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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Revolução, democracia burguesa e o vazio político ocupado pela extrema direita * Matheus Hygino/MNLM

Revolução, democracia burguesa e o vazio político ocupado pela extrema direita
Pesquisa nacional revela que quase metade dos brasileiros quer revolução ou acredita que ela já começou, enquanto esquerda institucional se torna conservadora e defende manutenção do status quo.

A pesquisa nacional de opinião pública encomendada pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL) e realizada pela Ágora Consultores, com quase 10 mil entrevistados entre 17 e 23 de novembro de 2025, confirma aquilo que os socialistas vêm afirmando há décadas: a população brasileira está cansada do sistema político atual, da democracia burguesa e de suas instituições.

Segundo o levantamento, 35% dos brasileiros afirmam que mudanças só viriam com rupturas radicais, enquanto 10% avaliam que uma revolução já está em curso, ainda que lentamente. Somados, são quase metade da população expressando rejeição ao status quo. Em contrapartida, apenas 5% defendem que o sistema atual é melhor do que qualquer alternativa revolucionária. Os dados não apontam estabilidade democrática, mas esgotamento social e político profundo.

No entanto, a pesquisa também revela uma confusão estrutural sobre o que é, de fato, o sistema político brasileiro. A maioria da população rejeita o Congresso, o Senado, o Judiciário, o STF, os governos e os partidos, mas não identifica essas instituições como partes orgânicas de um mesmo sistema: o capitalismo em sua forma de democracia liberal burguesa. As instituições desacreditadas pelo povo são, justamente, instituições burguesas, desenhadas para servir ao capital, aos grandes proprietários, ao mercado financeiro e ao latifúndio (agronegócio).

A esquerda institucional se torna conservadora

Esse mal-estar, porém, não se distribui de forma homogênea entre os campos políticos. A pesquisa mostra que entre os eleitores de Lula em 2022, 63% se posicionam contra uma revolução, defendendo que “a democracia deve ser respeitada”. Apenas 16% desse grupo afirmam que mudanças só ocorreriam por meio de rupturas radicais. De forma semelhante, entre aqueles que se identificam como esquerda, 62% entendem que o sistema político atual precisa de “ajustes”, mas acreditam que essas mudanças podem vir pela via eleitoral, sem romper com o sistema capitalista.

Esses dados são reveladores. Eles demonstram como a esquerda institucional brasileira — especialmente o petismo e o chamado “campo democrático popular” — se tornou conservadora. Conservadora não no sentido moral, mas no sentido político de defender a manutenção das instituições da democracia burguesa, tratando “democracia” como um conceito abstrato, descolado de sua base material. É preciso adjetivar: não existe democracia em abstrato. O que existe no Brasil é uma democracia burguesa, que funciona plenamente para a classe dominante e de forma limitada, violenta e excludente para a classe trabalhadora.

O Estado para a classe trabalhadora


Enquanto a esquerda institucional se agarra à defesa do “Estado Democrático de Direito” e das “instituições”, a maioria da população não se vê representada nessa democracia. Para as periferias, o Estado chega majoritariamente como polícia, repressão e encarceramento, e não como garantidor de direitos. Falta saneamento, moradia, transporte público, energia, saúde e políticas estruturantes. Para a chamada “classe média”, o que se vive é a queda do poder de compra, a precarização do trabalho e a frustração das promessas de ascensão social.

Mesmo durante os governos petistas, políticas fundamentais como o Bolsa Família, o BPC e os programas de combate à fome — importantes e responsáveis por retirar milhões da miséria — não enfrentaram o núcleo da desigualdade brasileira: o poder do grande capital. Não houve taxação efetiva das grandes fortunas, nem enfrentamento do sistema financeiro, nem uma política consistente de reindustrialização. Ao contrário, manteve-se a financeirização da economia e avançaram privatizações e concessões de setores estratégicos, como transporte, energia, água e serviços públicos.

A precarização do trabalho

Esse modelo produziu uma distorção profunda do que passou a ser entendido como “esquerda”. Enquanto se comemoravam índices de “pleno emprego”, o que crescia era o trabalho informal, precarizado e mal remunerado, sobretudo no setor de serviços — realidade amplamente documentada por dados do IBGE e do DIEESE. A CLT foi enfraquecida, direitos foram retirados e a precarização passou a ser naturalizada, inclusive com apoio de parcelas da opinião pública, fruto da hegemonia neoliberal.

Nesse contexto, a esquerda institucional passou a defender com unhas e dentes um STF que o povo não reconhece como legítimo. Um Supremo Tribunal que retira direitos trabalhistas, mantém relações promíscuas com grandes empresários e banqueiros, promove eventos privados ao lado do capital financeiro e protagoniza escândalos recorrentes de lobby e conflito de interesses. Defender a punição dos golpistas de 8 de janeiro é correto; iludir-se achando que essas instituições defendem uma democracia popular é um erro político grave. Elas defendem, antes de tudo, a si mesmas e a reprodução do poder burguês.

A extrema direita avança

É nesse vazio que a extrema direita neofascista avança. Como mostra a pesquisa, 48% dos eleitores de Bolsonaro defendem rupturas radicais, e entre direita e centro-direita esse número chega a 50% e 51%. A extrema direita se apropria de pautas históricas da esquerda, como revolução, ruptura e combate às elites, oferecendo uma falsa saída. Não propõe superar o capitalismo, mas aprofundá-lo em sua forma mais brutal, neoliberal e autoritária — como já se vê na Argentina de Milei ou no Equador de Noboa.

A pesquisa do ICL confirma, portanto, um alerta antigo do movimento comunista: a população brasileira não aguenta mais ser feita de palhaço. Não aguenta governos que anunciam crescimento enquanto falta comida no prato. Não aguenta empregos cada vez mais precários. Não aguenta ver ministros do STF confraternizando com empresários, banqueiros e políticos do centrão — essa direita tradicional brasileira que nunca teve nada de centro. O artigo primeiro da Constituição, que afirma que “todo poder emana do povo”, não se realiza em um sistema estruturalmente construído para garantir que a propriedade privada esteja acima da vida, da moradia e dos direitos sociais.

A escolha é objetiva

Diante desse cenário, a escolha é objetiva. Ou a esquerda rompe com o conservadorismo, retoma o trabalho de base, sai dos gabinetes e volta às ruas para disputar o sentimento antissistêmico do povo, explicando que o problema não são apenas instituições isoladas, mas o próprio sistema capitalista e sua democracia burguesa; ou continuará empurrando a classe trabalhadora para o colo da extrema direita, que fala em “revolução” enquanto oferece barbárie.

Quanto mais a esquerda se vende em nome de uma governabilidade de fachada, mais despolitiza a classe trabalhadora e mais abre espaço para que a extrema direita ocupe as ruas falando em mudança radical. Uma mudança falsa, reacionária e profundamente antipopular — mas que cresce exatamente onde a esquerda abandonou sua tarefa histórica.


terça-feira, 7 de abril de 2026

IVAN PINHEIRO FEITO NAS LUTAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

  IVAN PINHEIRO FEITO NAS LUTAS

"MUITO AFETO E UMA BOA POLÊMICA NOS FESTEJOS DE MEUS 80 ANOS!

