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segunda-feira, 15 de abril de 2024

A BESTA DO FASCISMO NÃO DORME * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

A BESTA DO FASCISMO NÃO DORME

"Bolsonaro - embora se trate de um anormal, vitorioso na eleição ou no golpe implantaria uma ditadura que nos faria sentir saudade dos militares."
DOSSIE BOLSONARO NAZISTA

*A AMEAÇA – AINDA – SEM NOME*

*Ruy Castro*

Nos anos 1930, o mundo tremia ao ouvir falar do Comintern, a Internacional Comunista. Hoje, sem nome, há uma Internacional da Extrema Direita, e o mundo ainda não se tocou. Ela já detém o governo na Itália, Polônia, Hungria e Holanda. Integra ou apoia o governo na Finlândia, Suécia e Grécia. Cresce a galope na França. Chegou perto nas eleições em Portugal e Espanha. Pândega ou trágica, venceu na Argentina. Promove o terror na Alemanha, no Canadá e na Nova Zelândia. E os EUA podem ter Trump de volta.

No Brasil, Bolsonaro tem processos e acusações suficientes para enjaulá-lo por 500 anos. Isso ainda não aconteceu porque a Justiça tem de seguir o seu curso "normal" —embora se trate de um anormal que, vitorioso na eleição ou no golpe, implantaria uma ditadura que nos faria sentir saudade dos militares. Daí, Bolsonaro continua à solta, arrotando ameaças e pautando a imprensa.

A extrema direita tem uma receita universal. Populismo, nacionalismo, discurso moral e religioso. Xenofobia, repúdio a imigrantes e racismo. Desprezo pelos partidos e pregação da antipolítica. Domesticação ou fechamento do Judiciário. População armada. Antiliberalismo. Negacionismo. Rejeição às teses identitárias e rancor contra artistas e intelectuais. E, com o apoio de seus zumbis nas redes sociais, disseminação de fake news, discurso de ódio com ameaças físicas e inversão de conceitos —falam de "liberdade", "democracia" e "eleições limpas" e, quando no poder, esses valores são os primeiros a serem cancelados.

Elon Musk, o Führer das plataformas digitais, encarna esse programa. Seu desacato ao Brasil poderia ter sido ditado por Bolsonaro. Mais cedo do que pensamos, o mundo pagará caro por essa tecnologia sem pátria e sem freios.

O Comintern fracassou em tudo e acabou em 1943. A Internacional da Extrema Direita apenas começou e, aos poucos, vai ganhando todas.
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sábado, 13 de abril de 2024

UMA TOURNÉ DE CRIMINOSOS * Federação Árabe Palestina do Brasil/FEPAL

UMA TOURNÉ DE CRIMINOSOS

(*Kehilat Or Israel*
 (comunidade brasileira em Israel) e a *Gmach Brasil*, outro grupo da comunidade brasileira judaica, teriam custeado as despesas dos dois governadores. Detalhe: estas organizações arrecadam fundos para *comprar armas e equipamentos para o exército de “israel”*, com campanhas de arrecadação em pleno genocídio para apoiá-lo. Ou seja: não apenas apoiam e visitam o comandante do genocídio em curso, como *tiveram suas despesas pagas por organizações que financiam o genocídio*. Portanto, estão envolvidos na prática de CRIMES DE GUERRA. NÃO DEVERIAM SER CASSADOS? SOMANDO ISSO AOS CRIMES QUE ESTÃO COMETENDO CONTRA NOSSO POVO NÃO É O SUFICIENTE PARA SEREM ESCURRAÇADOS DA VIDA PÚBLICA?)
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Uma viagem estranha, que teve por objetivo inicial prestar apoio e solidariedade à política genocida e colonial, que já matou mais de 40 mil civis na Palestina, considerando os entre 8 mil e 10 mil desaparecidos sob os escombros, com tempo para visitas oficiais ao primeiro-ministro e ao chefe da diplomacia sionista, é como pode ser definida a ida dos governadores paulista e goiano, Ronaldo Caiado (União Brasil – GO) e Tarcísio Freitas (PL-SP) respectivamente, a “israel” em tempos de genocídio televisionado, entre os dias 17 e 21 de março.

A princípio foi divulgado que os dois governadores teriam sido convidados pelas organizações da Kehilat Or Israel (comunidade brasileira em Israel) e a Gmach Brasil, outro grupo da comunidade brasileira judaica. Mas dias antes do embarque foi noticiado que o governo de Israel, através de seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, oficializou o convite para uma agenda oficial, sendo isso o que fora publicado pelas respectivas comunicações de seus estados.

É importante frisar que esta reportagem foi produzida a partir de dados abertos, disponíveis ao público na internet, bem como apuração junto às organizações citadas e aos governos estaduais implicados.

No passeio, Caiado e Tarcísio, inicialmente, visitaram áreas atacadas pelo Hamas em 7 de outubro do ano passado, depois o Museu do Holocausto, e cumpriram agenda conjunta no encontro com Netanyahu e Israel Katz, o linguarudo ministro de Relações Exteriores de Israel, e de negócios ao visitarem a sede da Indústrias Aeroespaciais Israelenses, que fornece tecnologias para defesa espacial, aérea, terrestre, naval, cibernética e interna. Também houve visita ao Ministério da Defesa de Israel para um encontro com representantes do Sibat, organismo para cooperação internacional em defesa, seguido de almoço no mesmo MRE. Tarcísio Freitas também visitou as sedes das startups OrCam, que atua em acessibilidade, e Mobileye, voltada a inovações em mobilidade.

