O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho, ele não morre de morte natural. Precisamos aliar o antifascismo e o antimperialismo ao internacionalismo proletário, e assim somar forças para construir o socialismo. Faça a sua parte. A FRENTE REVOLUCIONARIA DOS TRABALHADORES-FRT, busca unir os trabalhadores em toda sua diversidade, e formar o mais forte Movimento Popular Revolucionário em defesa de todos e construir a Sociedade dos Trabalhadores - a SOCIEDADE COMUNISTA!
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quarta-feira, 28 de maio de 2025
A GRILAGEM NA FORMAÇÃO TERRITORIAL BRASILEIRA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
sexta-feira, 6 de setembro de 2024
O AGRO ABRE FOGO * Júlia Motta/FORUM
terça-feira, 13 de agosto de 2024
O AGRO É TÓXICO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
segunda-feira, 5 de agosto de 2024
AGRO ATACA GUARANIS KAIOWAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
CRIANÇAS BALEADAS.
Vários Kaiowás Baleados, Segundo Informações Temos Crianças Baleadas !
*Oitiva, feridos fora de perigo, retaliação ao MST: as 24 horas depois do ataque às retomadas de Douradina*
Leia mais:_ https://cimi.org.br/2024/08/oitiva-feridos-fora-de-perigo-retaliacao-ao-mst-e-bastidores-as-24-horas-depois-do-ataque-as-retomadas-de-douradina/?swcfpc=1
Os indígenas Guarani e Kaiowá internados no Hospital da Vida, em Dourados (MS), estão fora de risco.
A informação foi passada na manhã deste domingo (4) pela equipe médica a representantes do Ministério Público Federal (MPF) e Ministério dos Povos Indígenas (MPI), que na sequência se encaminharam para oitivas nas retomadas de Douradina, Terra Indígena Lagoa Panambi, atacadas por jagunços na tarde deste sábado (3).
No total, dez indígenas ficaram feridos, incluindo uma idosa atingida por bala de borracha. Apesar da brutalidade do ataque, os Guarani e Kaiowá seguem nas retomadas.
Depois de pressões, a Força Nacional voltou à Terra Indígena, mas ainda não há explicações oficiais das razões que levaram o contingente policial a se retirar da área momentos antes do ataque.
Na madrugada deste domingo (4), o que vem sendo encarado como ação de retaliação, o acampamento Esperança, do MST, foi atacado e incendiado. Integrantes do acampamento, localizado em Dourados, prestaram solidariedade aos Guarani e Kaiowá em uma visita às retomadas na última segunda-feira (29).
domingo, 1 de outubro de 2023
INDENIZAR GRILEIRO * APIBOFICIAL
sexta-feira, 30 de junho de 2023
As farsas ambientais, suas razões históricas e o caso Brasil * Pedro Augusto Pinho/PÁTRIA LATINA
Pedro Augusto Pinho*
“Se tivéssemos de determinar a causa, que existe, de nosso deplorável estado atual sem resvalar para o monismo inconsequente, diríamos que ele produto da dependência externa, interrompida por inserções de uns poucos governos com visão estratégica” (Fernando Corrêa de Sá e Benevides, “A Crise Brasileira e seu Processo Histórico”, CEBRES, RJ, 1998).
O conservador jornal “O Estado de S. Paulo (sábado, 27/05/2023, página A23)” publicou matéria assinada por Fernando Reinach, doutor em biologia, com título “O mapa mais antigo tem 9 mil anos”, dando como referência https://doi.org/10.1371/jounal.pone.0277927.
Sinteticamente, este autor ressalta a qualidade do mapa, de área entre a Jordânia e o norte da Arábia Saudita, pelos detalhes e pela escala, que seria utilizado para planejar e executar a caça aos animais. E conclui:
“Foi exatamente nessa região, onde existem essas 6.255 armadilhas, que surgiu a agricultura, muito provavelmente como solução para alimentar a população quando a caça se tornou escassa. Já naquela época os homens tiveram de procurar outras soluções para sobreviver, depois de terem exterminado parte da biodiversidade”.
Também recentemente, em 1º/05/2023, Michael Klein e a Equipe Editorial do Sciencefiles.org publicaram, no blog do “ScienceFiles”, o longo artigo “Klimawandel: Windparks verursachen Trockenheit und duerre die belege werden immer zahlreicher neue studie”, que a Associação dos Engenheiros da Petrobrás – AEPET publicou, parcialmente e em tradução livre, sob título “Parques eólicos causam seca – as evidências estão aumentando” (21/06/2023), onde se lê:
“Os parques eólicos são ruins para a fauna e a flora, mas é claro que são uma vaca leiteira para toda série de aproveitadores, os loucos pelo clima”.
