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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

É URGENTE REVERTER AS PRIVATIZAÇÕES * Organização Comunista Arma da Crítica/OCAC

É URGENTE REVERTER AS PRIVATIZAÇÕES

Os preços de três grupos de produtos têm sido um verdadeiro tormento na vida das famílias trabalhadoras: alimentos, combustíveis e energia elétrica.

Nenhum desses gêneros deveria ser tão caro. O Brasil bate recorde atrás de recorde de safra de grãos. É autossuficiente em petróleo. E produz energia limpa, com o maior potencial hidroelétrico do mundo.

No que tange aos alimentos, a questão é que os produtos produzidos são, em sua maior parte, para a exportação, como é o caso do milho e da soja. Arroz e feijão perdem área plantada para o milho e a soja, bem mais rentáveis. A carne, o café, a agora até os ovos, encontram colocação no mercado externo.

As culturas de exportação recebem crédito barato no Plano Safra. E o governo não possui mais estoques reguladores, pois a Conab, estatal encarregada de gerir os estoques de alimentos, foi desmontada. Com isso, as empresas que controlam a safra, no caso da soja são 6 multinacionais e nas carnes 2 frigoríficos impõem o preço de exportação para os consumidores brasileiros. Isso não tem nada a ver com livre mercado, como querem dizer os comentadores do financismo.

O caso dos combustíveis é parecido. As reservas de petróleo foram leiloadas para multinacionais do petróleo, que exportam o petróleo cru. O país não tem parque de refino capaz de processar todo o petróleo produzido. Desde a Lava-jato, os investimentos nas refinarias foram paralisado. Ao contrário, refinarias foram privatizadas e os novos donos reduziram a produção de gasolina, diesel, gás de cozinha e óleo combustível.

O ministro Paulo Guedes vendeu a BR Distribuidora na bacia das almas, retirando a Petrobras da distribuição. Entre a refinaria ao posto, a BR distribuidora, controlada por fundos financeiros, faz o que quer.

E por fim, a Petrobras não parou de todo com o Preço de Paridade Internacional, impondo aos brasileiros, os preços do mercado internacional de petróleo à vista para pagar juros e dividendos aos fundos financeiros que detém ações da Petrobras.

E o caso da energia elétrica. A Eletrobrás foi privatizada, com o governo perdendo o controle da matriz hidroelétrica de produção de energia. A transmissão de energia foi retalhada em empresas privatizadas. A distribuição foi toda privatizada, com serviço caro e precário, vide o exemplo da Enel em São Paulo.

Além de tudo, a expansão da matriz eólica e solar é cara, com tecnologia toda importada e controlada por fundos financeiros, em que se destaca o grupo Lehman, que levou a Eletrobrás a preço de ocasião.

A Aneel, a agência que regula o setor elétrico, não tem um mísero diretor nomeado pelo atual governo. Um deles, nomeado por Bolsonaro, fica até 2027. A diretoria tem mandato e é dificílimo remover um diretor. Essa diretoria atende os interesses do setor, pois seus dirigentes trabalharam nas empresas elétricas e para lá voltarão findos os seus mandatos.

Para resolver os problemas de abastecimento e preços de alimentos, combustíveis e eletricidade, são necessárias mudanças estruturais. Reverter privatizações, remontar a capacidade de intervenção do Estado e mudar a regulação e a governança. Eis o que é necessário.

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quinta-feira, 15 de agosto de 2024

PROJETO MILITAR-FASCISTA DE CONQUISTA DO PODER NO BRASIL * CEP MAGALHÃES-SP

PROJETO MILITAR-FASCISTA DE CONQUISTA DO PODER NO BRASIL

O projeto de conquista do estado brasileiro pela direita fascista, segue historicamente uma lógica e protocolos estritamente militares. Sempre foi assim e continua sendo apesar das aparências pretensamente republicanas que o Brasil apresenta. As forças armadas, especialmente o exército, desde a sua criação, a partir da tarefa de capitães do mato/jagunços a serviço da casa grande, latifundiários, oligarquias etc., hoje representados pelo OGROnegócio, na perseguição, na prisão, nas torturas e assassinatos dos escravos que fugiam, passaram a ser o principal vetor na repressão, no controle social e no apoio militar, político e logístico dos governos, desde o império até as três repúblicas que o Brasil teve (primeira de 15 de novembro de 1889, data do primeiro golpe militar no país, até a ditadura de Vargas; do final da segunda guerra, fim do Estado Novo - 1945 - até o golpe civil militar de 1964; e de 1985, final formal da ditadura, até os dias de hoje).

