terça-feira, 20 de outubro de 2026

Nota das Centrais: Flávio Bolsonaro não defende trabalhador, ele só quer o seu voto * Centrais Sindicais Brasileiras

Nota das Centrais: Flávio Bolsonaro não defende trabalhador, ele só quer o seu voto

Em nota, centrais sindicais alertam que a mudança de posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre o fim da escala 6x1 é questionável já que suas propostas de governo apontam para o enfraquecimento dos direitos.

Há apenas cinco meses, em maio de 2026, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro criticou a proposta que prevê o fim da escala 6×1 durante a Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios e defendeu uma jornada flexível: “Por que não é o trabalhador que, conforme as suas necessidades, é quem pode escolher sua jornada de trabalho? Muitas pessoas querem trabalhar mais, e a PEC [do fim da escala 6×1] pode engessar quem quer trabalhar mais”, disse.

Sabemos, porém, que não é assim que a economia funciona. O trabalhador, sozinho, não tem condições de negociar jornada, salário e direitos diretamente com o patrão em igualdade de condições. A necessidade de manter o emprego limita seu poder de negociação e dificulta a conquista de melhores condições de vida.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o vice-presidente Geraldo Alckmin explicou o modelo de jornada defendido por Flávio: remuneração por hora, com convocação conforme a necessidade da empresa, como o trabalho intermitente, modalidade prevista na legislação brasileira desde a reforma trabalhista de 2017 e criticada por precarizar as relações de trabalho.

Alckmin comparou esse modelo à dinâmica do futebol: a empresa teria uma espécie de banco de reservas de trabalhadores, acionados conforme a demanda. Sem jornada fixa, trabalhar-se-ia alguns dias no mês, sem convocação nos demais. A remuneração dependeria da quantidade de horas efetivamente trabalhadas e, nos meses com poucas convocações, poderia receber menos do que um salário mínimo.

Além da remuneração por hora, o plano de governo de Flávio propõe medidas que podem aprofundar a precarização do trabalho, como a contratação de jovens a um custo menor e a redução dos custos trabalhistas para as empresas. A ênfase na negociação individual também pode enfraquecer a organização coletiva dos trabalhadores, que dependem do emprego e têm pouca margem para negociar. Somam-se a isso propostas de revisão das previdenciárias, com redução dos reajustes das aposentadorias.

Por outro lado, o plano de Luiz Inácio Lula da Silva reúne compromissos que não constam no de Flávio Bolsonaro: o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial; uma política permanente de valorização real do salário mínimo; o combate à pejotização fraudulenta; a regulamentação do trabalho por aplicativos e plataformas digitais; a igualdade salarial entre homens e mulheres; e o combate ao trabalho infantil e ao trabalho análogo à escravidão.

A repentina mudança de posição de Flávio sobre o fim da escala 6×1 levanta dúvidas, pois não condiz com as diretrizes de seu plano de governo. Ele já afirmou, inclusive, que, se eleito, defenderá a revisão da medida, conforme foi noticiado em meios de comunicação nesta quarta-feira (14).

Diante dessas contradições, há motivos para questionar a sinceridade de seu apoio ao fim da escala 6×1. Seu discurso busca conquistar o voto do trabalhador, mas as propostas que apresenta apontam para o enfraquecimento dos direitos de quem trabalha.

Brasília, 14 de outubro de 2026

Sérgio Nobre, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)
Miguel Torres, presidente da Força Sindical
Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)
Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
Antonio Neto, presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)
Sonia Zerino, presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)
Nilza Pereira, secretária-geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

POR UM GOVERNO DOS TRABALHADORES * Comissão Organizadora dos Comitês Operários/Brasil

POR UM GOVERNO DOS TRABALHADORES

INTRODUÇÃO


Para construirmos o PODER DOS TRABALHADORES precisamos 1 - Organizar nossos instrumentos de defesa, ou seja, os nossos COMITÊS OPERARIOS, totalmente controlado por nós, onde todas as nossas decisões sejam oriundas de nossas assembleias.

2 - Órgãos decisórios: nossos órgãos decisórios são as nossas assembleias dos segmentos de que participamos, ou seja, locais de moradia, trabalho e estudo; 2.1 - as assembleias elegem uma coordenação específica de seu segmento; 2.2 - a coordenação de cada segmento elege até 2 membros como representantes no Conselho Geral de Comitês Operários. 

