O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho, ele não morre de morte natural. Precisamos aliar o antifascismo e o antimperialismo ao internacionalismo proletário, e assim somar forças para construir o socialismo. Faça a sua parte. A FRENTE REVOLUCIONARIA DOS TRABALHADORES-FRT, busca unir os trabalhadores em toda sua diversidade, e formar o mais forte Movimento Popular Revolucionário em defesa de todos e construir a Sociedade dos Trabalhadores - a SOCIEDADE COMUNISTA!
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quarta-feira, 12 de julho de 2023
FORÇAS ARMADAS PRA QUÊ * EDSON ROSSI/ISTOEDINHEIRO
domingo, 29 de janeiro de 2023
Janeiro de 2023: as Forças Armadas e o enfrentamento da crise * Maria Carlota Souza-Paula / Brasil
sexta-feira, 30 de dezembro de 2022
A NATUREZA DAS FORÇAS ARMADAS BRAZILEIRAS, ESPECIALMENTE O EXÉRCITO * Carlos Eduardo Pestana Magalhães - SP
domingo, 4 de dezembro de 2022
UMA NOVA ANISTIA OU ANISTIA À VISTA GROSSA? * Rafael Moro Martins - The Intercept
UMA NOVA ANISTIA OU ANISTIA À VISTA GROSSA?
Sábado, 3 de dezembro de 2022
Lula sinaliza a busca de uma conciliação com os militares, mas precisa colocá-los no devido lugar.
O tenente-brigadeiro do ar Carlos Almeida Baptista Júnior é um exemplo acabado de como a política se tornou uma atividade cotidiana dos militares brasileiros. Atual comandante da Aeronáutica, tida como a mais técnica e disciplinada das Forças Armadas, ele faz questão de se comportar em público como um militante bolsonarista radical.
O episódio mais grave ocorreu em julho de 2021. À época, a CPI da Covid apurava suspeitas de corrupção envolvendo o general da ativa Eduardo Pazuello e o coronel Élcio Franco, então ministro e secretário-executivo da Saúde. Incomodado, ele resolveu intimidar o presidente da comissão, o senador Omar Aziz, do PSD amazonense, em viva voz. "Homem armado não ameaça", disparou, em entrevista a O Globo.
A entrevista, que num país sério deveria render a imediata demissão do comandante, foi concedida após o Ministério da Defesa – então sob o comando de Walter Braga Netto, general da reserva do Exército que em 2022 seria candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro – soltar uma nota que também buscava intimidar a CPI. Nela, dizia-se o seguinte: "As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro".
Após as eleições de outubro passado, Baptista Júnior passou a curtir postagens em que bolsonaristas pedem que ele participe de um golpe de estado. A última estripulia do brigadeiro foi marcar, para o próximo dia 23, a data de sua saída do comando da Aeronáutica. Imediatamente, os colegas de Exército e Marinha resolveram seguir o exemplo. Com isso, abriram uma crise que o governo Lula terá de contornar sem sequer ter assumido o poder: a nomeação dos novos comandantes terá de ser feita por Bolsonaro, que nesse caso precisaria conversar a respeito com quem irá sucedê-lo. E, claro, o presidente de extrema direita poderá decidir não nomear ninguém, deixando as Forças Armadas sem comando na passagem da faixa presidencial.
É uma situação potencialmente explosiva, inclusive porque a decisão dos comandantes de saírem antes da posse deixa entendido que eles não desejam bater continência a Lula e Geraldo Alckmin, eleitos pelo voto direto de 60.341.333 brasileiros. É um mau exemplo que dificilmente deixará de produzir consequências ruins num ambiente tão profundamente hierarquizado como o militar.
Pois o brigadeiro Baptista Júnior se disse satisfeitíssimo, na quinta-feira, dia 1º, com a muito provável nomeação de José Múcio Monteiro para o comando do Ministério da Defesa no terceiro governo de Lula. “A possível escolha do ministro José Múcio foi muito bem recebida pelos integrantes do Alto Comando da Aeronáutica”, ele disse. "É uma pessoa inteligente e ponderada, com que tivemos ótimas relações em suas funções passadas”.
