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terça-feira, 22 de julho de 2025

500 DIAS DE MILEI 500 DIAS DE FASCISMO * Indimedia/Arg

500 DIAS DE MILEI
500 DIAS DE FASCISMO

Na quinta-feira, 17 de julho, foi apresentado o terceiro relatório do Monitor de Respostas Repressivas do IEF-CTA, intitulado "500 Dias de Milei: Ataque à Democracia, Punitividade e Repressão pela Rendição da Nação". A abertura foi feita por Ricardo Peidro, Secretário Adjunto da CTA Autónoma, María José Cano, Diretora de Direitos Humanos da CTA, e Daniel Godoy, Diretor do Instituto de Estudos e Formação. O painel incluiu a advogada e ativista do Correpi, María del Carmen Verdú, o filósofo e cientista político Eduardo Rinesi, e Jimena Frankel, coordenadora do Monitor.

O Monitor de Resposta Repressiva da CTA Autónoma é uma plataforma criada em dezembro de 2023 que sistematiza repressões, prisões, batidas policiais e processos criminais contra organizações de base. Essas ferramentas são essenciais para analisar os avanços repressivos dos governos nacional e provincial.

É essencial analisar seus dados à luz da deterioração das condições de vida da classe trabalhadora, do avanço de regulamentações repressivas e também considerar as lutas que os trabalhadores vêm travando em defesa dos direitos humanos, empregos, saúde, educação e todos os serviços públicos.

Relatório

ARGENTINA SIONISTA
ANEXO

MILEI PRIVATIZA A ÁGUA DA ARGENTINA

A Argentina anuncia a privatização da água estatal, tendo uma empresa estatal israelense como principal beneficiária .

O governo anunciou planos para privatizar os recursos hídricos do país, vendendo-os para empresas estrangeiras
 . A empresa estatal israelense de água, Mekorot, acusada de cumplicidade em crimes de guerra contra a Palestina, está em posição única para tirar vantagem dessa situação. A Mekorot já fechou acordos confidenciais com 12 províncias argentinas. Essa medida faz parte da venda forçada de ativos estatais pelo presidente de extrema direita Javier Milei. O governo de Milei demitiu dezenas de milhares de funcionários públicos, fechou 13 ministérios e eliminou o controle de preços de aluguéis e bens essenciais. Como resultado, a pobreza aumentou drasticamente. Internacionalmente, Milei tem sido um dos principais defensores de Israel , chamando o Hamas de grupo terrorista e viajando a Israel para apoiar seu "querido amigo" Netanyahu.

PRIVATIZAÇÕES

sábado, 15 de junho de 2024

TODOS COM GLAUBER BRAGA CONTRA A FASCISTALHA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

TODOS COM GLAUBER BRAGA CONTRA A FASCISTALHA

Pela quinta vez, a extrema direita pede a cassação do mandato de Glauber, sem nenhum motivo moral ou ético, ou seja, o que eles querem é calar o posicionamento combativo e coerente de Glauber na Câmara dos Deputados.

A conclusão é simples: querem calar Glauber, e isso representa um ataque às conquistas democráticas e uma perseguição política. Seus embates são necessários para a defesa dos direitos da população brasileira e de um projeto de soberania.

Com muita luta política, conseguimos arquivar quatro processos. Agora, Glauber e seu mandato coletivo enfrentam mais um processo. Vamos continuar lutando pelos direitos do povo brasileiro, pela manutenção dos bens públicos e pela nossa soberania. Glauber Braga tem um mandato necessário e lutaremos para mantê-lo! Contamos com você para estar ao nosso lado nessa luta contra a perseguição a Glauber!

Faça parte desta campanha. Assine e compartilhe! Chega de Perseguição Política!
#TôComGlauber #GlauberFica
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sábado, 27 de abril de 2024

RAÍZES DO ÓDIO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

RAÍZES DO ÓDIO
ONDAS DE ÓDIO
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(Teaser do Onda de Ódios, 20/02/2024)

Ondas de ódio é uma série de podcasts para você entender o papel que a televisão teve – e tem – na ascensão da extrema direita e na normalização do discurso de ódio no Brasil. Para além do inegável protagonismo das redes sociais, queremos compreender como o meio de comunicação mais popular do país contribuiu para a crise atual da nossa democracia. Vamos tratar da histórica convergência de valores e interesses entre políticos e donos de emissoras, programas jornalísticos populares e de entretenimento, apresentadores e comentaristas da TV aberta. Nossa escuta não se restringe aos fatos recentes e que culminaram em mais uma tentativa de golpe. Voltaremos no tempo, abordando desde as raízes clientelistas do nosso sistema midiático até o processo de formação da nossa sociedade, marcado por desigualdades e violências estruturantes, para desvendar os entrelaçamentos atuais entre discurso de ódio, mídia e política.

Essa é uma série que apresenta os primeiros resultados da pesquisa de doutorado Discurso de ódio na TV: a legitimação da retórica bolsonarista através do ataque à dignidade humana, às instituições e à democracia, desenvolvida no Programa de Pós-graduação da Escola de Comunicação da UFRJ por Rosangela Fernandes, coordenadora do CRIAR Brasil, e coorientada pelo professor da UFJF, João Paulo Malerba, ambos narradores, roteiristas e idealizadores da série.