Claro que os militares que sempre desejaram ser poder, estar no governo, influenciar e mandar no país sob a justificativa de atuarem como um poder moderador, algo inexistente em qualquer República, jamais deixaram de lado essa proposta, esse projeto secular. Querem porque querem mandar e terem todos e mais alguns privilégios do mando, por serem governo. Usam e abusam das desculpas esfarrapadas de defenderem o país, a sua gente, a soberania, as fronteiras, de morrerem pela Pátria, pela bandeira e pela Constituição. Pura fanfarronice, encenação de algo que nunca fizeram e que nunca farão. Os brinquedinhos de guerra que possuem, armamentos e equipamentos, de maneira geral importados e de segunda mão, são insuficientes para enfrentar qualquer força armada minimamente equipada.

Só como comparação, a batalha de Stalingrado (1942/1943, durante a segunda guerra mundial), onde milhões de soldados alemães e soviéticos morreram em pouco mais de um ano de conflito, concentrou recursos materiais e humanos que jamais as forças armadas brasileiras conseguiriam ter. A quantidade de gente, equipamentos, armamentos, munição etc. envolvidos e utilizados nesse conflito, que resultou na primeira vitória aliada contra as, até então consideradas invencíveis, forças armadas alemãs, representa uma escala absurda de tudo que se possa imaginar, algo inimaginável para as forças armadas do Brasil.

Isso significa que todo poderio bélico (equipamentos e soldados/oficiais) tem apenas um objetivo: ocupação e controle político militar do Brasil. O País sempre foi uma região invadida, ocupada, controlada e manietada pelas suas próprias forças armadas, como se os milicos fossem uma força militar internacional com o propósito de controlar o país. Essa força militar, armada e equipada para essa função, defende interesses contrários aos da população. É uma força policial que faz qualquer coisa para manter cativos e obedientes a maior parte do povo, especialmente os escravos modernos de todas as cores (pretos, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, gente pobre etc.), grande parte presos nas modernas senzalas, as favelas e periferias.

Modernamente, os milicos não mais se apresentam publicamente como os mandantes ou como faziam antes, como os que prendiam, torturavam, matavam e desapareciam com os corpos dos opositores. Não precisam mais executar essas desagradáveis tarefas que tanto prejuízo trouxe à imagem dos militares, que sempre preservaram uma aparência de serem éticos, responsáveis, honestos, cumpridores das leis, anticorrupção e defensores intransigentes da pátria. O processo de militarização da segurança pública, iniciada em 1967-1968 durante a ditadura de 64, com a criação das PM como braço armado do exército atuando na sociedade, na repressão pretensamente policial, mas totalmente militar, foi se aperfeiçoando ao longo das décadas. Hoje, não só existem as PM, mas também tem a Polícia Civil, cada vez mais militar; a Força Nacional; as GCM militarizadas nos municípios; e agora a Polícia Penal, criação paulista do governador miliciano militar.

O cenário atual é fundamentalmente militar no controle da sociedade. Mesmo os governos ditos progressistas batem na mesma tecla de que a única forma de aumentar a eficiência da segurança pública (sic) é aumentar efetivos, mais equipamentos, mais treinamento/adestramentos dos soldados travestidos de policiais (ver o programa de governo do candidato Boulos a prefeitura de São Paulo, no quesito segurança pública) etc. De concreto, o país vai paulatinamente se transformando numa sociedade militarizada, onde quase tudo tem a ver com militares. Não só na educação pública (projeto de escolas cívico militares é peça fundamental do projeto fascista militar de conquistar corações mentes das pessoas), mas também na forma como os milicos se apresentam às pessoas. Não mais aparecem como os donos do poder, mas ficam na surdina, como eminências pardas, controlando e apontando o que e como fazer. A aparência é de respeito à democracia, se curvam ao poder civil, tecem loas ao judiciário, mas na prática mantém as rédeas do governo em suas mãos.

O destino manifesto dos militares, em especial o exército, sempre foi e continua sendo, serem poder. Um poder moderador que controla e influencia tudo que os governos, principalmente os mais progressistas ou aqueles considerados comunistas (a lógica da guerra fria jamais saiu das mentes distorcidas dos milicos brasileiros), tem que fazer. Defender o Capital, os bancos/sistema financeiro nacional e internacional, os interesses multinacionais, o departamento de estado americano, o OGROnegócio e fundamentalmente a corporação militar para que possam usufruir de ganhos financeiros (altos salários, privilégios de todos os tipos, aposentadorias especiais e integrais, sistema de saúde próprio etc.) tornam de fato os militares brasileiros mercenários por excelência. A diferença é que ganham muito dinheiro para destruir e controlar o próprio país e sua gente.