A desumanização do outro

Mas voltemos às organizações Kehilat Or Israel e Gmach Brasil. Bem, ambas são sediadas em Israel, na cidade de Ra’anana, que tem 73.100 habitantes e é situada no distrito Central, na Região Sarom, distante cerca de 20 quilômetros de Tel Aviv. Essas duas organizações, no momento, promovem o Projeto Charvot Barzel, uma iniciativa que visa distribuir alimentos e suprimentos para ajudar famílias afetadas após 7 de outubro, bem compra de equipamentos táticos para as forças armadas israelenses. No site da Kehilat Or Israel são informadas duas formas para a doação financeira para a compra de capacetes tipo 1755 e para coletes balísticos 2925. A primeira é para uma conta do Banco Mizrahi, em nome da Gmach Brazil, e a segunda é para uma conta no Brasil, no Banco Bradesco, em nome da Associação Beneficente Cultural Religiosa Mizrachi do Brasil (https://www.kehilatorisrael.com/general-5).

Enquanto isso, do outro lado do muro, na Faixa de Gaza, mais de 2 milhões de pessoas sofrem com a fome e deslocamento, em meio a bombardeios de Israel que já mataram oficialmente 33.634 pessoas (quase 42 mil com as desaparecidas), das quais mais de 14.116 são crianças (mais de 18 mil contadas as desaparecidas) e quase 10 mil são mulheres, além dos já mais 80 mil feridos, números atualizados para 8 de abril conforme dados do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários e do Ministério da Saúde da Palestina. Somente em Rafah, 1/6 da minúscula Gaza, que tem apenas 365 km², isto é, perto de 20% apenas do tamanho da cidade de São Paulo, mais de 1 milhão de palestinos estão amontados, grande parte feridos com gravidade ou mutilados e sem tratamento ou medicamentos, aguardando ajuda humanitária. Esta segue impedida de ingressar no território por Israel.

Dinheiro de doações

Em vídeo publicado no perfil da comunidade Gmach Brasil, pode-se observar um dos líderes da entidade, Nilton Migdal, portando um fuzil, orgulhoso e mostrando um colete balístico, resultado das doações. Migdal se apresenta como consultor de segurança privada e é sócio-administrador da Migdal Consulting Consultoria em Segurança LTDA, empresa sediada na cidade de São Paulo. Sua alegação para o colete que ostenta é de que o teria recebido para se proteger nas rondas que faz pela Polícia de Fronteira de Israel, a Mishmar HaGvul (https://www.instagram.com/p/C5YZhTOszoa/).

Ele costuma aparecer em programas da TV aberta dando pitacos sobre segurança condominial (https://www.migdalconsulting.com.br/migdal-midia).

Em vídeos no Instagram, no perfil da Kehliat, aparece pedindo contribuições para a campanha de doações de equipamentos táticos, defendendo, abertamente, que estas são necessárias para “terminar o serviço contra o Hamas e talvez contra o Hezbollah” (https://www.instagram.com/p/C5FxAi8sPhq/).

Migdal mantém um perfil numa plataforma de doações, a CauseMatch, em que pede doações para Kehliat, com arrecadação ILS 10.318,00, pela moeda israelense, o Novo Shekel, o equivalente a mais de R$ 13 mil (https://causematch.com/Or-Israel2022-pt/46408/).

Em 27 de novembro do ano passado, o mesmo Nilton Migdal anunciava no Instagram a arrecadação de mais de ILS 1 milhão, cerca de R$ 1,3 milhão (https://www.instagram.com/p/C0KG7i9MTG9/).

Outra liderança do Kehilat or Israel é Alberto Rabinovitsch, um carioca radicado há sete anos em Israel, residente em Petah Tikva, aproximadamente 10 km de Tel Aviv. Rabinovitsch foi o cicerone dos governadores Ronaldo Caiado e Tarcísio Freitas e orgulhosamente posa para fotos com ambos (https://www.instagram.com/p/C4pBlFtIuy-/).

Perguntas sem respostas

Esta reportagem tentou contato com a Kehliat or Israel, encaminhando perguntas para o e-mail disponibilizado no site da organização, mas não obteve nenhum tipo de retorno. As questões encaminhadas foram as seguintes:

1 – Quanto já foi arrecadado até o momento e qual a quantidade de equipamentos táticos distribuídos aos soldados das IDF pela campanha de apoio aos soldados da linha de frente?

2 – Esse material é comprado no Brasil, é de fabricação brasileira, qual o fornecedor? Se for do exterior, qual a origem?

3 – Por ser um recurso obtido de doação, há alguma isenção do governo brasileiro na remessa para Israel?

4 – O Estado de Israel está em dificuldades para oferecer esses equipamentos aos seus soldados?

5 – Afinal, quem custeou a visita dos governadores dos estados de Goiás e São Paulo, Ronaldo Caiado e Tarcísio Freitas?

6 – Os governadores prometeram algum tipo de doação de equipamentos táticos para os soldados de Israel?

Quem pagou e quanto foi a conta do passeio a Israel?

Em contato com a comunicação do governo de Goiás, nos foi informado que a viagem de Caiado foi paga pela Kehilat Or Israel. “O governador Ronaldo Caiado realizou agenda oficial em Israel a convite do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. As despesas de viagem do governador e do ajudante de ordens foram pagas pela comunidade judaica brasileira Kehilat Or Israel”, informou oficialmente o Governo do Estado de Goiás.

A reportagem também perguntou se o governador Caiado firmou algum acordo com Israel ou alguma empresa do país. A resposta foi negativa, citando que já existe um acordo de cooperação entre os entes na área agrícola, que prevê ainda a troca de informações e compartilhamento de novas tecnologias que aperfeiçoariam o Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã.

