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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

NAZISTAS ANALFAS ATACAM LONDRINA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

NAZISTAS ANALFAS ATACAM LONDRINA
VEREADORA JESSICÃO
(Foto: Câmara de vereadores)

"Câmara de Londrina aprova lei que proíbe pessoas em situação de rua de permanecer em espaços públicos

Projeto foi aprovado em primeiro turno e deve voltar à pauta na próxima semana. Bolsonarista, vereadora propôs lei higienista.

Nesta semana a Câmara de Londrina , norte do Paraná, aprovou um projeto de Lei que proíbe pessoas em situação de rua de fazerem “necessidades fisiológicas” em logradouros públicos. Na prática a proibição se aplica a cozinhar, se higienizar e até dormir. O texto será votado em segundo turno na próxima semana.

A autora do projeto é a vereadora bolsonarista Jessicão (PP), que, na justificativa do texto argumentou: “ao efetuarem práticas cotidianas cerceiam a liberdade de ir e vir e a integridade moral das pessoas que habitam e trafegam nos ambientes usurpados pela coletividade em comento, ante o fato de a marginalização desta propender a prática de ilícitos penais como já ocorre em diversas comunidades do município”.

Ainda conforme o texto aprovado pelos vereadores, “a utilização da rua para tarefas cotidianas por moradores de rua, por exemplo, pode levar à degradação do espaço público e à desordem urbana”. A lei prevê ainda que as pessoas que não seguirem a lei serão encaminhadas compulsoriamente para o Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua (Centro Pop).

As justificativas são consideradas problemáticas para o advogado Valnei França, que atua na defesa dos Direitos Humanos. “Na justificativa a vereadora fala que esse projeto não tem como objetivo a discriminação, a exterminação, a marginalização dessas pessoas, desse coletivo de pessoas em situação de rua. Ela fala ou dá a entender que essas pessoas estando na rua, fazendo uso da rua, do espaço público e lá fazendo a sua alimentação, a sua higienização, estariam contribuindo para a proliferação de doenças transmissíveis. Ou seja, ela dá a entender que essas pessoas são vetores de doenças, assim como ratos e outros animais que estão no ambiente urbano e que são muito mais perigosos para a saúde pública do que de fato pessoas que ocupam aquele espaço para moradia”, critica.

Durante a sessão que teve aprovação do projeto, a parlamentar disse que o projeto é uma ferramenta para que os guarda municipais possam “agir”. “Esse projeto vem com a ideia de ser uma ferramenta para que eles possam agir. ‘Olha, você não pode dormir na rua, você não pode dormir na praça’. A Assistência Social vai precisar se organizar para ter mais vagas, por exemplo, de albergue, para a pessoa ter um lugar para dormir”, disse.

Cercear o direito de circulação e permanência de quem está em situação de rua torna o PL inconstitucional, segundo explica França. “Este projeto determina a criminalização dessas pessoas e aí vem o problema legal que torna esse projeto de lei inconstitucional: o foco é a remoção compulsória dessas pessoas, o que é inconstitucional, além de estar violando velho diversos direitos humanos, também viola direitos fundamentais, como o direito de ir e vir, o direito à moradia, o direito à dignidade humana, o direito à segurança. O próprio STF, em 2023, julgou ADPF 976 e determinou a proibição da remoção de bens, da remoção forçada dessas pessoas dos espaços públicos, o transporte para abrigos sem autorização delas e é justamente o que esse projeto de lei quer fazer”.

Citando a mesma ADPF, a advogada Maria Eduarda Liebl Fernandes, da Bertolini Advogados, que atua em casos que envolvem conflitos de direito público e privado, destaca que questões relacionadas com vulnerabilidade social não podem ser tratados como problema de segurança. “O projeto de lei afronta dispositivos constitucionais e entendimento do Supremo Tribunal Federal, pois transforma em ilícito o estado de vulnerabilidade social tratando como questão de polícia aquilo que deve ser enfrentando por meio de políticas públicas de assistência, saúde, moradia e inclusão social. Então, ao invés de assegurar direitos, o projeto reforça a exclusão e a discriminação da pobreza, razão pela qual é inconstitucional”.

