O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho, ele não morre de morte natural. Precisamos aliar o antifascismo e o antimperialismo ao internacionalismo proletário, e assim somar forças para construir o socialismo. Faça a sua parte. A FRENTE REVOLUCIONARIA DOS TRABALHADORES-FRT, busca unir os trabalhadores em toda sua diversidade, e formar o mais forte Movimento Popular Revolucionário em defesa de todos e construir a Sociedade dos Trabalhadores - a SOCIEDADE COMUNISTA!
PAGINAS FRT
- Página inicial
- APOIE A FRT
- Contato
- Cultura
- Programa
- Formação
- QuemSomos
- Comunicados
- NOSSA MIDIA
- MULHER
- Documentos
- Manifesto da FRT
- Regimento Interno
- Carta aos revolucionários
- Manifesto Eleições 2022
- Comitê de Luta dos Desempregados
- TRIBUNA DE DEBATES FRT
- ANTIIMPERIALISMO
- FORUM PALESTINA
- POLÍTICA DE ORGANIZAÇÃO
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Revolução, democracia burguesa e o vazio político ocupado pela extrema direita * Matheus Hygino/MNLM
quinta-feira, 16 de abril de 2026
Conjuntura eleitoral no Rio de Janeiro em março de 2026 Reinaldo Antonio/RJ
As eleições que ocorrerão está ano será para Governador do Estado do Rio de Janeiro e seu vice, assim como as eleições parlamentares para Deputado Estadual, Deputado Federal, Senadores da Republica.
Aqui vamos abordar uma visão sobre a disputa para o cargo de Governador do Estado considerando os nomes que estão colocados publicamente como candidatos.
O que inicialmente podemos afirmar, com plena certeza, é que o quadro eleitoral para governador até este momento, mês de março, está indefinido.
Se temos certeza que o quadro ainda é neste momento indefinida, por outro lado também podemos afirmar que a definição das candidaturas, o provável vencedor desse processo eleitoral estará vinculado umbilicalmente a disputa pela presidência da República do Brasil com um dos polos mais importantes dessa disputa que será o candidato Lula e o PT.
É um quadro muito indefinido até mesmo porque temos até o momento em torno de quatro candidaturas. Estas candidaturas são as de Eduardo Paes, Prefeito da cidade do Rio de Janeiro, a capital do Estado, cuja população é de aproximadamente 6 milhões de habitantes. A de Douglas Ruas, deputado estadual e atualmente exercendo a função de Secretário das cidades pelo governo estadual. Em tese a população atingida seria a de todo o Estado do Rio de Janeiro com sua ação como secretario e mais particularmente a cidade de São Gonçalo onde seu pai é Prefeito ampliando com as cidades do leste fluminense, com exceção de Maria, espaço no qual seu grupo político, liderado particularmente pelo Deputado Altineu Cortes mandam e desmandam. Temos também a candidatura do condenado na justiça, Wilson Witzel, advogado, ex Governador cassado devido a condenações por crime de responsabilidade. ( https://g1.globo.com/rj/rio-de-
1 Este texto reflete o momento da disputa eleitoral do inicio do ano de 2026 e será atualizado em breve. 2 Reinaldo Antonio é professor de Geografia, tem formação em Administrador de Empresas, Mestre em Educação pela UFF. É militante do Partido dos Trabalhadores no município de São Gonçalo e um de seus fundadores. Participa da Coordenação do Núcleo de Educadores do PT São Gonçalo e é membro do
Núcleo Paideia de Educação, na cidade do Rio de Janeiro e do Núcleo Fernando Paulino, do PT Niterói.
janeiro/noticia/2021/07/23/stf-mantem-condenacao-de-wilson-witzel-por-crime-de responsabilidade.ghtml).E, possivelmente Garotinho, também ex governador do Estado nos anos dedo ano de 1999 até o ano de 2002 e quando ao sair do cargo elegeu a sua esposa como Governadora em 2003, o sucedendo, sendo seu Secretário de Segurança.