Recentemente, em 2 de abril, representantes da Subsecretaria de Políticas para Cidades e Transporte da Secretaria Geral de Governo do Estado de Goiás (SGG), da Metrobus e da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) participaram de reunião com o gerente-geral da empresa israelense Optibus, Ronne van Avraham, que se apresenta como líder em soluções de Inteligência Artificial para o planejamento operacional de transportes. O encontro foi realizado no prédio da Antiga Chefatura de Polícia, na Praça Cívica, em Goiânia (https://brilchamber.org.br/governo-de-goias-conhecem-tecnologia-israelense-de-transporte-coletivo/).

Isso mostra, mais uma vez, o grau de cooperação e simbiose existentes entre governadores da extrema-direita brasileira com o estado e empresariado de Israel. O Brasil, pelo visto, se tornou uma “Meca” de negócios para os israelenses de extrema-direita.

Por sua vez, o governo do Estado de São Paulo não respondeu aos mesmos questionamentos encaminhados pela reportagem.

Viajar para Israel não é nada barato. As passagens áreas variam entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Além disso, existem as despesas com hospedagem e deslocamentos. Certamente, os governadores não se hospedaram em hoteis menos categorizados e baratos em suas estadias em Israel. Será que a Kehliat or Israel, que está em campanha de arrecadação de fundos para apoiar o que o estado de Israel, pelo visto, não está conseguindo oferecer, como capacetes e coletes balísticos aos seus soldados, usou esses recursos para o “passeio” dos governadores de Goiás e São Paulo?

Além disso, o que fica bem claro é que os participantes desses grupos voluntários de brasileiros em Israel, integrantes da Gmach Brasil e da Kehliat or Israel, possuem um engajamento político com integrantes da extrema-direita brasileira, que atualmente apresenta Ronaldo Caiado e Tarcísio Freitas como alternativas à liderança de seu campo político no Brasil. Não é à toa que foram convidados pelo genocida Netanyahu para uma visita oficial.
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terça-feira, 2 de abril de 2024

GOLPE MILITAR, MARIELLE E O CRIME ORGANIZADO * Por: IHU e Baleia Comunicação

GOLPE MILITAR, MARIELLE E O CRIME ORGANIZADO
Por: IHU e Baleia Comunicação | 01 Abril 2024

Desde que a Polícia Federal divulgou o relatório final da investigação apontando os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, bem como o delegado Rivaldo Barbosa, responsável pelas investigações iniciais, como mandantes e artífice do crime, há uma sensação de justiçamento. Mas o caso é mais complexo.

“O caso Marielle é um ponto, uma batalha vencida no meio de uma guerra gigantesca, onde há inúmeros casos de disputas, assassinatos, homicídios, atuação miliciana brutal, violenta, desaparecimento forçado”, pondera o professor e pesquisador da UFRRJ, José Cláudio Souza Alves. “O grande problema não é o caso da Marielle em si; é todo o resto que está para além do caso Marielle e que, se ficarmos agora conversando sobre o caso, não vamos pensar e refletir sobre todo o resto que existe”, complementa.

Quando olhamos o caso em perspectiva com a Intervenção Federal, em que o general Braga Netto assumiu a segurança pública do Rio de Janeiro e nomeou um dos artífices do assassinato da ex-vereadora carioca e seu motorista, recordamo-nos de histórias perversas do regime militar e dos esquadrões da morte.

A revelação dos nomes dos artífices do crime contra a vereadora carioca e seu motorista ocorre aproximadamente uma semana antes da data que completa 60 anos do Golpe Civil-Militar de 1964. O assassinato ocorreu sob Intervenção Federal na segurança pública do Rio de Janeiro, sob o comando do general Braga Netto. Mas a escolha do governo federal diante desse contexto, ao invés de encarar a ferida aberta da ditadura no Brasil, foi a de colocar panos quentes.

“A tutela militar sobre o governo civil permanece, não se iludam. Solicitar aos ministérios todos a não memória, a não recordação, a não lembrança dos 60 anos do Golpe Militar, em mensagem enviada pelo atual presidente da República, revela muito essa subjugação do poder civil atual à tutela militar no Brasil”, critica o pesquisador. “Como estudo grupos de extermínio, sei que eles foram criados na ditadura militar a partir do Golpe Empresarial-Militar de 1964, sei muito bem que milicos e milícias estabelecem uma relação muito forte entre si, de modo que a relação entre a canalha assassina e os nobres generais é algo antiquíssimo”, acrescenta.

CONTINUA

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

MILICIANO NÃO É CIDADÃO * CEP Magalhães/SP

MILICIANO NÃO É CIDADÃO
Milícias como projeto de disputa e conquista do estado brasileiro, pelos fascistas.

A repressão armada em São Paulo feita pelos soldados profissionais da corporação militar travestida de polícia PM (Prontos pra Matar) nas senzalas (favelas e periferias), a título de combater o crime organizado, na verdade é para retirar dos locais os donos do pedaço ligados ao tráfico, aos PCCs da vida etc. para instalar, semelhante ao que foi feito e continua sendo feito no Rio, as milícias.

Essas organizações não são apenas criminosas, viraram apêndices importantes na disputa política pelo poder, dos governos, assembleias estaduais, câmaras municipais, congresso nacional e mesmo da presidência do país. É parte importante do projeto de disputa e conquista do poder de Estado no Brasil pelos fascistas, via eleição e/ou golpe...

O crescimento das milícias no estado de São Paulo faz parte deste projeto da direita fascista. O governador Tarcísio de Freitas é, provavelmente, a figura mais importante neste cenário de tomada de poder. Provavelmente acontecerá o mesmo em Minas Gerais sob o governo do Zema, um notório fascista, que também incentiva o milicianato.

