Mostrando postagens com marcador fidel castro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fidel castro. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de julho de 2022

LIÇÕES DE FIDEL * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

LIÇÕES DE FIDEL
"ATO EM SOLIDARIEDADE A CUBA
-Foto:Neilton

*26 de JULHO de 2022*
das 15h às 17h
Local: PRAÇA 4 DE JULHO - Centro - RIO DE JANEIRO
(em frente ao consulado dos EUA)
Camarada,
Dia 26 de julho é o *_Dia da Rebeldia._*
em apoio ao povo cubano e contra o imperialismo, nesta terça-feira, 26 de julho de 2022, haverá um *ATO CONTRA O BLOQUEIO* que os EUA impõem a Cuba há mais de 60 anos.

As ações do dia 26 de julho de 1953 demonstraram ser um acontecimento decisivo para o desenvolvimento do movimento revolucionário cubano, pois possibilitaram a criação de uma nova organização revolucionária – o Movimento 26 de Julho – que serviu de experiência para a luta guerrilheira em Sierra Maestra. As ações representaram o início de uma nova etapa da luta revolucionária que triunfou em janeiro de 1959.
Como evidenciou Fidel anos depois:
“Moncada nos ensinou a transformar os reveses em vitórias”.
(Texto: CUBA SI, YANKES NO)"





FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
FRT
...

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Cordel da ordem cubana * Jetro Cabano Fagundes / PA

CORDEL DA ORDEM CUBANA
JETRO CABANO FAGUNDES / PA

Quando te mandarem para Cuba
Naquela nazi risível provocação
Vem com a minha farinhosa puba
Te mostrarei o sonho, em canção
Simplesmente Magnífica Havana

Cubana Socialista
Uma bela capital
Vive atraindo turista
De tudo quanto é local
A cidade das colunas
Uma Musa dos Comunas
Sabe ser monumental

Cidade da arquitetura
Recanto Memorial
Variedades de culturas
Havana é sensacional
E além de bastante eclética
É guerreira e dialética
No contexto social

Por ali, onde tu passas
Como sempre a se encantar
Vês, nas vias, ruas praças
Um povão a se alegrar
Na sua expressividade
Alta culturalidade
No compor e tocarolar

Em cada sonho de esquina
Vês a arte musical
Começando na matina
A cultura do local
Ouves o melhor de Havana
Club da canção cubana
Buena Vista Social

Che Guevara Comandante
Tá presente, é imortal
Lembrado, a todo instante
Por Dom Puebla genial
Hasta Siempre, tão tocada
Pode ser considerada
Também Hino Nacional

Eita, Havana, pura nata
Latina tradicional
Em Diurnas Serenatas
Tem Escola Teatral
Suas praias quilométricas
Lembram poesias métricas
Tom de recife, coral

Ex paraíso dos cassinos
Do dragão imperial
Havana é Centro de Ensino
Modelo Internacional
Seu país, no Socialismo
Zerou o analfabetismo
Num valor educacional

Havana tem parentesco
Com belo sonho real
Tombada pela UNESCO
Patrimônio Mundial
Paixão de todo turista
É, sim. preservacionista
Une o antigo ao atual

É lá que Alberto Granado
Que com Che motociclou
Vive imortalizado
Numa Escola que criou
Com seus jeitos dialéticos
Paro o mundo exporta médicos
Só um fascista rejeitou

Viva Havana hospitaleira
Das paixões do meu Cordel
Nas expressões guerrilheiras
Tudo remete a Fidel
Do esporte à literatura
Tudo tem rubra tintura
Heróico, bravo revel

Magnífica, libertária
Do imortal José Marti
De alma revolucionária
Tem um lema: resistir
Quem detesta ianque rambo
Vai em Havana dança mambo
De lá nem quer mais partir

Havana é o auto retrato
Da soberana nação
Que de direito, de fato
Pode peitar o dragão
Que cobiçando saqueia
O Pré Sal, riqueza alheia
Na imperialista ambição