Publicamos no site “Viomundo” (23/04/2023), sob o título “A humanidade está mais sujeita a acabar por explosão de fenda geológica do que pela queima de todo combustível fóssil do mundo”, o alerta que os fenômenos geológicos são muito mais devastadores da espécie do que as ações humanas, e nem procurei citar a destruição da cidade de Pompeia, pelo vulcão no monte Vesúvio (Nápoles), em 79 d.C., e de outros (Etna, na ilha da Sicília, e o Stromboli, na ilha homônima), que causaram catástrofes na Itália.
Temos, em fatos, reportagens jornalísticas e análises científicas, o oposto do que os ambientalistas militantes e suas ricas Organizações Não Governamentais (ONGs) propagandeiam e com o que ameaçam governos nacionais. É o caso de indagarmos: por que se investe, corrompe, chantageia, inventa, imputando à indispensável energia, que mantém a sociedade humana em contínuo progresso há mais de 10.000 anos, o caráter malévolo e destruidor da natureza e da vida animal?
A ALIANÇA ECOLOGIA E FINANÇAS
A Inglaterra fez sua “revolução industrial” e se tornou o “Império onde o Sol não se punha”, com o carvão mineral. E hoje se considera o carvão mineral como grande poluidor, inimigo da natureza, um combustível fóssil que deve ser mantido inerte, inativo, ignorado pelos países e empresas.
Pode-se datar o nascimento das finanças inglesas, como poder, em 27 de julho de 1694, com o privado Banco da Inglaterra, tendo autorização para emitir moeda, regular o crédito e os depósitos, com o propósito explícito de financiar o governo inglês. À época, ainda não havia a união dos três países que constituiriam a Grã Bretanha (1707), porém o Banco da Inglaterra logo assumiu estas funções para toda Grã Bretanha. Em 1760, quando se considera o início da Revolução Industrial, já existia um país, um banco e uma estrutura de poder com a Coroa Britânica, a Câmara dos Comuns e a Câmara dos Lordes, esta restaurada em 1660.
A Câmara dos Lordes era então o maior poder, constituída por Lordes Espirituais (dois arcebispos e 24 bispos da Igreja Anglicana) e Lordes Temporais (766 membros vitalícios da nobreza britânica). Com o passar dos anos a Câmara dos Lordes teve momentos de grande importância e de descrédito, hoje sua composição é diferente, porém a aristocracia argentária continua sendo importante poder no Reino Unido.
Vê-se que as finanças estiveram conduzindo e usufruindo da industrialização no Reino Unido, sem qualquer preocupação ambiental. E nem se diga que era questão de época porque, no século XVII, a água do rio Tâmisa, que banha a cidade de Londres, já não era mais considerada potável. No auge da sua poluição, durante o século XIX, o rio foi apelidado de “Grande Fedor”. Os médicos londrinos foram os primeiros a chamar atenção para as doenças causadas pela intensa poluição na cidade.
Mas o Reino Unido era a grande potência do século XIX, sua aristocracia mandava no mundo, e não permitia contestação seja qual fosse.
Vários importantes acontecimentos ocorreram na segunda metade do século XIX: a Guerra da Secessão, abril de 1861 a abril de 1865, nos Estados Unidos da América (EUA); a Unificação da Alemanha, agosto de 1866 a janeiro de 1871; e o Reino da Itália que teve início com as guerras de 1848-1849, contra o exército sardo-piemontês, e se completa com a entrada em Roma, em 1870.
Os EUA desenvolveram o capitalismo industrial, com o Estado dando suporte financeiro e assumindo os ônus da infraestrutura, e tendo como insumo energético o petróleo, descoberto em 1859. Tendo área geográfica (9,5 milhões de km²) quase idêntica da Europa (10,3 milhões de km²), os EUA puderam usar seu território e seu mercado para promover seu crescimento. E, ao se deflagrar a I Grande Guerra (1914-1918), guerra ainda movida pela expansão colonial, os EUA entram no fim, mais para mostrar sua capacidade geopolítica do que disputar territórios, e os EUA também levavam as ideias ambientalistas, que surgiram em 1838, com John Muir e sua ONG Sierra Club.
A grande derrotada da I Grande Guerra foram as finanças inglesas. E suas colônias logo sofrem a mudança da fonte de energia, do carvão mineral para o petróleo, com o Acordo Achnacarry, na Escócia, em setembro de 1928; Acordo entre a Standard Oil de Nova Jersey, a Royal Dutch Shell e a Anglo-Persian Oil Company, às quais se juntam Standard Oil da Califórnia, Standard Oil de Nova York, Gulf Oil e Texaco, mostrando que o poder trocava de mãos.
Pelo Acordo, o mundo era dividido pelas Sete Irmãs, duas britânicas e cinco estadunidenses. O petróleo passava a ser a fonte primária de energia para a II Revolução Industrial. A II Grande Guerra confirma a troca do poder, das finanças para a indústria e, em decorrência, o uso do petróleo como principal insumo das matrizes energéticas.
E foi no movimento ecológico, ambientalista europeu, nascido em 1948, na França, conhecido como União Internacional da Proteção da Natureza (UICN), que as finanças foram buscar inspiração e apoio, para reconquista do poder.