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https://youtu.be/rHUQdudrx0k?si=aAqt0mYvN8yM8BVs (Podcast Ondas de Ódio - Episódio 1, 20/02/2024)
https://youtu.be/5qCiOOH4ARs?si=p7myJC6wq91mslXp (Podcast Ondas de Ódio - Episódio 2, 20/02/2024)
https://youtu.be/YcW3pFwuFng?si=EbHui6GgDC3faKlE (Podcast Ondas de Ódio - Episódio 3, 20/02/2024)
https://youtu.be/nJoQ3BKDjLA?si=mCqBSL1hzX5Uc2oB (Seminário: "Palavras Matam. Como enfrentar a Desinformação e o Discurso de Ódio", 06/06/2023)
https://www.brasil247.com/blog/sobre-o-odio-voce-autoriza (Brasil 247: Blog de Rosangela Fernandes, Coordenadora Criar Brasil/Pesquisadora PEIC/UFRJ, 28/10/2022)
https://www.brasil247.com/blog/e-preciso-falar-sobre-a-ditadura-militar-e-sobre-a-conivencia-da-midia (Brasil 247, 30/03/2023, atualizado em 31/03/2023: por Isabelle Gomes e Rosangela Fernandes)
https://www.brasil247.com/blog/o-alivio-de-2023-s5b6bg4x (Brasil 247: Rosangela Fernandes, 29/12/2023)
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sexta-feira, 22 de março de 2024

PSICOLOGIA DAS MASSAS E ANÁLISE DO EU * SIGMUND FREUD

PSICOLOGIA DAS MASSAS E ANÁLISE DO EU

Sun Tzu diz:
Os pobres de direita, lacaios do cristo-fascismo, odeiam seus iguais por algum motivo, que nem eles mesmos sabem explicar. 

Por isso, eles sempre vao apoiar todos aqueles dispostos a ferrar com o trabalhador. Eles sabem que vao se ferrar TB, mas eles nao desejam ver seus secretos odiados felizes novamente. Estarao dispostos a pagar o preço e o risco. Sua esperança é receber vantagens pessoais, que os façam parecer superiores.  Entao, atacarao todos aqueles que oferecerem melhores condições para  seus iguais, não importa quem seja.

Sabendo dessas fraquezas dos ressentidos, a direita os manipula dizendo tudo que eles gostam de ouvir. Nada melhor do que se comparar a um canalha pior que Eles, para se sentirem santos. Assim, serao capazes de assumir sua escrotidão a partir do momento que se sentirem seguros e fortes dentro da manada de ressentidos.

É preciso identificar os perfis psico sociais envolvidos e produzir conteúdo subliminar especifico para penetrar nestas bolhas e neste ressentimento, que as vezes pode ser um simples trauma ou complexo, fácil de ser tocado.

Se um adversário medíocre, sem criatividade, que se limita a plagiar nazistas, é bem sucedido nesta manipulação, significa que uma esquerda bem organizada é capaz de fazer muito melhor.

Lembrem-se da parábola de Frankstein:  Um homem genial dá vida a uma criatura forte e obediente. Mas ao perceber, que por mais que fizesse, jamais passaria de uma aberração, um escravo sem direito a amar, a criatura desperta de seu transe e se volta contra seu criador.

Podemos sim, fazer bostanaro e sua extrema direita provarem do seu próprio veneno.

SIGMUND FREUD

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

11 SINAIS DO FASCISMO SEGUNDO HUMBERTO ECO * Cândido Grzybowski/iBase

11 SINAIS DO FASCISMO SEGUNDO HUMBERTO ECO

-CPAC: Conferência de Ação Política Conservadora, organização terrorista que propaga o nazismo mundo afora. Ela está formando falanges no Brasil e acaba de realizar em encontro em Belo Horizonta, ciceroneada pelo NAZI ZEMA-'Maior evento conservador do mundo', Cpac terá a presença de Nikolas em MG | O TEMPO 
Cândido Grzybowski/iBase


Segundo pensador italiano, o culto à tradição; a repulsa ao moderno; o machismo; o racismo; a guerra permanente são típicos do “fascismo eterno”. Ou seja, a ameaça já está implantada entre nós, mesmo que não siga seu nome.

-OS BOZONAZIS SE ESQUECEM DE QUE O POVO VENCEU-

"BOZO ANDA SEM RUMO
BOZO PERDEU NA RUA
BOZO PERDEU NAS URNAS
SUA DERROTA CONTINUA!"

Tenho refletido e escrito sobre a perda de vitalidade da democracia. Mas acho que agora já entramos num perigoso caminho de desconstrução da democracia, uma ameaça que vem na esteira do golpe do impeachment e se expressa hoje no nosso governo híbrido, civil-militar, com sua agenda anti direitos. Claro, a institucionalidade democrática formal está mantida até aqui, mas algo por dentro vem corroendo os princípios e valores éticos e políticos vitais da democracia: o respeito incondicional da liberdade de ser, pensar e agir, a busca da maior igualdade possível, com direito à diversidade, convivendo em solidariedade coletiva e baseando tudo em ativa participação cidadã. Tais princípios constituem o substrato de qualquer democracia com potencial de transformar contradições e divergências, de potencial destrutivo, em forças construtivas de sociedades mais livres e justas.

