Mostrando postagens com marcador militares. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador militares. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS SÃO SUBMISSAS AOS EUA * Revista Sociedade Militar

FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS SÃO SUBMISSAS AOS EUA
-OFICIALATO VIVE COMO NOBRES-

NOTA DA FRT

As Forças Armadas brasileiras expressam em sua relação de subserviência material e ideológica aos Estados Unidos, o papel subordinado e dependente que o Brasil cumpre na ordem capitalista mundial. E veja que quanto mais o Brasil se afunda no modelo econômico neoliberal, mais sujeito está a dependência do capital estrangeiro, mais primarizado e subalterna fica sua economia; mais frágil politicamente o país se insere no contexto das disputas geopoliticas; e enfim, menos condições tem o Brasil de traçar seu próprio destino. 

 Essa estrutura dependente da economia brasileira reflete em cheio no interior das Forças Armadas, sobretudo quando vemos a gritante sabujice dos militares brasileiros que se portam como verdadeiros vassalos de seus pares estadunidenses. 

O mestre Nelson Werneck Sodré em seu livro estupendo "História Militar do Brasil", já chamava a atenção de que, sem romper com a dependência tecnológica das Forças Armadas brasileiras em relação ao aparato destrutivo imperialista, teremos sempre esses milicos fantoches dos americanos. E para romper com essa dependência de nossos militares em relação aos Estados Unidos, o Brasil precisa mudar radicalmente seu modelo econômico; precisa traçar um sólido projeto de desenvolvimento nacional autônomo, desenvolver forças produtivas; fomentar a retomada de uma cultura nacional; e, traçar uma potente doutrina militar antiimperialista no interior das Forças Armadas, fator que certamente necessitará depura-la.

 Mas tais tarefas são inconcebíveis sem mobilização popular e sem educação política de nossa gente. É um projeto de longo prazo. Os governos petistas em 20 anos gerenciando o Estado capitalista brasileiro, nunca tocaram nem de leve nessas questões.

Roberto Bergoci.SP
*

Militares do Brasil aceitam subordinação aos EUA, diz especialista, e país abre mão da autonomia estratégica
Críticas apontam alinhamento estrutural das Forças Armadas aos EUA, fragilidade industrial e bloqueio à autonomia tecnológica brasileira.

Os militares brasileiros aceitam a dependência e a subordinação do país aos interesses dos Estados Unidos. A avaliação é do professor Carlos Eduardo da Rosa Martins, do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ, em entrevista concedida ao Sociedade Militar nesta terça-feira, 6 de janeiro.

A crítica foi feita no contexto do novo cenário geopolítico envolvendo a política de defesa norte-americana, após a ação militar que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela.

A reportagem questionou se, na visão do especialista, a diplomacia brasileira, e em especial o presidente Lula, fracassaram em evitar uma ação militar em um país vizinho pertencente ao entorno estratégico do Brasil.

Os documentos de defesa brasileiros estabelecem que o país deve assumir protagonismo regional, mediar conflitos e preservar o entorno estratégico como zona de paz. A Constituição Federal, no artigo 4º, também determina que o país deve reger suas relações internacionais pelos princípios de independência nacional, não intervenção, igualdade entre os países, autodeterminação dos povos, entre outros.

Segundo o professor, essa ambição, que refletiu em Lula se oferecer pessoalmente a Trump para mediar o conflito entre as duas nações em reunião feita na Malásia, esbarra em limites estruturais profundos.

“O Brasil pode até ter a pretensão de exercer relevância político-militar no Atlântico Sul, mas como fazer isso com uma política econômica que privilegia o capital financeiro e a austeridade? A austeridade é uma política defendida pelo imperialismo norte-americano porque ela garante formação de reservas e o depósito dessas reservas nos blocos financeiros norte-americanos”.

REVISTA SOCIEDADE MILITAR

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

LEGADO DO GOLPISMO NO BRASIL * Bruno Fabricio Alcebino da Silva/Le Monde Diplomatique

LEGADO DO GOLPISMO NO BRASIL
Bruno Fabricio Alcebino da Silva/Le Monde Diplomatique

Finalmente, o inevitável aconteceu: o ex-presidente Jair Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal por tentativa de golpe de Estado, acompanhado de um séquito de 36 indivíduos, muitos deles militares de alta patente, os “fardados”. Entre os acusados, destacam-se os generais da reserva e ex-ministros do governo Bolsonaro — Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. O caso, que já é considerado um dos mais graves ataques à democracia brasileira desde o fim da ditadura militar, contanto com o infame 8 de janeiro, e expõe não apenas as ambições golpistas do grupo, mas também as feridas históricas ainda abertas no Brasil em relação à presença dos militares na política.

O relatório da Polícia Federal, recentemente divulgado e remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), descreve com riqueza de detalhes as articulações de um plano que incluía o assassinato de líderes democráticos como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. No vácuo de poder gerado por esses atos, o governo seria assumido por uma junta militar comandada por Braga Netto e Heleno.

Além dos “fardados” citados, a lista dos indiciados inclui uma ampla rede composta por militares de diferentes patentes, policiais federais e civis ligados a Bolsonaro. A maioria possui uma ligação direta com a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), o berço da formação militar que moldou várias gerações de líderes castrenses, incluindo o próprio ex-presidente.

A arquitetura do golpe

A tentativa de golpe revelada pela Polícia Federal, não foi fruto de improviso ou espontaneidade, mas uma operação cuidadosamente planejada e estruturada em torno de seis núcleos com funções bem definidas. Esses grupos, articulados de maneira estratégica, operaram com o objetivo de minar o sistema democrático brasileiro e consolidar uma ruptura institucional entre o final de 2022 e início de 2023. Conforme o relatório da PF (p.179), o golpe visaria impedir um cenário de ameaça a qual “em suposta defesa da democracia, (objetivaria) controlar os 3 poderes do país e impor condições favoráveis para apropriação da máquina pública em favor de ideologias de esquerda ou projetos escusos de poder”.

O Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral seria central para deslegitimar o processo eleitoral. Através de uma campanha massiva de fake news sobre as urnas eletrônicas, buscava-se criar um ambiente de desconfiança e instabilidade, alicerçando a narrativa golpista. Paralelamente, o Núcleo de Incitação Militar tentaria mobilizar o apoio dentro das Forças Armadas, instrumentalizando-as como peça-chave para a concretização do golpe.

No campo jurídico, o Núcleo Jurídico desempenharia um papel crucial ao elaborar pareceres e documentos que buscavam conferir um verniz de legalidade à ruptura institucional. Já o Núcleo Operacional de Apoio seria responsável pela logística, coordenando recursos e movimentações necessárias para sustentar as ações golpistas.

A estrutura também contava com o Núcleo de Inteligência Paralela, que realizou espionagem ilegal e monitorou clandestinamente opositores, e com o Núcleo Operacional de Medidas Coercitivas, encarregado de planejar atos de violência extrema, incluindo os assassinatos de líderes democráticos.

Essa organização, meticulosa e sustentada de forma ilegal pelo aparato do Estado, utilizou redes de comunicação clandestinas e contou com o envolvimento de figuras do alto escalão do governo anterior. A operação evidencia não apenas a gravidade da ameaça à democracia, mas também a sofisticação de um plano que, embora frustrado, deixa marcas profundas na política brasileira.

Os golpistas: entre fardas e gabinetes

O envolvimento das Forças Armadas no esquema golpista é evidente e alarmante. Dos 37 indiciados pela Polícia Federal, 25 possuem vínculos diretos ou carreiras iniciadas nas Forças Armadas, destacando a centralidade dos militares na articulação do plano. Generais de alta patente, como Braga Netto e Augusto Heleno, que desempenharam papéis estratégicos no governo Bolsonaro, foram apontados como os principais arquitetos da tentativa de ruptura democrática. O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, e o coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente, também representam outros exemplos notórios da extensão do comprometimento militar com o esquema.

