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sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

POLÍCIA PARA QUEM PRECISA * TITÃS

POLÍCIA PARA QUEM PRECISA
TITÃS
NAZISPARDOS INFESTANDO AS POLÍCIAS

A câmera corporal deveria ser fixa (e sem acesso pra eles),  para que estes criminosos de farda não pudessem remover. Por si só isso já resolveria muita coisa.

Em casos assim estes mal policiais deveria não apenas ser afastados mas sim presos.

Por outro lado é impressionante como existem tantos nazistas, fascistas e outras aberrações dentro das polícias no Brasil.  

Eles se tornaram um problema sério para suas corporações e para a sociedade brasileira.

***

quarta-feira, 22 de março de 2023

MÚSICA E POESIA NA CAPITANIA DE WANMAR * Geraldo Vandré/PB

MÚSICA E POESIA NA CAPITANIA DE WANMAR


 Hoje completa cinco anos em que Geraldo Vandré, depois de 50 anos, voltou a cantar num palco brasileiro. O histórico recital, intitulado “Música e Poesia da Capitania de Wanmar” aconteceu nos dias 22 e 23 de março de 2018, na Sala Maestro José Siqueira do Centro Cultural José Lins do Rego, em João pessoa/PB.    Tive o prazer de estar presente nestes memoráveis eventos. Então, o seu  produtor cultural, Darlan Ferreira,  me motivou a criar um vídeo sobre o momento, assim como um amigo, o Gustavo Lima de Carvalho, fez a edição e a montagem do vídeo. Importante dizer que foi o Gustavo, também, que  teve a ideia e foi o responsável pela criação do meu canal. Gratidão ao grande compositor, aos envolvidos no evento, aos amigos que lá estiveram comigo e a estes dois incentivadores!  

Assista a esse vídeo  que inaugurou o meu canal e  hoje conta com 1714 visualizações. Se gostar,  inscreva-se no canal,  curta,  comente e compartilhe!


Abraço da

DALVA SILVEIRA - MG
GERALDO VANDRÉ - PB

terça-feira, 21 de março de 2023

domingo, 5 de março de 2023

O Povo Unido Jamais Será Vencido - REDE TVT.SP

O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO
*
Sob a regência do maestro Joaquim França, o Coletivo Consciente de Orquestra e Coro, de Brasília, interpreta a versão em português da antológica canção chilena “El pueblo unido jamás será vencido”.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

A REVOLUÇÃO COMEÇA AGORA * GRES Beija-flor de Nilópolis-RJ

CARNAVAL 2023


Enredo: "“Brava Gente! O grito dos excluídos no Bicentenário da Independência”"

Carnavalescos: Alexandre Louzada e André Rodrigues

Presidente: Almir Reis
Vice-Presidente: Biel Maciel

​Presidente de Honra: Anízio Abraão David
Diretor de Carnaval: Dudu Azevedo

Diretores Gerais de Harmonia: Simone Santana e Válber Frutuoso

Interprete: Neguinho da Beija-Flor

Mestres de Bateria: Rodney e Plínio

Rainha de Bateria: Lorena Raissa

Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Claudinho e Selminha Sorriso
Presidente Velha-Guarda: Débora Rosa

Comissão de Frente: Jorge Teixeira e Saulo Finelon

Adm. Financeiro: Alexandre Espósito "Jiló"
Adm. Compras: Lenile Honório "Lili"

SINOPSE

“Brava Gente! O grito dos excluídos no Bicentenário da Independência”

CONVOCAÇÃO

Por uma questão de desordem no que se diz respeito às memórias que este país constrói: VAMOS NOS UNIR, BRAVA GENTE!

Esta é uma convocação aos sobreviventes deste país que não nos reconhece. Um país que ignora nossas existências.Um país que comemora 200 anos da marginalização da sua própria gente. Seremos a voz do desejo de uma nação inteira: independência e vida!

O Estado brasileiro foi erguido sobre um conjunto de mitos e símbolos que justificam as violências que ainda hoje são implementadas contra nós. Não é por acaso o apagamento do verdadeiro protagonista da história nacional: o povo brasileiro. Esta é a brava gente que está ausente dos atos cívicos que celebram nossos mitos fundadores. Excluídos.

Se as pautas fundamentais para uma nação soberana, independente e justa são trabalho digno, moradia, alimentação, participação popular, igualdade de direitos e liberdade plena, a grande pergunta é: este é o Brasil em que vivemos?

Propomos, então, um novo marco para a Independência Nacional: O dia em que o povo venceu, o 2 de Julho. O triunfo popular de 1823 é muito mais sobre nós e sobre nossas disputas. O Dia da Independência que queremos é comemorado ao som dos batuques de caboclo, cantando que até o sol é brasileiro. Precisamos festejar os marcos populares em festas que tenham cheiro, cor e sabor de brasilidade, reconhecendo o protagonismo feminino e afro-ameríndio. Somos aqueles e aquelas que, excluídos dos espaços de poder, ousam ter esperança no amanhã. O Brasil precisa reconhecer os muitos Brasis e suas verdadeiras batalhas.

É a partir desta data que provocamos uma nova comemoração da independência do Brasil. A independência do povo para o povo. Faremos, então, um grande ato cívico em louvação aos 200 anos de luta dos brasileiros, herança dos heróis e heroínas que forjam dia a dia, através de suas batalhas, uma nação verdadeiramente livre e soberana.

Reivindicamos e nos orgulhamos das lutas históricas e sociais daqueles que nos precederam nesta incansável batalha pela cidadania.

Juntem-se e vistam suas fantasias, pois será um grande carnaval quando em praça pública declararmos nossa própria independência. NÓS, O POVO! Juntando tudo e todos. O novo Brasil ditará as ordens a partir da folia. Alegria e manifestação! Nossa bandeira será um grande mosaico do que somos de verdade, feita a partir do retalho do que cada um tem a oferecer daquilo que lhe representa.