Hoje reconheço um vírus implantado em nosso seio que pode acabar com a democracia e nos levar ao fascismo como regime político. Estamos diante de sinais inequívocos de tal vírus no campo de ideias e valores que foram se revelando e se condensaram na vitória eleitoral e nas falas do presidente e de integrantes do governo empossado. A leitura de um discurso de Umberto Eco, de 24 de abril de 1995, na Universidade de Columbia, Nova York, publicado em espanhol por Bitacora, sob o título Los 14 síntomas del fascismo eterno, me inspirou. Segundo Eco, as características típicas do “Ur-Fascismo” ou “fascismo eterno” não se enquadram num sistema, “…mas basta com que uma delas esteja presente para fazer coagular uma nebulosa fascista” (em tradução livre). Vou lembrar aqui apenas alguns dos indícios do eterno fascismo que Eco aponta e que deixo aos leitores desta minha crônica identificar as suas expressões na realidade brasileira.

Culto da tradição – como se toda a verdade já estivesse revelada há muito tempo e o que precisamos é ser fiéis a ela. O tradicionalismo é uma espécie de cartilha na disputa de hegemonia fascista sobre corações e mentes. O pensamento do principal guru dos “donos do poder”, a pregação das igrejas pentecostais e as falas – quando dizem algo – são impregnados de uma veneração da verdade já revelada em escritos sagrados e de valores espirituais mais tradicionais do cristianismo. “Deus, pátria, família e propriedade”, com a força que estão de volta como pregação, não deixam dúvida. Fascismo e fundamentalismo sempre vêm juntos.

Repulsa ao modernismo – que leva a considerar as conquistas humanas em termos de direitos e de emancipação social como perversidades da ordem natural. Nega-se, em consequência, a racionalidade e, com ela, toda a ciência e a tecnologia. Não falta gente com tal forma de pensar no governo e seus seguidores. Para eles, direitos iguais são um absurdo. Mudança climática é uma “invenção de comunistas”. E por aí vai.

Culto da ação pela ação – fazer e agir, acima de tudo. Como diz Eco, para fascistas “pensar é uma forma de castração”. Daí a atitude de suspeita à cultura, pois é vista como algo crítico. Em consequência, todo mundo intelectual é suspeito. Ainda Eco, “O maior empenho dos intelectuais fascistas oficiais consistia em acusar a cultura moderna e a intelligentsia liberal de ter abandonado os valores tradicionais”.

Não aceitação do pensamento crítico – pensar criticamente é fazer distinções e isto é sinal de modernidade, pois o desacordo é base do avanço do conhecimento científico. O fascismo eterno considera a divergência como traição. Deve-se aceitar a verdade da ordem estabelecida. Daí, “escola sem partido”, sem iniciação ao pensamento crítico e a liberdade de expressão e ação.

O racismo na essência – segundo Eco, com medo da diferença, o fascismo a explora e potencializa em nome da busca e da imposição do consenso. Os e as diferentes não são bem vindos. Por isso, o fascismo eterno é essencialmente racista e xenofóbico. Daí a identificar os diferentes como criminosos a linha é reta.

O apelo aos precarizados e frustrados – todos os fascismos históricos fizeram apelo aos grupos sociais que sofrem frustração e se sentem desleixados pela política. As mudanças no mundo do trabalho, promovidas pela globalização econômica e financeira, são terreno fértil para o fascismo.

O nacionalismo como identidade social – nação como lugar de origem, com os seus símbolos. Os e as que não se identificam com isso são inimigos da nação. Portanto, devem ser excluídos. Podem ser os nascidos fora da nação, como os imigrantes, ou por se articularem com forças externas – o tal “comunismo internacional” – ou, ainda, por não se enquadrarem no padrão “normal” de nacionalidade. O nacionalismo vulgar é o cimento agregador de qualquer fascismo.

A vida como guerra permanente – no fascismo, a gente não luta pela vida, liberdade, bem viver, mas vive para lutar. A violência é aceita como regra e a busca de paz uma balela. Vencem os mais fortes, armados. Há um culto pela morte na luta.

O heroísmo como norma – o herói, um ser excepcional, sem medo da morte, está em todas as mitologias. Aqui basta lembrar a exploração feita daquele atentado em Juiz de Fora. O herói vira mito real.

O machismo como espécie de virtude – em sendo difícil a guerra permanente e a demonstração de heroísmo, o fascismo potencializa as relações de poder na questão sexual, segundo Umberto Eco. Aqui também não faltam manifestações de patriarcalismo e machismo, com intolerância com o que é considerado divergente da norma em questões sexuais. Não há lugar para a liberdade de opção sexual e de gênero.

O líder se apresenta como intérprete único da vontade comum – o povo é o seu povo, o seu entendimento do que seja o povo e sua vontade comum. Como diz Eco, estamos diante de um populismo de ficção.

Chamei atenção aqui para indícios de fascismo total apontados por Umberto Eco – não todos, para não ser enfadonho e talvez desvirtuar o que o autor quis dizer – com a preocupação de dar atenção a ideias e imaginários que estão adquirindo legitimidade mobilizadora no nosso seio. Inspirado no atualmente renegado Antônio Gramsci, exatamente pelo emergente fascismo político e cultural, penso que a conquista de hegemonia no sentido de direção intelectual e moral precede o poder do fascismo pela força estatal. Ou seja, a ameaça de fascismo já está implantada entre nós, mesmo se o regime ainda não parece ser fascista.