Em democracias maduras, oficiais militares não opinam sobre a escolha dos políticos civis que irão comandá-los, seja em eleições livres, seja na nomeação de ministros da Defesa. Na frágil e incompleta democracia brasileira, essa regra é quebrada com ajuda da imprensa, que não se constrange em colher os palpites de gente que – justamente por andar armada – não deve opinar sobre assuntos das forças desarmadas, para citar o termo do ministro Edson Fachin.
Como por aqui as regras são outras, sabemos que o alto oficialato das Forças Armadas – em todas, mas principalmente no Exército, majoritariamente bolsonarista – estão radiantes com a indicação de Múcio. Hoje com 74 anos, o pernambucano começou a carreira política na Arena, o partido de situação criado pelos militares para dar ares de democracia à ditadura implantada em 1964. Foi deputado federal por cinco mandatos, sempre por partidos de centro-direita, até ser chamado por Lula para ser ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, em 2007. Ficou no governo até 2009, quando o petista o nomeou ministro do Tribunal de Contas da União, o TCU – um cargo vitalício que está entre os mais cobiçados em Brasília.
Foi o perfil conciliador de Múcio o que seduziu Lula em 2007 e, novamente, agora. O ex-ministro do TCU também dialoga bem com oficiais das Forças Armadas, o que certamente é um ativo valioso nesse momento. Também é (a essa altura, provavelmente não mais) benquisto por Jair Bolsonaro, que já se disse "apaixonado" por Múcio e lhe franqueou o cargo que quisesse assumir em seu governo – o que nunca ocorreu.
Tudo parece indicar, portanto, que Múcio é o homem certo no lugar certo. Não é bem assim: na cada vez mais robusta comunidade acadêmica que estuda Forças Armadas e políticas de Defesa em universidades brasileiras, a decisão de enterrar o grupo de trabalho de transição que trataria do assunto caiu muito mal. “É a pior forma de se lidar com um tema que hoje é tão delicado”, me resumiu um desses pesquisadores, Juliano Cortinhas, em entrevista que publicamos ontem.
É corrente, nos debates dessa comunidade, a necessidade de retirar as Forças Armadas da política de forma definitiva. É algo que, a rigor, a democracia brasileira nunca foi capaz de – ou sequer tentou – fazer. E o resultado disso são justamente os golpes e crises periódicas causadas pelos fardados. A mais recente, que ajudou a gerar a presidência de Jair Bolsonaro, começou com sucessivos atos de indisciplina e insubordinação não punidos, que se acumulam desde os tempos em que Lula ainda era presidente.
Aí é que está o problema: se por um lado o bom trânsito de Múcio com Bolsonaro e os militares pode ajudar a costurar a sucessão nos comandos das Forças, ela também pode fazer com que os fardados – e o novo governo – sintam-se à vontade para varrer a sujeira novamente para debaixo do tapete. E não há como fazer isso: militares da ativa estão participando dos atos que pedem um golpe de estado. Caso, por exemplo, de um capitão que trabalha no gabinete de Bolsonaro.
É imprescindível que eles sejam punidos pelos novos comandantes – militares da ativa são proibidos, por lei, de se manifestar politicamente. Ou se passará, novamente, o exemplo de que a indisciplina compensa – o que já ocorreu no caso de Eduardo Pazuello, absolvido após participar de uma motociata no Rio de Janeiro.
É a falta de punição aos militares brasileiros que torturaram, mataram e ocultaram cadáveres que permite às Forças Armadas seguir chamando o golpe e a ditadura de "revolução". Da mesma forma, se aceitar que se coloquem panos quentes sobre as graves violações disciplinares cometidas por militares em suas aventuras políticas nos últimos anos, o futuro governo Lula permitirá que a sanha golpista siga viva e forte nos quartéis. Como afirmou o professor Cortinhas, as Forças Armadas precisam voltar a receber ordens dos civis. Ordens que as coloquem em seu papel constitucional. Mesmo que seus oficiais não gostem disso.
Rafael Moro Martins
Editor Contribuinte Sênior
quarta-feira, 18 de maio de 2022
CARTA ABERTA AOS MILITARES * E. P. Cavalcante - RJ
CARTA ABERTA AOS MILITARES
E. P. Cavalcante
Capitão de Mar e Guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais. Pesquisador da história militar. Ilha de Paquetá, 11 de maio de 2022
Causa espanto constatar o modo pelo qual um grupo de generais brasileiros, *uma facção do Exército* , trata o povo brasileiro. *Como se fosse uma comunidade de retardados mentais.*
Isto vai muito além do absurdo!