A cultura é o nosso poder, e, é através dela que lutamos pela transformação social, colocando o povo no pedestal que lhe é de direito. Por isso fazemos carnaval, é a nossa missão, sempre construindo o país que acreditamos, e lutando para que ele seja um dia, realidade.

O grito será por justiça e liberdade, igualdade sem neurose e sem caô

Nilópolis, 02/07/2023
Dia dos 199 anos da Independência do nosso Brasil

JUSTIFICATIVA

O G. R. E. S. Beija-Flor de Nilópolis irá apresentar no carnaval de 2023 o enredo “BRAVA GENTE! O GRITO DOS EXCLUÍDOS NO BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA”.

O bicentenário da Independência é um momento propício para um debate profundo acerca dos rumos e do próprio sentido do país. O carnaval carioca, alegria e manifestação, não poderia ficar de fora desta ampla discussão. A festa consolidou-se como um espaço privilegiado para reflexão e a disputa de questões de importância fundamental em um espetáculo artístico de inegável dimensão política e caráter pedagógico.

Através do seu desfile, um ato cívico, nós propomos que a independência é um processo, defendemos um novo marco para a emancipação política brasileira, destacando o protagonismo popular enquanto denunciamos o caráter autoritário, tutelar, excludente e desigual do Estado, desde sua gênese até a atualidade.

Ao invés de celebrar ritualisticamente o mito fundador da pátria – o grito do Ipiranga no 7 de setembro, argumentamos em favor de um novo marco, capaz de oferecer um sentido que consideramos mais próximo da verdade histórica de uma independência que foi conquistada; não proclamada. Este marco é o 2 de julho de 1823, data da vitória das tropas brasileiras na consagração instalada na Bahia.

Ao mesmo tempo, iremos rememorar esses duzentos anos a partir da perspectiva das camadas populares apontando as mazelas, contradições e limites da construção nacional. Heroico é o povo que constrói a sua própria autonomia através da luta. Esta é a nossa história: nada nos foi dado; cada um dos nossos avanços foi obtido pelos nossos próprios esforços.

Se o Estado brasileiro se ergueu como um instrumento para conservação de uma ordem patriarcal, escravocrata e latifundiária, o povo brasileiro, mesmo alijado dos espaços institucionais, insiste em disputar no Brasil sem temer nem a luta, nem a morte. Este enredo é um grito que ecoa do Brasil profundo e se faz ouvir aos quatro cantos. Das aldeias, guetos, terreiros e favelas um brado em uníssono se faz clamor: independência e vida!

Este é o nosso grito.

FALA MAIS

O dia em que o povo ganhou: vitória patriótica de dois de julho

No processo de elaboração da memória nacional, o dia 7 de setembro de 1822 foi forjado como o grande marco da nossa independência. O grito do Ipiranga seria o decisivo ato heroico do príncipe regente para a emancipação política do Brasil. A invenção do sete de setembro cumpriu o papel de mito fundador do Estado brasileiro. Este mito celebra uma ideia de independência pacífica, fruto do heroísmo do futuro imperador e de arranjos da elite. O que ele esconde é que houve guerra e muito sangue foi derramado neste processo.

As guerras da independência evidenciam a diversidade de ideias, concepções e projetos, os conflitos e tensões sociais e políticas constitutivos daquele cenário histórico. O esquecimento sobre estas guerras não é gratuito; muito pelo contrário, é o resultado de uma construção da história que considera a emancipação política do Brasil um “desquite amigável” em relação a Portugal.

Em províncias como Ceará, Cisplatina, Maranhão, Pará e Piauí houveram confrontos bélicos em episódios decisivos para que a causa nacional triunfasse. Porém foi na província da Bahia que se instalou a guerra que tomaremos como marco. Durante um ano e quatro meses, o destino da nação brasileira teve este território como palco privilegiado. O confronto na província foi central no processo de ruptura que garantiu a soberania nacional.

Até que em 2 de julho de 1823 até o sol foi brasileiro. O dia em que o povo ganhou. Esta data marca a vitória libertadora com a expulsão dos portugueses e, desde então, é celebrada com uma grande festa que tem cheiro, cor e sabor de brasilidade. Uma algazarra pública, que tem nas figuras do caboclo e da cabocla símbolos da liberdade. Esta festividade celebra e louva a ampla participação popular, sobretudo de indígenas e negros, na luta pela emancipação ante a tirania e o julgo colonial. O papel de destaque de muitas mulheres, como Joana Angélica, Maria Quitéria e Maria Filipa, verdadeiras heroínas da pátria, acentua o protagonismo feminino que se contrapõe a uma escrita da história centrada no paradigma da masculinidade.

É este marco que celebramos como data da nossa independência: a vitória patriótica do 2 de julho e o protagonismo popular, notadamente afro-ameríndio e feminino.

A conservação da ordem e a permanência das lutas populares

Após a independência oficial, não tardou para que o povo brasileiro percebesse que o projeto de construção nacional não pretendia alterar a organização social: a escravidão, o latifúndio e a monarquia seriam os pilares do Império. O grande temor das oligarquias era de que os ventos revolucionários do Haiti provocassem uma onda emancipatória e inspirasse negros e negras brasileiros em uma insurreição. O medo branco de uma grande rebelião negra era o principal fator de agregação dos diversos setores de uma elite fortemente dividida entre oligarquias regionais.

O Império nasce como um Estado forte e centralizador. A dissolução da Assembleia Constituinte e a repressão brutal a dissidências como a Confederação do Equador, que defendia um modelo federalista, não deixavam dúvidas sobre este caráter. A unidade territorial foi mantida através da forte repressão aos movimentos emancipatórios e separatistas. O sentido do Estado é a conservação.

