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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

MILICIANO NÃO É CIDADÃO * CEP Magalhães/SP

MILICIANO NÃO É CIDADÃO
Milícias como projeto de disputa e conquista do estado brasileiro, pelos fascistas.

A repressão armada em São Paulo feita pelos soldados profissionais da corporação militar travestida de polícia PM (Prontos pra Matar) nas senzalas (favelas e periferias), a título de combater o crime organizado, na verdade é para retirar dos locais os donos do pedaço ligados ao tráfico, aos PCCs da vida etc. para instalar, semelhante ao que foi feito e continua sendo feito no Rio, as milícias.

Essas organizações não são apenas criminosas, viraram apêndices importantes na disputa política pelo poder, dos governos, assembleias estaduais, câmaras municipais, congresso nacional e mesmo da presidência do país. É parte importante do projeto de disputa e conquista do poder de Estado no Brasil pelos fascistas, via eleição e/ou golpe...

O crescimento das milícias no estado de São Paulo faz parte deste projeto da direita fascista. O governador Tarcísio de Freitas é, provavelmente, a figura mais importante neste cenário de tomada de poder. Provavelmente acontecerá o mesmo em Minas Gerais sob o governo do Zema, um notório fascista, que também incentiva o milicianato.

Se de fato acontecer, os três mais importantes e mais ricos estados da federação, São Paulo, Rio e Minas estarão sob o controle político, militar, social e econômico das milícias e sempre junto das forças armadas, especialmente do exército. O genocida é o catalisador disso tudo e se ele for preso, vira mártir pra direita, exemplo de sacrifício pelos interesses do país, uma facada maior e mais extensa da pretensa que teria recebido em Juiz de Fora...

Sabendo-se que o vertiginoso crescimento da construção civil, dos prédios em sampa e em tantas outras capitais e cidades, é uma das formas que o crime encontrou de lavar o dinheiro, a tarefa dos fascistas de ocupar e dominar o atual crime organizado por meio das milícias, torna-se objetivamente o principal objetivo do milicianato.

Desde sempre, o Capital associou-se ao crime organizado, fazendo parte dele no quesito financiador de operações, qualquer delas, para acumular mais lucros a partir do retorno do capital investido, mais juros.

O setor financeiro (farialima, bancos, agiotagem etc.) tem sido um grande e importante associado, mas sempre na surdina, na escuridão das noites. Mas não só. O OGROnegócio, empresários, políticos, militares, grande imprensa de alguma forma conhecida ou não, também se associaram informalmente ou não, aos lucros absurdos provenientes do crime, cada um do seu jeito e forma, executando tarefas pré-determinadas e específicas para se alcançar o projeto de dominação do Estado brasileiro.

Se esse projeto ganhar peso e aumentar suas influências, destruindo ou cooptando as atuais organizações criminosas tipo PCCs da vida (sempre há a possibilidade de acontecer algum acordo, desde que o projeto de poder fascista, via milícias, seja o principal objetivo), ocupando as favelas/periferias da vida associados ao crescimentos dos templos pentecostais, a questão segurança pública deixará de ser tão importante e se tornará uma questão de defesa da democracia a qualquer custo. Como fazer isso é a grande dúvida.

sábado, 17 de junho de 2023

RAÍZES DA LAVAJATO * Autor desconhecido / PR

RAÍZES DA LAVAJATO
Era uma vez,os idos de 1980!!!

Havia em Londrina/PR um sujeito chamado JOSÉ JANENE.
Preste atenção neste nome!
Havia outro também que se chamava JOSÉ RICHA, guardem este nome também.
E um terceiro, muito jovem, professor de ensino fundamental, de nome ÁLVARO FERNANDES DIAS, anotem mais este nome também.
Embora Álvaro tivesse sua família em Maringá, acabou se formando em História e foi empregado como professor numa pequena escola de bairro em Londrina. Além de ser professor, iniciou-se também na política!
Naquela eleição, o PMDB fez TODOS OS GOVERNADORES DO BRASIL, por causa do voto obrigatório direto em candidatos do mesmo partido.