Fonte
https://outraspalavras.net/outrasmidias/onze-sinais-do-fascismo-segundo-umberto-eco/
*

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

11 SINAIS DO FASCISMO SEGUNDO HUMBERTO ECO * Cândido Grzybowski/iBase

11 SINAIS DO FASCISMO
SEGUNDO HUMBERTO ECO
Cândido Grzybowski/iBase

Segundo pensador italiano, o culto à tradição; a repulsa ao moderno; o machismo; o racismo; a guerra permanente são típicos do “fascismo eterno”. Ou seja, a ameaça já está implantada entre nós, mesmo que não siga seu nome.

Tenho refletido e escrito sobre a perda de vitalidade da democracia. Mas acho que agora já entramos num perigoso caminho de desconstrução da democracia, uma ameaça que vem na esteira do golpe do impeachment e se expressa hoje no nosso governo híbrido, civil-militar, com sua agenda anti direitos. Claro, a institucionalidade democrática formal está mantida até aqui, mas algo por dentro vem corroendo os princípios e valores éticos e políticos vitais da democracia: o respeito incondicional da liberdade de ser, pensar e agir, a busca da maior igualdade possível, com direito à diversidade, convivendo em solidariedade coletiva e baseando tudo em ativa participação cidadã. Tais princípios constituem o substrato de qualquer democracia com potencial de transformar contradições e divergências, de potencial destrutivo, em forças construtivas de sociedades mais livres e justas.

Hoje reconheço um vírus implantado em nosso seio que pode acabar com a democracia e nos levar ao fascismo como regime político. Estamos diante de sinais inequívocos de tal vírus no campo de ideias e valores que foram se revelando e se condensaram na vitória eleitoral e nas falas do presidente e de integrantes do governo empossado. A leitura de um discurso de Umberto Eco, de 24 de abril de 1995, na Universidade de Columbia, Nova York, publicado em espanhol por Bitacora, sob o título Los 14 síntomas del fascismo eterno, me inspirou. Segundo Eco, as características típicas do “Ur-Fascismo” ou “fascismo eterno” não se enquadram num sistema, “…mas basta com que uma delas esteja presente para fazer coagular uma nebulosa fascista” (em tradução livre). Vou lembrar aqui apenas alguns dos indícios do eterno fascismo que Eco aponta e que deixo aos leitores desta minha crônica identificar as suas expressões na realidade brasileira.

Culto da tradição – como se toda a verdade já estivesse revelada há muito tempo e o que precisamos é ser fiéis a ela. O tradicionalismo é uma espécie de cartilha na disputa de hegemonia fascista sobre corações e mentes. O pensamento do principal guru dos “donos do poder”, a pregação das igrejas pentecostais e as falas – quando dizem algo – são impregnados de uma veneração da verdade já revelada em escritos sagrados e de valores espirituais mais tradicionais do cristianismo. “Deus, pátria, família e propriedade”, com a força que estão de volta como pregação, não deixam dúvida. Fascismo e fundamentalismo sempre vêm juntos.

Repulsa ao modernismo – que leva a considerar as conquistas humanas em termos de direitos e de emancipação social como perversidades da ordem natural. Nega-se, em consequência, a racionalidade e, com ela, toda a ciência e a tecnologia. Não falta gente com tal forma de pensar no governo e seus seguidores. Para eles, direitos iguais são um absurdo. Mudança climática é uma “invenção de comunistas”. E por aí vai.

Culto da ação pela ação – fazer e agir, acima de tudo. Como diz Eco, para fascistas “pensar é uma forma de castração”. Daí a atitude de suspeita à cultura, pois é vista como algo crítico. Em consequência, todo mundo intelectual é suspeito. Ainda Eco, “O maior empenho dos intelectuais fascistas oficiais consistia em acusar a cultura moderna e a intelligentsia liberal de ter abandonado os valores tradicionais”.

Não aceitação do pensamento crítico – pensar criticamente é fazer distinções e isto é sinal de modernidade, pois o desacordo é base do avanço do conhecimento científico. O fascismo eterno considera a divergência como traição. Deve-se aceitar a verdade da ordem estabelecida. Daí, “escola sem partido”, sem iniciação ao pensamento crítico e a liberdade de expressão e ação.

O racismo na essência – segundo Eco, com medo da diferença, o fascismo a explora e potencializa em nome da busca e da imposição do consenso. Os e as diferentes não são bem vindos. Por isso, o fascismo eterno é essencialmente racista e xenofóbico. Daí a identificar os diferentes como criminosos a linha é reta.

O apelo aos precarizados e frustrados – todos os fascismos históricos fizeram apelo aos grupos sociais que sofrem frustração e se sentem desleixados pela política. As mudanças no mundo do trabalho, promovidas pela globalização econômica e financeira, são terreno fértil para o fascismo.

O nacionalismo como identidade social – nação como lugar de origem, com os seus símbolos. Os e as que não se identificam com isso são inimigos da nação. Portanto, devem ser excluídos. Podem ser os nascidos fora da nação, como os imigrantes, ou por se articularem com forças externas – o tal “comunismo internacional” – ou, ainda, por não se enquadrarem no padrão “normal” de nacionalidade. O nacionalismo vulgar é o cimento agregador de qualquer fascismo.