Há outras candidaturas como a do Pstu com o Cyro Garcia, o do Missão, Bombeiro Rafa, uma candidatura do Psol que pode ser qualquer um dos deputados federais, mas que no momento se destaca o nome de Glauber. Possivelmente outras candidaturas irão aparecer.
Poderíamos dizer que a partir de abril ou maio e que começara efetivamente a se definir o quadro das candidaturas pois até lá já haverá esgotado prazos legais e também as forças políticas já terão se movimentado para construção de seus acordos.
Hoje, diria que efetivamente as duas candidaturas que terão condições de competir firmemente são o Eduardo Paes e Douglas Ruas porque, pelo que nos apresenta de articulação que aparece na imprensa e por entender que suas influencias se dão por uma área territorial e populacional muito grande.
Acompanhando as informações da imprensa burguesa hegemônica o que temos até o momento de articulação passa pelo seguinte.
Douglas Ruas (https://pt.wikipedia.org/wiki/Douglas_Ruas)
Quanto ao candidato Douglas Ruas, todos sabemos que ele é deputado estadual licenciado e atual Secretário de Cidades do Rio de Janeiro. Tem apoio até o momento do governador do Estado Claudio Castro sendo candidato do Partido Liberal (PL).
Não é demais falar que sua candidatura tem como objetivo final dar continuidade ao poder do grupo político que está no controle do governo do Estado.
Esta e uma aliança dos partidos PL-PP e Vice-Governador: com apoio e articulação do Rogério Lisboa, que é o candidato a vice governador. Isto fortalece a candidatura na baixada fluminense e com isto, com esta aliança, fortalecer o tempo de televisão
Para além deste apoio esta candidatura foi definida em reunião realizada em Brasília com a presença do governador Cláudio Castro, do deputado federal Altineu Côrtes (líder do PL na Câmara) e do senador Flávio Bolsonaro.
O nome de Ruas é visto como um elo entre o grupo de Claudio Castro e o bolsonarismo.
Esta candidatura tem como contrapartida o apoio ao Claudio Castro como candidato a Senador.
O Douglas Ruas e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), Douglas Ruas fortalece sua pré-candidatura através da articulação com prefeitos do PL, PP, que foi reeleito na cidade com um índice superior a 80 por centro dos votos.
Até onde vai, não se sabe, há discussões que levam a proposta de tornar Douglas Ruas o nome para ser o governador Tampão na eleição indireta da Assembleia Legislativa dor.
Eduardo Paes =https://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Paes
Quanto ao candidato Eduardo Paes sabemos que ele e Prefeito da cidade do Rio de Janeiro, capital do Estado.
Suas articulações políticas buscam construir uma base ampla, equilibrando o apoio do governo Lula com aproximações à centro-direita para superar resistências no interior do estado.
Sua chapa para governador tem o partido MDB com a Jane Reis sua vice, que é irmã do ex prefeito de Nova Iguaçu. Com isto sua candidatura, uma candidatura da capital pode se espalhar para a Baixada Fluminense. Essa aliança é estratégica para ampliar a capilaridade da candidatura na Baixada Fluminense, região onde ele enfrenta maior resistência.
Eduardo Paes fez acenos ao Eleitorado Evangélico e Conservador com inclusive soltando a frase Mexeu com Malafaia mexeu comigo, mas tempos depois o próprio Malafaia declarou encerrado seu apoio a EP dizendo que não adianta botar vice evangélica. mantém conversas com partidos de direita, incluindo membros do PL, buscando uma "terceira via" que evite a polarização extrema.
Em relação a apoio do governo Federal Paes se diz apoiado e irá apoiar o presidente Lula em sua reeleição como parte de um acordo Paes/PT (não há unanimidade) no PT do Rio e do Estado.