3 - o Conselho Geral de Comitês Operários é o órgão máximo de decisão na construção do Poder dos Trabalhadores.

4 - o Conselho Geral é o órgão executivo e deve encaminhar todas as decisões vindas dos órgãos de base.

*NOSSAS TAREFAS*

1) Criar Comitê Permanente de Mobilização Popular, por local de trabalho, moradia e estudo, rural e urbano, acionados sempre que um direito do trabalhador for ameaçado, ou, quando se busca ampliar direitos ou qualquer outra ação que fortaleça a cidadania;

2) REESTATIZAR todo o complexo ESTRATÉGICO BRASILEIRO, de petróleo, energético e mineral, incluindo as TERRAS RARAS. Por exemplo, a empresa Petrobrás com todas as suas ramificações passando desde pesquisa, prospecção, refino e distribuição, sejam EFETIVAMENTE MONOPÓLIO do Estado. Retomada da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), pelo Estado e a venda por este somente produtos industrialmente processados (lingotes, chapas etc.) para os para os países interessados;

3) Revogação imediata de todas as REFORMAS TRABALHISTAS e PREVIDENCIÁRIAS que prejudicaram os trabalhadores, e que diminuíram direitos e garantias aos ativos e aposentados.

4) Recuperação do salário mínimo para que atinjamos no menor espaço de tempo possível aqueles valores que estão ESTIPULADOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL e que é atualizado mensalmente pelo DIEESE.

5) Reforma Agrária sob controle dos trabalhadores organizados em cooperativas com toda assistência (técnica e financeira) aos assentados, garantindo-lhes todo o domínio do processo, do plantio à distribuição;

6) Garantia da escala 5X2 e a diminuição das horas de trabalho semanais sem perda salarial;

7) Garantia do piso salarial aos professores e profissionais da saúde;

8) Reformulação da Doutrina Militar em nossas Forças Armadas e introdução do programa pedagógico voltado para a humanização do militar, desde os colégios militares até às academias, como forma de combater o mercenarismo e fortalecimento do patriotismo, retirando os preceitos estabelecidos durante a Guerra Fria, onde se tem "o inimigo interno" a ser vigiado e combatido, e estabelecendo outras diretrizes, para que nossas Forças Armadas contribuam para o desenvolvimento, inclusive tecnológico e econômico do país; as Forças Armadas devem ser estimuladas a produzir o máximo de armamentos em território nacional, gerando soberania em equipamentos também nesse setor.

9) Imediata abertura de AUDITORIA DA DÍVIDA PÚBLICA, cessando todos os pagamentos até a conclusão final desses trabalhos;

10) Fim da autonomia do Banco Central e a estatização de todo o sistema financeiro.

11) Retomada da industrialização com a queda vertiginosa da taxa SELIC que hoje impede que empresários possam gerir adequadamente seus negócios e investimentos.

12) Que o setor diplomático seja rápido e responsável, rompendo relações com países que promovam direta ou indiretamente genocídio e violação sistemática dos Direitos Humanos. O rompimento não deverá ser apenas diplomático, mas que atinja todos os ramos, inclusive os militares, culturais e econômicos;

13) Eliminação do analfabetismo, inclusive o funcional, em todo o território nacional dentro de no máximo 3 anos, proporcionando ao mesmo tempo ensino de qualidade e acesso às universidades sem o concurso dos vestibulares;

14) Consulta popular no meio do mandato presidencial para verificar se a população aprova ou não a continuidade da administração presidencial.

15) Introduzir na constituição a revogabilidade de mandato em todos os níveis através de Iniciativa Popular conforme estabelecido no Artigo 14 (inciso III) e no artigo 61 (§ 2º) da Constituição.

TODO PODER AOS TRABALHADORES!