Estes generais se consideram acima do bem e do mal. Os únicos brasileiros honestos e capazes de governar o país. *São os generais do “partido fardado”. É o “partido” dos golpes e intervenções militares.*
E antes de mais nada! *O que tem a ver o Exército com as urnas eletrônicas, com eleições?!* Não deveria ter nada a ver.
Exército e eleições, urnas eletrônica, não se coadunam.
Mas aqui já cabe uma pergunta: *O Exército, a Marinha de Guerra e a Aeronáutica são entidades do Estado ou do governo?* ...Precisa-se de uma resposta.
O Exército não teria nada a ver com urnas e eleições se se tratasse de um exército que leva a sério o seu dever militar. *Mas tratando-se de um “partido fardado” é outra história!*
*Essa facção do Exército de que falamos age, em tudo e por tudo, como partido político. Não um partido qualquer, mas um superpartido, acima dos poderes Legislativo e Judiciário.*
Vestindo a capa verde oliva do Exército, os generais militantes do “partido”, na ativa ou na reserva, sempre desconheceram e desconhecem a disciplina militar e a hierarquia.
Não obedecem à Constituição nem ao Estatuto dos Militares. Ignoram, até mesmo, o juramento à Bandeira a que todos os militares são obrigados. *Desmoralizam as forças armadas. Jogaram o Exército de Caxias no descrédito, na indisciplina, na lata de lixo da história!*
Ditam comportamento ao Poder Judiciário, como fez o general Villas Boas, comandante do Exército, à época, ordenando ao STF, sob ameaças, manter o ex-presidente Lula preso. Absurdo! Mas fato concreto.
As forças armadas brasileiras são três: Exército, Marinha de Guerra e Aeronáutica.
Deveriam ser quatro, pois a força militar mais antiga do país é o Corpo de Fuzileiros Navais, que chegou ao Brasil em 1808, com a família real portuguesa.
O Corpo de Fuzileiros Navais tem origem no contingente da Brigada Real da Marinha de Portugal.
No Brasil, após 1808, passou a se chamar: Batalhão de Artilharia de Marinha. E depois de algumas trocas de nomes, *em 1932 assumiu o nome atual de Corpo de Fuzileiros Navais. Tropa de elite, os fuzileiros navais prezam a disciplina e hierarquia militar, acima de tudo!*
Portanto o Brasil deveria ter quatro forças armadas: Exército, Marinha, Aeronáutica e Fuzileiros Navais.
Tropa de Elite de defesa territorial.
*Mas voltando a questão do “partido fardado”, faz-se necessário dar um mergulho profundo na nossa história para compreender a situação trágica, perversa em que vivemos. Pois encarando-se a dura realidade, não passamos de uma colônia.*
Somos a colônia Brazil com “Z” do Império ianque.
Temos uma meia soberania, uma soberania relativa.
Somos um país mais ou menos livre e soberano. *Dirão os súditos conformados do Tio Sam. Mas isto não existe! Meia soberania não existe.*
Ou se é independente e soberano ou somos uma dependência colonial.
*A política externa do Brazil com “Z” é atribuição do Departamento de Estado ianque. É ele quem dita quem são os nossos amigos e inimigos.*
Da política econômica se encarregam os banqueiros ianques por intermédio de banqueiros “brasileiros” *que de brasileiros só tem o nome:* são os Meirelles, os Paulo Guedes.
*Na política interna, o presidente da república ou o capataz escolhido deve ser um lacaio sórdido.* Rastejar aos pés do Trump ou de qualquer outro senhor do Império.
*Não sendo, assim será demonizado, sofrerá pressões fortíssimas, insuportáveis, que levaram o Presidente Getúlio Vargas ao suicídio em 24 de agosto de 1954, para não sair do palácio preso.*
João Goulart, Jango, pagou caro por seu governo nacionalista e popular. Morreu no exílio.
*Lula, após terminar o melhor governo que o país já teve terminou o governo com 80 por cento de aprovação. No seu governo todo brasileiro melhorou de vida. Quem trabalhou ganhou dinheiro, do banqueiro à empregada doméstica.*
Lutou pela soberania nacional. Fazendo parceria estratégica com os BRICS.