Em plenário, o projeto recebeu 14 votos favoráveis e 3 contrários de Paula Vicente (PT), Matheus Thum (PP) e Prof.ª Flávia Cabral (PP). Os vereadores Antônio Amaral (PSD) e Chavão (Republicanos) não participaram da sessão.

A tramitação prevê que até dia 21 de agosto parlamentares apresentem proposições acessórias ao texto, que ainda precisa ser aprovado em segundo turno.
Internação

Na mesma sessão a Câmara Municipal de Londrina também aprovou a internação involuntária para pessoas que têm dependência química ou transtornos mentais ou que estejam em vulnerabilidade.

A proposta, que também é de autoria da vereadora Jessicão, passou com 15 votos favoráveis e 2 contrários (Paula Vicente e Prof.ª Flávia Cabral)."

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terça-feira, 13 de agosto de 2024

ELEIÇÕES DO CFM: O OBSCURANTISMO VENCEU * Dr Renan Araújo/BA

ELEIÇÕES DO CFM: O OBSCURANTISMO VENCEU

Venceu a cloroquina, venceu a ivermectina. 
A onda antivacina venceu.
Venceu o negacionismo criminoso. 
A turma do gabinete do ódio de Bolsonaro e do desprezo a mais de 700 mil mortes, venceu.
O Brasil assistiu às eleições estupefato: a negação da ciência venceu!

Os que querem criminalizar e colocar na cadeia as meninas estupradas venceram.
Em todo o Brasil, médicas e médicos brasileiros elegeram uma gentalha perigosa para conduzir os destinos do Conselho Federal de Medicina.

Em São Paulo, saiu vitorioso o negacionista que foi à CPI da COVID desdenhar das mortes, desfazer das vacinas e defender tratamentos inúteis. Saiu vitorioso o Véio da Havan, que abandonou a mãe à própria sorte e a deixou morrer sem tratamento adequado para COVID. O Véio da Havan foi garoto-propaganda do negacionista eleito pelos médicos paulistas.
Em Brasília, saiu vitoriosa a militante que participou e vibrou com o vandalismo do dia 08 de janeiro de 2023, na tentativa de golpe contra nossa democracia.

Saíram vitoriosos nossos algozes, enquanto nossa medicina sangra e as médicas e médicos do país afundam no mar de empobrecimento e precarização do seu trabalho.
Em 07 de agosto de 2024 foi decretada a morte da medicina brasileira. Foi enterrada qualquer possibilidade de que a nossa sociedade seja protegida contra a má prática médica e contra as maldades medievais de que essa gente é capaz.
Pelo menos pelos próximos anos, morreremos um pouco cada um de nós.

O CFM será um partido político de extrema-direita, aos moldes do que Bolsonaro engendrou no subsolo nojento do Ministério da Saúde, no quadriênio em que os esgotos do ódio e do mal torturaram o Brasil.
Foram eleitos os partidários de Flordelis, de Roberto Jefferson, de Daniel Silveira, dos vândalos do oito de janeiro, dos golpistas das portas de quartéis, dos negociantes de cloroquina e ivermectina.

O obscurantismo, derrotado em 2022, ganhou vida no rescaldo do incêndio fascista que quase destrói nossa democracia.
Hipócrates e Galeno, orai por nós!