(Ivan Pinheiro)

No recente 18 de março, tive a honra de compartilhar momentos fraternos com camaradas de muitas lutas comuns, na Taberna da Glória, um restaurante icônico da boemia carioca. Emocionou-me o pluralismo respeitoso e unitário que contagiou os presentes, em sua grande maioria militantes ou ex-militantes de movimentos sociais e/ou de organizações do campo da esquerda.

A cada rosto amigo que eu encontrava e a cada corpo que abraçava – em alguns casos depois de décadas - me vinham à mente histórias alegres e tristes, vitórias e derrotas, mas sempre a sensação de que, apesar de tudo, sempre mantivemos o afeto, a confiança e o respeito mútuo. Muitas ausências físicas eram percebidas ao lado de amizades comuns, sobretudo dos que ficaram apenas em nossa memória, mas também daqueles que, por razões diversas, não puderam estar presentes, embora o desejassem!


Alguns dias antes, meu velho amigo e companheiro de lutas Arlindenor Pedro me telefonara perguntando se poderia fazer um documentário durante a comemoração, o que aceitei de pronto, e se eu queria conhecer seu trabalho antes da divulgação pública, o que obviamente não aceitei, em respeito à sua iniciativa e aos seus critérios. Sugeri alguns poucos nomes de camaradas com quem compartilhei lutas nos movimentos secundarista, universitário e sindical e nos partidos em que tive a honra de militar, mas o deixei à vontade para fazer suas escolhas.


Foi difícil moderar a emoção ao assistir com calma os cerca de 40 depoimentos do documentário, revisitá-los no dia seguinte e constatar a unidade, a harmonia e a alegria que marcaram a inesquecível comemoração. Mexeu muito com meus sentimentos rever cada um dos presentes, cada uma das minhas cinco filhas, cada um dos meus três netos e três netas. A ausência física mais sentida foi da minha companheira Stela, que se encontrava internada tratando de uma pneumonia, o que quase me levou a suspender o encontro, não fora sua firmeza em me estimular a mantê-lo. Teve alta alguns dias depois e recuperou a saúde de sempre. As presenças virtuais mais sentidas foram de minha única irmã, ausente também por saúde, e da minha mãe e do meu pai, por saudades.


Quanto ao documentário, era previsto que dois temas tivessem relevo nas entrevistas, entre os quais o histórico “racha” do PCB, em janeiro de 1992, e o desfecho da campanha salarial dos bancários cariocas, em setembro de 1979. O primeiro não gerou qualquer controvérsia nos depoimentos, pois eu jamais convidaria para meu aniversário o principal antagonista que ajudei a enfrentar e derrotar naquela ocasião, o líder oportunista de um movimento cujo objetivo principal era enterrar em vida o PCB, fundado setenta anos antes.


Mas quanto ao outro tema polêmico, era natural que aparecessem as divergências. Afinal, eu havia corretamente convidado protagonistas dos dois lados que naquela época disputavam a hegemonia do sindicato, ou seja, meus melhores companheiros de diretoria e meus melhores adversários da oposição, entre os quais o mais representativo, o combativo e coerente companheiro de lutas Cyro Garcia, meu principal antagonista político no ambiente sindical bancário carioca, a quem enfaticamente convidei para a confraternização de meu aniversário, sugerindo que se pronunciasse no documentário que seria gravado durante o evento. A foto do grupo de bancários que ilustra este texto expressa o afeto e o respeito mútuo que todos herdamos deste episódio de quase meio século atrás!


Por conta das controvérsias que surgiram na fala de outros depoentes, em relação àquela importante greve - que até hoje merece e pede um debate público entre seus protagonistas - o autor do documentário percebeu a importância das palavras de Cyro, ao qual dedicou um tempo maior e a abertura da lista de pronunciamentos, com sua interpretação dos desenvolvimentos e do desfecho daquele movimento grevista, com a qual concordo em muitos aspectos, exceto algumas de suas opiniões e informações, em alguns casos inclusive em relação à veracidade dos fatos.


Tendo em vista que, por decisão minha, gravei os dois minutos de meu agradecimento para o final do vídeo sem conhecer qualquer dos depoimentos, permito-me polemizar aqui com algumas declarações do companheiro Cyro, começando por uma frase sua: “Lamentavelmente, nós não tivemos o apoio total do sindicato na greve!”, uma inverdade que já tinha sido corrigida por Fernanda Carísio - também ex-presidente do Sindicato dos Bancários do RJ e opositora à diretoria que eu presidia - em um debate presencial público entre nós três, há cerca de 5 anos, na sede da entidade, que está registrado em um filme de Antonio Garcia, militante bancário daquela época, que opina a respeito da greve no documentário dos meus 80 anos, com uma abordagem interessante.


Lembro alguns fatos. A greve foi decretada em assembleia geral no dia 13 de setembro de 1979, uma quinta-feira, que acabou sendo o dia mais dramático de minha militância. Como presidente do sindicato, eu vinha desde o início da campanha contribuindo para a unidade de ação de todas as lideranças e forças de esquerda da categoria e para a sua mobilização, politização e organização, inclusive agitando a perspectiva de uma greve, num quadro político de explosão do movimento sindical brasileiro. Do primeiro ao último dia daquela campanha salarial, o sindicato colocou toda sua máquina política, financeira e material a serviço da luta, preparando-se inclusive para assegurar a sustentação de uma greve que desde o início da campanha se mostrava inevitável.


Apesar disso, na véspera dessa assembleia decisiva, o Comitê Central do PCB, do qual eu ainda não era membro, – sob o argumento absurdo de que as greves poderiam desestabilizar a chamada “transição democrática” - me impôs a tarefa de ser o principal orador contra a greve. Depois de uma madrugada tensa e insone, decidi acatar a decisão, por não me identificar com nenhuma outra alternativa partidária naquele momento e principalmente por decidir me credenciar a enfrentar a luta interna que já se manifestava timidamente, em um partido então clandestino, contra o reformismo e a conciliação de classes. Ao declarar a decisão da assembleia a favor da greve, tive o ímpeto de subir em cima da mesa do palanque, com o microfone nas mãos, assumindo a direção do movimento, juntamente com o unitário comando de greve previamente articulado.


Na sexta-feira, o primeiro dia da greve, percorri com megafone em punho todo o centro bancário da cidade, ao lado dos companheiros mais combativos da diretoria, estimulando os piqueteiros e convencendo os poucos bancários vacilantes a aderirem à greve. O sindicato se colocou desde cedo totalmente a serviço do movimento, disponibilizando toda a estrutura material ao seu alcance para o êxito da greve e preparando a Assembleia Geral que se realizaria naquela noite, na qual fui o primeiro orador, defendendo a continuidade da greve. Tratamos de organizar com funcionários e diretores a impressão de panfletos durante a madrugada, em nossa própria gráfica, com pequeno texto agitativo e um título do tipo “A greve continua!”.