Ao deixar o governo foi preso. E sofreu a maior tentativa de destruição moral que alguém já experimentou.
Na perseguição ao ex-presidente Lula, o carrasco principal, ex-juiz Sérgio Moro, usou o lawfare, a justiça usada como instrumento de perseguição política.
Ou a manipulação das leis como um instrumento de combate a um oponente, desrespeitando os procedimentos legais e os direitos do indivíduo que se pretende eliminar.
*Isto tudo a serviço do Império ianque, e com o apoio irrestrito e o beneplácito do “partido fardado”.*
*Mas aqui cabe uma nota séria e oportuna: Nem todos os militares das forças armadas ou do Exército são militantes do “partido fardado”.*
No Exército temos o IME, Instituto Militar de Engenharia, instituição de ensino de alto nível, onde cientistas fardados fazem pesquisas de alta tecnologia.
E são orgulho para todos os brasileiros. Os militares do IME, cientistas fardados, cumprem com o seus deveres, fazem ciência!
Na Marinha de Guerra temos o centro de pesquisas nucleares onde cientistas militares e civis, com tecnologia nacional e idealismo, fazem da ciência um sacerdócio.
Nesse campo, pesquisas nucleares, a Marinha tem história.
Um conjunto de oficiais, que vai de capitão-tenente a oficiais superiores e almirantes, vem com esforço e dedicação valorizando as pesquisas.
O Almirante Álvaro Alberto foi o pioneiro nas pesquisas nucleares no Brasil. Presidiu a Academia Brasileira de Ciências. Fez parte da comitiva que recebeu Albert Einstein na sua visita ao Brasil, em 1925.
Grande entusiasta da energia nuclear, foi o representante do Brasil na Comissão de Energia Atômica da ONU, onde chegou à presidência.
Segue-se o Almirante Otacilo Cunha um dos cientistas fundadores do CBPF Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas.
E finalmente chegamos ao pico da montanha. O pai do atual programa nuclear brasileiro:
O almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva é considerado o pai do Programa Nuclear brasileiro.
Perseguido pela famigerada Operação Lava Jato, como o ex-presidente Lula, o almirante Othon, foi condenado a 43 anos de prisão. *Tendo 77 anos à época da condenação, o ex-juiz Moro queria vê-lo morrer na prisão.*
Mas qual o crime do almirante Othon? *Ser um dos maiores físicos nucleares, reconhecido em todo o mundo como tal, e ser brasileiro! Isto é revoltante!*
O almirante chefiou o programa secreto da Marinha que deu ao país o domínio de uma das mais cobiçadas tecnologias do mundo. Coube a ele a decisão final de escolher o caminho que o Brasil trilharia na definição do conceito tecnológico usado até hoje. Nesse conceito desenvolvido pela Marinha, a magnética substitui a mecânica utilizada pelos alemães, conhecida como técnica de Zippe.
A AERONÁUTICA E O INSTITUTO TECNOLÓGICO
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) é uma instituição de ensino superior e pública da Força Aérea Brasileira, vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), localizado na cidade de São José dos Campos, São Paulo.
O ITA possui cursos de graduação e pós-graduação em áreas ligadas à engenharia, principalmente no setor aeroespacial. É considerado uma das melhores instituições de ensino superior do Brasil. Oferece aos seus alunos alimentação gratuita e moradia de baixo custo, dentro do próprio DCTA.
O que faz o ITA em prol do nosso país? Faz ciência, o que é uma honra para o Brasil. Este é o resultado do trabalho da oficialidade da Força Aérea Brasileira.
*E do outro lado?... O atual governo?*
*No momento, um indivíduo fascista assumido senta na cadeira de Presidente da República. Indivíduo tosco, sem qualquer mérito ou princípio. Uma figura exponencial do “partido fardado”. Um negacionista, que nega a ciência, diz que a terra é plana, e que a vacina faz um terrível mal à saúde.* Receitando contra o Covid 19 poções mágicas como a tal cloroquina. *Um arruaceiro, que trata os seus opositores com linguajar de botequim. Mas tem cúmplices, como o presidente da Câmara do Deputados e o Procurador Geral da República. E o grupelho de generais do “partido fardado” que o assessoram.*
E diga-se: o indigitado tem uma folha corrida ou prontuário nada recomendável ao militar de carreira.
Ia sendo expulso do Exército no posto de capitão. Foi processado por quebra de disciplina e hierarquia militar. Por ser indigno do oficialato. *“Um mal militar!”, nas palavras do General Ernesto Geisel. Mas para o “partido fardado”, o indigitado tem o mérito de ser um fascista militante.*
Disse o General Pery Constant Bevilácqua: *“Quando a política entra no quartel pela porta da frente a disciplina sai pela porta dos fundos!”*
O general Pery Bevilácqua era um militar disciplinado. Não pertencia ao “partido fardado” e por isto foi punido, sendo cassado pelos golpistas de 1964.
*O Brasil precisa de forças armadas sim!*
Precisa de um Exército, de uma Marinha de Guerra, de uma Aeronáutica e da tropa de Elite. *Mas não precisa, nem necessita, de um “partido fardado”, que tenta transformar o país num quartel.*
Neste momento, estão procurando motivos para desacreditarem a Justiça Eleitoral.
Estão agredindo verbalmente o STF, Supremo Tribunal Federal, o que não passa de uma ameaça à democracia ou ao que nos resta de liberdade!
Mas lembrem-se, senhores, do que está escrito no Estatuto dos Militares: *Ordem absurda não se cumpre. Qualquer militar que cumpra uma ordem para agredir ou violentar as instituições do Poder Judiciário ou do Poder Legislativo, seja graduado, oficial superior ou general, estará violentando a lei maior, a Constituição. E portanto, cometendo um crime! E pode ser enquadrado no CPM, Código Penal Militar.*
*MILITARES:*
Cumpram com os seus deveres militares!
Respeitem a disciplina e a hierarquia militar!
Respeitem a Constituição brasileira e o Estatuto dos Militares e lembrem-se do juramento à bandeira que fizeram!
Com toda certeza, há muitos jovens militares: tenentes, capitães, majores e coronéis, servindo na tropa e precisando ser promovidos. *Já é hora de mandar a velharia do “partido fardado” e seus cúmplices para casa! E lutem pela independência e soberania nacional. Assim estarão cumprindo com os seus deveres!*
...
sábado, 23 de abril de 2022
AS FORÇAS ARMADAS FORAM AO PARAISO * Adão Alves dos Santos / SP
AS FORÇAS ARMADAS FORAM AO PARAISO
FORÇAS ARMADAS E BRASIL, O CASAMENTO QUE NUNCA HOUVE!
Os patéticos pronunciamentos de militares e, inclusive de um ministro do STM, debochando da existência da tortura, ignoro aqui as falas do inqualificável despresidente.
Se eu lembrasse apenas do período da minha vida, não poderia generalizar, já que o Marechal Lott, morreu com as poupanças fruto de soldos militares e só.
Mas falando especificamente das forças armadas, sou sempre levado a refletir sobre o DNA, destas forças, o dia 19/04, dia do excercicio, em homenagem ao Duque de Caxias, nos leva de imediato à guerra do Paraguai, onde as marcantes cenas do Conde D'eu, genro do imperador branindo sua espada atrás de mulheres e meninos pelas ruas de Assunção, mesmo depois da rendição do exército paraguaio, não é necessariamente um exemplo de dignidade, voltando então ao DNA das tais forças armadas, "um grupo de mercenários ingleses", que alugavam suas armas onde houvesse conflito, mas sempre fiéis a coroa.
No Brasil, o papel constitucional das forças armadas deveria ser a defesa das legislação, no entanto, aqui voltando apenas aos últimos sessenta anos, período em não preciso de livros de história para contar, o papel destas forças, sempre foram o golpe, sempre alegando uma questão ideológica, que se houvesse, não seria papel dos militares interferir, repito, se houvesse, o tal medo da inexsistente ameaça comunista, não havia em 64, como também não houve em 2016, e não há hoje, quando os militares se colocam inclusive com terceira via, nossa pergunta continua, terceira via, ou só uma variante da via nazi-fascista?
Tortura é crime hediondo, onde a própria defesa se constitui crime, punível com prisão.
Adão Alves dos Santos