 Qualquer outra coisa é conversa para boi dormir...

quinta-feira, 11 de julho de 2024

É PRECISO QUE A CRÍTICA GERE EFEITO PRÁTICO * Organização Comunista Arma da Crítica/OCAC

É PRECISO QUE A CRÍTICA GERE EFEITO PRÁTICO


O avanço da extrema-direita se apoia na destruição do tecido social. As políticas de ajuste ultraliberal geram, além de desemprego, precariedade e perda de direitos, grande ressentimento social. É desse ressentimento que a extrema-direita se nutre para propagar sua demagogia de aparência antissistêmica. Mas, no fundo, ela se mostra hábil em manipular essa decepção generalizada com o reformismo sem reformas, para aprofundar a política de ajuste ultraliberal.

No momento em que muitos se perguntam como se faz um eficaz combate a extrema-direita, respondemos que a única alternativa possível é a de enfrentar as políticas de ajuste ultraliberal, sempre apoiado na mobilização popular. Só por esse meio se derrotará o campo liberal-fascista em nosso país. E na conjuntura atual, o elo mais débil desse domínio é o controle que os parasitas do sistema financeiro têm sobre ramos fundamentais do aparelho de Estado. Especialmente do Banco Central, cuja política é o de privilegiar exclusivamente os interesses da especulação financeira.

Ainda em junho o presidente do Banco Central “autônomo”, Roberto Campos Neto, um pau mandado dos banqueiros indicado para a presidência do BC por Bolsonaro, provocou um ataque especulativo contra a moeda brasileira. Como a estrutura produtiva do Brasil tem sido desmontada, aumentou-se a dependência do país de importações. Com um aumento do dólar os custos de produção provocariam elevação de preços e, consequentemente, da inflação.

Pelas regras da política econômica em curso, o único remédio para conter a inflação é o Banco Central elevar a taxa básica de juros, a Selic. Mas se essa medida faz a alegria de grandes setores burgueses cujos lucros dependem do controle da dívida pública, por outro encarece o custo dos empréstimos e desestimula a atividade econômica. Em suma, para que grandes setores burgueses, principalmente bancos, continuem a ter lucros fabulosos, é preciso proibir qualquer tipo de desenvolvimento no Brasil do capital funcionante, que nos termos propostos por Marx seria o capital produtivo (comércio e indústria).

Lula, ao perceber o movimento de Campos Neto, fez uma crítica correta ao presidente do BC. Acusou-o de agir contra os interesses do povo e em favor dos banqueiros. E sua descarada aproximação com Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, deixa explícita sua intenção de conduzir o país a recessão como forma de reduzir a já estreita margem de aprovação do governo em relação ao regular e ruim. Com isso, Campos Neto age para pavimentar o retorno à presidência de uma candidatura do campo liberal-fascista, como Tarcísio. E ainda ganharia como prêmio pelos serviços prestados o cargo de ministro da Fazenda.

Porém, as críticas de Lula não avançaram para além de uma troca de farpas. Na semana passada, num claro sinal de recuo, o governo anunciou corte de R$ 25,9 bilhões de despesas obrigatórias para o projeto de Orçamento de 2025. O peso maior cairá, como é de praxe, nos benefícios sociais. Tudo para alcançar a prometida política de déficit zero do ministro Haddad e manter intocados os interesses da alta burguesia, cujos grandes lucros dependem da especulação financeira.

Essa tática do morde-assopra, feita costumeiramente pelo governo, provoca muita gritaria sem qualquer consequência prática. Se o governo quiser realmente barrar a ameaça de retorno da extrema-direita em 2026 é preciso desmontar a política de ajuste ultraliberal. Para tanto ele precisa produzir efeito pertinente ao discurso, enfrentar o campo liberal-fascista e convocar o povo à luta. Só assim se derrotará a extrema-direita nas urnas e, principalmente, na consciência popular.

sábado, 2 de março de 2024

IGREJA DE POLÍTICO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

IGREJA DE POLÍTICO
"OS BOLSONARISTAS NA PAULISTA E O POVO BRASILEIRO"
PLR AMÉRICA LATINA

No domingo 25 de fevereiro de 2024, um grande número de bolsonaristas foram à Avenida Paulista a manifestar-se em apoio às lideranças bolsonaristas, contra os ataques promovidos pelo STF [Supremo Tribunal Federal e a imprensa golpista.

Imediatamente algumas questões chamam a atenção:

1. Qual é o impacto da demonstração de força dos bolsonaristas?

2. Como chegamos a esse ponto?

3. Qual é o papel das organizações dos trabalhadores e das massas?

Vamos responder a cada uma dessas questões:
Qual é o impacto da demonstração de força dos bolsonaristas?

O impacto sobre a sociedade é grande porque mostra que o fascismo nas ruas continua ativo e com capacidade de mobilização.

