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quarta-feira, 14 de agosto de 2024

𝐎𝐋𝐈𝐌𝐏Í𝐀𝐃𝐀 𝐃𝐎 𝐒𝐄𝐑𝐓Ã𝐎 * Edson Francisco - cordelista de Gravatá — Pernambuco

 𝐎𝐋𝐈𝐌𝐏Í𝐀𝐃𝐀 𝐃𝐎 𝐒𝐄𝐑𝐓ÃO

Autorria: Edson Francisco 
(cordelista de Gravatá — Pernambuco)

Sonhei com as Zolimpíadas
Chegando no meu Sertão,
Foi o maior espetáculo
Que se viu na região.
Tinha gente que só a peste
Lá das brenhas do Nordeste
Chegando de caminhão.

No desfile de abertura
A bandeira nordestina
Toda feita de retalhos
Pelas mãos de Severina.
E eu ali, de camarote
O bode virou mascote
A tocha era a lamparina.

A nossa delegação
Para conquistar os louros
Desfilou de guarda-peito
Gibão e chapéu-de-couro.
E enfrentando a batalha
Conquistou muitas medalhas
De bronze, de prata e ouro.

Quem carregou a bandeira
Foi Ritinha de Zé Bento,
Já a pira foi acesa
Por Tonin de Livramento.
Nosso atleta principal
E recordista mundial
Do hipismo de jumento.

Antes das competições
Um lanche bem reforçado
Com buchada, cajuína,
Rapadura e milho assado.
Fava verde com galinha,
Sarapatel com farinha,
Angu com bode guisado.

Nas águas do Velho Chico
As provas de natação,
Os pulos ornamentais
De cima de um paredão.
Ginástica num terreiro,
Remo e vela num barreiro
E judô num palhoção.

A maratona, seu moço,
Era por nossas estradas.
Atravessando os riachos
Nas veredas, nas quebradas
Da paisagem nordestina,
Ao som do galo-campina
E da patativa golada.

Na competição de tiro
Os velhos de bacamarte,
Pé-de-bode, granadeira,
Vestimenta de zuarte.
E davam cada pipoco
Do sujeito ficar mouco,
De se ouvir em toda parte.

A prova de atletismo
Conhecida por carreira
De cem e duzentas léguas
Com barreira e sem barreira,
Foi por dentro do cercado,
Atravessando um roçado
Pelo meio da capoeira.

Os saltos, lá no Sertão
Eram provas de “pinote,”
De riba de uma barreira
Num pedaço de caixote.
O cabra de lá pulava
Num açude tibungava,
Caindo feito um caçote.

O jogo de futebol
Se jogava sem chuteira
Num campo de chão batido
No alto de uma ribanceira.
As traves de barandão,
O campo sem marcação,
No calor e na poeira.

Levantamento de peso
Quem ganhou foi Sebastião.
Cinco sacos de Farinha,
Três arrobas de algodão.
Com esse peso todinho
Ele se ajudou sozinho
E se sagrou campeão.

O arremesso de pedra
Quem ganhou foi Expedito,
No tiro com baladeira
Carmelita fez bonito.
E já na queda de braço
O ouro foi pra Inácio
E a prata pra Benedito.

Fizeram de três batentes
Pódio pra premiação,
Uns ramos de onze horas
Era a coroação.
E numa latada de lona
Asa Branca na sanfona
Completava a emoção.

E assim eu me acordei
Com orgulho do Sertão,
Desse povo vencedor
De tão grande coração.
De história tão sofrida,
Que nas batalhas da vida
Nasceu pra ser campeão.
*

sábado, 9 de setembro de 2023

CORDEL O GRITO DOS EXCLUÍDOS 2023 * Rogaciano Oliveira (Tauá-CE)

CORDEL O GRITO DOS EXCLUÍDOS 2023
Rogaciano Oliveira (Tauá-CE)

O Grito é um movimento
Popular, que na verdade
Pretende denunciar
A grande desigualdade
E a injustiça avarenta
Que ainda atormenta
A nossa sociedade.