É importante ressaltar que Paes e filiado no momento ao PSD que é um partido dirigido nacionalmente por Kassab, o quadro burguês que tem pé em todos os governos, do Tarcísio ao governo Lula. A aliança partidária de Paes vai desde o PSD, até o PP e PDT passando pelo PT. Como vemos uma aliança amplíssima.
Diria que a candidatura de Garotinho até o momento e uma incógnita dado que ele vem fazendo uma série de denúncias em seu blog (https://blogdogarotinho.com.br/) e em seu podcast (https://open.spotify.com/show/30NjWvttj8TB6yJiurroeK) desagradando em muito o status quo político atual. Até o mês de fevereiro Garotinho pensava que fosse contar com o apoio de Washington Reis, da baixada fluminense, com candidatura a Governador do estado, fato que não se realizou..
Mas também podemos dizer que se Garotinho entrar na disputa poderá desarrumar em parte o quadro eleitoral, particularmente dado que penso existir um grande apoio a Garotinho no interior do Estado, Campos e no noroeste fluminense, e seu recall de Governador do Estado, onde articulou grandes apoios sociais.
Não se pode desconsiderar que ele já foi Governador de Estado, elegeu sua esposa para o Governo do Estado em seguida a sua gestão (1988-2002) e foi Secretário de Segurança do Estado.
Pesquisas
Até o momento as pesquisas eleitorais indicam o Eduardo Paes como o candidato que maior índice de aprovação para ser o governador possui. No entanto não e demais considerar que ainda estamos em março de 2026 e como dizem, muita água vai rolar por baixo dessa ponte.
As forças políticas quase todas elas já se posicionaram em torno dessas candidaturas
Se pensamos em descontentamento podemos dizer, vendo os noticiários atuais, que há um grande descontentamento em relação só grupo político do deputado estadual
Bacelar, ex presidente da Alerj, que foi pego pela Policia Federal, em seus acordos com o tráfico e a milicia conforme noticiado amplamente pelos órgãos da imprensa formal.
Junto a estes descontentes e até onde a vista alcança, também temos parte do Partido dos Trabalhadores que estão descontentes com o apoio que o Partido dá para o candidato Eduardo Paes.
As movimentações dos candidatos e intensa e não podemos desconsidera que possam ocorrer novos acordos, desacordos, realinhamentos.
Quero considerar que Eduardo Paes será aquele candidato que mais será bombardeado pelo mundo político. Não podemos deixar de levantar o histórico de suas candidaturas sendo a mais importante sua derrota no ano de 2018 quando foi derrotado pelo Wilson Witzel no segundo turno. Este candidato tem um jeito de fazer política com uma pratica de, no processo eleitoral, querer agradar a todos o espectro político, tentando juntar da direita a esquerda em sua campanha, mas que no fundo, vencedor, quer fazer o que deseja que é aplicar uma agenda neoliberal em sua gestão assim como perseguição a certos setores sociais. É o neoliberal social.
Este bombardeio vira tanto da esquerda quanto da direita do espectro político partidária e social. Assim a questão para o Eduardo Paes será saber qual sua capacidade de resistência política para suportar tal movimento.
Por exemplo já temos declaração pública de sua vice ao cargo de Governadora que ela não fara campanha para Lula à presidência da República e Lula e parte do PT conta com o apoio no Estado da campanha de Eduardo Paes para contrabalançar o poder e influência do Bolsonarismo no Estado, local onde se criaram.
Considerando 70% a 80% da dos grupos políticos que o apoiam é da direita e da extrema direita.
Como é que fica isso?
Para além dessas considerações sobre este quadro político que se refere particularmente ao mundo político INSTITUCIONAL, quero afirmar que ainda existem quatro elementos a serem considerados neste tabuleiro eleitoral para o ano de 2026 no Estado do Rio de Janeiro, no sentido de melhor elaborar este raciocínio.
Estes elementos são quatro forças políticas sociais que ainda não claramente aparecem no cenário eleitoral, ao menos para mim, e que darão melhores cores a esta disputa. Este são forças sociais que se travestem de força política eleitoral nos anos de eleição.
