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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Revolução, democracia burguesa e o vazio político ocupado pela extrema direita * Matheus Hygino/MNLM

Revolução, democracia burguesa e o vazio político ocupado pela extrema direita
Pesquisa nacional revela que quase metade dos brasileiros quer revolução ou acredita que ela já começou, enquanto esquerda institucional se torna conservadora e defende manutenção do status quo.

A pesquisa nacional de opinião pública encomendada pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL) e realizada pela Ágora Consultores, com quase 10 mil entrevistados entre 17 e 23 de novembro de 2025, confirma aquilo que os socialistas vêm afirmando há décadas: a população brasileira está cansada do sistema político atual, da democracia burguesa e de suas instituições.

Segundo o levantamento, 35% dos brasileiros afirmam que mudanças só viriam com rupturas radicais, enquanto 10% avaliam que uma revolução já está em curso, ainda que lentamente. Somados, são quase metade da população expressando rejeição ao status quo. Em contrapartida, apenas 5% defendem que o sistema atual é melhor do que qualquer alternativa revolucionária. Os dados não apontam estabilidade democrática, mas esgotamento social e político profundo.

No entanto, a pesquisa também revela uma confusão estrutural sobre o que é, de fato, o sistema político brasileiro. A maioria da população rejeita o Congresso, o Senado, o Judiciário, o STF, os governos e os partidos, mas não identifica essas instituições como partes orgânicas de um mesmo sistema: o capitalismo em sua forma de democracia liberal burguesa. As instituições desacreditadas pelo povo são, justamente, instituições burguesas, desenhadas para servir ao capital, aos grandes proprietários, ao mercado financeiro e ao latifúndio (agronegócio).

A esquerda institucional se torna conservadora

Esse mal-estar, porém, não se distribui de forma homogênea entre os campos políticos. A pesquisa mostra que entre os eleitores de Lula em 2022, 63% se posicionam contra uma revolução, defendendo que “a democracia deve ser respeitada”. Apenas 16% desse grupo afirmam que mudanças só ocorreriam por meio de rupturas radicais. De forma semelhante, entre aqueles que se identificam como esquerda, 62% entendem que o sistema político atual precisa de “ajustes”, mas acreditam que essas mudanças podem vir pela via eleitoral, sem romper com o sistema capitalista.

Esses dados são reveladores. Eles demonstram como a esquerda institucional brasileira — especialmente o petismo e o chamado “campo democrático popular” — se tornou conservadora. Conservadora não no sentido moral, mas no sentido político de defender a manutenção das instituições da democracia burguesa, tratando “democracia” como um conceito abstrato, descolado de sua base material. É preciso adjetivar: não existe democracia em abstrato. O que existe no Brasil é uma democracia burguesa, que funciona plenamente para a classe dominante e de forma limitada, violenta e excludente para a classe trabalhadora.

O Estado para a classe trabalhadora


Enquanto a esquerda institucional se agarra à defesa do “Estado Democrático de Direito” e das “instituições”, a maioria da população não se vê representada nessa democracia. Para as periferias, o Estado chega majoritariamente como polícia, repressão e encarceramento, e não como garantidor de direitos. Falta saneamento, moradia, transporte público, energia, saúde e políticas estruturantes. Para a chamada “classe média”, o que se vive é a queda do poder de compra, a precarização do trabalho e a frustração das promessas de ascensão social.

Mesmo durante os governos petistas, políticas fundamentais como o Bolsa Família, o BPC e os programas de combate à fome — importantes e responsáveis por retirar milhões da miséria — não enfrentaram o núcleo da desigualdade brasileira: o poder do grande capital. Não houve taxação efetiva das grandes fortunas, nem enfrentamento do sistema financeiro, nem uma política consistente de reindustrialização. Ao contrário, manteve-se a financeirização da economia e avançaram privatizações e concessões de setores estratégicos, como transporte, energia, água e serviços públicos.

A precarização do trabalho

Esse modelo produziu uma distorção profunda do que passou a ser entendido como “esquerda”. Enquanto se comemoravam índices de “pleno emprego”, o que crescia era o trabalho informal, precarizado e mal remunerado, sobretudo no setor de serviços — realidade amplamente documentada por dados do IBGE e do DIEESE. A CLT foi enfraquecida, direitos foram retirados e a precarização passou a ser naturalizada, inclusive com apoio de parcelas da opinião pública, fruto da hegemonia neoliberal.

Nesse contexto, a esquerda institucional passou a defender com unhas e dentes um STF que o povo não reconhece como legítimo. Um Supremo Tribunal que retira direitos trabalhistas, mantém relações promíscuas com grandes empresários e banqueiros, promove eventos privados ao lado do capital financeiro e protagoniza escândalos recorrentes de lobby e conflito de interesses. Defender a punição dos golpistas de 8 de janeiro é correto; iludir-se achando que essas instituições defendem uma democracia popular é um erro político grave. Elas defendem, antes de tudo, a si mesmas e a reprodução do poder burguês.