O bolsonarismo tem sido atacado a partir das instituições do estado com o objetivo de manter a governabilidade da “frente ampla” de Lula-Alckmin, mas isso não implica que tenha desaparecido.

Na frente ampla estão todos os inimigos dos trabalhadores e do povo brasileiro, menos aqueles políticos mais identificados com o bolsonarismo.

Essa manifestação nos lembra que o bolsonarismo continua latente e que poderá voltar à ação contra o movimento de massas assim que for acionado novamente, o que provavelmente acontecerá assim que o governo Lula-Alckmin perder o controle social.

Como chegamos a esse ponto?

O fascismo nas ruas só cresce quando as classes dominantes enxergam a necessidade de enfrentar os trabalhadores e o povo mobilizados, mas não confiam nas forças repressivas.

O fascismo nas ruas foi colocado em ação em 21 de julho de 2013 para enfrentar o movimento estudantil nas ruas, que já estava estendendo-se ao movimento popular e que não conseguia ser controlado por meio da repressão brutal.

As organizações do movimento de trabalhadores e do movimento de massas foram apodrecidas principalmente nos governos do PT, por meio de vários mecanismos de corrupção das lideranças, num processo que já tinha sido muito acelerado nos governos de FHC.

As centrais sindicais, os sindicatos e os movimentos sociais foram tão corrompidos que quase não enfrentaram o fascismo nas ruas até 2016, e capitularam miseravelmente com Temer, quando não enfrentaram em qualquer medida as “reformas“ trabalhista e da Previdência.

A vitória do bolsonarismo em 2018 foi a maior fraude eleitoral em 100 anos da qual participaram as direções corrompidas do movimento de massas.
Qual é o papel das organizações dos trabalhadores e das massas?

A única força social capaz de enfrentar o fascismo nas ruas são os trabalhadores e os setores oprimidos da população organizados, nas ruas e em luta.

Como as organizações formada ao calor da luta em contra da Ditadura foram cooptadas pela pequeno-burguesia arrivista e corrupta, a saída para a grave situação só pode ser a mesma que foi na luta contra a Ditadura: o surgimento de organizações classista, de luta e revolucionárias.

Por exemplo, a CUT, a Central Única dos Trabalhadores, foi fundada em 1983 a partir da retomada de mais de 1500 sindicatos pelegos vinculados à Ditadura, por oposições classistas e revolucionárias.

A fundação do MST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, foi fundado a partir do ascenso das lutas no campo.

O movimento estudantil foi refundado a partir do ascenso que se abriu em 1977.

Somente com novas organizações que sirvam como instrumento de luta e não da corrupção de um punhado de pequeno-burgueses corruptos é que o fascismo poderá ser enfrentado e derrotado nas ruas.
Como organizar os trabalhadores e o povo se estão paralisados?

Para analisar o desenvolvimento da luta de classes é preciso analisar a situação política atual em perspectivas, desde de onde vem na direção futura.

O aperto dos Estados Unidos sobre a América Latina é brutal e crescente, o que é imposto por sua maior crise histórica.

É esse aperto o que está fazendo implodir a Argentina e que marca o rumo à implosão de toda a região e até do mundo capitalista.

A política do imperialismo norte-americano é nos levar a uma guerra mundial, que só pode ser nuclear, para manter a economia funcionando a partir do complexo militar industrial, e para evitar a explosão da especulação financeira, da qual dependem os lucros de todas as grandes empresas. O papel que atribuiu à América Latina é mantê-la muito apertada como o seu quintal traseiro.

Uma nova explosão capitalista só pode ser muito pior do que foi a crise de 2008, com consequências sociais e políticas que podem levar a uma situação revolucionária.

A tarefa mais importante dos trabalhadores de luta e dos revolucionários hoje deve estar focada em organizar a luta dos trabalhadores e das massas que tende a tornar-se cada vez mais explosiva, conforme as condições de vida vão se tornando insuportáveis."

BOZOTERRORISMO
MORO E CIA
BOZOTERRORISTAS NA CADEIA
IGREJA DE POLÍTICO
IGREJA DE POLÍTICO
IGREJA DE POLÍTICO
TERRORISTAS REUNIDOS
PARTIDO DE TERRORISTAS
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quinta-feira, 22 de junho de 2023

O EXÉRCITO E O GOLPISMO * E. Precílio Cavalcante - RJ

O EXÉRCITO E O GOLPISMO 
(Posto isso, passou da hora de proibir, por lei, que militares da ativa participem de partidos políticos, de se candidatarem ao executivo e Legislativo e de assumirem qualquer escalão da administração pública não militar.)
*

 O Exército brasileiro não pode e não deve ser responsabilizado pelos golpes e badernas provocados por uma minoria de generais e coronéis indisciplinados.