O PMDB elegeu também, com folga, a maioria dos Deputados e Senadores do Congresso - que optou por não eleger diretamente o Presidente.
Naquela oportunidade, JOSÉ JANENE se tornou o líder do Congresso, com poderes quase totais!
JOSÉ RICHA se tornou Governador do Estado do Paraná e o ALVARO DIAS, que era espertalhão, se torna Vereador em LONDRINA.
JOSÉ JANENE, um libanês muito esperto, montou um sistema para transferir dinheiro do Brasil ao exterior.
JOSÉ RICHA, que mandava no BANESTADO, autorizou a criação das contas CC5, pelas quais o correntista depositava em moeda nacional e podia sacar o dinheiro em qualquer agência do BANESTADO mesmo fora do país.
Neste momento o Banestado se tornou a JOIA DA COROA!

E abriu, por ordem de Richa, agências em vários outros países, a começar pelo PARAGUAI!
É lógico que para ter uma conta destas, o correntista teria que pagar uma "comissão" a um despachante para cuidar dos papéis.
Neste momento entra no jogo a controversa figura de YOUSSEF, que passou a ser esse despachante e recebia a tal "comissão"!
YOUSEEF, que era amigo de RICHA e JANENE, ficava com uma percentagem e repassava o enorme restante aos 2 criadores do esquema.
Os três libaneses amigos eram hábeis em negociatas.

O rolo ficou tão grande que chamou a atenção do Ministério Público e da Justiça, pois muitos políticos passaram a participar do esquema.
Os criadores do ESQUEMA, tiveram então que fazer um ACORDÃO, pois muitos desses políticos, altamente influentes, estavam em vias de irem pra cadeia.
Então escolheram a dedo um juiz jovem, recém-concursado, para julgar todos os casos.
O ESQUEMA envolvia MUITOS BILHÕES DE DÓLARES, fruto de roubos e desvios de dinheiro público de todos os Governos - Estaduais e Federal, Deputados, Senadores, financiadores de campanha, etc.
O nome do jovem juiz?
SÉRGIO MORO.

Todo este grupo saiu do antigo MDB velho de guerra que virou PMDB e outras origens mais obscuras.
Resumo da ópera: do julgamento que Moro fez, nenhum dos envolvidos foi preso. Aliás, ALBERTO YOUSSEF ou qualquer outro envolvido no escândalo do Banestado, não ficou um dia sequer preso !!!

Nesta altura o Governo do Estado do Paraná criou como fachada, um serviço assistencial com a desculpa de amparar as APAES.
Enormes volumes de dinheiro eram entregues a esta entidade, que não prestava conta a ninguém - para lavar a propina!!!
A APAE era uma escola privada para excepcionais, com mensalidades altíssimas, em LONDRINA.
A APAE recebia uma fortuna dessa turma, mas não tinha uma criança deficiente sequer em atendimento, pois era altamente seletiva.
Quem administrava mais de 900.000.000 de dólares todos os anos deste órgão do governo estadual?
Nada mais, nada menos que uma advogada recém-formada que se tornou de alta confiança dos criadores do ESQUEMA.

DRA. ROSANGELA MORO!
Sabe com quem é casada?
Pois é!!!! Com SERGIO MORO !!!

Faltou incluir a FAMILIA ARNS!!
FLAVIO ARNS - Senador e amigo de ALVARO DIAS no PODEMOS, cuidava das APAES. E o Advogado MARLUS ARNS era o indicado por ROSANGELA MORO para acompanhar as delações da Lava-Jato!!!
No frigir dos ovos, o então Juiz SERGIO MORO, julgou o processo e os personagens desta história!
JANENE morreu sem ser punido; RICHA morreu sem ser punido e deixou o filho BETO RICHA pra continuar roubando; YOUSSEF está solto e nunca foi punido; ÁLVARO DIAS nunca ficou sem cargo público e nunca foi punido!!!!
E SERGIO MORO se travestiu de santo e acha que tem direito a ser presidente da República.
Entendeu agora porque ÁLVARO DIAS apoiou MORO desde o primeiro momento, pagando a ele um salário de 24 mil reais por mês, para o ex-juiz se filiar ao partido PODEMOS?