Um aspecto crítico é a conexão de muitos desses envolvidos com a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), o principal centro de formação de oficiais do Exército Brasileiro. Essa ligação lança luz sobre a cultura e os valores disseminados na instituição, que tradicionalmente enfatiza um patriotismo rígido e, por vezes, enviesado. Tal formação pode ter reforçado uma visão deturpada de que as Forças Armadas teriam um papel legítimo como árbitro das crises políticas, alimentando ideias intervencionistas e antidemocráticas. É crucial afirmar que o papel das Forças Armadas é de defesa da soberania nacional e da integridade do Estado, e não de interferir nas questões políticas internas, muito menos de promover ou apoiar ações que atentem contra a ordem democrática.

O envolvimento de civis no esquema complementa o quadro sombrio. Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), desempenharam papéis fundamentais na execução de operações clandestinas. Ambos foram acusados de liderar a chamada “Abin Paralela”, uma estrutura de espionagem ilegal que visava monitorar opositores, coletar informações privilegiadas e desestabilizar o sistema democrático. Esse aparato clandestino foi denunciado como um dos instrumentos mais sofisticados do plano golpista, evidenciando a integração entre civis e militares na tentativa de subverter a ordem institucional.

Essa colaboração entre militares e civis expõe as ramificações do esquema, que se alimentou de redes de influência, recursos públicos e um aparato ideológico consolidado. Mais do que uma conspiração isolada, tratou-se de um projeto articulado que uniu diferentes setores em torno de uma agenda autoritária, cujo objetivo final era corroer os alicerces da democracia brasileira.

O relatório da PF será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se prossegue com as denúncias contra os envolvidos. Caso sejam aceitas, as acusações podem resultar em penas severas, variando de 4 a 12 anos de prisão para cada crime, como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Esse episódio, entretanto, não se limita ao campo jurídico; ele acende um debate crucial sobre a persistência de práticas autoritárias no Brasil e o papel das Forças Armadas na democracia.

O Golpe de 1964 e o legado militar

As tentativas de golpe em 2022-2023 ecoam as sombras de 1964, quando o Brasil viu sua democracia ser derrubada por um regime militar que governaria o país por mais de duas décadas. Assim como naquele período, a narrativa de instabilidade institucional e a “ameaça comunista” foram usadas como justificativas para a intervenção.

Após a redemocratização, a Constituição de 1988 buscou limitar a atuação política das Forças Armadas, reafirmando seu papel restrito à defesa da soberania nacional. Contudo, a anistia ampla e irrestrita concedida aos militares responsáveis por crimes durante a ditadura deixou marcas profundas, permitindo que a influência castrense permanecesse latente nas estruturas do poder civil. Essa presença, em vez de ser gradualmente desfeita, foi reforçada durante o governo Bolsonaro, que trouxe dezenas de oficiais para postos estratégicos, consolidando uma militarização preocupante da administração pública e reavivando práticas autoritárias que deveriam ter sido definitivamente superadas.

Esse fortalecimento das forças militares e o discurso de extrema direita encontram terreno fértil na polarização política e no descrédito em relação às instituições democráticas. Durante o governo do ex-presidente, o incentivo ao negacionismo, a militarização de cargos civis e a retórica golpista contribuíram para criar um ambiente favorável a ações como as investigadas pela PF.

A ascensão da extrema direita e a militarização da política

O apoio de segmentos das Forças Armadas e da polícia à extrema direita não é um fenômeno isolado. Ele reflete uma tendência global em que forças conservadoras e autoritárias encontram respaldo em grupos armados para contestar processos democráticos. No Brasil, essa aliança foi fortalecida por Bolsonaro, que exaltava símbolos militares e discursos antidemocráticos.

A relação estreita entre os militares e a extrema direita brasileira transcende uma mera afinidade ideológica, configurando-se também como uma aliança pragmática de interesses mútuos. Muitos dos indiciados por envolvimento nas tentativas golpistas estavam diretamente associados a escândalos de corrupção, incluindo o desvio de recursos públicos e a venda ilegal de bens do governo. O golpe, nesse contexto, não era apenas um ataque à democracia, mas uma estratégia desesperada para blindar esses grupos de investigações e de uma eventual responsabilização judicial, especialmente diante da ascensão de um governo progressista comprometido com a transparência e o combate à corrupção.

Uma janela de oportunidade para o Brasil

O indiciamento de Jair Bolsonaro e seus aliados representa mais do que a responsabilização individual por atos golpistas: é uma oportunidade histórica para que o Brasil enfrente, de uma vez por todas, sua relação problemática e ambígua com o militarismo. A consolidação da democracia brasileira exige que as instituições encarem esse momento com firmeza, garantindo que tais crimes não apenas sejam punidos, mas que sirvam de alerta contra a perpetuação de práticas autoritárias. A resposta institucional a esses eventos será um divisor de águas: definirá se o país permanecerá refém das sombras do passado ou avançará rumo a um futuro pautado pela justiça, igualdade e respeito às liberdades fundamentais.

O período turbulento de 2022-2023, com a recente descoberta da arquitetura de golpe e o infame 8 de janeiro, já deixou marcas na história, mas seu legado ainda está em disputa. O Brasil tem a chance rara de transformar essa crise em um marco de resistência democrática, reafirmando o compromisso com os valores republicanos e a ordem constitucional. O futuro de nossa democracia será escrito por aqueles que, com coragem e clareza, decidirem que o Brasil deve ser governado pelo povo e para o povo, e não pela sombra de um regime autoritário e dos “fardados” golpistas. Não à anistia!

Bruno Fabricio Alcebino da Silva é bacharel em Ciências e Humanidades e graduando em Ciências Econômicas e Relações Internacionais pela Universidade Federal do ABC, pesquisador do Observatório de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil (OPEB), em mobilidade-acadêmica na Universidad de la República (UDELAR) em Montevidéu, Uruguai.
*

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

PROJETO MILITAR-FASCISTA DE CONQUISTA DO PODER NO BRASIL * CEP MAGALHÃES-SP

PROJETO MILITAR-FASCISTA DE CONQUISTA DO PODER NO BRASIL

O projeto de conquista do estado brasileiro pela direita fascista, segue historicamente uma lógica e protocolos estritamente militares. Sempre foi assim e continua sendo apesar das aparências pretensamente republicanas que o Brasil apresenta. As forças armadas, especialmente o exército, desde a sua criação, a partir da tarefa de capitães do mato/jagunços a serviço da casa grande, latifundiários, oligarquias etc., hoje representados pelo OGROnegócio, na perseguição, na prisão, nas torturas e assassinatos dos escravos que fugiam, passaram a ser o principal vetor na repressão, no controle social e no apoio militar, político e logístico dos governos, desde o império até as três repúblicas que o Brasil teve (primeira de 15 de novembro de 1889, data do primeiro golpe militar no país, até a ditadura de Vargas; do final da segunda guerra, fim do Estado Novo - 1945 - até o golpe civil militar de 1964; e de 1985, final formal da ditadura, até os dias de hoje).

Claro que os militares que sempre desejaram ser poder, estar no governo, influenciar e mandar no país sob a justificativa de atuarem como um poder moderador, algo inexistente em qualquer República, jamais deixaram de lado essa proposta, esse projeto secular. Querem porque querem mandar e terem todos e mais alguns privilégios do mando, por serem governo. Usam e abusam das desculpas esfarrapadas de defenderem o país, a sua gente, a soberania, as fronteiras, de morrerem pela Pátria, pela bandeira e pela Constituição. Pura fanfarronice, encenação de algo que nunca fizeram e que nunca farão. Os brinquedinhos de guerra que possuem, armamentos e equipamentos, de maneira geral importados e de segunda mão, são insuficientes para enfrentar qualquer força armada minimamente equipada.