Por sua vez, o povo brasileiro permaneceu em luta. Construiu redes de proteção comunitária e fortalecimento coletivo, organizou um conjunto de movimentos contestatórios que almejam a conquista de direitos como os malês, cabanos e balaios. Se a independência não alterou a estrutura social e não promoveu mudanças para aqueles que dispuseram de suas vidas para conquistá-la, eclodiram movimentos, revoltas, rebeliões, motins e insurreições por toda extensão do Império. Se a ordem é injusta, a desobediência civil é a resposta.

Em cada um destes levantes e movimentos populares, havia um acúmulo de forças e crescia a consciência crítica e histórica. É impossível desvincular o movimento abolicionista que construiu e solidificou a liberdade, das muitas revoltas de escravizados que se proliferaram de norte a sul. Assim como as nações indígenas, originárias e verdadeiras donas desta terra, que seguiram mobilizadas nos enfrentamentos necessários para a manutenção da sua própria existência, a conservação dos seus saberes e práticas.

As fantasias republicanas e as batalhas pela cidadania

Provando que no Brasil as ideias estão sempre fora de lugar, a República já nasceu velha. Da espada, oligárquica, dos coronéis e barões, do café com leite, dos ideais eugenistas e com um lema que poderia estampar nossa bandeira: autoritarismo e desigualdade. Restringindo a cidadania a pouquíssimos, discriminando por raça, credo, gênero e orientação sexual.

Brutalmente violento, o Brasil é descrito por seus intérpretes/inventores como um país pacífico e harmônico, destinado à glória no porvir enquanto, no presente, seus filhos e filhas morrem de fome. Excluídos, à margem. O tal “país do futuro” foi eficaz em construir uma imagem de si que mascara sua verdadeira face.

A democracia, entre nós, sempre foi um terrível mal-entendido. E é curioso constatar que foi pretensamente com a intenção de defendê-la que corriqueiramente a golpearam.

Os grandes agentes civilizatórios deste país são os brasileiros e brasileiras que, em movimentos organizados, são os mais fiéis defensores da democracia. Se a intenção manifesta era conferir uma cidadania limitada, inconclusa e tutelar, nós não aceitamos e conquistamos mais espaços de participação através de diferentes táticas e estratégias.

Denunciando o genocídio da juventude negra, o feminicídio, a violência contra a população LGBTQIA+ e o racismo religioso, a brava gente brasileira segue ocupando as ruas afirmando sua existência, pleiteando reconhecimento e disputando o hoje. Nós não admitimos a tese absurda de um marco que limite no tempo a posse da terra de quem é seu único e verdadeiro dono.

Manifestamos nossos desejos e expressamos nossas necessidades em pautas, causas e questões incontornáveis como a reforma agrária, os direitos trabalhistas e a urgente promoção da igualdade racial.

Em um país majoritariamente negro e feminino, as mulheres negras são a base de sustentação material e, somente a partir delas, poderemos, efetivamente, se constituir em um país outro, uma mátria de muitos Brasis. Plural, diversa, inclusiva e igualitária.

Alegria e manifestação

O desfile da Beija-Flor de Nilópolis será um grande ato cívico pela construção de um Brasil livre, soberano e verdadeiramente independente. Este Brasil livre, soberano e independente ainda é um sonho, mas, por este sonho, a brava gente brasileira segue derramando sangue e suor em busca de dignidade e autonomia.

Nosso ato será festivo e multicolorido.

Nossa singularidade é produto da pluralidade das muitas nações brasileiras. Esta pluralidade manifesta compreensões e conhecimentos, formas de ser, sentir e pensar que alargam as possibilidades de existência. Os muitos anseios e desejos de um Brasil melhor se exprimem justamente na riqueza da nossa arte e cultura. São expressões de uma brasilidade que emana desta gente que, permanentemente em luta, também produz beleza e encantamento.

Cultuamos e preservamos nossa ancestralidade e os saberes tradicionais resistindo a toda sanha de domesticação dos corpos e aniquilação da diversidade de práticas, costumes e experiências.

Fazemos festa porque esta é, também, manifestação política e na festa carnavalesca gritamos que outros Brasis são possíveis.

Autores do Enredo: André Rodrigues e Mauro Cordeiro
Desenvolvimento: André Rodrigues, Mauro Cordeiro e Alexandre Louzada
Convocação: André Rodrigues, Beatriz Chaves, João Vitor Silveira e Jader Moraes.
Pesquisa e Justificativa: Mauro Cordeiro
*
SAMBA ENREDO

Autores: Léo do Piso, Beto Nega, Manolo, Diego Oliveira, Julio Assis e Diogo Rosa

A revolução começa agora
Onde o povo fez história
E a escola não contou
Marco dos heróis e heroínas
Das batalhas genuínas
Do desquite do invasor
Naquele dois de julho, o sol do triunfar
E os filhos desse chão a guerrear
O sangue do orgulho retinto e servil
Avermelhava as terras do Brasil

Eh! Vim cobrar igualdade, quero liberdade de expressão
É a rua pela vida, é a vida do irmão
Baixada em ato de rebelião

Desfila o chumbo da autocracia
A demagogia em setembro a marchar
Aos “renegados” barriga vazia
Progresso agracia quem tem pra bancar
Ordem é o mito do descaso
Que desconheço desde os tempos de Cabral
A lida, um canto, o direito
Por aqui o preconceito tem conceito estrutural
Pela mátria soberana, eis o povo no poder
São Marias e Joanas, os brasis que eu quero ter

Deixa Nilópolis cantar!
Pela nossa independência, por cultura popular

Ô abram alas ao cordão dos excluídos
Que vão à luta e matam seus dragões
Além dos carnavais, o samba é que me faz
Subversivo Beija-flor das multidões

sábado, 5 de novembro de 2022

PRIMAVERA BRASUCA * Maestro do Caos - SP

PRIMAVERA BRASUCA
MAESTRO DO CAOS

Música; M.U.S.I.C.A. - Meio Universal Simples e Indispensável de Conectar a Alma - partindo desse pensamento Maestro do Caos vem com a proposta de conectar e acender os pensadores e espíritos revolucionários.