Tudo explicado.
Com a Lava-jato, programaram outro esquema para transformar SERGIO MORO em herói e preparar o retorno desse “bando de lacaios” - com o bonito nome de “TERCEIRA VIA”, para que todos eles possam continuar mandando!!!
Aliás, como sempre fizeram!
Dá um bom filme de gangasters !!!

O GOLPE TA AI! CAI QUEM QUER!!!!
Se isso espalhar MUITO
acho que a banca pode quebrar!

sexta-feira, 24 de março de 2023

A MINA DE OURO DA MILÍCIA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

A MINA DE OURO DA MILÍCIA

Cerca de mil armas foram apreendidas em Nova Iguaçu, um recorde da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Imaginaram o desespero do clã Bolsonaro, com esse prejuízo gigante para as milícias da sua zona de influência na capital carioca?


PF realiza maior apreensão da história: “Destino das armas eram milícias e facções do Rio de Janeiro”

Foto: PF

Na última sexta-feira (17), a Polícia Federal divulgou imagens da apreensão de cerca de mil armas na Operação Desarmada 3, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, e afirmou que a ação realizada na última quarta-feira (15) foi a maior apreensão de armas já realizada em toda a história da corporação.

A região da baixada fluminense onde as armas foram apreendidas vive com forte influência das facções criminosas, escritórios do crime e da milícia.

As armas ainda eram contabilizadas e catalogadas pela Polícia Federal nesta sexta, mas a PF afirmou que são cerca de mil. Entre elas, estão cinco fuzis, três metralhadoras Uzi, diversas carabinas, pistolas, revólver, entre outros, além de milhares de unidades de munição.

O objetivo era apreender o restante do armamento irregular pertencente ao grupo alvo da Operação Desarmada (1 e 2), deflagrada em 15 de fevereiro, no mesmo município, com apreensão de 80 armas.

O alvo são duas lojas que vendiam ilegalmente o arsenal, segundo a investigação.

Na ação desta quarta, policiais federais lotados na Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas cumpriram um mandado de busca e apreensão, deferido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

TERRORISMO SEM CAUSA * Antônio de Pádua Elias de Sousa - Formiga-MG

TERRORISMO SEM CAUSA
"João 8, 32: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."


IMPRESSIONANTE 

é o termo que posso utilizar, neste momento, para expressar minha decepção e indignação com tais cenas de terrorismo e vandalismo, acontecidas dia 08/01/23, até então, num país considerado pacífico, progressista e acima de tudo, ordeiro, qual presa, em sua Constituição Federal, por sua soberania e democracia.

Num domingo, quando achamos que, as pessoas, supostamente de bem, estão com o tempo mais livre, portanto, acreditando que irão usufruí-lo para seus descansos merecidos, curtirem um passeio com a família, participarem de seus cultos religiosos, um lazer com churrasquinho e cerveja, ainda sem o tradicional jogo de futebol, acompanhados de boa música, aparecem uns idiotas, imbecis, ignorantes, pra não dizer com lavagem cerebral, se é que possuem um, servindo-se de massa de manobra, com a finalidade de mobilizar, alguns cidadãos(ãs) brasileiros(as), para em atos insanos, invadirem Brasília-DF, afrontando as leis constituídas, para depredação de patrimônios públicos, diga-se de passagem, de todos os brasileiros em nome de um “pseudo patriotismo”, fomentado por ideais neonazistas.

As perguntas que eu faço são:

- Será que essas pessoas tinham noção, ou estavam em sã consciência ao cometerem tal afronta?

- Estavam respaldadas e acobertadas para essas ações?