Lembrando que à época não havia telefone celular, em meio ao meu discurso na Quadra do Salgueiro chegam ao palanque da assembleia jornalistas e diversos parlamentares de esquerda então ligados ao MR-8 e ao PCB (o Vereador Antonio Carlos de Carvalho, o Deputado Estadual Raymundo de Oliveira e os Federais Marcelo Cerqueira e Modesto da Silveira), pedem para eu interromper a minha fala e me informam que, naquele exato momento, o nosso sindicato já estava fechado e  ocupado pela Política Federal, sob a direção de uma junta interventora nomeada pelo Ministério do Trabalho. Além disso, informam que a Polícia Federal havia chegado discretamente na rua principal ao lado, com mandado de prisão contra mim, Cyro Garcia e Zola Xavier da Silveira, à época do PCB, um combativo diretor do sindicato.


Informei à assembleia a intervenção e o fechamento do sindicato mas não sobre as prisões, pensando em um esquema que acabou funcionando perfeitamente. No final da assembleia, depois de aprovada a continuidade da greve por unanimidade e em consenso com o comando de greve, mobilizamos dezenas de militantes para espalhar discretamente aos ouvidos dos milhares de bancários presentes a orientação para saírem da quadra pela porta da rua em que estavam os carros descaracterizados da Polícia Federal e ficarem conversando até que os perseguidos saíssem por outro local em carros oficiais de parlamentares e fossem levados para locais seguros, no meu caso a residência de Marcelo Cerqueira, em Santa Tereza.


Em resumo: “Nós não tivemos o apoio total do sindicato na greve” apenas quando os interventores e a Polícia Federal já o haviam ocupado!


A segunda divergência factual que tenho com o depoimento do companheiro é a respeito das nossas eleições sindicais de abril de 1985. Para se entender melhor a polêmica, no SEEB-RJ o mandato da diretoria até hoje é de 3 anos e o presidente não pode ser reeleito para um mandato consecutivo. Naquela época, militantes do PCB presidimos o sindicato por seis anos: eu, de 1979 a 1982, e Roberto Percinoto, de 1982 a 1985, quando perdemos a eleição para uma chapa da CUT, cujas lideranças principais eram o presidente eleito, Ronald Barata, que havia saído do PCB com Prestes em 1980 e militava no PDT de Brizola, e Cyro Garcia, da Convergência Socialista, à época uma das tendências do PT, que mais tarde criou o PSTU.


Cyro opina no documentário sobre a vitória da chapa que liderou junto ao Barata com alguns argumentos que colidem com a verdade. O mais grave foi afirmar textualmente que nessa eleição de 1985 eu me utilizei do expediente de “dividir para reinar... Ivan dividiu o PT para ficar uma parte com ele”, desvalorizando e atribuindo a mim uma proposta unitária que não era nem ideia e muito menos “malandragem” minha, como ele sugere, mas uma articulação séria e correta, proposta publicamente alguns meses antes não por mim nem pela diretoria do sindicato, mas pelo MUDE, uma corrente bancária de esquerda socialista, também de oposição à diretoria do sindicato, petista e cutista como a Convergência Socialista!


A proposta era inédita no ambiente sindical brasileiro e tinha objetivos unitários e combativos para além do SEEB-RJ. A ideia era formar uma nova diretoria do sindicato em que estivessem todas as forças de esquerda presentes na categoria, forjando assim uma unidade de ação. Um processo eleitoral democrático, em que os diretores do sindicato seriam eleitos pelos seus próprios colegas de trabalho e não como nomes incluídos em chapas fechadas por cúpulas partidárias. Em resumo, respeitando a proporcionalidade na categoria, a diretoria de 24 membros teria 4 empregados do BANERJ, 4 do Banco do Brasil e 16 de bancos particulares, eleitos pelos sindicalizados dos seus respectivos bancos. Pela liberdade sindical de que gozavam, os do BANERJ e do Banco do Brasil seriam eleitos pelos votos secretos de seus colegas em seus locais de trabalho e os dos demais bancos, a maioria particulares, em assembleia geral.


Reproduzo abaixo o resumo de um boletim do MUDE, de 28 de janeiro de 1985, que pode ser visto na íntegra ao final deste texto. Trata-se da apresentação de seus candidatos do BB e da exposição de sua proposta, aprovada por imensa maioria em uma Assembleia Geral específica da categoria, convocada pela diretoria do sindicato, em que a Convergência Socialista foi amplamente derrotada e se recusou a acatar a decisão soberana:
MUDE (Chapa 2 – Oposição bancária)

“AGORA VOCÊ PARTICIPA:


Neste ano, a eleição para nosso sindicato será diferente. Até aqui, os grupos se reuniam, conchavavam propostas e nomes, formavam e registravam as chapas e só então iam à categoria pedir votos. Agora o processo está sendo muito mais democrático, dando condições à participação de todos. A Assembleia Geral do último dia 17 aprovou, em seus pontos essenciais, a proposta de processo eleitoral democrático que o MUDE vinha defendendo há meses... Em primeiro lugar, permite a todo e qualquer bancário sindicalizado propor nomes e influir na definição da chapa, diminuindo muito a margem de manobra dos especialistas do conchavo, o que ajudará, sem dúvida, a arejar e desburocratizar nosso sindicato. Em segundo lugar, não exclui da diretoria as chapas minoritárias ... porque o preenchimento das vagas vai se dar na proporcionalidade obtida por cada uma delas. E isso também, evidentemente, contribui para fortalecer o Sindicato.


QUEM TEM MEDO DAS PRÉVIAS?


“... Durante anos e anos exigimos a democratização do Sindicato. Durante este tempo todo combatemos a prática eleitoral dos conchavos de nomes. É por isso que discordamos veementemente dos outros setores da oposição que, após serem derrotados na Assembleia do dia 17, não acatam esta decisão soberana da categoria e, dividindo a oposição, insistem em concorrer pelo processo tradicional do “prato feito”, do conchavo e da exclusão. Quanta incoerência!”


Tendo deixado claro que não fui eu que desrespeitei a decisão da assembleia e muito menos que “dividi o PT para reinar”, revelo aqui a minha reação à proposta apresentada pelo MUDE, depois de estudá-la com atenção, concordar inteiramente com seus termos e confiar que seus membros a honrariam em qualquer circunstância.


Em primeiro lugar, nunca imaginei que parte da oposição pudesse ser contra aquela proposta, até porque lhe era amplamente favorável naquela conjuntura de desgaste do PCB. Portanto, minha decisão de apoiá-la levava em conta a possibilidade de esse processo democrático resultar na eleição de um presidente do sindicato do campo oposicionista, hipótese na qual meu candidato “in pectore” era Ronald Barata, com quem sempre mantive uma relação madura e cordial .


Foi difícil e desgastante o debate interno sobre essa proposta, tanto na diretoria da entidade como no meu partido, com muitas resistências, de alguns com argumentação política sólida, seja com receio de a nova diretoria rachar seja porque eram contra a CUT e a favor da linha política do PCB, e de outros porque temiam perder sua vaga na chapa, por decisão de seus próprios colegas de banco. Não seria mais o PCB que os bancaria, mas a sua base! Graças ao empenho de alguns camaradas da diretoria e do partido e sobretudo da excelente repercussão que a proposta do MUDE teve na vanguarda bancária e nas bases, ela acabou passando na diretoria e no partido, por resultados apertados, e na Assembleia Geral por uma aprovação avassaladora.