NOTA

Companheiros, nesta comissão devemos adicionar somente pessoas com a necessária consciência de que apenas o sindicato, o parlamentar e o membro do poder executivo ( prefeito, governador ou presidente) nao são os responsáveis por solucionar os nossos problemas. Ou seja, sem nossa devida organização em cada segmento da vida social é preciso entender que ninguém sabe que nós existimos. Pagar impostos e votar nunca diminuiu a miséria de ninguém. Portanto, a luta de classes não é um piquenique; à luta companheiros!
PROPOSTA DA FRT

 Camarada, muito bom texto. Eu faria uma alteração no parágrafo que afirma literalmente: "quem não trabalha não come". Eu tiraria essa expressão, porque acho ela muito dura, pode soar algo desumano, comparado a frase predileta dos liberais de quinta, que é o tal "não tem almoço grátis". 

Eu sei que no contexto do texto, nos referimos a burguesia e outros elementos que podem parasitar a economia do Estado proletário. Mas não podemos dar margens para deturpações má intencionais por parte do inimigo. Eu substituiria "quem não trabalha não come", por: "todo cidadão em condições de labor, deve trabalhar para potencializar a cooperação e incremento da riqueza social e criar as condições materiais para que cada um contribua de acordo com suas possibilidades e receba do fundo social, de acordo com suas necessidades". 

Algo mais ou menos neste sentido.

 Também, penso que esses pontos sintetizados e numerados em cada parágrafo, podem ser a culminação de um texto geral, que abranja de forma resumida nossa história econômica; nossa estrutura social; nossa formação política e cultural. Acrescida de uma espécie de seção tratando do atual período histórico do capitalismo no Brasil.

Neste texto geral, devemos analisar de forma radical, a questão das classes no Brasil contemporâneo; quem é o proletariado brasileiro hoje e quais as classes aliadas em nossa revolução. Além de fazer uma radiografia da burguesia brasileira contemporânea, seus vínculos com o imperialismo, a pequena burguesia, suas frações e interesses; quais as novas formas de dependência; as atuais manifestações do subdesenvolvimento; a questão da revolução latinoamericana e o imperialismo americano.
ACESSE!

BOLÍVIA MARCHA CONTRA RODRIGO PAZ * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

BOLÍVIA MARCHA CONTRA RODRIGO PAZ

BOLÍVIA EM MARCHA

 "97-KILÓMETROS A MARCHA CHEGARÁ À LA PAZ EM 13 DE OUTUBRO

Franco García, um líder de Cochabamba, confirmou que a marcha começará em 13 de outubro a partir de Patacamaya, rumo à sede do governo, com uma rota de 97 quilômetros. A mobilização busca resolver as suas demandas e expressa seu rejeito às medidas econômicas do governo e ao decreto que elimina a subvenção para o diesel."
RADIO ORIGEN - BOLÍVIA
CENTRAL OBRERA BOLIVIANA - COB
MILVA CARLA
MILVA CARLA
BOLÍVIA MARCHA CONTRA RODRIGO PAZ!!

domingo, 18 de outubro de 2026

sábado, 17 de outubro de 2026

LEGADO DE ULISSES GUIMARÃES * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

LEGADO DE ULISSES GUIMARÃES

A íntegra do histórico discurso do deputado Ulysses Guimarães: “A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo. A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais”

Senhoras e senhores constituintes. Dois de fevereiro de 1987. Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. São palavras constantes do discurso de posse como presidente da Assembléia Nacional Constituinte.

Hoje. 5 de outubro de 1988, no que tange à Constituição, a Nação mudou. (Aplausos). A Constituição mudou na sua elaboração, mudou na definição dos Poderes. Mudou restaurando a federação, mudou quando quer mudar o homem cidadão. E é só cidadão quem ganha justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa.

Num país de 30 milhões, 401 mil analfabetos, afrontosos 25 por cento da população, cabe advertir a cidadania começa com o alfabeto. Chegamos, esperamos a Constituição como um vigia espera a aurora.

A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo. A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca.

Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Conhecemos o caminho maldito. Rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio e o cemitério.

Quando após tantos anos de lutas e sacrifícios promulgamos o Estatuto do Homem da Liberdade e da Democracia bradamos por imposição de sua honra.

Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo. (Aplausos)

Amaldiçoamos a tirania aonde quer que ela desgrace homens e nações. Principalmente na América Latina.

Foi a audácia inovadora, a arquitetura da Constituinte, recusando anteprojeto forâneo ou de elaboração interna.

