O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho, ele não morre de morte natural. Precisamos aliar o antifascismo e o antimperialismo ao internacionalismo proletário, e assim somar forças para construir o socialismo. Faça a sua parte. A FRENTE REVOLUCIONARIA DOS TRABALHADORES-FRT, busca unir os trabalhadores em toda sua diversidade, e formar o mais forte Movimento Popular Revolucionário em defesa de todos e construir a Sociedade dos Trabalhadores - a SOCIEDADE COMUNISTA!
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sábado, 1 de novembro de 2025
Dependente e ocupado ideologicamente, o Brasil resiste * Roberto Amaral/SP
sábado, 7 de outubro de 2023
CRIME ORGANIZADO E PRIVATIZAÇÕES NO RIO DE JANEIRO * Felipe Annunziata/A VERDADE
sexta-feira, 24 de março de 2023
A MINA DE OURO DA MILÍCIA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
domingo, 4 de dezembro de 2022
UMA NOVA ANISTIA OU ANISTIA À VISTA GROSSA? * Rafael Moro Martins - The Intercept
UMA NOVA ANISTIA OU ANISTIA À VISTA GROSSA?
Sábado, 3 de dezembro de 2022
Lula sinaliza a busca de uma conciliação com os militares, mas precisa colocá-los no devido lugar.
O tenente-brigadeiro do ar Carlos Almeida Baptista Júnior é um exemplo acabado de como a política se tornou uma atividade cotidiana dos militares brasileiros. Atual comandante da Aeronáutica, tida como a mais técnica e disciplinada das Forças Armadas, ele faz questão de se comportar em público como um militante bolsonarista radical.
O episódio mais grave ocorreu em julho de 2021. À época, a CPI da Covid apurava suspeitas de corrupção envolvendo o general da ativa Eduardo Pazuello e o coronel Élcio Franco, então ministro e secretário-executivo da Saúde. Incomodado, ele resolveu intimidar o presidente da comissão, o senador Omar Aziz, do PSD amazonense, em viva voz. "Homem armado não ameaça", disparou, em entrevista a O Globo.
A entrevista, que num país sério deveria render a imediata demissão do comandante, foi concedida após o Ministério da Defesa – então sob o comando de Walter Braga Netto, general da reserva do Exército que em 2022 seria candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro – soltar uma nota que também buscava intimidar a CPI. Nela, dizia-se o seguinte: "As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro".
Após as eleições de outubro passado, Baptista Júnior passou a curtir postagens em que bolsonaristas pedem que ele participe de um golpe de estado. A última estripulia do brigadeiro foi marcar, para o próximo dia 23, a data de sua saída do comando da Aeronáutica. Imediatamente, os colegas de Exército e Marinha resolveram seguir o exemplo. Com isso, abriram uma crise que o governo Lula terá de contornar sem sequer ter assumido o poder: a nomeação dos novos comandantes terá de ser feita por Bolsonaro, que nesse caso precisaria conversar a respeito com quem irá sucedê-lo. E, claro, o presidente de extrema direita poderá decidir não nomear ninguém, deixando as Forças Armadas sem comando na passagem da faixa presidencial.
É uma situação potencialmente explosiva, inclusive porque a decisão dos comandantes de saírem antes da posse deixa entendido que eles não desejam bater continência a Lula e Geraldo Alckmin, eleitos pelo voto direto de 60.341.333 brasileiros. É um mau exemplo que dificilmente deixará de produzir consequências ruins num ambiente tão profundamente hierarquizado como o militar.
Pois o brigadeiro Baptista Júnior se disse satisfeitíssimo, na quinta-feira, dia 1º, com a muito provável nomeação de José Múcio Monteiro para o comando do Ministério da Defesa no terceiro governo de Lula. “A possível escolha do ministro José Múcio foi muito bem recebida pelos integrantes do Alto Comando da Aeronáutica”, ele disse. "É uma pessoa inteligente e ponderada, com que tivemos ótimas relações em suas funções passadas”.