O grito é por um Brasil
Mais democrático e justo
É pela soberania,
Por uma nação sem susto
Resistência destemida
Nossa luta é pela vida,
Esse direito robusto.
Nosso grito é contra a fome,
Inflação e carestia.

Gritamos pra ter saúde
Trabalho e moradia,
Terra, água e liberdade
Educação de qualidade
Cultura e democracia.

O momento é pra soltar
Esse grito sufocado
Esse grito de protesto
Que sempre é silenciado
Pra levar a nossa voz
Até o poder feroz
Pra ser sensibilizado.

Você tem fome de quê?
É de justiça e igualdade?
E sua sede é de quê?
De paz e solidariedade?
Nossa luta é conhecida
Nosso grito é pela vida
Direitos e liberdade.

Muito embora num governo
Democrático e popular
O cruel capitalismo
Continua a massacrar
E a classe trabalhadora
Essa massa sofredora
Necessita de lutar.

O grito é pra ressaltar
A falta de reforma agrária
É um instrumento de luta
Da nossa classe operária
Na construção de verdade
De uma sociedade :
Justa, humana e solidária.
*
ANEXOS




**

quinta-feira, 29 de junho de 2023

OU DETONAM CAMPOS NETO OU ELE EXPLODE O PAÍS * Crispiniano Neto/RN

OU DETONAM CAMPOS NETO

 OU ELE EXPLODE O PAÍS


*
"Erro contábil" de R$ 1 trilhão pode tirar Campos Neto do BC
Processo de 2019 aberto no Tribunal de Contas da União aponta rombo trilionário e é estudado pelo governo como a possível brecha para ganhar disputa sobre queda da Selic

Já é de conhecimento público a insatisfação do Governo Lula com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em relação à manutenção da Selic em 13,75%, anunciada na última quinta-feira (22). Dessa vez, aliados de Lula (PT) no Congresso Nacional estudam a possibilidade de utilizar um processo aberto em 2019 no Tribunal de Contas da União (TCU), que aponta um “erro contábil” de R$ 1 trilhão, como a brecha para retirar o presidente da autarquia.

O processo apura as inconsistências apontadas, à época, pela Controladoria-Geral da União (CGU). O rombo trilionário se refere ao balanço do BC naquele mesmo ano. Para os auditores do TCU que avaliaram os dados advindos da ação, a documentação analisada não refletia a situação patrimonial, o resultado financeiro e nem o fluxo de caixa do BC, conforme relatório publicado.

A explicação dos auditores foi dada ao ministro Jonathan de Jesus, do TCU, que também é deputado federal pelo Republicanos. Jesus ficou com a relatoria do processo após o antigo relator, ministro Bruno Dantas, passar a presidir o tribunal, o que o obrigou a deixar as relatorias que exercia. Logo que assumiu o caso, o novo relator solicitou uma série de documentos que agora estão passando por análise.

De acordo com os aliados do Governo Lula, se o BC for condenado em plenário no TCU, uma brecha poderia ser aberta para que o Senado abrisse um processo de cassação de Campos Neto. A possibilidade existe, e a defesa do presidente do Copom (Comitê de Política Monetária; que estipula das taxas de juros) do BC está trabalhando para evitar a abertura da brecha.

“O caso se trata de uma mera divergência de interpretação entre o BC e a CGU sobre a forma de divulgação do fluxo de caixa em moeda local ou a segregação entre circulante e não circulante”, diz nota do BC à imprensa que antecipa o argumento da defesa.
Governo Lula x Banco Central

Após o bolsonarista Roberto Campos Neto, alçado pelo ex-presidente à Presidência do Banco Central, declarar guerra ao governo com a manutenção da taxa Selic em 13,75%, Lula voltou a criticar a política monetária da instituição e mirou o economista, convocando a sociedade brasileira a entrar na "briga" para baixar os juros.