Se de fato acontecer, os três mais importantes e mais ricos estados da federação, São Paulo, Rio e Minas estarão sob o controle político, militar, social e econômico das milícias e sempre junto das forças armadas, especialmente do exército. O genocida é o catalisador disso tudo e se ele for preso, vira mártir pra direita, exemplo de sacrifício pelos interesses do país, uma facada maior e mais extensa da pretensa que teria recebido em Juiz de Fora...

Sabendo-se que o vertiginoso crescimento da construção civil, dos prédios em sampa e em tantas outras capitais e cidades, é uma das formas que o crime encontrou de lavar o dinheiro, a tarefa dos fascistas de ocupar e dominar o atual crime organizado por meio das milícias, torna-se objetivamente o principal objetivo do milicianato.

Desde sempre, o Capital associou-se ao crime organizado, fazendo parte dele no quesito financiador de operações, qualquer delas, para acumular mais lucros a partir do retorno do capital investido, mais juros.

O setor financeiro (farialima, bancos, agiotagem etc.) tem sido um grande e importante associado, mas sempre na surdina, na escuridão das noites. Mas não só. O OGROnegócio, empresários, políticos, militares, grande imprensa de alguma forma conhecida ou não, também se associaram informalmente ou não, aos lucros absurdos provenientes do crime, cada um do seu jeito e forma, executando tarefas pré-determinadas e específicas para se alcançar o projeto de dominação do Estado brasileiro.

Se esse projeto ganhar peso e aumentar suas influências, destruindo ou cooptando as atuais organizações criminosas tipo PCCs da vida (sempre há a possibilidade de acontecer algum acordo, desde que o projeto de poder fascista, via milícias, seja o principal objetivo), ocupando as favelas/periferias da vida associados ao crescimentos dos templos pentecostais, a questão segurança pública deixará de ser tão importante e se tornará uma questão de defesa da democracia a qualquer custo. Como fazer isso é a grande dúvida.

domingo, 3 de setembro de 2023

QUEM PARIU BOLSONARO * Jair de Souza/RJ

QUEM PARIU BOLSONARO
Jair de Souza

Por que devemos continuar empregando o termo bolsonarismo?

Justificativas linguístico-filosóficas para o emprego do termo bolsonarismo

Muita gente tem reclamado do uso do termo “bolsonarismo” para fazer referência à corrente política de extrema direita que começou a ganhar destaque em nosso país a partir de meados da década passada.

O que se costuma alegar para justificar tal contrariedade é, fundamentalmente, o fato de que a pessoa de cujo nome o termo se deriva não contaria com a envergadura requerida para ser reconhecido como o idealizador de uma corrente de pensamento político.

De acordo com quem levanta esta objeção, não é justo que um sujeito tão inculto, tosco, falto de caráter e desprovido de qualquer brilhantismo intelectual venha a gozar de uma importância tão significativa a ponto de ter seu próprio nome servindo como base para a designação de uma linha de visão política, seja ela de que orientação for.

É inegável que, se os critérios a respeitar nesta questão forem realmente os mencionados no parágrafo anterior, seríamos forçados a reconhecer que os que levantam essa objeção estão cobertos de razão.

Não há dúvidas de que o ex-capitão que é visto como a Alma Mater do bolsonarismo pode ser considerado um dos políticos mais abjetos de que se tem notícia no cenário político brasileiro desde tempos imemoriais. Afora a circunstância de ter sido eternamente arredio ao trabalho, ele jamais se envolveu em nenhuma atividade que não fosse exclusivamente em seu próprio benefício.

Além do mais, sua cultura e sua capacidade intelectual nunca foram seus pontos fortes, muito pelo contrário.
Em vista do que expusemos até o momento, não deveríamos evitar recorrer a essa designação daqui para frente?

Não está mais do que evidente que alguém com qualificações tão escabrosas não é merecedor de ser fonte para a nomeação de nenhuma força atuante no jogo social?

Bem, embora eu tenha ciência de que vou frustrar as expectativas de várias pessoas, quero deixar bem claro que sou favorável a que não apenas continuemos a empregar a expressão, senão que passemos a utilizá-la com muito mais frequência.

As justificativas para este meu posicionamento é o que vou me esforçar por explicar nas seguintes linhas.
Em primeiro lugar, precisamos entender que, neste caso específico, esta expressão não tem o objetivo de louvar aquele de quem ela etimologicamente se derivou, e sim o de desmascarar a todos os que engendraram a monstruosidade e depravação que ela carrega consigo.

Em outras palavras, ao escrevê-la ou proferi-la oralmente e vinculá-la com certas pessoas ou grupos, nossa intenção é revelar toda a podridão que caracteriza aos que com ela estão associados.

De modo nenhum almejamos equiparar um energúmeno a um filósofo gestador de uma nova maneira de sentir e refletir o mundo em que estamos inseridos, ou seja, devemos considerar sua aplicação como uma severa punição daqueles que são, em realidade, os responsáveis pela existência de todas as mazelas que o termo simboliza e transmite.

Não nos iludamos, não foi o ex-capitão miliciano o inventor das monstruosidades com as quais sua imagem está indissoluvelmente ligada.

A bem da verdade, ele é o fruto mais completo de toda a sordidez comportamental e de caráter que vem marcando nossas classes dominantes desde os primórdios de nossa constituição como sociedade.

Portanto, mesmo sem ser criador de nada, sua figura reflete todas as aberrações cultivadas e praticadas pelos setores que sempre agiram como senhores absolutos de tudo e de todos.
À continuação, vamos tentar expor e elucidar as principais características do bolsonarismo.

Em sua base, está um furibundo ódio contra as maiorias populares e uma profunda aversão a tudo que possa favorecer as camadas mais despossuídas.