- Acreditavam ser imunes, e não seriam responsabilizadas? Sob qual garantia?

- Se acham superiores aos demais compatriotas?

- Ou a intuição golpista e terrorista, justifica por si só o vandalismo?

Contudo, na verdade, essa ação descabida, foi apenas uma cortina de fumaça, para encobrir o objetivo maior, qual era a usurpação da legitimidade das eleições de 2022, tentando tomar o poder à força, sob intimidação em um golpe de estado. Ledo engano.

Porém, nossas leis, apesar de apresentarem ainda algumas falhas, deverão ser utilizadas para a elucidação destes casos, punindo severamente, tanto os mentores, como os patrocinadores e seus executores, evidentemente que excluindo as crianças, que ao meu entender foram utilizadas irresponsavelmente, por seus tutores, quais deveriam responder com a perda do poder familiar – (antigo pátrio poder) alterado pelo Código Civil de 2002, pelo mal exemplo, usando-as como escudo humano, para a prática do mau.

Pois é!

Há de se apurar ao rigor das leis e aí, vou lembrar-vos a utilização indevida por um ex-presidente, que no afã de sua auto proteção, ou covardia foi se refugiar em outro país, como um menino travesso que joga a pedra e esconde a mão:

- “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” – Jo: 8-32.

Somente assim, acredito que a “ficha” deste povo cairá, voltando reinar no nosso país, a “Ordem e Progresso”, onde em seu hino nacional nos invoca:

- “Verás que um filho seu não foge à luta”...

Mas aqui ainda merece uma explicação:

Essa luta, é pela Soberania e Democracia, no Brasil e jamais de brasileiros contra seus compatriotas ou suas instituições.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Capitão Nelson! Um prefeito destruidor de conquistas! * Reinaldo Antonio.RJ

 Capitão Nelson! Um prefeito destruidor de conquistas!

Por Reinaldo Antonio.RJ

O inimigo não é a milícia. O inimigo não é o tráfico.

O inimigo é o funcionário público.


O amigo do capitão é a maioria esmagadora dos Vereadores eleitos pela população gonçalense que vota nos seus próprios carrascos.


É de espantar que muitos moradores gonçalenses, inclusive tendo pessoas de suas famílias como funcionários públicos, votaram nos seus próprios carrascos. Dá para entender?


Para termos clareza do desgoverno do capitão Nelson,  podemos fazer uma rápida cronologia de seus ataques ao funcionalismo trabalhadores do serviço público municipal- da saúde, da receita, da limpeza e conservação, da educação , do transporte, das obras,etc.

Cronologia

14 .12.2021

 O plano de carreira dos professores  foi extinto pelo Prefeito capitão  Nelson Ruas em acordo com os vereadores eleitos do município  que votaram a favor da extinção. A bancada de oposição foi contra.


Este plano era um dos melhores planos de carreira do Estado referente à Educação e estava em vigor há mais de 20 anos. Com essa ação foram extintos uma série de direitos e benefícios dos trabalhadores da Educação.



Julho de 2021

O governo  do prefeito capitão Nelson-que elegeu seu filho para deputado Estadual com votação de mais de 150 mil votos em São Gonçalo- mudou o regime de previdência dos servidores. 


O que fez? Aumentou, com votação favorável dos Vereadores eleitos pela população gonçalense que tem parentes e amigos funcionários públicos, o valor do desconto a alíquota de 11% para 14% do salário de cada funcionário.


Isto aumentou o desconto do salário no contracheque do trabalhador, diminuindo sua renda.


Como se não fosse pouco esta sacanagem política, fez com que os funcionários ,agora, tenham que trabalhar mais tempo para se aposentar, seguindo a reforma administrativa federal do governo extinto de Bolsonaro.

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Isto fez com que seja  aumentado a idade para se aposentar assim como aumentou o  tempo que o funcionário terá de contribuir para pleitear o direito à aposentadoria.

Então, mais desconto no salário -menos dinheiro no bolso e MAIS tempo de trabalho para se aposentar.