A extrema direita avança

É nesse vazio que a extrema direita neofascista avança. Como mostra a pesquisa, 48% dos eleitores de Bolsonaro defendem rupturas radicais, e entre direita e centro-direita esse número chega a 50% e 51%. A extrema direita se apropria de pautas históricas da esquerda, como revolução, ruptura e combate às elites, oferecendo uma falsa saída. Não propõe superar o capitalismo, mas aprofundá-lo em sua forma mais brutal, neoliberal e autoritária — como já se vê na Argentina de Milei ou no Equador de Noboa.

A pesquisa do ICL confirma, portanto, um alerta antigo do movimento comunista: a população brasileira não aguenta mais ser feita de palhaço. Não aguenta governos que anunciam crescimento enquanto falta comida no prato. Não aguenta empregos cada vez mais precários. Não aguenta ver ministros do STF confraternizando com empresários, banqueiros e políticos do centrão — essa direita tradicional brasileira que nunca teve nada de centro. O artigo primeiro da Constituição, que afirma que “todo poder emana do povo”, não se realiza em um sistema estruturalmente construído para garantir que a propriedade privada esteja acima da vida, da moradia e dos direitos sociais.

A escolha é objetiva

Diante desse cenário, a escolha é objetiva. Ou a esquerda rompe com o conservadorismo, retoma o trabalho de base, sai dos gabinetes e volta às ruas para disputar o sentimento antissistêmico do povo, explicando que o problema não são apenas instituições isoladas, mas o próprio sistema capitalista e sua democracia burguesa; ou continuará empurrando a classe trabalhadora para o colo da extrema direita, que fala em “revolução” enquanto oferece barbárie.

Quanto mais a esquerda se vende em nome de uma governabilidade de fachada, mais despolitiza a classe trabalhadora e mais abre espaço para que a extrema direita ocupe as ruas falando em mudança radical. Uma mudança falsa, reacionária e profundamente antipopular — mas que cresce exatamente onde a esquerda abandonou sua tarefa histórica.


quinta-feira, 16 de abril de 2026

Conjuntura eleitoral no Rio de Janeiro em março de 2026 Reinaldo Antonio/RJ

Conjuntura eleitoral no Rio de Janeiro em março de 2026
Reinaldo Antonio/RJ

As eleições que ocorrerão está ano será para Governador do Estado do Rio de Janeiro e  seu vice, assim como as eleições parlamentares para Deputado Estadual, Deputado  Federal, Senadores da Republica. 

Aqui vamos abordar uma visão sobre a disputa para o cargo de Governador do Estado  considerando os nomes que estão colocados publicamente como candidatos. 

O que inicialmente podemos afirmar, com plena certeza, é que o quadro eleitoral para  governador até este momento, mês de março, está indefinido. 

Se temos certeza que o quadro ainda é neste momento indefinida, por outro lado  também podemos afirmar que a definição das candidaturas, o provável vencedor desse  processo eleitoral estará vinculado umbilicalmente a disputa pela presidência da  República do Brasil com um dos polos mais importantes dessa disputa que será o  candidato Lula e o PT. 

É um quadro muito indefinido até mesmo porque temos até o momento em torno de  quatro candidaturas. Estas candidaturas são as de Eduardo Paes, Prefeito da cidade do  Rio de Janeiro, a capital do Estado, cuja população é de aproximadamente 6 milhões de  habitantes. A de Douglas Ruas, deputado estadual e atualmente exercendo a função de  Secretário das cidades pelo governo estadual. Em tese a população atingida seria a de  todo o Estado do Rio de Janeiro com sua ação como secretario e mais particularmente a  cidade de São Gonçalo onde seu pai é Prefeito ampliando com as cidades do leste  fluminense, com exceção de Maria, espaço no qual seu grupo político, liderado  particularmente pelo Deputado Altineu Cortes mandam e desmandam. Temos também  a candidatura do condenado na justiça, Wilson Witzel, advogado, ex Governador cassado  devido a condenações por crime de responsabilidade. ( https://g1.globo.com/rj/rio-de- 

  

1 Este texto reflete o momento da disputa eleitoral do inicio do ano de 2026 e será atualizado em breve. 2 Reinaldo Antonio é professor de Geografia, tem formação em Administrador de Empresas, Mestre em  Educação pela UFF. É militante do Partido dos Trabalhadores no município de São Gonçalo e um de seus  fundadores. Participa da Coordenação do Núcleo de Educadores do PT São Gonçalo e é membro do  

Núcleo Paideia de Educação, na cidade do Rio de Janeiro e do Núcleo Fernando Paulino, do PT Niterói.

janeiro/noticia/2021/07/23/stf-mantem-condenacao-de-wilson-witzel-por-crime-de responsabilidade.ghtml).E, possivelmente Garotinho, também ex governador do Estado  nos anos dedo ano de 1999 até o ano de 2002 e quando ao sair do cargo elegeu a sua  esposa como Governadora em 2003, o sucedendo, sendo seu Secretário de Segurança. 

Há outras candidaturas como a do Pstu com o Cyro Garcia, o do Missão, Bombeiro Rafa,  uma candidatura do Psol que pode ser qualquer um dos deputados federais, mas que no  momento se destaca o nome de Glauber. Possivelmente outras candidaturas irão aparecer. 

Poderíamos dizer que a partir de abril ou maio e que começara efetivamente a se definir  o quadro das candidaturas pois até lá já haverá esgotado prazos legais e também as  forças políticas já terão se movimentado para construção de seus acordos. 

Hoje, diria que efetivamente as duas candidaturas que terão condições de competir  firmemente são o Eduardo Paes e Douglas Ruas porque, pelo que nos apresenta de  articulação que aparece na imprensa e por entender que suas influencias se dão por uma  área territorial e populacional muito grande. 

Acompanhando as informações da imprensa burguesa hegemônica o que temos até o  momento de articulação passa pelo seguinte. 

Douglas Ruas (https://pt.wikipedia.org/wiki/Douglas_Ruas) 

Quanto ao candidato Douglas Ruas, todos sabemos que ele é deputado estadual  licenciado e atual Secretário de Cidades do Rio de Janeiro. Tem apoio até o momento do governador do Estado Claudio Castro sendo candidato do Partido Liberal (PL). 

Não é demais falar que sua candidatura tem como objetivo final dar continuidade ao poder  do grupo político que está no controle do governo do Estado. 

Esta e uma aliança dos partidos PL-PP e Vice-Governador: com apoio e articulação do  Rogério Lisboa, que é o candidato a vice governador. Isto fortalece a candidatura na  baixada fluminense e com isto, com esta aliança, fortalecer o tempo de televisão

Para além deste apoio esta candidatura foi definida em reunião realizada em Brasília com  a presença do governador Cláudio Castro, do deputado federal Altineu Côrtes (líder do  PL na Câmara) e do senador Flávio Bolsonaro.  

O nome de Ruas é visto como um elo entre o grupo de Claudio Castro e o bolsonarismo. 

Esta candidatura tem como contrapartida o apoio ao Claudio Castro como candidato a  Senador. 

O Douglas Ruas e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), Douglas Ruas  fortalece sua pré-candidatura através da articulação com prefeitos do PL, PP, que foi  reeleito na cidade com um índice superior a 80 por centro dos votos. 

Até onde vai, não se sabe, há discussões que levam a proposta de tornar Douglas Ruas o  nome para ser o governador Tampão na eleição indireta da Assembleia Legislativa dor. 

Eduardo Paes =https://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Paes 

Quanto ao candidato Eduardo Paes sabemos que ele e Prefeito da cidade do Rio de  Janeiro, capital do Estado. 

Suas articulações políticas buscam construir uma base ampla, equilibrando o apoio do  governo Lula com aproximações à centro-direita para superar resistências no interior do  estado. 

Sua chapa para governador tem o partido MDB com a Jane Reis sua vice, que é irmã do  ex prefeito de Nova Iguaçu. Com isto sua candidatura, uma candidatura da capital pode  se espalhar para a Baixada Fluminense. Essa aliança é estratégica para ampliar a  capilaridade da candidatura na Baixada Fluminense, região onde ele enfrenta maior  resistência. 

Eduardo Paes fez acenos ao Eleitorado Evangélico e Conservador com inclusive soltando  a frase Mexeu com Malafaia mexeu comigo, mas tempos depois o próprio Malafaia  declarou encerrado seu apoio a EP dizendo que não adianta botar vice evangélica. mantém  conversas com partidos de direita, incluindo membros do PL, buscando uma "terceira via"  que evite a polarização extrema.

Em relação a apoio do governo Federal Paes se diz apoiado e irá apoiar o presidente Lula  em sua reeleição como parte de um acordo Paes/PT (não há unanimidade) no PT do Rio  e do Estado. 

É importante ressaltar que Paes e filiado no momento ao PSD que é um partido dirigido  nacionalmente por Kassab, o quadro burguês que tem pé em todos os governos, do  Tarcísio ao governo Lula. A aliança partidária de Paes vai desde o PSD, até o PP e PDT  passando pelo PT. Como vemos uma aliança amplíssima. 

Diria que a candidatura de Garotinho até o momento e uma incógnita dado que ele vem  fazendo uma série de denúncias em seu blog (https://blogdogarotinho.com.br/) e em  seu podcast (https://open.spotify.com/show/30NjWvttj8TB6yJiurroeK) desagradando  em muito o status quo político atual. Até o mês de fevereiro Garotinho pensava que  fosse contar com o apoio de Washington Reis, da baixada fluminense, com candidatura  a Governador do estado, fato que não se realizou.. 

Mas também podemos dizer que se Garotinho entrar na disputa poderá desarrumar em  parte o quadro eleitoral, particularmente dado que penso existir um grande apoio a  Garotinho no interior do Estado, Campos e no noroeste fluminense, e seu recall de  Governador do Estado, onde articulou grandes apoios sociais. 

Não se pode desconsiderar que ele já foi Governador de Estado, elegeu sua esposa para  o Governo do Estado em seguida a sua gestão (1988-2002) e foi Secretário de Segurança  do Estado. 

Pesquisas 

Até o momento as pesquisas eleitorais indicam o Eduardo Paes como o candidato que  maior índice de aprovação para ser o governador possui. No entanto não e demais  considerar que ainda estamos em março de 2026 e como dizem, muita água vai rolar por  baixo dessa ponte. 

As forças políticas quase todas elas já se posicionaram em torno dessas candidaturas 

Se pensamos em descontentamento podemos dizer, vendo os noticiários atuais, que há  um grande descontentamento em relação só grupo político do deputado estadual 

Bacelar, ex presidente da Alerj, que foi pego pela Policia Federal, em seus acordos com  o tráfico e a milicia conforme noticiado amplamente pelos órgãos da imprensa formal. 

Junto a estes descontentes e até onde a vista alcança, também temos parte do Partido  dos Trabalhadores que estão descontentes com o apoio que o Partido dá para o  candidato Eduardo Paes. 

As movimentações dos candidatos e intensa e não podemos desconsidera que possam  ocorrer novos acordos, desacordos, realinhamentos. 

Quero considerar que Eduardo Paes será aquele candidato que mais será bombardeado pelo mundo político. Não podemos deixar de levantar o histórico de suas candidaturas  sendo a mais importante sua derrota no ano de 2018 quando foi derrotado pelo Wilson  Witzel no segundo turno. Este candidato tem um jeito de fazer política com uma pratica  de, no processo eleitoral, querer agradar a todos o espectro político, tentando juntar da  direita a esquerda em sua campanha, mas que no fundo, vencedor, quer fazer o que  deseja que é aplicar uma agenda neoliberal em sua gestão assim como perseguição a  certos setores sociais. É o neoliberal social. 

Este bombardeio vira tanto da esquerda quanto da direita do espectro político partidária e social. Assim a questão para o Eduardo Paes será saber qual sua capacidade de resistência política para suportar tal movimento.  

Por exemplo já temos declaração pública de sua vice ao cargo de Governadora que ela  não fara campanha para Lula à presidência da República e Lula e parte do PT conta com  o apoio no Estado da campanha de Eduardo Paes para contrabalançar o poder e  influência do Bolsonarismo no Estado, local onde se criaram. 

Considerando 70% a 80% da dos grupos políticos que o apoiam é da direita e da extrema  direita.  

Como é que fica isso?  

Para além dessas considerações sobre este quadro político que se refere particularmente  ao mundo político INSTITUCIONAL, quero afirmar que ainda existem quatro elementos  a serem considerados neste tabuleiro eleitoral para o ano de 2026 no Estado do Rio de  Janeiro, no sentido de melhor elaborar este raciocínio.

Estes elementos são quatro forças políticas sociais que ainda não claramente aparecem  no cenário eleitoral, ao menos para mim, e que darão melhores cores a esta disputa.  Este são forças sociais que se travestem de força política eleitoral nos anos de eleição. 

Quais são elas? Diria que são a forças social e política do tráfico, da milicia, das igrejas  neopentecostais, dos movimentos sociais organizados de esquerda e dos governos  estaduais e federais, ou seja, as forças institucionais. 

As perguntas que se podem fazer são: para onde vão estas forças políticas organizadas  na base da sociedade? 

O que fara a milicia? Concretamente esta força política estará junto aquela candidatura  que representar melhor o candidato Flavio Bolsonaro no Estado. Desta forma esta  candidatura que levara o apoio dessa fatia de forças política será o Douglas Ruas. 

O que fara o tráfico? O tráfico ficar com aquela candidatura que for apontado pelo  Rodrigo Bacelar. Apesar de acreditar que haverá uma dispersão desta força política no  apoio a candidaturas. Na realidade posso apostar para quais candidatura ela não irá.  Certamente não irá para o Psol e não irá para Garotinho e Eduardo Paes. 

O que farão as igrejas neopentecostais? Este conjunto de forças políticas estarão com  aquela candidatura que melhor e maior lhe de nacos do poder do Estado. 

O que farão os movimentos sociais organizados? Os movimentos sociais organizados  estarão no apoio de candidaturas de esquerda, dado suas tradições, que até o momento  está cristalizada pelo nome do candidato do Psol. Possivelmente teremos candidaturas  de outros partidos pequenos da esquerda como Pstu, e algum PC da vida, cuja força e  poder q quase nulo do ponto de vista eleitoral. 

Resta aqui, sobre este apoio, uma necessária análise de conjuntura sobre a real força  que tem os movimentos sociais que possam influenciar resultados eleitorais no Estado.  E diria, rapidamente, tanto o movimento sindical, quanto o movimento de bairros, sem  falar nos Ongs ou mesmo os movimentos identitários, NÃO TEM FORÇA suficiente  organizada ou de opinião para mudar ou influenciar a definição de votos massivamente. 

O que fara a institucionalidade, governos federais e governo estadual? Como já está previamente roteirizado, o governo do Estado irá todo ele para o apoio da candidatura 

do Douglas Ruas se esta candidatura se consolidar. Já o governo Federal irá para Eduardo  Paes, acredito, a depender de alguns ajustes finos. Nenhuma dessa duas forças  institucionais estar no apoio de uma possível candidatura de Wilson Witzel ou  Garotinho. 

Mesmo considerando estas possibilidades acima do deslocamento dessas forças sociais  e políticas, não podemos desconsiderar a qualidade de sua definição pensando em como  elas darão este apoio. Os apoios serão definidores ou em bloco? O apoio será com  divisão para duas candidaturas? O apoio será disperso em várias candidaturas? 

Estas forças política ainda não entraram em campos, novamente, até onde minha vista  alcança, de uma forma já definidora, ou seja, já definindo para que lado irão ou a quem  irão apoiar. Creio que estas forças terão muito peso na definição de para onde vai o voto  na realidade concreta da disputa. 

Apesar de sabermos que todas as forças política se movimentam para conseguir apoio  dessas forças política, movimentações no subterrâneo e movimentações na superfície com cobertura de impressa e mídia, aponto abaixo um quadro que possa ocorrer. 

Fazendo este prognostico precoce, podemos dizer que as igrejas neopentecostais possivelmente estarão divididas na direção de uma possível candidatura de Garotinho e  numa candidatura de Douglas Ruas. Douglas ruas Rua, talvez tenha a possibilidade de  levar uma grande fatia desse eleitorado das suas lideranças.  

Podemos também afirmar que estas quatro forças quando entrarem em campo suas  decisões de quem e onde apoiar poderá se dar de forma definitiva e compacta, ou seja  todos indo numa só direção. Ou poderão estas forças estando divididas na direção de  duas ou três candidaturas. Ou, por último e o pior quadro dessas forças, elas poderão  estar espalhadas, ficarem dispersas, por todas as candidataras existentes as forças então  podem entrar de forma dispersa.  

Este e um quadro que construo agora no mês de março de 2026. A conferir as  movimentações para adequar o texto a realidade nos próximos meses.

Você pode consultar várias informações da mídia burguesa que acompanha esta  conjuntura eleitoral 

https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2026/02/25/movimento-de-eduardo-paes tira-direita-da-inercia-e-acelera-plano-do-pl-para-o-governo-do-rj.ghtml 

https://diariodorio.com/perfis-dos-pre-candidatos-aos-cargos-de-governador-e-vice para-a-eleicao-de-2026/ 

https://www.cartacapital.com.br/politica/eduardo-paes-confirma-vice-do-mdb-na chapa-ao-governo-do-rj/ 

https://www.instagram.com/p/DVv5OpTFp_C/ 

https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/real-time-big-data-paes-lidera-cenarios-de-1o turno-no-rj/ 

https://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/eduardo-paes-tem-46-das-intencoes-de-voto-e lidera-pesquisa-para-governador-do-rio-de-janeiro-08032026/ 

https://veja.abril.com.br/politica/pt-reafirma-apoio-a-eduardo-paes-no-rio-em-meio-a articulacoes-para-candidatura-propria/ 

https://www.folhabv.com.br/colunas/eduardo-paes-e-andre-ceciliano-articulam governador-tampao-na-alerj-e-acendem-disputa-por-palanques-de-2026/ 

https://oglobo.globo.com/google/amp/rio/noticia/2026/03/12/mandato-tampao-de governador-regras-da-eleicao-indireta-sao-definidas-por-lei-sancionada-confira.ghtml 

https://oglobo.globo.com/google/amp/politica/noticia/2026/03/13/jogo-politico-a universal-e-o-aluguel-de-nove-estadios-para-dar-um-recado-dos-evangelicos-a-lula-e ao-pt.ghtml

UMA PROSPECÇÃO SOBRE CANDIDATURAS 

Possiveis deputados federais e estaduais do PT e Federação, que ouço falar que poderão  ser eleitors. 

AVALIAÇÃO RETRATO FEITO NO FINAL DO MÊS DE MARÇO DE 2026 

Deputado Federal 

Deputado Estadual

Esta será, por ordem ,a lista dos futuros  eleitos da Federacao- PT dependendo do  quantitativos a ser eleito, considerando que  no minimo o PT elegera 4 dep federais e no  máximo 7 deputados federais. 

Que voce acha? 

Ha mais nomes? Retira algum? 

Tens outra sequencia diferente? 

Diz aí!! 

�������� 

Freixo 

Taina 

Lindberg 

Elias Jaubor no lugar de Jandira??? 

Diego 

Fabiano 

Enfermeira Rejane 

Celso Pansera 

Dimas 

Reimont

A avaliação e que todos os atuais deputados  federais se reelejam,menos a Carla Machado  que saira do PT. Quem acha que sabe, diz  que poderá eleger ate 6. Assim  

se a Carla Machado não se candidatar, abrira  uma vaga. Indica quem acha que sabe que  pode ser eleito para esta vaga o Andre  Ceciliano ou Adilson Pires. 

Marina 

Elika 

Veronica 

Carla Machadoxxxxx 

Renato Machado 

Zeidan 

Quem pode entrar? 

Adilson Pires 

Andre Ceciliano 

Valdeck Carneiro



GOVERNADOR DO ESTADO-Candidaturas ate o momento 

1-Douglas Ruas com apoio de Washington Reis ou Garotinho 

2-Candidato do Psol, William Siri 

3-Wilson Witzel  

4-Eduardo Paes  

5-Pstu

domingo, 29 de março de 2026

POR UM BRASIL DIGNO, LIVRE DO IMPERIALISMO E DOS ANTI-PATRIOTAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

POR UM BRASIL DIGNO, LIVRE DO IMPERIALISMO E DOS ANTI-PATRIOTAS!
"Como Flávio Bolsonaro quer trazer guerra de Trump ao Brasil

No afã de voltar ao poder, ultradireita submete-se ainda mais a Washington. Tentativa de classificar PCC como “terrorista” obedece à Doutrina Donroe. Há um antídoto: defender soberania, em diálogo com a rejeição cada vez maior das maiorias aos EUA.

À medida em que as eleições gerais brasileiras se aproximam, algumas dúvidas vão se consolidando como certezas. Se há algum tempo já era fato que a disputa se daria entre Lula e algum nome que substituísse o encarcerado Jair Bolsonaro representando a extrema-direita, hoje, já se pode dar quase como certo que este nome será o de seu filho Flávio.

Com as duas chapas presidenciais prestes a serem fechadas, volta-se às discussões sobre quais estratégias de campanha serão adotadas por cada um dos polos e como se comportará a mídia diante delas.

De um lado, a ampla frente democrática que sustenta Lula parece ter um objetivo claro: focar nos avanços sociais que o atual governo conquistou e nas próximas lutas sociais que pretende travar. Com isso, tudo indica que a campanha governista deve explorar feitos como a isenção do imposto de renda, a retomada e a expansão do Minha Casa Minha Vida, o programa Pé-de-Meia, a saída do mapa da fome, o pleno emprego, entre outros. Além disso, deve apostar na pressão e na promessa por novos avanços sociais, como o fim da escala 6×1 e os direitos de trabalhadores de aplicativos.

Já na extrema-direita, há indicativos de que a estratégia seja levar o debate para o campo da segurança pública e da corrupção. Neste segundo ponto, a CPI do INSS e a cobertura do caso do Banco Master dão parte do tom do que deve ser a campanha bolsonarista. Os esforços do mainstream do jornalismo em fazer um dos escândalos colar na imagem de Lula mostram que, nesse tema, Flávio contará com ajuda incondicional da mídia, repetindo-se o método político lavajatista.

No campo da segurança pública, as disputas que se intensificaram do fim de 2025 para cá é que indicam a tônica eleitoral. A chacina da Penha, em outubro do ano passado, escancarou a centralidade que o tema tem no projeto de retomada de poder pela extrema-direita brasileira, colocando na mesa o debate sobre a classificação das facções como grupos terroristas.

Voltarei neste ponto específico do terrorismo mais à frente, mas é nítido como a exploração midiática da chacina serviu de freio à reação que o Governo Lula vinha experimentando frente à opinião popular com o enfrentamento ao tarifaço e ao intervencionismo dos EUA e as mobilizações contra a “PEC da Blindagem”, que atingiram a imagem do Congresso Nacional.

O sentimento generalizado de insegurança no país é, claramente, um ativo político da extrema-direita brasileira que a favorece em duas frentes de ação. Primeiro, na de fomentar aquilo que os criminólogos chamam de “pânico moral”, pintando a imagem de um país onde o crime cresce sem controle porque o governo seria leniente. Segundo, a partir desse pânico, apresentando figuras policialescas como solução para esta crise que, uma vez no poder, insuflam ainda mais o movimento de politização das fileiras policiais e de autonomização das forças de segurança em relação ao poder civil. Favorece-se, portanto, a ideia de um Estado Policial como solução para a atual crise política.

Já me aprofundei mais acerca desta movimentação em artigos anteriores, mas, apenas para ilustrar, é importante apontar que, só neste último ciclo legislativo (2023 a 2026), 61 policiais e militares já ocuparam uma cadeira no Congresso Nacional entre deputados e senadores. A atuação dessa bancada no desmonte do PL Antifacção e da PEC da Segurança Pública foi didática para entender o embate que vem por aí.

Estes dois discursos narrativos antagônicos, portanto, provavelmente protagonizariam os próximos meses de disputa eleitoral. Ou, pelo menos, esta é a vontade de boa parte dos agentes políticos do país. Mas as vontades não necessariamente resistirão à uma realidade que pisa cada vez mais forte e mais próxima do Brasil.

O ano de 2026 começou com a esperada ofensiva de Trump sobre a América do Sul. Mas o sequestro de Maduro e o bombardeio na Venezuela não aconteceram da noite para o dia. Eles foram orquestrados por meses em uma insistente narrativa midiática que relacionava falsamente o governo venezuelano a um cartel narcotraficante classificado como grupo terrorista pelo governo dos EUA.

A mesma metodologia de intervenção agora já caminha a passos largos na direção da Colômbia com as notícias de que os EUA abriram investigação contra o presidente Gustavo Petro sob a alegação de que sua campanha teve ligações com grupos de narcotraficantes. Assim como o Brasil, a Colômbia se aproxima de novas eleições presidenciais e tem a esquerda como favorita para a vitória.

Infelizmente, as coincidências entre Colômbia e Brasil não param por aí. No último dia 10 de março, após notícias de que Trump estuda a classificação de facções brasileiras como grupos terroristas, o Departamento de Estado dos EUA emitiu nota citando PCC e CV como “ameaças significativas à segurança regional em função do seu envolvimento com o tráfico de drogas, violência e crime transnacional”, abrindo espaço para que nosso país sofra interferências estadunidenses como as vistas na Venezuela e que agora também ameaçam colombianos.

Muitos fatos dos últimos meses dão conta de que esta ação externa tem seus cúmplices em terras brasileiras. O próprio Flávio Bolsonaro, em outubro passado, após notícias de embarcações bombardeadas no Pacífico, sugeriu nas redes sociais que os EUA também afundassem barcos na costa do Brasil. Muito antes, em maio, o agora candidato entregou um dossiê a uma comitiva de Trump com a qual se reuniu. O documento elaborado pelas Secretarias de Segurança de São Paulo e do Rio de Janeiro, de seus aliados Tarcísio e Claudio Castro, associava o CV e o PCC a atividades terroristas.

É cada vez mais claro, portanto, como a extrema-direita enxerga, nessas movimentações, um verdadeiro projeto de poder, falseando-o como um suposto debate de segurança pública. Diante disso, seria intuitivo dizer que a direita está mais próxima de impor a sua narrativa estratégica para as eleições, certo?

Pois é nesse exato momento que a vontade pode se desencontrar da realidade. Quando o debate sobre a classificação das facções criminosas como terroristas ganhou holofotes pela primeira vez, no desmanche do PL Antifacção na Câmara dos Deputados liderado por Derrite logo após a chacina da Penha, o tema não foi tão facilmente digerido pela sociedade civil como acreditava a extrema-direita.

Mesmo jornalões que justificavam a chacina e apoiavam o endurecimento das leis penais publicaram as suas ressalvas quanto à proposta, reconhecendo que ela servia aos interesses intervencionistas dos EUA mais do que aos debates internos de nosso país. Estadão, Folha, Globo, entre outros grandes grupos midiáticos mostraram, de forma editorial, serem contrários à manobra, e Derrite teve de recuar em seu atrapalhado episódio de relatoria do PL Antifacção.

Essas confrontações, porém, não se deram em um vácuo. Desde a fuga de Eduardo Bolsonaro para os EUA e seu lobby pelo tarifaço para prejudicar o próprio país, o tema da soberania nacional se consolidou como eixo central do cenário político brasileiro. Enquanto tresloucados estendiam uma enorme bandeira norte-americana na Avenida Paulista em pleno 7 de setembro, o que surgia mesmo era uma forte reação da opinião pública e, pela primeira vez em muitos anos, o sentimento patriótico no país passou a pender para a esquerda.

É muito importante que se questione: não houvesse essa reviravolta iniciada com os papelões de Eduardo Bolsonaro nos EUA, teriam Derrite e toda a direita recuado da proposta sobre o terrorismo enquanto desmanchavam o PL Antifacção em novembro do ano passado?

Fato é que, após este recuo estratégico, o tema agora voltou à tona com ainda mais força, empurrado por um cenário global que transcende as disputas internas brasileiras, mas que também as influencia. Com a escalada bélica estadunidense no Irã e o cerco a Cuba, já não se pergunta mais se Trump e Rubio avançarão sobre a América do Sul, mas quando e como.

As recentes tensões no continente também não ajudam. Na Colômbia, Petro sabe que tem em suas costas o mesmo alvo colocado em Maduro, e o recente conflito em sua fronteira com o Equador acende um alerta ainda maior. Por mais risível que possa parecer o oferecimento de apoio militar argentino à guerra no Irã, este também é outro passo que aponta para uma militarização das relações sul-americanas.

Mais preocupante é o caso do Paraguai, onde se aprovou uma presença praticamente irrestrita das Forças Armadas norte-americanas. Frise-se que a fronteira do Brasil com o Paraguai tem sido central na narrativa da extrema-direita brasileira para defender a classificação das facções como terroristas, sendo este o local em que autoridades apontam um vínculo entre o PCC e o Hezbollah.

De um lado, todo este cenário demonstra que o projeto de poder da direita brasileira, de utilizar o debate da segurança pública para abrir caminho a uma intervenção estrangeira que a favoreça, avança materialmente. De outro, porém, essas próprias movimentações que o possibilitam geram reações e aumentam também os seus obstáculos: na medida em que o caráter intervencionista fica mais evidente, a máscara da falsa preocupação com a segurança pública se desmancha.

Com todas as ressalvas que se possa fazer a pesquisas de opinião, é simbólico, por exemplo, o monitoramento que tem feito a Quaest acerca da opinião dos brasileiros sobre os EUA neste cenário. Desde 2025, o povo brasileiro tem uma visão cada vez mais desfavorável sobre o país norte-americano, crescendo o medo de uma intervenção.

O que se observa, portanto, é uma tendência que o avanço deste projeto bolsonarista tem de fomentar o seu próprio antídoto. Por mais que a extrema-direita falseie seu entreguismo com supostas preocupações com a segurança pública, à medida em que os EUA avançam sobre o continente com o discurso do narcoterrorismo, a defesa da soberania nacional cresce como ativo político para a frente lulista.

Eis aí, portanto, a realidade que pode se sobrepor às vontades iniciais dos dois polos que disputam estas eleições. Cabe ao governo Lula e a todos que apoiam a sua reeleição reivindicar seu papel nesta curva histórica em que nos encontramos e se negar a jogar o jogo proposto pelo bolsonarismo.

Em outras palavras, mais especificamente, não podemos tratar o debate sobre o narcoterrorismo como um debate sobre segurança pública. Devemos tratá-lo como o que ele de fato é: um projeto de intervenção estrangeira em nosso país que ameaça nossa soberania nacional.

Por tantos anos vista como ultrapassada, a verdade é que 2025 nos mostrou que pontos da velha gramática da esquerda seguem mais vivos do que nunca. A defesa da soberania e a luta anti-imperialista, quem diria, são sentimentos com potencial aglutinador muito maior do que os “coveiros da história” poderiam imaginar. Colocá-las no centro do debate deve ser nosso papel nestas eleições, sem dúvidas, as mais importantes da história do Brasil.
FLAVIO TRUMPBOY
LULA PORROU O CAIADO

O Presidente Lula reagiu com firmeza contra tentativa dos Estados Unidos de selar acordos diretos com estados brasileiros para exploração de terras raras, minerais estratégicos para a tecnologia global. O Palácio do Planalto e o Itamaraty classificam essas negociações bilaterais como desprovidas de qualquer validade jurídica, uma vez que a competência sobre recursos minerais e relações internacionais pertence exclusivamente à União. 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

O FUTURO JÁ CHEGOU * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

O FUTURO JÁ CHEGOU
OU A GENTE SE UNE OU A GENTE SE ESTINGUE
OU TU CORRE OU O TREM TE PEGA
OU VAI OU RACHA
CHEGOU A HORA DA ONÇA BEBER ÁGUA
OU VAI DAR UMA DE "TÕ-NEM-AÍ?
SE CORRER, O BICHO PEGA
MAS SE SI UNIR O BICHO FOGE...