No meu caso pessoal, assumo que me moviam em defesa da proposta duas perspectivas que julgava importantes não só para o SEEB-RJ, mas também para repercutir no movimento sindical brasileiro. Uma delas era a expectativa de construção de uma diretoria unitária, democrática e combativa, com lideranças de confiança das bases e a outra era de que nosso sindicato passaria a ter uma diretoria majoritariamente favorável à sua filiação à CUT, fato que teria uma repercussão nacional impactante no movimento sindical brasileiro mais combativo e que poderia ao menos postergar a degeneração progressiva dessa central.
Já em outro momento do seu pronunciamento no documentário, Cyro acerta em cheio, ainda que parcialmente, ao explicar a vitória da chapa de oposição: “nós nos aproveitamos da conjuntura, do apoio do Lula e do Meneguelli, que era presidente da CUT”.


Ele tem toda a razão: foi a conjuntura! A derrota da chapa identificada com o PCB em um sindicato plural e importante, em abril de 1985, era bastante provável, ainda mais no Rio de Janeiro. O PCB já estava no fundo do poço de sua conciliação de classes, desde que seu CC havia puxado o tapete no episódio da greve bancária de 1979, tido um papel decisivo, em 1983, para fundar a CONCLAT, que virou CGT, depois Farsa Sindical, em detrimento da CUT, que ainda estava no auge do seu “prazo de validade” como central sindical combativa, e depois de ter tentado retirar a chapa Marcelo Cerqueira/João Saldanha à Prefeitura do Rio, para apoiar Jorge Leite, do PMDB. Além do mais, nos dias daquela eleição sindical, no Rio de Janeiro o PCB era oposição à direita de Leonel Brizola e já costurava o apoio a Moreira Franco no ano seguinte, quando chegou ao ponto de retirar a candidatura própria do PCB a governador - tarefa que me fora atribuída por uma Conferência Política Regional - e cuja campanha não durou mais de 40 dias, até o registro no TRE da coligação do partido com o “gatinho angorá” do PMDB, como o chamava Brizola, e em detrimento de Darcy Ribeiro!
Durante os poucos dias de campanha, tive o orgulho de receber apoio público de algumas forças de esquerda, inclusive do PSTU, que ainda não tinha registro no TSE.


Cyro tem razão ao valorizar a importância do apoio formal de Lula à chapa que tinha como lideranças ele e Ronald Barata, que participaram da fundação da CUT em 1983. Lula, em 1985, já era a principal liderança popular em nosso país e ainda parecia um militante de esquerda. Mas o companheiro esqueceu de citar o personagem político que mais influenciou a vitória apertadíssima da chapa de oposição naquela eleição sindical: Leonel de Moura Brizola, então governador do Rio de Janeiro, apoiado pela maioria da classe trabalhadora e, além do mais, o principal responsável pelo BANERJ, quando ainda 100% estatal! E o candidato da oposição a Presidente do sindicato era Ronald Barata que, além do prestígio como grande liderança banerjiana, militava na ocasião no mesmo PDT de Brizola, o que obviamente sugeria aos seus colegas de banco um relacionamento amigável para suas demandas.


A derrota da nossa chapa em 1985 se deveu muito mais ao PCB que aos então dirigentes do sindicato e ainda teve um efeito nacional devastador para o peso que o PCB desde muito tempo tivera, como a força mais importante no ambiente sindical brasileiro.


Para se ter uma ideia da influência de Brizola no resultado eleitoral, das dezenas de urnas que colheram votos nas centenas de dependências bancárias do Rio de Janeiro, em 11 delas só votavam bancários do mesmo banco, no caso do BANERJ e do BB, que à época tinham seus principais departamentos no RJ. As demais urnas eram por bairros e nelas votavam os bancários de todos os bancos com agências na região, inclusive dos dois bancos públicos citados.


No BANERJ, onde as principais lideranças eram Roberto Percinoto (chapa 1) e Ronald Barata (chapa 2), esta venceu em todas as 5 urnas específicas. Já no BB, onde as principais lideranças éramos Cyro Garcia (chapa 2) e eu (chapa 1), esta venceu em 5 das 6 urnas específicas.


Concluo essa análise, sugerindo um debate público com as principais lideranças das diversas correntes que compartilharam as tensões e emoções da greve carioca bancária de 1979 e reproduzindo abaixo, na íntegra, o boletim do MUDE que comprova a origem da proposta de eleição da diretoria do sindicato a partir de prévias nas bases.

&
Ivan Pinheiro (2 de abril de 2026)"

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

terça-feira, 31 de março de 2026

ABAIXO O GOLPISMO HOJE E SEMPRE * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