Falo como militar que conhece muito bem o quartel, a caserna.   

 Uma facção de desordeiros fardados que age e atua como um “partido fardado”.  

Esta facção do Exército, este “partido fardado”, envenena todo o resto da tropa. 

Não obedecem à disciplina militar nem à hierarquia, princípios sagrados a qualquer corporação armada!

 Desobedecem à Constituição e ao Estatuto dos Militares. Esquecem até o juramento à bandeira a que todos os militares brasileiros são obrigados. 

Não se comportam como um partido qualquer, mas como um superpoderoso partido que, de armas em punho e dedo no gatilho, exige obediência dos poderes Legislativo e Judiciário. 

Tentam transformar o país em um grande quartel. 

 Julgam-se intocáveis, seres superiores, acima do bem e do mal, imunes a quaisquer reparos ou críticas. Quase semideuses! 

Como se tocados pela sabedoria de Minerva julgam as suas escolhas e concepções  políticas  e sociais como sendo as únicas certas e verdadeiras.

 E que devem ser aceitas pelo povo. Ou pelos eleitores, no caso da política partidária. 

Nunca se conformaram nem se conformam com a vitória de uma oposição democrática e popular que atenda aos anseios do povo. Conspiram contra a liberdade, a ordem e a democracia.

 "Pelo amor de Deus, Cidão. Pelo amor de Deus, faz alguma coisa, cara. Convence ele a fazer. Ele não pode recuar agora. Ele não tem nada a perder. Ele vai ser preso. O presidente vai ser preso. E, pior, na Papuda, cara", afirmou Lawand Junior em um áudio a Cid, em 1º de dezembro de 2022.

Os conspiradores devem ser presos e julgados.

 E com toda certeza não serão torturados! 

A tortura que o chefão sempre defendeu! 

 No Exército há centenas de oficiais jovens: capitães, majores e coronéis precisando ser promovidos e alcançarem o generalato.

 Assim o Brasil terá um Exército de oficiais jovens.

 E mandar para a compulsória ou expulsar os golpistas e implantar a ordem nos quartéis. 

Este “partido fardado” é um câncer que deve ser extirpado, com urgência, para evitar o colapso do Exército e a sua substituição por milícias, ao gosto do chefe nacional. 

O “Deus, pátria e família”, da AIB, Ação Integralista Brasileira, de Plínio Salgado, o fascismo brasileiro, não vencerá. 

O Exército brasileiro não é constituído por fascistas. Não e não! 

Estou falando como militar que sabe o que está dizendo, quero repetir!

 O que o atual ministro da defesa está propondo é um Exército de intendentes ricos e orçamento manipulado para beneficiar os fornecedores e resolver a crise atual.

 Isto não resolve e não convém, em absoluto! 

Esta é a solução proposta pelo atual ministro da defesa, que entende tanto de forças armadas quanto o general Pazuello entende de medicina, nada!

 O Presidente Lula precisa de uma assessoria para questões militares séria, competente e confiável. 

E não há ninguém melhor do que o atual comandante do Exército, general Miguel Ribeiro Paiva.


Abaixo o nazifascismo e viva a liberdade!


E. Precílio Cavalcante, capitão de mar e guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais.

E pesquisador da História militar. Rio de Janeiro, 18 de junho de 2023.


quinta-feira, 25 de maio de 2023

LULA TREME, A DIREITA CERCA * César Fonseca/Pátria Latina

LULA TREME, A DIREITA CERCA


César Fonseca/Pátria Latina

A direita amplamente majoritária no Congresso, que perdeu a vergonha de se proclamar conservadora, antinacionalista etc., sob liderança do neoliberal deputado Arthur Lira (PP-AL), será ou não responsável por aprovar ajuste fiscal que impeça retomada de crescimento sustentável sob comando de Lula, ou busca desmoralizar a esquerda, levando-a à conciliação, cujas consequências seria redução ainda maior da sua representatividade parlamentar, fragilizando-a para a sucessão de 2026?

O histórico da esquerda mundial, a partir da vitória do neoliberalismo, com a queda da União Soviética e consequente derrubada do Muro de Berlim, mostra que a tendência da esquerda social democrática, ao alinhar-se às teses neoliberais, abandonado o nacionalismo e enterrando o socialismo, foi perder importância, favorecendo, na sequência, a direita e o neofascismo.

Os fascistas, favorecidos pelo colapso eleitoral da falsa social-democracia tucana brasileira, que a eles se uniu, para derrubar Dilma e promover ascensão de Bolsonaro (2018-2022), vitorioso sobre Haddad, enquanto Lula estava preso pela Operação Lava jato, só voltariam ao governo, então, se conseguissem cooptar parte da esquerda para as teses neoliberais.