13.12.2022

Agora, o prefeito capitão Nelson Ruas, eleito pelo povo trabalhador gonçalense, dentre eles funcionários públicos municipais, REVOGOU  com os votos dos Vereadores eleitos pelo eleitor gonçalense, a Lei 050/91 Estatuto do Funcionalismo, e cria outras diretrizes funcionais, trabalhistas e salariais dentro de um novo regime jurídico.


Este novo Estatuto atinge negativamente  quem  irá  ingressar, via concurso, na Prefeitura tanto  quanto os trabalhadores temporários,  e, PRINCIPALMENTE  aos que já trabalham no serviço público municipal como funcionários efetivos concursados.


Obra concluída pelo prefeito capitão Nelson, derrotando os servidores municipais e a qualidade combalida do serviço público na cidade de São Gonçalo COM APOIO dos vereadores eleitos pelo próprio povo trabalhador gonçalense.


Merece esse prefeito e esses Vereadores uma greve geral do funcionalismo municipal pelo REVOGAÇO dessas leis.

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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

UM FASCISTA TUPINIQUIM * Pedro Cesar Batista - DF

UM FASCISTA TUPINIQUIM

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EIS A GARRA DO MILITANTE

Mais um dia começaria. Ele tinha programado outro discurso, falaria com convicção, a mesma de sempre. Antes de chegar ao plenário, encontrou no Salão Verde a deputada Maria Rosário. Partiu para cima dela aos gritos:


- “Não te estupro porque você é feia, você não merece”. 


Muitas pessoas acompanharam a ofensa. Ele foi além, a empurrou, ameaçava estapeá-la. Continuou o seu caminho, seguiu sorrindo, como se nada tivesse acontecido.


- “Teria que ter matado 30 mil, mataram pouco”, costumava falara em coletivas de imprensa lembrando a ditadura militar de 1964. Abertamente defendia que deveriam ter matado mais, - mataram pouco, afirmava sempre. Seus filhos, desde criança foram educados com essa ideia, que era preciso matar quem fosse de esquerda.


Durante a campanha eleitoral para presidente do Brasil, em um comício no Estado do Acre, pegou um suporte de microfone, imitou uma metralhadora e falou ao microfone: “Vamos fuzilar a petralhada”. A sua assistência gritava como cães raivosos.


Na Tribuna, com muito orgulho, afirmou “fui o único deputado a votar contra os direitos das empregadas domésticas”, reafirmou o que tinha dito antes, que “não empregaria mulheres com o mesmo salário”, o homem deve ganhar, pois não engravida e não precisa se afastar do trabalho por não ficar gestante, merece um salário maior.


Veio a pandemia da Covid-19, governantes em todo o mundo, orientados por pesquisadores e a Organização Mundial da Saúde deram orientações para salvar vidas. No Brasil, milhares de pessoas morriam diariamente e ele repetia: “Não sou coveiro, todos vão morrer, só os mais fortes viverão”. Ao mesmo tempo, levantava em frente à sede da residência oficial, o Palácio da Alvorada, uma caixa de ivermectina, como um troféu. Seus seguidores, sem usar máscaras, nem fazer o distanciamento, gritavam ao vê-lo levantar o remédio para matar piolhos, incentivando todos a fazerem o “tratamento preventivo”. As Forças Armadas definiram um protocolo médico, orientou os militares a tomarem o mata piolho e a cloroquina. As mortes passavam de 4 mil por dia e ele negando a pandemia, afirmava que a vacina contra a covid-19 “faria a pessoa virar jacaré”, “ficar gay”, “causar aids”. “Só se eu compra vacina na casa de sua mãe”, respondia aos que pediam vacina. Enquanto isso, durante suas lives, imitava um doente sem ar: “cof, cof, cof”.  


Certa vez, ainda deputado, durante visita a um centro israelita, no Rio de Janeiro, contou uma visita que fez a um quilombo. A seleta plateia de judeus ricos escutou: “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Nem para procriador ele serve mais", mostrando seu desprezo pelo povo negro.