O enorme esforço admissionado pelas 61 mil e 20 emendas, além de 122 emendas populares, algumas com mais de 1 milhão de assinaturas, que foram apresentadas, publicadas, distribuídas, relatadas e votadas no longo caminho das subcomissões até a redação final.

A participação foi também pela presença pois diariamente cerca de 10 mil postulantes franquearam livremente as 11 entradas do enorme complexo arquitetônico do Parlamento à procura dos gabinetes, comissões, galeria e salões.

Há, portanto, representativo e oxigenado sopro de gente, de rua, de praça, de favela, de fábrica, de trabalhadores, de cozinheiras, de menores carentes, de índios, de posseiros, de empresários, de estudantes, de aposentados, de servidores civis e militares, atestando a contemporaneidade e autenticidade social do texto que ora passa a vigorar.

Como caramujo guardará para sempre o bramido das ondas de sofrimento, esperança e reivindicações de onde proveio.

Nós os legisladores ampliamos os nossos deveres. Teremos de honrá-los. A Nação repudia a preguiça, a negligência e a inépcia.

Soma-se a nossa atividade ordinária bastante dilatada, a edição de 56 leis complementares e 314 leis ordinárias. Não esquecemos que na ausência da lei complementar os cidadãos poderão ter o provimento suplementar pelo mandado de injunção.

Tem significado de diagnóstico a Constituição ter alargado o exercício da democracia. É o clarim da soberania popular e direta tocando no umbral da Constituição para ordenar o avanço no campo das necessidades sociais.

O povo passou a ter a iniciativa de leis. Mais do que isso, o povo é o superlegislador habilitado a rejeitar pelo referendo os projetos aprovados pelo Parlamento.

A vida pública brasileira será também fiscalizada pelos cidadãos. Do Presidente da República ao prefeito, do senador ao vereador.

A moral é o cerne da pátria. A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune toma nas mão de demagogos que a pretexto de salvá-la a tiranizam.

Não roubar, não deixar roubar, por na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública. Não é a Constituição perfeita. Se fosse perfeita seria irreformável.

Ela própria com humildade e realismo admite ser emendada dentro de cindo anos.

Não é a Constituição perfeita, mas será útil, pioneira, desbravadora, será luz ainda que de lamparina na noite dos desgraçados.

É caminhando que se abrem os caminhos. Ela vai caminhar e abri-los. Será redentor o caminho que penetrar nos bolsões sujos, escuros e ignorados da miséria.

A sociedade sempre acaba vencendo, mesmo ante a inércia ou o antagonismo do Estado.

O Estado era Tordesilhas. Rebelada a sociedade empurrou as fronteiras do Brasil, criando uma das maiores geografias do mundo.

O Estado encarnado na metrópole resignara-se ante a invasão holandesa no Nordeste. A sociedade restaurou nossa integridade territorial com a insurreição nativa de Tabocas e Guararapes sob a liderança de André Vidal de Negreiros, Felipe Camarão e João Fernandes Vieira que cunhou a frase da preeminência da sociedade sobre o Estado: Desobeder a El Rei para servir El Rei.

O Estado capitulou na entrega do Acre. A sociedade retomou com as foices, os machados e os punhos de Plácido de Castro e seus seringueiros.

O Estado prendeu e exilou. A sociedade, com Teotônio Vilella, pela anistia, libertou e repatriou.

A sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram. (Aplausos acalorados)

Foi a sociedade mobilizada nos colossais comícios das Diretas Já que pela transição e pela mudança derrotou o Estado usurpador.

Termino com as palavras com que comecei esta fala.

A Nação quer mudar. A Nação deve mudar. A Nação vai mudar. A Constituição pretende ser a voz, a letra, a vontade política da sociedade rumo à mudança.

Que a promulgação seja o nosso grito. Mudar para vencer. Muda Brasil.”
FORA BOLSONARO

CONFERÊNCIA LA REVOLUCIÓN BOLIVARIANA, TRAYETÓRIA Y SUS DESAFIOS ANTES Y DESPUÉS DE 3 DE ENERO * Internacional Antifascista/Capítulo Brasil-RJ

CONFERÊNCIA LA REVOLUCIÓN BOLIVARIANA, TRAYETÓRIA Y SUS DESAFIOS ANTES Y DESPUÉS DE 3 DE ENERO
Fizemos uma ótima ativividade com o camarada Juan Contreras. Foi muito didático , apontou as contradições , e mostrou a necessidade de maior proximidade e alianças entre todos os setores anti-imperialistas a nível continental . Elogiou nossa atividade e prometemos manter permanente intercâmbio . E vamos organizar outras atividades ! 

