sexta-feira, 1 de maio de 2026

1º DE MAIO PROLETÁRIO ANTIIMPERIALISTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

1º DE MAIO PROLETÁRIO ANTIIMPERIALISTA
Hoje como todos os primeiros de maio em nossa ilha revolucionária, o povo saiu às ruas para dizer que mesmo diante da ofensiva do imperialismo, a guarda revolucionária não se renderá!
Tendo como lema deste ano "A Patria Se Defende",
A Revolução Cubana segue viva e resistirá as ameaças e tentativas de estrangulamento de seu povo.
MST
Por um 1º de maio dos trabalhadores, sem ilusões com a burguesia!*

Há mais de um século os trabalhadores têm o 1º de maio como um marco de sua história de lutas, sacrifícios e conquistas. Esse é um dia para relembrar nossa força, nossas batalhas e nossos heróis. Lembrar que só há melhoria nas condições de vida e trabalho para a nossa classe com união, luta e persistência!

Pois nesse mundo em que vivemos, o mundo capitalista, somos a classe explorada e oprimida, aquela que tudo produz, mas vive na miséria de um salário de fome. Um mundo que não serve para nós trabalhadores, um mundo que destrói nossas vidas. Por isso, há séculos também nossa luta é por uma nova sociedade, um novo mundo, sem exploração e opressão.

Nas últimas décadas, esse mundo de exploração vive crescentes contradições, com as potências econômicas disputando agressivamente por seus lucros, capitais e zonas de influência. Nessas disputas, há uma escalada armamentista em todo o mundo, a explosão de guerras cada vez mais violentas, e o retorno de governos e ideologias reacionárias, de extrema direita, assim como foram os nazistas e os fascistas do passado.

Na fábrica, na guerra, na vida, os que mais sofrem são os trabalhadores e os povos oprimidos. São da nossa classe aqueles que morrem aos poucos nas linhas de produção, para garantir o lucro dos patrões; aqueles mandados para as linhas de combate nas guerras, para assegurar o domínio de um ou outro bloco imperialista; além dos homens, mulheres e crianças assassinados cruelmente, como no genocídio executado contra os palestinos pelo Estado sionista e terrorista de Israel.

Portanto, nesse 1º de maio, é preciso lançar um chamado de luta contra o avanço dessa barbárie, feita de exploração e guerra, pelo fim desse mundo capitalista, que significa para nós mais morte e destruição. Ao mesmo tempo, nos colocamos ao lado daqueles que resistem, dos trabalhadores que se levantam contra a exploração e dos povos que reagem às agressões imperialistas, como o heroico povo palestino e mais recentemente a população e a resistência no Irã e no Líbano.

Toda essa conjuntura impacta de forma específica o Brasil. Mais recentemente, estamos vivemos mais um choque de inflação por causa de mais uma guerra, que ameaça fazer crescer a carestia. A piora do cenário externo pode também piorar a atual desaceleração da economia nacional: e isso se reverterá no aumento do desemprego, mais informalidade etc. Sem contar países vizinhos ao nosso sofrendo agressões e intervenções diretas do imperialismo dos EUA.

Há anos, governo após governo, avança a integração subordinada do Brasil na divisão internacional do trabalho, agora não apenas submisso ao imperialismo euro-atlântico, liderado pelos EUA. Cada vez mais, há a presença em nosso país da potência capitalista chinesa, maior produtora de manufaturados e exportadora de capital do mundo, em disputa pela hegemonia global com o imperialismo estadunidense. Em meio a isso, as condições de vida, a devastação da natureza e as expectativas das massas só pioram em nosso país. Pela fraqueza política e de organização da nossa classe, em vez de conseguirmos revidar a esse quadro, estamos sofrendo uma verdadeira ofensiva burguesa, que tem arrancado muitas conquistas.

Em mais um ano eleitoral, querem enganar os trabalhadores, dizendo que a solução virá de algum dos grupos políticos que representam objetivamente os interesses dos patrões, das classes dominantes. Mas é mais um engodo: nas questões centrais, como a política econômica, há uma unidade entre todos os principais candidatos. Suas diferenças estão apenas na forma com a qual pretendem garantir esses interesses burgueses e imperialistas por aqui: se com maior repressão e fascistização, ou com cooptação e enrolação. Se mais integrados ao imperialismo dos EUA ou aos interesses da China. E por aí vai.

A classe operária e demais trabalhadores não podem cair nessa armadilha de confiar às facções burguesas a solução dos nossos problemas ou nossas bandeiras de luta. Devemos, mesmo que se trate de uma luta a longo prazo, retomar nossos princípios na luta de classes e lutar a partir deles. Lutar do nosso ponto de vista, e sempre a partir de nossas demandas concretas e interesses fundamentais. 

O caminho é persistir na organização e na elevação da capacidade de combate de nossa classe – nos locais de trabalho, moradia, estudo etc. Isso serve tanto para obter reformas parciais e imediatas como para afirmar nossos objetivos estratégicos: a classe trabalhadora no poder e o socialismo!

*VIVA A LUTA DOS TRABALHADORES!*

ENCONTRO COMUNISTA
Brasil, 1° de maio de 2026
*
ORIGEM DOS DIREITOS SOCIAIS
ORIGENS DO 1º DE MAIO

Querida família cubana, meu belo povo do mundo:

TODOS ATÉ 1º DE MAIO MARÇO

Esta é uma mulher #cubana falando, que ama esta terra, que se orgulha de sua #Revolução e que acorda todas as manhãs com a certeza de que viver aqui, mesmo não sendo fácil, é um PRIVILÉGIO que ela não trocaria por NADA no mundo. E é justamente esse ORGULHO que me leva a compartilhar algumas reflexões com vocês, do fundo do coração, poucos dias antes desse dia sagrado para os trabalhadores: o #DiaDoTrabalhador.

Você e eu sabemos o que significa acordar cedo, trabalhar arduamente nos campos, nas fábricas, nos hospitais, nas escolas. Sabemos o que significa fazer o salário render, ser criativo, resolver problemas, criar do nada, porque o bloqueio nos sufoca, mas não nos afogará. Esse inimigo implacável — o império ianque — vem tentando nos destruir incessantemente há mais de 65 anos. Com seu cruel bloqueio econômico, com aquela ordem executiva de 29 de janeiro que agora inclui um bloqueio energético, eles pretendem extinguir nossa luz, parar nossos motores e nos fazer render pela fome e exaustão. Mas eles não nos conhecem!

Por isso, a Confederação dos Trabalhadores Cubanos (CTC) nos convoca neste Dia do Trabalhador de 2026, sob uma ideia que comove nossas almas: "A Pátria está sendo defendida". E não se trata de qualquer defesa: é a defesa de Maceo quebrando a folha de palmeira em Baraguá, recusando-se a aceitar a paz sem independência. É a defesa de Martí em seus "Novos Pinheiros", clamando pela união de várias gerações. É a defesa de Fidel naquele Dia do Trabalhador de 2000, alertando-nos que a Revolução se defende com ações.

Este Dia do Trabalhador não é apenas um desfile ou um evento. É um DIREITO que temos como trabalhadores e como povo: o direito de exigir uma vida digna, de dizer ao mundo que não aceitaremos mais sanções, que NÃO QUEREMOS GUERRA, que o bloqueio é um CRIME contra a humanidade e que NÃO viveremos de joelhos. Ir às ruas nesse dia é gritar: "Basta de sufocamento! Cuba vive, Cuba luta, Cuba cria!"

A CTC nos convida a celebrar com razão, sim, porque a escassez nos ensinou a fazer mais com menos. Mas também com alegria, porque a esperança é inegociável. Eles nos pedem para estarmos presentes em cada local de trabalho, em cada bairro, em cada município, em cada província. Da usina termelétrica que luta para manter as luzes acesas, da fábrica que nunca para, da sala de aula onde o futuro está sendo moldado, do consultório médico que salva vidas… cada trincheira é válida para defender o que construímos com suor e DIGNIDADE.

E quero lhes dizer algo, do fundo do meu coração: unir-nos neste Primeiro de Maio não é fanatismo nem dogma. É CONVICÇÃO. É olhar nos olhos dos nossos filhos e dizer-lhes: "Não nos renderemos". É lembrar dos nossos amigos que nos apoiam em todo o mundo — e a eles agradecemos do fundo do coração — porque compartilham o nosso destino sob uma ameaça militar real. Mas essa ameaça não nos aterroriza; ela nos fortalece. Como diz o verso imortal: Morrer pela pátria é viver.

Então, convido todos vocês: o trabalhador rural, o operário, o professor, o cientista, o artista, o aposentado que dedicou a vida ao serviço, o jovem que se pergunta o que fazer. Saiamos às ruas no Dia do Trabalho com as cores vibrantes da nossa bandeira. Saiamos para romper o silêncio, para demonstrar que unidos somos invencíveis. Porque neste ano de 2026, no centenário de Fidel, sob a liderança do nosso Partido e do nosso amado Presidente Díaz-Canel, os trabalhadores cubanos proclamarão mais uma vez em alto e bom som:

Pátria ou morte! Nós venceremos!

Nos vemos no Dia do Trabalho, nas ruas, de mãos dadas, mostrando que a dignidade não pode ser bloqueada. Viva a Revolução Cubana! Viva o proletariado do mundo!

Com todo o AMOR desta cubana que acredita em sua pátria.

Yuni De Cuba 
PRIMEIRO DE MAIO PALESTINO

Trabalhadores do mundo, povos livres e nações emergentes: Unam-se contra o imperialismo americano e o fascismo israelense!
No Dia Internacional dos Trabalhadores, 1º de maio de 2026, a Frente Democrática para a Libertação da Palestina fez um apelo aos trabalhadores, povos livres e nações emergentes do mundo para que se unam contra o brutal imperialismo americano e o fascismo israelense, em sua aliança nefasta para incitar guerras em todo o globo, semear o caos e a instabilidade, saquear as riquezas das nações, desmantelar e reestruturar seus sistemas políticos e empregar a força fascista para alcançar seus objetivos coloniais. Isso inclui o retorno aos métodos bárbaros dos séculos passados, a violação do direito internacional, a desestabilização de instituições e organizações internacionais e a fabricação de alianças e estruturas alternativas. Essas ações ameaçam a paz mundial, privam os povos do seu direito de construir seus próprios Estados nacionais e economias independentes e impedem o desenvolvimento de suas capacidades e potencial para formar as futuras gerações. Isso leva à destruição do que milhões de trabalhadores construíram com suas mãos e mentes, ao empobrecimento de nações e à destruição da civilização, para serem substituídas por políticas de discriminação. Racismo, opressão de classe, uma cultura de selvageria, genocídio, o desperdício do potencial humano e dos recursos naturais a serviço da destruição, a disseminação de doenças e epidemias e a ameaça ao futuro do planeta.
A Frente Democrática declarou: O que está acontecendo na Palestina talvez exemplifique as atrocidades cometidas pela brutal aliança americano-israelense, que infligiu destruição generalizada à Faixa de Gaza, incluindo a destruição de seus sistemas de saúde, ambiental, educacional e alimentar. Trata-se de uma tentativa de fazer a Faixa retornar à Idade da Pedra e apagar sua existência do mapa por meio de uma guerra genocida que já ceifou a vida de mais de 80.000 vítimas, das quais 70% são crianças, mulheres, lactantes e gestantes. A guerra também resultou em mais de 180.000 feridos e lesionados, dos quais mais de 18.000 correm risco de morte devido à falta de tratamento médico necessário. Essa situação é agravada por um cerco contínuo que tornou o espectro da fome uma ameaça constante aos sobreviventes da guerra, cuja própria existência em suas terras ainda está ameaçada por projetos de deslocamento em massa.

A guerra genocida e a destruição da natureza na Faixa de Gaza obliteraram o que os trabalhadores, o povo e os intelectuais da Faixa construíram com suas mãos, mentes e iniciativas, munidos de uma cultura civilizada que, em sua própria presença, condena a cultura fascista de Israel, que prospera na força — a força da morte, da destruição e do extermínio de outros, e da pilhagem de suas terras, como está acontecendo na Faixa de Gaza, no sul do Líbano, no sul da Síria e nas Colinas de Golã ocupadas.
A Frente Democrática afirmou em sua declaração: Na Cisjordânia, a natureza brutal e fascista do projeto israelense também se manifesta claramente na fome que assola mais de 250.000 trabalhadores palestinos, que vivem em um estado de desemprego mortal, e na pilhagem das receitas alfandegárias, privando o povo palestino delas. Isso levou a graves danos à economia palestina e a repercussões mortais sobre dezenas de milhares de trabalhadores, diaristas, pessoas com renda limitada e a grande maioria dos empregados, culminando na ameaça de colapso do sistema bancário na Cisjordânia.
A Frente Democrática enfatizou que o cenário palestino apresenta um quadro extremamente claro, resumindo o conflito global em curso entre a aliança do brutal imperialismo americano e do fascismo israelense, de um lado, e os povos em ascensão que aspiram a desenvolver sua identidade nacional, cultura, civilização e democracia, e que lutam por segurança, estabilidade e prosperidade, e para construir um futuro brilhante para toda a humanidade, do outro.
Neste contexto, a Frente Democrática renova seu apelo aos trabalhadores do mundo, aos seus povos livres e às suas nações emergentes para que se unam contra o brutal imperialismo americano e o fascismo israelense em frentes globais, tanto populares quanto oficiais, para confrontar a limpeza étnica, a discriminação racial e as políticas de imposição de cercos a povos como ferramentas para alcançar objetivos coloniais. Apela também à oposição a guerras e atos de hostilidade, e à salvaguarda dos direitos legítimos dos povos à liberdade, à autodeterminação e ao estabelecimento de seus Estados nacionais, bem como ao usufruto de seus recursos e riquezas nacionais sob a égide da justiça social e da democracia, e com respeito pelas civilizações e culturas alheias.
Central Media
30 de abril de 2026
FRENTE DEMOCRÁTICA DE LIBERTAÇÃO DA PALESTINA
FDLP

PARTIDO COMUNISTA DA BOLÍVIA
HORA DO PEÃO
*A imprensa capitalista diz que é Dia do Trabalho*
*Partidos social-democratas dizem que é motivo de celebração*
*❝ Mas o proletariado consciente sabe que o 1º de maio é o Dia Internacional dos Trabalhadores, em memória dos trabalhadores anarquistas assassinados em 1887 por lutarem pela jornada de trabalho de oito horas e desejarem a anarquia e a igualdade social.❞*
A HISTÓRIA DO 1° DE MAIO – OS MÁRTIRES DE CHICAGO
(Ernesto Germano Parés)
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O século XIX marcou a grande arrancada do sistema capitalista e o grau de exploração sobre os trabalhadores atingia uma violência inigualável. A “Revolução Industrial”, o surgimento das primeiras máquinas e o aparecimento das fábricas levavam milhões de seres humanos a uma situação de extrema submissão ao capital.
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Era comum o trabalho de crianças, mulheres grávidas e trabalhadores em jornadas que duravam até 18 horas diárias, sem interrupção!
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Os primeiros movimentos pela redução da jornada de trabalho começaram na Inglaterra, ainda na década de 1820, e foram se espalhando pela Europa. Posteriormente chegaram aos EUA e Austrália.
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Em 1886, em Chicago, os operários estadunidenses que já haviam acumulado experiência com várias mobilizações pela redução da jornada para 8 horas diárias resolveram que estava na hora de começar as grandes ações. Em 1° de maio de 1886 teve início a Greve Geral que contou com a adesão de mais de um milhão de trabalhadores em todo o território americano. Pensem nisto: um milhão de trabalhadores parados, em pleno século XIX!
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Isto incomodou muito ao sistema e os patrões resolveram usar todos os artifícios para impedir que a Greve se ampliasse ainda mais. A repressão, já no primeiro dia, foi violenta e não poupava ninguém. Centenas de trabalhadores foram espancados e presos, mas o movimento ganhava mais força. No dia dois, uma grande passeata tomou conta das ruas de Chicago e os trabalhadores carregavam cartazes e faixas reivindicando a jornada de 8 horas.
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A polícia não dormiu. A repressão se tornou ainda mais violenta e, no dia quatro, quando estava marcada uma grande assembleia na Praça Haymarket, uma bomba explodiu no meio da multidão matando dezenas de trabalhadores e ferindo mais de 200 pessoas, inclusive alguns policiais.
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Oito líderes do movimento foram presos, acusados de haver provocado o tumulto, e julgados: Alberto Parson, tipógrafo (39 anos); August Spies, tipógrafo (32 anos); Adolf Fischer, tipógrafo (31 anos); George Engels, tipógrafo (51 anos); Ludwig Lingg, carpinteiro (23 anos); Michael Schwab, encadernador (34 anos); Samuel Fielden, operário têxtil (39 anos); Oscar Neeb, (?). Os quatro primeiros foram condenados à morte e enforcados no dia 11 de novembro de 1887. Os demais foram condenados à prisão perpétua. Ludwig Lingg suicidou-se na cadeia.
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A luta dos trabalhadores estadunidenses, no entanto, não parou aí. Centenas de outros movimentos ocorreram e, em 1890, o Congresso dos EUA votava a Lei que estabelecia a jornada de 8 horas diárias.
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Em 1893, a Justiça dos EUA reabriu o processo contra os oito operários e ficou comprovado que todas as provas apresentadas durante o julgamento haviam sido forjadas e que a bomba havia sido colocada pela própria polícia para incriminar os manifestantes. Foi reconhecida a inocência dos condenados e os três operários que ainda estavam na cadeia foram libertados.
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Nos EUA, até hoje, não se comemora o 1° de Maio. Canadá, Austrália e EUA são os únicos países que não comemoram a data.
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AS COMEMORAÇÕES DO 1° DE MAIO
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Em 1889, reunidos em Londres, representantes de centenas de entidades de trabalhadores aprovaram uma resolução: que em todos os países, em todas as cidades, os trabalhadores lutem pela redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e que se consagrasse o 1° de maio de cada ano a esta luta (em memória do ocorrido no 1° de maio de 1886, em Chicago).
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No Brasil - 1894 - em Santos, no 1° de Maio, o Centro Socialista realiza palestra e debate. Alguns autores consideram a primeira comemoração da data, no Brasil.
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1900 - em 25/09, fundado em São José do Rio Pardo (SP) o Clube Democrático Socialista Os Filhos do Trabalho. O manifesto do Clube para o 1° de maio de1901 foi escrito pelo socialista Euclides da Cunha que dizia ser necessária “a reabilitação do proletariado, pela exata distribuição da justiça, cuja fórmula suprema consiste em dar a cada um o que cada um merece, abolindo-se os privilégios quer de nascimento, quer de fortuna, quer da força.”
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1906 - o 1° de maio foi comemorado em várias cidades. Em São Paulo, o Sindicato dos Gráficos uniu-se a outros sindicatos para realizar apresentações teatrais, em vários teatros da cidade. No Rio de Janeiro houve comemoração em praça pública. Em Santos houve comemoração, mesmo com uma violenta repressão enviada pelo governo (navios de guerra ancoraram no porto para intimidar). Em Campinas, surgiu o primeiro número do jornal A Voz Operária.
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1907 - o 1° de maio foi comemorado em todas as grandes cidades brasileiras e marca o início da luta pela jornada de 8 horas em nosso país.
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1909 - o número 10 do jornal A Voz do Trabalhador (1° de maio de 1909) publicava, pela primeira vez no Brasil, a letra do hino A INTERNACIONAL, composto por Pierre Degeyter e Eugène Pottier, em 1871, e que já virara o hino das comemorações do 1° de maio na Europa (junto com a bandeira vermelha usada pelos operários de Paris).
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1929 - Em 1° de Maio é criada a Confederação Geral dos Trabalhadores que, em março do ano seguinte, promove um Congresso de Agricultores e inicia a fundação de Sindicatos Rurais.
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É a partir dos primeiros anos da década de 40 que o governo passa a assumir as comemorações do 1° de maio e a transformar o dia de luta (pela jornada de 8 horas diárias de trabalho e de outras resistências para os trabalhadores) em festas com futebol de graça, shows com artistas e bailes para desviar o sentido das comemorações. O “Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora” passou a ser usado para iludir o próprio trabalhador.
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1968 – Já na ditadura militar, no 1º de maio, estudantes e trabalhadores se unem para organizar o Dia do Trabalhador. O Governador de São Paulo, Abreu Sodré, alimentava o sonho de suceder Costa e Silva e resolve se promover, autorizando o ato e mandando construir um palanque. Ao chegar à praça, com sua comitiva, é recebido com pedradas e palavras de ordem contra a ditadura, fugindo do local. Os manifestantes queimam o palanque oficial e saem em passeatas pelas ruas da capital.
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1981 - A bomba do Riocentro - A comemoração do 1° de maio, organizada pelo Centro Brasil Democrático (Cebrade), seria realizada no pavilhão do Riocentro. Cerca de 20.000 pessoas já se encontravam no local e aplaudiam um show da Elba Ramalho, quando todo o local foi sacudido por uma explosão. No estacionamento do pavilhão, perto da casa de força do Riocentro, uma bomba explodiu dentro de um carro Puma com dois oficiais do exército. O caso, até hoje, não tem explicação, e os ministros militares anunciaram, na época, que os militares é que teriam sido alvos de um atentado.
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Um 1° de Maio marcante - Quando os metalúrgicos do ABC (São Paulo) entram em greve, em abril de 1980, o movimento já tinha algo de diferente, antes mesmo de começar. O adesivo que convocava para a Assembleia era claro: "Chegou a hora! Vamos matar nossa sede." Por seu lado, o governo anunciava sua determinação de reprimir e lembrava que o sindicato já sofrera intervenção em 1979. A Assembleia do dia 30 de março, um domingo, votou pela greve. O movimento começou, e todos sabiam que seria longo e difícil. Um "Comitê de Solidariedade" foi criado e contava com setores da Igreja católica, associações de moradores e setores da esquerda. No dia 17 de abril, às 18:30 h, o Ministro assina o decreto, determinando a intervenção no Sindicato e afastando a diretoria. No dia seguinte, helicópteros do exército sobrevoavam São Bernardo, enquanto tropas da Polícia Militar, com carros "brucutus" e policiais da temida ROTA (polícia do Estado de São Paulo) cercavam o Sindicato. Do outro lado, o movimento ia crescendo e conquistando todo o descontentamento popular contra o regime. A Associação Brasileira de Imprensa, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Comissão de Justiça e Paz e centenas de outras entidades e organizações passam a apoiar e mostrar adesão a uma greve iniciada pelos peões do ABC. O 1° de Maio foi comemorado em São Bernardo (eu estive lá) por lideranças de todo o país, mesmo com a sede do Sindicato fechada e sob intervenção. A greve continuava!
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Uma bomba no Memorial No dia 1° de maio de 1989, em Volta Redonda (Rio de Janeiro), os metalúrgicos da Companhia Siderúrgica Nacional - CSN - inauguraram o Memorial projetado por Oscar Niemeyer em homenagem aos três metalúrgicos assassinados pelo exército durante a greve de novembro (09/11/1988). A Central Única dos Trabalhadores - CUT - havia indicado a cidade de Volta Redonda como a sede da comemoração oficial do 1° de maio, e caravanas de trabalhadores chegavam dos Estados próximos para a homenagem. A inauguração do Memorial foi presenciada por cerca de 20 mil trabalhadores que lotaram a praça e as ruas próximas. Na madrugada seguinte, dia 02, por volta das três horas, Volta Redonda acordou com o Barulho de uma explosão... Na praça, centenas de pessoas atraídas pelo barulho olhavam para o Memorial tombado por duas bombas de alto poder explosivo!
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quarta-feira, 29 de abril de 2026

1°DE MAIO DE CLASSE E DE LUTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

*1°DE MAIO DE CLASSE E DE LUTA*

A vida da classe trabalhadora brasileira nunca foi um mar de rosas, mas nunca esteve tão braba como hoje.

Exemplo disso são as CAMPANHAS SALARIAIS, um dos momentos de maior mobilização da classe, desapareceu da porta das empresas. Ninguém vê mais sequer uma Kombi com caixas de som tocando músicas e discursos dos dirigentes sindicais, denunciando o arrocho salarial em que vivem os trabalhadores e largando o aço nos patrões e governos pelo conluio contra quem põe o pão na sua mesa.

Neste 23/04/2026 o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos conquistou um acordo interessante, um PLR de 20.780,00 , e encerra a campanha comemorando.

Nem faço ideia do que isso representa no bolso de cada peão, mas se desmobilizaram uma proposta de greve, quer dizer que vale a pena.

Agora, categoria nenhuma chega a uma conquista dessa sem união por local de trabalho, sessão por sessão, sem assembleia na hora do almoço, sem grupos de estudo pra apresentar propostas ao sindicato e a empresa. Enfim, sem esforço e organização, nada avança.

Mas sobretudo sem mobilização a classe trabalhadora não avança. Não conquista nada. Vem aí a proposta da redução da jornada de trabalho com o FIM DA ESCALA 6X1. Se não fizermos nada, os "bolsonaros" lá da câmara e do senado vão deitar o cabelo e nós vamos chupar prego.

Por isso nesse 1°DE MAIO vamos gritar bem alto TRABALHO NÃO É CASTIGO! FIM DA ESCALA 6X1! POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA PARA A CLASSE TRABALHADORA!

*TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA*
Frente Revolucionária dos Trabalhadores
FRT

terça-feira, 28 de abril de 2026

Declaração da WFTU para o Dia do Trabalhador de 2026 * Federação Sindical Mundial/WFTU

Declaração da WFTU para o Dia do Trabalhador de 2026
Abril de 2026
por WFTU

O movimento sindical internacional de classe, os trabalhadores e os sindicatos militantes de todo o mundo honram, por meio da luta, o 140º aniversário da luta operária em Chicago, em 1886. Honram o heroico Primeiro de Maio da classe trabalhadora, símbolo da luta incansável contra a barbárie capitalista, com novas lutas de classe, determinação e solidariedade internacionalista.

Por ocasião do Dia Internacional do Trabalhador, a Federação Sindical Mundial, a mais antiga organização sindical internacional, representando mais de 105 milhões de trabalhadores em todos os cantos do mundo, estende uma mensagem calorosa e combativa a todos os trabalhadores e agricultores, às pessoas comuns do trabalho e da labuta.

As mensagens e reivindicações dos pioneiros de Chicago em 1886 permanecem relevantes e necessárias hoje. A crise do capitalismo está se aprofundando e se generalizando. As desigualdades sociais estão aumentando drasticamente. As liberdades democráticas e os direitos sindicais estão sob ataque em todo o mundo, enquanto guerras e intervenções imperialistas estão na agenda.

Os acontecimentos internacionais confirmam que os antagonismos geopolíticos e econômicos globais continuam a representar uma ameaça direta à paz e à segurança mundiais, incluindo o perigo de uma catástrofe nuclear. Guerras imperialistas, intervenções, sanções e bloqueios persistem e se intensificam.

O genocídio dos palestinos em Gaza e a brutalidade inimaginável do Estado israelense, o ataque não provocado e assassino dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, a invasão da Venezuela e o sequestro do presidente legítimo do país, as ameaças terroristas contra a Cuba socialista e a tentativa de estrangular sua economia e seu povo por meio do embargo energético criminoso, expuseram mais uma vez, em toda a sua magnitude, a hipocrisia, o cinismo e a natureza desumana do imperialismo.

Os gastos militares estão aumentando exponencialmente, enquanto organizações como a OTAN e a União Europeia intensificam a militarização e promovem a economia de guerra como uma “saída para o desenvolvimento”. Ao mesmo tempo, a população é chamada a arcar com os custos por meio de novas medidas de austeridade, privatizações e desmantelamento de conquistas sociais.

Ao mesmo tempo, a crise energética, a inflação e os preços elevados continuam a corroer os rendimentos dos trabalhadores. Os salários permanecem estagnados, enquanto os lucros das empresas multinacionais e das gigantes energéticas disparam.

As consequências dessa situação atingem com ainda mais força os setores mais vulneráveis ​​da classe trabalhadora. Mulheres trabalhadoras, jovens e migrantes enfrentam exploração intensificada, salários mais baixos, maior insegurança no emprego e acesso limitado à saúde, educação e cultura. Eles são as primeiras vítimas de políticas antioperárias e da desregulamentação trabalhista, o que os torna particularmente expostos aos ataques do capital.

Ao mesmo tempo, a saúde e a segurança no local de trabalho estão sendo sistematicamente degradadas. As medidas de proteção são tratadas como um "custo" pelos empregadores, o que leva ao aumento de acidentes e fatalidades no trabalho. Diariamente, trabalhadores se ferem ou perdem a vida em nome do lucro, revelando da maneira mais trágica as prioridades do sistema.

A nova era da digitalização e da inteligência artificial, em vez de ser utilizada em benefício dos trabalhadores e da sociedade como um todo, é usada para intensificar o trabalho, monitorar os trabalhadores e expandir as formas flexíveis de emprego. A insegurança, o trabalho precário e a desregulamentação das relações trabalhistas estão se tornando generalizados.

Ao mesmo tempo, a repressão estatal e patronal contra as lutas se intensifica. Sindicalistas são perseguidos, greves são criminalizadas e as liberdades democráticas são restringidas. Migrantes e refugiados são alvos, explorados como mão de obra barata e se tornam vítimas de racismo e exploração.

Diante dessa realidade, a resposta da classe trabalhadora não pode ser a submissão.

Exigimos:Aumentos salariais e acordos coletivos de trabalho com plenos direitos.
Medidas eficazes para proteção contra preços altos e inflação.
Saúde, educação e segurança social públicas e gratuitas para todos.
Redução da jornada de trabalho, emprego permanente com horário de trabalho fixo, abolição de formas flexíveis de trabalho e proteção dos trabalhadores em plataformas digitais.
Medidas de saúde e segurança em todos os locais de trabalho
Respeito pelos direitos sindicais e pelas liberdades democráticas
Proteção dos migrantes e igualdade de direitos para todos os trabalhadores.

Os trabalhadores não têm interesse nas guerras e antagonismos daqueles que detêm o poder. Pelo contrário, têm tudo a ganhar com a unidade, a solidariedade e a luta comum.

A WFTU convoca os sindicatos a rejeitarem o compromisso e a submissão. A fortalecerem suas lutas e a organizarem a resistência em todos os locais de trabalho, em todos os setores e em todos os países, contra a barbárie do sistema de lucro e guerra.

A força reside na organização. A esperança reside na luta.

Por ocasião do Dia do Trabalhador de 2026, convocamos mobilizações militantes em todo o mundo sob o lema:

Nossas vidas e nossas necessidades, ou os lucros deles!Nenhum sacrifício pelas guerras e lucros da capital
Trabalho com direitos, regulamentado por acordos coletivos
Atendimento às necessidades contemporâneas dos trabalhadores

Solidariedade e internacionalismo são as armas da classe trabalhadora!

Que o Dia do Trabalhador deste ano seja um marco de luta e contraofensiva, por um mundo sem guerras e intervenções imperialistas, sem discriminação e exploração do homem pelo homem.

Viva o Dia do Trabalho!

VIVA A SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA!
FEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL

segunda-feira, 27 de abril de 2026

RETOMAR O 1º DE MAIO DE LUTA SOCIALISTA E ANTIIMPERIALISTA! * FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT*PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB

 RETOMAR O 1º DE MAIO DE LUTA SOCIALISTA E ANTIIMPERIALISTA!

Há quase 140 anos do histórico levante proletário em Chicago em 1886, quando os trabalhadores, organizados e municiados por uma profunda consciência de classe e dos seus interesses para si, em brava e heróica batalha contra as forças do capital, tiveram seus históricos mártires assassinados covardemente pelas forças de repressão da burguesia. Da qual daí em diante foi instituído pela Segunda Internacional, o Primeiro de Maio como data mundial do proletariado.


Após quase 140 anos desse combate histórico de nossa classe, nos encontramos num período cuja principal característica seja o avanço da contra-revolução burguesa em praticamente todos os países. Particularmente desde o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim no crepúsculo do século passado, o capital não sessou uma vasta ofensiva econômica, política e ideológica contra o proletariado e seu programa científico de emancipação histórica: o marxismo.


As ideologias vulgares que pregavam o "fim da história"; o "empreendedorismo"; o identitarismo anti-classista; o politicismo e conciliação com o inimigo de classe; o conformismo e resignação com o presente, marcado pelo "congelamento" histórico, etc., não passam de artimanhas estratégicas e táticas da burguesia mundial e seus meios de propagação de mentiras e irracionalismo, visando arrefecer a fé dos trabalhadores no socialismo e na sua própria emancipação dos grilhões da sociedade de classes.

 

Em compasso com os ataques econômicos e sociais contra as conquistas históricas que o proletariado arrancou da burguesia no último século de duras batalhas, vemos uma verdadeira ofensiva ideológica e cultural por parte do imperialismo, visando um vasto entorpecimento de seu antagonista histórico para assim, quebrar suas perspectivas revolucionárias como forma de garantir a perenidade e sobrevida do regime capitalista em sua fase senil, marcada por crises cada vez mais recorrentes e de grande duração, ameaçando mesmo a própria humanidade.

 

Em todo o mundo governado pelo modo de produção capitalista, temos visto o desmonte dos mecanismos de proteção dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas e o chamado "Estado de bem estar social" (onde existiu) tem sido radicalmente suprimidos; o nível econômico e social das classes trabalhadoras em todo o mundo não param de cair.

 

Na verdade entramos na era da superexploração do trabalho como um fenômeno mundial. As seguidas revoluções tecnológicas e informacional criou uma massa crônica de desempregados e seres humanos "supérfluos" pela ótica do capital e que não podem mais serem inseridos produtivamente no mundo das mercadorias cada vez mais mercantilizado e fetichizado. Para essa massa humana "sobrante"--um verdadeiro exército de reserva utilizado para aviltar os salários e condições de trabalho dos que ainda labutam--a "saída" burguesa é cada vez mais a repressão e extermínio malthuziano.

 

Nessa esteira, a chamada "composição orgânica do capital" como bem o conceituou Karl Marx, atua como um verdadeiro pêndulo contra a taxa de lucros do capital, obrigando seus servidores (a burguesia e seus agentes, sim, servidores de sua criatura) a recorrerem a um padrão de reprodução do capitalismo mundial francamente destrutivo, selvagem e incontrolável, que põe mesmo como horizonte a destruição da civilização como a conhecemos.

 

As guerras e o capital: uma relação de mão dupla

 

Com o alastrar da decadência capitalista, o recrudescimento das guerras de baixa e alta intensidade, tornaram-se algo corriqueiro, mesmo banal.

 

Neste século atual por exemplo, tivemos as guerras de tipo neocolonial por parte do imperialismo contra o Afeganistão, Iraque, Haiti, Líbia, Síria, Ucrânia (guerra por procuração do imperialismo ianque contra a Rússia), Iêmen, Palestina, etc. Também os golpes de Estado de novo tipo pela vida das revoluções coloridas e guerras híbridas, tem se tornado constantes e diversos países já foram ou estão sendo vítimas dessa forma de ataque encoberto, por parte das forças imperialistas e seus fantoches.

 

A instabilidade política promovida pela CIA contra governos populares e/ou nacionalistas também é algo que avança nessa época marcada pela crise geral do capitalismo, que exige de forma imperiosa ao grande capital, colonizar e impor sua agenda destrutiva em todo o mundo: diante de sua fase senil, o Globo terrestre já se tornou demasiado pequeno para o capital e seu caráter ontológico expansionista.

 

Daí a necessidade cada vez mais premente por parte do grande capital em controlar com mãos de ferro as fontes energéticas, de matéria prima, os mercados e o assalto aos Estados nacionais. Uma nova redivisão do mundo e da divisão mundial do trabalho, está em andamento; em tal movimento tectonico, o que o grande capital imperialista impõe aos povos da periferia capitalista é uma ainda maior subalternidade, agravando sua crônica relação de dependência e subdesenvolvimento.

 

Em suma, o preço pago pela humanidade com a perenidade até o presente do modo de produção capitalista tem sido alto demais. O próprio desenvolvimento histórico e das forças produtivas internacionalmente já estabeleceram as condições objetivas necessárias para a superação do regime burguês e para a construção do socialismo.

 

Os trabalhadores e os povos oprimidos resistem

 

O proletariado mundial embora ainda confuso, disperso e cambaleante diante da atual correlação desfavorável, resiste como pode. Vimos desde a última década importantes movimentos de luta dos trabalhadores em diversos países, sobretudo em nossa América latina. Os trabalhadores venezuelanos, bolivianos, equatorianos, chilenos, peruanos, haitianos e colombianos por exemplo, tem protagonizado ou protagonizaram nos últimos anos, importantes e heróicas lutas contra as forças da extrema direita, das tentativas golpistas e do imperialismo em seus países.

 

O povo palestino tem dado lições históricas a seus irmãos trabalhadores do mundo, através de sua gigantesca resistência armada contra os genocidas sionistas que comandam o facínora Estado de Israel e seus patrões imperialistas da Casa Branca. Embora o gigantesco tributo pago com o sangue sagrado de seus mártires, a resistência militar palestina impõe duríssimo revés ao sionismo, causando mesmo a desmoralização histórica mundial do Estado sionista e uma crise existencial de Israel.

 

Na África negra, seu valente povo derrotou o colonialismo francês, causando uma séria desmoralização e crise política profunda no interior dessa pátria imperialista decadente.

 

Os exemplos de brava resistência dos povos trabalhadores iemanita e haitiano, que nas mais desfavoráveis condições resistem e lutam bravamente contra seus exploradores e opressores internos e o imperialismo, deixa valiosa lição para o proletariado mundial.

 

Fortalecer um pólo revolucionario e antiimperialista internacional

 

A condição mais essencial do momento, é estabelecer uma frente internacional de lutas dos trabalhadores contra as forças do imperialismo. O atual período histórico se caracteriza pela ofensiva da burguesia e pela contra-revolução no mundo.

 

É imprescindível para as organizações de vanguarda dos explorados ter bem claro as forças que se batem, a correlação entre as classes antagônicas, para daí tirar as conclusões estratégicas e táticas do atual período. Uma das principais constatações a se considerar no momento é o fato de que as forças revolucionárias e de vanguarda da classe se encontrarem numa grave situação de fragmentação, divisão e sem protagonismo no interior das massas. E isso em todo o mundo.

Fortalecer as organizações dirigentes no interior de cada país é passo essencial para a retomada de uma agenda revolucionária e socialista que volte a hegemonizar as parcelas mais esclarecidas dos trabalhadores. Por outro lado, fortalecer um bloco revolucionário e antiimperialista internacional é sem dúvida uma das tarefas mais importantes do momento.

 

Em sua fase de deslocamento permante pelo mundo, o capital cada vez mais internacionalizado põem na defensiva qualquer estratégia ou tática puramente nacional dos trabalhadores. Daí ser imprescindível mais do nunca, organizar o combate internacional sistemático contra a burguesia, que tem no imperialismo seu chefe de fila no mundo.

 

Portanto, fortalecer uma frente internacional antiimperialista deve ser no momento uma das questões táticas centrais do proletariado mundial e seus aliados.

 

O grave impasse em que vive a humanidade, deixa bem claro que o capitalismo entrou em uma fase de potêncial destrutivo sem precedentes. As saídas reformistas que buscam reformar ou mesmo humanizar o regime do capital, estão barradas. A contra-revolução neoliberal, a atual escalada de guerras e golpes de Estado em todo o mundo, são as provas dessa verdade histórica. A revolução socialista é neste caso não só de uma atualidade indiscutível, como também, e mais importante, a garantia de sobrevivência da própria humanidade.

 "PRIMEIRO DE MAIO NÃO É PARA FESTEJO!


Grupos da alta cúpula:
De grupos empresarial;
Conhecendo a luta;
Da classe operária;

E o parque; do dia do trabalhador:
Primeiro de maio;
Não e dia de festejo;
É data, para protestar!