“Quem está brigando com a taxa de juros é a sociedade brasileira, não o governo, porque é irracional o que está acontecendo hoje no Brasil. 72% da população brasileira está endividada. Não há crédito. Eu tenho cobrado dos Senadores que colocaram esse cidadão no Banco Central”, disse Lula em Roma na manhã da última quinta-feira (22), antes de embarcar para a França, onde encontrará o presidente Emmanuel Macron.

A manutenção dos juros escorchantes causou indignação no governo e entre empresários do setor produtivo, que acreditam que Campos Neto busca forçar uma crise, provocando sua demissão, para prejudicar a política econômica de Lula.

A consternação foi maior por causa dos números apresentados pela Economia, com inflação em queda e crescimento do PIB acima das previsões dos agentes do sistema financeiro ouvidos pelo próprio Banco Central no boletim semanal Focus, que já projeta um crescimento do país acima de 2% em 2023.

Em sua fala, Lula citou que está falando com senadores. O único caminho para exoneração de Campos Neto passa, necessariamente, pelo Senado, caso o governo peça a demissão por “comprovado e recorrente desempenho insuficiente” do presidente do BC na condução da Política Monetária.

Para isso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) precisa buscar aval da Presidência da República para a exoneração, que precisa ser aprovada por 41 dos senadores. Principal articuladora de uma queda de Campos Neto, Gleisi Hoffmann classificou como sabotagem a manutenção dos juros em 13,75%.

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AUDITORIA CIDADÃ

terça-feira, 2 de maio de 2023

ECOS DO 1º DE MAIO 2023 DE CLASSE E DE LUTA * Frente Revolucion[aria dos Trabalhdores/FRT

ECOS DO 1º DE MAIO 2023 DE CLASSE E DE LUTA

PRIMEIRO DE MAIO, DIA INTERNACIONAL DO PROLETARIADO

CRÔNICAS PARA ORGANIZAR TOMO MCI


Ah, se há uma cena comum nos jornais "televisiros", é alguém da mídia, anunciando fantásticos salários de R$1.400,00, mesmo personagem que fazem as pessoas se rebelarem contra os salários de parlamentar, em quanto?


Se há algo, comum nos meus setenta anos é alguém reclamando do comunismo, quando perguntamos a este alguém o quê é comunismo? Esta pessoa explica tudo, menos o que é comunismo. 


Evidentemente o mundo descrito, tanto no preâmbulo, como no parágrafo acima, nos leva à indiscutível necessidade de uma revolução, porém esta precisa ser humana, muito antes de ser comunista, ainda que saibamos, que a revolução comunista é parte inerente deste processo. A revolução comunista, irá revolucionar costumes, a redução das distâncias em que as benéfices da economia deveria estar na frente de todas as necessidades, há, ainda, o respeito ao meio ambiente, as questões de gênero e das minorias.


Devemos pensar, já que falamos nas questões de gênero, as necessidades de todos os cidadãos, cidadãs, e cidad@s desta pátria ser efetivamente iguais em direitos. Isto não será uma ação possível em regimes da "direita".


Precisamos tocar nas grandes ações midiáticas anti-comunistas. A invasão do inviolável lar, e a ausência da liberdade religiosa, para a primeira pergunta, se alguém mora ao mesmo tempo em duas casas, para a segunda, a resposta é quem falou que existe restrição religiosa em qualquer revolução comunista, quem diz isto, nunca presenciou um culto evangélico, onde as religiões afros, são criminalizadas.


 Já que iniciamos nossa conversa falando de política, a desimportância dos personagens políticos, começa com a devida elevação da importância das ações políticas nas comunidades, o papel deve trazer ao centro de todas as discussões. Não há, nem pode haver revolução comunista, sem a efetiva participação popular, participando efetivamente da política as pessoas são ativas e, isto pode reduzir o tempo em que "pessoas aprendem dentro das igrejas a odiar outras religiões". Ah, se o não houver razões para incentivar o ódio?