“Parabéns à polícia civil do Rio de Janeiro” disse, em nome da Presidência da República, em nota oficial, logo após uma incursão da policial civil carioca, acompanhada de policiais rodoviários federais à Favela do Jacarezinho, que deixou 28 pessoas mortas. Todos negros e pobres, fuzilados na cabeça.


Em rodas de admiradores dizia que se “o filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento”, informando como combatia a orientação sexual das pessoas LGBT. “Eu sou imbrochável”, bradou durante o ato em comemoração ao bicentenário da independência, na Esplanada dos Ministérios, na Capital Federal, sendo repetido em coro por uma multidão vestida com a camisa da seleção de futebol do Brasil: “imbrochável, imbrochável, imbrochável”.


Mais uma vez, disputava uma eleição, candidato à reeleição para a Presidência da República, “nunca teve um governo tão honesto como o meu”, afirmava, sem esquecer sua máxima “Eu sonego tudo que for possível”, falava sorrindo sobre o pagamento de impostos, ao mesmo tempo que tinha decretado sigilo de 100 anos sobre seus gastos no cartão coorporativo. Sem esquecer que certa vez, perguntado sobre por que pegava o auxílio moradia da Câmara dos Deputados se possuía residência em Brasília, respondeu: para comer gente”. Sempre se assumiu como desonesto, nunca escondeu. 


O que assustava quem ouvia estes discursos era que ele tinha muitos seguidores, os quais gritavam “mito, mito, mito”, por onde ele passava, depois de finalizar seu discurso com o bordão “Brasil acima de todos, Deus acima de tudo”, ao mesmo tempo que animava seus apoiadores a se armarem, “vamos armar todo mundo”, “as minorias terão que aceitar ou serão expulsas do Brasil”.


O imbrochável animava a massa ignara quando contava que “pintou um clima com umas 3 ou 4 meninas de 14 e 15 anos”. “Nossa bandeira nunca será vermelha”, destacava sempre que destruía algum patrimônio nacional. “Eu vim para destruir”, ele disse, assim que assumiu a presidência, durante ato em Washington, ao lado de Donald Trump e fora aplaudido.


Pedro César Batista.DF

terça-feira, 14 de junho de 2022

Armas para reservistas sinalizam “Capitólio” de Bolsonaro * ALEX SOLNIK / SP

 Armas para reservistas sinalizam “Capitólio” de Bolsonaro

ALEX SOLNIK


Duas notícias apontam para a possibilidade de Bolsonaro tentar promover uma insurreição no país caso perca as eleições.

A primeira é a decisão da PM do Rio de Janeiro de distribuir pistolas e três carregadores para até 10 mil policiais da reserva, anunciada ontem, de sopetão. Sem mais, nem menos. 


*O processo administrativo correu a toque de caixa. Foi iniciado a 18 de maio.* 


Mas por que distribuir armas para reservistas? Sigilo. Os documentos estão sob “acesso restrito”. E por que?


 *O comando da PM menciona o artigo da Lei de Acesso à Informação que veda acesso a documentos que possam “comprometer atividades de inteligência, bem como de investigação ou fiscalização em andamento, relacionadas com a prevenção ou repressão de informações”*. 


Nada mais que isso. Um silêncio ensurdecedor. 

*Vão distribuir armas por questões de “inteligência”, “prevenção” e “investigação” sem expor o motivo*. O que me deixa - e qualquer pessoa bem informada - com a pulga atrás da orelha. Dez mil pessoas sem uniforme policial vão circular armadas nas ruas do Rio de Janeiro.


No mesmo dia, ou seja, ontem, ficamos sabendo que há alguns dias, num jantar na casa da ministra do STF, Cármen Lúcia, presentes o presidente do STF, Luiz Fux, e sete senadores, Fernando Bezerra Coelho, ex-líder do governo no Senado disse que não se deve subestimar a capacidade de Bolsonaro de incendiar o país. 