Quais são elas? Diria que são a forças social e política do tráfico, da milicia, das igrejas neopentecostais, dos movimentos sociais organizados de esquerda e dos governos estaduais e federais, ou seja, as forças institucionais.
As perguntas que se podem fazer são: para onde vão estas forças políticas organizadas na base da sociedade?
O que fara a milicia? Concretamente esta força política estará junto aquela candidatura que representar melhor o candidato Flavio Bolsonaro no Estado. Desta forma esta candidatura que levara o apoio dessa fatia de forças política será o Douglas Ruas.
O que fara o tráfico? O tráfico ficar com aquela candidatura que for apontado pelo Rodrigo Bacelar. Apesar de acreditar que haverá uma dispersão desta força política no apoio a candidaturas. Na realidade posso apostar para quais candidatura ela não irá. Certamente não irá para o Psol e não irá para Garotinho e Eduardo Paes.
O que farão as igrejas neopentecostais? Este conjunto de forças políticas estarão com aquela candidatura que melhor e maior lhe de nacos do poder do Estado.
O que farão os movimentos sociais organizados? Os movimentos sociais organizados estarão no apoio de candidaturas de esquerda, dado suas tradições, que até o momento está cristalizada pelo nome do candidato do Psol. Possivelmente teremos candidaturas de outros partidos pequenos da esquerda como Pstu, e algum PC da vida, cuja força e poder q quase nulo do ponto de vista eleitoral.
Resta aqui, sobre este apoio, uma necessária análise de conjuntura sobre a real força que tem os movimentos sociais que possam influenciar resultados eleitorais no Estado. E diria, rapidamente, tanto o movimento sindical, quanto o movimento de bairros, sem falar nos Ongs ou mesmo os movimentos identitários, NÃO TEM FORÇA suficiente organizada ou de opinião para mudar ou influenciar a definição de votos massivamente.
O que fara a institucionalidade, governos federais e governo estadual? Como já está previamente roteirizado, o governo do Estado irá todo ele para o apoio da candidatura
do Douglas Ruas se esta candidatura se consolidar. Já o governo Federal irá para Eduardo Paes, acredito, a depender de alguns ajustes finos. Nenhuma dessa duas forças institucionais estar no apoio de uma possível candidatura de Wilson Witzel ou Garotinho.
Mesmo considerando estas possibilidades acima do deslocamento dessas forças sociais e políticas, não podemos desconsiderar a qualidade de sua definição pensando em como elas darão este apoio. Os apoios serão definidores ou em bloco? O apoio será com divisão para duas candidaturas? O apoio será disperso em várias candidaturas?
Estas forças política ainda não entraram em campos, novamente, até onde minha vista alcança, de uma forma já definidora, ou seja, já definindo para que lado irão ou a quem irão apoiar. Creio que estas forças terão muito peso na definição de para onde vai o voto na realidade concreta da disputa.
Apesar de sabermos que todas as forças política se movimentam para conseguir apoio dessas forças política, movimentações no subterrâneo e movimentações na superfície com cobertura de impressa e mídia, aponto abaixo um quadro que possa ocorrer.
Fazendo este prognostico precoce, podemos dizer que as igrejas neopentecostais possivelmente estarão divididas na direção de uma possível candidatura de Garotinho e numa candidatura de Douglas Ruas. Douglas ruas Rua, talvez tenha a possibilidade de levar uma grande fatia desse eleitorado das suas lideranças.
Podemos também afirmar que estas quatro forças quando entrarem em campo suas decisões de quem e onde apoiar poderá se dar de forma definitiva e compacta, ou seja todos indo numa só direção. Ou poderão estas forças estando divididas na direção de duas ou três candidaturas. Ou, por último e o pior quadro dessas forças, elas poderão estar espalhadas, ficarem dispersas, por todas as candidataras existentes as forças então podem entrar de forma dispersa.