Adão Alves dos Santos.SP

*

PRIMEIRO DE MAIO


Hoje é primeiro de maio

"dia do trabalhador "

Que ficou sem ter valor 

E nem valorização 

Dentro de um triste cenário 

Viu minguar o seu salário

E sua alimentação.


Lá em 2018

Tinha um cara que dizia

Que de  prazer e alegria

Seria o seu governo

Mas porém esse estafermo

Só  soube  contar lorota

E o país cada vez mais

Sofrendo uma bancarrota.


E  muito pai de família

Com dor em seu coração

Viu  na mesa faltar pão

Para dar ao seu filhinho 

Viu chorar o seu anjinho

Sem arroz e sem feijão

Enquanto pela TV

Via o rico buffet

Do tal chefe da nação.


Mas o povo disse: chega!

Deu  um basta na agonia

Que sofríamos  todo dia

Trouxe  de volta a esperança

Da fartura, da bonança

De não sermos  papagaio

Que repete o que escuta

E festejar nossa labuta

Em um primeiro de maio.


Mas pra isso acontecer

Tivemos que  muito pensar

Aprendermos a votar

Com responsabilidade

E pra termos felicidade

Foi  preciso resiliência

Pra tirar o picareta

Que estava na presidência.


Professora  Alba Valeria/Poetisa do Entorno.GO

*

VIVA O TRABALHO E O TRABALHADOR


Se foi castigo, não sei, 

A Bíblia diz e é lei

Como castigo a Adão:

Tu comerás o teu pão

Com o suor do teu rosto.

Disse DEUS, e isto posto,

Nasceu o TRABALHADOR

E o TRABALHO, sem favor

Para toda a humanidade

Esta é a grande verdade!


Mas o TRABALHO é vida,

É força, bendita lida!

Que o homem dignifica

E com ele se edifica

O presente e o futuro,

Da humanidade, eu juro!

Seja o TRABALHO bendito!

No TRABALHO ,acredito!

Com a força e a JUSTIÇA

Os dois juntos, VENCERÃO!

            Enaide Vidal

     Recife,1° de maio de 2023 

*

O POETA É UM TRABALHADOR
[Poema - Texto completo.]
Vladimir Maiakovski

O poeta grita:
«Gostaria de te ver com um torno!
O que, versos?
Esses absurdos?
E quando eles ligam para o trabalho, você se faz de surdo!"
Porém
é possível que ninguém
colocar tanto esforço na tarefa
como nós.
Eu mesmo sou uma fábrica.
E embora me falte chaminés,
Isto quero dizer
Quanto mais coragem me custa ser.
eu sei muito bem
que você não gosta de frases vazias.
Quando você serra madeira, é para fazer toras.
Mas nós
o que somos senão marceneiros
que trabalham o tronco da cabeça humana.
Claro
que a pesca é uma coisa respeitável.
Lançar as redes
Quem sabe? Talvez um esturjão!
Mas o trabalho do poeta é mais benéfico:
pescar homens vivos, isso é o melhor.
Enorme, a queima é o trabalho nos altos-fornos,
onde o ferro crepitante é formado.
Mas quem
ousaria nos chamar de preguiçosos?
Nós polimos mentes com uma língua áspera.
Quem está mais aqui?
O poeta ou o técnico?
que procura homens
tantas vantagens práticas?
Os dois.
Corações também são motores.
A alma também é uma força motriz.
Somos iguais.
Camaradas da classe trabalhadora.
Proletários de corpo e espírito.
apenas unidos
Somente juntos podemos agraciar o universo,
acelerar o seu ritmo de caminhada.
diante de uma onda de palavras, levantemos uma represa.
Mãos à obra!
Ao trabalho, novo e vivo!
E para aqueles que falam
mandá-los para o moinho.

Para que a água de seus discursos possa virar suas lâminas!