Foi um encontro reivindicado como de suma importância por todos os participantes e ressaltado pelo convidado JUAN CONTRERAS para avançar na integração do combate  ao imperialismo em nosso continente.

Tivemos a mediação do companheiro Luis Eduardo Mergulhão, a participação do Ricardo Duarte, Epitácio Brunet, Rodrigo e Antonio Cabral Filho. 

Tivemos diversos pontos consideráveis ALTOS, mas gostaria de destacar a perspectiva de avanço das lutas antiimperialistas no continente e especialmente, na Venezuela, dadas as articulações de forças políticas e movimentos sociais.
La Internacional Antifascista y la Asociacion Cultural Jose Martí gustarian de invitálo para hacer una palestara on line en el dia 17 de octubre a las 15 h. con el Tema "La Revolucion Bolivariana, Trayectoria y sus desafíos antes y después de 3 de enero ". Será un evento muy importante para la formación de nuestra militancia que tiene en el proceso bolivariano un marco fundamental en nuestra lucha en el continente pelo socialismo

Un abrazo, camarada
Luís Eduardo Mergulhão Ruas

INTERNACIONAL ANTIFASCISTA /CAPÍTULO BRASIL-RJ

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

TRABALHADORES CONTRA O BOLSONARISMO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

TRABALHADORES CONTRA O BOLSONARISMO
NOTA

Não localizamos o autor, nem a sequência do argumento, mas o pouco que reunimos aqui, já faz um bom trabalho na denúncia do bozofascismo tupiniquuuim.

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NÃO EXISTE ESQUERDA SEM ORGANIZAÇÃO REVOLUCIONÁRIA

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

4 INCÊNCDIOS EM SÉRIE: COINCIDÊNCIA OU ATENTADOS? * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

4 INCÊNCDIOS EM SÉRIE: COINCIDÊNCIA OU ATENTADOS?
OCUPAÇÃO LUIZA MAHIM:
INCÊNDIO OU ATENTADO?
PRÉDIO DA UFPE:
INCÊNDIO OU ATENTADO?
IGREJA QUEIMADA: ATENTADO.
POSTO DE SAÚDE EM SALVADOR:
INCÊNDIO OU ATENTADO?

São só quatro perguntas, sem a intenção de atingir a ninguém. Apenas um convite à reflexão. Foi assim também que começaram os atentados no Brasil inteiro na época da abertura política, praticados pela extrema direita, que não aceitava a democratização do Brasil.

MEMÓRIA
700 MIL

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

AOS TRABALHADORES BRASILEIROS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

AOS TRABALHADORES BRASILEIROS

O contexto da vitória de Flávio Bolsonaro (por 1,87% dos votos) no primeiro turno das eleições presidenciais deste ano sobre o presidente Lula, acende um alerta do qual não podemos, de forma nenhuma, ignorar.

O crescimento gigantesco de candidatos da extrema direita bolsonarista que obtiveram expressivas vitórias para as vagas no Senado e Câmara dos Deputados, além da eleição aos governos em importantes estados da federação, que serão a partir de 2027 controlados pela coalizão extremista de direita, fará com que o bolsonarismo terá sem dúvida, muita força política em nível nacional.

Uma suposta vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno, possibilitará de forma inconteste que as oligarquias que comandam a economia brasileira, emplaquem uma caçada destrutiva sem precedentes contra as conquistas econômicas e sociais dos trabalhadores no país.

O recrudescimento das contra-reformas trabalhista e previdenciária, que podem suprimir na prática a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o sistema público de aposentadorias, podendo inclusive ser entregue nas mãos do sistema financeiro e da banca internacional, eliminaria conquistas históricas e civilizatória de nosso povo. Essa possibilidade é algo concreto e anunciado.

Recentemente a coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que se eleito, o filho 01 do miliciano implementará um ajuste ultraliberal inspirado no que o presidente argentino Javier Milei tem implacado de forma selvagem em seu país.