Só como comparação, a batalha de Stalingrado (1942/1943, durante a segunda guerra mundial), onde milhões de soldados alemães e soviéticos morreram em pouco mais de um ano de conflito, concentrou recursos materiais e humanos que jamais as forças armadas brasileiras conseguiriam ter. A quantidade de gente, equipamentos, armamentos, munição etc. envolvidos e utilizados nesse conflito, que resultou na primeira vitória aliada contra as, até então consideradas invencíveis, forças armadas alemãs, representa uma escala absurda de tudo que se possa imaginar, algo inimaginável para as forças armadas do Brasil.

Isso significa que todo poderio bélico (equipamentos e soldados/oficiais) tem apenas um objetivo: ocupação e controle político militar do Brasil. O País sempre foi uma região invadida, ocupada, controlada e manietada pelas suas próprias forças armadas, como se os milicos fossem uma força militar internacional com o propósito de controlar o país. Essa força militar, armada e equipada para essa função, defende interesses contrários aos da população. É uma força policial que faz qualquer coisa para manter cativos e obedientes a maior parte do povo, especialmente os escravos modernos de todas as cores (pretos, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, gente pobre etc.), grande parte presos nas modernas senzalas, as favelas e periferias.

Modernamente, os milicos não mais se apresentam publicamente como os mandantes ou como faziam antes, como os que prendiam, torturavam, matavam e desapareciam com os corpos dos opositores. Não precisam mais executar essas desagradáveis tarefas que tanto prejuízo trouxe à imagem dos militares, que sempre preservaram uma aparência de serem éticos, responsáveis, honestos, cumpridores das leis, anticorrupção e defensores intransigentes da pátria. O processo de militarização da segurança pública, iniciada em 1967-1968 durante a ditadura de 64, com a criação das PM como braço armado do exército atuando na sociedade, na repressão pretensamente policial, mas totalmente militar, foi se aperfeiçoando ao longo das décadas. Hoje, não só existem as PM, mas também tem a Polícia Civil, cada vez mais militar; a Força Nacional; as GCM militarizadas nos municípios; e agora a Polícia Penal, criação paulista do governador miliciano militar.

O cenário atual é fundamentalmente militar no controle da sociedade. Mesmo os governos ditos progressistas batem na mesma tecla de que a única forma de aumentar a eficiência da segurança pública (sic) é aumentar efetivos, mais equipamentos, mais treinamento/adestramentos dos soldados travestidos de policiais (ver o programa de governo do candidato Boulos a prefeitura de São Paulo, no quesito segurança pública) etc. De concreto, o país vai paulatinamente se transformando numa sociedade militarizada, onde quase tudo tem a ver com militares. Não só na educação pública (projeto de escolas cívico militares é peça fundamental do projeto fascista militar de conquistar corações mentes das pessoas), mas também na forma como os milicos se apresentam às pessoas. Não mais aparecem como os donos do poder, mas ficam na surdina, como eminências pardas, controlando e apontando o que e como fazer. A aparência é de respeito à democracia, se curvam ao poder civil, tecem loas ao judiciário, mas na prática mantém as rédeas do governo em suas mãos.

O destino manifesto dos militares, em especial o exército, sempre foi e continua sendo, serem poder. Um poder moderador que controla e influencia tudo que os governos, principalmente os mais progressistas ou aqueles considerados comunistas (a lógica da guerra fria jamais saiu das mentes distorcidas dos milicos brasileiros), tem que fazer. Defender o Capital, os bancos/sistema financeiro nacional e internacional, os interesses multinacionais, o departamento de estado americano, o OGROnegócio e fundamentalmente a corporação militar para que possam usufruir de ganhos financeiros (altos salários, privilégios de todos os tipos, aposentadorias especiais e integrais, sistema de saúde próprio etc.) tornam de fato os militares brasileiros mercenários por excelência. A diferença é que ganham muito dinheiro para destruir e controlar o próprio país e sua gente.

 Qualquer outra coisa é conversa para boi dormir...

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

MILITARES REDE GLOBO GOLPISMO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT.BR

MILITARES REDE GLOBO GOLPISMO
( O GLOBO/01/04/1964)

MILITARES DISSERAM "FORA BOLSONARO!!"
MILÍCIA GOIANA EXECUTA FÁBIO ESCOBAR

Em delação, Mauro Cid revela que Bolsonaro fez reunião com cúpula militar para avaliar golpe no país


Cid recebeu estudo sobre 'poder moderador' de militares dois dias após reunião de Bolsonaro com chefes das Forças Armadas


Bela Megale


O ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniu, no ano passado, com a cúpula das Forças Armadas e ministros da ala militar de seu governo, para discutir detalhes de uma minuta que abriria possibilidade para uma intervenção militar. Se colocado em prática, o plano de golpe impediria a troca de governo no Brasil. A informação chegou à atua chefia das Forças Armadas, como um dos fatos narrados em delação premiada pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid.


O relato caiu como uma bomba entre os militares. Segundo informações apuradas pela coluna, Cid relatou que ele próprio foi um dos participantes de uma reunião, onde uma minuta de golpe foi debatida entre os presentes.


O dado que mais criou tensão na cúpula das Forças é o de que Cid revelou que o então comandante da Marinha, o almirante Almir Garnier Santos, teria dito a Bolsonaro que sua tropa estaria pronta para aderir a um chamamento do então presidente. Já o comando do Exército afirmou, naquela ocasião, que não embarcaria no plano golpista.


A delação premiada de Mauro Cid é considerada um ponto de partida das investigações. A Polícia Federal tem tratado o tema com cautela e sigilo. Para os fatos serem validados e as pessoas citadas pelo tenente-coronel serem eventualmente responsabilizadas, é preciso que haja provas que corroborem as informações repassadas pelo ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.


É grande a preocupação entre os militares, sobre os efeitos que o relato de Mauro Cid pode ter, principalmente por envolver membros da cúpula das Forças e ministros que, apesar de estarem na reserva, foram generais de alta patente.


*
Tá correndo a notícia que no dia em que o genocida ameaçou dar o golpe, com a provação e apoio do almirante Garnier, o comandante do exército general Freire Gomes não aceitou e teria ameaçado de prender o golpista mor. O brigadeiro comandante da aeronáutica teria ficado em silêncio, nem aprovando o golpe e nem se colocado contra. Covarde total, pelo menos os outros dois tiveram alguma coragem, caso tudo isso seja verdadeiro. Não importa...

O ministro da defesa José Múcio, aquele que defenda a milicagem a qualquer custo, tem usado essa informação para mostrar que foram os militares quem defenderam a democracia ao se recusarem a dar o golpe. Pura fantasia, papo enganar inglês. Militar brasileiro é golpista por definição histórica e por gênese corporativa. Sem golpes eles não vivem, é como ar que se respira, faz parte do dia-a-dia dos milicos. É uma casta maldita criada para mandar, matar, torturar, são mercenários, gostam e querem ser poder para fazerem o que bem entendem.

A tal ordem e progresso mostra bem quem são. Ordem para mandar e progresso pra corporação militar sempre. Na verdade, todo esse papo é apenas propaganda tentando limpar a merda que fizeram desde o golpe contra a Dilma, em 2016. Como todos sabem que o governo Lula não fará nada contra eles, ao contrário deu mais dinheiro para comprarem brinquedinhos de guerra de segunda ou terceira mão no mercado externo, os militares com a imprescindível ajuda do Múcio, procuram aparecerem como heróis, como defensores da democracia, como legalista e respeitadores da constituição.