Jetro Cabano Fagundes
Farinheiro do Marajó e de Ananin

Para Claudio Cardoso, Comandante Cabano, Sumano Bolivariano, ele que sempre veste uma belíssima camisa cubana, nas manhãs de domingo, divulgando os poetas da nossa Academia Paraense de Literatura de Cordel.
Saudações Socialistas, meu caro Presidente
***

sábado, 14 de agosto de 2021

MEU ENCONTRO PESSOAL COM FIDEL CASTRO * Emerson Xavier / PE

MEU ENCONTRO PESSOAL COM FIDEL CASTRO

Pediram-me que escrevesse um texto por ocasião do natalício do companheiro Fidel Castro. Num primeiro momento, fiquei deveras confuso por não conseguir me ver em tal honrosa posição. Que mais poderia eu dizer sobre Fidel depois de tantos testemunhos verdadeiros de pessoas que estiveram ao seu lado em decisivos momentos da história da humanidade? Estive quatro vezes em Cuba, tive a felicidade de ver o Comandante pela televisão cubana e de observar como todos a minha volta se energizavam ouvindo suas palavras. No entanto, nunca tive a honra de ver Fidel, nem mesmo de longe. Assim sendo, pensei que, se tentasse discorrer sobre Fidel, só conseguiria no máximo produzir algum texto medíocre, laudatório e finalmente aborrecido, desprovido de qualquer interesse. Afinal de contas, eu nunca havia encontrado Fidel. Imobilizado por essa impossibilidade, recolhi-me ao meu silêncio, sempre amargando o fato de nunca ter encontrado aquele que semeara rebeldia e liberdade em diferentes continentes, em rincões longínquos onde ele nunca pusera os pés. Sim, Fidel se fizera presente em todas as lutas pela liberdade e por uma verdadeira democracia nas mais variadas línguas, sob as mais diversas latitudes. Em todas as minhas andanças por esse grande mundo, vi pessoas que se inspiravam na coragem e na ousadia de Fidel Castro Ruz para lutar por conquistas que a muitos pareciam impossíveis. Nessa etapa de minha reflexão, percebi meu equívoco inicial. Eu havia, sim, encontrado Fidel. Eu também havia escutado suas palavras e recebido a graça de seus influxos. Lembrei então de cada momento daquele encontro, que ora compartilho.


Voltávamos de uma visita a uma cooperativa agrícola cubana no que carro de função que dirigia Joaquín, um companheiro engenheiro agrônomo. Em determinado ponto, fomos abordados por um guarda no que parecia um paradeiro de ônibus. Queria saber aonde íamos e se podíamos levar duas pessoas até certa altura. O companheiro agrônomo me explicou em poucas palavras. Depois do colapso do sistema de transportes devido ao bloqueio, todos os carros públicos têm o dever de oferecer caronas aos cidadãos e às cidadãs. Tudo sendo devidamente registrado, inclusive eventuais recusas a oferecer as caronas, que deverão ser ulteriormente explicadas nas unidades de trabalho concernidas.


Duas pessoas sentaram-se no banco de trás. Eram dois trabalhadores que até bem pouco tempo deviam estar exercendo alguma atividade fisicamente muito exigente. Um deles, um senhor negro, muito robusto e de fala muito pausada, tinha rasgado a camisa que portava ao fazer algum esforço.


No banco da frente, Joaquín terminava de contar-me mais uma história das grandes batalhas populares dos cubanos, que concluiu com algo como: “Foi algo tão grandioso quanto Cuito Canevale!” Ao que respondi, ignorando ainda a comoção que causaria: “Cuito Canevale? O que foi isso?”.


As pessoas se entreolharam. Parecia absurdo que alguém na face da terra ignorasse ainda o que fora a batalha de Cuito Canevale e suas consequências para toda a humanidade. E, de fato, agora sei, é realmente absurdo que sejamos ainda tantos a ignorar aquela gesta acontecida no solo comum de nossos antepassados, a África.


O moço da camisa rasgada, que falava como o melhor professor, explicou-me tudo com muito cuidado, para que minha ignorância anterior não me ruborizasse tanto. As tropas de voluntários cubanos estavam cercadas em Angola pelo quinto exército do mundo de então, o exército da África do Sul, do apartheid, aquele odioso regime que se impunha à maioria negra graças ao apoio criminoso e fanático da França, dos Estados Unidos, do Reino Unido e de outras entidades imperialistas.


Aquele cerco parecia fatal. Uma derrota nos campos africanos, sabia Fidel, poderia acarretar até mesmo o fim da Revolução cubana. Aos soldados cubanos, tudo faltava em Cuito Canevale, até mesmo rações suficientes de água. Radiadores de tanques haviam sido esvaziados para matar alguma sede e tudo parecia perdido. Em Havana, com mapas precisos e outras informações suplementares, o Comandante Fidel Castro traçou as linhas que conduziriam à grande vitória. Uma pista de aterrissagem foi improvisada, o que permitiu abastecer os voluntários cubanos em víveres e munições. Era só disso que necessitavam aqueles companheiros de Fidel para vencer o quinto exército do mundo, pois o essencial nunca lhes havia faltado: a consciência revolucionária, a clareza quanto ao papel que estariam desempenhando em favor da paz e da justiça. Eram companheiros de armas de Fidel, e também de José Martí, que havia anunciado um século antes: Pátria é Humanidade.

