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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

LULA E SEU MINISTRO VENDEPÁTRIA * Pedro Pinho/Pátria Latina

LULA E SEU MINISTRO VENDEPÁTRIA
Pedro Pinho*

A respeito de licitação para compra de armas, em princípio vencida por empresa do Estado de Israel, o Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, conforme se divulgou pela imprensa e redes sociais, disse algo semelhante a “uma questão diplomática interfere na Defesa. Houve agora uma concorrência, uma licitação. Venceram os judeus, o povo de Israel, mas por questões da guerra, o Hamas, os grupos políticos, nós estamos com essa licitação pronta, mas por questões ideológicas não podemos aprovar”.

Ora senhor Ministro, nem se trata de questão diplomática e muito menos ideológica, mas do orgulho nacional, por ter nosso Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, eleito pelo povo brasileiro, sido declarado pelo Primeiro Ministro do Estado de Israel “persona non grata”. Nenhuma empresa israelense deveria ser convidada a participar de licitação no Brasil, ainda mais uma fabricante das armas, que trucidam o povo palestino.

Mas é a consequência da invasão neoliberal que aconteceu no Brasil com a sucessão do Presidente Ernesto Geisel (março de 1974 a 1979). Desde então o nosso País retrocede em todos os campos, e, muito especialmente, no patriotismo, na defesa da nacionalidade, em tirar a precedência da questão nacional sobre qualquer outra.
Geisel foi obrigado pelas finanças apátridas e colocar como seu substituto o General João Baptista de Oliveira Figueiredo (março de 1979 a 1985), filho de Euclides Figueiredo, contra quem Geisel lutara em 1932, na denominada Revolução Constitucionalista de São Paulo.

A respeito desta “Revolução” é oportuno recordar o que dela escreveu a filha e secretária de Getúlio, Alzira Vargas do Amaral Peixoto, em “Getúlio Vargas, meu Pai”, obra de 1960: “Positivamente, a Revolução Constitucionalista de São Paulo não era nenhuma dessas três coisas. Não era uma revolução. Era uma represália. Não era constitucionalista, pois apenas contribuiu para perturbar a constitucionalização do país. E, por estranho que pareça, também não era paulista. O fermento veio do Rio Grande do Sul e a massa que se servia da juventude e do solo bandeirantes, como campo de batalha, era feita dos grãos de ódio de todos os reacionários, de todos os tempos e de todos os Estados”.

O que fizeram as finanças para impor Figueiredo a Geisel?

O Brasil crescera como poucos países no período de 1967 a 1979. Foi o “Milagre Brasileiro” com a taxa de crescimento do PIB saltando de 9,8% a.a., em 1968, para 14% a.a., em 1973, e a inflação reduzindo de 19,46%, em 1968, para 15,6%, em 1973.
Como é óbvio, este crescimento se deu à custa de investimentos num momento em que as taxas de juros denominadas “prime rate”, nos Estados Unidos da América (EUA) oscilavam entre 6% e 8% (EUA, Federal Reserve).

Porém, as finanças lutavam dentro do capitalismo para se sobrepor ao industrialismo, sendo a energia do petróleo um dos alvos, pois agregava nesta campanha movimentos ecológicos e ambientalistas.

Em 1973 dá-se o primeiro choque do petróleo e em 1979 vem o segundo. O barril de petróleo, que passara desde 1928 até 1968 praticamente no mesmo valor, cresce até quatro (1973) e três (1979) vezes, indo a mais de 100 dólares, em moeda da época, em 1979.

Em 15 de agosto de 1971, o presidente estadunidense rompe unilateralmente com os Acordos de Bretton Woods e as taxas de juros iniciam acelerada elevação, chegando a 13%/15% no fim da década.

O Brasil se endividara, desde 1967, para crescer, investindo e importando até um milhão de barris de petróleo por dia. Ao fim do governo Geisel acumulava a dívida externa de quase 100 bilhões de dólares. Assim deu-se o golpe da sucessão de Geisel e a entrada do neoliberalismo com João Figueiredo.

Para crescer muitas empresas foram constituídas, não somente de economia mista – COBEC, COBRA, DATAPREV, EMBRATER, NUCLEBRÁS, IMBEL – mas igualmente de capitais privados nos polos industriais da Zona Franca de Manaus, petroquímico, em Camaçari, na Bahia, em São Paulo com o programa do Pró-Álcool, no Rio Grande do Sul, no Paraná etc.

Tudo começa a se desmanchar, se desfazer, principalmente atingindo o trabalhador, e, em especial, o homem do campo que merecera de Médici e Geisel os programas de assistência e previdência ((Pro-Rural).