Em consequência, sempre houve uma enorme resistência a qualquer medida que viesse a contribuir para diminuir o nível de desigualdade social. Este traço tem se evidenciado em nossas terras desde os primórdios da colonização europeia.

Não podemos nos esquecer que, com a chegada dos colonos portugueses, instalou-se por aqui um regime de cruel exploração, com a coisificação da mão de obra aborígene e daquela trazida da África na condição de escravos.

No entanto, com o passar do tempo, este ódio ao povo não deixou de existir. Tão somente adquiriu novas facetas e até se acentuou.

Hoje em dia, esta ira histórica contra os menos privilegiados continua presente e permanece como um dos fundamentos de nossos exploradores e, como não poderia deixar de ser, do bolsonarismo.

Em segundo lugar, mas não menos importante para sua constituição, está a hipocrisia. Seria impossível definir o bolsonarismo sem levar em conta este fator.

Porém, uma vez mais, não foi o ex-capitão e nem seus aduladores mais achegados os introdutores do hábito de fingir e falsear posicionamentos para levar vantagens na vida política de nosso país.

Poderíamos, sim, dizer que o bolsonarismo conseguiu a proeza de sintetizar e potencializar quase todas as variantes de hipocrisia que há muito vêm sendo destiladas em profusão por nossas classes dominantes.

Em suma, ele tão somente se transformou no desaguadouro natural das variadas torrentes de manipulação farsante de cunhos pseudo-nacionalista, pseudo-moral, pseudo-cristão, entre outros, oriundas dos eternos sanguessugas da nação brasileira.

Sabemos que o bolsonarismo foi gestado nas casernas e nos círculos de militares retirados inconformados com a possibilidade de acerto de contas com a Comissão da Verdade criada por Dilma Rousseff. Para ganhar musculatura, se apropriaram das cores de nossa bandeira e dos símbolos nacionais.

Por isso, tornou-se corriqueiro em manifestações bolsonaristas o vestir camisetas verde-amarelas de nossa seleção de futebol, cantar o hino nacional e bradar loas à Pátria.

Tudo isso para justificar a entrega de nossas reservas petrolíferas às multinacionais gringas, o desmantelamento e inviabilização da Petrobrás, a privatização e transferência da Eletrobrás a grupos capitalistas estrangeiros e nacionais, e por aí vai.

Ou seja, nunca antes os símbolos da Pátria tinham sido manipulados tão descaradamente para favorecer nossa espoliação e submissão aos desígnios de potências estrangeiras.

 Porém, o bolsonarismo foi reflexo e consequência de um espírito entreguista de longa data, e não a razão causante do mesmo.
Como exemplo do moralismo hipócrita que permeia os meios de comunicação corporativos do Brasil, é fundamental observar como esses órgãos atuaram para ancorar e fortalecer o lavajatismo-morismo e sua pretensa luta contra a corrupção.

Agora, já está mais do que comprovado que o lavajatismo-morismo foi um dos mais nefastos instrumentos arquitetados pelas forças do imperialismo e do grande capital local para travar o avanço de nosso país pelos caminhos da soberania nacional.

Sob o pretexto de combater a corrupção, esses meios se lançaram com tudo na campanha de endeusamento do ex-juiz suspeito Sergio Moro e a justificação de todas as arbitrariedades por ele cometidas.

Além de destruir grande parte da infraestrutura industrial do Brasil, de causar e expandir a miséria como nunca antes a todos os rincões de nossa pátria, o lavajatismo-morismo acabou se mostrando como uma das mais insidiosas máquinas de corrupção de toda nossa história, estando envolvido em desvios ilegais que ultrapassariam a casa dos dois bilhões de reais.

Em outras palavras, o lavajatismo-morismo levava em seu bojo a hipocrisia típica de nossas classes dominantes. Cresceu e se nutriu com base no apoio total e articulado da rede Globo e do restante da mídia corporativa.

Atuou sempre em consonância com os interesses das classes que o patrocinaram. Em decorrência, como não podia deixar de ser, o lavajatismo-morismo ajudou a abrir as portas para a chegada do bolsonarismo ao comando do Estado.

Para sacramentar essa questão da hipocrisia, convém escrever algumas palavras sobre a mais significativa fonte de sustentação numérica de massas do bolsonarismo: as igrejas ditas evangélicas, mormente as neopentecostais.

Neste caso, temos o mais flagrante descaramento de ver como se usa o nome de Jesus para defender tudo aquilo contra o que o próprio Jesus lutou durante toda sua vida.

Os capitalistas donos dessas igrejas não se envergonham de passar a seus seguidores a ideia de um Jesus avarento, sequioso por dinheiro, vingativo, guerreirista e profundamente preconceituoso. Ou seja, procuram transformar a imagem de Jesus em algo completamente contrário ao que Jesus foi.

São essas igrejas que dão ao bolsonarismo uma certa expressividade numérica junto ao povo. Essas igrejas neopentecostais bolsonaristas recebem aos que vão a procura da bondade de Jesus e procuram reencaminhá-los na rota do diabo.

Por tudo o que argumentamos até este ponto, defendemos que o termo bolsonarismo continue sendo usado para fazer referência a toda a podridão de nossas classes dominantes.

Entendo isto como uma maneira de puni-los por todo o mal que vêm causando a nosso povo.

*Jair de Souza é economista formado pela UFRJ; mestre em linguística também pela UFRJ.
Paulo Henrique Amorim
Senador Fabiano Contarato.PT/ES
ALEXANDRE DE MORAIS

sexta-feira, 24 de março de 2023

A MINA DE OURO DA MILÍCIA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

A MINA DE OURO DA MILÍCIA

Cerca de mil armas foram apreendidas em Nova Iguaçu, um recorde da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Imaginaram o desespero do clã Bolsonaro, com esse prejuízo gigante para as milícias da sua zona de influência na capital carioca?