E os soldados cubanos venceram o exército do apartheid, que foi definitivamente expulso de Angola.

Compreendi então por que Nelson Mandela havia dito solenemente, e com muita insistência, que o vencedor do apartheid sul-africano não era outro senão Fidel Castro Ruz, o continuador de José Martí.

Senti vergonha por ter ignorado durante tanto tempo o que foi a batalha gloriosa de Cuito Canevale. Pedi sinceramente perdão aos meus novos amigos cubanos e tentei explicar-lhes como o bloqueio informativo também nos atinge a nós que vivemos sob outros apartheids. Meus novos amigos foram generosos e complacentes. Não queriam que minha anterior ignorância me deixasse tão mal. Ao mesmo tempo, eles nem tentavam disfarçar o imenso orgulho de serem revolucionários cubanos, o imenso orgulho de serem companheiros de Fidel.

Era minha primeira visita a Cuba. Fidel ainda estava fisicamente entre nós. Mas ele já se havia multiplicado. Naquele momento, Fidel já era milhões. Aquele trabalhador ao mesmo tempo humilde e orgulhoso também era Fidel. E disso tinha plena consciência. Tenho pois a legitimidade de cria carecer para escrever esta crônica. Eu estive com Fidel, conversei com ele, apertei-lhe a mão. Era um canavieiro negro e robusto de menos de 40 anos, havia rasgado uma camisa ao fazer um esforço físico e continuava sua labuta. Aquele homem, que ninguém duvide, era o próprio Fidel.

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Viva a Ousadia Revolucionária do Comandante Fidel Castro * Luiz Eduardo Mergulhão Ruas / RJ

Viva a Ousadia Revolucionária do Comandante Fidel Castro

Neste momento o mundo assiste ao mais completo esgotamento das contradições do capitalismo, com as mais elevadas calamidades todas à vista, como beligerância, armas biológicas - covid-19 - invasões imperialistas, sabotagens contra as nações menos armadas, eliminação física de líderes políticos, sociais e científicos, avanço das políticas neoliberais contra direitos fundamentais e seguridade social mundo a fora, e assalto às riquezas fundamentais para a maioria das nações - recursos naturais etc, além do vergonhoso bloqueio econômico contra Cuba.

Já vão treze anos da morte do comandante em chefe da revolução cubana, um estadista que nunca deixou de ser um ousado revolucionário tanto no pensamento quanto na prática concreta. Essa postura diante da vida se expressou na vitória sobre a ditadura de Batista e também na construção do socialismo caribenho, sendo uma das razões fundamentais de resistência do povo cubano por décadas. Apresento a seguir , de forma resumida, alguns dos momentos onde essa ousadia se fez mais presente

Diante do golpe de Batista, em 1952 , apoiado pelo governo estadunidense diante da possiblidade de vitória eleitoral de um candidato nacionalista do partido ortodoxo, parecia mais uma vez que todos os partidos seguiriam a lógica de montar frentes políticas que atuassem nas contradições da ditadura aguardando o seu desgaste. O advogado Fidel Castro, certamente um postulante a deputado caso não fosse efetivado o golpe, foi convencido pelos fatos de que o caminho pacífico e institucional estava fadado ao fracasso. Organizou, portanto, em julho de 1953, a partir da juventude do partido ortodoxo, um movimento armado insurrecional, forma de luta com larga tradição na história do país, o Assalto ao Quartel Moncada, no Oriente da ilha , região de intensa participação política desde as lutas de independência, na segunda cidade do país, Santiago de Cuba, . O programa defendido pelos insurgentes buscava a derrubada da ditadura e o restabelecimento da Constituição de 1940, a reforma agrária, uma política de nacionalizações, o confisco de propriedades daqueles ligados à ditadura e também a participação do proletariado fabril no lucro das empresas.