O resultado prático para o povo argentino de tal ajuste fundamentalista, tem sido o avanço estrondoso do desemprego estrutural no país, a queda vertiginosa do mercado interno, repressão salarial e das aposentadorias que já sofrem perdas gigantescas e degradação completa da economia e do tecido social argentino.

Outras medidas de um suposto governo Flávio Bolsonaro, seria uma violenta tesourada no orçamento público, para assegurar as beneses dos rentistas internacionais que ganham especulativamente com a dívida pública e demais frações das classes dominantes. Setores essenciais para a sobrevivência de milhões de trabalhadores pobres seriam atingidos com o completo sucateamento do SUS, da educação pública, do Benefício de Prestação Continuada, etc.

Segundo matéria recente do site de economia Infomoney, os planos macabros já estão engatilhados. Na matéria referida, a página da revista burguesa expõe: "A equipe econômica de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, estuda cortar cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas obrigatórias, algo próximo a R$ 250 bilhões. O alvo são as rubricas que sustentam a Previdência, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os gastos mínimos com saúde e educação" (https://www.infomoney.com.br/politica/plano-de-ajuste-fiscal-de-flavio-bolsonaro-preve-corte-de-2-do-pib-diz-jornal/amp/).
A verdade é que Flávio Bolsonaro se eleito, adotará um profundo choque na economia nacional e derrubará a atividade econômica.

 Seu plano é promover a elevação do desemprego em grandes proporções, com o intuito declarado de colocar a classe trabalhadora na defensiva e rebaixar radicalmente a massa salarial no país, garantindo aos grandes empresários o incremento de suas taxas de lucro e o estabelecimento de um patamar mais elevado nos níveis de superexploração da força de trabalho.

O resultado será inevitavelmente a explosão da miséria, da degradação social, violência sem controle e desestruturação caótica do país.

Isso é parte de um projeto conjunto entre os capitalistas brasileiros, o agronegócio e o governo imperialista dos Estados Unidos, junto do "Estado" terrorista de "Israel", na figura de seu Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu, um assassino e criminoso de guerra, aliado do clã Bolsonaro. A grande jogada destas forças da morte é transformar o Brasil numa espécie de vasta feitoria moderna e um país fraturado, completamente indefeso diante do avanço da pilhagem neocolonial imperialista com apoio de seus servidores internos.

Flávio Bolsonaro, sua família e a extrema direita fascista brasileira estão de prontidão para executarem esse trabalho sujo contra o povo brasileiro.

As relações da família Bolsonaro com os representantes do governo de Donald Trump, sobretudo com o Secretário de Estado Marco Rúbio, ao qual Flávio se comprometeu entregar a equipe de transição de seu suposto governo, deixa patente o papel de ventrículo que os Bolsonaro buscam exercer, de pré-postos e lacaios traidores da pátria.

Para implementar uma agenda destrutiva destas proporções e nessa velocidade contra as conquistas e direitos históricos do povo brasileiro, Flávio Bolsonaro não poderia abrir mão de um regime de terror contra os sindicatos, as organizações estudantis, os movimentos populares e as forças da esquerda nacional.

A influência bolsonarista entre setores das forças armadas, das polícias militares e do judiciário, além dos vínculos da extrema direita com as milícias e o crime organizado, daria condições para a imposição de um regime político de força e violentíssimo. Tal governo direitista significaria uma séria ameaça inclusive de eliminação física de parte dos lutadores sociais, trabalhadores e jovens insatisfeitos.

A fascistização do conjunto da máquina estatal, seria algo certo, num governo bolsonarista que não vacilaria em afogar em sangue o protesto social.

Os perigos são enormes para podermos arriscar. A classe trabalhadora e a parcela honrada do povo brasileiro não podem de forma alguma permitir a chegada do bolsonarismo ao governo central do país.

Fazemos um sério e honesto apelo aos setores indecisos de nosso povo. E mesmo àqueles que, por justa indignação, acabaram votando no primeiro turno contra o presidente Lula.

Na situação dramática que vive nosso país neste momento, se abster significaria de fato auxiliar involuntariamente a candidatura fascista de Flávio Bolsonaro.