*

*

HINO A INTERNACIONAL
CORDEL DO 1º DE MAIO
CANÁRIOS DEL CHACO.BOLÍVIA

DÍA INTERNACIONAL DE LOS TRABAJADORES

Prof. José Antonio Benítez Buaiz. Bolívia


El Día Internacional de los Trabajadores el Primero de Mayo es la fiesta por antonomasia del movimiento obrero mundial. Es una jornada que se ha utilizado habitualmente para realizar diferentes reivindicaciones sociales y laborales a favor de las clases trabajadoras por parte, fundamentalmente, de los movimientos socialistas, anarquistas y comunistas, entre otros. Desde su establecimiento en la mayoría de países (aunque la consideración de día festivo fue en muchos casos tardía) por acuerdo del Congreso Obrero Socialista de la Segunda Internacional, celebrado en París en 1889, es una jornada de lucha reivindicativa y de homenaje a los Mártires de Chicago. Estos sindicalistas anarquistas fueron ejecutados en Estados Unidos por participar en las jornadas de lucha por la consecución de la jornada laboral de ocho horas, que tuvieron su origen en la huelga iniciada el 1 de mayo de 1886 y su punto álgido tres días más tarde, el 4 de mayo, en la Revuelta de Haymarket. A partir de entonces se convirtió en una jornada reivindicativa de los derechos de los trabajadores en sentido general que es celebrada en mayor o menor medida en todo el mundo. A fines del siglo XIX Chicago era la segunda ciudad en número de habitantes de EE. UU. Del oeste y del sudeste llegaban cada año por ferrocarril miles de ganaderos desocupados, creando las primeras villas humildes que albergaban a cientos de miles de trabajadores. Además, estos centros urbanos acogieron a emigrantes llegados de todo el mundo a lo largo del siglo XIX. Una de las reivindicaciones básicas de los trabajadores era la jornada de ocho horas. Uno de los objetivos prioritarios era hacer valer la máxima de: «ocho horas de trabajo, ocho horas de ocio y ocho horas de descanso». En este contexto se produjeron varios movimientos; en 1829 se formó un movimiento para solicitar a la legislatura de Nueva York la jornada de ocho horas. Anteriormente existía una ley que prohibía trabajar más de 18 horas, «salvo caso de necesidad». Si no había tal necesidad, cualquier funcionario de una compañía de ferrocarril que hubiese obligado a un maquinista o fogonero a trabajar jornadas de 18 horas diarias debía pagar una multa de 25 dólares. La mayoría de los obreros estaban afiliados a la Noble Orden de los Caballeros del Trabajo, pero tenía más preponderancia la American Federation of Labor (Federación Estadounidense del Trabajo), inicialmente socialista (aunque algunas fuentes señalan su origen anarquista). En su cuarto congreso, realizado el 17 de octubre de 1884, ésta había resuelto que desde el 1 de mayo de 1886 la duración legal de la jornada de trabajo debería ser de ocho horas. Esta resolución despertó el interés de las organizaciones, que veían la posibilidad de obtener mayor cantidad de puestos de trabajo con la jornada de ocho horas, reduciendo el paro. En 1868, el presidente Andrew Johnson promulgó la llamada ley Ingersoll,  estableciendo la jornada de ocho horas. Aun así, debido a la falta de cumplimiento de la ley Ingersoll, las organizaciones laborales y sindicales de EE. UU. Se movilizaron. El 1 de mayo de 1886, 200 000 trabajadores iniciaron la huelga mientras que otros 200 000 obtenían esa conquista con la simple amenaza de paro. En Chicago, donde las condiciones de los trabajadores eran mucho peor que en otras ciudades del país, las movilizaciones siguieron los días 2 y 3 de mayo. La única fábrica que trabajaba era la fábrica de maquinaria agrícola McCormick que estaba en huelga desde el 16 de febrero porque querían descontar a los obreros una cantidad de sus salarios para la construcción de una iglesia. La producción se mantenía a base de esquiroles. El día 2, la policía había disuelto violentamente una manifestación de más de 50 000 personas y el día 3 se celebraba una concentración en frente de sus puertas; cuando estaba en la tribuna el anarquista August Spies, sonó la sirena de salida de un turno de rompehuelgas. Los concentrados se lanzaron sobre los scabs (amarillos) comenzando una pelea campal. Una compañía de policías, sin aviso alguno, procedió a disparar a quemarropa sobre la gente produciendo 6 muertos y varias decenas de heridos. Se concentraron en la plaza de Haymarket más de 20 000 personas que fueron reprimidas por 180 policías uniformados. Un artefacto explosivo estalló entre los policías produciendo un muerto y varios heridos. La policía abrió fuego contra la multitud matando e hiriendo a un número desconocido de obreros. Se declaró el estado de sitio y el toque de queda deteniendo a centenares de trabajadores que fueron golpeados y torturados, acusados del asesinato del policía. El 21 de junio de 1886, se inició la causa contra 31 responsables, que luego quedaron en ocho. Las irregularidades en el juicio fueron muchas, violándose todas las normas procesales en su forma y fondo, tanto que ha llegado a ser calificado de juicio farsa. Los juzgados fueron declarados culpables. Tres de ellos fueron condenados a prisión y cinco a muerte, los cuales serían ejecutados en la horca. Los sucesos de Chicago además costaron la vida de muchos trabajadores y dirigentes sindicales; no existe un número exacto, pero fueron miles los despedidos, detenidos, procesados, heridos de bala o torturados. 