ABAIXO O GOLPISMO HOJE E SEMPRE
"COMEÇA O GOLPE MILITAR
(Ernesto Germano Parés)
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No início da década de 1950, a UDN, coligação de extrema direita e envolvida com grandes empresários nacionais e internacionais, temia a vitória de Getúlio em sua volta ao governo. Na época vivíamos a disputa entre dois projetos: um desenvolvimento nacionalista, com fortalecimento da economia interna e do poder de compra dos trabalhadores, ou uma economia voltada para a associação com os grandes capitais internacionais.
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Carlos Lacerda, dono do jornal Tribuna da Imprensa (uma espécie de Globo da época) era o grande representante dessa direita e, em seu jornal, ele conclamou os militares a não permitirem que Getúlio Vargas concorresse ou tomasse posse: “O Sr. Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar”.
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Mas Vargas foi eleito e tomou posse. No dia 24 de agosto de 1954, sabendo da sanha dos golpistas, Getúlio Vargas comete o suicídio. A reação popular foi imediata. No dia seguinte, 25 de agosto, o povo incendiou a gráfica de O Globo e invadiu a Folha de São Paulo. Caminhões que sairiam para distribuir os jornais foram virados e incendiados. Carlos Lacerda, o covarde de sempre, fugiu do país com medo de ser pego pelos trabalhadores. O “golpe” foi adiado para nova data.
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Depois de uma conturbada fase, o Brasil volta à normalidade e Juscelino Kubitschek é eleito, tomando posse em janeiro de 1956. Menos de dois meses depois da sua chegada à presidência, na noite de 10 de fevereiro de 1956, oficiais da Aeronáutica (sempre um foco da ultradireita no país), liderados pelo major Haroldo Veloso e pelo capitão José Chaves Lameirão, partiram do Campo dos Afonsos (RJ) para instalar um golpe contra o governo na base aérea de Jacareacanga, no sul do Pará. A “rebelião” foi sufocada 19 dias depois e todos os “revoltosos” receberam “anistia ampla e irrestrita do governo”.
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No dia 2 de dezembro de 1959 vamos viver a nova tentativa de golpe dessa mesma direita. A Revolta de Aragarças teve início no dia 2 de dezembro de 1959, mas já vinha sendo articulada desde 1957. Curiosamente, teve a participação do líder da revolta de Jacareacanga, Haroldo Veloso, e contou com a participação de muitos outros militares, entre eles o tenente-coronel João Paulo Moreira Burnier, que foi o seu principal líder e depois foi figura de destaque no golpe de 1964.
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Ainda para conversar sobre a “preparação” do golpe, vamos lembrar outro fato, esse ocorrido em fevereiro de 1954, quando oficiais das Forças Armadas divulgam um documento que ficou conhecido como o “Manifesto dos Coronéis” e se colocavam contrários ao aumento de 100% no salário mínimo que foi proposto por João Goulart (na época ministro do Trabalho). Acreditem ou não, o tal documento estava assinado por muitos dos que, 10 anos mais tarde, foram os protagonistas do golpe: Siseno Sarmento, Jurandir Bizarria Mamede, Antonio Carlos Murici, Amaury Kruel, Sylvio Coelho Frota, Ednardo Dávila Melo e Golbery do Couto e Silva.
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Para o movimento dos trabalhadores, um marco foi o Congresso Sindical ocorrido em dezembro de 1961 quando os sindicalistas mais afinados com a esquerda, muitos membros do PCB, e com as propostas nacionalistas conseguem desbancar a velha direção da CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria). Na época, a CNTI controlava nada menos do que 4 milhões de trabalhadores!
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No dia 07 de outubro de 1963, os trabalhadores da USIMINAS (que ainda era uma empresa multinacional) param reivindicando aumento salarial, melhores condições de alojamentos e mudanças no quadro de vigilância interna da empresa. Dos 30.000 trabalhadores ligados às atividades da siderúrgica apenas 6.000 eram registrados, os demais eram vinculados a empreiteiras (falaremos mais sobre isso na data – “O massacre de Ipatinga”).
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No dia 13 de março de 1964 João Goulart convoca o Comício da Central do Brasil. No palanque, diante de milhares de trabalhadores e populares, estavam Miguel Arraes, Leonel Brizola e muitos líderes da CGT. Naquele dia ele anunciou a nacionalização das refinarias privadas de petróleo e a desapropriação de uma faixa de terra de 10 quilômetros à beira das estradas de ferro ou de rodagem (também dos açudes) para a Reforma Agrária. Já falamos sobre um dos reflexos desse discurso quando tratamos da “Marcha da Família”!
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Dias depois do discurso na Central acontece o que pode ter sido “a gota d’água” para os militares que ainda se mantinham legalistas. No Rio de Janeiro, dia 25 de março, cerca de 2 mil marinheiros se reúnem na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro para comemorar o segundo aniversário da fundação da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais do Brasil. O ato contou com a presença de sindicalistas, líderes estudantis, de Leonel Brizola e do marinheiro João Cândido, líder da Revolta da Chibata de 1910. Só para registrar, a Marinha considerava a entidade ilegal.
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O ministro Silvio Mota enviou um contingente de fuzileiros navais do Batalhão da Ilha das Cobras para “acabar com a indisciplina e prender a marujada”. Mas teve uma grande surpresa: os fuzileiros arriaram os seus fuzis e se aliaram aos marinheiros no interior do prédio. Contei essa história recentemente (27/03). O movimento só foi vencido quando o Exército cercou o prédio com tanques de guerra e tropas do Batalhão de Guardas.
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O governo do EUA havia inaugurado, com a eleição de John F. Kennedy (1961), uma nova estratégia de combate ao socialismo. Novas verbas governamentais são liberadas para renovação do arsenal nuclear e a política internacional é de conceder maior participação aos países aliados nas decisões estadunidenses. Por outro lado, autoriza uma intervenção direta contra o recém-criado governo socialista de Cuba ao sustentar uma tentativa de invasão na Baía dos Porcos por alguns exilados cubanos apoiados por soldados mercenários contratados pela CIA, em abril de 1961. Depois de derrotado, quando milícias populares cubanas “botaram para correr” os bem treinados marines, Kennedy declara o embargo comercial à Cuba com um bloqueio naval. Em janeiro de 1962, convence a Assembleia da OEA a expulsar Cuba de seu quadro.
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Entre os políticos brasileiros esta proposta tinha como defensores o prof. Eugênio Gudin, o economista Roberto Campos, o jornalista Júlio de Mesquita e muitos políticos abrigados na UDN. Entre os militares, uma jovem oficialidade criada no período posterior a II Guerra e que se formara dentro de uma nova mentalidade nas Forças Armadas.
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Já em 1963, as atitudes do Governo dos EUA haviam mudado. Nenhum novo acordo econômico era assinado com o governo Goulart, enquanto vários negócios e empréstimos eram realizados diretamente com governadores estaduais que atendessem aos projetos de Aliança Para o Progresso. Estados como a Guanabara e o Rio Grande do Norte, governados pela UDN, recebiam amplo apoio financeiro para realização de programas de desenvolvimento.
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Por alguns documentos e depoimentos posteriores vamos entender que os “golpistas” esperavam que João Goulart fosse deposto pelos militares no dia 1º de maio, mas algo não saiu de acordo com os planos e, na noite do dia 30 de março, madrugada do dia 31, o general Olympio Mourão Filho colocou em movimento soldados da IV Região Militar, com sede em Juiz de Fora.
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Mourão Filho, que havia sido importante personagem no movimento integralista (fascista) da década de 1930 e um dos organizadores do famoso Plano Cohen (já falamos sobre isso) resolve antecipar o movimento.
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O fato é que no dia 1º de abril de 1964 o Rio de Janeiro, centro das atenções políticas, amanhece com o centro da cidade tomado por tropas. Tanques de guerra cercavam o prédio do antigo Ministério da Guerra e soldados fechavam todas as vias públicas para que não ocorressem protestos. A sede a União Nacional dos Estudantes, na Praia de Botafogo, foi incendiada na madrugada por grupos de direita.
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Nelson Werneck Sodré, historiador e ex-militar, escreve: “... ao contrário do que, honesta e sinceramente, acreditaram muitos do que dele participaram, ativa ou passivamente, correspondeu para as Forças Armadas não ao restabelecimento da disciplina e da hierarquia, mas, ao contrário, ao agravamento de sua subversão”. (Em História Militar do Brasil – Editora Expressão Popular, 1965)
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Como dissemos, Olympio Mourão Filho tinha sido integralista. Em sua biografia vamos ver que, muito menos motivado pela doutrina fascista e mais pelo sentimento contra o comunismo que nutria. Ele via o “comunismo” em toda parte, inclusive “infiltrado no Exército”.
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Um mês depois do golpe de 1964, entrevistado por um jornal, Mourão Filho sai com uma frase que o marca até hoje: “Em matéria de política, não entendo nada. Sou uma vaca fardada”.
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Nota: tenho um longo texto sobre o golpe militar de 1964, mas estou revisando porque, desde a década de 1990, quando o escrevi, tive novas e importantes informações.
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GOLPE MILITAR NUNCA MAIS!
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DITADURA NUNCA MAIS!
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CHEGA DE VACAS FARDADAS!
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VIVA A DEMOCRACIA!
O GOLPE MILITAR DE ABRIL

O golpe militar de 1964 leva a marca do primeiro de abril.