VITÓRIA DAS FINANÇAS E FIM DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL
Os EUA acolhiam todas as religiões, iniciativas sociais, modos de vida, desde que se mantivessem intocadas a direção plutocrática do País e a federação, consolidada na Guerra da Secessão (Constituição de 1789 e suas 27 emendas). Porém se não favorecessem os verdadeiros dirigentes da nação, a plutocracia dominante, também nada receberiam para seus desenvolvimentos, talvez até alguns entraves burocráticos.
E assim foi definida a industrialização estadunidense com a criação de mercado consumidor que a remunerasse. Esta concepção além dos lucros privados e dos ganhos públicos com as tributações, gerava também receitas para manutenção das classes trabalhadoras, contendo os movimentos socialistas.
Salários e lucros, desigualmente distribuídos, mas com expectativas otimistas de melhoras com o crescimento econômico, promoviam os EUA.
A esta situação interna, o poder governante garantia com suas forças armadas e política externa de golpes e incentivos a insurreições, o suprimento de produtos, que inexistiam ou eram insuficientes nos EUA, e o mercado consumidor para as produções excedentes.
Este modelo era também exportado com o rótulo de democracia e liberdade para o mundo inteiro, acadêmico, político e midiático.
O resultado da II Grande Guerra foi grande exportador deste modelo industrial, ao lado do modelo socialista marxista da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), também vitoriosos, que colocava todo lucro nas mãos do Estado.
As finanças desenvolveram duas linhas de ataque: o meramente ideológico, contestando o comunista com o modelo estadunidense, e o próprio modelo estadunidense com os movimentos ambientalistas que surgiram desde 1961 (World Wide Fund for Nature Inc. (WWF), Fundo Mundial para a Natureza, organização não-governamental internacional, fundada na cidade suíça Morges, capital do cantão Vaud, em 29 de abril de 1961).
Atuando em dois campos, colocando-os muitas vezes em conflito, as finanças foram também comprando e corrompendo as mídias, as academias, os políticos, por toda parte, recebendo como receita adesões pouco reflexivas de populações mais ignorantes e também remuneradas de ONGs, imprensas, acadêmicos e partidos políticos, que se apresentavam desde a extrema direita à extrema esquerda, com ou sem votos, mas capazes de atuarem em praças públicas e assembléias políticas.
Foi um investimento substancial, praticamente desde 1950, mas tinha o prêmio do poder mundial, como ocorrera no início da Revolução Industrial, na queda de Napoleão e com o Congresso de Viena de 1815.
As primeiras vitórias nem foram assim percebidas, na década de 1960, com motivações libertárias na França (Paris, maio de 1968) e nos EUA (Woodstock, NY, agosto de 1969). As liberdades de costumes introduziam as questões identitárias, fortemente subvencionadas no século XXI. Também faziam crer que o neoliberalismo abria todas possibilidades relacionais, ocultando seu lado religioso neopentecostal, contemporâneo destas manifestações pela absoluta liberdade, como se o homem não fosse animal social, de vida comunitária.
A década seguinte, 1970, foi dedicada às energias: “crises” artificialmente produzidas em 1973 e 1978, levando à verdadeira crise de excedentes em 1980 (oil glut).
Porém 30 anos de sistemáticos ataques ao comunismo e às fontes de energia da II Revolução Industrial produziram os grandes ganhos das desregulações financeiras da década de 1980, começando pelas duas maiores praças: Londres e Nova Iorque. Também se observa o crescimento extraordinário de paraísos fiscais, de menos de uma dezena, em 1980, para quase uma centena em 2000. Também nos anos 1980 é editado o Consenso de Washington (1989), os 10 mandamentos das finanças neoliberais.
Os anos 1990 foram da vitória, da consolidação do poder, com a queda da URSS, em 1991, e o domínio das finanças apátridas no Atlântico Norte e nas suas colônias econômicas e ideológicas, pelo mundo. Foi saudado como o Fim da História!
Na passagem do milênio já eram descortinados o futuro concentrador de renda, a interveniência das finanças marginais (das drogas, contrabandos de pessoas e bens, crimes diversos, ampla corrupção, chantagem em todos os setores e em todos países) e do fim dos direitos trabalhistas, previdenciários e mesmo dos Estados Nacionais, substituídos pela entidade “mercado”.
Assim chegamos ao século XXI, com mundo em permanente guerra, com receitas ultra concentradas, com a invasão de milícias e dos agentes criminosos onde antes havia o Estado Nacional.
O CASO BRASIL
Por 430 anos o Brasil foi um Estado Colonial, a princípio de Portugal, por breve momento – 1581 a 1640 – da Espanha, e a partir de 1703, com o tratado comercial militar celebrado entre Portugal e a Inglaterra (Tratado Methuen) passou a ser colônia da colônia, ou seja, colônia inglesa em segunda mão, até a Revolução de 1930, conduzida por Getúlio Vargas. Seguem-se então os 50 Anos Gloriosos, quando a imensa riqueza natural do Brasil foi utilizada para o desenvolvimento do Brasil e para melhoria da vida dos brasileiros.
A partir de 1980, sob título e pretexto de uma “redemocratização”, seguiram-se os 43 anos de recolonização pelas finanças apátridas.
Porém, nos mais de quatro séculos de domínio estrangeiro, o Brasil viu surgirem heróis, idealistas que deram sua vida e liberdade pela soberania nacional. O Tiradentes, mineiro Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), na Inconfidência Mineira, os baianos: soldados Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas e alfaiates Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus Nascimento, na Conjuração Baiana de 1798, também conhecida como Revolta dos Alfaiates, o capixaba Domingos José Martins e o pernambucano José de Barros Lima, na Revolução Pernambucana de 1817, e o Patriarca da Independência, paulista José Bonifácio de Andrada e Silva, preso e exilado pelo seu Projeto de Brasil após a Independência formal em 1822. No Brasil Império, tivemos os militares gaúchos Bento Gonçalves da Silva e David Canabarro, além da catarinense Ana Maria de Jesus Ribeiro mais conhecida como Anita Garibaldi na Guerra dos Farrapos, de 1835 a 1845, contra os arbítrios do governo imperial; na Província do Grão-Pará, entre 1835 e 1840, o paraense Antonio Vinagre e o cearense Eduardo Francisco Nogueira Angelim, na Cabanagem, a revolta popular e social que tinha suas principais lideranças na camada mais pobre, dos índios, negros e despossuídos; o maranhense Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, ou Manuel Balaio pela sua profissão, discriminados por sua condição social e obrigados a servir no Exército, em 1838 rebelaram-se contra a elite conservadora – representada por grandes proprietários de terras e militares – e combateram durante quatro anos as tropas do Império na Balaiada (1838-1841), no Maranhão; por todo Brasil estes e muitos mais heróis lutaram sem êxito, mas deixaram as sementes para sociedade e para o Estado Nacional Brasileiro.
O movimento vitorioso que nos proporcionou os 50 Gloriosos tinha ideologia forjada nas lutas e na realidade nacional, mesmo quando havia inspiração estrangeira, como o positivismo de Augusto Comte, que sofria a “redução sociológica”, como descreveu o sociólogo baiano Alberto Guerreiro Ramos (A Redução Sociológica – Introdução ao Estudo da Razão Sociológica, 1958). Denominamos “nacional trabalhismo”, por colocar o Brasil e o trabalho como principais projetos da política brasileira.
Foi este nacional trabalhismo que as forças apátridas e financeiras em 1980 combateram, na figura de sua maior liderança, o gaúcho Leonel de Moura Brizola, governador do Rio Grande do Sul e por duas vezes, não consecutivas, do Rio de Janeiro, fato único na história política do Brasil.
Quem combateu Brizola, foram estes mesmos que agora defendem nossa submissão às ONGs estrangeiras, subvencionadas pelas finanças apátridas, onde não faltam recursos ilícitos, criminosos, e que pousam de esquerda, mas recebem dinheiro da direita, de George Soros, da Fundação Ford, e têm infiltrados agentes estrangeiros e de brasileiros traidores no Estado em órgãos de controle estatal, como empresas de economia mista e fundações educacionais, culturais e de pesquisa.
A mais recente manifestação desses movimentos ocorreu em Brasília, em junho de 2023, a partir da lista de ex-alunos da Universidade de Brasília, Geração UnB Anos70, com ataques àqueles que sempre combateram o entreguismo colonial, mesmo quando fantasiados de questões climáticas ou se apresentam defensores desta inexistente democracia brasileira.
À GUISA DE CONCLUSÃO
O século XXI apresenta o retrocesso com as finanças apátridas, o neoliberalismo, a precedência de questões ambientais e identitárias, é o mundo do século XIX com a tecnologia contemporânea. Porém, também surge o mundo desejado e descrito pelo gênio político de Johann Gottlieb Fichte em 1796, o mundo multipolar dos acordos entre iguais, os Estados Nacionais, que, por sua vez, celebram com seus habitantes acordos de defesa, de proteção da vida, da saúde, da educação, da dignidade e do trabalho. O mundo que Fichte denominou do Direito Natural segundo os princípios da doutrina da ciência.
Há o mundo das globalizações, do único poder, da pasteurização das sociedades que se contrapõe ao mundo multipolar, da igualdade de direitos, das riquezas culturais acompanhando as diversidades geográficas. Só um ignorante, um colonizado mental, irá à Paris para ingerir comidas de fast food com coca-cola, ao invés de apreciar a rica gastronomia francesa, em um bistrô, acompanhada de vinho bordeaux ou bourgogne, ou ir à Eurodisney e não fazer excursão aos castelos do vale do Loire.
O que significa a multipolaridade? É integrar a Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR), de solidariedade e apoio múltiplo no lugar da belicosa Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), participar da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) e não da colonizadora e excludente Organização dos Estados Americanos (OEA).
As finanças, as ONGs, os submissos a ideologias globais, denominem-se de esquerda ou de direita, são todos escravos, não suportam nem mesmo para eles próprios a responsabilidade das decisões, como cidadãos conscientes de sua nacionalidade, defensores do trabalho como única fonte legítima de riqueza.
Exemplo de submissão aos interesses das finanças apátridas vem com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal, que transcrevemos do Jornal do Brasil (STF valida mudança na pensão por morte do INSS, por Gabriel Mansur, 27/06/2023):
“A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou pela validade da mudança constitucional que alterou o pagamento de pensão por morte paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O julgamento ocorreu de forma virtual e foi finalizado na sexta-feira (23). Os ministros julgaram a constitucionalidade do artigo 23 da Emenda Constitucional 103, atrelada à Reforma da Previdência de 2019. Pela regra, quem fica viúvo tem direito de receber 50% do benefício do segurado que morreu, caso estivesse aposentado, ou da aposentadoria por invalidez a que o segurado teria direito, mais 10% por dependente, até o limite de 100%. Uma viúva sem filhos, por exemplo, recebe um valor mínimo de 60% sobre a aposentadoria do segurado que morreu ou de sua aposentadoria por invalidez. O cálculo foi contestado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar). Para a associação, há prejuízo para a viúva do segurado que morreu antes de se aposentar, já que a pensão seria paga sobre o valor de uma aposentadoria simulada. Ao analisar os questionamentos, a maioria dos ministros seguiu voto proferido pelo relator, Luís Roberto Barroso. Para o ministro, não há inconstitucionalidade nas alterações previdenciárias. Em seu relatório, ele aponta o déficit da Previdência, o aumento da expectativa de vida da população e a queda no número de filhos por mulher como um dos fatores que reforçam a necessidade de fazer uma reforma, mudando as regras”.
Assim, pelo mais elevado tribunal da justiça brasileira, o trabalho se submete ao lucro financeiro e o País ao interesse apátrida.
*Pedro Augusto Pinho é administrador aposentado, e atualmente preside a AEPET- Associação dos Engenheiros da Petrobrás.
sábado, 24 de junho de 2023
CAPANGA EVAIR DE MELO * FERNANDA COUZEMENCO / Século diário


domingo, 23 de abril de 2023
DE OLHO NOS RURALISTAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT
domingo, 27 de novembro de 2022
O EXÉRCITO IGNORA * The Intercept Brasil
O EXÉRCITO IGNORA
Conseguimos os dados que o *Exército* não tem. Olá…
Nas duas últimas semanas, cenas grotescas de manifestações golpistas tomaram as redes sociais. Muitas viraram memes. Seriam cômicas se não fossem – todas – trágicas. Um dos casos, você deve ter visto, aconteceu há poucos dias quando “manifestantes” atacaram policiais rodoviários federais a pedradas e tiros, ferindo três agentes.
Você reparou onde isso aconteceu? Foi no sul do Pará, na BR-163, uma das principais estradas que cortam a *Amazônia Legal*.
Antes de seguir em frente, queria retomar com você alguns dados.
Em 2018, havia pouco mais de 100 mil pessoas registradas como caçadores, atiradores ou colecionadores de armas, os CACs. Esse número hoje é de mais de *670 mil* pessoas. *Você sabe qual é o efetivo da Polícia Militar na ativa no Brasil hoje? 406 mil policiais. Forças Armadas? 360 mil*.
Há pouco tempo, o número de armas registradas por CACs ultrapassou 1 milhão. Até julho, eram 434.715 fuzis nas mãos de CACs. E quem são essas pessoas? Não sabemos.
O *Exército* não divulga esses dados, e o controle sobre quem pode se registrar como CAC foi se flexibilizando progressivamente durante os quatro anos do governo Bolsonaro.
A realidade é que o Brasil se armou nos últimos quatro anos e a sociedade sequer tem a dimensão disso. O Exército, que deveria ter o controle preciso desses dados, tornou-se cúmplice da política de Bolsonaro. Nem as polícias têm acesso a um banco unificado sobre armas no Brasil.
Para o *Intercept*, no entanto, essa dificuldade nunca foi impeditiva. Buscamos muitos caminhos para esclarecer o cenário do armamento de civis no país, até que encontramos um, e seus resultados começaram a ser revelados aos nossos leitores na última semana.
Há mais de seis meses, venho levantando dados sobre os clubes de tiro abertos na Amazônia Legal nos últimos anos. Foi uma pesquisa lenta, trabalhosa. Depois de levantar todos os CNPJ ativos e a data de abertura de cada um deles – informação que o Exército afirmou não ter –, descobrimos que alguns clubes de tiro simplesmente não estavam nos registros oficiais. A invisibilidade aumenta porque nem todos os endereços são fáceis de localizar no mapa, trabalho que fizemos com ajuda de georreferenciadores e contato direto com os responsáveis pelos estabelecimentos. Localizamos no mapa um por um e revelamos que a expansão dos clubes acontece principalmente em torno do chamado *“arco do desmatamento”*.
A região da *Amazônia Legal* levou 43 anos para acumular 86 clubes de tiro, de 1974 a 2017.
Até o momento, de 2019 para cá, foram abertos 107 novos clubes. Quando observamos sua disposição no mapa, é possível ver *áreas indígenas totalmente cercadas por eles*.
Lembra da BR-163? É ao longo desta rodovia, e também da BR-158, que se concentra grande parte dos clubes de tiros da região. Entre as duas, ao norte do Mato Grosso e ao sul do Pará, estão o Parque do Xingu, e as Terra Indígena Menkragnoti, Kayapó, entre outras.
Esses e muitos outros dados estão sendo revelados na série Amazônia Sitiada, que começamos a publicar na última semana. É um trabalho imenso que envolveu dezenas de profissionais, entre repórteres, editores, checadores, designers, ilustradores, advogados. Esse tipo de reportagem custa uma pequena fortuna para uma redação independente e pequena como a nossa, você pode imaginar. E, aqui, não pesa apenas o gasto direto com a reportagem. Custa caro também porque envolve questões muito sensíveis de segurança e acesso a ferramentas como softwares de georreferenciamento e cruzamento de dados. É um trabalho que demanda paciência e persistência de todos os envolvidos.
*Eles armaram o país nesses quatro anos e reduziram o poder de fiscalização do Exército e da Polícia Federal*. Reféns do governo Bolsonaro, essas forças perderam ainda mais o controle das informações sobre armas e quem as compra. Claro que não dá para isentar de responsabilidade o Exército, que não demonstra nenhuma intenção de gerenciar a própria bagunça com os registros de *CACs* e clubes de tiro. As consequências disso podem ser trágicas. Especialmente em uma região onde populações indígenas e ribeirinhas já convivem com um cotidiano violento.
Mais uma vez mostramos como o jornalismo é uma arma poderosa. Eles estão armados com fuzis e munições. Nosso poder passa por outras forças: a investigação, a liberdade para denunciar e a capacidade de comunicar. Lembre-se: tudo que o Intercept publica é gratuito e acessível para toda a população. Quando você apoia o jornalismo do TIB é isso que você garante: que o meu trabalho aconteça de maneira autônoma e que todo mundo possa ter acesso a ele.
Este jornalismo é essencial, não é mesmo? Essa é a hora de trabalharmos para reconstruir o que eles destruíram. O Intercept está na linha de frente desse esforço. Vem investigar com a gente!
O *TIB* É ESSENCIAL E PRECISA CONTINUAR ATUANTE →
Um abraço,
Carol Castro - Repórter
domingo, 20 de novembro de 2022
LADRÕES DE FLORESTAS * The Intercept Brasil
LADRÕES DE FLORESTAS
Colômbia.: OTAN na Amazônia: Petro está brincando com fogo?
Via *Resumo Latino-Americano *
em 18 de novembro de 2022.
No início deste mês, Gustavo Petro, [Presidente da Colômbia] convidou militares dos EUA e da OTAN para a Amazônia sob o pretexto de que o maquinário poderia ser reaproveitado para “proteger” o meio ambiente.
A OTAN expandiu-se recentemente para a Suécia e a Finlândia, incorporou-se de facto à Ucrânia e pode ser alargada à Geórgia.
A entrada da OTAN na Amazônia está sendo preparada agora sob a égide do recém-eleito presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
A OTAN [nato] é um instrumento primário do domínio imperial dos EUA. É a Guarda Pretoriana de Washington projetada em escala mundial. No início deste mês, o presidente Petro convidou as forças militares dos EUA e da OTAN para a Amazônia sob o pretexto de que a máquina de guerra imperial poderia ser reaproveitada como “polícia” destinada a proteger o meio ambiente, em vez do velho ardil da guerra às drogas.
Ele propôs o envio de helicópteros Black Hawk americanos para apagar incêndios. Antes do álibi ambiental, o pretexto para a militarização da selva era a interdição de entorpecentes. Petro descreveu sua “conversa com a OTAN” como “estranha”, mas foi rápido em acrescentar “aqui estamos nós”. Ele legitimou a ocupação militar norte-americana da Colômbia - nove bases - como "mais uma unidade policial do que militar".
Incrivelmente, ele afirmou que a continuação da ocupação foi uma “reversão completa do que a ajuda militar dos EUA sempre foi”.
*NATO na Colômbia*
A Colômbia tem sido o garoto-propaganda da Doutrina Monroe – uma afirmação da hegemonia dos EUA sobre o hemisfério que remonta a 1823 – e o principal estado cliente dos EUA nas Américas.
Tanto Hillary Clinton quanto Joe Biden promoveram a nação sul-americana em suas campanhas presidenciais nos Estados Unidos como um modelo para o restante da América Latina.
Em 2017, a Colômbia tornou-se um dos Parceiros Globais da OTAN e o primeiro da América Latina.
Em fevereiro, a Colômbia realizou um provocativo exercício naval conjunto com a OTAN perto da Venezuela, que incluiu um submarino nuclear.
Então, em 10 de março, a Colômbia tornou-se um “Aliado Não-OTAN Principal” dos EUA, dando à Colômbia acesso especial a programas militares. Biden explicou: “Este é um reconhecimento do relacionamento único e próximo entre nossos países”.
De 26 de agosto a 11 de setembro, os militares dos Estados Unidos e da Colômbia realizaram exercícios conjuntos da OTAN. Nesse período, a General do Exército dos EUA, Laura Richardson, comandante do Comando Sul dos EUA, fez uma visita de cinco dias para se encontrar com o recém-eleito presidente.
O general elogiou "nosso parceiro número um em termos de segurança na região", descrevendo a Colômbia como o *"eixo de todo o hemisfério sul".*
O comandante do Comando Sul também se reuniu com a vice-presidente colombiana Francia Márquez para discutir a implementação da iniciativa hemisférica “Mulheres, Paz e Segurança”.
Richardson concluiu que "o Hemisfério Ocidental é amplamente livre e seguro graças aos esforços de estabilização da Colômbia".
Quando Petro assumiu o cargo pela primeira vez, ele se distanciou da posição EUA-OTAN na guerra por procuração dos EUA contra a Rússia na Ucrânia, defendendo uma paz negociada neutra em 21 de setembro.
Duas semanas depois, ele mudou, aderindo à resolução liderada pelos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos que condenava veementemente a Rússia.
A "invasão não provocada" da Rússia e exigindo unilateralmente a sua retirada. Greenwashing da OTAN na Amazônia
A legitimação da intervenção militar estrangeira na Amazônia sob o pretexto do ambientalismo não é uma ideia nova. Pouco preocupado com as sutilezas da soberania nacional, Al Gore disse ao Senado dos Estados Unidos em 1989: “A Amazônia não é sua propriedade. Pertence a todos nós."
Mais recentemente, em 2019 e em resposta aos incêndios na Amazônia brasileira, o presidente francês Emmanuel Macron instou imperiosamente as nações do G7 a intervir: “É uma crise internacional”.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, ecoou o sentimento de Macron, assim como os líderes políticos de outras ex-potências coloniais, como a Alemanha.
O Quora perguntou retoricamente: "Por que a OTAN não invade o Brasil para salvar a Amazônia?"
A Associação da OTAN do Canadá, por sua vez, argumentou que se tratava de uma “ação externa”: “Ameaças à segurança ambiental, como os incêndios na floresta amazônica, afetam o meio ambiente global e, portanto, exigem um sistema de segurança coletiva para lidar com elas” .
A luta contra os incêndios florestais e outras catástrofes relacionadas com o clima foi incorporada no escopo cada vez maior da OTAN.
Os militaristas não estão tão preocupados com o meio ambiente quanto com distúrbios que possam perturbar a ordem mundial existente.
Como a OTAN é um acessório do império americano, essas novas tarefas ecológicas são mais bem compreendidas não como funções não militares, mas como a militarização do ambientalismo.
Suas missões “despertadas” para o meio ambiente operam sob o disfarce do Programa Ciência para a Paz e Segurança da OTAN e até mesmo do Programa Ambiental da ONU, que coopera com a OTAN.
Consequentemente, a Política Externa via favoravelmente a “militarização da Amazônia” por motivos ambientais. Um artigo posterior da FP sobre quem invadirá a Amazônia previu: *“É apenas uma questão de tempo até que as grandes potências tentem impedir as mudanças climáticas de qualquer maneira”. *
Colômbia: não é mais um representante automotivo dos EUA. Apesar de ter aberto a porta à entrada com os EUA e a OTAN na Amazônia, o presidente colombiano Petro tem em mente outras soluções não militares para a mudança climática.
Em seu discurso perante a ONU, Petro alertou que "as guerras serviram de desculpa para não acabar com a crise climática". Enquanto nações produtoras de petróleo como EUA, Reino Unido e Noruega estão aumentando a extração, o Petro está indo na direção oposta.
Sua proposta de imposto sobre o petróleo e o carvão para reduzir a produção e financiar projetos sociais, a proibição do fracking e, sobretudo, o desencadeamento politicamente provocativo dos subsídios aos combustíveis podem, no entanto, levar a uma maior desvalorização do peso e ao descontentamento da população.
Petro pediu a uma recente delegação do Congresso dos Estados Unidos na Colômbia que interviesse junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para perdoar parte da dívida colombiana em troca de investimentos em economias descarbonizadas. Isso compensaria, explicou ele, a perturbação da economia mundial causada pelas medidas coercitivas unilaterais dos EUA (isto é, sanções).
Petro elaborou em um discurso recente: "Os Estados Unidos estão arruinando praticamente todas as economias do mundo". Petro também solicitou que a delegação do Congresso dos EUA considerasse pagar a conta para a concessão de três milhões de acres de terra a camponeses como parte do esforço de reforma agrária de seu governo.
A alternativa, sugeriu Petro habilmente, seria envolver ainda mais a rival geopolítica dos Estados Unidos, a China, em suas iniciativas de transição energética.
A Bloomberg relata que a China já fechou vários acordos importantes de infraestrutura de energia renovável com a Colômbia. Como sinal da mudança na balança comercial, a Colômbia importou 14,8 bilhões de dólares da China, ante 14,1 bilhões de dólares dos Estados Unidos em 2021.
O ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos havia se gabado em 2013 em referência ao papel regional da Colômbia como um estado cliente dos Estados Unidos: “Se alguém chamasse meu país de Israel da América Latina, eu ficaria muito orgulhoso. Admiro os israelenses e tomaria isso como um elogio."
Uma mensagem decididamente nova é a do presidente Petro, que declarou publicamente que os Estados Unidos "não nos amam". Na verdade, Petro ganhou as manchetes internacionais criticando a política de combate às drogas dos EUA, observando que, embora a Colômbia possa ter sido historicamente o fornecedor de narcóticos ilícitos, os EUA têm a responsabilidade de ser o maior consumidor.
Além disso, a Colômbia deixou de ser o substituto de Washington na desestabilização da Venezuela para se reconciliar com seu vizinho imediato e restabelecer relações diplomáticas amistosas.
*A conturbada parceria da Petro com George Soros*
A direita acusa Petro de ser protegido e financiado pelo bilionário George Soros, cuja Open Society Foundation atua na Colômbia há muito tempo.
Petro é retratado por esses elementos "como uma manifestação daquela trajetória ideológica da qual George Soros costuma ser visto como o patriarca".
Embora vilipendiado pela direita, o obsessivamente anticomunista “marionetista do imperialismo humanitário” não é amigo da esquerda.
Embora Petro tenha tentado se distanciar de Soros em um tweet chamando-o de "capitalista especulador", o novo presidente se reuniu com o filho de Soros e vice-presidente da fundação logo após assumir a presidência para discutir joint ventures na Amazônia.
*A difícil situação de Petro: um pequeno país à sombra da hegemonia americana.*
Agora que a direita associada ao ex-presidente Álvaro Uribe foi desacreditada e derrotada eleitoralmente, o imperialismo estadunidense precisa de um novo rosto na Colômbia.
As posições ambíguas de Petro são melhor compreendidas no contexto histórico. Pela primeira vez em dois séculos, supostos esquerdistas concorreram e viveram para assumir a presidência da Colômbia, um país que tem sido não apenas um estado cliente dos EUA, mas também seu principal procurador.
Sua vitória é um passo essencial na longa luta para libertar seu conturbado país de sua antiga subjugação ao colosso do norte. Mas deve-se enfatizar que é ingênuo acreditar que Washington permitirá que tal mudança sísmica para a esquerda não seja contestada.
Dado o domínio da Colômbia por seus militares apoiados pelos EUA, Petro estava preocupado não apenas em vencer a eleição, mas em sobreviver depois.
Tanto Petro quanto sua companheira de chapa Márquez sobreviveram a tentativas de assassinato durante a campanha. Até a Voz da América alertou sobre o "espectro do assassinato".
O novo presidente da Colômbia é um ex-guerrilheiro de esquerda, que se voltou politicamente para o centro. Mas em comparação com o governo de extrema-direita de Uribe e seus sucessores na Colômbia, a eleição de Petro e sua vice-presidenta Márquez, constitui uma mudança radical na direção progressista.
O movimento regional de integração e independência desafia o desejo dos Estados Unidos de impor sua hegemonia nas Américas. A mudança do executivo colombiano avança ainda mais nesse movimento. Mas o Petro herdou grandes restrições institucionais e está sob enorme pressão.
Paradoxalmente, as mesmas condições contra as quais Petro fez campanha e que o levaram à presidência agora se tornaram seus quebra-cabeças para resolver. Fortes ventos inflacionários açoitam a sociedade, gerados por economias globais com as quais pequenos países como a Colômbia devem se integrar, mas sobre as quais têm um controle mínimo. À medida que o custo de vida aumenta, o apoio popular de Petro em casa está diminuindo. A situação de Petro está sendo travada entre demanda popular por mudanças progressivas e o legado da dominação imperial dos EUA.
A Colômbia terá que encontrar os meios para resistir à maior projeção do comando militar dos EUA na forma da OTAN.
A Amazônia não precisa de incendiários para apagar seus incêndios.
FONTE
https://www.resumenlatinoamericano.org/2022/11/18/colombia-la-otan-en-el-amazonas-petro-juega-con-fuego/
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