 25 de abril de 2026

TERRABRAS JÁ! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

TERRABRAS JÁ!
Abaixo-assinado em apoio à criação da Terrabras.
ASSINE: Pelo apoio à criação da Terrabras

Terrabras já! Em defesa da soberania do Brasil
As terras raras (um grupo de 17 elementos químicos, como neodímio, lantânio e cério) são essenciais para tecnologias modernas — desde celulares e turbinas eólicas até veículos elétricos, radares e sistemas militares. Por isso, têm um peso econômico, tecnológico e geopolítico enorme.

O Brasil possui algumas das maiores reservas de terras raras do mundo. Temos um grande potencial para nos tornarmos um importante ator no mercado global de terras raras. No entanto, é preciso investir em pesquisa, refino e indústria.

É o momento de decidir se vamos permitir que empresas estrangeiras venham aqui e extraiam os minerais e o Brasil seja apenas um fornecedor de matéria-prima para países ricos, ou se vamos transformar esse potencial em poder econômico e estratégico real.

Esse debate ganhou ainda mais relevância com o anúncio de que a USA Rare Earth, empresa dos Estados Unidos, comprou a mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, Goiás, que opera a Mina de Pela Ema, rica em elementos de terras raras.

Diante disso o deputado federal e líder da bancada do PT na Câmara, Pedro Uczai, apresentou o Projeto de Lei 1754/2026, que busca proteger as riquezas estratégicas do país e cria a Terrabras, uma empresa pública destinada a gerir minerais críticos e estratégicos e garantir a soberania nacional sobre esses recursos.

A proposta cria um regime de partilha da produção mineral, semelhante ao adotado no pré-sal, onde a União passa a ser sócia direta da exploração, recebendo um percentual de participação, que pode variar entre 10% e 80%. O projeto estabelece ainda mecanismos para estimular a industrialização no país, exigindo conteúdo nacional, incentivando o beneficiamento dos minerais em território brasileiro e reduzindo a exportação de matéria-prima sem valor agregado.

Enquanto isso, Hugo Motta quer acelerar a votação do Projeto de Lei que versa sobre a regulação e exploração do setor de minerais estratégicos do Brasil (PL 2780/2024), que não garante a soberania e controle nacional sobre esses recursos.

Por isso, em defesa da soberania e do futuro do Brasil, nós assinamos pela criação da Terrabras, que impulsione a industrialização, o desenvolvimento tecnológico, a soberania e a segurança estratégica.
*

quinta-feira, 23 de abril de 2026

OCUPAR AS RUAS PELO FIM DA ESCALA 6 X 1 * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA / LCB&Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

OCUPAR AS RUAS PELO FIM DA ESCALA 6 X 1 

A classe trabalhadora brasileira trava hoje uma das suas mais importantes batalhas. O fim da escala 6 x 1 com redução da jornada de trabalho e sem redução do salário, caso conquistada, representará uma das mais importantes conquistas da sua história.

Em pesquisa recente feita pelo Datafolha, em março, 71% dos entrevistados aprovam o fim da escala 6 x 1. Em 2024, quando aconteceram as primeiras mobilizações pela pauta, o índice de aprovação era de 64%. Mesmo sem terem ocorrido gigantescas manifestações em sua defesa, o fim da escala 6 x 1 sempre foi muito bem acolhido pelo povo.

Aqui reside o grande paradoxo da luta contra a escala 6 x 1. É inegável o apoio popular por essa causa. Quem participou de ações de massa como mobilizações e panfletagens pode notar a recepção positiva e a expectativa do povo pelo fim da escala.

Contudo, refletindo ao mesmo tempo as dificuldades organizativas enfrentadas atualmente pela classe trabalhadora, faltou à luta contra a escala 6 x 1 grandes manifestações populares em seu apoio. Essa debilidade facilita a reação dos patrões, através dos seus deputados no Congresso, em deturpar o projeto original.

