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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

LULA E SEU MINISTRO VENDEPÁTRIA * Pedro Pinho/Pátria Latina

LULA E SEU MINISTRO VENDEPÁTRIA
Pedro Pinho*

A respeito de licitação para compra de armas, em princípio vencida por empresa do Estado de Israel, o Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, conforme se divulgou pela imprensa e redes sociais, disse algo semelhante a “uma questão diplomática interfere na Defesa. Houve agora uma concorrência, uma licitação. Venceram os judeus, o povo de Israel, mas por questões da guerra, o Hamas, os grupos políticos, nós estamos com essa licitação pronta, mas por questões ideológicas não podemos aprovar”.

Ora senhor Ministro, nem se trata de questão diplomática e muito menos ideológica, mas do orgulho nacional, por ter nosso Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, eleito pelo povo brasileiro, sido declarado pelo Primeiro Ministro do Estado de Israel “persona non grata”. Nenhuma empresa israelense deveria ser convidada a participar de licitação no Brasil, ainda mais uma fabricante das armas, que trucidam o povo palestino.

Mas é a consequência da invasão neoliberal que aconteceu no Brasil com a sucessão do Presidente Ernesto Geisel (março de 1974 a 1979). Desde então o nosso País retrocede em todos os campos, e, muito especialmente, no patriotismo, na defesa da nacionalidade, em tirar a precedência da questão nacional sobre qualquer outra.
Geisel foi obrigado pelas finanças apátridas e colocar como seu substituto o General João Baptista de Oliveira Figueiredo (março de 1979 a 1985), filho de Euclides Figueiredo, contra quem Geisel lutara em 1932, na denominada Revolução Constitucionalista de São Paulo.

A respeito desta “Revolução” é oportuno recordar o que dela escreveu a filha e secretária de Getúlio, Alzira Vargas do Amaral Peixoto, em “Getúlio Vargas, meu Pai”, obra de 1960: “Positivamente, a Revolução Constitucionalista de São Paulo não era nenhuma dessas três coisas. Não era uma revolução. Era uma represália. Não era constitucionalista, pois apenas contribuiu para perturbar a constitucionalização do país. E, por estranho que pareça, também não era paulista. O fermento veio do Rio Grande do Sul e a massa que se servia da juventude e do solo bandeirantes, como campo de batalha, era feita dos grãos de ódio de todos os reacionários, de todos os tempos e de todos os Estados”.

O que fizeram as finanças para impor Figueiredo a Geisel?

O Brasil crescera como poucos países no período de 1967 a 1979. Foi o “Milagre Brasileiro” com a taxa de crescimento do PIB saltando de 9,8% a.a., em 1968, para 14% a.a., em 1973, e a inflação reduzindo de 19,46%, em 1968, para 15,6%, em 1973.
Como é óbvio, este crescimento se deu à custa de investimentos num momento em que as taxas de juros denominadas “prime rate”, nos Estados Unidos da América (EUA) oscilavam entre 6% e 8% (EUA, Federal Reserve).

Porém, as finanças lutavam dentro do capitalismo para se sobrepor ao industrialismo, sendo a energia do petróleo um dos alvos, pois agregava nesta campanha movimentos ecológicos e ambientalistas.

Em 1973 dá-se o primeiro choque do petróleo e em 1979 vem o segundo. O barril de petróleo, que passara desde 1928 até 1968 praticamente no mesmo valor, cresce até quatro (1973) e três (1979) vezes, indo a mais de 100 dólares, em moeda da época, em 1979.

Em 15 de agosto de 1971, o presidente estadunidense rompe unilateralmente com os Acordos de Bretton Woods e as taxas de juros iniciam acelerada elevação, chegando a 13%/15% no fim da década.

O Brasil se endividara, desde 1967, para crescer, investindo e importando até um milhão de barris de petróleo por dia. Ao fim do governo Geisel acumulava a dívida externa de quase 100 bilhões de dólares. Assim deu-se o golpe da sucessão de Geisel e a entrada do neoliberalismo com João Figueiredo.

Para crescer muitas empresas foram constituídas, não somente de economia mista – COBEC, COBRA, DATAPREV, EMBRATER, NUCLEBRÁS, IMBEL – mas igualmente de capitais privados nos polos industriais da Zona Franca de Manaus, petroquímico, em Camaçari, na Bahia, em São Paulo com o programa do Pró-Álcool, no Rio Grande do Sul, no Paraná etc.

Tudo começa a se desmanchar, se desfazer, principalmente atingindo o trabalhador, e, em especial, o homem do campo que merecera de Médici e Geisel os programas de assistência e previdência ((Pro-Rural).

Chegamos, agora, ao fim do caminho. Defendendo um Estado belicista e genocida, que tem como propósito implementar o disposto no livro de Theodor Herzl, “O Estado Judeu” (1895), transferindo (eliminando?) as populações palestina, árabe, de seus territórios até ocupar todo Oriente Médio, sendo a guerra um meio.

E para alcançar este objetivo se valer da relação estabelecida com a aristocracia inglesa, por ocasião da criação do Banco da Inglaterra (1694), e do poderoso e rico lobby sionista no Congresso dos EUA.

Por que o Brasil, país miscigenado e pacífico entra nesta briga e do lado errado?

 Porque está entre nós, como um poder interferindo na vida nacional, a ideologia neoliberal financeira, que tira direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores, que fecha empresas públicas e privadas, como obteve a Operação Lava Jato, e ainda tem ministro que cria polêmica para comprar armas de Israel!
*Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.

sábado, 10 de agosto de 2024

BRASIL VIROU REFÉM DOS BANCOS * Armando Holanda/PÁTRIA LATINA

BRASIL VIROU REFÉM DOS BANCOS
Armando Holanda

Sputnik – A recente divulgação dos dados do Tesouro Nacional revelou que a Dívida Pública Federal (DPF) do Brasil atingiu R$ 7,67 trilhões em junho deste ano, representando um aumento de 2,25% em relação ao mês anterior.

Esse cenário de endividamento, no entanto, contrasta fortemente com o dos Estados Unidos, cujo débito atinge US$ 36,3 trilhões (aproximadamente R$ 181,5 trilhões), equivalente a quase 30 vezes maior do que o brasileiro.

Apesar dessa disparidade, as políticas econômicas dos dois países seguem caminhos distintos, levantando questões sobre as escolhas do governo brasileiro em relação à austeridade fiscal, segundo analistas ouvidos pela Sputnik Brasil.


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quinta-feira, 31 de agosto de 2023

COMO A MÍDIA MENTE * Bepe Damasco/Pátria Latina

COMO A MÍDIA MENTE
Bepe Damasco/Pátria Latina
Imaginemos um país no qual um governante de esquerda monta uma frente contra o fascismo e obtém uma épica vitória eleitoral, derrotando um Estado corrompido e autoritário, posto a serviço do presidente de turno?

Só que o novo mandatário, por motivos que dariam margem a estudos aprofundados, elege poucos deputados e senadores afinados política e ideologicamente e se vê forçado a negociar com a majoritária banda conservadora e reacionária do legislativo de seu país.

É a única maneira de aplicar o máximo possível seu programa de governo e não trair promessas de campanha. Até agora a missão vem sendo cumprida, pois apresenta um cipoal de realizações, em apenas oito meses de mandato, digno de nota.