Dr Renan Araújo/BA

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RESPOSTA A ARTUR CHIORO

Caro Artur Chioro , quando li seu artigo falando que a solução para os hospitais federais do Rio de Janeiro seria a PRIVATIZAÇÃO, em respeito a memória do nosso mestre Davizinho Capistrano , o maior pensador da história do PT em relação a saúde publica, do qual você e a Lia acompanharam desde a prefeitura de Santos, nunca imaginei que você chegaria a se colocar como um “TUCANO DO BICO VERMELHO “ por isso não respondi ao seu artigo. Só que a coisa não parou aí - o bolsonarista Jorge Crivella Darze escreveu um artigo no mesmo jornal, respondendo a você defendendo o Serviço Público através de Concurso Público para resolver uma parte importante da crise dos hospitais públicos. Imagine só, você tomar esporro público de um bolsonarista assumido que na secretaria de saúde do Crivella mamou na teta das O.S. e não promoveu um concurso público? Assim que Davizinho encontrar contigo ele vai te encher de porrada pois você não aprendeu nada do que ele te ensinou durante anos, enquanto isto, nós aqui no Rio viramos chacota dos Bolsonarista na área da saúde. Está vendo o tamanho da M…. que você fez? Lauro Diniz ex-secretário geral do SINMED RJ.

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terça-feira, 30 de julho de 2024

PARIS DE CARTÃO POSTAL * Jéssica Stephan/Viento Sur

PARIS DE CARTÃO POSTAL

“Saia, as Olimpíadas são daqui a dois meses, você não tem nada para fazer aqui!” Com voz profunda, Fouad, voluntário da associação Enfants du Canal, cita as palavras ditas pela polícia às pessoas que viviam nas ruas e que se preparavam para evacuar à força. Ya en junio, un informe de las 104 asociaciones de solidaridad que forman el colectivo Revers de la médaille alertaba sobre la "limpieza social" que se estaba produciendo en vísperas de los Juegos Olímpicos de París: 12.500 personas habían sido desalojadas en la región parisina durante o ano passado.

Foram cerca de doze que discursaram, convidados por Revers de la médaille , às margens do Sena, em Paris, no dia 16 de julho. Refugiados, menores desacompanhados, moradores de rua, moradores de rua... Vozes e histórias diversas, mas todas descreviam uma situação que se deteriorou dramaticamente poucos dias antes da abertura dos Jogos.

E para Paul Alauzy, coordenador dos Médicos do Mundo, os poderes públicos estão ultrapassando os seus limites: “Podemos falar da fase final da limpeza social”. Nos dias 16 e 17 de julho, sete campos com mais de 500 pessoas foram evacuados. Entre eles estavam os últimos campos de migrantes no Canal Saint-Denis. “Dez dias antes dos Jogos, as autoridades estão em pânico”, diz Paul Alauzy. O governo e a prefeitura regional mantêm alguns lugares vagos na região de Île-de-France (capital e arredores, ndt) para acomodar os últimos evacuados.

A assistência evolui

“Durante um ano, a estratégia muito clara das autoridades consistiu em retirar da vida olímpica o maior número possível de pessoas consideradas indesejáveis, enviando-as para outras regiões através do sistema de bloqueio regional”, explica Paul Alauzy. Resultado da lógica de “desconcentração” aplicada desde 2015, acrescenta. As pessoas evacuadas dos seus acampamentos tiveram de cumprir "condições drásticas" para permanecer na Île-de-France: contrato de trabalho permanente ou contrato a termo certo de nove meses, domicílio na região... Uma pista de obstáculos

Abdi, refugiado em França há quase dois anos, pode atestar isso. Cerca de cem dias antes das Olimpíadas, quatro ônibus estacionaram em frente à casa ocupada em Vitry-sur-Seine onde ele também estava hospedado para levar seus ocupantes para outra região. “Recusei porque estou aguardando autorização de residência e passaporte da prefeitura e treinamento”, diz. Desde então, ele mora na rua. Laura é uma das dezenas de famílias ciganas que foram despejadas com urgência das terras pertencentes à autoridade intercomunitária da Comuna de Plaine, que as albergava. Ela mora com os filhos em um parque – as famílias, que venceram o recurso na Justiça Administrativa, ainda não foram realocadas.