Nunca foram, é só acompanhar a História do país pra confirmar esta babaquice sem tamanho. Militar brasileiro só existe para ocupar o país militarmente (basta ver o enorme número de quartéis espalhados, tipo bases de ocupação, sem nenhuma necessidade militar que não seja manter a tal ordem e progresso contra quem queira melhores qualidades de vida), reprimir violenta e cruelmente a população, ter licença para matar e torturar o inimigo interno, continuar ganhando toneladas de dinheiro dos que precisam dos seus favores como o OGROnegócio e bancos e, como casta que são, continuarem distantes do povo, gente essa que odeiam, o cheiro de cavalo é melhor.

Militar brasileiro não presta, não é confiável, só existe para explorar o povo. O resto é conversa pra boi dormir...
(Texto postado por CEP MAGALHÃES)
&
MILITARES

"O atual comandante do Exército, general Tomás Paiva, é o legalista que disse que, “infelizmente”, Lula havia vencido a eleição. Não tem militar legalista no Brasil. São todos golpistas. Repito: não tiveram força para dar golpe. No entanto, toleraram e protegeram acampamentos golpistas até 10 de janeiro de 2023, apesar de Lula ter vencido a eleição em 30 de outubro de 2022. Militares agiram como fiscais de urna. Curtiram boquinhas no governo Bolsonaro. Ouviram proposta de golpe e ficaram calados. Nunca fizeram mea culpa sobre 64. Infelizmente, não tem joio e trigo. Só joio. Apenas o Múcio e certo jornalismo profissional acreditam em golpismo isolado."

- O jornalista Kennedy Alencar é mais um jornalista que deixa claro que não existe militar legalista no Brasil, nenhum deles respeita a constituição, a bandeira, os valores democráticos, o povo. Desde a origem, a corporação militar, especialmente o exército, só fizeram dar golpes de estado.

A república foi o primeiro e de lá pra cá  foram mais de cem tentativas, entre os que deram certo e os que não deram. Dar golpes de estado faz parte da formação militar, tal qual o escorpião, não podem ir contra a natureza. No momento estão quietos, calados, bateram em retirada. Estão se reagrupando, acumulando mais força, esperando ter uma melhor logística conjuntural para contra atacar e dar o golpe que flopou. Tática normal que todo militar conhece muito bem.

O golpe virá, pode ser daqui a semana, meses, anos, mas acontecerá. Porque essa é a grande marca dos milicos brasileiros, foram criados para isso e somente isso: dar golpes de estado, torturar, matar e desaparecer com os corpos como política de ESTADO é o que melhor sabem fazer. O momento para enfrentar os golpistas militares é agora. Se não, o golpe virá.

(TEXTO ATRIBUIDO A KENNEDY ALENCAR)

ECOS DA MÍDIA

Por que as mídias corporativas sobrevivem e mantêm sua audiência?

Porque os telespectadores não compreendem a FUNÇÃO dos meios de comunicação de massa numa sociedade complexa, e no nosso caso, CAPITALISTA.
A função básica das mídias corporativas é gerar uma ACEITAÇÃO do modelo CAPITALISTA, baseada no MERCADO. Portanto, a EMPRESA-MÍDIA faz PROPAGANDA de outras EMPRESAS que vendem suas MERCADORIAS. E o telespectador entra nesse processo como CONSUMIDOR POTENCIAL das mesmas. EMPRESA-MÍDIA e EMPRESA-MERCADORIA estão umbilicalmente ligadas. A função de ambas, enquanto empresas é a de FATURAR.
Acontece que a EMPRESA-MÍDIA tem um elemento especial: ela PRODUZ IDEOLOGIA. Ela induz, geralmente de abrupta ou de forma homeopática, em pequenas mas regulares doses, uma determinada concepção de sociedade. ELA FORMA A SUA OPINIÃO acerca de TUDO.
O telespectador é levado, pela construção DISCURSIVA-NARRATIVA da EMPRESA-MÍDIA a pensar e agir conforme os agentes políticos e econômicos desejam. Isso também se chama ALIENAÇÃO.

Em 1964, o golpe de Estado no Brasil foi arquitetado por forças políticas, econômicas e sociais nativas com a aquiescência e estímulo logístico e financeiro das multinacionais e governos estrangeiros, notadamente dos Estados Unidos. E claro, com o Departamento de Estado dos Estados Unidos dando todos os suportes necessários.
O Brasil, como país DEPENDENTE e PERIFÉRICO, com uma burguesia
&
ASSOCIADA-DEPEDENTE pode muito, mas não pode tudo.
Precisa do AVAL DA MATRIZ para dar ensejo e continuidade aos seus projetos, inclusive os GOLPISTAS.
Os EUA avaliaram que em 2023 não seria o caso de golpe, visto como algo desnecessário.
Depois dos golpes mais recentes, o de 2016, da deposição da Dilma, da LAVA JATO quebrando as nossas empresas de infra-estrutura pesada, impedimento do Lula ser candidato em 2018 e outras questões etc. etc.o GOLPE não seria necessário: O LULA TERIA VISTO TUDO O QUE O IMPÉRIO É CAPAZ. Não pelos livros, não pelos estudos, não pela teoria. Mas pelos próprios olhos. Sentindo, inclusive, na própria pele. O Império acredita - e acho que ele tem toda razão nisso - a de que Lula vai jogar DENTRO DAS 4 LINHAS estipuladas pelo capitalismo tupiniquim e alhures.
Game over. Os vencedores de ontem continuam a dar as cartas das questões MACRO no país. Ao Lula ficou o gerenciamento das questões menores.
As quatro linhas sempre foram o CERCADINHO imposto pelo IMPERIALISMO aos governantes. Claro, quando isso lhes convém.
*
Enquanto o governo federal não tiver a coragem de enfrentar cara-a-cara os militares das três armas, deixar de conciliar e conchavar com esta maldita casta, as atrocidades e chacinas que as PM (Prontos pra Matar) fazem, continuarão pelo país, pouco importa quem seja o governador. 

Na Bahia, em Pernambuco, onde os governadores eleitos seriam progressistas, aliados do governo federal, não importa se do PT ou não, as chacinas continuam. Os jagunços uniformizados travestidos de policiais, obedecendo ou não ordens dos governadores/comandos, continuam matando cruel e impunemente quem acham que devam morrer. Por vingança invadem residências e assassinam os moradores tenham ou não qualquer ligação com a morte de algum soldado profissional jagunço. 

O mesmo acontece com a PRF, sob jurisdição do ministério da justiça, do Dino. A menina baleada na cabeça por um soldado da PRF, que morreu depois de nove dias no hospital, é um exemplo. Durante o tempo em que ficou no hospital, viaturas da PRF apareceram no hospital para que os soldados fossem verificar o carro dos pais da garotinha. Procurando o que? A justificativa dada pelo comando é que estavam no local para protegerem. Proteger quem, carapálida? 

O ministro Dino divulgou que esta esperando que o processo de investigação sobre o acontecido acabe e que o responsável deverá ser responsabilizado criminalmente. Será? 

A casta militar, mesmo em silêncio, retraída, continua no comando de tudo. Exatamente por não ter sido responsabilizada por tudo que aconteceu no país, por estar sendo protegida pelo ministro da defesa José Múcio, por continuar tendo as regalias de todo os tipos, a mensagem é clara e cristalina: estamos vivos e comandando. 

O Dino sabe disso, será que terá coragem de enfrentá-los, ainda mais agora que está sendo cotado para o STF? Antes de tudo ele é um político, sabe das coisas, onde pisar e com quem andar. Só acredito vendo...
*

domingo, 29 de janeiro de 2023

Janeiro de 2023: as Forças Armadas e o enfrentamento da crise * Maria Carlota Souza-Paula / Brasil

Janeiro de 2023: as Forças Armadas e o enfrentamento da crise 

Maria Carlota Souza-Paula


Após os execráveis fatos do dia 8 de janeiro, a alguns amigos expressei a opinião que “enquanto não soubermos com clareza a posição de segmentos importantes das Forças Armadas não poderemos estar tranquilos”.