A vida como guerra permanente – no fascismo, a gente não luta pela vida, liberdade, bem viver, mas vive para lutar. A violência é aceita como regra e a busca de paz uma balela. Vencem os mais fortes, armados. Há um culto pela morte na luta.

O heroísmo como norma – o herói, um ser excepcional, sem medo da morte, está em todas as mitologias. Aqui basta lembrar a exploração feita daquele atentado em Juiz de Fora. O herói vira mito real.

O machismo como espécie de virtude – em sendo difícil a guerra permanente e a demonstração de heroísmo, o fascismo potencializa as relações de poder na questão sexual, segundo Umberto Eco. Aqui também não faltam manifestações de patriarcalismo e machismo, com intolerância com o que é considerado divergente da norma em questões sexuais. Não há lugar para a liberdade de opção sexual e de gênero.

O líder se apresenta como intérprete único da vontade comum – o povo é o seu povo, o seu entendimento do que seja o povo e sua vontade comum. Como diz Eco, estamos diante de um populismo de ficção.

Chamei atenção aqui para indícios de fascismo total apontados por Umberto Eco – não todos, para não ser enfadonho e talvez desvirtuar o que o autor quis dizer – com a preocupação de dar atenção a ideias e imaginários que estão adquirindo legitimidade mobilizadora no nosso seio. Inspirado no atualmente renegado Antônio Gramsci, exatamente pelo emergente fascismo político e cultural, penso que a conquista de hegemonia no sentido de direção intelectual e moral precede o poder do fascismo pela força estatal. Ou seja, a ameaça de fascismo já está implantada entre nós, mesmo se o regime ainda não parece ser fascista.

Fonte
https://outraspalavras.net/outrasmidias/onze-sinais-do-fascismo-segundo-umberto-eco/
*
COMO ESMAGAR O FASCISMO
LEON TROTSKY
*
MILITARIZAÇÃO DAS IGREJAS EVANGÉLICAS
CLAYSON

quarta-feira, 19 de julho de 2023

GUERRA AO FASCISMO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

GUERRA AO FASCISMO
"Comunista!

Este é o xingamento principal desta corja ignorante bolsonarista.
Por não conhecerem nada de história, chamam o ministro Alexandre de Moraes de comunista!
Tenho dito que é extremamente difícil qualquer diálogo com estes ultradireitistas porque eles são muito primários.
Ignorantes mesmo.
Com uma visão pequena, rasa e maniqueísta do mundo.
Em regra são pessoas muito despreparadas, sem nenhuma leitura, com tendência a serem violentos pois não têm argumentos.
Agem como os “imbroxáveis” que por, não conseguirem completar o ato sexual, agridem as mulheres.
A escória da humanidade."
Kakay
JORNAL "O VALE" DENUNCIA EXTREMA DIREITA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
SUÁSTICA BOLSONARISTA
*
REVISTA FOCUS 104
PAULO HENRIQUE AMORIM
JÁ DENUNCIAVA
PERSEGUIÇÃO AOS RUSSOS E DESCENDENTES NA UCRÂNIA NAZISTA
***

quinta-feira, 25 de maio de 2023

TODO FASCISMO SERÁ CASTIGADO * E. Precílio Cavalcante/RJ

TODO FASCISMO SERÁ CASTIGADO
-1ª leva de condenados-

As manipulações políticas para salvar os terroristas do 8 de janeiro, que atacaram a sede dos três poderes em Brasília, não constituem uma simples vergonha.

São uma tragédia!

E os cúmplices do ato terrorista não podem e não devem ficar impunes!

E os que assim procedem, em defesa do terrorismo, estão destruindo as instituições!

Os fascistas brasileiros, todos, sem exceção, são terroristas, pois aplaudiram o terrorismo!

Mas os que foram presos, atacando a sede dos três poderes, ou que financiaram os atos terroristas de 8 de janeiro, não podem ser perdoados.

Os que acamparam na porta dos quartéis pedindo um golpe de estado e a anulação das eleições são igualmente terroristas. Sejam civis ou militares.

Querer comparar o MST, Movimento dos Sem Terra, a terroristas faz parte da manipulação política em defesa do 8 de janeiro.

Quantos donos de terras, latifundiários, já foram assassinados pelo MST?!

E quantos líderes camponeses já foram assassinados pelos donos de terras?! Inúmeros é a resposta.

Esta história é longa. As terras públicas pertencentes à União ou aos estados são roubadas com a conivência das autoridades estaduais ou nacionais.

As terras roubadas estão banhadas de sangue dos camponeses assassinados!

Sangue que respinga do cano das armas dos latifundiários e dos jagunços ao seu serviço!

Os camponeses sempre agiram pacificamente desde os tempos das Ligas Camponesas de Francisco Julião.

Consultem padres e bispos da Comissão Pastoral da Terra e terão melhor resposta a dar à CPI do MST.

Querer apontar o MST como movimento terrorista para livrar a cara dos verdadeiros terroristas que atacaram as sedes dos três poderes em Brasília, no dia 8 de janeiro é ser cúmplice e parceiro do terrorismo!

Nem mesmo os latifundiários que assassinam camponeses são terroristas.

São bandidos que cometem crimes hediondos.

E, concluindo-se: Nem todo bandido é terrorista, mas todo terrorista é bandido! Cadeia para os terroristas do 8 de janeiro em Brasília!