Chegamos, agora, ao fim do caminho. Defendendo um Estado belicista e genocida, que tem como propósito implementar o disposto no livro de Theodor Herzl, “O Estado Judeu” (1895), transferindo (eliminando?) as populações palestina, árabe, de seus territórios até ocupar todo Oriente Médio, sendo a guerra um meio.

E para alcançar este objetivo se valer da relação estabelecida com a aristocracia inglesa, por ocasião da criação do Banco da Inglaterra (1694), e do poderoso e rico lobby sionista no Congresso dos EUA.

Por que o Brasil, país miscigenado e pacífico entra nesta briga e do lado errado?

 Porque está entre nós, como um poder interferindo na vida nacional, a ideologia neoliberal financeira, que tira direitos trabalhistas e previdenciários dos trabalhadores, que fecha empresas públicas e privadas, como obteve a Operação Lava Jato, e ainda tem ministro que cria polêmica para comprar armas de Israel!
*Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Defesa tem que esclarecer contrato da FAB com Israel * Zeca Dirceu/PT.PR

Defesa tem que esclarecer contrato da FAB com Israel
Zeca Dirceu/PT.PR

O deputado federal Zeca Dirceu (PT) protocolou nesta terça-feira, 2, requerimento ao ministro José Múcio (Defesa) em que pede esclarecimento sobre o contrato da FAB) com a empresa Israel Aerospace Industries, bem como sobre o sistema de controle de venda de munições no Brasil, administrado por uma empresa privada que atua no setor, a CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos).

"Quais as razões que levaram a FAB a adquirir drones RQ-1150 Heron, fabricados pela Israel Aerospace Industries (IAI)? Em que data foi feita tal aquisição? Qual foi o custo da compra? Quais os motivos que levaram o Centro Logístico da Aeronáutica a efetuar contratação direta, por meio de inexigibilidade de licitação, para a IAI fazer a manutenção dos drones? Esse contrato com a IAI já foi firmado? Se sim, enviar cópia do contrato", questiona o deputado.

Zeca Dirceu questiona ainda se o Ministério da Defesa tem conhecimento de que drones fabricados pela IAI e pela Elbit Systems, outra empresa militar israelense, estariam sendo usados nos bombardeios indiscriminados na Faixa de Gaza na Palestina. "Há outros contratos das forças militares do Brasil com empresas israelenses ou com o governo de Israel? Se afirmativo, especificá-los e justificá-los", cobra o requerimento.

*Acordo*

O deputado questiona também se o acordo entre os governos do Brasil e de Israel sobre cooperação na defesa, assinado em Jerusalém, em 31 de março de 2019, prevê “intercâmbio de tecnologias” entre os países. "O Estado de Israel e as empresas israelenses vêm disponibilizando tecnologias ao Brasil? Quais?"

"Por qual razão o Sistema de Controle de Venda e Estoque de Munições, essencial para a segurança do Brasil, está, de acordo com relatório do TCU, a cargo da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), uma companhia privada controladora da Taurus, maior fabricante de armas do país? O Ministério da Defesa não identifica conflito de interesses, nesse caso?", aponta Zeca Dirceu.

No requerimento, o deputado faz mais três questionamentos: quais os motivos que levam a CBC a negar, à Polícia Federal, acesso ao Sicovem, medida que fragiliza, de forma extrema, a segurança pública do país?; Por que há ausência de cruzamento da base de dados do Sicovem com outras da administração pública federal, o que dificulta o necessário controle da comercialização de munições?; e Quais medidas estão sendo tomadas para sanar as graves fragilidades e lacunas identificadas em relatório específico do Tribunal de Contas da União sobre o Sicovem?".

*Dispensa de licitação*No requerimento, o deputado cita a reportagem da revista Aeroin que aponta o aviso de dispensa de licitação pela FAB para suporte logístico aos drones comprados em Israel. "A justificativa, publicada no Diário Oficial da União seria o fato de que a manutenção dos referidos drones, fabricados não pode ser efetuada por outras empresas além da própria IAI. O valor do contrato pode chegar a R$ 86 milhões que serão utilizados ao longo do contrato, que deverá durar até cinco anos".

"Outra reportagem, publicada no site UOL, assevera, com base em relatório do TCU, que há fragilidades e potencial conflito de interesses no sistema de controle de venda de munições no Brasil, administrado por uma companhia privada que atua no setor, a CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos). A conclusão consta em um relatório que apontou falhas na fiscalização da venda de armas pelo Exército".

Outra descoberta, segundo o deputado, aponta que os dados do Sicovem têm fragilidades e lacunas evidentes. "Durante mais de uma década, não foram armazenados no Sicovem dados a respeito do CPF ou números de registro dos adquirentes de munição. Esse controle passou a existir apenas a partir de novembro de 2018. Devido à ausência de cruzamento dessa base de dados do Sicovem com outras da administração pública federal, há registros até mesmo de venda de munição a pessoas já falecidas".