 Rap com atitude Punk Rock e essência do Sertanejo Raiz, seu estilo traz letras objetivas, sangue nos olhos da revolução, o dedo na ferida, relatando em suas letras conteúdos de debates sociais e a realidade do interior paulista, Barretos, Brasil e mundo afora.


Surgindo como uma forma de protesto, reivindicação e cobrança assim como o Punk Rock e o Rap, desde 2009 Maestro do Caos acompanhado de Dj Viola (Dj que tem mais de 18 anos no cenário do Hip Hop barretense), e/ou Dj Shinpa (Dj que é três vezes campeão do Hip Hop DJ, Campeão do Start Skratch, participou do Mix Show Battle Champion, e foi finalista Redbull 3Style Brazil), e Pedro Ortolan  como MC de apoio (Produtor musical do estúdio Ortela Produções, baixista da banda Fundação Sound, multi instrumentista, compositor, MC e beatmaker), trazem aos palcos a idéia da luta popular por liberdade, igualdade e justiça formando um estilo original Anárquico nas mensagens de suas composições. 


Maestro do Caos utiliza da arma mais poderosa que os seres humanos podem usar, o pensar, acreditando poder ajudar as pessoas a serem autônomas de seus pensamentos para assim construirmos uma sociedade ética e moralmente melhor para todos.


Maestro do Caos está com o lançamento de seu terceiro Álbum solo, que se chama "OLHO", seu segundo trabalho se chama "ENTROPÉ" e o primeiro "HOJE PODE NÃO SER NADA MAS PODE SER VÉSPERA DE TUDO", também realiza seu segundo álbum com a banda de rap com jazz Fundação Sound, Sendo o primeiro álbum nomeado de "ATÍPICO" e o segundo de "8 LINHAS".

Mestre de cerimônias (MC), ativista social na Casa da Cultura Hip Hop de Barretos Adao de Carvalho, membro do Coletivo L.A.R. e inúmeras outras frentes de ativismo de sua cidade natal, Barretos, Maestro do Caos acredita que podemos sim mudar o "modus operandi" atual da sociedade através da injeção de livre acesso a cultura, educação e informação.

E você, acredita em um mundo novo?


PROJOTA FEAT
MAESTRO DO CAOS

Participação que realizei no show do Projota, este mano que eu intimei à me convidar a subir no palco pra tirar uma rima de improviso juntos, o famoso "freestyle", e ele não pensou duas vezes e me convidou ao palco, dando um exemplo de humildade, me proporcionando a oportunidade de demonstrar minha potência sobre os holofotes de sua visibilidade. Inesquecível pra mim, acredito que pra ele também (risos), que não esperava que em Barretos, "Terra do Peão" fosse encontrar um irmão de cultura pra tirar um lazer no improviso. É isso que o RAP, o HIP HOP me proporciona e segue me mostrando como propósito, a possibilidade de salvar e ajudar vidas de forma exponencial e incalculável com um simples gesto. Maestro do Caos veste: Kamikaze

terça-feira, 18 de outubro de 2022

RÁDIO CAMBIAR * José Roberto/Fabiano Soares da Silva - RJ

 RÁDIO CAMBIAR

JOSÉ ROBERTO/FABIANO SOARES DA SILVA

Não percam. 
Essa equipe realiza uma verdadeira antologia do samba. Prestigie!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Geraldo Vandré completa 87 anos * Profª Dalva Silveira - MG

Geraldo Vandré completa 87 anos

Hoje, 12 de setembro de 2022, Geraldo Vandré completa 87 anos e considero a ocasião propícia para falar de Amor. Então, para homenagear o artista, que o governo militar tentou apagar da memória coletiva nacional, postei um vídeo que apresenta “Quem quiser encontrar o amor”, música, de 1961, que incorpora elementos da Bossa nova e engajamento (Link: https://youtu.be/nV-fpUd__jo)  Se gostar, inscreva-se no meu canal, curta, comente e compartilhe! 


Também apresento um fragmento de meu livro que trata sobre o surgimento da composição: [...] voltando ao Rio de Janeiro, pediu a Carlos Lyra uma de suas canções, recebendo a sugestão para que ele mesmo fizesse uma letra. Assim nasceu “Quem quiser encontrar o amor”, sua primeira música feita em parceria:


Quem quiser encontrar amor

Vai ter que sofrer

Vai ter que chorar

Amor assim não é amor,

É sonho, é ilusão 

Pedindo tantas coisas 

Que não são do coração

Quem quiser encontrar o amor

Vai ter que sofrer

E ter que chorar

Amor que pede amor

Somente amor

Há de chegar

Pra gente que acredita

E não se cansa de esperar

Feliz então sorrindo

Minha gente vai cantar

Tristeza vai ter fim

Felicidade vai ficar

Quem quiser encontrar o amor

Vai ter que esperar



(Geraldo Vandré - A vida não se resume em festivais, Dalva Silveira, Fino Traço, 2011, p. 44)

Abraço da Dalva Silveira - MG

sexta-feira, 10 de junho de 2022

COLETÂNEA POPULAR RAP COMBATIVO * Wander Florêncio / SP

COLETÂNEA POPULAR RAP COMBATIVO

A "Coletânea Popular: RAP COMBATIVO" é uma compilação não-oficial com músicas de diversos artistas brasileiros de rap anticapitalista organizada pelo coletivo LUTE, que distribuiu gratuitamente no ano de 2018 CDs da coletânea em seus núcleos de base. 