Outro, Tasso Jereissati, aconselhou Fux a conversar com a cúpula militar para neutralizar os planos de Bolsonaro.

Renan Calheiros, Kátia Abreu, Randolfe Rodrigues, Marcelo Castro e Eduardo Braga apoiaram a sugestão de Tasso.


O “Capitólio” de Bolsonaro pode ter um roteiro diferente do de Trump. 

*Assim que for anunciada sua derrota, os reservistas da PM do Rio saem às ruas para protestar, alegando fraude nas urnas eletrônicas.* 


   Promovem protestos violentos, que se alastram pelas PMs em todo o país, exigindo anulação do resultado.

   O governo decreta estado de emergência, o Exército é obrigado a reprimir os protestos, o que poderá colocar a tropa e talvez alguns comandantes numa escolha de Sofia: reprimem os reservistas da PM ou aderem ao protesto? 


   Daí ser imperativo o diálogo do presidente do STF com o comandante das Forças Armadas, que devem permanecer coesas contra uma insurreição bolsonarista que se desenha no horizonte.    

E a distribuição de armas a reservistas da PM deve ser coibida. 

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sábado, 11 de junho de 2022

GRILAGEM DE MORADIA E VOTO PARLAMENTAR * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

 GRILAGEM DE MORADIA E VOTO PARLAMENTAR

VEJA OS NOMES DE DEPUTADOS NO RIO DE JANEIRO E OS PARTIDOS DOS QUE VOTARAM PARA QUE DONOS DE BANCOS POSSAM TOMAR A CASA DOS ENDIVIDADOS.


Rio de Janeiro

Alessandro Molon (PSB) – NÃO

Altineu Côrtes (PL)

Aureo Ribeiro (Solidariedade) – SIM

Benedita da Silva (PT) – NÃO

Carlos Jordy (PL) – SIM

Chico D´Angelo (PDT) – NÃO

Chiquinho Brazão (União) – SIM

Chris Tonietto (PL) – SIM

Clarissa Garotinho (União) – SIM

Daniel Silveira (PTB) – SIM

Daniela Waguinho (União) – SIM

David Miranda (PDT)

Del Antônio Furtado (União) – SIM

Dr. Luiz Antonio Jr (PP)

Felício Laterça (PP) – SIM

Gelson Azevedo (PL) – SIM

Glauber Braga (PSOL) – NÃO

Gurgel (PL) – SIM

Gutemberg Reis (MDB) – SIM

Helio Lopes (PL) – SIM

Hugo Leal (PSD) – SIM

Jandira Feghali (PCdoB)

Jones Moura (PSD) – SIM

Jorge Braz (Republicanos) – SIM

Juninho do Pneu (União) – SIM

Lourival Gomes (PP) – SIM

Luiz Lima (PL) – SIM

Luiz Antônio Corrêa (PP) – SIM

Major Fabiana (PL) – SIM

Marcelo Calero (PSD) – SIM

Marcelo Freixo (PSB) – NÃO

Márcio Labre (PL) – SIM

Marcos Soares (União)

Otoni de Paula (MDB)

Paulo Ganime (Novo) – SIM

Paulo Ramos (PDT) – NÃO

Pedro Augusto (PP)

Pedro Paulo (PSD) – NÃO

Professor Joziel (Patriota) – SIM

Ricardo da Karol (PDT)

Rosangela Gomes (Republicanos)

Soraya Santos (PL) – SIM

Sóstenes Cavalcante (PL)

Talíria Petrone (PSOL) – NÃO


MARIELE FRANCO MORREU POR ISSO


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terça-feira, 31 de maio de 2022

COMPANHIA VALE DO RIO DOCE: MILÍCIA * Rogério Almeida - PA

COMPANHIA VALE DO RIO DOCE: MILÍCIA
Evandro Medeiros na EFC. Foto: Alexandra Duarte

A mineradora processa o professor Evandro Medeiros cível e criminalmente por conta da participação dele em manifestação em solidariedade aos atingidos pelo crime que a Vale cometeu em Mariana/MG em 2015. O ato de solidariedade ocorreu em Marabá, sudeste do Pará.