E. Precílio Cavalcante.
Filho de camponês sem nada!
Rio de Janeiro, 25 de maio de 2023.

quarta-feira, 29 de março de 2023

GOLPE DE 1964 COMPLETA 59 ANOS * Frei Betto-SP

GOLPE DE 1964 COMPLETA 59 ANOS

 

-Passeata dos cem mil junho 1968-

Frei Betto

      Na sexta, 31 de março de 2023, o golpe que implantou 21 anos de ditadura militar no Brasil completa 59 anos. Na verdade, ocorreu a 1º de abril. Mas como nesta data se celebra o Dia da Mentira, os militares recuaram a comemoração para 31 de março. 


      A onda bolsonarista suscitou mobilizações favoráveis à volta da ditadura. A maioria dos que se opõem à democracia não têm ideia do que é um regime ditatorial: a censura que escondia da opinião pública as atrocidades praticadas nos porões do sistema repressivo; os reais índices econômicos do país; a corrupção que imperava nos sucessivos governos militares; as obras de arte proibidas; os assassinatos dos que lutavam por democracia.

      Fui preso duas vezes pela ditadura. A primeira, em junho de 1964, pelo “crime” de ser dirigente nacional da Juventude Estudantil Católica. Arrastado ao quartel da Marinha, no Rio, torturaram-me com socos e pontapés. Queriam que eu confessasse ser o Betinho (o mesmo que, mais tarde, liderou a luta contra a fome no Brasil ao criar a Ação da Cidadania), dirigente da Ação Popular, organização de esquerda de origem cristã. Ao se convencerem de que eu não era quem procuravam, queriam que eu denunciasse o paradeiro dele, ignorado por mim. Fiquei 15 dias detido, entre prisão da Ilha das Cobras e domiciliar. Não houve processo. 


      A segunda, que durou quatro anos, em 1969, por dar fuga a perseguidos políticos, atitude sacramentada pela Bíblia. Fiquei dois anos entre presos políticos e mais dois junto  a presos comuns. O STF reduziu minha pena de quatro para dois anos no mês em que eu completava os quatro... Isso se chama: ditadura! Como restituir minha vida nos dois anos que fiquei privado de liberdade? 


      Como disse Churchill, “ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Dizem que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos.” 


Correu muito sangue para resgatar a democracia brasileira após 21 de regime militar. Quem tem interesse em se informar, sugiro meus livros “Cartas da prisão” (Companhia das Letras), “Batismo de sangue” e “Diário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (ambos da Rocco). 


      A TV Brasil, canal 2, exibirá, na quinta, 30/3, às 22h, o filme “Batismo de sangue”, dirigido por Helvécio Ratton. Acompanhe toda a programação de filmes da “Semana Ditadura e Democracia” na TV Brasil, de 27/3 a 31/3, sempre às 22h.

      Hoje, nossa frágil democracia é ameaçada pelos terroristas que, fanatizados pelo bolsonarismo, querem impor a lei da força sobre a força da lei. E pelos militares e civis que ainda insistem em negar que houve golpe em 1964 e adotam os eufemismos “revolução” e “movimento”. E, sobretudo, acreditam em fantasmas, pois até na farda do Corpo de Bombeiros enxergam comunismo...


      O governo Lula veio resgatar a democracia brasileira. Acima do partidarismo, somos todos chamados a aprimorá-la e evitar o retrocesso histórico que só beneficiará uma minoria privilegiada. E reinstalará o terror em nosso país.

 

Frei Betto é escritor, autor de “Tom vermelho do verde” (Rocco), entre outros livros. Livraria virtual: freibetto.org

Assine e receba todos os artigos do autor: mhgpal@gmail.com


*
ENTREVISTA 
GUILHERME BALZA - UOL

Frei Betto é sempre lembrado quando o assunto é a controversa relação entre a ditadura militar e a Igreja Católica, que passava por profundas transformações enquanto o país esteve sob o jugo das Forças Armadas. Em entrevista ao UOL, o dominicano descreve os conflitos no interior da igreja durante a ditadura e explica como se operou a mudança de lado da CNBB, que inicialmente celebrou o golpe com agradecimentos a Nossa Senhora Aparecida, mas depois se constituiu como força de resistência ao regime. O religioso revela ainda que a CIA (agência de inteligência dos Estados Unidos) financiou as Marchas da Família com Deus pela Liberdade, manifestações populares que antecederam o golpe m... 

- Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/03/20/cia-financiou-igreja-em-marchas-pro-golpe-diz-frei-betto.htm?cmpid=copiaecola


UOL - O que o senhor estava fazendo em 31 de março de 1964? Frei Betto - Na verdade o golpe foi no dia 1º. Essa história de 31 é invenção dos milicos porque tinham vergonha do 1º de abril. O golpe foi oficialmente no dia 1º de abril, quando Jango sai do Brasil e se refugia no Uruguai. Eu estava participando do Congresso Latino-americano de Estudantes em Belém, no Pará.... 

- Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/03/20/cia-financiou-igreja-em-marchas-pro-golpe-diz-frei-betto.htm?cmpid=copiaecola

UOL - Como o senhor recebeu a notícia? Frei Betto - A notícia veio de maneira difusa, confusa, de que havia movimento de tropas, que o Jango tinha passado por Brasília, depois ido a Porto Alegre e de lá saído ao Uruguai, porque estava deposto. O Congresso foi desfeito porque ali participavam estudantes de quase todos os países da América Latina, muitos deles acostumados a golpes militares. Eles sentiram que a coisa ia endurecer. Estava hospedado na casa do arcebispo de Belém dom Alberto Gaudêncio Ramos porque eu era dirigente da Juventude Estudantil Católica (JEC) e da Ação Católica também. Fui pra casa de um militante da JEC chamado Lauro Cordeiro. E ali fiquei, de ouvido colado ... 

