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segunda-feira, 5 de agosto de 2024

AGRO ATACA GUARANIS KAIOWAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

AGRO ATACA GUARANIS KAIOWAS


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URGENTE ATAQUE DE FAZENDEIROS
CRIANÇAS BALEADAS.
Vários Kaiowás Baleados, Segundo Informações Temos Crianças Baleadas ! 
SOCORRO NOS AJUDE!
#Repost @cimi_conselhoindigenista
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Após Força Nacional se retirar de retomadas, jagunços atacam e deixam dez Guarani e Kaiowá gravemente feridos em Douradina

“Pega teu povo e sai daqui ou vocês vão morrer”. Este foi o aviso dado a um indígena Guarani e Kaiowá das retomadas de Douradina (MS), no início da tarde deste sábado (3), por um agente da Força Nacional pouco antes do destacamento se retirar da área dando liberdade para um ataque de jagunços fortemente armados, que empoleirados em camionetes atiraram com munição letal e balas de borracha deixando dez Guarani e Kaiowá feridos.

Dois indígenas estão em estado grave: um levou um tiro na cabeça e outro um tiro no pescoço. Além deles, mais seis feridos foram encaminhados ao Hospital da Vida, em Dourados. Após pressões, a Força Nacional voltou a montar guarda nas retomadas. “Queremos saber a razão da Força Nacional ter saído daqui. Os agentes saíram e o ataque aconteceu. Parece que foi combinado. Queremos entender”, diz um indígena Guarani e Kaiowá por áudio no WhatsApp.

O ataque deste sábado ocorreu na retomada Pikyxyin, uma das sete na Terra Indígena Lagoa Panambi, identificada e delimitada desde 2011, e a mesma onde nesta sexta-feira (2) um ataque já havia ocorrido, mas sem ferir os indígenas, e também local em que um casal de jagunços armado foi detido pela Força Nacional na quinta (1). Ou seja, os agentes federais sabiam que o ambiente seguia tenso, com incursões de jagunços nas retomadas.

A Defensoria Pública da União (DPU) anunciou que entrará com representação pedindo a destituição do comando da Força Nacional no Mato Grosso do Sul. Na retomada Yvy Ajere, onde há um acampamento de jagunços, mais camionetes chegaram para reforçar o grupo que lá estava. “A jagunçada se mexe na frente de todo mundo. A gente observa eles manuseando armamentos pesados. Vão e voltam com liberdade”, diz o indígena.

A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) cuidou do pronto-atendimento das vítimas do ataque, mobilizando duas ambulâncias de terapia intensiva para cuidar dos dois feridos com mais gravidade.
@minpovosindigenas @funaioficial @mjspgov @lulaoficial @mpf_ms @dpuoficial @onuderechoshumanos

URGENTE ATAQUE DE FAZENDEIROS
CRIANÇAS BALEADAS.
Vários Kaiowás Baleados, Segundo Informações Temos Crianças Baleadas ! 
SOCORRO NOS AJUDE! 

*Oitiva, feridos fora de perigo, retaliação ao MST: as 24 horas depois do ataque às retomadas de Douradina*

Leia mais:_ https://cimi.org.br/2024/08/oitiva-feridos-fora-de-perigo-retaliacao-ao-mst-e-bastidores-as-24-horas-depois-do-ataque-as-retomadas-de-douradina/?swcfpc=1

Os indígenas Guarani e Kaiowá internados no Hospital da Vida, em Dourados (MS), estão fora de risco.

A informação foi passada na manhã deste domingo (4) pela equipe médica a representantes do Ministério Público Federal (MPF) e Ministério dos Povos Indígenas (MPI), que na sequência se encaminharam para oitivas nas retomadas de Douradina, Terra Indígena Lagoa Panambi, atacadas por jagunços na tarde deste sábado (3).

No total, dez indígenas ficaram feridos, incluindo uma idosa atingida por bala de borracha. Apesar da brutalidade do ataque, os Guarani e Kaiowá seguem nas retomadas.

Depois de pressões, a Força Nacional voltou à Terra Indígena, mas ainda não há explicações oficiais das razões que levaram o contingente policial a se retirar da área momentos antes do ataque.

Na madrugada deste domingo (4), o que vem sendo encarado como ação de retaliação, o acampamento Esperança, do MST, foi atacado e incendiado. Integrantes do acampamento, localizado em Dourados, prestaram solidariedade aos Guarani e Kaiowá em uma visita às retomadas na última segunda-feira (29).
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domingo, 26 de junho de 2022

Toda solidariedade ao povo Guarani Kaiowá * José Rainha Junior - Coordenação Nacional da FNL

Toda solidariedade ao povo Guarani Kaiowá


A FNL manifesta seu repúdio diante de mais um crime dos latifundiários, praticado pela PM do Mato Grosso do Sul, com a conivência das autoridades governamentais, contra o povo Guarani – Kaiowá, que matou Vito Fernandes e baleou dez indígenas, entre os quais três adolescentes, incluindo duas meninas. 
O Batalhão de Choque da PM do Mato Grosso do Sul agiu sem ordem judicial, junto com fazendeiros, na manhã de 24 de junho, para desalojar os Guarani Kaiowá que retomavam o território Guapoy, em Amambaí (MS). A covardia da PM chegou tentar impedir que os baleados fossem socorridos. Davi recebeu três tiros fatais.
O povo Guarani – Kaoiwá que tem sofrido seguidamente a violência dos latifundiários, que assassinam impunemente esse povo, que tem sido vítima de um genocídio, que se aprofundou com o atual governo que tem imposto uma política anti-indígena no país, atacando, perseguindo e descontruindo as políticas indigenistas e avançado sobre os territórios indígenas com o garimpo, derrubadas em busca de madeiras de lei e com o agronegócio que envenena terras, rios e o ar.
A ação policial realizada em parceria com pistoleiros contra os Guarani Kaiowá comprova que a criminalidade avança nas forças públicas, que tem causado mortes de indígenas e indigenistas. Os assassinatos de Bruno Pereira, perseguido pelo chefe do Planalto e seus agentes, e de Dom Philips, no Vala de Yapari, com a perversidade dos genocidas que controlam o país não pode ser aceita, nem naturalizada. 
A FNL conclama todas as forças, que combatem este governo, que ataca os povos indígenas, o povo negro, os pobres, mulheres e destrói o Estado brasileiro, a se unirem e ocupar às ruas e todos os espaços até a definitiva derrubada do fascismo instaurado no Brasil.  
Não podemos mais permitir que tantos crimes sigam sendo praticados contra os povos indígenas, como mais esta ação, perversa, ilegal e desumana, contra o povo Guarani Kaiowá.
Pela imediata reestruturação da Funai.
Pela imediata demarcação das terras indígenas.
Punição imediata de assassinos dos povos indígenas.
Fora Bolsonaro. Basta.
Brasília, 25 de junho de 2022
 
José Rainha Junior - Coordenação Nacional da FNL
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