SOCIAL-DEMOCRACIA PETISTA DERROTADA

Esse projeto só seria factível se a direita, embora perdesse a eleição presidencial, em 2022, para Lula, conseguisse triunfar, no parlamento, fazendo ampla maioria capaz de evitar a volta da verdadeira social-democracia, com o PT e aliados, liderados pelo lulismo.

Foi, exatamente, o que aconteceu: Lula, liberado pelo poder judiciário, para disputar, venceu a eleição, mas não conseguiu fazer maioria parlamentar, sendo obrigado, agora, a sujeitar-se ao neoliberal fascismo majoritário.

A aprovação do regime de urgência para tramitação do ajuste fiscal conservador liberal, talhado sob pressão de Arthur Lira, nessa semana, deixou claro o tamanho da base petista = 102 votos, enquanto a oposição faturou 367.

Comprovou-se, de forma inquestionável, a força conservadora que impõe sua vontade ao governo Lula, pretensamente, progressista.

A urgência aprovada veio acompanhada da ordem palaciana para sua exígua e frágil força parlamentar ficar calada e não questionar o ajuste que os conservadores aceitarem negociar, apertando as tarraxas da proposta lulista, formulada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

LULISMO CONCILIADOR ABALADO

Evidenciou o óbvio: a força relativa de Lula impõe a sua base um perfil conciliador obrigatório, sujeito a chuvas e trovoadas.

Ficam barradas as pretensões sociais-democratas lulistas de promover desenvolvimento com justa distribuição de renda, diante da exigência da direita, concentradora de riqueza, lastreada pelos fascistas, propensos ao alerta capaz de impedir qualquer grau de liberdade política para fortalecer esquerda.

A palavra de ordem direitista é inviabilizar a competitividade eleitoral lulista, em 2026, impedindo o deslanchar exuberante dela, conforme as promessas eleitorais do presidente na campanha eleitoral.

O jogo duro do mercado financeiro, essencialmente, fascista, de sustentar Banco Central Independente (BCI), ancorado por maioria parlamentar sob o comando do neoliberal Arthur Lira, objetiva manter a conciliação conservadora petista, no compasso de crescimento econômico insustentável, incapaz de alavancar emprego e renda na escala necessária para garantir à esquerda o sonho de vitória eleitoral em 2026.

O teste eleitoral da direita, frente ao PT conciliador, que o desgasta diante de suas próprias bases, ocorrerá, já, nas eleições municipais de 2024, quando Lira redobrará, diante das suas bases, exigência do jogo de emendas parlamentares aos deputados para ganhar apoio amplo dos prefeitos.

PARLAMENTARISMO X PRESIDENCIALISMO

Com o ajuste fiscal monitorado pelos neoliberais, para que continue a política paroquial, Lira terá a força de sustentação do modelo político colonial que persiste no país, desde o seu descobrimento pelo colonialismo português, no qual a essência é a conciliação das elites.

A esquerda social-democrata petista, crítica dessa conciliação, historicamente, persistente, está diante da realpolitik concilidadora/conservadora/pró-fascista de viés parlamentarista.

A direita, dominante no legislativo, essencialmente, pró-parlamentarismo, enterrou o presidencialismo, deixando-o sem oxigênio e respiradouro.

Quais as consequências para a esquerda conciliadora senão aprofundamento lógico de sua própria divisão em busca de sobrevivência no cenário democrático parlamentar no qual é minoritária em grau elevado?

Restará, sem dúvida, à esquerda se reorganizar, politicamente, nas ruas e instituições dos trabalhadores, a partir das próprias contradições decorrentes do arcabouço fiscal que a condena ao desaparecimento, diante do presidencialismo prisioneiro dos que a querem pelas costas.

A direita, certamente, esfrega as mãos de contentamento ao conseguir seu objetivo: expor uma esquerda conciliadora passível de desmoralização para tentar voltar ao poder em 2026.

quarta-feira, 24 de maio de 2023

NÓS AMAMOS VINI JR * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

NÓS AMAMOS VINI JR
Futebol e Política - Xadrez Político
*
O preconceito contra Vini JR. Notícias políticas em destaque - com Jair Galvão & Ivan Martins.

&
Poema para meu irmão branco

Meu irmão branco...


Quando eu nasci, eu era negro

Quando eu cresci, eu era negro

Quando eu vou ao sol, eu sou negro

Quando eu estou com frio, eu sou negro

Quando eu estou com medo, eu sou negro

Quando eu estou doente, eu sou negro

Quando eu morrer, eu serei negro.


E Você Homem Branco...