Faixas:
01 - Infantaria Revolucionária - Nossa História 
02 - Versão Popular - Povo que Sofre
03 - Nossa Voz & Ameaça Vermelha - No Front
04 - MC Carol - Delação Premiada
05 - Ktarse - Insurgentes
06 - Clã Nordestino - Todo Ódio a Burguesia
07 - O Levante - Anti-império Midiático
08 - Racionais MC's - Marighella
09 - Gíria Vermelha - O Imortal
10 - Ameaça Vermelha - Aliança Operário-Camponesa
11 -  Gíria Vermelha - Lutar é Preciso
12 - Karol Conka & MC Carol - 100% Feminista
13 - Ktarse - Somos a Revanche
14 - Fantasmas Vermelhos - Vai Fantasmas
15 - Ameaça Vermelha - O Grito Combativo
16 - Bandeira Negra - Bandeira Negra
17 - Arma da Crítica - Dê um Rolê
18 - O Levante, Davi Perez & Rachel Barros - Ring da Nossa Arte, Palco da Nossa Luta

Download em:
***

quarta-feira, 2 de março de 2022

Eu vou explicar a guerra pra quem é da quebrada * Mano Brown / SP

 Eu vou explicar a guerra pra quem é da quebrada


Mano Brown / SP

A Rússia é aquele mano folgado lá da Zona Leste que nunca se trombou com os EUA. Os EUA aqueles Playboy de Moema que andava bem vestido e só andava com os mano Europeus da Vila Olímpia e Morumbi.
Mas tinha um mano chamado Ucrânia nascido e criado na Zona Leste que começou a andar com os Boy da Europa e fica de buxixo com os EUA. Certo dia os Boy chamou o Ucrânia pra fazer parte do bonde deles e se o Rússia embaçar ia levar um cassete do bonde..
Só que o Rússia que não é bobo é fechado com os mano da 25 de Março os China , aqueles mano que vende cabo de celular e película, tá até vendendo umas Lacoste e Nike e manda no centro da porra toda
O Rússia chamou o Ucrânia pras ideias e disse que ia enfiar o cassete se ele colasse com os Boy.
O Ucrânia desacreditou e começou a levar um cassete,  os Boy aparentemente deixou o Ucrânia na mão e disse que vai brecar os rolê do Rússia na cidade toda.
Agora vai todo mundo pras ideias e quem tiver moscando vai nessa.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Milton Nascimento ainda Bituca * Eduardo Afonso / MG

 MILTON NASCIMENTO AINDA BITUCA

Sonhos não envelhecem

Por Eduardo Affonso

08/01/2022 


Emoldurado por um teatro desoladoramente vazio e sob as palmas apenas da orquestra, um homem caminha, amparado, até sua cadeira, na boca de cena. Ali, ouve em silêncio os primeiros acordes de canções compostas há meio século — ou teria sido há meia hora? E então solta a voz — aquela que Elis Regina disse ser a de Deus, se Deus tivesse uma voz.


A voz de Deus não tem mais o timbre, a potência, a extensão de outros tempos. Mas é, ainda, solene, terna, envolvente. Divina.


Quem está ali é Milton Nascimento, cercado de novos arranjos, jovens artistas e músicos embevecidos com o compositor que não precisou escolher entre ser moderno ou eterno. Sua arte esteve sempre impregnada de uma ancestralidade e uma modernidade atemporais. Milton é aquela esquina onde se cruzaram os Beatles e a música sacra, San Vicente e o Beco do Mota, o jazz e o que se dançava nos bailes da vida. Ao cantar Três Pontas, cantou o mundo.


Diferentemente dos outros grandes da sua geração, não foi preso, não teve de se exilar. Sua prisão foi a censura; seu exílio, o das palavras. Do encontro com Clementina de Jesus, salvou-se um refrão; restou uma invocação do que seria um dueto com Dorival Caymmi. Nem por isso Milton deixou de fazer do “Milagre dos peixes” um dos seus discos mais eloquentes: a voz era um instrumento que não se podia censurar.


Milton sempre foi de falar pouco e, com sua música, dizer o indizível. Sem alarde, compôs uma poderosa trilha sonora para nossa época. Vestiu os versos viscerais de Ruy Guerra (Meus gritos, afro-latidos / Implodem, rasgam, esganam, E tudo aquilo de que fujo / Tirou prêmio, aval e posto) em “E daí?”. A utopia de “Primeiro de maio”, a metáfora do “Cio da terra”, parcerias com Chico Buarque. É seu, com Wagner Tiso, o hino das Diretas Já e da redemocratização (E há que se cuidar do broto / Pra que a vida nos dê flor / E fruto). Com Caetano Veloso, a celebração de que Qualquer maneira de amor vale a pena.


Sua militância, com Fernando Brant, foi a da amizade. É solidariedade a ideologia que perpassa a canção do sal, a missa dos quilombos, o afeto por uma gente que ri / quando deve chorar / e não vive / apenas aguenta.


Milton tornou mais belas as palavras de Carlos Drummond, Fernando Pessoa, Manuel Bandeira, Ferreira Gullar, desentranhando melodias tão inspiradas quanto os versos — sem jamais ofuscá-los. Soube ser reverente e à altura dos mestres que musicou.


Quando tenho saudades de mim — do menino, do moleque, do homem que eu era, de tudo que eu podia ser —, ouço Milton, e ele me reconcilia comigo. 