Mudança de estratégia das autoridades

Por trás das dificuldades destas existências dispersas está a consciência de ser invisível. O objetivo continua o mesmo: “Relocar a miséria!”, diz Paul Alauzy, para mostrar aos espectadores um “cartão postal de Paris”. Mas a mudança de estratégia às vésperas dos Jogos é flagrante. Estão agora a enviar os evacuados para "locais tampão" criados pela Drihl (direcção regional e interdepartamental de alojamento e habitação) em toda a região de Île-de-France. Alguns desses locais funcionam como centros administrativos de recepção e exame de situações administrativas (CAES), administrados pela prefeitura regional, com avaliação da situação dos imigrantes. Numa nota interna de junho, que o L’Humanité pôde consultar, Drihl anunciou 539 vagas de “recepção” para famílias e 224 vagas para solteiros em ginásios e hotéis sociais. A maioria desses locais foi inaugurada em 1º de julho.

Le Revers de la médaille identificou 3.000 lugares em hotéis sociais - alugados pelo Estado para pessoas em situação precária - eliminados na região de Île-de-France em 2023 para que os hotéis pudessem retomar as suas atividades turísticas. Em junho, o grupo pediu às autoridades públicas que dessem um “passo qualitativo” no cuidado aos sem-abrigo. Sem resultado. A duração do alojamento também foi restringida. Com consequências, conforme descrito por três mães da República Democrática do Congo que agora enfrentam as dificuldades de mudar constantemente de alojamento. Longe vão os períodos renováveis ​​de um mês no mesmo alojamento, o que permitiu estabilizar a situação ao mínimo e matricular as crianças numa escola próxima. Todas as semanas havia mudanças: "De manhã tivemos que sair com todos os nossos pertences. Perambulamos pela cidade para dormir. E não sabemos o que vai acontecer conosco durante as Olimpíadas. Poucos dias antes Durante os Jogos, as acomodações foram realocadas. Eles ficam abrigados por trinta dias em "locais tampão" na região de Île-de-France, locais explicitamente "não perenes", segundo nota interna de Drihl. Outra forma de esconder a miséria enquanto duram os Jogos.

Os campos são evacuados e o espaço público também se torna inóspito para evitar a sua deslocalização. No Quai de Jemmapes (relativamente perto, por exemplo, do Centro Pompidou), “mesas de piquenique e uma nova barcaça” foram montadas no dia seguinte à evacuação, relata Paul Alauzy. Na Galerie de l'Ourcq (no Parc de la Villette), onde um acampamento foi evacuado em 16 de julho, será instalada uma estação Vélib' (aluguel de bicicletas) para facilitar o acesso à área de festas de la Villette do Parque. Na ponte Stains, em Aubervilliers (Seine-Saint-Denis), colocaram blocos de cimento que parecem peças de Lego. Embora os campos não sejam uma solução de abrigo, as evacuações levam a um isolamento social ainda maior e distanciam os evacuados das associações (que lhes prestam assistência).

Quando solicitado a carregar a chama olímpica, Pierre, cofundador da associação BubbleBox, que constrói chuveiros móveis para moradores de rua, refugiados e imigrantes, “hesitou em dizer não”. Mas aceitou para o bem dos beneficiários e dos activistas da associação. “Se eu carreguei a chama, foi para eles, porque eles têm a chama e a carregam todos os dias. Essa chama ilumina, aquece, ateia fogo, nunca se apaga”. Migrantes, refugiados, trabalhadores sem documentos, menores não acompanhados, profissionais do sexo... todas estas pessoas invisíveis esperam que as suas histórias nos ajudem a tomar consciência da situação. Le Revers de la médaille planeja fazer um balanço dos Jogos Olímpicos em setembro. Pierre conclui: “Esperamos poder desfrutar dos Jogos sem que a celebração seja ofuscada pelo tratamento indecente de seres humanos vulneráveis ​​e excluídos”.

sábado, 6 de julho de 2024

COMO ENFRENTAR A EXTREMA DIREITA * Breno Altman / SP

COMO ENFRENTAR A EXTREMA DIREITA
Breno Altman / SP

Solução democrática está condicionada à emergência de um novo projeto civilizatório, anti-imperialista e anticapitalista.