Um amigo me pediu que esclarecesse um pouco mais essa opinião. É importante lembrar que se trata de um jovem, com vivência política pós redemocratização. Embora muito bem formado e informado, com grande interesse nos assuntos políticos, seu período de experiência coincide com o que poderíamos considerar como um tempo em que as Forças Armadas no Brasil estavam preponderantemente atuantes nos campos de suas atribuições constitucionais, sem claramente expressar preferências partidárias e ideológicas. Exceto, claro, nos últimos 4 anos, quando isso mudou radicalmente e houve uma fortíssima militarização do governo e envolvimento político dos militares.

Outros amigos, atuantes na política, estudiosos e analistas das questões militares e de estruturas de poder no Brasil, ou das áreas de ciências políticas e sociais, entre outras, podem achar as opiniões abaixo muito óbvias ou muito pouco elaboradas. No entanto, o objetivo aqui não é fazer um ensaio, mas apenas colocar algumas questões que me parecem importantes para esclarecer minha opinião inicial ou mesmo para iniciar um debate. Nesse sentido, sintam-se livres todos que quiserem adicionar elementos, contestar as opiniões aqui expressadas, enfim, refletir um pouco sobre o tema.

Voltando então à minha opinião inicial, de que não podemos estar tranquilos sem conhecer a posição de importantes segmentos das Forças Armadas, preciso colocar dois elementos preliminares de aclaração:

∙ Primeiro, minhas opiniões são baseadas exclusivamente em conhecimentos anteriores e reflexões pessoais sobre os fatos do momento, sem base de pesquisa sobre a situação atual. Não tenho estudado o tema há muito tempo;

∙ segundo, quando falo de “apoio” de segmentos das Forças Armadas, não digo que devemos esperar militares “lulistas” … não creio que existam. Falo sim de militares que se colocam pela “legalidade”, que reconhecem e respeitam o resultado das eleições, enfim, aqueles que jogam no time de que militares não devem agir politicamente, militares não golpistas. Saber hoje se estes existem, quais são e qual sua força e influência sobre as instituições e estamentos

militares é o que considero importante. Mas nem isso sabemos. E creio que as informações mais recentes (particularmente as falas do Lula e do Dino sobre o dia 8), dias depois que eu já dera minha opinião inicial, deixam ainda mais dúvidas sobre o quadro atual e sobre os problemas a serem enfrentados pelo atual governo para manter-se estável e conseguir governar.

Assim posto, considero alguns fatos da história do Brasil que embasam minha opinião:

∙ Neste país, nenhum governo se sustentou sem o apoio de militares) e creio e em nenhum país que não tenha sistema democrático consolidado); seguem-se apenas alguns exemplos:

o a própria Proclamação da República foi um golpe, seguido de governo militar; a “era Vargas” se inicia e termina como golpe; é longa a lista de golpes no Brasil, bem sucedidos ou não. E não apenas golpes militares, mas, na maioria das vezes, articulados com forças políticas civis (1930, 1955, 1964, 2016);

o vários militares, antes da ditadura 1964-85, já presidiram o Brasil; até o governo considerado por alguns como o primeiro período democrático no Brasil e no qual se promulgou a Constituição de 1946 foi um militar, o Presidente Dutra, marechal do exército.

o mostra bem a importância dos militares na política brasileira o fato de que os dois principais candidatos à Presidência após a queda de Vargas, em 1945, eram militares: pelo PSD, Eurico Gaspar Dutra, marechal do exército, e Eduardo Gomes, Brigadeiro da Aeronáutica, pela UDN! Ou seja, os dois principais partidos políticos não tinham candidatos civis;

o JK, figura lembrada por sua grande popularidade e realizações, pertencente a partido conservador –mas que enfrentava forte oposição de outro-, só se manteve no poder graças às FA, até para garantir a sua posse. E para enfrentar outras tentativas de golpes como Jacareacanga e Aragarças. Tão forte era o vínculo que o seu candidato a sucede-lo foi o então ministro da Guerra, Marechal Henrique Lot (que perdeu para Jânio Quadros).

o o golpe de 1964 e os 31 anos de ditadura culminam, assim, décadas e décadas de golpismo no país. Deste longo triste período são bem conhecidos os fatos e consequências.

2

o Portanto, as cúpulas militares no Brasil quase sempre se posicionaram politicamente apesar da máxima de que a corporação, teoricamente, não poderia ser politizada;

o Nessa situação, em que parte das FA se politizam, automaticamente, sobretudo em situação polarizada, como a atual, a parte que se mantém fiel à posição de não intervenção política e defesa constitucional também acaba sendo considerada como política, na medida em que se está opondo àqueles que se posicionaram expressa e voluntariamente contra o governo estabelecido. É o que acontece agora …

Durante o período de 1985 a 2017/18, antes da primeira candidatura de Bolsonaro à Presidência, as FA se mantiveram relativamente afastadas da política e conviveram com os presidentes civis, aparentemente sem grandes conflitos, ou conseguindo uma convivência pacífica. Foi o período mais longo de governo democrático, sem tentativas de golpe, até o governo de Dilma Roussef. Desde então, a militarização vem crescendo a olhos vistos, embora de forma diversa de épocas anteriores.

A principal diferença é que essa militarização se constituiu em um governo legítimo, eleito em 2018. Neste sentido, não se pode falar de “golpe”. A militarização foi promovida por aquele governo e se deu pela forte participação nos organismos do poder executivo e, nesta condição, com poder decisório sobre orçamentos e questões fundamentais do Estado, fazendo e executando políticas públicas, inclusive em áreas muito alheias às funções e atuações anteriores das FA, como a saúde. Todos conhecemos esse filme.

A principal diferença é que essa militarização se deu por meio de um governo civil legítimo, eleito em 2018. Neste sentido, não se pode falar de “golpe”. A militarização foi promovida por aquele governo e se deu pela forte participação nos organismos do poder executivo e, nesta condição, com poder decisório sobre orçamentos e questões fundamentais do Estado, fazendo e executando políticas públicas, inclusive em áreas muito alheias às funções e atuações anteriores das FA, como a saúde. Todos conhecemos esse filme.

Ao mesmo tempo, como parte do mesmo processo, cresceu a polarização que já se mostrava forte com o anti-lulismo/anti-petismo, elemento definidor das eleições de 2018. No governo Bolsonaro, foram se acirrando as posições de “defesa” da Pátria, da família e dos bons costumes, com traços de fundamentalismo. Como analisam muitos, os evangélicos, sua luta pelo poder, suas crenças e preconceitos, apoiados e

3

promovidos pelo governo foram uma força importante nesse processo de radicalização conservadora. Mas não foram os únicos! A sociedade brasileira, em grande parte, independente da religião, é conservadora, preconceituosa e elitista. Repete-se então o apoio dado ao golpe de 1964, em defesa desses valores e dos privilégios. Antipetismo, busca de poder por grupos religiosos e defesa de tudo que representa esse conservadorismo, instigados e apoiados pelo governo Bolsonaro, culminaram na maior polarização política vista até então no Brasil. Outros fatores certamente contribuíram - contexto internacional, crescimento forte das correntes de direita radical em vários países, inclusive nos EUA, esvaziamento e fragilidade dos partidos no Brasil, recusa de segmentos políticos em aceitar os resultados da segunda eleição da Dilma, entre outros, também contribuíram-, mas não é o caso de analisar isso aqui. Apenas estou lembrando a polarização política, forte o suficiente para abalar até mesmo relações pessoais e familiares.