No Cine-Theatro Central de Juiz de Fora — onde se apresentou na noite de 29 de dezembro, com a Orquestra Ouro Preto —, cada cadeira vazia evocava um dos milhões que o guardam do lado esquerdo do peito, que fizeram ao som da sua voz a travessia das últimas cinco, seis décadas.


Em 2022, chegando aos 80 anos, Milton vai mais uma vez aonde o povo está, na turnê “A última sessão de música”. Uma série de encontros e despedidas, em que Bituca, velho maquinista com seu boné, de sorriso aberto e roupa nova, vem renovar a nossa fé.


AUTOR:  EDUARDO AFFONSO -  arquiteto, cronista, ligado na psicanálise, um mineiro vegetariano que só não é vegano porque não consegue largar o queijo.

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sábado, 20 de novembro de 2021

Cantos à consciência negra * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

CANTOS À CONSCIÊNCIA NEGRA
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
FRT
***

Assim escreveu pós inspiração


Eni Carajá Filho/MG


                                                                                                       Nhé Eky Iny povo nosso também aqui, na miséria ofertada no despotismo do tirano, onde a insensibilidade e a negação são seus principais pontos de um plano. Nós indígenas não daremos sossego, juntas e juntos a desmontar esse plano viu, resgatar a terra que vivemos, onde esse branco com as cores da bandeira segue a usurpar, mundo ocidental onde impera a desordem e o caos, mas em pó se implodirá e até mesmo na composição dessa fumaça que expulsa trem ruim. Vamos chamar o Grande Espírito,  Tupã junto aos demais Deuses referenciados e cultuados por indígenas se juntarão numa só força, verão tudo isso que vem ocorrendo nessa vida em que se valoriza mais o dinheiro e o comércio e deixa o ser humano para trás, mundo racializado, onde tudo precisa ser mudado e a nossa casa voltar, ainda percebendo a doença Coronavírus de muita letalidade e omissão dos registros de nossos parentes que se foram ao encantamento de luz, convoca os indígenas de real efetividade e originalidade a sentar nessa roda a beira de uma linda e representativa fogueira, evocaremos as perdas para o desmatamento que não acaba, e que permite levarem nossas matas como se fossem meras madeiras ou lenha  que caem dos galhos, mas com firmeza e muita ação de caboclo e dos protetores dessa florestas vamos mostrar que com a mãe Terra e a natureza não se brinca, seguiremos repasassando as forças espirituais e ancestrais aos Pajés, Xamãs, Rezadeiras, Benzedeiras, Erveiras, as Mulheres indígenas que também são contracoloniais, os plantadores  e artesãos a seguirem  na ação coletiva defendendo cada ser indígena frente aos desatinos verbais e reais que são desferidos para acobertar os madeireiros, garimpeiros, mineradores na essência do dono do capital que é o ser  neoliberal, reproduzidos nos mandantes genocidas, até que todos caiam um sobre o outro enterrando a maldade e propiciando assim novas florestas, reflorestamentos, esparramento de sementes, novas irmãs da Mãe terra, novas germinações dos que eles consideravam extintos. Somos raízes, somos troncos vindos de sementes que jamais deixarão de germinar, de provocarem a chegada das flores e de espalhar indígenas pelo mundo pois indígena é indígena onde ele estiver.

Desse jeito estaremos também lutando por aqueles que se encontram nas cidades.

ENI CARAJA/MG



Missa Afro em minha vida: testemunho pessoal de um padre negro (por que não a Lei 10639/03 na Igreja?)



Hoje, 20 de novembro de 2021, Dia da Consciência Negra, celebramos 40 anos da Missa dos Quilombos. Nossos passos vêm de longe... É, seguramente, um grande patrimônio na marcha do catolicismo no Brasil, ponto inicial para a Pastoral Afro Brasileira, que integra a CNBB, construir, na força do Espírito antirracista de Deus, a denominada "Missa Afro". 40 anos não são quarenta dias ou quarenta meses.  Aclamada, atacada, perseguida e desejada, as missas afro, de certo, constituem, de forma pública, um dos pouquíssimos momentos, no interior da Igreja Católica, marcadamente branca, de diálogo com as Áfricas e a história do negro no Brasil.

A propósito, da minha parte, considero que qualquer diocese do Brasil que tenha se beneficiado exaustivamente do sangue dos escravizados e não tenha abraçado, como ato de reparação e alinhamento com emancipação da população Negra, a Lei 10639/03, que faz obrigatório o Ensino da história da África e no Negro no Brasil, está, ipso facto, de algum modo, desautorizada a falar que é solidária à causa do Negro. Quantas dioceses no Brasil (seminários, institutos, escolas católicas e universidades) abraçaram a Lei 10639/03?

Como a Igreja pode amar aquilo que não quer conhecer?

A ignorância é combustível da Intolerância!

O Documento da V Conferência do Episcopado Latino Americano e Caribenho (Documento de Aparecida) reconhece o olhar de menosprezo que a sociedade tem para com a cultura e religiosidade do povo negro e fala da necessidade da "descolonização das mentes". Mas, como descolonizar sem investir no conhecimento?

Seguramente, a maior parte do olhar, da suspeita e dos  ataques (e silenciamentos também) que a Igreja produz com relação às produções culturais e religiosas da população negra, incluindo a Missa Afro", está marcada pela mentalidade colonizadora. 

Dizendo de outro modo, é impossível a Igreja ser aliada da afirmação e emancipação da população negra, como afirma o Documento de Aparecida, sem mudar a sua mentalidade COLONIALISTA; que, inclusive, se dá o absurdo direito de decretar o que é "Afro"e o que é "pseudo Afro".

O colonizador nunca (e nunca mesmo) vai abrir mão da pretensão de dizer com arrogância o que é  verdadeiro e o que é falso, o que é belo e o que feio, o que deve viver e o que deve morrer.