PF realiza maior apreensão da história: “Destino das armas eram milícias e facções do Rio de Janeiro”

Foto: PF

Na última sexta-feira (17), a Polícia Federal divulgou imagens da apreensão de cerca de mil armas na Operação Desarmada 3, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, e afirmou que a ação realizada na última quarta-feira (15) foi a maior apreensão de armas já realizada em toda a história da corporação.

A região da baixada fluminense onde as armas foram apreendidas vive com forte influência das facções criminosas, escritórios do crime e da milícia.

As armas ainda eram contabilizadas e catalogadas pela Polícia Federal nesta sexta, mas a PF afirmou que são cerca de mil. Entre elas, estão cinco fuzis, três metralhadoras Uzi, diversas carabinas, pistolas, revólver, entre outros, além de milhares de unidades de munição.

O objetivo era apreender o restante do armamento irregular pertencente ao grupo alvo da Operação Desarmada (1 e 2), deflagrada em 15 de fevereiro, no mesmo município, com apreensão de 80 armas.

O alvo são duas lojas que vendiam ilegalmente o arsenal, segundo a investigação.

Na ação desta quarta, policiais federais lotados na Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas cumpriram um mandado de busca e apreensão, deferido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu.
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terça-feira, 21 de março de 2023

RAIO X DOS ATENTADOS NO RN * Pedro Chê - Policiais Antifascistas/RN

RAIO X DOS ATENTADOS NO RN 
PEDRO CHÊ
As principais visões sobre os atentados no Rio Grande do Norte, realizados pelo Crime Organizado, aprentadas aqui pelo youtuber PEDRO CHÊ, membro do Movimento Policiais Antifascistas e colunista da Revista Fórum.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

A NATUREZA DAS FORÇAS ARMADAS BRAZILEIRAS, ESPECIALMENTE O EXÉRCITO * Carlos Eduardo Pestana Magalhães - SP

A NATUREZA DAS FORÇAS ARMADAS BRAZILEIRAS, ESPECIALMENTE O EXÉRCITO
Carlos Eduardo Pestana Magalhães - SP

As forças armadas brazileiras, especialmente o exército, só tem uma função neste país que nunca foi uma nação, mas sempre uma grande propriedade rural baseada na eterna escravidão. Dar golpes de estado para proteger os proprietários, os latifundiários, a casa grande, as oligarquias, o OGROnegócio e os bancos. O resto é conversa pra boi dormir...

Para isso, tendo o controle das armas, verdadeiros brinquedinhos para matar, os militares desenvolveram ao longo das décadas as mais variadas técnicas de repressão, de torturas, de assassinatos, de desaparecimento dos corpos, tudo isso de forma violenta, desumana e cruel. Nunca existiu povo brasileiro para os militares. Só o inimigo interno a ser destruído, controlado, uma terra ocupada militarmente por quem deveria proteger o país e sua população.

Para os militares só existem os ricos, os brancos, as classes dominantes e suas elites. Nunca existiu defesa da soberania, das fronteiras, da bandeira, da constituição - por sinal, ela foi e continua sendo estuprada continuamente durante todo este tempo de existência do exército. Representam uma casta à parte dos demais brasileiros. São a modernização dos jagunços, dos capitães-do-mato na eterna função de perseguir, prender, torturar e matar os escravos de sempre.

São brazileiros mercenários que vivem às custas do trabalho, dos impostos, se consideram superiores a todos, criaram uma imagem de defensores da moral e dos bons costumes, coisas que não tem e nunca tiveram desde a criação. Só respeitam a corporação militar, nada mais. Claro que existem militares que não aceitam essa característica, mas são poucos...

Não tem e nunca tiveram nenhum respeito pela democracia, ao contrário são por essência e excelência, profundamente antidemocráticos, totalmente proto fascistas, só se sentem bem nas ditaduras. E quanto mais cruel e sanguinária, melhor para eles. As escolas militares do exército, da marinha e da aeronáutica se incumbem de criar na mentalidade dos oficiais essa fantasia de serem seres especiais, de estarem em eterno combate contra o comunismo, mas principalmente de terem direito quase divino de serem os guardiões do país, um espécie de poder moderador da república, poder este inexistente em qualquer república democrática pelo mundo. Na verdade, esses milicos aprendem desde cedo que a corporação militar só existe para controlar o Estado.

É uma espécie de partido político formado para tomar governos, basicamente por meio de golpes. É a grande marca das forças armadas, do exército em especial, no Brazil. Vale sempre lembrar, que a proclamação da república (15 de novembro de 1889) se deu por meio de um golpe militar e desde então, esta prática continua até hoje...

Portanto, os grupos que se reuniram em frente dos quartéis querendo a volta da ditadura militar são sim grupos dispostos a fazerem qualquer terrorismo, qualquer atentado. Foram e continuam sendo estimulados, preparados, armados pelos militares que em nenhum momento aceitaram o resultado das urnas. Se não puderem fazer nada agora, o que não quer dizer que não tentarão fazer alguma coisa (as duas bombas em Brasília é apenas um indício), terão todo o governo do Lula ou parte dele, para darem algum tipo de golpe.

Como na história do escorpião e do sapo, as forças armadas brazileiras, especialmente o exército, não podem nunca irem contra a sua natureza golpista, mercenária, destrutiva, antidemocrática, torturadora, assassina, corrupta, estupradora etc. Jamais. O resto é história pra boi dormir... e morrer...
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

GEORGE WASHINGTON TERRORISTA * Fátima de Lima Pinel/Pátria Latina & Alceu Castilho/IBI

GEORGE WASHINGTON TERRORISTA

Qual a atividade econômica de George Washington, o terrorista?