"Como sério agravante dessa ausência de controle, destacamos que cresceu muito, no governo Bolsonaro, a quantidade de munições que podiam ser compradas por civis e militares. Houve, assim, em tempos recentes, um grande descontrole e aumento da venda de armas e munições no país", aponta Zeca Dirceu.

*Leia a seguir a íntegra do requerimento*

_Solicita informações ao Exmo. Ministro da Defesa, Sr. José Mucio Monteiro Filho, sobre contrato da Força Aérea Brasileira (FAB) com a empresa Israel Aerospace Industries (IAI), bem como sobre o sistema de controle de venda de munições no Brasil (Sicovem), administrado por uma companhia privada que atua no setor, a CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos)._

_Senhor Presidente:_

_Com base no Art. 50, § 2º da Constituição Federal e nos arts. 24, inciso v e § 2º, e 115, inciso I, do RICD – Regimento Interno da Câmara dos Deputados, solicito a V. ex.ª que seja encaminhado ao Exmo. Ministro da Defesa, Sr. José Múcio Monteiro Filho, o seguinte pedido de informações:_

_Quais as razões que levaram a Força Aérea Brasileira a adquirir drones RQ-1150 Heron, fabricados pela Israel Aerospace Industries (IAI)? Em que data foi feita tal aquisição? Qual foi o custo da compra? Quais os motivos que levaram a Administração do Centro Logístico da Aeronáutica a efetuar contratação direta, por meio de inexigibilidade de licitação, para a IAI fazer a manutenção desses drones? Esse contrato com a IAI já foi firmado? Se sim, enviar cópia do contrato._

_O Ministério da Defesa do Brasil tem conhecimento de que drones fabricados pela IAI e pela Elbit Systems, outra empresa militar israelense, estariam sendo usados nos bombardeios indiscriminados na Faixa de Gaza?_

_Há outros contratos das forças militares do Brasil com empresas israelenses ou com o governo de Israel? Se afirmativo, especificá-los e justificá-los._

_O Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo do Estado de Israel sobre Cooperação em Questões Relacionadas à Defesa, assinado em Jerusalém, em 31 de março de 2019, prevê “intercâmbio de tecnologias” entre ambos os países. O Estado de Israel e as empresas israelenses vêm disponibilizando tecnologias ao Brasil? Quais?_

_Por qual razão o Sistema de Controle de Venda e Estoque de Munições (Sicovem), essencial para a segurança do Brasil, está, de acordo com relatório do TCU, a cargo da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), uma companhia privada controladora da Taurus, maior fabricante de armas do país?_

_O Ministério da Defesa não identifica conflito de interesses, nesse caso?_

_Quais os motivos que levam a CBC a negar, à Polícia Federal, acesso ao Sicovem, medida que fragiliza, de forma extrema, a segurança pública do país?_

_Por que há ausência de cruzamento da base de dados do Sicovem com outras da administração pública federal, o que dificulta o necessário controle da comercialização de munições?_

_Quais medidas que estão sendo tomadas para sanar as graves fragilidades e lacunas identificadas em relatório específico do Tribunal de Contas da União sobre o Sicovem?_

*_Justificação_*

_Segundo reportagem publicada na revista Aeroin, especializada em aviação, a Força Aérea Brasileira (FAB) publicou um aviso de dispensa de licitação para suporte logístico de seus drones israelenses._

_Conforme a referida reportagem, a Administração do Centro Logístico da Aeronáutica tornou público que o Parque de Material Aeronáutico de São Paulo intenciona efetuar contratação direta da Israel Aerospace Industries (IAI), por meio de “inexigibilidade de licitação”, para manutenção de seus drones RQ-1150 Heron._

_A justificativa, publicada no Diário Oficial da União (DOU), seria o fato de que a manutenção dos referidos drones, fabricados pela Israel Aerospace Industries (IAI), não pode ser efetuada por outras empresas além da própria IAI._

_O valor do contrato pode chegar a R$86 milhões de reais, que serão utilizados ao longo do contrato, que deverá durar até 5 anos._

_Outra reportagem, publicada no site UOL, assevera, com base em relatório do TCU, que há fragilidades e potencial conflito de interesses no sistema de controle de venda de munições no Brasil, administrado por uma companhia privada que atua no setor, a CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos)._

_A conclusão consta em um relatório que apontou falhas na fiscalização da venda de armas pelo Exército._

_Uma portaria do Ministério da Defesa, de 2006, deu 180 dias para o Exército implementar o Sicovem, mas quem acabou fazendo isso foi a CBC. Contrariando essa portaria, a CBC também nunca permitiu que a PF (Polícia Federal) tivesse acesso ao sistema, segundo o TCU._