Lembrando a, barbara chacina;
Praticada em Chicago;
Nos Estados Unidos;
Pelos empresários;

Que capturando, mataram:
Esquartejando os corpos,
Dos líderes operarios;
Deixando os corpos em pedaços;

Pendurados em postes:
Para servir de exemplo;
Aos que apostem;
Duvidando da violência;

Dos empresários, em grupos:
Na usura; do que são capazes;
Em seus absurdos;
Negando reajuste salarial;

São capazes de repetir:
As chacinas igual fizeram;
Nos Estados Unidos;
Para intimidar os explorados.

Por esse motivo:
Tentam desvirtuar;
Os trabalhadores no Brasil 
No primeiro de maio;

Tentando transformar:
O histórico dia de luta;
Data para os trabalhadores resistir;
Induzem os trabalhadores;

Nesse data festejar:
Com toda disfarçadez;
E, na; esperteza imoral;
Procuram esconder;

Tentam banir da memória:
Das classes trabalhadora;
Os horrores cometidos;
No capitalismo selvagem.

Como lembrete: 
Aos dominantes no Brasil.
O povo no mês de maio;
Têm que parar; é o mês inteiro.

Todos; saindo para protestar:
Em protesto resistindo;
Contra as chacinas cometidas;
Por grupos empresarial;

Mantendo o protesto:
Não só, no primeiro de maio;
Mas; por todos os dias,
Da primeira; semana, de maio;

Com os trabalhadores:
Unidos no planeta;
Em combate aos horrores;
Do selvagem imperialismo

J. Ernesto Dias

São Luís, MA - 14 de abril de 2026"
O problema não é o aumento salarial enquanto tivermos uma economia monopolizada por uma burguesia apátrida que detém os principais meios de produção. E se formos optar por um aumento salarial, que a burguesia o pague com a mais-valia que rouba dos trabalhadores.

*AQUELES QUE COMPREENDERAM, COMPREENDERAM*

*OSCAR RATTIA*


CORRENTE SINDICAL MARXISTA-LENINISTA/VENEZUELA
Sem o esforço do trabalho, não há amor

Ulises Redondo Cienfuegos/Bolivia

A dor é o parafuso que penetra os materiais na produção e une a carne humilde no amor paternal.
É o cimento que endurece, também por amor. É o prego que penetra a madeira, também por amor.

A chave inglesa que aperta o parafuso, a espátula que molda o cimento, o martelo que crava o prego — todos se movem em mil manobras graças ao esforço do trabalhador que suspira ao pingar a última gota de suor. Até a exaustão, que é dor.

O trabalhador leva à mesa a dor transformada em pão, e essa dor se transforma em amor, que alimenta seus filhos com a dor de um dia de trabalho que ignora o cansaço, para aplacar a fome que também é dor. Eles choram de dor, eles se alimentam de dor.

Pão que ele mesmo pode produzir, e quanto mais trabalho, mais pão, e quanto mais pão, mais lucro para o patrão.

O pedreiro leva a dor, transformada em pão, para a mesa. E quanto mais dor, mais casas construídas, mais prédios seus filhos jamais habitarão, porque sem a dor que move as máquinas, o patrão morreria de tristeza.

O chefe também traz o melhor pão à mesa sem muito esforço. Ele ama seus filhos, e seus filhos também o amam, mas esse amor é sustentado pela dor.

Porque o esforço está no pão e no pão está a dor, a dor está no concreto dos prédios gigantes que invadem o silêncio, a dor está na cama onde o chefe dorme, na mesa onde ele janta, no banheiro onde ele toma banho, no carro que ele dirige, sem muito esforço.

Sem dor não há amor. O trabalhador labuta com dor, por amor aos seus filhos. Incrivelmente, ele ama o patrão, a causa de sua dor!

Tudo é vendido, tudo é comprado, as vidas dos trabalhadores são compradas, para dissolvê-las gota a gota no capital ácido.

Em todos os mercados do mercado global onde a dor se manifesta, a dor é comprada e paga com dor.
*1º DE MAIO, DIA DE LUTA DA CLASSE TRABALHADORA*

A Unidade Popular Revolucionária Anti-Imperialista da Venezuela (UPRA) está se mobilizando firmemente nas ruas para resgatar o espírito valente dos Mártires de Chicago de 1886, cujo ato heroico não foi uma concessão do sistema, mas um grito de guerra contra a exploração que hoje, mais do que nunca, mantemos vivo como um estandarte da luta anti-imperialista e antifascista.

Entendemos que o aniversário de 1º de maio é a faísca que deve acender a consciência de classe em todos os territórios do país, lembrando-nos de que o inimigo histórico continua sendo o capital e seus lacaios, que tentam subjugar a vontade do povo.

Reafirmamos nosso compromisso de continuar, de forma decisiva, as lutas por melhorias imediatas nas condições de vida de todos os setores oprimidos e explorados, incluindo nossos aposentados e pensionistas.

Conclamamos urgentemente as forças de vanguarda e as massas exploradas a fortalecerem a unidade popular revolucionária, consolidando uma frente unida capaz de deter o avanço do fascismo e derrotar a interferência imperialista em nossas terras. A história nos pertence, e somente através da organização combativa e da unidade ideológica marxista-leninista alcançaremos a vitória final sobre aqueles que buscam nos condenar à dominação colonial.

CONTRA O FASCISMO E O IMPERIALISMO, UNIDADE POPULAR REVOLUCIONÁRIA ANTI-IMPERIALISTA E ANTI-FASCISTA!!

Viva a luta da classe trabalhadora!!


VIVA O DIA 1 DE MAIO COMBATÓRIO E REVOLUCIONÁRIO!

 Abril de 2026
CENTRAL OPERARIA BOLIVIANA-BOLÍVIA

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB