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domingo, 26 de junho de 2022

Toda solidariedade ao povo Guarani Kaiowá * José Rainha Junior - Coordenação Nacional da FNL

Toda solidariedade ao povo Guarani Kaiowá


A FNL manifesta seu repúdio diante de mais um crime dos latifundiários, praticado pela PM do Mato Grosso do Sul, com a conivência das autoridades governamentais, contra o povo Guarani – Kaiowá, que matou Vito Fernandes e baleou dez indígenas, entre os quais três adolescentes, incluindo duas meninas. 
O Batalhão de Choque da PM do Mato Grosso do Sul agiu sem ordem judicial, junto com fazendeiros, na manhã de 24 de junho, para desalojar os Guarani Kaiowá que retomavam o território Guapoy, em Amambaí (MS). A covardia da PM chegou tentar impedir que os baleados fossem socorridos. Davi recebeu três tiros fatais.
O povo Guarani – Kaoiwá que tem sofrido seguidamente a violência dos latifundiários, que assassinam impunemente esse povo, que tem sido vítima de um genocídio, que se aprofundou com o atual governo que tem imposto uma política anti-indígena no país, atacando, perseguindo e descontruindo as políticas indigenistas e avançado sobre os territórios indígenas com o garimpo, derrubadas em busca de madeiras de lei e com o agronegócio que envenena terras, rios e o ar.
A ação policial realizada em parceria com pistoleiros contra os Guarani Kaiowá comprova que a criminalidade avança nas forças públicas, que tem causado mortes de indígenas e indigenistas. Os assassinatos de Bruno Pereira, perseguido pelo chefe do Planalto e seus agentes, e de Dom Philips, no Vala de Yapari, com a perversidade dos genocidas que controlam o país não pode ser aceita, nem naturalizada. 
A FNL conclama todas as forças, que combatem este governo, que ataca os povos indígenas, o povo negro, os pobres, mulheres e destrói o Estado brasileiro, a se unirem e ocupar às ruas e todos os espaços até a definitiva derrubada do fascismo instaurado no Brasil.  
Não podemos mais permitir que tantos crimes sigam sendo praticados contra os povos indígenas, como mais esta ação, perversa, ilegal e desumana, contra o povo Guarani Kaiowá.
Pela imediata reestruturação da Funai.
Pela imediata demarcação das terras indígenas.
Punição imediata de assassinos dos povos indígenas.
Fora Bolsonaro. Basta.
Brasília, 25 de junho de 2022
 
José Rainha Junior - Coordenação Nacional da FNL
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terça-feira, 19 de outubro de 2021

Basta de arrendar vidas indígenas! * APIB/ARPINSUL

 *Basta de arrendar vidas indígenas!*


_Nota de repúdio da Apib e Arpinsul sobre a omissão do Estado com as violências em Terras Indígenas no Rio Grande do Sul_


A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e a Articulação dos Povos Indígenas do Sul (Arpinsul) denunciam a omissão do Governo Federal sobre as práticas criminosas de arrendamento cometidas em Terras Indígenas do povo Kaingang, no Rio Grande do Sul (RS). Um processo que coopta e corrompe lideranças colocando indígenas contra indígenas em uma política de violência incentivada pelo atual Governo, fomentada pelo agronegócio e que gera mortes. 


Repudiamos de forma veemente toda violência que tem acontecido nas TIs Serrinha, Nonai, Ventana, Carreteiro e Guarita, no Rio Grande do Sul, que ameaçam as vidas dos velhos, crianças, mulheres e homens do povo kaingang. 


Nos solidarizamos com as famílias que perderam seus parentes assassinados e com as pessoas expulsas de suas casas, neste sábado (16), para a violência alimentada pelo agronegócio com o arrendamento de parte da TI Serrinha, localizada no município de Ronda Alta (RS), para o plantio de soja. 


Alertamos sobre a necessidade das instituições de controle e fiscalização do Estado agirem imediatamente para impedir o avanço da violência nas TIs do Rio Grande do Sul. Basta de abandono do Estado, conivência com o roubo de terras e basta de mortes. É preciso impedir que os arrendamentos sejam legalizados com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 187, que tramita no Congresso Nacional e pretende legalizar a prática em todo o país. A proposta ruralista é mais uma ameaça aos direitos constitucionais dos povos indígenas e pode agravar ainda mais o quadro de violências contra os povos originários. 


“Desde a época do SPI (Serviço de Proteção ao Índio) o arrendamento das Terras Indígenas no Sul é feito com o incentivo do Estado e quem era contra acabava sendo assassinado, expulso ou preso. Depois com a Funai (Fundação Nacional do Índio), na década de 70, as violências continuaram. A partir da década de 80 o povo Kaingang começou a praticar arrendamento e os conflitos seguem até os dias atuais com o agravamento da violência política alimentada pelo agronegócio que arma milícias para perseguir e matar nossas lideranças”, alerta Kretã Kaingang, coordenador executivo da Apib. 


Se nós não enfrentarmos o Estado, se nós não enfrentarmos os políticos, se nós não enfrentarmos o agronegócio nós não vamos conseguir parar com os arrendamentos e com os conflitos nas terras indígenas. 


*Sangue indígena nenhuma gota a mais!*


Acesse nota em: https://bit.ly/ArrendamentoNÃO 

Siga @apiboficial e @arpinsulindigenas e fortaleça a luta dos povos indígenas! 


_#EmergênciaIndígena_


domingo, 17 de outubro de 2021

Toda solidariedade ao Povo Kaingang * Marize-Pará Reté / RJ

TODA SOLIDARIEDADE AO POVO KAINGANG
VANGRI KAINGANG

A situação de violência vivida por várias famílias indígenas em suas terras, em várias partes do Brasil é no mínimo revoltante, e por não aceitar me calar, quero compartilhar o que Vãngri Kaingang, pessoa que conheço desde os tempos da ocupação do prédio do Antigo Museu do Índio (RJ), que passou a se chamar Aldeia Maracanã, está sofrendo junto de sua família e também de outros parentes que não aceitam arrendamento em terras indígenas, na esperança de que as pessoas que lerem este documento, possam finalmente entender que o modo que empresas e prefeituras agem seguindo uma política econômica de entreguismo de nossos recursos naturais, de destruição do meio-ambiente e da vida de tudo que pisa este planeta, é também responsabilidade nossa, a situação que Vãngri e vários Kaingang estão vivendo no RS, bem como vários indígenas no Brasil, não é de conhecimento da maioria dos brasileiros, pelo simples fato de que o agronegócio financia a mídia oficial, portanto, é preciso explicar como isto acontece, explicar o que o agronegócio vem fazendo em algumas terras indígenas que cooptam lideranças, injetam dinheiro para que estes comecem a fazer o papel de influenciar outros indígenas, que o plantio de monocultura é bom e trará "progresso" à comunidade. Fundam uma cooperativa para escamotear o arrendamento da terra e vão cobrando por sacas produzidas. Os que não aceitam, vão sendo expulsos ou mortos por uma milícia que estes grupos constituem. Vãngri, liderança Kaingang é de nosso grupo da Aldeia Maracanã da origem. Está fazendo medicina na UFRGS. É escritora, artista plástica e foi expulsa ontem (16/10/2021) de sua casa na terra indígena da Serrinha junto com sua família. Por várias vezes a polícia federal foi acionada, assim como a FUNAI e o Ministério Público. Ninguém deu resposta e ontem na madrugada cinco pessoas foram torturadas e assassinadas.


Esta é a política do agro que expulsa indígenas, do Pop que mata, do agro que é corrompido por milicianos com disfarce de cacique, dos políticos que estão nas câmaras cujas campanhas são financiadas por eles, dos prefeitos e governadores e até do atual presidente da República que fecha os olhos a toda economia predatória que estamos vivenciando neste país e que são beneficiados por este tipo de política. O que quero deixar bem explícito neste documento é que ele é um pedido de socorro e de consciência para os seres humanos, pois estamos vivendo uma crise hídrica não vista
nos últimos 100 anos, sem chuva, não haverá água e sem ela não haverá vida. Nada é mais importante neste momento que a sobrevivência de nossa espécie e ela têm como linha de frente um povo que luta em defesa da vida: da sua vida inclusive. Denunciem nas redes sociais, lutem conosco, exijam políticas que defendam as florestas, os animais, você! As futuras gerações agradecerão. Portanto, esta luta precisa salvaguardar a vida daqueles e daquelas que estão na linha de frente. Não se cale, lute conosco!

Marize-Pará Reté (Presidente da Associação Indígena Aldeia Maracanã e Coordenadora do ISPO-Aldeia Jacutinga).

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