As recentes eleições europeias alarmaram o teatro político, agora agravado pelo crescimento da extrema direita no primeiro turno da disputa parlamentar francesa. O neofascismo, a julgar por esses fatos, continua em rota ascensional. À espera do resultado da corrida presidencial nos Estados Unidos, distintas correntes ideológicas estão em polvorosa. Vitorioso Donald Trump, a democracia liberal poderia estar em grave perigo.

O senso comum, da esquerda institucional à direita tradicional, parece indicar que, diante de tão grave ameaça, todas as forças democráticas deveriam se juntar para barrar a extrema direita. A contradição principal do planeta, para muitos, seria entre democracia e autoritarismo, como apregoa o governo Joe Biden, em um discurso que pretende isolar tanto o ultraconservadorismo quanto nações como China, Irã e Rússia.

Essa narrativa, contudo, padece de evidente paradoxo. Afinal, por que deveria ser defendido o sistema responsável pela alimentação do extremismo, ao propagar uma brutal onda de insatisfação? Qual o sentido de advogar essa ordem, quando é a sua existência que infelicita a maioria dos cidadãos e os empurra para a pulsão destrutiva da qual se apropriam grupos neofascistas?

Natural que velhas castas se agarrem como náufragos desesperados ao pacto pós-soviético, sustentado pela supremacia das ideias liberais. De republicanos tradicionais a sociais-democratas, esses grupos representam forças dirigentes de um mundo em crise e obviamente não desejam entregar a rapadura.

Por que, no entanto, partidos de esquerda deveriam se juntar a esse roteiro, no qual salta às vistas que seu papel seria coadjuvante e subordinado, além de abrir espaço para a extrema direita monopolizar o discurso antissistema? Não seria pura falcatrua chancelar a estrutura que empurra grande parte da humanidade para o empobrecimento, desigualdade, catástrofe climática e guerra?

Bem fizeram as legendas progressistas da França, ao constituírem, para enfrentar os extremistas de Marine Le Pen, uma alternativa ao social-liberalismo do presidente Emmanuel Macron, a Nova Frente Popular, ainda que limitada pela presença do Partido Socialista, parceiro da política pró-Ucrânia e pró-sionismo do atual mandatário.

A verdade é que a dualidade entre democracia e autoritarismo está longe de ser o crivo real da atual situação planetária. Essa leitura restringe-se a descrever duas alas empenhadas em proteger, com estratégias e radicalidades diferentes, o mesmo modelo que colocou o mundo à beira do abismo – e que foi estabelecido pelo sistema imperialista liderado pelos Estados Unidos, com seu programa neoliberal e neocolonial.

Somente haverá saída para essa crise profunda através do fortalecimento de coalizões cujo propósito principal seja enterrar o ordenamento hegemônico desde o final da Guerra Fria. Uma solução efetivamente democrática está condicionada à emergência de um novo projeto civilizatório, anti-imperialista e anticapitalista, capaz de converter o mal-estar dos povos em mobilização transformadora.

Aprisionada à armadilha do fim da história, segundo a qual o capitalismo e a democracia liberal seriam a última estação do trem, a humanidade estará cavando sua própria sepultura.
xxx

sexta-feira, 31 de maio de 2024

LULA, ROMPA COM ISRAEL JÁ! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

LULA, ROMPA COM ISRAEL JÁ!!
REUNIÃO COM A COMUNIDADE CULTURAL
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Carta aberta ao presidente Lula sobre o genocídio do povo palestino

Estimado presidente Lula,

Antes de mais nada, queremos saudá-lo por seu comportamento sempre firme e coerente em solidariedade ao povo palestino, denunciando reiteradamente o genocídio do qual é vítima, especialmente suas mulheres e crianças.