Quando você nasceu, era rosa

Quando você cresceu, era branco.

Quando você vai ao sol, fica vermelho.

Quando você fica com frio, fica roxo.

Quando você está com medo, fica branco.

Quando você fica doente, fica verde.

Quando você morrer, ficará cinza.


Depois de tudo isso Homem Branco,

você ainda tem o topete

de me chamar de homem de cor?


Léopold Sédar Senghor - Senegal
EDUARDO GALEANO

quinta-feira, 27 de abril de 2023

CARTA AO COMPANHEIRO RICARDINHO * Setorial de Turismo do PT.RJ

 CARTA AO COMPANHEIRO RICARDINHO

Aproveito o ensejo para publicar o que escrevi no Diretório Estadual para o novo prócer do Turismo, @⁨RicardinhoVicePTRJ⁩. Companheiro Ricardinho,

Até a sua resposta eivada de empáfia, aqui no grupo do Diretório, nós, do Setorial de Turismo do PT-RJ ainda não tínhamos tecido qualquer observação quanto ao cargo que você usurpa, mas já que você fez questão de mencionar a sua “função” ou “trabalho” na EMBRATUR, me vejo na obrigação de não deixar qualquer dúvida quanto ao absurdo que ela representa, pelo menos para os PROFISSIONAIS DO TURISMO. Até agora só reclamávamos por não termos sido chamados para ajudar a mudar a cara da EMBRATUR. Você não é um profissional ou acadêmico do turismo, você só foi nomeado Gerente de Articulações Regionais da EMBRATUR por ser dirigente do PT. Uma nomeação que não leva em conta a sua total falta de capacidade técnica para o cargo, por isso ela é motivo de vergonha para o PT e para o Governo Lula! Tal aberração revoltou a todos os membros do Trade Turístico que dela souberam.

O Setorial de Turismo do PT-RJ é Estadual sim! Somos o primeiro do Brasil, mas não tente diminuir a nossa importância e representatividade por isso, muito pelo contrário. Representamos um terço dos quase trinta mil Guias de Turismo do país, somos turismólogos, aeroviários, hoteleiros, agentes de viagens e somos do Estado mais representativo da imagem do Brasil no exterior. São as Agências de Viagens do Rio de Janeiro que vendem o Brasil lá fora. Eram profissionais como eu e o Arnaldo Bichucher que guiavam as “Caravanas da EMBRATUR” para os outros Estados do País, era um esforço para promover o país junto a agentes de viagens e jornalistas de todo o planeta, tudo isso devido à enorme expertise que temos. O Setorial de Turismo do PT-RJ deveria ser tratado com carinho para servir de exemplo para que outros Profissionais do Turismo de outros estados se sintam encorajados a fundar outros Setoriais Estaduais de Turismo, até termos Setoriais Estaduais suficientes para que o Setorial Nacional de Turismo, do qual somos o embrião, possa ser criado. Infelizmente e paradoxalmente, o partido, ou pelo menos um dos seus dirigentes, prefere que o Setorial de Turismo não exista, só pra que você, Ricardinho, possa ocupar o seu carguinho em paz, sem ser incomodado. Só a título de curiosidade, qual seria o seu cargo em qualquer área do Turismo, se você não fosse dirigente do PT???

Voltando à sua resposta, quando você diz: “Vamos atender à Liguia no dia 10 de Maio...” isso não é atender à LIGUIA, isso é o Presidente da EMBRATUR atendendo, protocolarmente, ao convite para abrir o IV Seminário Estadual de Guias de Turismo, seria mais um absurdo se o Presidente da EMBRATUR, depois de tudo, resolvesse não prestigiar o seminário. Mas, isso não nos surpreenderia.

Ricardinho, você dizer que respeita as instâncias é uma piada de péssimo gosto, você desmereceu o Setorial de Turismo, tentou me isolar nas nossas conversas e tentou vender a quimera de que estaria aberto pra conversar com a LIGUIA, mas não com o Setorial, tentou descaradamente dividir o nosso grupo e passou a se comunicar diretamente com o Arnaldo, achando que poderia cooptá-lo para criar uma cisão no grupo. Sua atuação é deplorável e mais lamentável ainda é ver o silêncio de tantos companheiros, que concordam comigo, mas aqui não dizem nada por medo da represália do seu jogo rasteiro. E quanto à minha alegada insistência, você ainda não tem ideia de até posso ir com ela para defender os interesses do TURISMO.