Em minha experiência pessoal, as Missas Afro foram decisivas em meu processo de construção da consciência negra e, consequente, enegrecimento. 

Praticar missa Afro, estudar e refletir com agentes de pastorais negros, certamente, forjou o homem que sou e fez com que despertasse em mim o desejo e a missão de dedicar parte significativa dos meus estudos acadêmicos, por exemplo, aos saberes africanos e diaspóricos: no doutorado em ciência da religião (PUC-SP) tratei sobre Abdias e Exu, no mestrado em Teologia (PUC-RJ) sobre candomblé e cristianismo, no TCC em psicologia.(PUC-RJ) sobre roda de samba e mandala, na pós em psicologia Junguiana (IBMR) sobre Exu e o inconsciente coletivo e na pós em História da África e do Negro no Brasil (Cândido Mendes) sofre oralidade. 

Entre outros campos de atuação, atuei na Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro (CCIR). Em 2010, pelo Centro de Articulação das Populações Marginalizadas (CEAP), ganhei o prêmio Camélia da Liberdade, na categoria de personalidade do ano, pela luta em defesa da população negra. 

Como a Missa Afro não  enegreceu o meu viver?

Confessadamente, a Missa Afro teve em minha vida um poder enegrecedor de real grandeza. Fez parte decisiva do meu enegrecimento. E quando falo "Afro" estou falando muito mais que uma localização geográfica; da mesma forma, quando falo "Negro" falo de algo muito além da cor da pele. As coisas não são tão simples assim... Tornar-se Negro é um processo, uma caminhada; é uma descoberta. E é isso que o catolicismo colonialista e ESCRAVOCRATA teme e tenta impedir; mas o Espírito Santo de  Deus é antirracista!

Há liturgias que levantam a nossa cabeça e nos ajudam a quebrar os grilhões da escravidão (que estão dentro e fora de nós). Essas liturgias eu não encontrei no Seminário! Lá nunca, mas nunca mesmo, ouvi sequer o nome de Zumbi dos Palmares.

Repito: a ignorância é combustível da intolerância!

Eu devo muito à Missa Afro; mas só missa não basta: por que não a Lei 10639/03 na Igreja?

É hora de "descolonizar as mentes" e os corpos... Escreve Franz Fanon em tom de prece: "Ô meu corpo, faça sempre de mim um homem que questiona!". Então, "A quem serve o silêncio dos tambores?". 

 Não estou discutindo ritos, teologias ou normas litúrgicas. Estou falando de minha vida... Ou isso não vale? 

Mas, o padre Jesuíta Luis Corrêa Lima, doutor em História e professor de Teologia da PUC-RJ, escreve num artigo que a Missa dos Quilombos (40 anos hoje!) "é pioneira nesta causa, unindo as vidas negras à memória sacramental da morte e ressurreição de Jesus".

E quarenta anos não são quarenta dias... Merece respeito!!!


"Querem acabar com o samba. Madame não gosta que ninguém sambe. Vive dizendo que samba é vexame. Pra que discutir com madame?". 

        

Valeu Zumbi... E viva Cristo Rei!

PADRE GEGÊ


20 DE NOVEMBRO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Ter no calendário uma data institucionalizada como a da consciência negra é para gerarmos reflexões sobre uma grande parcela da população brasileira, no caso 54,6%, que ainda sofrem com faltas: desigualdade, falta de oportunidades, acesso. É sobre enaltecer o que estão vivos, afinal no Brasil à cada 23 minutos um jovem negro é morto, mas também valorizar o que foi feito até aqui pelos nossos ancestrais a duras penas. Além disso, causar provocações para a população não negra, pois a batalha anti racista é importante e benefica para a sociedade como um todo. Todo mundo sofre com as mazelas do racismo, todo mundo sofre quando um país vive um abismo entre as oportunidades baseadas em uma régua de cor de pele, todo mundo sofre com um país que não é livre, onde todo mundo se aprisiona. Isso vira violência, vira dor, vira pobreza, isso vira tudo que a gente não quer em um país. Então, por isso a importância de termos no calendário o Dia Nacional da Consciência Negra é enaltecermos um protagonismo tão invisibilizado


Como dizem os Poetas;
"Ninguem nasce com racismo,
Isso é uma arte criada pelos adultos.

Consciência

A consciência não é um sentimento,
É uma escolha...
E esse garimpo, devemos estar explorando a cada segundo...
Ela está no oculto de cada pensamento..
Uns, cheio de espinhos,
Outros, transbordando odores..
Mas,
Nem tudo que é espinho, é letal,
E nem toda fragrância, vem das flores...
YVANA RANGEL / BA
*

Sou Negro

                   Genildo Mateus


Sou negro, não sou mercadoria

Sem cor me cativo, sem identidade,

Sou África sem dor

Reencarnação de uma luta

De um reinado em esplendor

Em uma nação, sem honra e conduta

Jorra o sangue enxerto fecundo

Pelas correntes em lacre

De um tronco raso e profundo


Sou negro, sem alma

Sou negro de cor,

Sou negro da África

Negro feito de dor


Sou negro, não sou mestiço

Com seu corpo feito escudo,

O chicote grita em açoite

Numa cor emergente

Entre o dia e a noite

Corta a carne de um valente

No silêncio em crendice

Dos espíritos que invoca

Num rito de curandice…



Continuo Andando

(Poesia dedicada à mulher que me apresentou à Maya Engelou,
escritora Norte-americana que lutou pelos Direitos Civis e
pela igualdade depois de superar um trauma de infância. Ami-
ga de Martin Luther King e Malcolm X escreveu o famoso poema
“Ainda assim eu me levanto”)