La mayoría eran inmigrantes europeos: italianos, españoles, alemanes, irlandeses, rusos, polacos y de otros países eslavos. Karl Marx y Friedrich Engels, en la década de 1880, intelectuales clave en establecer las bases del socialismo científico y el marxismo, pilares fundamentales de una parte significativa del movimiento obrero. A finales de mayo de 1886 varios sectores patronales accedieron a otorgar la jornada de 8 horas a varios centenares de miles de obreros. El éxito fue tal, que la Federación de Gremios y Uniones Organizadas expresó su júbilo con estas palabras: «Jamás en la historia de este país ha habido un levantamiento tan general entre las masas industriales. El deseo de una disminución de la jornada de trabajo ha impulsado a millones de trabajadores a afiliarse a las organizaciones existentes, cuando hasta ahora habían permanecido indiferentes a la agitación sindical». La consecución de la jornada de 8 horas marcó un punto de inflexión en el movimiento obrero mundial. El propio Federico Engels en el prefacio de la edición alemana de 1890 de El manifiesto comunista dice: Pues hoy en el momento en que escribo estas líneas, el proletariado de Europa y América pasa revista a sus fuerzas, movilizadas por vez primera en un solo ejército, bajo una sola bandera y para un solo objetivo inmediato: la fijación legal de la jornada normal de ocho horas, proclamada ya en 1866 por el Congreso de la Internacional celebrado en Ginebra y de nuevo en 1889 por el Congreso obrero de París. El espectáculo de hoy demostrará a los capitalistas y a los terratenientes de todos los países que, en efecto, los proletarios de todos los países están unidos. ¡Oh, sí Marx estuviese a mi lado para verlo con sus propios ojos!

Tarija, 17 de abril del 2023 



LIC. ADMINISTRACIÓN EDUCATIVA

PROF. JOSÉ ANTONIO BENÍTEZ BUAIS.

....

José Antonio Benítez Buaiz.

TEMA: POEMA AL TRABAJADOR.

PAÍS: Bolivia.

DERECHOS RESERVADOS DEL AUTOR.