O primeiro Projeto de Lei contra a escala 6 x 1, da deputada Erika Hilton (PSOL/SP), apontava para uma escala 4 x 3 com redução da jornada para 36 horas semanais sem redução dos salários. Só agora, com a necessidade de apresentar uma pauta popular que o alavanque nas pesquisas eleitorais, o presidente Lula enviou ao Congresso um Projeto de Lei com Urgência Constitucional. Ele implanta uma escala de 5 x 2, com redução da jornada para 40 horas semanais e sem redução dos salários.

O Projeto fica aquém do Projeto de Lei de Érika Hilton. Há quem possa justificar a cautela, alegando (como sempre) a falta de correlação de forças. Temos exata noção das dificuldades de se avançarem pautas populares no Congresso.

Todavia, ao apresentar uma proposta rebaixada, o governo diminui a margem para negociação. Com isso, o Congresso pode parir uma proposta ainda mais rebaixada, neutralizando os efeitos benéficos do fim da escala 6 x 1.

Para evitar potenciais deturpações no sentido original do Projeto, tornando-o inócuo, é urgente o movimento sindical convocar o povo à luta. Sem pressão das ruas, um Congresso dominado por inimigos do povo pode até acabar com a escala 6 x 1, mas vai manter a jornada de 44 horas semanais, ou exigir algum tipo de contrapartidas aos patrões na forma de isenções fiscais ou desoneração de recolher o INSS.

É preciso transformar o 1º de Maio, dia do Trabalhador, em um momento de mobilizar o povo pelo fim da escala 6 x 1 com redução da jornada sem redução dos salários. É preciso criar meios de transformar o apoio passivo a essa pauta, em um apoio ativo. Com pressão nas ruas, podemos botar a faca no pescoço do Congresso. Na luta de classe, para conquistar até mesmo conquistas mínimas, o capital e seus políticos só entendem a linguagem da força.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA / LCB
Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

domingo, 19 de abril de 2026

REDE GLOBO: 60 ANOS DE GOLPISMO * Fernando Morais/SP

REDE GLOBO: 60 ANOS DE GOLPISMO

Em homenagem aos 60 anos da Rede Globo, o escritor Fernando Morais redigiu a ficha corrida da empresa da família Marinho.