Mas, nesta nação, existe um oligopólio midiático, liderado por uma poderosa empresa de comunicação. Esse grupo diverge radicalmente dos ideais do chefe do governo e tem urticária só de ouvir falar em soberania popular e nacional, justiça social, estado como indutor do desenvolvimento, bem como de inclusão de pobres no orçamento.

Ato contínuo, monta-se um cerco ao governo, na linha do “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.”

Vejamos:

Fato 1: Governo encontra dificuldade na tramitação de algumas matérias de seu interesse no parlamento.

Imprensa corporativa: “A articulação política do governo é incompetente e não consegue formar uma base de apoio forte no Congresso.”

Fato 2: Governo consegue aprovar novas regras fiscais e quebra o tabu da reforma tributária.

Imprensa corporativa: “Na verdade quem saiu vitorioso foi o presidente da Câmara dos Deputados. O governo não tem mérito no resultado, pois mais atrapalhou do que ajudou.”

Fato 3: Para emplacar matérias relevantes para o país, o governo, nas negociações com o parlamento, flexibiliza alguns pontos e desiste de outros.

Imprensa corporativa: “Governo foi emparedado pelo presidente da Câmara dos Deputados.”

Fato 4: Governo resiste a pressões para entregar ministérios estratégicos ao bloco conservador, liderado pelo presidente da Câmara.

Imprensa corporativa: “Presidente prejudica o país ao adiar indefinidamente a reforma ministerial.”

Fato 5: Mudanças no ministério ganham contornos mais nítidos e seu anúncio é questão de dias.

Imprensa corporativa: “Governo sacrifica aliados e se rende aos partidos de centro e de direita.”

Fato 6: Resultados positivos da economia já se refletem nas pesquisas.

Imprensa corporativa: “Os números promissores da economia nada tem a ver com o governo, mas sim com outros fatores. O atual presidente da República é um sujeito de sorte. Além disso, seu avanço nas pesquisas deve-se, principalmente, ao desgaste do ex-mandatário.”

Moral da história: deve ser exasperante viver em um país cujos veículos de comunicação fazem da desonestidade intelectual e da manipulação política as molas-mestras de sua atuação.

sexta-feira, 30 de junho de 2023

As farsas ambientais, suas razões históricas e o caso Brasil * Pedro Augusto Pinho/PÁTRIA LATINA

As farsas ambientais, suas razões históricas e o caso Brasil

Pedro Augusto Pinho*

“Se tivéssemos de determinar a causa, que existe, de nosso deplorável estado atual sem resvalar para o monismo inconsequente, diríamos que ele produto da dependência externa, interrompida por inserções de uns poucos governos com visão estratégica” (Fernando Corrêa de Sá e Benevides, “A Crise Brasileira e seu Processo Histórico”, CEBRES, RJ, 1998).

O conservador jornal “O Estado de S. Paulo (sábado, 27/05/2023, página A23)” publicou matéria assinada por Fernando Reinach, doutor em biologia, com título “O mapa mais antigo tem 9 mil anos”, dando como referência https://doi.org/10.1371/jounal.pone.0277927.

Sinteticamente, este autor ressalta a qualidade do mapa, de área entre a Jordânia e o norte da Arábia Saudita, pelos detalhes e pela escala, que seria utilizado para planejar e executar a caça aos animais. E conclui:

“Foi exatamente nessa região, onde existem essas 6.255 armadilhas, que surgiu a agricultura, muito provavelmente como solução para alimentar a população quando a caça se tornou escassa. Já naquela época os homens tiveram de procurar outras soluções para sobreviver, depois de terem exterminado parte da biodiversidade”.

Também recentemente, em 1º/05/2023, Michael Klein e a Equipe Editorial do Sciencefiles.org publicaram, no blog do “ScienceFiles”, o longo artigo “Klimawandel: Windparks verursachen Trockenheit und duerre die belege werden immer zahlreicher neue studie”, que a Associação dos Engenheiros da Petrobrás – AEPET publicou, parcialmente e em tradução livre, sob título “Parques eólicos causam seca – as evidências estão aumentando” (21/06/2023), onde se lê:

“Os parques eólicos são ruins para a fauna e a flora, mas é claro que são uma vaca leiteira para toda série de aproveitadores, os loucos pelo clima”.

Publicamos no site “Viomundo” (23/04/2023), sob o título “A humanidade está mais sujeita a acabar por explosão de fenda geológica do que pela queima de todo combustível fóssil do mundo”, o alerta que os fenômenos geológicos são muito mais devastadores da espécie do que as ações humanas, e nem procurei citar a destruição da cidade de Pompeia, pelo vulcão no monte Vesúvio (Nápoles), em 79 d.C., e de outros (Etna, na ilha da Sicília, e o Stromboli, na ilha homônima), que causaram catástrofes na Itália.

Temos, em fatos, reportagens jornalísticas e análises científicas, o oposto do que os ambientalistas militantes e suas ricas Organizações Não Governamentais (ONGs) propagandeiam e com o que ameaçam governos nacionais. É o caso de indagarmos: por que se investe, corrompe, chantageia, inventa, imputando à indispensável energia, que mantém a sociedade humana em contínuo progresso há mais de 10.000 anos, o caráter malévolo e destruidor da natureza e da vida animal?

A ALIANÇA ECOLOGIA E FINANÇAS

A Inglaterra fez sua “revolução industrial” e se tornou o “Império onde o Sol não se punha”, com o carvão mineral. E hoje se considera o carvão mineral como grande poluidor, inimigo da natureza, um combustível fóssil que deve ser mantido inerte, inativo, ignorado pelos países e empresas.

Pode-se datar o nascimento das finanças inglesas, como poder, em 27 de julho de 1694, com o privado Banco da Inglaterra, tendo autorização para emitir moeda, regular o crédito e os depósitos, com o propósito explícito de financiar o governo inglês.  À época, ainda não havia a união dos três países que constituiriam a Grã Bretanha (1707), porém o Banco da Inglaterra logo assumiu estas funções para toda Grã Bretanha. Em 1760, quando se considera o início da Revolução Industrial, já existia um país, um banco e uma estrutura de poder com a Coroa Britânica, a Câmara dos Comuns e a Câmara dos Lordes, esta restaurada em 1660.

A Câmara dos Lordes era então o maior poder, constituída por Lordes Espirituais (dois arcebispos e 24 bispos da Igreja Anglicana) e Lordes Temporais (766 membros vitalícios da nobreza britânica). Com o passar dos anos a Câmara dos Lordes teve momentos de grande importância e de descrédito, hoje sua composição é diferente, porém a aristocracia argentária continua sendo importante poder no Reino Unido.

Vê-se que as finanças estiveram conduzindo e usufruindo da industrialização no Reino Unido, sem qualquer preocupação ambiental. E nem se diga que era questão de época porque, no século XVII, a água do rio Tâmisa, que banha a cidade de Londres, já não era mais considerada potável. No auge da sua poluição, durante o século XIX, o rio foi apelidado de “Grande Fedor”. Os médicos londrinos foram os primeiros a chamar atenção para as doenças causadas pela intensa poluição na cidade.

Mas o Reino Unido era a grande potência do século XIX, sua aristocracia mandava no mundo, e não permitia contestação seja qual fosse.