As Forças Armadas, principalmente pela inserção efetiva nas atividades de governo, tomou posição, fortaleceu o processo e permitiu que a politização entrasse de forma importante nos quartéis. E se fortaleceu como força política efetiva, passando a serem vistas como as guardiãs dos valores defendidos pelos radicais, contra a oposição política e contra, principalmente, o poder judiciário, em especial o STF, de onde ainda vinha alguma força que dificultava investidas anticonstitucionais durante o último governo. Significativamente, depois das eleições, os acampamentos se organizaram em frente aos quartéis, com clara conivência das respectivas forças militares. Em nenhum momento do governo Bolsonaro ouviu-se alguma voz de dentro das FA contra investidas inconstitucionais; nenhum deles se manifestou após as eleições para defender os resultados legítimos; nenhuma de suas vozes se levantou contra o a tentativa de golpe e o vandalismo do dia 8 de janeiro; na verdade, pelas informações mais recentes, até pelas manifestações do próprio Presidente Lula, segmentos das FA facilitaram a invasão dos poderes na Praça dos Três Poderes e podem mesmo ter participado do planejamento desses fatos. Ou seja, se há militares defensores dos poderes legalmente constituídos, eles estão calados.

Frente a isso, ficam perguntas: quais seriam esses militares “legalistas”? Que força têm eles dentro das FA? Que influência têm eles sobre as patentes subordinadas?

Considerando o papel que as FA têm tido na história brasileira, o papel que exerceram no governo Bolsonaro, a participação nos eventos do dia 8 e o comportamento “arisco”, para dizer o mínimo, como confiar? Em quem confiar?

4

Pode-se argumentar que a importância das FA já não é a mesma de outros tempos, que há muitos fatores e condições no Brasil atual que podem servir de anteparo à democracia e de freio a intentos golpistas, mesmo de origem ou com apoio militar. É verdade. Mas as FA ainda são importantes atores e, agora, com segmentos associados aos ultraconservadores e mesmo aos golpistas. Para estes, elas servem de escudo e lhes dá o sentimento de ter “a força” a seu lado. O mesmo ainda não pode dizer o governo Lula.

É claro que têm de ser consideradas diferenças importantes na situação atual e em outros momentos de golpes no Brasil, em especial quando se teme por um novo golpe como o de 1964. São diferentes momentos históricos, diferentes composições de forças políticas e sociais, uma sociedade civil mais forte – mas também polarizada -, e um outro contexto internacional, com fortes movimentos de crescimento da ultradireita, em que o papel do Brasil vinha modificando-se radicalmente nas décadas pós redemocratização até o governo Bolsonaro. Quero desenvolver mais minhas colocações sobre essas diferenças, como sequência a este texto inicial.

No entanto, um elemento fundamental permanece como pano de fundo desses golpes e do apoio que recebem de segmentos da população:

∙ o argumento (arcaico) contra o “socialismo” e o “comunismo”, com concepções equivocadas sobre o que significam e apesar de esses sistemas terem sofrido fortes revezes no contexto internacional e, efetivamente, não se visualizar chance alguma de os implantar no Brasil; mas continuam sendo apresentados como “a ameaça” à sociedade brasileira ... irão confiscar seus bens, tomar seu dinheiro, proibir as religiões, coisas do gênero, sem qualquer base de sustentação. Incrivelmente, parece o mesmo filme anterior a 1964, sugerindo que as camadas cooptadas (agora em muito maior número) são igualmente desprovidas de qualquer capacidade de observação e análise dos processos políticos e sociais. Prevalecem os preconceitos, a desinformação, o “cabresto”;

∙ frente às supostas “ameaças”, grupos golpistas se colocam como “defensores da Pátria, da liberdade, da família, dos valores tradicionais”. Lembremos da “Marcha com Deus pela Família e pela Liberdade”, quando segmentos da sociedade civil - naquele momento, em geral da elite, que até doaram suas joias para a “causa” -, saíram às ruas para apoiar os militares golpistas.

Nesse processo, creio que há muitas diferenças fundamentais que precisam ser mais bem debulhadas, pois há muitas nuanças que tornam as situações mais complexas e difíceis de compreender. Menciono quatro delas que me parecem mais evidentes:

5

∙ hoje vemos o apoio de numerosas e diversificadas camadas populares ao bolsonarismo, à direita radical e aos golpistas. Não se pode esquecer o vulto dos eleitores de Bolsonaro, ainda que uma parte tenha sido pelo antipetismo. Na ditadura militar esse apoio não se expressava tanto, exceto em partes da elite. A participação política da população era muito menor, nos períodos anteriores ainda predominava o voto de “cabresto”, ditado pelos grandes caciques políticos – que se aliaram aos militares, pelo menos para o golpe. No funcionalismo, nos trabalhadores, na população em geral, os fortes elementos de dominação foram a força e o medo. Hoje, os segmentos populares bolsonaristas, golpistas, veem os militares (FA e polícias) como seus aliados;

∙ uma segunda diferença importante é o apoio incondicional dado ao golpe de 1964 pelos caciques políticos da época, em especial dos governadores dos principais estados do país. Sem Magalhães Pinto (MG), Carlos Lacerda (GB) e Adhemar de Barros, a história teria sido outra, mesmo que caísse Jango;

∙ em terceiro lugar, está o governo estabelecido no momento do golpe ou tentativa de. Jango não tinha a força nem a legitimidade do governo Lula. Jango e Jânio eram de partidos acirradamente contrários; Jango tomou posse após a crise da renúncia de Jânio (que também não estava “agradando” aos interesses daqueles que o elegeram e por isso nem se moveram para o sustentar); havia naquele momento demandas de segmentos sociais que eram quase inéditas no país e soavam como ameaças aos interesses dominantes; enfim, Jango não tinha o governo em suas mãos e não tinha apoio de importantes segmentos sejam civis ou militares. Lula foi eleito, sua eleição e a garantia dos resultados teve o apoio de instituições hoje muito mais fortes que naquele outro momento – como a justiça eleitoral, o próprio STF e, mesmo no Legislativo, apesar das posições contrárias, não houve contestação das eleições. A legitimidade do governo eleito não foi questionada por segmentos importantes;

∙ Além disso, o contexto internacional era de Guerra Fria, Revolução Cubana, a China de Mao, etc., ameaças aos grandes interesses ocidentais. Nesse contexto, o golpe no Brasil – e em outros países – teve apoio incondicional, político e estratégico, dos EUA e o novo governo militar brasileiro foi rapidamente reconhecido internacionalmente. No caso atual, não apenas os EUA mas inúmeros outros importantes países se manifestaram em apoio a Lula, ao respeito às urnas e contra os atentados de janeiro ou um possível golpe.

6

Esses são alguns fatores que fazem a situação atual muito diferenciada de 1964. Mas nem todo golpe tem a mesma natureza e as mesmas composições. Como vimos acima, houve tentativas de golpe se iniciaram ou foram fortemente apoiadas por forças civis internas, como as FA no papel de tentativa ou execução do golpe, considerando suas funções como força militar.

Assim, certamente as condições são outras, o atual governo está estabelecido, reagiu de forma efetiva aos atentados de dezembro e janeiro (muito embora, na minha opinião, tenha havido uma avaliação equivocada sobre a possível magnitude do ataque de 8 de janeiro). As ações que estão sendo praticadas –

identificação de responsáveis, prisão de alguns comandos, intervenção na segurança do DF, entre outras – têm mostrado que o governo está atento, atuante e, aparentemente, sem muitas oposições a essas medidas.

Mas, o próprio governo já disse claramente das suspeitas de envolvimento de segmentos militares; e a identificação de participantes mostra militares que lá estavam; o governo Lula, com toda razão, está tomando medidas para desmilitarizar a administração pública, o que deixará milhares de militares sem os rendimentos extras que estavam recebendo no governo Bolsonaro.