POEMA AL TRABAJADOR



Poeta del yunque, la hoz y el martillo, 

de la yunta, el arado y la mancera,

la llama fulgurante de tu fuerza, 

alimenta la industria, el progreso, 

sacias la sed y el hambre del pueblo, 

vanguardia de los ancianos y niños, 

que nacen crecen y mueren en el tallo, 

fuerte del árbol  de tu mansedumbre, 

por tu esencia, trabajador universal,

todo ser viviente, hasta las bestias, 

sobreviven por la fuerza de tus brazos, 

por ti se hicieron ricos los de abajo, 

para ser solidarios, para ser unidos, 

por ti se hicieron ricos los de arriba, 

para ser tiranos y necios explotadores, 

¡Ellos! Los ricos crearon sus armas, 

de explotación y dominio del mundo, 

en su frente la marca ¡CAPITALISMO!, 

con banderas DEMOCRACIA y LIBERTAD, 

salieron imponentes a dominar los pueblos, 

se olvidaron de los trabajadores del mundo, 

se olvidaron de los brazos de bronce, 

que sostienen el equilibrio de la producción, 

que sostienen la paz, la armonía, la unión, 

de la clase trabajadora, de ciudad y campo, 

se olvidaron de esos hombres, mujeres, niños, 

ancianos, presente y futuro de los pueblos.

Hoy salen a marchar ante el abuso de poder, 

ante la explotación salvaje del Capitalismo, 

depredador, insensible, parásito y asesino. 

La fuerza de los trabajadores del mundo, 

se impone con su canto SOCIALISTA, 

y de INDEPENDENCIA, de la sociedad, 

y proclama la bandera del SOCIALISMO, 

para derrotar el salvajismo explotador,  

del CAPITALISMO MUNDIAL… 

corazón de acero, hermano minero, 

tu fusil, es el barreno, tu palabra es dinamita, 

campesino hermano, que luchas sin tregua, 

con tu arado, tu yunta y tu mancera, 

compañero obrero, compañero trabajador, 

maestro, médico, enfermero, ingeniero, 

levantemos nuestra bandera de hermandad,

y que rujan las trincheras, ¡ESTE 1º DE MAYO!

¡TRABAJADORES, OBREROS DEL MUNDO, UNÍOS!


José Antonio Benítez Buaiz.Bol


ORIGEM DO DIA 1º DE MAIO

MERCEDES SOSA E OUTROS

A INTERNACIONAL SOCIALISTA


De pé, ó vítimas da fome

De pé, famélicos da terra

Da ideia a chama já consome

A crosta bruta que a soterra

Cortai o mal bem pelo fundo

De pé, não mais senhores

Se nada somos em tal mundo

Sejamos tudo, ó produtores


Bem unidos façamos

Nesta luta final

Uma terra sem amos

A Internacional


Senhores, patrões, chefes supremos

Nada esperamos de nenhum

Sejamos nós que conquistemos

A terra-mãe livre e comum

Para não ter protestos vãos

Para sair desse antro estreito

Façamos nós por nossas mãos

Tudo o que a nós nos diz respeito


Bem unidos façamos

Nesta luta final

Uma terra sem amos

A Internacional


Crime de rico a lei o cobre

O Estado esmaga o oprimido

Não há direitos para o pobre

Ao rico tudo é permitido

À opressão não mais sujeitos

Somos iguais todos os seres

Não mais deveres sem direitos

Não mais direitos sem deveres


Bem unidos façamos

Nesta luta final

Uma terra sem amos

A Internacional


Abomináveis na grandeza

Os reis da mina e da fornalha

Edificaram a riqueza

Sobre o suor de quem trabalha

Todo o produto de quem sua

A corja rica o recolheu

Querendo que ela o restitua

O povo quer só o que é seu


Bem unidos façamos

Nesta luta final

Uma terra sem amos

A Internacional


Fomos de fumo embriagados

Paz entre nós, guerra aos senhores

Façamos greve de soldados

Somos irmãos, trabalhadores

Se a raça vil, cheia de galas

Nos quer à força canibais

Logo verá que as nossas balas

São para os nossos generais


Bem unidos façamos

Nesta luta final

Uma terra sem amos

A Internacional


Pois somos do povo ativos

Trabalhador forte e fecundo

Pertence a Terra aos produtivos

Ó parasitas, deixai o mundo

Ó parasita que te nutres

Do nosso sangue a gotejar

Se nos faltarem os abutres

Não deixa o Sol de fulgurar


Bem unidos façamos

Nesta luta final

Uma terra sem amos


A Internacional


***