1960-1970 (Gênese da Globo e apoio ao regime militar)
1.⁠ ⁠Firmou um acordo ilegal com o grupo Time-Life (1962–67)
2.⁠ ⁠Apoiou o golpe militar de 1964
3.⁠ ⁠Silenciou sobre a repressão no regime militar
4.⁠ ⁠Divulgou propaganda favorável ao AI-5 em 1968
5.⁠ ⁠Censurou jornalistas e políticos críticos à ditadura
6.⁠ ⁠Minimizou a importância da Passeata dos Cem Mil (1968)
7.⁠ ⁠Endossou o slogan "Brasil: Ame-o ou Deixe-o" (1970)
8.⁠ ⁠Promoveu o Milagre Econômico, ignorando a desigualdade
9.⁠ ⁠Ocultou mortes causadas por tortura nos anos de chumbo
10.⁠ ⁠Excluiu opositores da cobertura política durante a ditadura
11.⁠ ⁠Omitiu informações sobre corrupção nas grandes obras da ditadura
12.⁠ ⁠Consolidou um controle monopolista sobre o mercado de TV
1980-1990 (Ditadura e transição para a democracia)
13.⁠ ⁠Desconsiderou os primeiros comícios das Diretas Já (1984)
14.⁠ ⁠Blindou a eleição indireta de Tancredo Neves
15.⁠ ⁠Manipulou pesquisas Proconsult para prejudicar Brizola
16.⁠ ⁠Boicotou o governo Leonel Brizola e suas obras sociais
17.⁠ ⁠Endossou os primeiros planos econômicos do governo José Sarney contra a hiperinflação
18.⁠ ⁠Apoiou maciçamente a candidatura de Fernando Collor e criminalizou os líderes populares como Brizola e Lula
19.⁠ ⁠Manipulou a cobertura do debate eleitoral Lula x Collor (1989) no Jornal Nacional
1990-2000 (Redemocratização e ascensão neoliberal)
20.⁠ ⁠Defendeu o confisco da poupança no Plano Collor
21.⁠ ⁠Promoveu a abertura indiscriminada da economia brasileira
22.⁠ ⁠Escondeu escândalos durante o governo Collor até o impeachment
23.⁠ ⁠Veiculou o caso Escola Base (1994) sem verificar informações
24.⁠ ⁠Exaltou o Plano Real sem questioná-lo (1994)
25.⁠ ⁠Blindou as privatizações de FHC
26.⁠ ⁠Defendeu os bancos e o Proer durante a crise financeira
27.⁠ ⁠Apresentou apoio velado à Reforma da Previdência neoliberal de FHC
28.⁠ ⁠Ignorou o movimento "Fora FHC" no final dos anos 1990
29.⁠ ⁠Aceitou a emenda da reeleição de FHC e omitiu críticas ao câmbio artificial
30.⁠ ⁠Escondeu greves e protestos sociais durante os anos 90
31.⁠ ⁠Ignorou denúncias sobre trabalho escravo no campo
32.⁠ ⁠Criminalizou sistematicamente movimentos sociais
2000-2010 (Oposição ao governo Lula)
33.⁠ ⁠Liderou uma campanha contra Lula nas eleições de 2002
34.⁠ ⁠Estigmatizou o MST e outros movimentos sociais
35.⁠ ⁠Distorceu a cobertura do "mensalão" (2005)
36.⁠ ⁠Perseguiu figuras históricas do PT, como José Dirceu, José Genoíno, entre outros
37.⁠ ⁠Favoreceu candidatos tucanos nas campanhas de 2006 e 2010
2010-2025 (Impeachment da Dilma e ascensão da extrema direita)
38.⁠ ⁠Rotulou manifestantes de 2013 como "vândalos"
39.⁠ ⁠Apoiou Aécio Neves à candidatura presidencial
40.⁠ ⁠Exaltou misoginia contra Dilma Rousseff durante a posse presidencial
41.⁠ ⁠Reforçou a narrativa favorável ao impeachment de Dilma Rousseff
42.⁠ ⁠Deu apoio irrestrito à operação Lava Jato
43.⁠ ⁠Divulgou os vazamentos seletivos da Lava Jato
44.⁠ ⁠Fortaleceu a narrativa anti-PT e criminalização do partido
45.⁠ ⁠Tratou o juiz Sergio Moro como um herói, ignorando sua parcialidade
46.⁠ ⁠Deu amplo espaço ao PowerPoint de Dallagnol
47.⁠ ⁠Chamou a tragédia de Brumadinho de "acidente"
48.⁠ ⁠Vazou conversa gravada ilegalmente entre Dilma Rousseff e Lula
49.⁠ ⁠Apoiou indiscriminadamente a prisão de Lula, que o excluiu da eleição de 2018
50.⁠ ⁠Ignorou o conluio entre Moro e Dallagnol e a Vaza Jato
51.⁠ ⁠Defendeu a Reforma Trabalhista e da Previdência de Temer
52.⁠ ⁠Endossou a entrega do pré-sal ao capital estrangeiro
53.⁠ ⁠Se aproximou oportunisticamente de Bolsonaro
54.⁠ ⁠Fez apologia ao agronegócio e ignorou sua destruição ambiental
55.⁠ ⁠Omitiu informações sobre as fake news nas eleições de 2018
56.⁠ ⁠Deu espaço a discursos antivacina e negacionistas
57.⁠ ⁠Continuou contratos publicitários com governos investigados
58.⁠ ⁠Apoiou a venda de estatais, como a Eletrobras, BR Distribuidora e refinarias
59.⁠ ⁠Fez campanha pelo Banco Central independente
60.⁠ ⁠Nunca fez uma autocrítica verdadeira sobre seu monopólio midiático.