Convocamos todos às ruas neste momento decisivo de nossa história, pela defesa da reeleição do presidente Lula e para fazer recuar a extrema direita pela mobilização popular.
Fala da Vereadora Mayra do MST
SERVIDORES
AMBIENTALISTAS
NÓS2026
BOLSONARISMO DÁ A CARA
BOLSONARISMO DÁ A CARA
BOLSONAZI DE SANTA CATARINA

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

OS TRABALHADORES E AS ELEIÇÕES 2026 * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

OS TRABALHADORES E AS ELEIÇÕES 2026
Nota pública da Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) sobre as eleições brasileiras.


O período eleitoral no Brasil já está aberto. Em 2026 as eleições abarcam a presidência da república, governadores e cargos parlamentares.

O fator marcante nas eleições brasileiras desde há muito, tem sido a mais completa carência de qualquer debate sério sobre os grandes temas de interesse nacional e do povo trabalhador.

Especialmente em 2026, temos , em relação à disputa presidencial (o cerne eleitoral no país), em linhas gerais a manutenção do projeto liberal dependente, que tem amarrado o Brasil na cadeia da subserviência diante do rentismo internacional e do latifúndio "moderno", alcunhado pelo nome pomposo de "agronegócio".

O Brasil está absolutamente entregue ao capital financeiro imperialista, sobretudo desde o advento do famigerado Plano Real, dos anos 1990. De lá para cá, independente de quem seja o gerente da vez a ocupar o Palácio do Planalto, o modelo econômico rentista e exportador primário permanece.

Nos últimos 30 anos, o regime neoliberal de reprodução do capitalismo dependente brasileiro foi consolidado e institucionalizado. A institucionalização das metas de superávit primário, teto de gastos--sociais--, arcabouço fiscal, remuneração da sobra dos caixas de bancos, etc., nada mais são do que o reflexo da dominância do Estado brasileiro, por grupos de parasitas membros das altas cúpulas do sistema financeiro internacional.

Na divisão mundial do trabalho, o Brasil passa por uma profunda regressão, se comparado há cerca de 50 anos atrás. O país que possuía um setor manufatureiro pujante, apesar da estrutura dependente da industrialização nacional, hoje tornou-se o grande centro mundial de valorização do capital rentista e vadio, devido às maiores taxas de juros do planeta.

Desde os anos de 1990, o país gasta, em média, metade do seu orçamento público com a remuneração da dívida pública (externa e interna) aos grandes sangues sugas e magnatas imperialistas, comungados com a burguesia lumpen brasileira, parasitando as riquezas e potenciais de nossa nação.

Os governos petistas, por exemplo, mantiveram intacto em todos os seus mandatos, absolutamente todo o conjunto do regime neoliberal de reprodução do capitalismo no Brasil.

Lógico, precisamos ser responsáveis, não estamos colocando um selo de iguais entre petismo e bolsonarismo; pois o primeiro administra o suicídio da nação a conta gotas, enquanto o segundo pretende degolar e estropiar sem piedade e de uma vez o povo trabalhador. E isso não é pouca coisa para a massa trabalhadora em seu cotidiano na luta pela sobrevivência.

Na verdade, independente de quem ganhe o pleito eleitoral deste ano, os interesses das frações dominantes do capitalismo brasileiro--leia-se o capital financeiro, os latifundiários, o capital comercial monopolista--estarão assegurados.

O ministro da fazenda do atual governo, Dário Durigan, por exemplo, já sinalizou que num próximo mandato, a equipe econômica de Lula teria de atacar os pisos constitucionais da saúde e educação, avançar sobre o salário mínimo dos aposentados e estrangular até o limite, o Benefício de Prestação Continuada, que atinge as parcelas mais empobrecidas das massas, para garantir a manutenção do odioso arcabouço fiscal, menina dos olhos dos parasitas agiotas que dão as cartas na economia nacional.

Por outro lado, uma presidência de Flávio Bolsonaro significaria com toda certeza, a completa entrega sem peias, do país ao imperialismo americano.

As forças imperialistas, diante do agravamento de sua crise de hegemonia e por conta da derrota que vêm sofrendo militarmente para o Irã, o que coloca em xeque sua dominação inconteste no Golfo Pérsico ameaçando inclusive o sistema do petrodólares, obriga Washington a recrudescer sua agressividade neocolonial e centrar fogo contra todos os países da América Latina.