Foi nesta data, primeiro de abril de 1964, que os generais e coronéis deram uma punhalada pelas costas no Presidente João Goulart.
Os golpistas mudaram a data para 31 de março, pois o primeiro de abril é o dia da mentira, na tradição popular.
Os golpistas só se envergonhavam da data!
E apelidaram o golpe de revolução de 31 de março, a redentora, uma patacoada!
O comandante-em-chefe do golpe foi o embaixador dos EUA, Lincoln Gordon.
Esse embaixador Lincoln Gordon vivia dando entrevistas acusando o Presidente
João Goulart de estar levando o Brasil para o comunismo.
Uma gravíssima acusação à época, pois estávamos em plena Guerra Fria!
Gordon dividiu a conspiração em duas frentes.
A frente interna dirigida, pelo general Golbery do Couto e Silva e a externa, comandada pelo adido militar da embaixada ianque, coronel Vernon Walters.
O coronel Walters dominava o português sem qualquer sotaque.
E era amigo e companheiro de conspiração de diversos generais brasileiros. Entre eles Castelo Branco, com quem traçou a arquitetura do golpe no Brasil, a quatro mãos.
No fim da tarde de primeiro de abril, com o golpe consumado, os golpistas gritaram vitória!
Uma vitória, sem derramamento de sangue, fora conseguida, propalavam.
E até parecia.
Uma parte da esquerda pretendia conciliar e conviver pacificamente com o governo golpista.
Mas, por outro lado, havia muita indignação e o propósito de resistir ao regime militar!
A resistência começou com atos de protestos pacíficos, músicas de protesto e atos públicos com grande participação popular.
O protesto pelo assassinato do Estudante Edson Luiz e a marcha dos 100 mil foram grandes movimentos de massa contra o regime!
Na tentativa de reprimir os protestos, o governo golpista apelou para a legislação de exceção, com o Ato Institucional.
Este ato foi o primeiro e não levou número. Não existe o Ato Institucional de número 1.
Por força do Ato Institucional, dezenas de milhares de brasileiros perderam os seus empregos e cargos, e a instabilidade se fez presente. Uma tragédia!
Os intelectuais eram o alvo predileto!
Livro é coisa de comunista! Berrou a ditadura.
Editoras, livraria, e escritores passara a ser vigiados.
Professores, e estudantes, eram enquadrados em crime político!
Quem não fosse a favor da ditadura militar, era considerado inimigo, até prova em contrário.
Expulsos dos seus empregos e perseguidos pela repressão política, muitas famílias ficaram à beira do desespero!
Castelo Branco foi posto na presidência da república, por obra do embaixador Lincoln Gordon e do adido militar da embaixada coronel Vernon Walters.
E o Brasil passou ser, de fato, colônia Brazil com “Z” sem necessidade de um pacto colonial, que existira durante o mandato colonial português.
A chamada grande imprensa, todos os jornalões e redes de TVs, sem exceção, apoiaram o golpe e a ditadura militar.
E a revolta contra o regime militar não se fez esperar!
No dia 9 de maio, após uma intensa perseguição, o ex-deputado Carlos Marighella foi localizado no Cine Eski na Tijuca.
As luzes do cinema acenderam-se, e um tira do DOPS, apontando uma arma para Marighella, deu voz de prisão!
Em troca tomou um chute no revólver e a arma disparou, ferindo Marighella no peito!
Coberto de sangue Marighella enfrentou os policias na porrada!
Ali começou, de fato, a resistência à ditadura militar.
No vai e vem da ditadura, brigalhada e roubalheira, entre os que se julgavam mais revolucionários do que outros.
Resolveram trocar de ditadores: Costa e Silva substituiu Castelo Branco.
Sentindo que, com as medidas repressivas tomadas até então, não conseguiam domar a população, em 13 de dezembro de 1968 a ditadura editou o AI-5, Ato Institucional número cinco.
E a sociedade brasileira se transformou num inferno, nos porões escuros e profundos das câmaras de torturas, dos DOI-CODISs e Casas da morte!
Desta última instituição infernal, veio a público a casa da morte de Petrópolis, que não foi a única!
Conta-se cerca de meia dúzia!
O golpe sem sangue veio a se transformar na mais terrível das ditaduras que já conhecemos!
Esta é uma tentativa de se fazer um retrato sem retoque do golpe militar de 1964.

E P Calcante
Capitão de mar e guerra ref. do Corpo de Fuzileiros Navais.
Pesquisador da história militar.
Companheiras e companheiros se acharem este texto importante repassem a todos os seus contatos.
Rio de Janeiro,1de abril (primeiro de abril) de 2026
A LUTA CONTINUA, POIS É A NOSSA ÚNICA
RAZÃO DE VIVER!
GLÓRIA ETERNA A TODAS AS COMPANHEIRAS E
COMPANHEIROS QUE “CAIRAM” NA LUTA CONTRA
A DITADURA MILITAR!!"
COMO FOI O GOLPE DE 1964

domingo, 29 de março de 2026

POR UM BRASIL DIGNO, LIVRE DO IMPERIALISMO E DOS ANTI-PATRIOTAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

POR UM BRASIL DIGNO, LIVRE DO IMPERIALISMO E DOS ANTI-PATRIOTAS!
"Como Flávio Bolsonaro quer trazer guerra de Trump ao Brasil

No afã de voltar ao poder, ultradireita submete-se ainda mais a Washington. Tentativa de classificar PCC como “terrorista” obedece à Doutrina Donroe. Há um antídoto: defender soberania, em diálogo com a rejeição cada vez maior das maiorias aos EUA.

À medida em que as eleições gerais brasileiras se aproximam, algumas dúvidas vão se consolidando como certezas. Se há algum tempo já era fato que a disputa se daria entre Lula e algum nome que substituísse o encarcerado Jair Bolsonaro representando a extrema-direita, hoje, já se pode dar quase como certo que este nome será o de seu filho Flávio.

Com as duas chapas presidenciais prestes a serem fechadas, volta-se às discussões sobre quais estratégias de campanha serão adotadas por cada um dos polos e como se comportará a mídia diante delas.

De um lado, a ampla frente democrática que sustenta Lula parece ter um objetivo claro: focar nos avanços sociais que o atual governo conquistou e nas próximas lutas sociais que pretende travar. Com isso, tudo indica que a campanha governista deve explorar feitos como a isenção do imposto de renda, a retomada e a expansão do Minha Casa Minha Vida, o programa Pé-de-Meia, a saída do mapa da fome, o pleno emprego, entre outros. Além disso, deve apostar na pressão e na promessa por novos avanços sociais, como o fim da escala 6×1 e os direitos de trabalhadores de aplicativos.

Já na extrema-direita, há indicativos de que a estratégia seja levar o debate para o campo da segurança pública e da corrupção. Neste segundo ponto, a CPI do INSS e a cobertura do caso do Banco Master dão parte do tom do que deve ser a campanha bolsonarista. Os esforços do mainstream do jornalismo em fazer um dos escândalos colar na imagem de Lula mostram que, nesse tema, Flávio contará com ajuda incondicional da mídia, repetindo-se o método político lavajatista.

No campo da segurança pública, as disputas que se intensificaram do fim de 2025 para cá é que indicam a tônica eleitoral. A chacina da Penha, em outubro do ano passado, escancarou a centralidade que o tema tem no projeto de retomada de poder pela extrema-direita brasileira, colocando na mesa o debate sobre a classificação das facções como grupos terroristas.

Voltarei neste ponto específico do terrorismo mais à frente, mas é nítido como a exploração midiática da chacina serviu de freio à reação que o Governo Lula vinha experimentando frente à opinião popular com o enfrentamento ao tarifaço e ao intervencionismo dos EUA e as mobilizações contra a “PEC da Blindagem”, que atingiram a imagem do Congresso Nacional.

O sentimento generalizado de insegurança no país é, claramente, um ativo político da extrema-direita brasileira que a favorece em duas frentes de ação. Primeiro, na de fomentar aquilo que os criminólogos chamam de “pânico moral”, pintando a imagem de um país onde o crime cresce sem controle porque o governo seria leniente. Segundo, a partir desse pânico, apresentando figuras policialescas como solução para esta crise que, uma vez no poder, insuflam ainda mais o movimento de politização das fileiras policiais e de autonomização das forças de segurança em relação ao poder civil. Favorece-se, portanto, a ideia de um Estado Policial como solução para a atual crise política.

Já me aprofundei mais acerca desta movimentação em artigos anteriores, mas, apenas para ilustrar, é importante apontar que, só neste último ciclo legislativo (2023 a 2026), 61 policiais e militares já ocuparam uma cadeira no Congresso Nacional entre deputados e senadores. A atuação dessa bancada no desmonte do PL Antifacção e da PEC da Segurança Pública foi didática para entender o embate que vem por aí.

Estes dois discursos narrativos antagônicos, portanto, provavelmente protagonizariam os próximos meses de disputa eleitoral. Ou, pelo menos, esta é a vontade de boa parte dos agentes políticos do país. Mas as vontades não necessariamente resistirão à uma realidade que pisa cada vez mais forte e mais próxima do Brasil.

O ano de 2026 começou com a esperada ofensiva de Trump sobre a América do Sul. Mas o sequestro de Maduro e o bombardeio na Venezuela não aconteceram da noite para o dia. Eles foram orquestrados por meses em uma insistente narrativa midiática que relacionava falsamente o governo venezuelano a um cartel narcotraficante classificado como grupo terrorista pelo governo dos EUA.

A mesma metodologia de intervenção agora já caminha a passos largos na direção da Colômbia com as notícias de que os EUA abriram investigação contra o presidente Gustavo Petro sob a alegação de que sua campanha teve ligações com grupos de narcotraficantes. Assim como o Brasil, a Colômbia se aproxima de novas eleições presidenciais e tem a esquerda como favorita para a vitória.

Infelizmente, as coincidências entre Colômbia e Brasil não param por aí. No último dia 10 de março, após notícias de que Trump estuda a classificação de facções brasileiras como grupos terroristas, o Departamento de Estado dos EUA emitiu nota citando PCC e CV como “ameaças significativas à segurança regional em função do seu envolvimento com o tráfico de drogas, violência e crime transnacional”, abrindo espaço para que nosso país sofra interferências estadunidenses como as vistas na Venezuela e que agora também ameaçam colombianos.

Muitos fatos dos últimos meses dão conta de que esta ação externa tem seus cúmplices em terras brasileiras. O próprio Flávio Bolsonaro, em outubro passado, após notícias de embarcações bombardeadas no Pacífico, sugeriu nas redes sociais que os EUA também afundassem barcos na costa do Brasil. Muito antes, em maio, o agora candidato entregou um dossiê a uma comitiva de Trump com a qual se reuniu. O documento elaborado pelas Secretarias de Segurança de São Paulo e do Rio de Janeiro, de seus aliados Tarcísio e Claudio Castro, associava o CV e o PCC a atividades terroristas.

É cada vez mais claro, portanto, como a extrema-direita enxerga, nessas movimentações, um verdadeiro projeto de poder, falseando-o como um suposto debate de segurança pública. Diante disso, seria intuitivo dizer que a direita está mais próxima de impor a sua narrativa estratégica para as eleições, certo?

Pois é nesse exato momento que a vontade pode se desencontrar da realidade. Quando o debate sobre a classificação das facções criminosas como terroristas ganhou holofotes pela primeira vez, no desmanche do PL Antifacção na Câmara dos Deputados liderado por Derrite logo após a chacina da Penha, o tema não foi tão facilmente digerido pela sociedade civil como acreditava a extrema-direita.

Mesmo jornalões que justificavam a chacina e apoiavam o endurecimento das leis penais publicaram as suas ressalvas quanto à proposta, reconhecendo que ela servia aos interesses intervencionistas dos EUA mais do que aos debates internos de nosso país. Estadão, Folha, Globo, entre outros grandes grupos midiáticos mostraram, de forma editorial, serem contrários à manobra, e Derrite teve de recuar em seu atrapalhado episódio de relatoria do PL Antifacção.

Essas confrontações, porém, não se deram em um vácuo. Desde a fuga de Eduardo Bolsonaro para os EUA e seu lobby pelo tarifaço para prejudicar o próprio país, o tema da soberania nacional se consolidou como eixo central do cenário político brasileiro. Enquanto tresloucados estendiam uma enorme bandeira norte-americana na Avenida Paulista em pleno 7 de setembro, o que surgia mesmo era uma forte reação da opinião pública e, pela primeira vez em muitos anos, o sentimento patriótico no país passou a pender para a esquerda.

É muito importante que se questione: não houvesse essa reviravolta iniciada com os papelões de Eduardo Bolsonaro nos EUA, teriam Derrite e toda a direita recuado da proposta sobre o terrorismo enquanto desmanchavam o PL Antifacção em novembro do ano passado?

Fato é que, após este recuo estratégico, o tema agora voltou à tona com ainda mais força, empurrado por um cenário global que transcende as disputas internas brasileiras, mas que também as influencia. Com a escalada bélica estadunidense no Irã e o cerco a Cuba, já não se pergunta mais se Trump e Rubio avançarão sobre a América do Sul, mas quando e como.

As recentes tensões no continente também não ajudam. Na Colômbia, Petro sabe que tem em suas costas o mesmo alvo colocado em Maduro, e o recente conflito em sua fronteira com o Equador acende um alerta ainda maior. Por mais risível que possa parecer o oferecimento de apoio militar argentino à guerra no Irã, este também é outro passo que aponta para uma militarização das relações sul-americanas.

Mais preocupante é o caso do Paraguai, onde se aprovou uma presença praticamente irrestrita das Forças Armadas norte-americanas. Frise-se que a fronteira do Brasil com o Paraguai tem sido central na narrativa da extrema-direita brasileira para defender a classificação das facções como terroristas, sendo este o local em que autoridades apontam um vínculo entre o PCC e o Hezbollah.

De um lado, todo este cenário demonstra que o projeto de poder da direita brasileira, de utilizar o debate da segurança pública para abrir caminho a uma intervenção estrangeira que a favoreça, avança materialmente. De outro, porém, essas próprias movimentações que o possibilitam geram reações e aumentam também os seus obstáculos: na medida em que o caráter intervencionista fica mais evidente, a máscara da falsa preocupação com a segurança pública se desmancha.

Com todas as ressalvas que se possa fazer a pesquisas de opinião, é simbólico, por exemplo, o monitoramento que tem feito a Quaest acerca da opinião dos brasileiros sobre os EUA neste cenário. Desde 2025, o povo brasileiro tem uma visão cada vez mais desfavorável sobre o país norte-americano, crescendo o medo de uma intervenção.

O que se observa, portanto, é uma tendência que o avanço deste projeto bolsonarista tem de fomentar o seu próprio antídoto. Por mais que a extrema-direita falseie seu entreguismo com supostas preocupações com a segurança pública, à medida em que os EUA avançam sobre o continente com o discurso do narcoterrorismo, a defesa da soberania nacional cresce como ativo político para a frente lulista.

Eis aí, portanto, a realidade que pode se sobrepor às vontades iniciais dos dois polos que disputam estas eleições. Cabe ao governo Lula e a todos que apoiam a sua reeleição reivindicar seu papel nesta curva histórica em que nos encontramos e se negar a jogar o jogo proposto pelo bolsonarismo.

Em outras palavras, mais especificamente, não podemos tratar o debate sobre o narcoterrorismo como um debate sobre segurança pública. Devemos tratá-lo como o que ele de fato é: um projeto de intervenção estrangeira em nosso país que ameaça nossa soberania nacional.

Por tantos anos vista como ultrapassada, a verdade é que 2025 nos mostrou que pontos da velha gramática da esquerda seguem mais vivos do que nunca. A defesa da soberania e a luta anti-imperialista, quem diria, são sentimentos com potencial aglutinador muito maior do que os “coveiros da história” poderiam imaginar. Colocá-las no centro do debate deve ser nosso papel nestas eleições, sem dúvidas, as mais importantes da história do Brasil.
FLAVIO TRUMPBOY
LULA PORROU O CAIADO

O Presidente Lula reagiu com firmeza contra tentativa dos Estados Unidos de selar acordos diretos com estados brasileiros para exploração de terras raras, minerais estratégicos para a tecnologia global. O Palácio do Planalto e o Itamaraty classificam essas negociações bilaterais como desprovidas de qualquer validade jurídica, uma vez que a competência sobre recursos minerais e relações internacionais pertence exclusivamente à União. 

sábado, 14 de março de 2026

PLENARIAS ORGANIZACIONAIS DA FRT * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

PLENARIAS ORGANIZACIONAIS DA FRT
 *CARTA AOS REVOLUCIONARIOS*

Como os companheiros bem sabem, o sistema capitalista vive uma profunda crise estrutural que atinge o seu organismo como totalidade.


Há muito a crise que atinge o modo de produção capitalista, não é apenas somente econômica, mas social, política, civilizatória, etc; enfim, a crise possui um caráter universalizante e ameaça de forma objetiva a própria sobrevivência da humanidade.


O momento atual tem como uma de suas marcas, o auge da contrarrevolução; aberta sobretudo, desde o fim da União Soviética e queda do Muro de Berlim, acontecimentos históricos que expressaram dura derrota do proletariado mundial.


 A fragmentação em que se encontra a esquerda revolucionária brasileira, potencializa seu isolamento em relação a classe, fator que contribui inexoravelmente para a solidificação da contrarrevolução burguesa.


Nesse sentido, torna-se mesmo imperativo construir no país um polo autenticamente revolucionário, que aglutine os melhores, mais combativos e abnegados elementos da vanguarda classista para criar de fato, as bases de um partido comunista da revolução brasileira.


Nesta perspectiva buscamos construir junto às demais organizações proletárias e comunistas este instrumento de Frente de Lutas, que pode tornar-se um embrião do partido revolucionário, não como ficção, mas sim concretamente. Dessa forma propomos a aproximação de todas as correntes, no sentido de atuação pela via política da Frente Única de esquerda.


*Propomos pôr de pé uma imprensa operária, popular e comunista, que saiba fazer seu papel de esclarecer e despertar as massas trabalhadoras. Que saiba, em seu cotidiano e intervenção, fazer a ponte dialética entre o programa mínimo e as necessidades históricas da revolução brasileira em nossa agitação e propaganda;


*Propomos fortalecer a Frente Única Revolucionária dos trabalhadores brasileiros, que centralize as organizações revolucionárias, no sentido de superar nossa fragmentação e fortalecer nossa atuação junto às massas;


*Propomos deliberar uma agenda de atuação e intervenção na atual conjuntura  histórica gravíssima, visto que o tempo corre.


Com a perspectiva de avançarmos para a construção de um instrumental para potencializar as lutas dos explorados, diante de uma conjuntura  marcada pela guerra de classe que a burguesia declarou ao povo brasileiro, é que apresentamos as propostas acima aos demais camaradas. 


Saudações revolucionárias

!!!!!!

Frente Revolucionária dos Trabalhadores

FRT

NÃO PERCA! DIA 18/04 ÀS 10HS VOCÊ RECEBERÁ O LINK DO GOOGLE MET PRA PARTICIPAR CONOSCO DO NOSSO PRIMEIRO ENCONTRO DO ANO.

SUGESTÃO DE PLANEJAMENTO PARA OS NUCLEOS ESTADUAIS DA FRT

TAREFAS PARA ATUAÇÃO DO NUCLEO

1. MORADIA: acompanhar as lutas por moradia no Estado e participar aonde for possível, sempre levando em conta as forças políticas dominantes; buscar inserir-se nós órgãos gestores, como secretárias de habitação ;

2. EDUCACAO: acompanhar a comunidade escolar, verificar as carências, ver se tem CEC - Conselho Escola Comunidade; era se tem grêmio - no caso de escola de ensino médio e superior. Fazer todo esforço para criar um núcleo de pais-alunos por fora desses órgãos formais;

3. SAUDE: acompanhar a situação do posto mais próximo, seu abastecimento, capacidade de atendimento e deficiências, sobretudo o quesito farmácia-doentes crônicos. Buscar construir a mesma dinâmica da educação, criando grupos de atuação, sem negligenciar a inserção no Conselho Municipal de Saúde;

4. CATEGORIAS SOCIAIS: juventude, idosos, profissionais de nível técnico, profissionais liberais e informais;

5. CULTURA: desenvolver atividades musicais, literárias, teatrais, artes plásticas, turismo cultural, tais como visitas a cidades históricas e exposições;

6. FORMAÇÃO POLÍTICA: 

7 . INTERNACIONALISMO: fortalecer o apoio aos povos subjugados pelo imperialismo, como a Palestina, a SIRIA(no Oriente Médio), em seja África e América Latina. Criar grupos de trabalho.

8 . BOLETIM FRT
*
MINUTA DA PAUTA

1 . Informe de conjuntura nac. internac

2 . Perspectivas da FRT

3 . Nucleação

4 . Tarefas de atuação:
PREPARAR O NOSSO 1º DE MAIO

ACESSE O GOOGLE MET
AS 10HS
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