No começo do mês de maio a Vale teve mais um recurso contra a vitória dos advogados do professor Evandro Medeiros negado. Na decisão do procurador do Ministério Público do Pará, Hezedequias Mesquita da Costa, ele sublinha a ausência de materialidade dos crimes que a mineradora imputa ao professor da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), onde realça que “Observa-se que o acervo probatório foi vastamente analisado pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Pará, que concluiu pela inexistência de provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria contra EVANDRO COSTA DE MEDEIROS.” Veja a íntegra do documento AQUI

A Vale processa cível e criminalmente o professor pelo fato dele participar dele participar de um ato em solidariedade às pessoas atingidas pelo crime da Vale em Mariana, Minas Gerais, ocorrido em 2015.

Após mais uma derrota a mineradora resolveu mobilizar esforços no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A sanha da Vale contra o professor Medeiros iniciou em 2015. O processo teve impacto da saúde do educador, e acarretou em obstáculos quando o mesmo cursava doutorado, além de constrangimentos dos filhos.

Sobre as acusações da Vale contra o professor Evandro Medeiros leia mais AQUI.

Vale processa quase 200 pessoas - Espionar movimentos sociais, dirigentes, educadores e processar quem denuncia os abusos que a mineradora promove em seus locais de operação tem sido um modus operandi da Vale. O total beira a casa de duas centenas, conforme reportagem da Agência Pública de 2017.

Posseiros, sem terra, lavradores, quilombolas e educadores de pequenas cidades e vilarejos da área de influência da Estrada de Ferro de Carajás (EFC) são alguns dos alvos preferências da mineradora.

A ferrovia de aproximadamente 900 km, liga o sertão do Pará, a região de Carajás, sudeste do Pará, ao litoral do Maranhão, São Luís. A EFC foi duplicada por conta do maior projeto da Vale, o S11D, que explora ferro na cidade de Canaã de Carajás. As cifras do projeto são de bilhões de dólares.

O mercado asiático é o maior consumidor do minério extraído no Pará. As duas cidades de Carajás, Parauapebas e Canaã juntas exportam mais que o município de São Paulo. No ano passado o Pará contou com o maior saldo na balança comercial do país. Tudo por conta da exportação de minérios. Situação que não se reflete na melhoria de indicadores socioeconômicos da região e do estado.

O economista e professor da UFPA, Gilberto Marques, alerta que a se considerar os indicadores do último censo do IBGE de 2010, o Pará ocupa a antepenúltima colocação em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), apesar de toda contribuição do PIB nacional, e do fato de ter superado o estado de Minas Gerais na exportação mineral.

Um quadro que alerta sobre o cenário marcado pela pilhagem, saque e violências, estas traduzidas com assassinatos e chacinas de camponeses, ambientalistas, defensores dos direitos humanos, trabalho escravo, desmatamento e grilagens de terras.

Sobre grilagens de terra em Carajás, vale a pena a leitura da tese em Geografia apresentada na USP do professor Marcelo Terence, do IFSP. Baixe AQUI

Espionagem de movimentos sociais – o mesmo site do jornalismo independente alertava em 2013 para o serviço de espionagem que a Vale mantinha contra movimentos sociais, educadores, ativistas, religiosos, e mesmo jornalistas.

Segundo a reportagem, constavam na lista de espionados o educador Raimundo Gomes, radicado em Marabá/PA, o militante do Movimento pela Soberania na Mineração (MAM), Charles Trocate, residente em Parauapebas/PA, padre Dário, missionário Camboniano, na época morador da cidade de Açailândia/MA e um dos animadores da rede Justiça nos Trilhos, além do reconhecido jornalista especialista em Amazônia Lúcio Flávio Pinto. Leia AQUI

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