Vi apenas que ele seria "empresário do ramo de gás" no Pará e decidi fuçar um pouquinho mais. Já que os repórteres da imprensa comercial andam tão distraídos.

A empresa G W de O Sousa & CIA Ltda, ou GW Petróleo, foi aberta em 2005, em Belém. Mas não está mais no nome dele. E sim (com o mesmo CNPJ) no de Paulo Sergio Da Silva Lopes e Sebastião José de Souza. Chama-se agora Petróleos Miramar.

Posto de combustível.

Como veremos, George Washington de Oliveira Sousa faz parte de uma extensa rede de postos de combustível pelo estado do Pará e outros estados da Amazônia.

A Polícia Federal estará atenta a esses tentáculos?

O filho do terrorista achou que ia "dar merda" o pai ir para Brasília, onde ele foi preso com um arsenal de armas. George Washington, o pai, gastou R$ 170 mil com os brinquedinhos. (De onde veio esse dinheiro?)

Sigo na teia empresarial e constato que George Washington de Oliveira Sousa Filho abriu em Xinguara (PA) a empresa Cavalo de Aço Empório Gourmet. Ou G W De O Sousa Filho Restaurante.

O restaurante fica em um posto de gasolina. Seu nome, Cavalo de Aço.

Essa segunda empresa se chama Posto Cavalo de Aço Ltda. Está em nome de Francisca Alice de Sousa Reis e Michelle Tatianne Ribeiro de Sousa.

Entendo que é preciso ficar atento aos nomes. E não é que Francisca é sócia de Paulo Sérgio em uma transportadora? (Paulo Sérgio, aquele que tem hoje o posto que se chamava George Washington.)

Eles são sócios na Transportadora Patriarca Ltda, a Transpal. Com unidades em Belém, Marabá (PA), Marituba (PA), Açailândia (MA) e Santana (AP).

Estamos falando do escoamento do agronegócio e da madeira na Amazônia.

E de uma empresa autorizada a transportar cargas perigosas.

Francisca também é sócia dos postos de combustível Goiabeira, em Aurora do Pará, Super Posto Pioneiro e Auto Posto Tourão, em Tucumã (PA), Posto Vitória, em Ananindeua (PA), Auto Posto Goianésia, em Goianésia do Pará, Posto São Miguel, em São Miguel do Guamá (PA), Posto Gol, em Marabá e Ourilândia do Norte (PA), Auto Posto Pará Sul, em São Félix do Xingu (PA), Super Posto Dois Mil, em Marituba (PA), Auto Posto Parasão, em Redenção (PA), Posto Santa Clara do Rio Araguaia, em Palestina do Pará (PA), Auto Posto Vila Nova e Posto Bernardo Sayão, em Imperatriz (MA), Super Posto Dimalice, em Alto Alegre (RR), e Auto Posto Serra do Norte, em Axixá do Tocantins.

Cavalo de Aço? Tourão?

Roraima, Amapá, Maranhão, Pará, Tocantins?

Só aí já estamos em cinco dos nove estados da Amazônia Legal. E no Arco do Desmatamento.

Paulo Sérgio tem outros tantos postos e consultoria agropecuária. Sua sócia Sinelvanda de Sousa Silva, outros tantos.

Michelle Tatianne, a sócia de Francisca no Cavalo de Aço, tem sociedade com Francisca e Sinelvanda em outros tantos postos.

É uma rede de triangulações. Em torno das quais se observa a construção de um império — que passa pela logística e pela agropecuária.

George Washington, pai terrorista, e George Washington Filho não colocam mais os nomes nos postos. Washingtonzinho só mantém o restaurante Cavalo de Aço em frente do posto Cavalo de Aço.

Pergunta para a Polícia Federal: quantos são esses Cavalos de Aço e Tourões pela Amazônia?

Qual o faturamento deles?

Quais as outras atividades do grupo?

Pergunto também porque os postos de gasolina costumam estar associados a outras atividades.

Alguns têm lava-rápido também, pois não?

Como George Washington ganha a vida?

A ponto de poder ir para Brasília, durante meses, armar uma ação terrorista?

(A mando de quem? Por que as empresas não estão hoje no nome dele?)

A história que a gente vê na grande imprensa é incompleta.

Eu estou de folga e passei menos de duas horas detectando essas conexões iniciais. Suficientes para concluir que o terrorista George Washington não é um terrorista aleatório. E sim um empresário enraizado na Amazônia, por sinal muito amigo das dívidas, observem as dívidas dele, em conexão direta com outros tantos interessados na derrubada do governo Lula.

(Que promete combater a ilegalidade na Amazônia.)

Admito que esse tipo de pesquisa possa demorar um pouco mais que duas horinhas. Eu costumo fazer isso no meu trabalho e tenho uma teimosia um tanto além do normal.

Mas desconfio que uns cinco ou seis policiais igualmente teimosos possam descobrir muito mais coisas sobre George Washington e sua turma.

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sábado, 29 de outubro de 2022

FASCISMO E MILÍCIAS * Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior - SP

 FASCISMO E MILÍCIAS

Bolsonaro com Djaca, acusado de assassinar Marielle Franco
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Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior,

assistente doutor da PUC-SP.


A serpente saiu do ovo e o fascismo se implantou pelo silêncio de muitos.