O Movimento é derrotado do ponto de vista militar, mas se torna uma vitória política porque deu outra dinâmica a resistência á ditadura, principalmente quando Fidel em seu julgamento produziu uma análise marxista da sociedade cubana vinculando a ação insurrecional á José Martí, herói da independência. Estava selada a linha de continuidade entre as lutas pela independência e a revolução que se propunha derrubar a ditadura, através de um programa nacionalista, democrático e popular, espalhado por toda a ilha por seus camaradas do denominado Movimento 26 de julho, data da tentativa do assalto á Moncada . Preso e anistiado, Fidel pedagogicamente divulgou suas ideias esperando que o próprio povo cubano fosse convencido da impossibilidade da atuação na legalidade, e só a partir daí deixou a ilha, salientando que ele e os integrantes do movimento voltariam como heróis ou mártires. Novamente a ousadia foi a marca das ações de Fidel no desembarque do Granma, quando o objetivo era outra insurreição tendo como retaguarda a Sierra Maestra . Em que pese a dura derrota frente às forças de Batista , resultante também do atraso do desembarque ter perdido o caráter de surpresa, Fidel conclamou que a vitória era certa mesmo com poucos homens presentes na Serra Maestra e armamento limitado.

As ações guerrilheiras e a construção de uma ampla frente política com os elementos da burguesia anti Batista assustou alguns, até mesmo o comandante Che Guevara. Só que essa aliança se baseava em um programa onde estava garantido o conteúdo programático de Moncada e, fundamentalmente , a sobrevivência do Exército Rebelde. Isso foi fundamental quando, após a vitória contra a tirania, o setor da burguesia cubana e o imperialismo estadunidense, surpresos com a aplicação real das medidas populares sem concessões, tentou de todas as formas impedir o avanço da revolução cubana . O povo trabalhador nas ruas apoiando o congelamento de aluguéis e a reforma urbana , os camponeses e trabalhadores rurais com acesso a terra , a política de nacionalizações e a presença do exército rebelde foram chaves para alimentar ainda mais a ousadia de Fidel e boa parte do governo revolucionário no enfrentamento contra o imperialismo, trilhando a direção do socialismo .

O socialismo cubano expressou toda sua força democrática na participação popular protagônica em cada bairro, sendo também assentado no desenvolvimento de valores morais e éticos, na construção de um novo ser humano a partir de novas relações sociais. Esse papel da consciência e do sujeito histórico na construção do socialismo cubano, que foi muito além da mera distribuição de renda e estatização dos meios de produção - a socialização econômica como apontou o Che- superando o determinismo das forças produtivas, criou raízes em Cuba. O desenvolvimento material deveria estar associado a essa nova consciência , construída pela ação prática, o exemplo da vanguarda e a educação revolucionária.

Foi essa concepção diferenciada de socialismo assentada no sujeito coletivo, na consciência , nos valores e de tantas raízes nacionais e patrióticas, que criou condições para a ousadia de Fidel em dois momentos: Na reação aos ventos da Pererstroika soviética em 1986, ao salientar que o caminho não era o mercado, por isso contestando ao seu maior parceiro econômico e político, e também no duro momento do fim do campo socialista e da própria URSS. Revelando energia, coragem e atrevimento político revolucionário, o comandante Fidel levantou bem alto a bandeira do socialismo e do comunismo em um momento de forte avanço do imperialismo e da direita, diante de um bloqueio mais acirrado quando muitos achavam que a revolução estaria derrotada em semanas .

E a ilha socialista foi sendo defendida pela resistência do seu povo, apesar das carências do Período Especial, ciente do que poderia acontecer caso uma revolução que lhe dera tantos direitos e garantido a soberania real do país fosse derrotada . Fidel impulsionou reformas mas soube manter a essência socialista da revolução e viu na maior participação do povo , cada vez mais incorporado a gestão do Estado , a raiz da resistência.

E a revolução permaneceu vitoriosa , seu anti-imperialismo fundamental para a nova onda de governos progressistas no continente , que tiveram em Cuba um exemplo de resistência e apoio solidário. Tendo à frente o grande comandante , o governo cubano impulsionou ainda mais um componente fundamental da revolução, mesmo com todas as carências vividas pela ilha : a solidariedade internacionalista, estendendo a presença de técnicos, médicos e professores cubanos a diverso continentes, inaugurando a Escola Latino América de Medicina, e construindo uma revolucionária forma de relacionamento comercial, Aliança Bolivariana das Américas ( Alba)

O comandante, porém, se mantinha com olhos abertos, sagazes , sem fugir a duros desafios espinhosos originados de análises profundas. Com humildade extrema, apontou que um dos seus erros, e dos revolucionários cubanos, foi a certeza dos caminhos da construção do socialismo. A prática revelara que era algo muito mais complexo. E, de maneira dura, mas sempre alertando pedagogicamente os revolucionários, levantou a questão que não seria possível o império reverter a revolução e sim seu próprio povo. Foi, certamente, um chamado do comandante à unidade que garantiu tantas vitórias, ao cultivo dos valores revolucionários e a eficiência produtiva com base em valores socialistas, sempre atentos ao imperialismo e ao individualismo produzido pelo mercado.