_O relatório aponta que "a empresa age de acordo com seus interesses comerciais e pode vir a cometer irregularidades", dando como exemplo um caso em que a CBC infringiu uma regra do governo federal, produzindo lotes com mais de 10 mil munições, o que não é permitido._

_Devido a esse episódio, em 2018, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou a adoção de um sistema próprio do Exército para registro de fabricação e venda de munições, o que não foi atendido._

_Outra descoberta é que os dados do Sicovem têm fragilidades e lacunas evidentes. Durante mais de uma década, não foram armazenados no Sicovem dados a respeito do CPF ou números de registro dos adquirentes de munição. Esse controle passou a existir apenas a partir de novembro de 2018._

_"Registros efetuados a partir dessa data, todavia, tampouco são completos e confiáveis, e abrangem vendas incompatíveis com as normas vigentes à época", ressalta a área técnica da Corte de Contas._

_Devido à ausência de cruzamento dessa base de dados do Sicovem com outras da administração pública federal, há registros até mesmo de venda de munição a pessoas já falecidas._

_Como sério agravante dessa ausência de controle, destacamos que cresceu muito, no governo Bolsonaro, a quantidade de munições que podiam ser compradas por civis e militares._

_Com efeito, a Portaria Interministerial n° 412/GM-MD, de 27 de janeiro de 2020, ampliou demasiadamente os quantitativos máximos de munições passíveis de aquisição pelos integrantes dos órgãos de segurança pública e pelas pessoas físicas autorizadas a adquirir ou portar arma de fogo._

_Tal Portaria, assinada pelos então Ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, quadruplicou o número de munições permitidas para compra por civis que têm posse ou porte de arma. A quantidade máxima passou de 50 para 200 por ano por ano a cada arma de fogo. Esse montante equivale a uma média de quatro tiros por semana por arma a cada ano, lembrando que temos mais de 350 mil armas registradas no país, segundo dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação pelo Instituto Sou da Paz._

_Houve, assim, em tempos recentes, um grande descontrole e aumento da venda de armas e munições no país._

_Muito embora o governo Lula já tenha restringido, por decreto, esse número de munições de 200, ao ano, para 50, ao ano, a falta de um controle mais rigoroso sobre a comercialização parece persistir._


Face ao exposto, pedimos a aprovação do presente requerimento.


Sala das Sessões, 2024

Deputado Zeca Dirceu/PT.PR

sexta-feira, 24 de março de 2023

A MINA DE OURO DA MILÍCIA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

A MINA DE OURO DA MILÍCIA

Cerca de mil armas foram apreendidas em Nova Iguaçu, um recorde da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Imaginaram o desespero do clã Bolsonaro, com esse prejuízo gigante para as milícias da sua zona de influência na capital carioca?


PF realiza maior apreensão da história: “Destino das armas eram milícias e facções do Rio de Janeiro”

Foto: PF

Na última sexta-feira (17), a Polícia Federal divulgou imagens da apreensão de cerca de mil armas na Operação Desarmada 3, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, e afirmou que a ação realizada na última quarta-feira (15) foi a maior apreensão de armas já realizada em toda a história da corporação.

A região da baixada fluminense onde as armas foram apreendidas vive com forte influência das facções criminosas, escritórios do crime e da milícia.

As armas ainda eram contabilizadas e catalogadas pela Polícia Federal nesta sexta, mas a PF afirmou que são cerca de mil. Entre elas, estão cinco fuzis, três metralhadoras Uzi, diversas carabinas, pistolas, revólver, entre outros, além de milhares de unidades de munição.

O objetivo era apreender o restante do armamento irregular pertencente ao grupo alvo da Operação Desarmada (1 e 2), deflagrada em 15 de fevereiro, no mesmo município, com apreensão de 80 armas.

O alvo são duas lojas que vendiam ilegalmente o arsenal, segundo a investigação.

Na ação desta quarta, policiais federais lotados na Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas cumpriram um mandado de busca e apreensão, deferido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu.
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terça-feira, 12 de outubro de 2021

Moleque trepadão * Sergio Vaz

 MOLEQUE TREPADÃO

“Esses dias tinha um moleque na quebrada com uma arma de quase 400 páginas na mão. Uma minas cheirando prosa, uns acendendo poesia. Um cara sem nike no pé indo para o trampo com o zóio vermelho de tanto ler no ônibus. Uns tiozinho e umas tiazinha no sarau enchendo a cara de poemas. Depois saíram vomitando versos na calçada. O tráfico de informação não para, uns estão saindo algemado aos diplomas depois de experimentarem umas pílulas de sabedoria. As famílias, coniventes, estão em êxtase. Esses vidas mansas estão esvaziando as cadeias e desempregando os Datenas. A Vida não é mesmo loka?".


Poeta Sergio Vaz.