Vários importantes acontecimentos ocorreram na segunda metade do século XIX: a Guerra da Secessão, abril de 1861 a abril de 1865, nos Estados Unidos da América (EUA); a Unificação da Alemanha, agosto de 1866 a janeiro de 1871; e o Reino da Itália que teve início com as guerras de 1848-1849, contra o exército sardo-piemontês, e se completa com a entrada em Roma, em 1870.

Os EUA desenvolveram o capitalismo industrial, com o Estado dando suporte financeiro e assumindo os ônus da infraestrutura, e tendo como insumo energético o petróleo, descoberto em 1859. Tendo área geográfica (9,5 milhões de km²) quase idêntica da Europa (10,3 milhões de km²), os EUA puderam usar seu território e seu mercado para promover seu crescimento. E, ao se deflagrar a I Grande Guerra (1914-1918), guerra ainda movida pela expansão colonial, os EUA entram no fim, mais para mostrar sua capacidade geopolítica do que disputar territórios, e os EUA também levavam as ideias ambientalistas, que surgiram em 1838, com John Muir e sua ONG Sierra Club.

A grande derrotada da I Grande Guerra foram as finanças inglesas. E suas colônias logo sofrem a mudança da fonte de energia, do carvão mineral para o petróleo, com o Acordo Achnacarry, na Escócia, em setembro de 1928; Acordo entre a Standard Oil de Nova Jersey, a Royal Dutch Shell e a Anglo-Persian Oil Company, às quais se juntam Standard Oil da Califórnia, Standard Oil de Nova York, Gulf Oil e Texaco, mostrando que o poder trocava de mãos.

Pelo Acordo, o mundo era dividido pelas Sete Irmãs, duas britânicas e cinco estadunidenses. O petróleo passava a ser a fonte primária de energia para a II Revolução Industrial. A II Grande Guerra confirma a troca do poder, das finanças para a indústria e, em decorrência, o uso do petróleo como principal insumo das matrizes energéticas.

E foi no movimento ecológico, ambientalista europeu, nascido em 1948, na França, conhecido como União Internacional da Proteção da Natureza (UICN), que as finanças foram buscar inspiração e apoio, para reconquista do poder.

VITÓRIA DAS FINANÇAS E FIM DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL

Os EUA acolhiam todas as religiões, iniciativas sociais, modos de vida, desde que se mantivessem intocadas a direção plutocrática do País e a federação, consolidada na Guerra da Secessão (Constituição de 1789 e suas 27 emendas). Porém se não favorecessem os verdadeiros dirigentes da nação, a plutocracia dominante, também nada receberiam para seus desenvolvimentos, talvez até alguns entraves burocráticos.

E assim foi definida a industrialização estadunidense com a criação de mercado consumidor que a remunerasse. Esta concepção além dos lucros privados e dos ganhos públicos com as tributações, gerava também receitas para manutenção das classes trabalhadoras, contendo os movimentos socialistas.

Salários e lucros, desigualmente distribuídos, mas com expectativas otimistas de melhoras com o crescimento econômico, promoviam os EUA.

A esta situação interna, o poder governante garantia com suas forças armadas e política externa de golpes e incentivos a insurreições, o suprimento de produtos, que inexistiam ou eram insuficientes nos EUA, e o mercado consumidor para as produções excedentes.

Este modelo era também exportado com o rótulo de democracia e liberdade para o mundo inteiro, acadêmico, político e midiático.

O resultado da II Grande Guerra foi grande exportador deste modelo industrial, ao lado do modelo socialista marxista da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), também vitoriosos, que colocava todo lucro nas mãos do Estado.

As finanças desenvolveram duas linhas de ataque: o meramente ideológico, contestando o comunista com o modelo estadunidense, e o próprio modelo estadunidense com os movimentos ambientalistas que surgiram desde 1961 (World Wide Fund for Nature Inc. (WWF), Fundo Mundial para a Natureza, organização não-governamental internacional, fundada na cidade suíça Morges, capital do cantão Vaud, em 29 de abril de 1961).

Atuando em dois campos, colocando-os muitas vezes em conflito, as finanças foram também comprando e corrompendo as mídias, as academias, os políticos, por toda parte, recebendo como receita adesões pouco reflexivas de populações mais ignorantes e também remuneradas de ONGs, imprensas, acadêmicos e partidos políticos, que se apresentavam desde a extrema direita à extrema esquerda, com ou sem votos, mas capazes de atuarem em praças públicas e assembléias políticas.

Foi um investimento substancial, praticamente desde 1950, mas tinha o prêmio do poder mundial, como ocorrera no início da Revolução Industrial, na queda de Napoleão e com o Congresso de Viena de 1815.

As primeiras vitórias nem foram assim percebidas, na década de 1960, com motivações libertárias na França (Paris, maio de 1968) e nos EUA (Woodstock, NY, agosto de 1969). As liberdades de costumes introduziam as questões identitárias, fortemente subvencionadas no século XXI. Também faziam crer que o neoliberalismo abria todas possibilidades relacionais, ocultando seu lado religioso neopentecostal, contemporâneo destas manifestações pela absoluta liberdade, como se o homem não fosse animal social, de vida comunitária.

A década seguinte, 1970, foi dedicada às energias: “crises” artificialmente produzidas em 1973 e 1978, levando à verdadeira crise de excedentes em 1980 (oil glut).

Porém 30 anos de sistemáticos ataques ao comunismo e às fontes de energia da II Revolução Industrial produziram os grandes ganhos das desregulações financeiras da década de 1980, começando pelas duas maiores praças: Londres e Nova Iorque. Também se observa o crescimento extraordinário de paraísos fiscais, de menos de uma dezena, em 1980, para quase uma centena em 2000. Também nos anos 1980 é editado o Consenso de Washington (1989), os 10 mandamentos das finanças neoliberais.

Os anos 1990 foram da vitória, da consolidação do poder, com a queda da URSS, em 1991, e o domínio das finanças apátridas no Atlântico Norte e nas suas colônias econômicas e ideológicas, pelo mundo. Foi saudado como o Fim da História!

Na passagem do milênio já eram descortinados o futuro concentrador de renda, a interveniência das finanças marginais (das drogas, contrabandos de pessoas e bens, crimes diversos, ampla corrupção, chantagem em todos os setores e em todos países) e do fim dos direitos trabalhistas, previdenciários e mesmo dos Estados Nacionais, substituídos pela entidade “mercado”.

Assim chegamos ao século XXI, com mundo em permanente guerra, com receitas ultra concentradas, com a invasão de milícias e dos agentes criminosos onde antes havia o Estado Nacional.

O CASO BRASIL

Por 430 anos o Brasil foi um Estado Colonial, a princípio de Portugal, por breve momento – 1581 a 1640 – da Espanha, e a partir de 1703, com o tratado comercial militar celebrado entre Portugal e a Inglaterra (Tratado Methuen) passou a ser colônia da colônia, ou seja, colônia inglesa em segunda mão, até a Revolução de 1930, conduzida por Getúlio Vargas. Seguem-se então os 50 Anos Gloriosos, quando a imensa riqueza natural do Brasil foi utilizada para o desenvolvimento do Brasil e para melhoria da vida dos brasileiros.

A partir de 1980, sob título e pretexto de uma “redemocratização”, seguiram-se os 43 anos de recolonização pelas finanças apátridas.

Porém, nos mais de quatro séculos de domínio estrangeiro, o Brasil viu surgirem heróis, idealistas que deram sua vida e liberdade pela soberania nacional. O Tiradentes, mineiro Joaquim José da Silva Xavier (1746-1792), na Inconfidência Mineira, os baianos: soldados Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas e alfaiates Manuel Faustino dos Santos Lira e João de Deus Nascimento, na Conjuração Baiana de 1798, também conhecida como Revolta dos Alfaiates, o capixaba Domingos José Martins e o pernambucano José de Barros Lima, na Revolução Pernambucana de 1817, e o Patriarca da Independência, paulista José Bonifácio de Andrada e Silva, preso e exilado pelo seu Projeto de Brasil após a Independência formal em 1822.  No Brasil Império, tivemos os militares gaúchos Bento Gonçalves da Silva e David Canabarro, além da catarinense Ana Maria de Jesus Ribeiro mais conhecida como Anita Garibaldi na Guerra dos Farrapos, de 1835 a 1845, contra os arbítrios do governo imperial; na Província do Grão-Pará, entre 1835 e 1840, o paraense Antonio Vinagre e o cearense Eduardo Francisco Nogueira Angelim, na Cabanagem, a revolta popular e social que tinha suas principais lideranças na camada mais pobre, dos índios, negros e despossuídos; o maranhense Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, ou Manuel Balaio pela sua profissão, discriminados por sua condição social e obrigados a servir no Exército, em 1838 rebelaram-se contra a elite conservadora – representada por grandes proprietários de terras e militares – e combateram durante quatro anos as tropas do Império na Balaiada (1838-1841), no Maranhão; por todo Brasil estes e muitos mais heróis lutaram sem êxito, mas deixaram as sementes para sociedade e para o Estado Nacional Brasileiro.

O movimento vitorioso que nos proporcionou os 50 Gloriosos tinha ideologia forjada nas lutas e na realidade nacional, mesmo quando havia inspiração estrangeira, como o positivismo de Augusto Comte, que sofria a “redução sociológica”, como descreveu o sociólogo baiano Alberto Guerreiro Ramos (A Redução Sociológica – Introdução ao Estudo da Razão Sociológica, 1958). Denominamos “nacional trabalhismo”, por colocar o Brasil e o trabalho como principais projetos da política brasileira.

Foi este nacional trabalhismo que as forças apátridas e financeiras em 1980 combateram, na figura de sua maior liderança, o gaúcho Leonel de Moura Brizola, governador do Rio Grande do Sul e por duas vezes, não consecutivas, do Rio de Janeiro, fato único na história política do Brasil.

Quem combateu Brizola, foram estes mesmos que agora defendem nossa submissão às ONGs estrangeiras, subvencionadas pelas finanças apátridas, onde não faltam recursos ilícitos, criminosos, e que pousam de esquerda, mas recebem dinheiro da direita, de George Soros, da Fundação Ford, e têm infiltrados agentes estrangeiros e de brasileiros traidores no Estado em órgãos de controle estatal, como empresas de economia mista e fundações educacionais, culturais e de pesquisa.

A mais recente manifestação desses movimentos ocorreu em Brasília, em junho de 2023, a partir da lista de ex-alunos da Universidade de Brasília, Geração UnB Anos70, com ataques àqueles que sempre combateram o entreguismo colonial, mesmo quando fantasiados de questões climáticas ou se apresentam defensores desta inexistente democracia brasileira.

À GUISA DE CONCLUSÃO

O século XXI apresenta o retrocesso com as finanças apátridas, o neoliberalismo, a precedência de questões ambientais e identitárias, é o mundo do século XIX com a tecnologia contemporânea. Porém, também surge o mundo desejado e descrito pelo gênio político de Johann Gottlieb Fichte em 1796, o mundo multipolar dos acordos entre iguais, os Estados Nacionais, que, por sua vez, celebram com seus habitantes acordos de defesa, de proteção da vida, da saúde, da educação, da dignidade e do trabalho. O mundo que Fichte denominou do Direito Natural segundo os princípios da doutrina da ciência.

Há o mundo das globalizações, do único poder, da pasteurização das sociedades que se contrapõe ao mundo multipolar, da igualdade de direitos, das riquezas culturais acompanhando as diversidades geográficas. Só um ignorante, um colonizado mental, irá à Paris para ingerir comidas de fast food com coca-cola, ao invés de apreciar a rica gastronomia francesa, em um bistrô, acompanhada de vinho bordeaux ou bourgogne, ou ir à Eurodisney e não fazer excursão aos castelos do vale do Loire.

O que significa a multipolaridade? É integrar a Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR), de solidariedade e apoio múltiplo no lugar da belicosa Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), participar da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) e não da colonizadora e excludente Organização dos Estados Americanos (OEA).

As finanças, as ONGs, os submissos a ideologias globais, denominem-se de esquerda ou de direita, são todos escravos, não suportam nem mesmo para eles próprios a responsabilidade das decisões, como cidadãos conscientes de sua nacionalidade, defensores do trabalho como única fonte legítima de riqueza.

Exemplo de submissão aos interesses das finanças apátridas vem com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal, que transcrevemos do Jornal do Brasil (STF valida mudança na pensão por morte do INSS, por Gabriel Mansur, 27/06/2023):

“A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou pela validade da mudança constitucional que alterou o pagamento de pensão por morte paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O julgamento ocorreu de forma virtual e foi finalizado na sexta-feira (23). Os ministros julgaram a constitucionalidade do artigo 23 da Emenda Constitucional 103, atrelada à Reforma da Previdência de 2019. Pela regra, quem fica viúvo tem direito de receber 50% do benefício do segurado que morreu, caso estivesse aposentado, ou da aposentadoria por invalidez a que o segurado teria direito, mais 10% por dependente, até o limite de 100%. Uma viúva sem filhos, por exemplo, recebe um valor mínimo de 60% sobre a aposentadoria do segurado que morreu ou de sua aposentadoria por invalidez. O cálculo foi contestado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar). Para a associação, há prejuízo para a viúva do segurado que morreu antes de se aposentar, já que a pensão seria paga sobre o valor de uma aposentadoria simulada. Ao analisar os questionamentos, a maioria dos ministros seguiu voto proferido pelo relator, Luís Roberto Barroso. Para o ministro, não há inconstitucionalidade nas alterações previdenciárias. Em seu relatório, ele aponta o déficit da Previdência, o aumento da expectativa de vida da população e a queda no número de filhos por mulher como um dos fatores que reforçam a necessidade de fazer uma reforma, mudando as regras”.

Assim, pelo mais elevado tribunal da justiça brasileira, o trabalho se submete ao lucro financeiro e o País ao interesse apátrida.

*Pedro Augusto Pinho é administrador aposentado, e atualmente preside a AEPET- Associação dos Engenheiros da Petrobrás.

(PÁTRIA LATINA)

terça-feira, 27 de junho de 2023

A QUEM SERVEM AS ONGS * Pedro Augusto Pinho/Pátria Latina

A QUEM SERVEM AS ONGS

Os Estados contemporâneos comportam, dentro de suas fronteiras, as organizações da governança do próprio Estado, com a estrutura que o povo define, por seus representantes, organizações nacionais de interesse privado, para complementarem a ação do Estado e satisfazerem interesses particulares, e organizações estrangeiras, que buscam auferir ganhos com os recursos da Nação, contida naquele Estado específico, ou para doutrinar e/ou difundir ideologias alienígenas, sem que seja excluído o ganho material.

Desde o século passado apareceram instituições que se denominaram Organizações não Governamentais (ONGs), como se pudessem ser criadas por particulares Organizações Governamentais.

A expressão ONG não está definida em lei brasileira. Porém, em 2014, tivemos a implementação do Marco Regulatório da Sociedade Civil (MIROSC), que criou o conceito legal de Organização da Sociedade Civil (OSC), para fins de parceria com a administração pública.

Esta inovação regulatória é consequência do poder que se instalou entre nós no movimento conhecido como “redemocratização”, na década de 1980, e que, desde 1990, domina o Estado brasileiro: o neoliberalismo financeiro.
O neoliberalismo propugna que o Estado seja mínimo, em nada interfira que as “organizações da sociedade civil” possam se incumbir, atuar, inclusive ações de defesa nacional e segurança pública, mas, muito especialmente, em tudo que se relacione à economia, às finanças, à moeda, ao câmbio e juros. O neoliberalismo impõe a entidade abrangente e não descrita do “mercado” como gestor do Estado e da vida dos seus habitantes.
As ONGs surgiram ligadas às Igrejas, hospitais, mas seus objetivos logo se afastam das ações assistencialistas para a doutrinação política, e, assim, passam a ter sistema de administração onde os controles gerenciais fossem mais adequados à ocultação de fontes de recursos e ao manejo das prestações de contas e registros contábeis.

A I Grande Guerra marca o fim do poder das finanças inglesas, que dominaram o Reino Unido no século XIX, em especial na época pós-napoleônica. É, também, quando o enfraquecimento das igrejas e dos partidos políticos, faz surgirem as ONGs para representar os interesses no meio-ambiente, em pessoas vítimas de preconceito (raça, gênero, sexo), deficiências físicas e mentais, posicionamentos políticos, ancestralidades, entre outros.

As finanças inglesas encontraram nas ONGs ambientais um aliado contra o industrialismo, combatendo as energias fósseis, que sustentaram as I e II Revoluções Industriais.
No Brasil, a interferência das ONGs na sociedade fez com que parlamentares de diferentes correntes políticas, nos três níveis do poder, apresentassem projetos disciplinando suas atividades. Mas se depararam com a multiplicidade de objetivos e formas de atuação. Hoje há diversas regras, documentos disciplinatórios nas diversas instâncias do poder público, tratando de ONGs, não somente nas suas generalidades, mas, principalmente, nas especificidades de suas ações, gestão e parcerias.

AS ONGs AMBIENTAIS

Nossa imensa preocupação diz respeito a uma fragilidade do Estado Nacional Brasileiro: o planejamento e controle da produção de energia primária, que faz do Brasil o país com dos mais baixos consumos de energia per capita do planeta, abaixo até da média mundial.

As ONGs ambientais são empecilho ao desenvolvimento da energia brasileira, principalmente aquelas que nos permitem os maiores e melhores resultados, a custos mais baixos e em menores tempos: as energias fósseis e as de fontes hídricas e nuclear.

O mais abrangente entendimento jurídico da expressão “não governamental” considera que estas organizações normalmente exercem alguma função pública e, ainda que não pertençam ao Estado, ofertam serviços que atendem a um conjunto da sociedade maior do que apenas os fundadores, administradores e membros da organização. Assim, entende-se que sua esfera de sua atuação é a esfera pública, embora não submetida aos controles e requisitos, permanentemente auditados, das empresas ou fundações e sociedades e, muito menos ainda, dos órgãos da administração direta do Estado. Ou seja, as ONGs ambientais são agentes estrangeiros que interferem na vida pública brasileira, com mínimo de controles exigidos a todos agentes públicos, para impedir o desenvolvimento do País onde não interessa a seus patrocinadores, estes residentes no exterior.

E há mais. Utilizando modelo bastante contestável da atuação do Estado, que são as “parcerias público-privadas”, estas ONGs, que agem no sentido desmoralizador, depreciador das ações estatais, quando não as combatem abertamente, recebem recursos públicos, do meu, do seu, do nosso imposto, para atacar o “parceiro”.

Trataremos apenas de duas ONGs ambientais, que gozam de ampla divulgação no Brasil e no mundo, recebendo aplausos e apoios até mesmo de quem deveria fiscalizá-las, auditá-las ou até proibi-las pelos males provocados e pelas nem sempre transparentes ações.

Ambas surgiram no momento que as finanças encetavam o mais acerbo ataque à industrialização, combatendo principalmente o seu mais relevante insumo: o petróleo. A história registra como as “crises do petróleo” que ocorrem nas décadas de 1960 a 1980.
World Wildlife Fund (WWF)

A World Wide Fund for Nature Inc. (WWF), Fundo Mundial para a Natureza, é organização não-governamental internacional, fundada na cidade suíça Morges, capital do cantão Vaud, em 29 de abril de 1961, que atua na área de preservação da natureza e redução do impacto humano no meio ambiente. Anteriormente, era denominada World Wildlife Fund.

Seus fundadores foram majoritariamente ricos e nobres, que, como ocorre com seus assemelhados, criam motivos para suas distrações e lazer, sem maiores preocupações. A história do Mundo nos mostra numerosos e tristes exemplos, principalmente na África, onde populações foram dizimadas por ações da nobreza e de ricos ingleses, belgas e neerlandeses.

Bernardo de Lipa-Biesterfeld, príncipe germânico, marido da rainha Juliana, do Países Baixos; Filipe, Duque de Edimburgo, príncipe da Grécia e da Dinamarca, marido da rainha Isabel II; Guy Mountfort, executivo de publicidade, diletante naturalista, que recebeu o título “Most Excellent Order of the British Empire” (OBE), da rainha Isabel II; Edward Max Nicholson, nascido na Irlanda, educado em Oxford (Hertford College), ornitólogo, editor da “British Birds” e presidente da “Royal Society for the Protection of Birds”; Peter Markham Scott OBE, pintor, oficial da marinha e esportista, interessou em fotografar aves selvagens, recebeu o Prêmio J. Paul Getty; Julian Sorell Huxley FRS (Fellow of the Royal Society), de importante família, seu irmão foi o escritor Aldous Huxley, seu meio irmão, o biólogo e Prêmio Nobel de Medicina, Andrew Huxley; seu pai foi o escritor e editor Leonard Huxley; seu avô paterno o biólogo T. H. Huxley, famoso por ser colega e apoiar Charles Darwin, e seu avô materno foi o acadêmico Tom Arnold, filho de Thomas Arnold, da Rugby School.
A estes europeus juntou-se o estadunidense Godfrey A. Rockefeller, da bilionária família que se desenvolveu com a indústria do petróleo. A Godfrey coube a indústria de helicópteros, tendo presidido a Helicopter Association of America e a Helicopter Association International.

Em 1963, a WWF realizou conferência e publicou relatório denunciando o “aquecimento global antropogênico”, escrito por Noel Eichhorn, com base no trabalho de Frank Fraser Darling (então vice-presidente da fundação). A ONG WWF esteve envolvida, em toda sua existência e nos vários países onde atuou, em numerosos casos por violar legislações nacionais e locais, por denúncias ou ações controvérsias diversas.
A televisão pública alemã ARD exibiu documentário, em 22 de junho de 2011, no qual mostrava como a WWF coopera com corporações como a Monsanto, fornecendo certificação de sustentabilidade em troca de doações – essencialmente greenwashing (lavagem verde ou “injustificada apropriação de virtudes ambientalistas por parte de organizações ou pessoas, mediante o uso de técnicas de marketing e relações públicas”). A WWF negou as acusações. Ao incentivar o ecoturismo de alto impacto, o programa alega que a WWF contribui para a destruição do habitat e das espécies que afirma proteger, ao mesmo tempo em que prejudica os povos indígenas (Ian Harryman, “Ecological Problem Solving: A Comparative Study of Primate Conservation”).

Em 2017, relatório da “Survival International” afirmou que paramilitares financiados pela WWF estavam cometendo abusos contra o povo Baka e Bayaka, na Bacia do Congo, que “enfrentam assédio e espancamentos, tortura e morte”, além de corromperem e ajudarem na destruição de áreas conservadas. O relatório acusou a WWF e seus guardas de parceria com várias empresas madeireiras que realizaram desmatamento, enquanto os guardas florestais ignoraram as redes de tráfico de animais selvagens (The Guardian).

Em 2019, investigação do BuzzFeed News denunciou que grupos paramilitares financiados pela WWF estiveram envolvidos em sérias violações de direitos humanos, e a organização encobriu os incidentes e agiu para proteger os perpetradores da aplicação da lei. Esses grupos armados foram acusados de torturar, agredir sexualmente e executar aldeões com base em acusações falsas. Em caso encontrado pelos investigadores do BuzzFeed News, um menino de 11 anos foi supostamente torturado por guardas florestais financiados pela WWF na frente de seus pais (www.buzzfeednews.com, consultado em 4 de março de 2019).
O jornalismo investigativo pela NBC e Naomi Klein, em 2008 e 2013, respectivamente, descobriram que a WWF investiu e lucra com contratos de investimento multimilionários que colocaram em desenvolvimento produção de petróleo, gás, carvão e areias betuminosas e não desinvestiu, quando confrontados, mas indicaram que esperariam até 2020 para fazê-lo, pois o término antecipado não teria sido tão lucrativo para eles. A WWF não se opõe aos combustíveis fósseis, mas se engaja no que, internamente, chama de “desenvolvimento responsável” dos combustíveis fósseis.

Muitos outros casos poderiam ser apontados, porém preferimos tratar da WWF no Brasil.

A WWF-Brasil foi criada em 1996 e está sediada em Brasília. Aproveita a Lei nº 9.605, sancionada em fevereiro de 1999, por Fernando Henrique Cardoso, e regulamentada em setembro de 2000, que estabelece as penas para as infrações e agressões cometidas contra o meio ambiente no Brasil. Prevê multas que chegam a 50 milhões de reais para uma variedade de infrações: pesca em locais proibidos, crimes contra o patrimônio, soltura de balões, pichações, caça ilegal, obras poluidoras, queimadas e desmatamento. Fazia parte do conjunto de medidas antidesenvolvimentistas que atendiam às finanças internacionais, adotadas por Fernando Cardoso.

GREENPEACE

Greenpeace é uma organização não governamental com sede em Amsterdã, nos Países Baixos, escritórios em mais de 55 países, fundada em 1971, em Vancouver, na Columbia Britânica (Canadá),

De acordo com seu relatório de 2021, a Greenpeace US recebeu de contribuições e doações US$ 24.986.228 e como resultado de investimentos e outras receitas US$ 6.764.950, ou seja, pouco mais de 31 milhões de dólares estadunidenses para a despesa de US$ 28,7 milhões.

Considerando que o Greenpeace aparece na imprensa com navios ostentando seu nome e marca, aviões, helicópteros, parece-nos muito pouco este volume de recursos. Também para manter diversos escritórios, pagando alugueis, impostos e serviços de eletricidade, água e saneamento, aquecimento e refrigeração, por menor que seja o quadro de empregados, não se espera haver saldo contábil, principalmente por não haver registro de despesas com empréstimos e financiamentos.

Provavelmente porque, como assinalamos neste artigo, o Greenpeace recebe, dos próprios governos, cujas ações combate, recursos públicos como entidade não lucrativa. O lucro parece estar nos US$ 4.367.167, em salários.

Como ocorre em muitas ONGs sem fins lucrativos; obtêm “empregos públicos”, bem remunerados e sem concurso utilizando dos recursos das Parcerias Público Privadas (PPP).
O maior volume individual de recursos vai para as campanhas climáticas. No entanto, não conhecemos as campanhas contra a produção de óleo e gás das areias betuminosas, reconhecidas como muito mais poluidoras do que o petróleo convencional. Também em relação aos efeitos maléficos para o clima, apontado em diversos estudos, da geração de energia eólica no Texas, nem um só protesto.

Indubitavelmente, há uma política não explícita, velada, do Greenpeace ao escolher seus alvos. E não nos parece ser do bem comum.

No Brasil, o Greenpeace afirma estar há mais de 30 anos. Coincide com a tomada de poder das finanças apátridas no Brasil. E atuando em três cidades: Manaus, Brasília e São Paulo, com 200 empregados.

Sua contabilidade apesar de haver um título Transparência, no relatório, é absolutamente obscura, oculta pela classificação de entidade privada sem fins lucrativos.
*Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.

sexta-feira, 26 de maio de 2023

CONGRESSO APROFUNDA RACISMO * César Fonseca/PÁTRIA LATINA

CONGRESSO APROFUNDA RACISMO
César Fonseca/PÁTRIA LATINA
EDUARDO GALEANO

Desde 2016, quando os neoliberais deram o golpe político-parlamentar que derrubou Dilma Rousseff, o Congresso se esmera, com uma maioria conservadora, em adotar políticas que aprofundam desigualdade social, base para a expansão da injustiça e violência, gerada pelo desemprego e, consequentemente, fortalecimento do ódio e do racismo histórico vigente no Brasil; o arcabouço/calabouço fiscal, aprovado por acachapante maioria conservadora e reacionária, na Câmara dos Deputados, sob comando do líder do Centrão, Arthur Lira(PP-AL), eterniza subdesenvolvimento econômico e impede trabalhadores de alcançar, na democracia representativa, as conquistas de classe que levariam o país a um novo patamar civilizatório.

De 2016 a 2022, o PIB teve crescimento médio de 1,5%, incapaz de atender as demandas essenciais da sociedade por saúde, educação e infraestrutura; as consequências decorrentes da pandemia do novo coronavírus contribuíram para aprofundar as distorções sociais e econômicas, dado que a alocação de recursos liberados pelo Congresso, em caráter emergencial, resultou em maior desigualdade social, na medida em que foram beneficiados, não os setores produtivos, mas, principalmente, o sistema financeiro.

De posse dos recursos repassados pelo tesouro, com destino à base social da economia, composta de micro e pequenas empresas, responsável pela oferta de cerca de 60% dos empregos, os bancos empossaram o dinheiro e o canalizaram para compra de títulos do tesouro; aumentou dessa maneira o endividamento público encarecido pela cobrança de juros altos em nome de riscos crescentes enfrentados pelo avanço da inadimplência econômica etc.

A população de rua se ampliou e, mesmo passada a pandemia, não se restabeleceu o status quo anterior da desigualdade; ao contrário, ela aumentou; o bolsonarismo, vitorioso em 2018, no rastro das reformas ultraneoliberais, aproveitou a pandemia para promover maior acumulação de renda e capital, especialmente, no curso da supressão de direitos trabalhistas e previdenciários, responsáveis pela redução da renda disponível para consumo dos trabalhadores e aposentados.

AVANÇO DA EXCLUSÃO SOCIAL

Resultado: 30 milhões de pessoas passando necessidades e cerca de 100 milhões com renda média na faixa de R$ 3 mil, configurando baixo crescimento no ambiente da desigualdade, cujas consequências são escassos investimentos, frente ao subconsumismo que leva os empresários à fuga da produção para a especulação.

No final do seu governo, Bolsonaro não suportou os limites do teto de gasto neoliberal, que levou a economia ao desemprego, fome, violência etc; desesperado, temeroso da derrota eleitoral, mandou aos ares os limites neoliberais e gastou absurdamente além da conta, deixando herança financeira, agora, enquadrada numa retomada neoliberal violenta por parte da política monetária adotada por Banco Central Independente(BCI), cuja função, mediante taxa absurda de juros, é sustentar a desigualdade social e avanço do racismo.

Lula ganhou eleição com o discurso de combate à fome, mas está perdendo a batalha, porque a maioria conservadora, que ele derrotou na disputa presidencial, ampliou-se nas duas Casas do Congresso, onde sustenta o modelo neoliberal derrotado nas urnas; o impasse entre a vontade popular vitoriosa na eleição, mas descolada do triunfo eleitoral dos conservadores, joga o país na sua maior contradição: o presidente, isolado por uma base contrária a sua orientação política e social, não consegue aprovar agenda desenvolvimentista, pautada pela promessa de maior distribuição da renda, única forma de romper a desigualdade econômica e social.

LUTA DE CLASSE EM ASCENÇÃO

Oriundo da classe social proletária, que o modo de produção capitalista germina no processo de seu próprio desenvolvimento contraditório, Lula, historicamente, atrai o preconceito e ódio de classe antagônica à que pertence, no país mais desigual do planeta; torna-se, no ambiente de crise capitalista em ascensão, como nos tempos presentes, alvo dos que temem o avanço dos trabalhadores ao poder, já que o acesso a ele pelos poderosos fica mais difícil, pela via democrática, quanto mais cresce a desigualdade.

O presidencialismo virou, com Lula no Planalto, empecilho à poderosa elite econômico-financeira, que compra maioria pelo processo de emendas parlamentares, subjugando prefeitos e governos estaduais; buscam impedir, pela guerra institucional, a conquista social e a remoção das desigualdades.

O exemplo, do momento, é a tentativa de reversão do cronograma do governo Lula de promover, por meio de ocupação legítima, ancorada pelo voto popular, maior espaço para os trabalhadores sem-terra e para os índios.

RESISTÊNCIA INSTITUCIONAL DA ELITE

O racismo econômico, político e social, está na base da ação conservadora que busca estabelecer marco legal para expulsar os indígenas de suas terras; os povos originários estão ameaçados; o meio ambiente está exposto à sanha dos caçadores de lucros a qualquer custo; igualmente, os trabalhadores sem-terra, idem, cuja ação de ocupação de terras devolutas, objetivando produção de alimentos, é, radicalmente, considerada invasão de propriedade privada etc.

O ataque ao organograma do governo Lula pelos grandes proprietários, verdadeiros invasores e caloteiros de dívidas, quando entram em inadimplência, como tem demonstrado a história, é declaração de guerra; da mesma forma, a ira conservadora, com ajuda do Banco Central Independente(BCI), serviçal dos credores, inviabiliza, no arcabouço/calabouço fiscal, aprovado nessa semana, expansão dos gastos sociais.
Tentam os conservadores, a elite racista, reverterem conquistas nas áreas de educação e saúde, sem as quais se torna impossível desenvolvimento com justa distribuição da renda nacional, eternizando a discriminação econômica e racial.

É essa regra geral que, mesmo atenuada, em sua essência, pelo substitutivo do ministro Haddad, expressa em teto neoliberal de gastos, cria a base antissocial propícia à permanência e avanço do racismo, característica do programa anti-desenvolvimentista aprovado pelas elites racistas no Congresso.

quinta-feira, 25 de maio de 2023

LULA TREME, A DIREITA CERCA * César Fonseca/Pátria Latina

LULA TREME, A DIREITA CERCA


César Fonseca/Pátria Latina

A direita amplamente majoritária no Congresso, que perdeu a vergonha de se proclamar conservadora, antinacionalista etc., sob liderança do neoliberal deputado Arthur Lira (PP-AL), será ou não responsável por aprovar ajuste fiscal que impeça retomada de crescimento sustentável sob comando de Lula, ou busca desmoralizar a esquerda, levando-a à conciliação, cujas consequências seria redução ainda maior da sua representatividade parlamentar, fragilizando-a para a sucessão de 2026?

O histórico da esquerda mundial, a partir da vitória do neoliberalismo, com a queda da União Soviética e consequente derrubada do Muro de Berlim, mostra que a tendência da esquerda social democrática, ao alinhar-se às teses neoliberais, abandonado o nacionalismo e enterrando o socialismo, foi perder importância, favorecendo, na sequência, a direita e o neofascismo.

Os fascistas, favorecidos pelo colapso eleitoral da falsa social-democracia tucana brasileira, que a eles se uniu, para derrubar Dilma e promover ascensão de Bolsonaro (2018-2022), vitorioso sobre Haddad, enquanto Lula estava preso pela Operação Lava jato, só voltariam ao governo, então, se conseguissem cooptar parte da esquerda para as teses neoliberais.

SOCIAL-DEMOCRACIA PETISTA DERROTADA

Esse projeto só seria factível se a direita, embora perdesse a eleição presidencial, em 2022, para Lula, conseguisse triunfar, no parlamento, fazendo ampla maioria capaz de evitar a volta da verdadeira social-democracia, com o PT e aliados, liderados pelo lulismo.

Foi, exatamente, o que aconteceu: Lula, liberado pelo poder judiciário, para disputar, venceu a eleição, mas não conseguiu fazer maioria parlamentar, sendo obrigado, agora, a sujeitar-se ao neoliberal fascismo majoritário.

A aprovação do regime de urgência para tramitação do ajuste fiscal conservador liberal, talhado sob pressão de Arthur Lira, nessa semana, deixou claro o tamanho da base petista = 102 votos, enquanto a oposição faturou 367.

Comprovou-se, de forma inquestionável, a força conservadora que impõe sua vontade ao governo Lula, pretensamente, progressista.

A urgência aprovada veio acompanhada da ordem palaciana para sua exígua e frágil força parlamentar ficar calada e não questionar o ajuste que os conservadores aceitarem negociar, apertando as tarraxas da proposta lulista, formulada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

LULISMO CONCILIADOR ABALADO

Evidenciou o óbvio: a força relativa de Lula impõe a sua base um perfil conciliador obrigatório, sujeito a chuvas e trovoadas.

Ficam barradas as pretensões sociais-democratas lulistas de promover desenvolvimento com justa distribuição de renda, diante da exigência da direita, concentradora de riqueza, lastreada pelos fascistas, propensos ao alerta capaz de impedir qualquer grau de liberdade política para fortalecer esquerda.