Que seja o legado de Fidel, sua ousadia analítica e propositiva sempre revolucionária, algo bem presente no povo cubano e em todos nós

Texto: Luis Eduardo Mergulhão Ruas- Conselho Diretor da ACJM_RJ
Revisão: Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros - PCTB
***

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Chê Guevara música e poesia * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

HASTA SIEMPRE
(Letra de Carlos Pueblo/Cuba)
NATHALIE CARDONE
é francesa, nascida em março de 1967, atriz de cinema e cantora. Estrela quatro filmes, mas foi como cantora que ganhou o mundo, sobretudo cantando HASTA SIEMPRE, em homenagem ao Chê.
https://www.youtube.com/watch?v=c7kC0_jC6iI 
*
VAMOS
-Poema dedicado a Fidel Castro-

Vamos,
ardoroso profeta da alvorada,
por caminhos longínquos e desconhecidos,
liberar o grande caimão verde que você tanto ama…
Vamos,
derrotando afrontas com a testa
plena de martianas estrelas insurretas,
juremos atingir o triunfo ou encontrar a morte.
Quando soar o primeiro tiro
e na virginal surpresa toda a floresta acordar,
lá, ao seu lado, calmos combatentes
você nos terá.
Quando sua voz proclamar aos quatro ventos,
reforma agrária, justiça, pão e liberdade,
lá, ao seu lado com sotaque idêntico,
você nos terá.
E assim que chegar o fim da jornada
A sanitária operação contra o tirano, ali, a
seu lado, aguardando a derradeira batalha,
você nos terá.

No dia em que a fera lamber o lado ferido
onde o dardo nacionalizador lhe acertar,
ali, a seu lado, com o coração altivo,
você nos terá.

Nem pense que possam minguar nossa integridade

as decoradas pulgas armadas de presentes;
pedimos um fuzil, suas balas e um rochedo.
Nada mais.

E se o nosso caminho for bloqueado pelo ferro,
pedimos uma mortalha de lágrimas cubanas
para cobrir nossos ossos guerrilheiros
no trânsito para a história da América.
Nada mais.

Ernesto Guevara de la Serna (Che)
*
Você pode conferir o original abaixo:

Vámonos,
ardiente profeta de la aurora,
por recónditos senderos inalámbricos
a libertar el verde caimán que tanto amas.
Vámonos,
derrotando afrentas con la frente
plena de martianas estrellas insurrectas,
juremos lograr el triunfo o encontrar la muerte.
Cuando suene el primer disparo y se despierte
en virginal asombro la manigua entera,
allí, a tu lado, serenos combatientes,
nos tendrás.
Cuando tu voz derrame hacia los cuatro vientos
reforma agraria, justicia, pan, libertad,
allí, a tu lado, aguardando la postrer batalla,
nos tendrás.
El día que la fiera se lama el flanco herido
donde el dardo nacionalizador le dé,
allí, a tu lado, con el corazón altivo,
nos tendrás.
No pienses que puedan menguar nuestra entereza
las decoradas pulgas armadas de regalos;
pedimos un fusil, sus balas y una peña.
Nada más.
Y si en nuestro camino se interpone el hierro,
pedimos un sudario de cubanas lágrimas
para que se cubran los guerrilleros huesos
en el tránsito a la historia americana.
Nada más.
*
YO TUVE UN HERMANO
Julio Cortazar

CANTA TERESA PARODI
https://www.youtube.com/watch?v=mI4cdh2HAU0

Al Che Guevara

Yo tuve un hermano.
No nos vimos nunca
pero no importaba.

Yo tuve un hermano
que iba por los montes
mientras yo dormía.
Lo quise a mi modo,
le tomé su voz
libre como el agua,
caminé de a ratos
cerca de su sombra.

No nos vimos nunca
pero no importaba,
mi hermano despierto
mientras yo dormía.
Mi hermano mostrándome
detrás de la noche
su estrella elegida.