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CARLA ZAMBELLI

Carla Zambelli, 
uma das maiores aliadas de Jair Bolsonaro, acaba de surtar na rua com arma em punho, colocando na cara de um cidadão!!!
ISSO É O BOLSONARISMO! É ROBERTO JEFFERSON E CARLA ZAMBELLI!
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Quando Afanásio Jazadji pedia, anos atrás, na rádio, aos seus ouvintes para que atacassem o cardeal Arns, muitos apoiaram chamando o então arcebispo de defensor de bandidos.


Quando Gil Gomes, Ratinho, Datena em programas de rádio e TV, como Cidade Alerta, Aqui e Agora, Jovem Pan inocularam, por anos, o veneno nas mentes e corações, houve indiferentismo e inércia.


Quando prenderam os democratas e alguns padres e pastores por defender os Sem-Terra, mulheres, indígenas e LGBTQIA+, muitos cristãos fingiram não ouvir o clamor dos mortos e violentados diariamente. Passaram ao largo sem ver o irmão caído. Não quiseram ser samaritanos.


Quando grupos de ultradireita como a TFP, Arautos e parte dos carismáticos e pentecostais, transformaram a religião em mercadoria, falsificando o Evangelho, e calando a profecia, muita gente achou normal.


Quando alguns padres postaram fotos com armas nas mãos, seus superiores e bispos nada fizeram. Quando o arcebispo de Aparecida defendeu a mensagem da paz contra as armas, alguns católicos enfurecidos e heréticos foram ao santuário da Mãe Aparecida atacar a sua pessoa e vilipendiar o espaço sagrado.


Cometeram crime pior do que o que diziam combater. Gritaram tanto contra o aborto e ao fim e ao cabo abortaram seus cérebros para pensar com lucidez. Se tornam marionetes manipulados pelo poder criminoso das milícias, da ultradireita semeando discórdia. Transformam um homem em mito e desprezam a realidade dos atos que esse mesmo governante pratica contra o povo diariamente.


Gritam por paz, mas carregam pedras nas mãos. Falam de patriotismo, mas ofendem nordestinos ou vozes dissonantes. Usam redes como a de whatsapp e tiktok para espalhar cizânia. Falam de Deus, mas tem corações de pedra. Dizem ser brasileiros democratas, mas gritam xenofobia e aporofobia em suas marchas e cartazes. São cegos morais e analfabetos políticos.


A cada dia buscam um bode expiatório para esconder ressentimentos e fracassos. Exigem mudanças, mas vivem mergulhados em mentiras e falácias. Não estudam a história e repetem os erros do passado. Gritam contra o comunismo acabando por ser parteiros do fascismo. Nem os seus próprios filhos ou sobrinhos aguentam mais ouví-los. Bolsonaristas se tornaram pessoas insuportáveis, sempre mais fanáticas e fundamentalistas. Cegos conduzindo cegos. Ai de quem quiser furar a bolha e tirá-los de sua alienação grotesca: será amaldiçoado.


O fascismo penetrou vagarosamente como uma bactéria mortal, a vida dos pobres e adestrou mentes para dividir e semear o joio nas igrejas e entre as famílias. Quando apresentaram em horário nobre, tantos programas tipo BBB, milhões votaram em favor da intolerância e da imoralidade durante semanas de terror e desprezo das pessoas confinadas. Quando os senhores da UDR compraram seus cargos como governadores, senadores e deputados, houve silêncio e medo.


Quando os seguidores de Jânio Quadros com seu populismo rasteiro se metamorfosearam para o malufismo, muitos o aplaudiram, especialmente dentro da classe média paulista. Quando esses malufistas assumiram o bolsonarismo fascista com apoio de juízes e promotores corruptos o povo manipulado se vestiu de verde e amarelo em atos fanáticos. Passados 40 anos do fim da ditadura militar (1985) observamos os aparelhos de Estado (governo, parlamento e judiciário) comandados em muitos Estados por milicianos. O número de cúmplices é imenso. O Centrão comanda a corrupção por dentro da máquina estatal com um criminoso orçamento secreto, usando dinheiro público em emendas secretas, enquanto 30 milhões passam fome e seguem sem vacinas básicas.


Uma pergunta não quer calar:

Quando o povo vai despertar da hibernação e sair para as ruas pedindo por justiça e paz? Quando Catilina, veremos a primavera brotar tal qual um ipê amarelo anunciando tempos democráticos? Quando vai chover justiça? Quando vai brotar paz? Quando pastores e padres deixarão de pregar pedindo dinheiro e irão defender os pobres? Quando ouviremos a voz de Deus e não do dinheiro, do capital e dos banqueiros? Quando o povo voltará a ser povo? Haverá Brasil em 2023? Há esperança? Onde foram morar a felicidade e a serenidade?


Queremos vida e paz!

Precisamos semear trigo para comer o pão da justiça e do amor. É hora de gritar e clamar. Não é momento para calar diante da dor. Se nós calarmos, as pedras gritarão! 

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ROBERTO JEFERSON

A PÉROLA DO BOLSONARISMO MACHISTA
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ROTEIRO DA NAZISTALHA

NAZIFASCISTA AFANÁSIO JAZADJI

ORGANIZAÇÃO NAZIFASCISTA CATÓLICA TFP -
TRADIÇÃO FAMÍLIA E PROPRIEDADE

PORTA-VOZ DO NAZIFASCISMO RÁDIO JOVEM PAZ

NAZIFASCISTA DATENA

NAZIFASCISTA GIL GOMES

NAZIFASCISTA RATINHO

MILÍCIA LIGA DA JUSTIÇA

ESQUADRÃO DA MORTE

COMANDO DE CAÇA AOS COMUNISTAS
CCC
ORGANIZAÇÃO NAZIFASCISTA CATÓLICA MUNDIAL
OPUS DEI
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