E, muito significativamente, nenhuma palavra se ouviu de representante algum das Forças Armadas (nem dos ministérios militares!!!). Nem de apoio ao governo Lula, nem de repúdio às tentativas de terrorismo – bombas, queima de carros em 12 de dezembro – ou ao terrorismo e tentativa de golpe de 8 de janeiro.

Há algum segmento das FA comprometidos com as garantias democráticas, com o governo de Lula, legitimamente eleito? Precisamos saber!

Isso é ainda mais importante quando consideramos que os apoiadores do Bolsonaro colocaram suas esperanças nas FA. Não à toa, os acampamentos foram armados em frente aos quartéis e por eles garantidos, até mesmo contra ordens judiciais de desmantelamento.

MCSPaula
Janeiro 2023

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Atual ministro Múcio mostra perigosa alienação sobre cumplicidade do Exército * Jeferson Miola / BR

Atual ministro Múcio mostra perigosa alienação sobre cumplicidade do Exército

A jornalista Maria Cristina Fernandes [Valor Econômico] descreve em reportagem que de acordo com o futuro ministro da Defesa Múcio Monteiro, “os manifestantes acampados em frente ao Quartel General do Exército lá permanecerão na posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, se assim o desejarem”.

Será assim mesmo: os criminosos da família militar só levantarão acampamento “se assim o desejarem”! – uma liberalidade impensável para trabalhadores do MST, MTST, professores e sindicalistas em geral que se manifestam pacificamente em busca dos seus direitos.

Pode-se depreender que na visão de Múcio, seria da livre e espontânea vontade dos terroristas amotinados em frente ao QG do Exército a decisão de continuarem ou de interromperem suas práticas criminosas, terroristas e antidemocráticas, mas não a imposição da Lei.

A consequência trágica desta postura seria a de que, mesmo no governo eleito que assume em 1º de janeiro, a Constituição continuaria sendo desprezada nesse território sem Lei que são as áreas sob administração do Exército.

Ainda segundo relata a jornalista, Múcio assegura que “não vamos tirar ninguém na marra”.

Quando se refere a “ninguém” que será retirado “na marra”, Múcio está se referindo a “ninguém” menos que terroristas e baderneiros amotinados em frente à sede do Exército, desde onde arquitetam atentados terroristas como aqueles executados nos dias 12 e 24 de dezembro em Brasília com a cumplicidade notória das cúpulas fascistas das Forças Armadas.

Múcio parece minimizar os graves e ameaçadores acontecimentos.

A jornalista diz que o futuro ministro considera que a polícia militar do DF, uma estrutura bolsonarista que não prendeu nenhum terrorista dos atos de terror de 12 de dezembro em Brasília, “está atuante”.

Segundo a matéria de Maria Cristina Fernandes, “o futuro ministro disse desconhecer o general” com quem o terrorista conversou previamente à perpetração do atentado. E, pelo visto, ele tampouco exigiu saber a identidade do general comparsa dos terroristas.

O assombroso é que estas manifestações do futuro ministro da Defesa ocorreram após o encontro que ele e o futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, tiveram com o general e ministro bolsonarista Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira para tratar do terrorismo que ameaça o país.

Múcio ainda naturalizou o fato do general Paulo Sérgio abandonar o cargo com dois dias de antecedência, para produzir propositalmente um vácuo de poder num momento tenso e de incertezas.

A postura de José Múcio, além de imprópria à luz da legislação e da Constituição brasileira, enfraquece a autoridade civil do futuro comandante supremo das Forças Armadas eleito pela soberania popular, o presidente Lula.

Este posicionamento do futuro ministro da Defesa não condiz com a gravidade e com a urgência da situação política nacional, em que células terroristas são fomentadas nos quartéis e contam com a cumplicidade e o envolvimento orgânico do Exército brasileiro.

Mesmo com a derrota da extrema-direita na batalha de 30 de outubro, a guerra fascista contra a democracia e o Estado de Direito não acabou. Os militares são o ator central desta guerra. Não é crível que o futuro ministro Múcio ainda não tenha entendido que o Exército faz do terrorismo do século 21 o seu Riocentro do ano 1981 do século passado.

Jeferson Miola
***

quarta-feira, 18 de maio de 2022

CARTA ABERTA AOS MILITARES * E. P. Cavalcante - RJ

CARTA ABERTA AOS MILITARES

E. P. Cavalcante

Capitão de Mar e Guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais. Pesquisador da história militar. Ilha de Paquetá, 11 de maio de 2022

AOS SENHORES GENERAIS

Causa espanto constatar o modo pelo qual um grupo de generais brasileiros, *uma facção do Exército* , trata o povo brasileiro. *Como se fosse uma comunidade de retardados mentais.* 

Isto vai muito além do absurdo! 


Estes generais se consideram acima do bem e do mal. Os únicos brasileiros honestos e capazes de governar o país. *São os generais do “partido fardado”. É o “partido” dos golpes e intervenções militares.* 


E antes de mais nada! *O que tem a ver o Exército com as urnas eletrônicas, com eleições?!* Não deveria ter nada a ver.

Exército e eleições, urnas eletrônica, não se coadunam. 

Mas aqui já cabe uma pergunta: *O Exército, a Marinha de Guerra e a Aeronáutica são entidades do Estado ou do governo?* ...Precisa-se de uma resposta.


O Exército não teria nada a ver com urnas e eleições se se tratasse de um exército que leva a sério o seu dever militar. *Mas tratando-se de um “partido fardado” é outra história!*  

 *Essa facção do Exército de que falamos age, em tudo e por tudo, como partido político.  Não um partido qualquer, mas um superpartido,  acima dos poderes Legislativo e Judiciário.*  

Vestindo a capa verde oliva do Exército, os generais militantes do “partido”, na ativa ou na reserva, sempre desconheceram e desconhecem  a disciplina militar e a hierarquia.


Não obedecem à Constituição nem ao Estatuto dos Militares. Ignoram, até mesmo, o juramento à Bandeira a que todos os militares são obrigados. *Desmoralizam as forças armadas. Jogaram o Exército de Caxias no descrédito, na indisciplina, na lata de lixo da história!* 


Ditam comportamento ao Poder Judiciário, como fez o general Villas Boas, comandante do Exército, à época, ordenando ao STF, sob ameaças, manter o ex-presidente Lula preso. Absurdo! Mas fato concreto.


As forças armadas brasileiras são três: Exército, Marinha de Guerra e Aeronáutica. 


Deveriam ser quatro, pois a força militar mais antiga do país é o Corpo de Fuzileiros Navais, que chegou ao Brasil em 1808, com a família real portuguesa. 


O Corpo de Fuzileiros Navais  tem origem no contingente da Brigada Real da Marinha de Portugal. 


No Brasil, após 1808, passou a se chamar: Batalhão de Artilharia de Marinha. E depois de algumas trocas de nomes, *em 1932 assumiu o nome atual de Corpo de Fuzileiros Navais. Tropa de elite, os fuzileiros navais prezam a disciplina e hierarquia militar,  acima de tudo!* 


Portanto o Brasil deveria ter quatro forças armadas: Exército, Marinha, Aeronáutica e Fuzileiros Navais.

Tropa de Elite de defesa territorial. 


 *Mas voltando a questão do “partido fardado”,  faz-se necessário dar um mergulho profundo na nossa história para compreender a situação trágica, perversa em que vivemos. Pois encarando-se a dura realidade, não passamos de uma colônia.* 

Somos a colônia Brazil com “Z” do Império ianque.


Temos uma meia soberania, uma soberania relativa.