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UOL - Como o Vaticano e o papa Paulo 6º se posicionavam? Frei Betto - O papa não se posicionou no início. Mais tarde, o Vaticano veio a censurar a ditadura. Porque com o tempo a repressão se estendeu também à igreja e daí criou-se não só uma divisão na igreja, mas a própria CNBB foi se afastando da ditadura. A partir dos anos 70 a CNBB foi praticamente a grande voz de defesa das vítimas da ditadura. Tanto que o mais importante documento sobre os mais de 20 anos de ditadura foi produzido pelo d. Paulo Evaristo Arns, que é o livro “Brasil Nunca Mais”, que ele fez também com o reverendo Jaime Wright. A igreja e a própria CNBB se tornaram, a partir do AI-5, uma voz contra a ditadura. A... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/03/20/cia-financiou-igreja-em-marchas-pro-golpe-diz-frei-betto.htm?cmpid=copiaecola

DADOS SOBRE FREI BETTO

Frade dominicano e escritor, Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, 69, mineiro de Belo Horizonte, era um jovem estudante adepto da Teologia da Libertação quando as tropas derrubaram o presidente João Goulart, em 1964. Foi preso pela primeira vez dois meses após o golpe, permanecendo 15 dias detido. O segundo cárcere foi mais longo, entre 1969 e 73, e mais cruel: o frade foi submetido a sessões torturas nos porões do DOI-Codi, em São Paulo, comandado pelo Coronel Brilhante Ustra. Nos dias posteriores ao golpe, o militante religioso foi testemunha da derrota dos progressistas no embate com conservadores dentro da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), fato que res... - 

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sábado, 14 de janeiro de 2023

EXTREMISTAS BR * GLOBOPLAY

EXTREMISTAS BR 

Do armamentismo ao uso da religião, do negacionismo à manipulação da moral e dos costumes, da engenharia dos algoritmos ao chamado marketing da indignação. Para mostrar como o extremismo tomou conta da direita radical no Brasil e entender os motivos que levam milhares de brasileiros a disseminar discursos golpistas, a nova série original Globoplay, 'extremistas.br', escuta especialistas e pesquisadores que monitoram esse comportamento e acompanha personagens conhecidos da política nacional, atores políticos improváveis, influenciadores digitais em ascensão, militantes arrependidos e eleitores desconhecidos. 

Os três primeiros dos oito episódios da série, produzida pelo Jornalismo da Globo, estarão disponíveis a partir desta quarta-feira, dia 11, na plataforma. Os três seguintes estreiam no dia 18 e, os dois últimos, no dia 25 de janeiro.

A produção, que começou em março de 2021 e durou quase dois anos, está sendo atualizada após os ataques antidemocráticos provocados por extremistas que invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (SFT) no último domingo, dia 8. O lançamento só acontece depois das eleições para que os diferentes elementos da série não fossem tirados de contexto e explorados na campanha eleitoral. "Foi um mergulho intenso e desafiador.

 Nosso trabalho em extremistas.br foi principalmente de ouvir e observar. É interessante que muitos se abriram para a nossa equipe, quando abordados fora do ambiente de grupo, em conversas individuais. A minha sensação é de que a série é uma contribuição duradoura para o debate sobre os motivos que levam as pessoas a atacarem a democracia", explica Caio Cavechini, diretor da série.

'extremistas.br' traz histórias de quem se mantém oculto na guerra virtual, como um jovem que trabalha engajando internautas usando fake news e ataques à reputação de adversários dos seus clientes. Ao acirrar os ânimos e estimular a indignação – sentimento que, segundo especialistas, explica a sedução exercida por discursos raivosos no mundo todo – ele ajuda a pavimentar o caminho dos radicais. 

Uma militante infiltrada em grupos radicais testemunha a estratégia do chamado gabinete do ódio e como eles incentivam os protestos antidemocráticos. Outro personagem é um influenciador, de 19 anos, que tenta ganhar espaço entre dezenas de youtubers para monetizar seu canal divulgando ideias extremistas.

Casos como as mortes do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, em julho deste ano, e de um soldado da PM da Bahia, por conta de um surto possivelmente motivado por fake news durante a pandemia de Covid-19, simbolizam a troca do debate político pelo uso da arma de fogo. A série faz também um mergulho em acontecimentos recentes como os protestos antidemocráticos depois do fim da eleição presidencial de 2022. A produção acompanha de perto a rotina de manifestantes inconformados com o resultado do pleito, que ficaram acampados na frente de quartéis do Exército pedindo intervenção militar e promovendo ataques permanentes às urnas e ao Supremo Tribunal Federal.

A série também conta a história do casal de universitários que criou o perfil brasileiro do Sleeping Giants, movimento dedicado a alertar empresas e consumidores sobre páginas em redes sociais acusadas de disseminar mensagens falsas e discursos de ódio. A dupla já teve em sua mira o blogueiro Allan dos Santos, do canal Terça Livre, o apresentador de TV, Sikera Junior, e a militante Sara Winter, que também é entrevistada pela produção.