Considerando o exposto, nós, do Setorial de Turismo do PT-RJ, temos plena certeza de que temos muito a contribuir na construção de uma EMBRATUR que inove ao invés de insistir em fazer mais do mesmo. Para isso, reivindicamos a Coordenação do Sudeste, atualmente ocupada pela bolsonarista Camila Vieira de Souza. Esta Coordenadoria é tradicionalmente ocupada por um representante do Rio de Janeiro e o nosso nome para o cargo é o Presidente da LIGUIA, o Jornalista, Guia de Turismo e pós-graduado em Gestão de Turismo, Arnaldo Bichucher.

Lamentamos que a situação tenha chegado a este ponto.

Saudações Turísticas,

UM OUTRO TURISMO É POSSÍVEL!
SETORIAL DE TURISMO DO PT.RJ

Confira a lista dos novos secretários municipais:


Adilson Pires: Assistência Social

Tainá de Paula: Meio Ambiente e Clima

Tatiana Roque: Ciência e Tecnologia

Éverton Gomes: Trabalho e Renda

Daniela Maia: Turismo

Marcelo Calero: Cultura

Eduardo Cavaliere: Casa Civil

Júlio Arthur Vilas Boas: Parques e Jardins

Daniela Santa Cruz: Cidade das Artes

Guilherme Schleder: Esportes

Tony Chalita: Transformação digital e Integridade Pública

Marco Aurélio Regalo: Conservação

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quinta-feira, 6 de abril de 2023

Resistência em Debate recebe Jair Galvão * Sávio Kotter

Resistência em Debate recebe Jair Galvão
JAIR GALVÃO
Resistência em Debate com Vitor Hugo Fernandes e Salvio Kotter recebe Jair Galvão, historiador, doutorando em sociologia e pesquisador da RUPAL/UFC -
Rede de Universitária de Pesquisadores da América Latina.

sábado, 11 de março de 2023

A mulher negra e a sociedade * Clarisse da Costa / SC

A mulher negra e a sociedade 
Clarisse da Costa 

Ver um filme que conta muitas coisas horríveis da nossa realidade me faz pensar o quanto a humanidade é cruel. Corina, uma babá quase perfeita retrata as dificuldades de aceitar a perda de alguém, o preconceito e os desafios de ser aceito na sociedade. 

Ser uma criança branca e ter um carinho imenso por uma mulher negra era um tanto estranho, para muitos inaceitável. É que a relação entre brancos e negros nunca teve um laço estreitável, primeiro que para muitos o negro nunca deixou de ser um empregado, nos tempos primordiais da história, simples serviçais. 

O dono da casa ter uma relação com a babá da sua filha além de ser um escândalo para a família, era para algumas carolas da vizinhança um grande  pecado cometido. Como se ser negro não fosse algo de Deus. Mas na verdade, não existe essa de ser negro, nós nascemos negro. Eu poderia até falar um pouco sobre genética, mas acho que não vem ao caso. 

Aí temos uma mulher destemida, forte, ciente do que quer diante de uma sociedade que leva em conta a cor da pele e o gênero. Corina, teve seus artigos negados por ser mulher negra, mesmo reconhecendo que era um bom trabalho. E levando isso para os dias atuais, podemos ver que não mudou muitas coisas. Existe ainda um muro entre a mulher negra e a sociedade. 

Eu como mulher preta posso dizer: - O mundo não está preparado para nós mulheres. Porque essa ideia de que toda mulher é um ser feminista e a sociedade masculinizada é perfeita, é algo cruel para não dizer idiota. Talvez seja idiota mesmo!

Prefiro sempre estar no papel de mulher forte, acho que nós mulheres não devemos abaixar a cabeça para essa sociedade machista e opressora. 

Vivemos numa sociedade bastante cruel. 

Tantas histórias eu ouvi de mulheres que fica difícil acreditar que a nossa política mude e tenhamos os nossos direitos garantidos.
Aí você vê uma mulher frágil tentando se esconder por uma falsa ideia: - Estou bem! Mas nem sempre tudo está bem, a vida às vezes nos pega uma rasteira.

Então eu vejo mulheres se questionando o que fizeram de errado. Algumas até diante da dor e da crueldade humana se fecham em silêncio. Existe um abismo grande entre seus questionamentos e a sociedade. 

Voltando a Corina, ela tentou expor o seu trabalho. Quantas negativas ela recebeu na sua vida? Ela não queria ser uma mulher negra no jornal, e sim ter o seu trabalho reconhecido. Claro que uma mulher no jornal escrevendo artigos iria fazer uma grande diferença. A mulher no cenário literário não era algo visto com bons olhos décadas atrás. Nos dias atuais a realidade é outra, mas ainda continuamos enfrentando muitas barreiras. Falar sobre essas questões é de suma importância, enaltecer a mulher preta! 

Corina, Uma Babá Perfeita 1994
WHOOPI GOLDBERG 
ESCRAVISMO ESTADUNIDENSE
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