Somos um país mais ou menos livre e soberano. *Dirão os súditos conformados do Tio Sam. Mas isto não existe! Meia soberania não existe.* 


Ou se é independente e soberano ou somos uma dependência colonial. 

 *A política externa do Brazil com “Z” é atribuição do Departamento de Estado ianque. É ele quem dita quem são os nossos amigos e inimigos.* 


Da política econômica se encarregam os banqueiros ianques por intermédio de banqueiros “brasileiros” *que de brasileiros só tem o nome:* são os Meirelles, os Paulo Guedes. 

 *Na política interna, o presidente da república ou o capataz escolhido deve ser um lacaio sórdido.* Rastejar aos pés do Trump ou de qualquer outro senhor do Império. 


 *Não sendo, assim será demonizado, sofrerá pressões fortíssimas, insuportáveis, que levaram o Presidente Getúlio Vargas ao suicídio em 24 de agosto de 1954, para não sair do palácio preso.* 

João Goulart, Jango, pagou caro por seu governo nacionalista e popular. Morreu no exílio. 


 *Lula, após terminar o melhor governo que o país já teve terminou o governo com 80 por cento de aprovação. No seu governo todo brasileiro melhorou de vida. Quem trabalhou ganhou dinheiro,  do banqueiro à empregada doméstica.* 

Lutou pela soberania nacional. Fazendo parceria estratégica com os BRICS. 


Ao deixar o governo foi preso. E sofreu a maior tentativa de destruição moral que alguém já experimentou. 

Na perseguição ao ex-presidente Lula, o carrasco principal, ex-juiz Sérgio Moro, usou o lawfare, a justiça usada como instrumento de perseguição política. 


Ou a manipulação das leis como um instrumento de combate a um oponente, desrespeitando os procedimentos legais e os direitos do indivíduo que se pretende eliminar.

 *Isto tudo a serviço do Império ianque, e com o apoio irrestrito e o beneplácito do “partido fardado”.*  

*Mas aqui cabe uma nota séria e oportuna: Nem todos os militares das forças armadas ou do Exército são militantes do “partido fardado”.* 


No Exército temos o IME, Instituto Militar de Engenharia, instituição de ensino de alto nível, onde cientistas fardados fazem pesquisas de alta tecnologia.

E são orgulho para todos os brasileiros. Os militares do IME, cientistas fardados, cumprem com o seus deveres, fazem ciência! 


Na Marinha de Guerra temos o centro de pesquisas nucleares onde cientistas militares e civis, com tecnologia nacional e idealismo, fazem da ciência um sacerdócio.  

Nesse campo, pesquisas nucleares, a Marinha tem história.

 Um conjunto de oficiais, que vai de capitão-tenente a oficiais superiores e almirantes, vem com esforço e dedicação valorizando as pesquisas. 


O Almirante Álvaro Alberto foi o pioneiro nas pesquisas nucleares no Brasil.  Presidiu a Academia Brasileira de Ciências. Fez parte da comitiva que recebeu Albert Einstein na sua visita ao Brasil, em 1925. 

Grande entusiasta da energia nuclear, foi o representante do Brasil na Comissão de Energia Atômica da ONU, onde chegou à presidência. 


Segue-se o Almirante Otacilo Cunha um dos cientistas fundadores  do CBPF Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. 

E finalmente chegamos ao pico da montanha. O pai do atual programa nuclear brasileiro: 

O almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva é considerado o pai do Programa Nuclear brasileiro. 


Perseguido pela famigerada Operação Lava Jato, como o ex-presidente Lula, o almirante Othon, foi condenado a 43 anos de prisão. *Tendo 77 anos à época da condenação, o ex-juiz Moro queria vê-lo morrer na prisão.* 

Mas qual o crime do almirante Othon? *Ser um dos maiores físicos nucleares, reconhecido em todo o mundo como tal, e ser brasileiro! Isto é revoltante!*   


O almirante chefiou o programa secreto da Marinha que deu ao país o domínio de uma das mais cobiçadas tecnologias do mundo. Coube a ele a decisão final de escolher o caminho que o Brasil trilharia na definição do conceito tecnológico usado até hoje. Nesse conceito desenvolvido pela Marinha, a magnética substitui a mecânica utilizada pelos alemães, conhecida como técnica de Zippe.


A AERONÁUTICA E O INSTITUTO TECNOLÓGICO

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) é uma instituição de ensino superior e pública da Força Aérea Brasileira, vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), localizado na cidade de São José dos Campos, São Paulo.

O ITA possui cursos de graduação e pós-graduação em áreas ligadas à engenharia, principalmente no setor aeroespacial. É considerado uma das melhores instituições de ensino superior do Brasil. Oferece aos seus alunos alimentação gratuita e moradia de baixo custo, dentro do próprio DCTA.


O que faz o ITA em prol do nosso país? Faz ciência, o que é uma honra para o Brasil. Este é o resultado do trabalho da oficialidade da Força Aérea Brasileira. 

*E do outro lado?... O atual governo?* 


 *No momento, um indivíduo fascista assumido senta na cadeira de Presidente da República. Indivíduo tosco, sem qualquer mérito ou princípio. Uma figura exponencial do “partido fardado”. Um negacionista, que nega a ciência, diz que a terra é plana, e que a vacina faz um terrível mal à saúde.* Receitando contra o Covid 19 poções mágicas como a tal cloroquina. *Um arruaceiro, que trata os seus opositores com linguajar de botequim. Mas tem cúmplices, como o presidente da Câmara do Deputados e o Procurador Geral da República. E o grupelho de generais do “partido fardado” que o assessoram.*  


E diga-se: o indigitado tem uma folha corrida ou prontuário nada recomendável ao militar de carreira.

Ia sendo expulso do Exército no posto de capitão. Foi processado por quebra de disciplina e hierarquia militar. Por ser indigno do oficialato. *“Um mal militar!”, nas palavras do General Ernesto Geisel. Mas para o “partido fardado”, o indigitado tem o mérito de ser um fascista militante.* 


Disse o General Pery Constant Bevilácqua: *“Quando a política entra no quartel pela porta da frente a disciplina sai pela porta dos fundos!”* 

O general Pery Bevilácqua era um militar disciplinado. Não pertencia ao “partido fardado” e por isto foi punido, sendo cassado pelos golpistas de 1964. 


*O Brasil precisa de forças armadas sim!* 

Precisa de um Exército, de uma Marinha de Guerra, de uma Aeronáutica e da tropa de Elite. *Mas não precisa, nem necessita, de um “partido fardado”, que tenta transformar o país num quartel.* 

Neste momento, estão procurando motivos para desacreditarem a Justiça Eleitoral.


Estão agredindo verbalmente o STF, Supremo Tribunal Federal, o que não passa de uma ameaça à democracia ou ao que nos resta de liberdade!

Mas lembrem-se, senhores, do que está escrito no Estatuto dos Militares: *Ordem absurda não se cumpre. Qualquer militar que cumpra uma ordem para agredir ou violentar as instituições do Poder Judiciário ou do Poder Legislativo, seja graduado, oficial superior ou general, estará violentando a lei maior, a Constituição. E portanto, cometendo um crime! E pode ser enquadrado no CPM, Código Penal Militar.*  


*MILITARES:* 


Cumpram com os seus deveres militares! 

Respeitem a disciplina e a hierarquia militar! 

Respeitem a Constituição brasileira e o Estatuto dos Militares e lembrem-se do juramento à bandeira que fizeram! 

Com toda certeza, há muitos jovens militares: tenentes, capitães, majores e coronéis, servindo na tropa e precisando ser promovidos. *Já é hora de mandar a velharia do “partido fardado” e seus cúmplices para casa! E lutem pela independência e soberania nacional. Assim estarão cumprindo com os seus deveres!* 

...