A corrida para dominar por completo e de forma direta as fontes de minerais críticos, água doce, reservas de petróleo, biodiversidade, etc., em nossa região, exige da parte dos estrategistas imperiais uma ofensiva muito dura e contra nossos países.

O "corolário" trumpista da Doutrina Monroe e do Destino Manifesto, levado a cabo pela anturragem supremacista e fascio-sionista que compõem o atual governo criminoso em Washington, expressa essa necessidade imperialista para contrarrestar sua crise e decadência histórica.

A agressividade acelerada e radical que os peões da extrema direita latinoamericana impõe contra os trabalhadores nos países que gerenciam, expõe claramente o que certamente ocorrerá com o Brasil num suposto novo governo Bolsonaro, agora o filho.

Para não falar das implicações geopolíticas e seu significado para o povo cubano, por exemplo. Um Brasil governado pela extrema direita neocolonial fascista, significaria na prática, um avanço qualitativo do domínio imperialista direto, colonial em toda a nossa região. Também abriria a quase certa possibilidade de um regime de caráter terrorista estatal ascender sobre nosso país.

Por outro lado nunca as massas trabalhadoras em nosso país estiveram tão órfãs politicamente e ideologicamente como agora.

A esquerda brasileira se encontra praticamente ausente, fragmentada, sem rumo, sem programa e sem projeto.
Em tais circunstâncias históricas gravíssimas, não podemos de forma nenhuma permitir que a extrema direita bolsonarista procônsul da Casa Branca assuma o comando direto da máquina estatal no país.

E isso vai além do debate em torno da campanha pelo voto nulo, como alguns setores da esquerda têm defendido, ou apoiar acriticamente o governo neoliberal de Lula.

Aqui entra uma importante consideração de ordem tática:
Seria o mesmo, para um trabalhador individual e mesmo para o conjunto da classe, se deparar com um governo oportunista, demagogico, porém sem condições políticas por sua origem social e composição, de impor sobre as massas populares uma radical terapia de choque monetarista ultraliberal como o grande capital necessita; do que enfrentar a extrema direita abertamente fascistóide, que se declara comprometida em suprimir a ferro e fogo as conquistas sociais e ávida por participar diretamente, abrindo mão de intermediários, da entrega sem precedentes da nação ao Imperialismo?

Seria o mesmo para a classe operária argentina, por exemplo, em tais circunstâncias históricas concretas, enfrentar um governo de Cristina Kirchner e Javier Milei?

Não se trata de uma suposta defesa simplista do "mau menor", como alguns nos acusarão. Mas de uma análise concreta da realidade brasileira e latinoamericana.

Numa conjuntura onde os trabalhadores se encon
tram desmobilizados, desorganizados, sem uma referência concreta de protagonismo político claro, seria trágico um governo da extrema direita tomar o Brasil hoje.

É preciso toda precaução para não cairmos num ultra esquerdismo semelhante ao que ocorreu com os partidos comunistas europeus quando adotaram a infantil postura sectária conhecida como o "terceiro período", e da teoria infantil conhecida como "social fascismo", comparando a social-democracia ao fascismo.

Com isso não queremos dizer que vivemos atualmente uma conjuntura idêntica aos europeus dos anos 1930/40. No entanto, também vivemos um momento muito grave e que requer o maior cuidado político possível.

Nessas condições, nós da Frente Revolucionária dos Trabalhadores, sem qualquer ilusão na possibilidade de Lula supostamente dar um giro em sua política liberal, avaliamos que a vitória petista seria muito menos danosa às condições de sobrevivência e luta de todo o proletariado e das massas populares no Brasil na atual conjuntura histórica concreta.

No entanto, os trabalhadores brasileiros não podem de forma nenhuma continuarem reféns e à mercê das disputas no interior da burguesia. Necessitam urgentemente construírem um projeto próprio e se constituírem como uma força política e social capaz de confrontar e superar o capitalismo e tomar os destinos da nação em suas mãos, coisa que o petismo e o lulismo já deram provas incontestes de fracasso e comprometimento com os interesses alheios aos do povo trabalhador.


FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
FRT
20/08/2026