Este e um quadro que construo agora no mês de março de 2026. A conferir as movimentações para adequar o texto a realidade nos próximos meses.
Você pode consultar várias informações da mídia burguesa que acompanha esta conjuntura eleitoral
https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/25/movimento-de-eduardo-paes tira-direita-da-inercia-e-acelera-plano-do-pl-para-o-governo-do-rj.ghtml
https://diariodorio.com/perfis-dos-pre-candidatos-aos-cargos-de-governador-e-vice para-a-eleicao-de-2026/
https://www.cartacapital.com.br/politica/eduardo-paes-confirma-vice-do-mdb-na chapa-ao-governo-do-rj/
https://www.instagram.com/p/DVv5OpTFp_C/
https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/real-time-big-data-paes-lidera-cenarios-de-1o turno-no-rj/
https://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/eduardo-paes-tem-46-das-intencoes-de-voto-e lidera-pesquisa-para-governador-do-rio-de-janeiro-08032026/
https://veja.abril.com.br/politica/pt-reafirma-apoio-a-eduardo-paes-no-rio-em-meio-a articulacoes-para-candidatura-propria/
https://www.folhabv.com.br/colunas/eduardo-paes-e-andre-ceciliano-articulam governador-tampao-na-alerj-e-acendem-disputa-por-palanques-de-2026/
https://oglobo.globo.com/google/amp/rio/noticia/2026/03/12/mandato-tampao-de governador-regras-da-eleicao-indireta-sao-definidas-por-lei-sancionada-confira.ghtml
https://oglobo.globo.com/google/amp/politica/noticia/2026/03/13/jogo-politico-a universal-e-o-aluguel-de-nove-estadios-para-dar-um-recado-dos-evangelicos-a-lula-e ao-pt.ghtml
UMA PROSPECÇÃO SOBRE CANDIDATURAS
Possiveis deputados federais e estaduais do PT e Federação, que ouço falar que poderão ser eleitors.
AVALIAÇÃO RETRATO FEITO NO FINAL DO MÊS DE MARÇO DE 2026
Deputado Federal | Deputado Estadual |
Esta será, por ordem ,a lista dos futuros eleitos da Federacao- PT dependendo do quantitativos a ser eleito, considerando que no minimo o PT elegera 4 dep federais e no máximo 7 deputados federais. Que voce acha? Ha mais nomes? Retira algum? Tens outra sequencia diferente? Diz aí!! �������� Freixo Taina Lindberg Elias Jaubor no lugar de Jandira??? Diego Fabiano Enfermeira Rejane Celso Pansera Dimas Reimont | A avaliação e que todos os atuais deputados federais se reelejam,menos a Carla Machado que saira do PT. Quem acha que sabe, diz que poderá eleger ate 6. Assim se a Carla Machado não se candidatar, abrira uma vaga. Indica quem acha que sabe que pode ser eleito para esta vaga o Andre Ceciliano ou Adilson Pires. Marina Elika Veronica Carla Machadoxxxxx Renato Machado Zeidan Quem pode entrar? Adilson Pires Andre Ceciliano Valdeck Carneiro |
GOVERNADOR DO ESTADO-Candidaturas ate o momento
1-Douglas Ruas com apoio de Washington Reis ou Garotinho
2-Candidato do Psol, William Siri
3-Wilson Witzel
4-Eduardo Paes
5-Pstu
terça-feira, 14 de abril de 2026
RETOMAR O 1º DE MAIO DE LUTA SOCIALISTA E ANTIIMPERIALISTA! * FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT*PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB
RETOMAR O 1º DE MAIO DE LUTA SOCIALISTA E ANTIIMPERIALISTA!
Após quase 140 anos desse combate histórico de nossa classe, nos encontramos num período cuja principal característica seja o avanço da contra-revolução burguesa em praticamente todos os países. Particularmente desde o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim no crepúsculo do século passado, o capital não sessou uma vasta ofensiva econômica, política e ideológica contra o proletariado e seu programa científico de emancipação histórica: o marxismo.
As ideologias vulgares que pregavam o "fim da história"; o "empreendedorismo"; o identitarismo anti-classista; o politicismo e conciliação com o inimigo de classe; o conformismo e resignação com o presente, marcado pelo "congelamento" histórico, etc., não passam de artimanhas estratégicas e táticas da burguesia mundial e seus meios de propagação de mentiras e irracionalismo, visando arrefecer a fé dos trabalhadores no socialismo e na sua própria emancipação dos grilhões da sociedade de classes.
Em compasso com os ataques econômicos e sociais contra as conquistas históricas que o proletariado arrancou da burguesia no último século de duras batalhas, vemos uma verdadeira ofensiva ideológica e cultural por parte do imperialismo, visando um vasto entorpecimento de seu antagonista histórico para assim, quebrar suas perspectivas revolucionárias como forma de garantir a perenidade e sobrevida do regime capitalista em sua fase senil, marcada por crises cada vez mais recorrentes e de grande duração, ameaçando mesmo a própria humanidade.
Em todo o mundo governado pelo modo de produção capitalista, temos visto o desmonte dos mecanismos de proteção dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas e o chamado "Estado de bem estar social" (onde existiu) tem sido radicalmente suprimidos; o nível econômico e social das classes trabalhadoras em todo o mundo não param de cair.
Na verdade entramos na era da superexploração do trabalho como um fenômeno mundial. As seguidas revoluções tecnológicas e informacional criou uma massa crônica de desempregados e seres humanos "supérfluos" pela ótica do capital e que não podem mais serem inseridos produtivamente no mundo das mercadorias cada vez mais mercantilizado e fetichizado. Para essa massa humana "sobrante"--um verdadeiro exército de reserva utilizado para aviltar os salários e condições de trabalho dos que ainda labutam--a "saída" burguesa é cada vez mais a repressão e extermínio malthuziano.
Nessa esteira, a chamada "composição orgânica do capital" como bem o conceituou Karl Marx, atua como um verdadeiro pêndulo contra a taxa de lucros do capital, obrigando seus servidores (a burguesia e seus agentes, sim, servidores de sua criatura) a recorrerem a um padrão de reprodução do capitalismo mundial francamente destrutivo, selvagem e incontrolável, que põe mesmo como horizonte a destruição da civilização como a conhecemos.
As guerras e o capital: uma relação de mão dupla
Com o alastrar da decadência capitalista, o recrudescimento das guerras de baixa e alta intensidade, tornaram-se algo corriqueiro, mesmo banal.
Neste século atual por exemplo, tivemos as guerras de tipo neocolonial por parte do imperialismo contra o Afeganistão, Iraque, Haiti, Líbia, Síria, Ucrânia (guerra por procuração do imperialismo ianque contra a Rússia), Iêmen, Palestina, etc. Também os golpes de Estado de novo tipo pela vida das revoluções coloridas e guerras híbridas, tem se tornado constantes e diversos países já foram ou estão sendo vítimas dessa forma de ataque encoberto, por parte das forças imperialistas e seus fantoches.
A instabilidade política promovida pela CIA contra governos populares e/ou nacionalistas também é algo que avança nessa época marcada pela crise geral do capitalismo, que exige de forma imperiosa ao grande capital, colonizar e impor sua agenda destrutiva em todo o mundo: diante de sua fase senil, o Globo terrestre já se tornou demasiado pequeno para o capital e seu caráter ontológico expansionista.
Daí a necessidade cada vez mais premente por parte do grande capital em controlar com mãos de ferro as fontes energéticas, de matéria prima, os mercados e o assalto aos Estados nacionais. Uma nova redivisão do mundo e da divisão mundial do trabalho, está em andamento; em tal movimento tectonico, o que o grande capital imperialista impõe aos povos da periferia capitalista é uma ainda maior subalternidade, agravando sua crônica relação de dependência e subdesenvolvimento.
Em suma, o preço pago pela humanidade com a perenidade até o presente do modo de produção capitalista tem sido alto demais. O próprio desenvolvimento histórico e das forças produtivas internacionalmente já estabeleceram as condições objetivas necessárias para a superação do regime burguês e para a construção do socialismo.
Os trabalhadores e os povos oprimidos resistem
O proletariado mundial embora ainda confuso, disperso e cambaleante diante da atual correlação desfavorável, resiste como pode. Vimos desde a última década importantes movimentos de luta dos trabalhadores em diversos países, sobretudo em nossa América latina. Os trabalhadores venezuelanos, bolivianos, equatorianos, chilenos, peruanos, haitianos e colombianos por exemplo, tem protagonizado ou protagonizaram nos últimos anos, importantes e heróicas lutas contra as forças da extrema direita, das tentativas golpistas e do imperialismo em seus países.
O povo palestino tem dado lições históricas a seus irmãos trabalhadores do mundo, através de sua gigantesca resistência armada contra os genocidas sionistas que comandam o facínora Estado de Israel e seus patrões imperialistas da Casa Branca. Embora o gigantesco tributo pago com o sangue sagrado de seus mártires, a resistência militar palestina impõe duríssimo revés ao sionismo, causando mesmo a desmoralização histórica mundial do Estado sionista e uma crise existencial de Israel.
Na África negra, seu valente povo derrotou o colonialismo francês, causando uma séria desmoralização e crise política profunda no interior dessa pátria imperialista decadente.
Os exemplos de brava resistência dos povos trabalhadores iemanita e haitiano, que nas mais desfavoráveis condições resistem e lutam bravamente contra seus exploradores e opressores internos e o imperialismo, deixa valiosa lição para o proletariado mundial.
Fortalecer um pólo revolucionario e antiimperialista internacional
A condição mais essencial do momento, é estabelecer uma frente internacional de lutas dos trabalhadores contra as forças do imperialismo. O atual período histórico se caracteriza pela ofensiva da burguesia e pela contra-revolução no mundo.
É imprescindível para as organizações de vanguarda dos explorados ter bem claro as forças que se batem, a correlação entre as classes antagônicas, para daí tirar as conclusões estratégicas e táticas do atual período. Uma das principais constatações a se considerar no momento é o fato de que as forças revolucionárias e de vanguarda da classe se encontrarem numa grave situação de fragmentação, divisão e sem protagonismo no interior das massas. E isso em todo o mundo.
Fortalecer as organizações dirigentes no interior de cada país é passo essencial para a retomada de uma agenda revolucionária e socialista que volte a hegemonizar as parcelas mais esclarecidas dos trabalhadores. Por outro lado, fortalecer um bloco revolucionário e antiimperialista internacional é sem dúvida uma das tarefas mais importantes do momento.
Em sua fase de deslocamento permante pelo mundo, o capital cada vez mais internacionalizado põem na defensiva qualquer estratégia ou tática puramente nacional dos trabalhadores. Daí ser imprescindível mais do nunca, organizar o combate internacional sistemático contra a burguesia, que tem no imperialismo seu chefe de fila no mundo.
Portanto, fortalecer uma frente internacional antiimperialista deve ser no momento uma das questões táticas centrais do proletariado mundial e seus aliados.
O grave impasse em que vive a humanidade, deixa bem claro que o capitalismo entrou em uma fase de potêncial destrutivo sem precedentes. As saídas reformistas que buscam reformar ou mesmo humanizar o regime do capital, estão barradas. A contra-revolução neoliberal, a atual escalada de guerras e golpes de Estado em todo o mundo, são as provas dessa verdade histórica. A revolução socialista é neste caso não só de uma atualidade indiscutível, como também, e mais importante, a garantia de sobrevivência da própria humanidade.
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT
PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB

