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quinta-feira, 3 de julho de 2025

ABAIXO O LOTEAMENTO DA MARGEM EQUATORIAL * Emanuel Cancella/RJ

ABAIXO O LOTEAMENTO DA MARGEM EQUATORIAL
Emanuel Cancella 

Marina Silva em parceria com George Soros entregou a Chevron, Exxomobil, Shell e outras a Margem Eguatorial!

 Soberania ameaçada: multinacionais avançam sobre a Margem Equatorial (16).
Veja no Brasil 247 o que postou Outras Mídias em 18/06/2025 (1): 

"Petrobrás: A soberania vendida em lotes

Defender o meio ambiente é imperativo. Mas enquanto a estatal brasileira se tornava vilã ambiental, o país entregou à Chevron, ExxonMobil e Shell direitos de exploração da Margem Equatorial. Sinal de que além de ecológica, a questão é geopolítica.

A Petrobras passou mais de uma década bloqueada por exigências técnicas, pareceres contraditórios e campanhas ambientais seletivas. Enquanto isso, empresas estrangeiras como Chevron e ExxonMobil conseguiram acesso à Margem Equatorial sem resistência. 

Este caso não é sobre preservação ambiental. É sobre quem realmente decide o futuro do Brasil. E, neste episódio, quem decidiu não foi o Brasil.

No dia 17 de junho de 2025, o Brasil entregou à Chevron, ExxonMobil, Shell e outras multinacionais o controle sobre uma das regiões mais estratégicas de sua matriz energética: 

a Margem Equatorial. O leilão promovido pela ANP ofertou 192 blocos exploratórios, sendo 63 nessa região, arrecadando R\$ 1,2 bilhão. 

O que a mídia tratou como sucesso financeiro foi, na verdade, a culminância de uma longa operação de deslegitimação simbólica da Petrobras e de esvaziamento da capacidade do Brasil de decidir soberanamente sobre seus recursos energéticos.

Durante mais de 13 anos, a Petrobras tentou, sem sucesso, obter licença ambiental para perfurar um poço exploratório na região. Apesar de ter cumprido exigências técnicas e apresentado estudos robustos, a estatal foi sistematicamente bloqueada por pareceres ambíguos, entraves regulatórios e uma campanha pública que a transformou em vilã ambiental. 

O Ibama, por exemplo, indeferiu o pedido da Petrobras com base na ausência de uma Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS) que, tecnicamente, não era obrigatória.

Em paralelo, ONGs ambientalistas, muitas delas financiadas por fundações internacionais, atuaram com intensidade contra o projeto da Petrobras, ampliando o discurso do “risco à Amazônia” em editorias, redes sociais e pareceres públicos. 

Mesmo com evidências técnicas indicando que os blocos estavam a centenas de quilômetros da foz do Amazonas e que o impacto sobre os biomas seria controlado, a narrativa dominante foi a da destruição iminente.

O curioso é que o discurso ambiental evaporou quando empresas estrangeiras demonstraram interesse. Durante o processo que antecedeu o leilão da ANP, não houve protestos relevantes, notas de repúdio ou mobilização digital contra a participação da Chevron, da ExxonMobil ou da Shell. 

A mesma Margem Equatorial que era intocável para o Estado brasileiro tornou-se, subitamente, uma nova fronteira de oportunidade para o capital estrangeiro. Sinal de que o problema nunca foi apenas ambiental — era geopolítico.

Após o leilão, com os contratos assinados, algumas ONGs voltaram a se manifestar contrariamente à exploração. Mas o estrago já estava feito. 

A omissão estratégica durante o período crítico permitiu que o leilão ocorresse com fluidez e sem pressão social. Essas idas e vindas não revelam incoerência, mas método: o objetivo foi bloquear a Petrobras, não necessariamente o projeto de exploração ".

Não podemos esquecer: Na Margem Equatorial são prováveis 30 BI de barris de petróleo, equivalentes a US$ 2 TRI variando de acordo com o dólar e o preço do barril de petróleo que agora com a guerra Israel X Iran disparou (8). Margem Equatorial é a maior descoberta petrolifera no mundo contemporaneo.

Para confirmar que o golpe do século: A ANP no dia 17/06/25 leiloou na Margem Equatorial, mais de US$ 2 TRI em petróleo e arrecadou menos de R$ 1 BI (9).

Marina Silva com a história de defender os peixinhos a fauna e flora fechou as portas a Petrobrás e abriu uma porteira para as petroleiras estrangeiras.

George Soros, o sabotador, é reincidente já que tambem quebrou o banco da inglaterra, agora junto com Marina Silva quebrou a Petrobrás (10)!

A sabotagem da Petrobrás pelo ongueiro George Soros (2).

Diario da Causa Operária - DCO: George Soros veta exploração de petróleo no Brasil. A serviço de George Soros e da Open Society, IBAMA, ligado a Marina Silva, rejeitou pedido da Petrobrás para explorar região (3).

Brasil 247: Greenpeace financia expedição para evitar exploração de petróleo pelo Brasil na Margem Equatorial. Empresas multinacionais como Exxon e Total já estão explorando petróleo na Guiana Francesa (4).

Pesquisa mostra que 2 a cada 3 brasileiros (62,4%) são favoráveis à Petrobras explorar petróleo na Foz do Amazonas (11). 

“Nós vamos explorar a Margem Equatorial”, diz Lula (14). 

Petrobrás cumpriu todas as exigências do Ibama, diz presidentes da Petrobrás (Jean Paul e Magda) para conseguir a licença ambiental (12,13)!

A Petrobrás e o Brasil agradece a Aepet (5), Clube de Engenharia (7) Universidade Federal Fluminense (6) que defenderam a Petrobrás na Margem Equatorial!

quinta-feira, 29 de maio de 2025

ATO NACIONAL CONTRA O PL DA DEVASTAÇÃO * Rede Converge Brasil

ATO NACIONAL CONTRA O PL DA DEVASTAÇÃO

O Brasil está diante de um dos maiores retrocessos ambientais da sua história! O *PL 2159/2021*, conhecido como *PL da Devastação*, quer desmontar a política ambiental, flexibilizar o licenciamento e abrir caminho para mais destruição dos nossos biomas e violações aos direitos dos povos e comunidades tradicionais.
Isso não é só uma pauta ambiental: é uma questão de *justiça social, ambiental e climática*! É um ultraje contra a vida, contra os territórios, contra o futuro!

Por isso, chamamos todos os *coletivos, organizações, movimentos e defensores da vida* a se somarem aos *ATO NACIONAL CONTRA O PL DA DEVASTAÇÃO* que acontecerão por todo o Brasil à partir do dia *1º de junho*!

É hora de unirmos forças, de fazer ecoar um grito coletivo:
*NÃO AO PL DA DEVASTAÇÃO!*
*EM DEFESA DA VIDA E DO FUTURO!*

PL DA DEVASTAÇÃO 2159/2021

O Projeto de Lei 2159/2021 foi aprovado na Comissão do Meio Ambiente do Senado, e pode ir a plenário a qualquer momento. Se esse PL for aprovado, irá causar consequências desastrosas, o objetivo dele é acabar com o licenciamento ambiental. Esse PL pretende liberar vário empreendimentos sem avaliar qualquer tipo de impacto ambiental.

Pois é, obras com grandes riscos ambientais, como barragens, estradas, portos, poderão ser instaladas sem uma avaliação adequada, porque o PL cria a figura de licenciamento auto declaratório, ou seja, o próprio empregador é quem diz que seu projeto não causará nenhum impacto. Tudo isso sem fiscalização prévia, sem audiência pública, sem consultar ninguém. 

O projeto simplesmente limita o poder dos órgãos ambientais e também reduz os prazos pra análises técnicas, e se o órgão não responder a tempo, a licença é liberada automaticamente, assim será a lei.
Estamos falando da água que bebemos, das florestas que protegem o clima, do direito à vida das comunidades.
POR QUE AGRIDEM MARINA SILVA

Me acusam de impedir o desenvolvimento do país ao ser contra a destruição da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, conforme proposto no PL 2.159/2021.

A lei é um instrumento importante para a proteção dos nossos biomas e para o combate à mudança do clima.

*Não sou contra atualização de nenhuma lei* , nem dessa. *Mas precisamos debater com profundidade* e qualidade para não usar a necessidade de atualização como desculpa para se acabar com regramentos ambientais essenciais para o país e que, inclusive, asseguram nosso prestígio como produtores de alimentos e balizam vários acordos comerciais.

_Marina Silva_

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

OPERAÇÃO ERAHA TAPIRO * (Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT)

OPERAÇÃO ERAHA TAPIRO

Brasil lança maior operação de todos os tempos contra fazendas ilegais de gado na Amazônia.

A Operação Eraha Tapiro está removendo milhares de vacas em um esforço para restaurar o controle estatal sobre a Terra Indígena Ituna-Itatá.

Força-tarefa está implantada para retirar milhares de vacas de grileiros de território indígena.

O governo brasileiro lançou sua maior operação de todos os tempos para remover milhares de vacas pertencentes a grileiros ilegais de territórios indígenas na floresta amazônica.

Três helicópteros, uma dúzia de veículos e um corpo fortemente armado de policiais e guardas ambientais realizam a movimentação de gado, que gangues criminosas tentaram bloquear incendiando a rota, destruindo pontes e intimidando motoristas.

A Operação Eraha Tapiro (“Remoção de Bois” na língua dos povos indígenas Assurini) visa restaurar o controle estatal sobre a Terra Indígena Ituna-Itatá, que sofreu alguns dos piores desmatamentos e invasões na Amazônia durante a presidência anterior do ex presidente extrema direita pro-USA Jair Bolsonaro.

Desde a mudança de poder no início deste ano, o presidente Socialista, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu conter o crime ambiental, deter a expansão da fronteira agrícola e visar o desmatamento zero até 2030.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, lançou uma série de operações para expulsar garimpeiros e pecuaristas ilegais do território indígena e de outras terras públicas que estão sob a proteção do Estado.

O comandante da operação, Givanildo Lima, que é agente do principal órgão de proteção ambiental do governo, o Ibama, disse que esta foi uma operação politicamente simbólica na linha de frente do crime ambiental no estado amazônico do Pará.

A operação está sendo realizada por dezenas de veículos e agentes governamentais armados.

“O desmatamento de Ituna-Itatá foi planejado e executado por uma quadrilha que tinha grande poder político. O sucesso dessa operação demonstra nossa capacidade de combater o crime na Amazônia, que está cada vez mais organizado”, afirmou.

Uma coalizão de agências federais esteve envolvida, incluindo o Ibama, a polícia federal, a polícia de trânsito, a agência de assuntos indígenas e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Um estudo governamental de 2011 deu um passo para demarcar formalmente o Território Indígena Ituna-Itatá, uma área de 142 mil hectares, aproximadamente o tamanho da Grande Londres, que abrigava uma comunidade isolada, o Igarapé Ipiaçava. Uma vez iniciado esse processo, o estado proíbe a entrada de não indígenas na área.

Para desafiar isso e enfraquecer a aplicação, grileiros locais – conhecidos como grileiros – começaram a invadir a área, queimando a floresta e enchendo a terra com vacas. Isso se acelerou tanto durante a presidência de Bolsonaro que Ituna-Itatá foi a área indígena mais desmatada de toda a Amazônia em 2019.

Autoridades do Ibama disseram que a fazenda Rocha, onde começou a operação, é de propriedade de um homem chamado Danilo José Barros Rocha, que tem casas em Marabá e Altamira, as duas maiores cidades da região. Segundo registros da Adepará, Rocha possui apenas 70 animais.

No entanto, os fiscais encontraram 400 bovinos na área de 800 hectares (330 hectares desmatados) que ele assumiu ilegalmente e registrou no Cadastro Ambiental Rural.

Ele foi informado de que sua reivindicação era ilegal e recebeu ordem de remover o gado no ano passado. Se ele não obedecer, seu rebanho será removido e ele será multado em 500 mil reais (£ 80 mil).

Penalidades semelhantes estão sendo aplicadas a outros grileiros na região, cujas lucrativas fazendas ilegais cobrem vastas extensões do território indígena.

Assim que a operação do Ibama começou, na semana passada, a notícia se espalhou rapidamente em grupos grileiros de WhatsApp na vila de Vila Mocotó, município de Coronel José Porfírio.

A vila, que fica a apenas 30 km de Ituna-Itatá, é um punhado de ruas de terra batida com algumas dezenas de casas, a maioria muito simples e construídas em madeira.

Estas são as casas das pessoas que cuidam do gado em nome dos ricos grileiros, que controlam a política local e têm forte influência no congresso nacional.

Os criminosos têm tentado impedir a retirada dos rebanhos provocando incêndios ao longo do percurso.

Entre seus mais fervorosos apoiadores dos invasores, está o senador Zequinha Marinho, aliado de Bolsonaro e pastor da igreja evangélica Assembleia de Deus, que enviou uma carta no ano passado ao governo descrevendo os agentes ambientais da região de Ituna-Itatá como “bandidos e canalhas” e negando a existência de que houvesse qualquer povos indígenas isolados na área, apesar das evidências em contrário de antropólogos, colonos e outros grupos indígenas.

Em nota ao Guardian, seu gabinete reafirmou que Ituna-Itatá não era uma terra indígena e disse: “O senador Zequinha Marinho defende e continuará defendendo os direitos das famílias de agricultores que vivem há décadas na área conhecida como Ituna-Itatá e áreas adjacentes.”

O comandante da operação disse que o confisco do gado enfraqueceria o poder económico dos grileiros, o que, por sua vez, esgotaria a sua influência política.

“A principal causa do desmatamento nesta região sempre foi a pecuária. Então, apenas apreender os rebanhos, causando prejuízo financeiro aos invasores, pode resolver o problema”, disse Lima.

No entanto, o cumprimento é fraco e muitos grileiros ficam impunes se ignorarem as multas ambientais.

À medida que passava o comboio de carros e caminhões da operação, moradores da Vila Mocotó se aglomeravam nas portas para observar os agentes federais que ameaçavam seus meios de subsistência. Não houve resistência armada, mas tentaram outras formas de impedir a retirada dos rebanhos.

Incêndios foram iniciados em vários pontos ao longo do percurso para assustar as vacas. Uma ponte de madeira foi destruída por incêndio criminoso. Outro foi cortado em pedaços com motosserras. A maioria dos motoristas dos caminhões de gado ficou assustada.

Os agentes federais reconstruíram as pontes e conseguiram garantir que as primeiras vacas fossem transportadas à meia-noite através do rio Xingu para abate em Altamira.

A sua carne será doada a programas sociais.

O Ibama estima que levará semanas para que as 5 mil vacas restantes sejam retiradas da terra indígena.

MUITO MAIS AMAZÔNIA
//.

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

CARTA DA CÚPULA DA AMAZÔNIA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

CARTA DA CÚPULA DA AMAZÔNIA
Unidos por Nossas Florestas
Comunicado Conjunto dos Países Florestais em Desenvolvimento em Belém


Nós, os Presidentes e Chefes de Delegação de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Indonésia, Peru, República Democrática do Congo, República do Congo, São Vicente e Granadinas, Suriname e Venezuela, reunidos em Belém do Pará, no dia 9 de agosto de 2023,

1. Reconhecemos a inestimável contribuição dos povos indígenas e das comunidades locais, bem como das mulheres e dos jovens, para a conservação das florestas tropicais.

2. Observamos que, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC AR6), "a mudança do clima já está impactando as florestas tropicais em todo o mundo, incluindo transformações na distribuição dos biomas florestais, alterações na composição de espécies, biomassa, pragas e doenças, e aumento da quantidade de incêndios florestais".

3. Reiteramos nosso compromisso com a preservação das florestas, a redução das causas do desmatamento e da degradação florestal, a conservação e valoração da biodiversidade e a busca por uma transição ecológica justa, convencidos de que nossas florestas podem ser centros de desenvolvimento sustentável e produtoras de soluções para os desafios de sustentabilidade nacionais e globais, conciliando prosperidade econômica com proteção ambiental e bem-estar social, em especial para os povos indígenas e comunidades locais, inclusive por meio do desenvolvimento de mecanismos inovadores que reconheçam e promovam os funções/serviços ecossistêmicos e a conservação e uso sustentável da biodiversidade.

4. Manifestamos nossa preocupação com o não-cumprimento, por parte dos países desenvolvidos, do compromisso de financiamento para o desenvolvimento equivalente a 0,7% do rendimento nacional bruto; de financiamento climático de US$ 100 bilhões por ano em recursos novos e adicionais aos países em desenvolvimento, conclamamos os países desenvolvidos a cumprirem suas obrigações de financiamento climático; e a contribuir para a mobilização de US$ 200 bilhões por ano, até 2030, previstos pelo Marco Global para a Biodiversidade de Kunming-Montreal para a implementação dos planos de ação e estratégias nacionais de biodiversidade, por meio da provisão de recursos financeiros novos, adicionais, previsíveis e adequados;

5. Manifestamos também nossa preocupação com o não-cumprimento, por parte de alguns países desenvolvidos, de suas metas de mitigação e relembramos a necessidade dos países desenvolvidos de liderar e acelerar a descarbonização de suas economias, atingindo a neutralidade de emissões de gases de efeito estufa o mais rápido possível e preferencialmente antes de 2050.

6. Observando que a cooperação internacional é a via mais eficaz para apoiar nosso compromisso soberano de redução das causas do desmatamento e da degradação florestal, condenamos a adoção de medidas para combater as mudanças climáticas e proteger o meio ambiente, incluindo as medidas unilaterais, que constituam um meio de discriminação arbitrária ou injustificável ou uma restrição disfarçada ao comércio internacional.

7. Reforçamos nosso entendimento de que o acesso preferencial para produtos florestais nos mercados dos países desenvolvidos será importante alavanca para o desenvolvimento econômico dos países em desenvolvimento.

8. Convidamos os demais países em desenvolvimento detentores de florestas tropicais ao diálogo, baseado na solidariedade e na cooperação, com vistas à COP-28 da UNFCCC e à COP-16 da CDB e demais conferências internacionais relevantes, a respeito dos temas constantes deste Comunicado.

9. Conclamamos também os demais países em desenvolvimento detentores de parcela significativa da biodiversidade global a lutar para que nossos países tenham maior influência sobre a gestão de recursos destinados à conservação e ao uso sustentável da biodiversidade.

10. Tomamos nota de diferentes iniciativas conduzidas por países em desenvolvimento relevantes para a conservação e uso sustentável de ecossistemas florestais, como a Cooperação Trilateral sobre Florestas Tropicais e Ação Climática, promovida por Brasil, República Democrática do Congo e Indonésia, e a iniciativa da República do Congo de sediar uma Cúpula das Três Bacias dos Ecossistemas da Biodiversidade e Florestais Tropicais.
ANEXOS
DOCUMENTOS À CÚPULA DA AMAZÔNIA
(TODOS IGNORADOS)
*
POSIÇÕES
GUSTAVO PETRO
não aguentou a mesmice faz-de-conta dos presentes à cúpula e avisou:
"não existe petróleo verde..."
LUIS ARCE
*Bolívia alerta que EUA e UE buscam controlar Amazônia*

A intervenção dos EUA e UE nos assuntos da Amazônia, através de militares ou de ONGs, representa um dos problemas para a região, acha o presidente da Bolívia, Luis Arce.

"A região amazônica possui recursos estratégicos, é fonte de água potável e minerais. Os países da América Latina e do Caribe são uma prioridade na estratégia de segurança nacional dos EUA, o que significa que são de interesse não apenas para o Departamento de Estado, mas também para o Departamento de Defesa dos EUA", disse.

"A implantação de bases militares na região e na Amazônia é algo que deve atrair nossa atenção, devemos estar atentos", declarou Arce.

"A este respeito, estamos preocupados que a Europa adira à mesma posição: alguns estão buscando controlar a Amazônia por meios militares, outros – com a ajuda de organizações não governamentais", especificou o líder boliviano durante a Cúpula da Amazônia em Belém, Brasil, nesta terça-feira (8). 
*

A Amazônia amada ou ameaçada?


Nossa relação com a natureza é apaixonadamente semelhante aos sentimentos que temos entre os seres humanos - não é em vão que dizemos que a natureza não nos pertence, mas que nós pertencemos a ela - seja cuidado e respeito, seja agressão e desprezo ; ou em outros casos mais patológicos, é apenas para aproveitá-la por pura ambição de ganhar sua riqueza.


Esses sentimentos confusos são os que se evidenciam hoje em um território de 7,4 milhões de quilômetros quadrados que abrange a Amazônia, e que é considerado o gerador de 20% do oxigênio da atmosfera terrestre.


E é também por isso que acaba de acontecer a cúpula da Amazônia, realizada pela Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), e que abordou basicamente a necessidade de garantir a sobrevivência da maior reserva da natureza que ainda existe no planeta.


Tal é o grau de gravitação dessa reserva natural que nos EUA, e que não faz parte da região amazônica, se ensina que a Amazônia é um território que lhes pertence e que são os únicos capazes de defendê-la.


Assim se verificou que existe um texto de geografia -Introdução à Geografia- para o 6º ano. Grau nos EUA onde é indicado, que se apoderam da Amazônia para salvaguardar a água e o oxigênio do planeta. Já que a Amazônia está cercada por países bárbaros que vão acabar com ela.


Não é só pela lógica imperial monroísta: "América para os americanos", que devemos estar atentos para a Amazônia, mas pelo atual comportamento climático devemos estar atentos, como tem sido o objetivo da OTCA, e para o que a população O mundo está à flor da pele, assim como o aumento incomum das temperaturas no planeta.


Está previsto para estes dias, assim que a temperatura volte a subir, ou na sua falta; superar os máximos históricos, como aconteceu há algumas semanas nos verões vividos pelos países do hemisfério norte.


Mas não só isso, como efeito do verão, as temperaturas aumentaram, mas esse mesmo efeito ocorreu na atual temporada de inverno no hemisfério sul.


Como é o comportamento climático do planeta, a natureza; e apesar das agressões a que é submetido pela mão do homem; ainda é generosa em guardar tesouros como a Amazônia, e que vive o dia em que passa o dilema entre ser amado ou ameaçado.


Rolando Prudêncio Briançon/Advogado/Bolívia

*

O VERDADEIRO VALOR DO PETRÓLEO DA FOZ DO AMAZONAS


Com o pré-sal, o Brasil não resolveu a educação, como prometido, nem o desenvolvimento sustentável do Rio de Janeiro, mas segue batendo recordes de produção de petróleo —e assim será até a próxima década, embora as projeções da Agência Internacional de Energia (AIE) indiquem que a demanda global por combustíveis fósseis deve cair a partir de 2028, assim como o preço do barril diante da transição energética rumo às fontes renováveis.


A questão é se o Brasil vai querer ir na contramão mundial ao projetar na Foz do Amazonas e em toda margem equatorial talvez a maior nova frente de exploração petrolífera do planeta, estimando para depois de 2030 o auge da produção nacional.


Com a perfuração da margem equatorial, estão previstas receitas entre US$ 770 bilhões e US$ 2,3 trilhões. Fica a pergunta: se o Brasil optar por queimar todo esse petróleo, o que deixará de ganhar?


O valor dessas reservas pode ser infinitamente maior se as deixarmos lá, nas profundezas. Há um custo gigante para cada 0,1°C de aumento da temperatura global. O argumento para uma forte ação de curto prazo é, também, econômico. Para cada US$ 1 investido em mitigação, poupa-se de US$ 1,5 a US$ 4 em efeitos das mudanças climáticas (Nature Climate Change). Se mantidos os padrões atuais de emissões, os custos à economia global seriam de US$ 178 trilhões entre 2021 e 2070 (Deloitte). Os custos humanos seriam ainda maiores, com o aumento de insegurança alimentar, falta de água, migrações em massa e piora nas condições de saúde e bem-estar, principalmente para as populações mais pobres.


É aí onde podemos investir o verdadeiro valor do petróleo da Foz do Amazonas: o da "exploração evitada". Ao abrir mão de queimá-lo, o Brasil de Lula e Marina Silva teria cacife para cobrar das outras nações que façam o mesmo. E liderar um movimento a partir também do Sul mundial por uma governança global do clima mais justa, que equacione as devidas compensações —não só ambientais, mas também sociais.


Na Amazônia, não faltam alertas para um ponto de não retorno da floresta, que entraria em processo de desertificação. Sem a força do bioma, simulações apontam que a temperatura média do planeta subiria 0,25ºC. Quem mais perde nesse cenário são os brasileiros, que sentiriam um aumento de 2ºC e redução de 25% das chuvas. Sem floresta, não tem água. Sem água, não tem agricultura nem geração hidrelétrica.


Proteger a Amazônia, portanto, não é coisa de gringo; é interesse nacional. O cerne do debate sobre o petróleo na foz do Amazonas não é sobre licenciamento ambiental, um procedimento técnico. É sobre visão de futuro.


Nos próximos dois anos, o mundo precisa decidir o que fará com o que pactuamos em 2015, em Paris: a meta quase perdida de 1,5ºC de aumento da temperatura global em relação à era pré-industrial. Segundo o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima da ONU), será preciso reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% até 2030, e 60% até 2035, para zerar as emissões líquidas em 2050. E, para isso, nenhuma nova grande frente de exploração de combustíveis fósseis deve ser aberta.


Nem precisa encontrar mais petróleo. As reservas recuperáveis atingiram 1,624 trilhão de barris em 2022, mas apenas metade deverá ser consumido, se levarmos a sério o compromisso do 1,5ºC (Rystad Energy).


São dois anos para decidir o século. E uma janela de oportunidade única para o Brasil, como país-sede da Cúpula da Amazônia, da reunião do G20, em 2024, e da COP30, em 2025, em Belém. Será decisiva porque fará o balanço de dez anos do Acordo de Paris. Aí vamos saber se queremos chegar em 2030 discutindo um aumento da temperatura de 1,5ºC a 2ºC ou de 2ºC a 2,5ºC.


Até porque se a escolha for para perpetuarmos numa festa em que deixamos acabar o gelo, pode queimar tudo, até o filme. Depois do nosso triste papel como a última nação a abolir a escravidão, queremos ser uma das últimas a abolir a queima de combustíveis fósseis?


Caetano SCANNAVINO

Coordenador da ONG Projeto Saúde & Alegria, membro da coordenação do Observatório do Clima e integrante da Rede Folha de Empreendedores Socioambientais

TENDÊNCIAS / DEBATES�Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

Aqui: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2023/08/o-verdadeiro-valor-do-petroleo-na-foz-do-amazonas.shtml 

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domingo, 23 de abril de 2023

DE OLHO NOS RURALISTAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

DE OLHO NOS RURALISTA S

Levantamento inédito do observatório De Olho nos Ruralistas identificou 1.692 fazendas com incidência em território indígena; por trás das sobreposições estão gigantes do agronegócio, indústria armamentista e investidores dos cinco continentes. Confira - Relatório “Os Invasores” revela empresas e setores por trás de sobreposições em terras indígenas - De Olho nos Ruralistas 
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Empresas nacionais e estrangeiras estão em 1,2 milhão de hectares
DE OLHO NOS RURALISTAS

domingo, 27 de novembro de 2022

O EXÉRCITO IGNORA * The Intercept Brasil

 O EXÉRCITO IGNORA

The Intercept Brasil


Conseguimos os dados que o *Exército* não tem. Olá…

Nas duas últimas semanas, cenas grotescas de manifestações golpistas tomaram as redes sociais. Muitas viraram memes. Seriam cômicas se não fossem – todas – trágicas. Um dos casos, você deve ter visto, aconteceu há poucos dias quando “manifestantes” atacaram policiais rodoviários federais a pedradas e tiros, ferindo três agentes. 


 Você reparou onde isso aconteceu? Foi no sul do Pará, na BR-163, uma das principais estradas que cortam a *Amazônia Legal*.

 Antes de seguir em frente, queria retomar com você alguns dados.

Em 2018, havia pouco mais de 100 mil pessoas registradas como caçadores, atiradores ou colecionadores de armas, os CACs. Esse número hoje é de mais de *670 mil* pessoas. *Você sabe qual é o efetivo da Polícia Militar na ativa no Brasil hoje? 406 mil policiais. Forças Armadas? 360 mil*. 


 Há pouco tempo, o número de armas registradas por CACs ultrapassou 1 milhão. Até julho, eram 434.715 fuzis nas mãos de CACs. E quem são essas pessoas? Não sabemos.

O *Exército* não divulga esses dados, e o controle sobre quem pode se registrar como CAC foi se flexibilizando progressivamente durante os quatro anos do governo Bolsonaro. 

A realidade é que o Brasil se armou nos últimos quatro anos e a sociedade sequer tem a dimensão disso. O Exército, que deveria ter o controle preciso desses dados, tornou-se cúmplice da política de Bolsonaro. Nem as polícias têm acesso a um banco unificado sobre armas no Brasil. 


 Para o *Intercept*, no entanto, essa dificuldade nunca foi impeditiva. Buscamos muitos caminhos para esclarecer o cenário do armamento de civis no país, até que encontramos um, e seus resultados começaram a ser revelados aos nossos leitores na última semana.


Há mais de seis meses, venho levantando dados sobre os clubes de tiro abertos na Amazônia Legal nos últimos anos. Foi uma pesquisa lenta, trabalhosa. Depois de levantar todos os CNPJ ativos e a data de abertura de cada um deles – informação que o Exército afirmou não ter –, descobrimos que alguns clubes de tiro simplesmente não estavam nos registros oficiais. A invisibilidade aumenta porque nem todos os endereços são fáceis de localizar no mapa, trabalho que fizemos com ajuda de georreferenciadores e contato direto com os responsáveis pelos estabelecimentos. Localizamos no mapa um por um e revelamos que a expansão dos clubes acontece principalmente em torno do chamado *“arco do desmatamento”*.


 A região da *Amazônia Legal* levou 43 anos para acumular 86 clubes de tiro, de 1974 a 2017.

Até o momento, de 2019 para cá, foram abertos 107 novos clubes. Quando observamos sua disposição no mapa, é possível ver *áreas indígenas totalmente cercadas por eles*.


Lembra da BR-163? É ao longo desta rodovia, e também da BR-158, que se concentra grande parte dos clubes de tiros da região. Entre as duas, ao norte do Mato Grosso e ao sul do Pará, estão o Parque do Xingu, e as Terra Indígena Menkragnoti, Kayapó, entre outras. 


 Esses e muitos outros dados estão sendo revelados na série Amazônia Sitiada, que começamos a publicar na última semana. É um trabalho imenso que envolveu dezenas de profissionais, entre repórteres, editores, checadores, designers, ilustradores, advogados. Esse tipo de reportagem custa uma pequena fortuna para uma redação independente e pequena como a nossa, você pode imaginar. E, aqui, não pesa apenas o gasto direto com a reportagem. Custa caro também porque envolve questões muito sensíveis de segurança e acesso a ferramentas como softwares de georreferenciamento e cruzamento de dados. É um trabalho que demanda paciência e persistência de todos os envolvidos. 

*Eles armaram o país nesses quatro anos e reduziram o poder de fiscalização do Exército e da Polícia Federal*. Reféns do governo Bolsonaro, essas forças perderam ainda mais o controle das informações sobre armas e quem as compra. Claro que não dá para isentar de responsabilidade o Exército, que não demonstra nenhuma intenção de gerenciar a própria bagunça com os registros de *CACs* e clubes de tiro. As consequências disso podem ser trágicas. Especialmente em uma região onde populações indígenas e ribeirinhas já convivem com um cotidiano violento.


Mais uma vez mostramos como o jornalismo é uma arma poderosa. Eles estão armados com fuzis e munições. Nosso poder passa por outras forças: a investigação, a liberdade para denunciar e a capacidade de comunicar. Lembre-se: tudo que o Intercept publica é gratuito e acessível para toda a população. Quando você apoia o jornalismo do TIB é isso que você garante: que o meu trabalho aconteça de maneira autônoma e que todo mundo possa ter acesso a ele. 


 Este jornalismo é essencial, não é mesmo? Essa é a hora de trabalharmos para reconstruir o que eles destruíram. O Intercept está na linha de frente desse esforço. Vem investigar com a gente!


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Carol Castro - Repórter

domingo, 20 de novembro de 2022

LADRÕES DE FLORESTAS * The Intercept Brasil

 LADRÕES DE FLORESTAS

Agrilagem na amzônia sempre foi um crime inafiançável. Mas o poder público também sempre fez vista grossa. E na gestão bozonaro ela foi uma política de governo.
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Colômbia.: OTAN na Amazônia: Petro está brincando com fogo?


Via *Resumo Latino-Americano *

em 18 de novembro de 2022. 


No início deste mês, Gustavo Petro, [Presidente da Colômbia] convidou militares dos EUA e da OTAN para a Amazônia sob o pretexto de que o maquinário poderia ser reaproveitado para “proteger” o meio ambiente.


 A OTAN expandiu-se recentemente para a Suécia e a Finlândia, incorporou-se de facto à Ucrânia e pode ser alargada à Geórgia. 

 

A entrada da OTAN na Amazônia está sendo preparada agora sob a égide do recém-eleito presidente da Colômbia, Gustavo Petro.


 A OTAN [nato] é um instrumento primário do domínio imperial dos EUA. É a Guarda Pretoriana de Washington projetada em escala mundial. No início deste mês, o presidente Petro convidou as forças militares dos EUA e da OTAN para a Amazônia sob o pretexto de que a máquina de guerra imperial poderia ser reaproveitada como “polícia” destinada a proteger o meio ambiente, em vez do velho ardil da guerra às drogas. 

 

Ele propôs o envio de helicópteros Black Hawk americanos para apagar incêndios. Antes do álibi ambiental, o pretexto para a militarização da selva era a interdição de entorpecentes. Petro descreveu sua “conversa com a OTAN” como “estranha”, mas foi rápido em acrescentar “aqui estamos nós”. Ele legitimou a ocupação militar norte-americana da Colômbia -   nove bases - como "mais uma unidade policial do que militar". 


Incrivelmente, ele afirmou que a continuação da ocupação foi uma “reversão completa do que a ajuda militar dos EUA sempre foi”. 


*NATO na Colômbia* 


A Colômbia tem sido o garoto-propaganda da Doutrina Monroe – uma afirmação da hegemonia dos EUA sobre o hemisfério que remonta a 1823 – e o principal estado cliente dos EUA nas Américas.


 Tanto Hillary Clinton quanto Joe Biden promoveram a nação sul-americana em suas campanhas presidenciais nos Estados Unidos como um modelo para o restante da América Latina.

 

 Em 2017, a Colômbia tornou-se um dos Parceiros Globais da OTAN e o primeiro da América Latina.

 

 Em fevereiro, a Colômbia realizou um provocativo exercício naval conjunto com a OTAN perto da Venezuela, que incluiu um submarino nuclear. 

 

Então, em 10 de março, a Colômbia tornou-se um “Aliado Não-OTAN Principal” dos EUA, dando à Colômbia acesso especial a programas militares. Biden explicou: “Este é um reconhecimento do relacionamento único e próximo entre nossos países”. 


De 26 de agosto a 11 de setembro, os militares dos Estados Unidos e da Colômbia realizaram exercícios conjuntos da OTAN. Nesse período, a General do Exército dos EUA, Laura Richardson, comandante do Comando Sul dos EUA, fez uma visita de cinco dias para se encontrar com o recém-eleito presidente. 


O general elogiou "nosso parceiro número um em termos de segurança na região", descrevendo a Colômbia como o *"eixo de todo o hemisfério sul".* 


O comandante do Comando Sul também se reuniu com a vice-presidente colombiana Francia Márquez para discutir a implementação da iniciativa hemisférica “Mulheres, Paz e Segurança”. 


Richardson concluiu que "o Hemisfério Ocidental é amplamente livre e seguro graças aos esforços de estabilização da Colômbia". 


Quando Petro assumiu o cargo pela primeira vez, ele se distanciou da posição EUA-OTAN na guerra por procuração dos EUA contra a Rússia na Ucrânia, defendendo uma paz negociada neutra em 21 de setembro.


 Duas semanas depois, ele mudou, aderindo à resolução liderada pelos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos que condenava veementemente a Rússia. 

 

A "invasão não provocada" da Rússia e exigindo unilateralmente a sua retirada. Greenwashing da OTAN na Amazônia 


A legitimação da intervenção militar estrangeira na Amazônia sob o pretexto do ambientalismo não é uma ideia nova. Pouco preocupado com as sutilezas da soberania nacional, Al Gore disse ao Senado dos Estados Unidos em 1989: “A Amazônia não é sua propriedade. Pertence a todos nós."


 Mais recentemente, em 2019 e em resposta aos incêndios na Amazônia brasileira, o presidente francês Emmanuel Macron instou imperiosamente as nações do G7 a intervir: “É uma crise internacional”. 

 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, ecoou o sentimento de Macron, assim como os líderes políticos de outras ex-potências coloniais, como a Alemanha.


 O Quora perguntou retoricamente: "Por que a OTAN não invade o Brasil para salvar a Amazônia?" 

 

A Associação da OTAN do Canadá, por sua vez, argumentou que se tratava de uma “ação externa”: “Ameaças à segurança ambiental, como os incêndios na floresta amazônica, afetam o meio ambiente global e, portanto, exigem um sistema de segurança coletiva para lidar com elas” .


 A luta contra os incêndios florestais e outras catástrofes relacionadas com o clima foi incorporada no escopo cada vez maior da OTAN.

 

 Os militaristas não estão tão preocupados com o meio ambiente quanto com distúrbios que possam perturbar a ordem mundial existente. 

 

Como a OTAN é um acessório do império americano, essas novas tarefas ecológicas são mais bem compreendidas não como funções não militares, mas como a militarização do ambientalismo. 


Suas missões “despertadas” para o meio ambiente operam sob o disfarce do Programa Ciência para a Paz e Segurança da OTAN e até mesmo do Programa Ambiental da ONU, que coopera com a OTAN. 


Consequentemente, a Política Externa via favoravelmente a “militarização da Amazônia” por motivos ambientais. Um artigo posterior da FP sobre quem invadirá a Amazônia previu: *“É apenas uma questão de tempo até que as grandes potências tentem impedir as mudanças climáticas de qualquer maneira”. *


Colômbia: não é mais um representante automotivo dos EUA. Apesar de ter aberto a porta à entrada com os EUA e a OTAN na Amazônia, o presidente colombiano Petro tem em mente outras soluções não militares para a mudança climática.


 Em seu discurso perante a ONU, Petro alertou que "as guerras serviram de desculpa para não acabar com a crise climática". Enquanto nações produtoras de petróleo como EUA, Reino Unido e Noruega estão aumentando a extração, o Petro está indo na direção oposta. 

 

Sua proposta de imposto sobre o petróleo e o carvão para reduzir a produção e financiar projetos sociais, a proibição do fracking e, sobretudo, o desencadeamento politicamente provocativo dos subsídios aos combustíveis podem, no entanto, levar a uma maior desvalorização do peso e ao descontentamento da população. 


Petro pediu a uma recente delegação do Congresso dos Estados Unidos na Colômbia que interviesse junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para perdoar parte da dívida colombiana em troca de investimentos em economias descarbonizadas. Isso compensaria, explicou ele, a perturbação da economia mundial causada pelas medidas coercitivas unilaterais dos EUA (isto é, sanções). 


Petro elaborou em um discurso recente: "Os Estados Unidos estão arruinando praticamente todas as economias do mundo". Petro também solicitou que a delegação do Congresso dos EUA considerasse pagar a conta para a concessão de três milhões de acres de terra a camponeses como parte do esforço de reforma agrária de seu governo.


 A alternativa, sugeriu Petro habilmente, seria envolver ainda mais a rival geopolítica dos Estados Unidos, a China, em suas iniciativas de transição energética.

 

 A Bloomberg relata que a China já fechou vários acordos importantes de infraestrutura de energia renovável com a Colômbia. Como sinal da mudança na balança comercial, a Colômbia importou 14,8 bilhões de dólares da China, ante 14,1 bilhões de dólares dos Estados Unidos em 2021.

 

 O ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos havia se gabado em 2013 em referência ao papel regional da Colômbia como um estado cliente dos Estados Unidos: “Se alguém chamasse meu país de Israel da América Latina, eu ficaria muito orgulhoso. Admiro os israelenses e tomaria isso como um elogio." 

 

Uma mensagem decididamente nova é a do presidente Petro, que declarou publicamente que os Estados Unidos "não nos amam". Na verdade, Petro ganhou as manchetes internacionais criticando a política de combate às drogas dos EUA, observando que, embora a Colômbia possa ter sido historicamente o fornecedor de narcóticos ilícitos, os EUA têm a responsabilidade de ser o maior consumidor. 


Além disso, a Colômbia deixou de ser o substituto de Washington na desestabilização da Venezuela para se reconciliar com seu vizinho imediato e restabelecer relações diplomáticas amistosas.


 *A conturbada parceria da Petro com George Soros* 

 

A direita acusa Petro de ser protegido e financiado pelo bilionário George Soros, cuja Open Society Foundation atua na Colômbia há muito tempo.


 Petro é retratado por esses elementos "como uma manifestação daquela trajetória ideológica da qual George Soros costuma ser visto como o patriarca". 

 

Embora vilipendiado pela direita, o obsessivamente anticomunista “marionetista do imperialismo humanitário” não é amigo da esquerda.


 Embora Petro tenha tentado se distanciar de Soros em um tweet chamando-o de "capitalista especulador", o novo presidente se reuniu com o filho de Soros e vice-presidente da fundação logo após assumir a presidência para discutir joint ventures na Amazônia. 

 

*A difícil situação de Petro: um pequeno país à sombra da hegemonia americana.*


 Agora que a direita associada ao ex-presidente Álvaro Uribe foi desacreditada e derrotada eleitoralmente, o imperialismo estadunidense precisa de um novo rosto na Colômbia. 

 

As posições ambíguas de Petro são melhor compreendidas no contexto histórico. Pela primeira vez em dois séculos, supostos esquerdistas concorreram e viveram para assumir a presidência da Colômbia, um país que tem sido não apenas um estado cliente dos EUA, mas também seu principal procurador.


 Sua vitória é um passo essencial na longa luta para libertar seu conturbado país de sua antiga subjugação ao colosso do norte. Mas deve-se enfatizar que é ingênuo acreditar que Washington permitirá que tal mudança sísmica para a esquerda não seja contestada. 

 

Dado o domínio da Colômbia por seus militares apoiados pelos EUA, Petro estava preocupado não apenas em vencer a eleição, mas em sobreviver depois. 


Tanto Petro quanto sua companheira de chapa Márquez sobreviveram a tentativas de assassinato durante a campanha. Até a Voz da América alertou sobre o "espectro do assassinato".


 O novo presidente da Colômbia é um ex-guerrilheiro de esquerda, que se voltou politicamente para o centro. Mas em comparação com o governo de extrema-direita de Uribe e seus sucessores na Colômbia, a eleição de Petro e sua vice-presidenta Márquez, constitui uma mudança radical na direção progressista. 

 

O movimento regional de integração e independência desafia o desejo dos Estados Unidos de impor sua hegemonia nas Américas. A mudança do executivo colombiano avança ainda mais nesse movimento. Mas o Petro herdou grandes restrições institucionais e está sob enorme pressão. 


Paradoxalmente, as mesmas condições contra as quais Petro fez campanha e que o levaram à presidência agora se tornaram seus quebra-cabeças para resolver. Fortes ventos inflacionários açoitam a sociedade, gerados por economias globais com as quais pequenos países como a Colômbia devem se integrar, mas sobre as quais têm um controle mínimo. À medida que o custo de vida aumenta, o apoio popular de Petro em casa está diminuindo. A situação de Petro está sendo travada entre demanda popular por mudanças progressivas e o legado da dominação imperial dos EUA.


 A Colômbia terá que encontrar os meios para resistir à maior projeção do comando militar dos EUA na forma da OTAN.

 

 A Amazônia não precisa de incendiários para apagar seus incêndios.


 FONTE

 https://www.resumenlatinoamericano.org/2022/11/18/colombia-la-otan-en-el-amazonas-petro-juega-con-fuego/ 

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