Tentou apagar minha trajetória
Calúnias, difamação
Atacou minha moral, minha honra.
Mas, eu continuo andando, vou seguindo em frente
Quando tentei participar
Boicotou-me?
Justificava que era pelo bem
E me pergunto, de quem?
Excluída e deprimida continuei andando
Vou seguindo
Recebo luz e vou iluminando por onde passo
Minha luz é igual ao sorriso da Oxum
Que lembra e representa força
Toda esperança necessária
Continuo andando
Queria me destruir?
Humilhar e me deixar na pior?
Fragilizada e lágrimas pelo chão,
Tolhida, reprimida e sem amigos?
Minha confiança incomodava?
Óbvio que sim!
Porque mesmo entre os destroços
Que você me colocou
Eu continuo andando e
Transformando o mundo enlamaçado
Que você me jogou
Continuo andando!
Eu continuo!
Ressurgindo!

Rosângela Nascimento/RN
PEDRO CESAR BATISTA/DF
HUMBERTO BALTAR / RJ
&
BERTOLT BRECHT
JBMN/RS
MUFETE / EMICIDA

AFRICANIDADE
CORDEL
Eu tenho sim preconceito
Quem não sabe respeitar
Para o que não sabe amar 
Este sim eu não respeito
Nesta data eu aproveito
Pra quem consciência tem
Amem todos faça o bem
Seja ele de qualquer cor
Trate todos com amor
Deus lhe amará também.

José Vieira 
20 de novembro 2021
Dia da consciência humana


Hoje é o Dia da Consciência Negra.

EXAME DE CONSCIÊNCIA


Você, que detesta pretos

Será que tem coração?

Perdido em um coreto

Gritando: “Separação”!

Você e eu, todos nós

Repletos de preconceito

Erguendo a nossa voz

Falando assim desse jeito 

Como se eles fossem lodo

Somente por sua cor

Com  petulância e arrogância

Desdenhamos seu valor.


Seguindo assim pelo mundo

Com essa soberba vã

Taxamos negro de imundo

afastando a pele irmã.

Mas fico pensando agora

e quando chegar minha hora?

Ah, meu Deus! E se eu morrer 

Hoje, agora, amanhã?


Num'a viagem esquisita

 Com gente feia e bonita

Lá eu fosse recebida

Sem ser amada ou querida

Por um porteiro aleijado

como aqueles que eu gozei? 

Viesse abrir a porta

Olhando minha  vista torta 

Igual a que eu critiquei?

Se a sua mão calejada  

Tateasse pela entrada

Como as mãos de muitos cegos

Que eu nunca ajudei!


 Se os choros que provoquei

Ecoassem em meu ouvido

Mostrando o quão iludido

Eu fui pela vida afora

Se uma criança agora

 Me  tomasse pela mão,

Entoando uma canção

Daquelas que eu não cantei

E sorrindo me levasse

Por um corredor florido

Perfumado colorido

Com flores que eu não plantei?


Se eu sentisse o chão frio

Me provocando arrepios

Como aqueles dos presídios

Que eu jamais visitei?

Se eu visse  cair as paredes 

De orfanatos e creches

Que eu nunca ajudei?


E se a criança tirasse

Os  corpos pelo  caminho

Que eu, ser muito mesquinho

Corpos que eu não levantei

Dizendo que eles eram

Epiléticos, embriagados

E os deixava jogados

Largados pelo caminho

Que ser humano mesquinho

Atende pelo meu nome

Julguei fossem vagabundos

Mas era somente fome!


Meu Deus!

Que fiz eu?

Agora me envergonho

Em  pronunciar seu Nome.


E se mais  um pouco adiante

A criança num rompante

Cobrisse o corpo nu

Da prostituta que eu usei

Do pobre  que eu não olhei,

Da idosa  que ignorei

Da mulher que eu desrespeitei

Ou  da mãe que nunca amei?


 O corpo de alguém exposto

Largado ali na calçada

Jogado por minha causa

Pois  não estendi a mão 

 Magoei-lhe o coração

Sei lá, eu só dei desgosto?

E no fim do corredor

Vejo meu livro exposto

 Inicia  a decepção.


Que raiva, que desespero,

Se eu visse o mecânico

O operário, o vizinho

O maldito funcionário

E até mesmo o padeiro

Sorrindo todo faceiro

Todos riem, não sei de quê

Ah! Sei sim

É  da minha decepção.

Deus não está vestido de ouro. Mas como?

Trajes de couro?!

Tão simples  como eu não fui

Humilde como eu não sou

Debochei até do amor

Deus na cor que eu não queria,

Deus nas faces que eu não via

E sem a classe imponente

Deus simples! Deus negro!

Deus negro?

E Eu…?

E agora eu descubro

Que sou um trapo de gente


Fui racista e egoísta

E só soube perseguir

Naquela pessoa preta

Tinha prazer de cuspir

Nunca lhe dei um sorriso

Nunca lhe apertei a mao

Mas meu Deus, você é negro!

Tremenda decepção!


Eu aqui vou ter morada

Ou vou dormir na escada?

Que nada!

Ele vai me dar apenas

Aquilo que eu plantei

Ao preto não empreguei

Somente o rosto virei

Será que me dá um canto?

Ou me cobre com seu manto?

Acho que vai me lembrar

Da bofetada que eu dei.

Eu não podia adivinhar

Que eu ia te encontrar

Naquele preto engraxate

Que da minha porta expulsei.


Pregaram você na cruz

E você me prega uma peça

Eu me esforcei a  bessa

Mas não acertei em nada

Apenas dei gargalhada

Se me falavam de amor.

Hoje sei que não sou nada

Pois via somente a cor .


         Autoria da professora Alba, poetisa do entorno/ GO

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PROFESSORA ANA
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