A palavra de ordem direitista é inviabilizar a competitividade eleitoral lulista, em 2026, impedindo o deslanchar exuberante dela, conforme as promessas eleitorais do presidente na campanha eleitoral.

O jogo duro do mercado financeiro, essencialmente, fascista, de sustentar Banco Central Independente (BCI), ancorado por maioria parlamentar sob o comando do neoliberal Arthur Lira, objetiva manter a conciliação conservadora petista, no compasso de crescimento econômico insustentável, incapaz de alavancar emprego e renda na escala necessária para garantir à esquerda o sonho de vitória eleitoral em 2026.

O teste eleitoral da direita, frente ao PT conciliador, que o desgasta diante de suas próprias bases, ocorrerá, já, nas eleições municipais de 2024, quando Lira redobrará, diante das suas bases, exigência do jogo de emendas parlamentares aos deputados para ganhar apoio amplo dos prefeitos.

PARLAMENTARISMO X PRESIDENCIALISMO

Com o ajuste fiscal monitorado pelos neoliberais, para que continue a política paroquial, Lira terá a força de sustentação do modelo político colonial que persiste no país, desde o seu descobrimento pelo colonialismo português, no qual a essência é a conciliação das elites.

A esquerda social-democrata petista, crítica dessa conciliação, historicamente, persistente, está diante da realpolitik concilidadora/conservadora/pró-fascista de viés parlamentarista.

A direita, dominante no legislativo, essencialmente, pró-parlamentarismo, enterrou o presidencialismo, deixando-o sem oxigênio e respiradouro.

Quais as consequências para a esquerda conciliadora senão aprofundamento lógico de sua própria divisão em busca de sobrevivência no cenário democrático parlamentar no qual é minoritária em grau elevado?

Restará, sem dúvida, à esquerda se reorganizar, politicamente, nas ruas e instituições dos trabalhadores, a partir das próprias contradições decorrentes do arcabouço fiscal que a condena ao desaparecimento, diante do presidencialismo prisioneiro dos que a querem pelas costas.

A direita, certamente, esfrega as mãos de contentamento ao conseguir seu objetivo: expor uma esquerda conciliadora passível de desmoralização para tentar voltar ao poder em 2026.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

GEORGE WASHINGTON TERRORISTA * Fátima de Lima Pinel/Pátria Latina & Alceu Castilho/IBI

GEORGE WASHINGTON TERRORISTA

Qual a atividade econômica de George Washington, o terrorista?

Vi apenas que ele seria "empresário do ramo de gás" no Pará e decidi fuçar um pouquinho mais. Já que os repórteres da imprensa comercial andam tão distraídos.

A empresa G W de O Sousa & CIA Ltda, ou GW Petróleo, foi aberta em 2005, em Belém. Mas não está mais no nome dele. E sim (com o mesmo CNPJ) no de Paulo Sergio Da Silva Lopes e Sebastião José de Souza. Chama-se agora Petróleos Miramar.

Posto de combustível.

Como veremos, George Washington de Oliveira Sousa faz parte de uma extensa rede de postos de combustível pelo estado do Pará e outros estados da Amazônia.

A Polícia Federal estará atenta a esses tentáculos?

O filho do terrorista achou que ia "dar merda" o pai ir para Brasília, onde ele foi preso com um arsenal de armas. George Washington, o pai, gastou R$ 170 mil com os brinquedinhos. (De onde veio esse dinheiro?)

Sigo na teia empresarial e constato que George Washington de Oliveira Sousa Filho abriu em Xinguara (PA) a empresa Cavalo de Aço Empório Gourmet. Ou G W De O Sousa Filho Restaurante.

O restaurante fica em um posto de gasolina. Seu nome, Cavalo de Aço.

Essa segunda empresa se chama Posto Cavalo de Aço Ltda. Está em nome de Francisca Alice de Sousa Reis e Michelle Tatianne Ribeiro de Sousa.

Entendo que é preciso ficar atento aos nomes. E não é que Francisca é sócia de Paulo Sérgio em uma transportadora? (Paulo Sérgio, aquele que tem hoje o posto que se chamava George Washington.)

Eles são sócios na Transportadora Patriarca Ltda, a Transpal. Com unidades em Belém, Marabá (PA), Marituba (PA), Açailândia (MA) e Santana (AP).

Estamos falando do escoamento do agronegócio e da madeira na Amazônia.

E de uma empresa autorizada a transportar cargas perigosas.

Francisca também é sócia dos postos de combustível Goiabeira, em Aurora do Pará, Super Posto Pioneiro e Auto Posto Tourão, em Tucumã (PA), Posto Vitória, em Ananindeua (PA), Auto Posto Goianésia, em Goianésia do Pará, Posto São Miguel, em São Miguel do Guamá (PA), Posto Gol, em Marabá e Ourilândia do Norte (PA), Auto Posto Pará Sul, em São Félix do Xingu (PA), Super Posto Dois Mil, em Marituba (PA), Auto Posto Parasão, em Redenção (PA), Posto Santa Clara do Rio Araguaia, em Palestina do Pará (PA), Auto Posto Vila Nova e Posto Bernardo Sayão, em Imperatriz (MA), Super Posto Dimalice, em Alto Alegre (RR), e Auto Posto Serra do Norte, em Axixá do Tocantins.

Cavalo de Aço? Tourão?

Roraima, Amapá, Maranhão, Pará, Tocantins?

Só aí já estamos em cinco dos nove estados da Amazônia Legal. E no Arco do Desmatamento.

Paulo Sérgio tem outros tantos postos e consultoria agropecuária. Sua sócia Sinelvanda de Sousa Silva, outros tantos.

Michelle Tatianne, a sócia de Francisca no Cavalo de Aço, tem sociedade com Francisca e Sinelvanda em outros tantos postos.

É uma rede de triangulações. Em torno das quais se observa a construção de um império — que passa pela logística e pela agropecuária.

George Washington, pai terrorista, e George Washington Filho não colocam mais os nomes nos postos. Washingtonzinho só mantém o restaurante Cavalo de Aço em frente do posto Cavalo de Aço.

Pergunta para a Polícia Federal: quantos são esses Cavalos de Aço e Tourões pela Amazônia?

Qual o faturamento deles?

Quais as outras atividades do grupo?

Pergunto também porque os postos de gasolina costumam estar associados a outras atividades.

Alguns têm lava-rápido também, pois não?

Como George Washington ganha a vida?

A ponto de poder ir para Brasília, durante meses, armar uma ação terrorista?

(A mando de quem? Por que as empresas não estão hoje no nome dele?)

A história que a gente vê na grande imprensa é incompleta.

Eu estou de folga e passei menos de duas horas detectando essas conexões iniciais. Suficientes para concluir que o terrorista George Washington não é um terrorista aleatório. E sim um empresário enraizado na Amazônia, por sinal muito amigo das dívidas, observem as dívidas dele, em conexão direta com outros tantos interessados na derrubada do governo Lula.

(Que promete combater a ilegalidade na Amazônia.)

Admito que esse tipo de pesquisa possa demorar um pouco mais que duas horinhas. Eu costumo fazer isso no meu trabalho e tenho uma teimosia um tanto além do normal.

Mas desconfio que uns cinco ou seis policiais igualmente teimosos possam descobrir muito mais coisas sobre George Washington e sua turma.

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