A série original 'extremistas.br', produção do Jornalismo da Globo, estará disponível no Globoplay a partir do dia 11 de janeiro.

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

UM FASCISTA TUPINIQUIM * Pedro Cesar Batista - DF

UM FASCISTA TUPINIQUIM

*
EIS A GARRA DO MILITANTE

Mais um dia começaria. Ele tinha programado outro discurso, falaria com convicção, a mesma de sempre. Antes de chegar ao plenário, encontrou no Salão Verde a deputada Maria Rosário. Partiu para cima dela aos gritos:


- “Não te estupro porque você é feia, você não merece”. 


Muitas pessoas acompanharam a ofensa. Ele foi além, a empurrou, ameaçava estapeá-la. Continuou o seu caminho, seguiu sorrindo, como se nada tivesse acontecido.


- “Teria que ter matado 30 mil, mataram pouco”, costumava falara em coletivas de imprensa lembrando a ditadura militar de 1964. Abertamente defendia que deveriam ter matado mais, - mataram pouco, afirmava sempre. Seus filhos, desde criança foram educados com essa ideia, que era preciso matar quem fosse de esquerda.


Durante a campanha eleitoral para presidente do Brasil, em um comício no Estado do Acre, pegou um suporte de microfone, imitou uma metralhadora e falou ao microfone: “Vamos fuzilar a petralhada”. A sua assistência gritava como cães raivosos.


Na Tribuna, com muito orgulho, afirmou “fui o único deputado a votar contra os direitos das empregadas domésticas”, reafirmou o que tinha dito antes, que “não empregaria mulheres com o mesmo salário”, o homem deve ganhar, pois não engravida e não precisa se afastar do trabalho por não ficar gestante, merece um salário maior.


Veio a pandemia da Covid-19, governantes em todo o mundo, orientados por pesquisadores e a Organização Mundial da Saúde deram orientações para salvar vidas. No Brasil, milhares de pessoas morriam diariamente e ele repetia: “Não sou coveiro, todos vão morrer, só os mais fortes viverão”. Ao mesmo tempo, levantava em frente à sede da residência oficial, o Palácio da Alvorada, uma caixa de ivermectina, como um troféu. Seus seguidores, sem usar máscaras, nem fazer o distanciamento, gritavam ao vê-lo levantar o remédio para matar piolhos, incentivando todos a fazerem o “tratamento preventivo”. As Forças Armadas definiram um protocolo médico, orientou os militares a tomarem o mata piolho e a cloroquina. As mortes passavam de 4 mil por dia e ele negando a pandemia, afirmava que a vacina contra a covid-19 “faria a pessoa virar jacaré”, “ficar gay”, “causar aids”. “Só se eu compra vacina na casa de sua mãe”, respondia aos que pediam vacina. Enquanto isso, durante suas lives, imitava um doente sem ar: “cof, cof, cof”.  


Certa vez, ainda deputado, durante visita a um centro israelita, no Rio de Janeiro, contou uma visita que fez a um quilombo. A seleta plateia de judeus ricos escutou: “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Nem para procriador ele serve mais", mostrando seu desprezo pelo povo negro.


“Parabéns à polícia civil do Rio de Janeiro” disse, em nome da Presidência da República, em nota oficial, logo após uma incursão da policial civil carioca, acompanhada de policiais rodoviários federais à Favela do Jacarezinho, que deixou 28 pessoas mortas. Todos negros e pobres, fuzilados na cabeça.


Em rodas de admiradores dizia que se “o filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento”, informando como combatia a orientação sexual das pessoas LGBT. “Eu sou imbrochável”, bradou durante o ato em comemoração ao bicentenário da independência, na Esplanada dos Ministérios, na Capital Federal, sendo repetido em coro por uma multidão vestida com a camisa da seleção de futebol do Brasil: “imbrochável, imbrochável, imbrochável”.


Mais uma vez, disputava uma eleição, candidato à reeleição para a Presidência da República, “nunca teve um governo tão honesto como o meu”, afirmava, sem esquecer sua máxima “Eu sonego tudo que for possível”, falava sorrindo sobre o pagamento de impostos, ao mesmo tempo que tinha decretado sigilo de 100 anos sobre seus gastos no cartão coorporativo. Sem esquecer que certa vez, perguntado sobre por que pegava o auxílio moradia da Câmara dos Deputados se possuía residência em Brasília, respondeu: para comer gente”. Sempre se assumiu como desonesto, nunca escondeu. 


O que assustava quem ouvia estes discursos era que ele tinha muitos seguidores, os quais gritavam “mito, mito, mito”, por onde ele passava, depois de finalizar seu discurso com o bordão “Brasil acima de todos, Deus acima de tudo”, ao mesmo tempo que animava seus apoiadores a se armarem, “vamos armar todo mundo”, “as minorias terão que aceitar ou serão expulsas do Brasil”.


O imbrochável animava a massa ignara quando contava que “pintou um clima com umas 3 ou 4 meninas de 14 e 15 anos”. “Nossa bandeira nunca será vermelha”, destacava sempre que destruía algum patrimônio nacional. “Eu vim para destruir”, ele disse, assim que assumiu a presidência, durante ato em Washington, ao lado de Donald Trump e fora aplaudido.


Pedro César Batista.DF