Em democracias maduras, oficiais militares não opinam sobre a escolha dos políticos civis que irão comandá-los, seja em eleições livres, seja na nomeação de ministros da Defesa. Na frágil e incompleta democracia brasileira, essa regra é quebrada com ajuda da imprensa, que não se constrange em colher os palpites de gente que – justamente por andar armada – não deve opinar sobre assuntos das forças desarmadas, para citar o termo do ministro Edson Fachin.
Como por aqui as regras são outras, sabemos que o alto oficialato das Forças Armadas – em todas, mas principalmente no Exército, majoritariamente bolsonarista – estão radiantes com a indicação de Múcio. Hoje com 74 anos, o pernambucano começou a carreira política na Arena, o partido de situação criado pelos militares para dar ares de democracia à ditadura implantada em 1964. Foi deputado federal por cinco mandatos, sempre por partidos de centro-direita, até ser chamado por Lula para ser ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, em 2007. Ficou no governo até 2009, quando o petista o nomeou ministro do Tribunal de Contas da União, o TCU – um cargo vitalício que está entre os mais cobiçados em Brasília.
Foi o perfil conciliador de Múcio o que seduziu Lula em 2007 e, novamente, agora. O ex-ministro do TCU também dialoga bem com oficiais das Forças Armadas, o que certamente é um ativo valioso nesse momento. Também é (a essa altura, provavelmente não mais) benquisto por Jair Bolsonaro, que já se disse "apaixonado" por Múcio e lhe franqueou o cargo que quisesse assumir em seu governo – o que nunca ocorreu.
Tudo parece indicar, portanto, que Múcio é o homem certo no lugar certo. Não é bem assim: na cada vez mais robusta comunidade acadêmica que estuda Forças Armadas e políticas de Defesa em universidades brasileiras, a decisão de enterrar o grupo de trabalho de transição que trataria do assunto caiu muito mal. “É a pior forma de se lidar com um tema que hoje é tão delicado”, me resumiu um desses pesquisadores, Juliano Cortinhas, em entrevista que publicamos ontem.
É corrente, nos debates dessa comunidade, a necessidade de retirar as Forças Armadas da política de forma definitiva. É algo que, a rigor, a democracia brasileira nunca foi capaz de – ou sequer tentou – fazer. E o resultado disso são justamente os golpes e crises periódicas causadas pelos fardados. A mais recente, que ajudou a gerar a presidência de Jair Bolsonaro, começou com sucessivos atos de indisciplina e insubordinação não punidos, que se acumulam desde os tempos em que Lula ainda era presidente.
Aí é que está o problema: se por um lado o bom trânsito de Múcio com Bolsonaro e os militares pode ajudar a costurar a sucessão nos comandos das Forças, ela também pode fazer com que os fardados – e o novo governo – sintam-se à vontade para varrer a sujeira novamente para debaixo do tapete. E não há como fazer isso: militares da ativa estão participando dos atos que pedem um golpe de estado. Caso, por exemplo, de um capitão que trabalha no gabinete de Bolsonaro.
É imprescindível que eles sejam punidos pelos novos comandantes – militares da ativa são proibidos, por lei, de se manifestar politicamente. Ou se passará, novamente, o exemplo de que a indisciplina compensa – o que já ocorreu no caso de Eduardo Pazuello, absolvido após participar de uma motociata no Rio de Janeiro.
É a falta de punição aos militares brasileiros que torturaram, mataram e ocultaram cadáveres que permite às Forças Armadas seguir chamando o golpe e a ditadura de "revolução". Da mesma forma, se aceitar que se coloquem panos quentes sobre as graves violações disciplinares cometidas por militares em suas aventuras políticas nos últimos anos, o futuro governo Lula permitirá que a sanha golpista siga viva e forte nos quartéis. Como afirmou o professor Cortinhas, as Forças Armadas precisam voltar a receber ordens dos civis. Ordens que as coloquem em seu papel constitucional. Mesmo que seus oficiais não gostem disso.
Rafael Moro Martins
Editor Contribuinte Sênior
domingo, 20 de novembro de 2022
LADRÕES DE FLORESTAS * The Intercept Brasil
LADRÕES DE FLORESTAS
Colômbia.: OTAN na Amazônia: Petro está brincando com fogo?
Via *Resumo Latino-Americano *
em 18 de novembro de 2022.
No início deste mês, Gustavo Petro, [Presidente da Colômbia] convidou militares dos EUA e da OTAN para a Amazônia sob o pretexto de que o maquinário poderia ser reaproveitado para “proteger” o meio ambiente.
A OTAN expandiu-se recentemente para a Suécia e a Finlândia, incorporou-se de facto à Ucrânia e pode ser alargada à Geórgia.
A entrada da OTAN na Amazônia está sendo preparada agora sob a égide do recém-eleito presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
A OTAN [nato] é um instrumento primário do domínio imperial dos EUA. É a Guarda Pretoriana de Washington projetada em escala mundial. No início deste mês, o presidente Petro convidou as forças militares dos EUA e da OTAN para a Amazônia sob o pretexto de que a máquina de guerra imperial poderia ser reaproveitada como “polícia” destinada a proteger o meio ambiente, em vez do velho ardil da guerra às drogas.
Ele propôs o envio de helicópteros Black Hawk americanos para apagar incêndios. Antes do álibi ambiental, o pretexto para a militarização da selva era a interdição de entorpecentes. Petro descreveu sua “conversa com a OTAN” como “estranha”, mas foi rápido em acrescentar “aqui estamos nós”. Ele legitimou a ocupação militar norte-americana da Colômbia - nove bases - como "mais uma unidade policial do que militar".
Incrivelmente, ele afirmou que a continuação da ocupação foi uma “reversão completa do que a ajuda militar dos EUA sempre foi”.
*NATO na Colômbia*
A Colômbia tem sido o garoto-propaganda da Doutrina Monroe – uma afirmação da hegemonia dos EUA sobre o hemisfério que remonta a 1823 – e o principal estado cliente dos EUA nas Américas.
Tanto Hillary Clinton quanto Joe Biden promoveram a nação sul-americana em suas campanhas presidenciais nos Estados Unidos como um modelo para o restante da América Latina.
Em 2017, a Colômbia tornou-se um dos Parceiros Globais da OTAN e o primeiro da América Latina.
Em fevereiro, a Colômbia realizou um provocativo exercício naval conjunto com a OTAN perto da Venezuela, que incluiu um submarino nuclear.
Então, em 10 de março, a Colômbia tornou-se um “Aliado Não-OTAN Principal” dos EUA, dando à Colômbia acesso especial a programas militares. Biden explicou: “Este é um reconhecimento do relacionamento único e próximo entre nossos países”.
De 26 de agosto a 11 de setembro, os militares dos Estados Unidos e da Colômbia realizaram exercícios conjuntos da OTAN. Nesse período, a General do Exército dos EUA, Laura Richardson, comandante do Comando Sul dos EUA, fez uma visita de cinco dias para se encontrar com o recém-eleito presidente.
O general elogiou "nosso parceiro número um em termos de segurança na região", descrevendo a Colômbia como o *"eixo de todo o hemisfério sul".*
O comandante do Comando Sul também se reuniu com a vice-presidente colombiana Francia Márquez para discutir a implementação da iniciativa hemisférica “Mulheres, Paz e Segurança”.
Richardson concluiu que "o Hemisfério Ocidental é amplamente livre e seguro graças aos esforços de estabilização da Colômbia".
Quando Petro assumiu o cargo pela primeira vez, ele se distanciou da posição EUA-OTAN na guerra por procuração dos EUA contra a Rússia na Ucrânia, defendendo uma paz negociada neutra em 21 de setembro.
Duas semanas depois, ele mudou, aderindo à resolução liderada pelos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos que condenava veementemente a Rússia.
A "invasão não provocada" da Rússia e exigindo unilateralmente a sua retirada. Greenwashing da OTAN na Amazônia
A legitimação da intervenção militar estrangeira na Amazônia sob o pretexto do ambientalismo não é uma ideia nova. Pouco preocupado com as sutilezas da soberania nacional, Al Gore disse ao Senado dos Estados Unidos em 1989: “A Amazônia não é sua propriedade. Pertence a todos nós."
Mais recentemente, em 2019 e em resposta aos incêndios na Amazônia brasileira, o presidente francês Emmanuel Macron instou imperiosamente as nações do G7 a intervir: “É uma crise internacional”.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, ecoou o sentimento de Macron, assim como os líderes políticos de outras ex-potências coloniais, como a Alemanha.
O Quora perguntou retoricamente: "Por que a OTAN não invade o Brasil para salvar a Amazônia?"
A Associação da OTAN do Canadá, por sua vez, argumentou que se tratava de uma “ação externa”: “Ameaças à segurança ambiental, como os incêndios na floresta amazônica, afetam o meio ambiente global e, portanto, exigem um sistema de segurança coletiva para lidar com elas” .
A luta contra os incêndios florestais e outras catástrofes relacionadas com o clima foi incorporada no escopo cada vez maior da OTAN.
Os militaristas não estão tão preocupados com o meio ambiente quanto com distúrbios que possam perturbar a ordem mundial existente.
Como a OTAN é um acessório do império americano, essas novas tarefas ecológicas são mais bem compreendidas não como funções não militares, mas como a militarização do ambientalismo.
Suas missões “despertadas” para o meio ambiente operam sob o disfarce do Programa Ciência para a Paz e Segurança da OTAN e até mesmo do Programa Ambiental da ONU, que coopera com a OTAN.
Consequentemente, a Política Externa via favoravelmente a “militarização da Amazônia” por motivos ambientais. Um artigo posterior da FP sobre quem invadirá a Amazônia previu: *“É apenas uma questão de tempo até que as grandes potências tentem impedir as mudanças climáticas de qualquer maneira”. *
Colômbia: não é mais um representante automotivo dos EUA. Apesar de ter aberto a porta à entrada com os EUA e a OTAN na Amazônia, o presidente colombiano Petro tem em mente outras soluções não militares para a mudança climática.
Em seu discurso perante a ONU, Petro alertou que "as guerras serviram de desculpa para não acabar com a crise climática". Enquanto nações produtoras de petróleo como EUA, Reino Unido e Noruega estão aumentando a extração, o Petro está indo na direção oposta.
Sua proposta de imposto sobre o petróleo e o carvão para reduzir a produção e financiar projetos sociais, a proibição do fracking e, sobretudo, o desencadeamento politicamente provocativo dos subsídios aos combustíveis podem, no entanto, levar a uma maior desvalorização do peso e ao descontentamento da população.
Petro pediu a uma recente delegação do Congresso dos Estados Unidos na Colômbia que interviesse junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para perdoar parte da dívida colombiana em troca de investimentos em economias descarbonizadas. Isso compensaria, explicou ele, a perturbação da economia mundial causada pelas medidas coercitivas unilaterais dos EUA (isto é, sanções).
Petro elaborou em um discurso recente: "Os Estados Unidos estão arruinando praticamente todas as economias do mundo". Petro também solicitou que a delegação do Congresso dos EUA considerasse pagar a conta para a concessão de três milhões de acres de terra a camponeses como parte do esforço de reforma agrária de seu governo.
A alternativa, sugeriu Petro habilmente, seria envolver ainda mais a rival geopolítica dos Estados Unidos, a China, em suas iniciativas de transição energética.
A Bloomberg relata que a China já fechou vários acordos importantes de infraestrutura de energia renovável com a Colômbia. Como sinal da mudança na balança comercial, a Colômbia importou 14,8 bilhões de dólares da China, ante 14,1 bilhões de dólares dos Estados Unidos em 2021.
O ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos havia se gabado em 2013 em referência ao papel regional da Colômbia como um estado cliente dos Estados Unidos: “Se alguém chamasse meu país de Israel da América Latina, eu ficaria muito orgulhoso. Admiro os israelenses e tomaria isso como um elogio."
Uma mensagem decididamente nova é a do presidente Petro, que declarou publicamente que os Estados Unidos "não nos amam". Na verdade, Petro ganhou as manchetes internacionais criticando a política de combate às drogas dos EUA, observando que, embora a Colômbia possa ter sido historicamente o fornecedor de narcóticos ilícitos, os EUA têm a responsabilidade de ser o maior consumidor.
Além disso, a Colômbia deixou de ser o substituto de Washington na desestabilização da Venezuela para se reconciliar com seu vizinho imediato e restabelecer relações diplomáticas amistosas.
*A conturbada parceria da Petro com George Soros*
A direita acusa Petro de ser protegido e financiado pelo bilionário George Soros, cuja Open Society Foundation atua na Colômbia há muito tempo.
Petro é retratado por esses elementos "como uma manifestação daquela trajetória ideológica da qual George Soros costuma ser visto como o patriarca".
Embora vilipendiado pela direita, o obsessivamente anticomunista “marionetista do imperialismo humanitário” não é amigo da esquerda.
Embora Petro tenha tentado se distanciar de Soros em um tweet chamando-o de "capitalista especulador", o novo presidente se reuniu com o filho de Soros e vice-presidente da fundação logo após assumir a presidência para discutir joint ventures na Amazônia.
*A difícil situação de Petro: um pequeno país à sombra da hegemonia americana.*
Agora que a direita associada ao ex-presidente Álvaro Uribe foi desacreditada e derrotada eleitoralmente, o imperialismo estadunidense precisa de um novo rosto na Colômbia.
As posições ambíguas de Petro são melhor compreendidas no contexto histórico. Pela primeira vez em dois séculos, supostos esquerdistas concorreram e viveram para assumir a presidência da Colômbia, um país que tem sido não apenas um estado cliente dos EUA, mas também seu principal procurador.
Sua vitória é um passo essencial na longa luta para libertar seu conturbado país de sua antiga subjugação ao colosso do norte. Mas deve-se enfatizar que é ingênuo acreditar que Washington permitirá que tal mudança sísmica para a esquerda não seja contestada.
Dado o domínio da Colômbia por seus militares apoiados pelos EUA, Petro estava preocupado não apenas em vencer a eleição, mas em sobreviver depois.
Tanto Petro quanto sua companheira de chapa Márquez sobreviveram a tentativas de assassinato durante a campanha. Até a Voz da América alertou sobre o "espectro do assassinato".
O novo presidente da Colômbia é um ex-guerrilheiro de esquerda, que se voltou politicamente para o centro. Mas em comparação com o governo de extrema-direita de Uribe e seus sucessores na Colômbia, a eleição de Petro e sua vice-presidenta Márquez, constitui uma mudança radical na direção progressista.
O movimento regional de integração e independência desafia o desejo dos Estados Unidos de impor sua hegemonia nas Américas. A mudança do executivo colombiano avança ainda mais nesse movimento. Mas o Petro herdou grandes restrições institucionais e está sob enorme pressão.
Paradoxalmente, as mesmas condições contra as quais Petro fez campanha e que o levaram à presidência agora se tornaram seus quebra-cabeças para resolver. Fortes ventos inflacionários açoitam a sociedade, gerados por economias globais com as quais pequenos países como a Colômbia devem se integrar, mas sobre as quais têm um controle mínimo. À medida que o custo de vida aumenta, o apoio popular de Petro em casa está diminuindo. A situação de Petro está sendo travada entre demanda popular por mudanças progressivas e o legado da dominação imperial dos EUA.
A Colômbia terá que encontrar os meios para resistir à maior projeção do comando militar dos EUA na forma da OTAN.
A Amazônia não precisa de incendiários para apagar seus incêndios.
FONTE
https://www.resumenlatinoamericano.org/2022/11/18/colombia-la-otan-en-el-amazonas-petro-juega-con-fuego/
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quarta-feira, 16 de novembro de 2022
NARCOTRÁFICO INVADE AMAZÔNIA * Amazônia Real
NARCOTRÁFICO INVADE AMAZÔNIA

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