O Brasil tem apresentado seguidas propostas para o cessar fogo na Faixa de Gaza e a solução de dois Estados estabelecida por resoluções internacionais. Graças ao seu governo, somos uma das nações que reconhecem, no âmbito das Nações Unidas, a soberania e a independência da Palestina.

No entanto, a crescente violência imposta pelo governo Netanyahu, com ataques desumanos e cruéis contra civis, obriga o mundo a ir além de gestos e propostas diplomáticas, como já debatem diversos países da União Europeia e outras regiões.

O governo Netanyahu viola abertamente deliberações emanadas da Corte Internacional de Justiça, colocando-se à margem do direito, além de desrespeitar o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral da ONU.

Recentes ataques contra um acampamento de deslocados em Rafah, no sul de Gaza, com dezenas de inocentes assassinados, demonstram claramente inaceitável desprezo à ética humanitária.

Estamos convencidos, querido presidente, que é hora de nosso país se juntar às demais nações que romperam relações diplomáticas e comerciais com o Estado de Israel, exigindo o cumprimento das decisões que colocam fim ao genocídio e garantem a autodeterminação do povo palestino.

Essas medidas, adotadas por nosso país e sob uma liderança de sua envergadura, certamente serviriam de exemplo a outros governos e constituiriam uma imensa contribuição para que se encerre essa carnificina insuportável.
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OS MENINOS INVISÍVEIS
CLUBE DEPORTIVO PALESTINO/CHILE

sexta-feira, 19 de abril de 2024

NAZISTAS "BICHAM" O BRASIL DESDE SANTA CATARINA * Melissa Rocha/Sputnik Brasil

NAZISTAS "BICHAM" O BRASIL DESDE SANTA CATARINA

Em entrevista à Sputnik Brasil, especialistas analisam a expansão de células neonazistas no Brasil, sobretudo na região Sul, e explicam como essa tendência remete às tentativas do Terceiro Reich alemão de fazer do país uma de suas bases para a difusão da ideologia nazista pelo mundo.
O debate em torno da ascensão do neonazismo no mundo costuma ser focado na Europa, especialmente na Alemanha e na Ucrânia. Porém a ideologia também vem se alastrando pelo Brasil, onde há uma grande incidência de células neonazistas.
Na semana passada, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) enviou à Organização das Nações Unidas (ONU) um relatório no qual classificou como alarmante o crescimento de grupos neonazistas no Brasil. O documento alerta que a ascensão do neonazismo está ligada ao aumento no número de ataques em escolas.
O alastramento da ideologia nazista é observado em todo o Brasil, porém mais grave no recorte da região Sul, sobretudo no estado de Santa Catarina, que segundo o CNDH tem o cenário mais preocupante.
Segundo um relatório feito em 2022 pela antropóloga Adriana Dias, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) referência em pesquisa sobre o neonazismo no Brasil, falecida em 2023, o número de células neonazistas no Brasil saltou de 72 em 2015 para 1.115 em 2022.
No ranking de estados com maior concentração de células nazistas, os três do Sul constam nas primeiras cinco posições, sendo liderado por Santa Catarina, com 320 células, seguida de São Paulo (268), Paraná (197), Rio Grande do Sul (159) e Rio de Janeiro (61).
Em entrevista à Sputnik Brasil, especialistas analisam quais as causas da ascensão do neonazismo no Brasil, por que a região Sul é a mais fértil para o alastramento dessa ideologia e como combater o avanço das células extremistas no país.

A origem do nazismo no Brasil
BOLSONARO ASSUME SEU NAZISMO
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terça-feira, 16 de abril de 2024

ISRAEL É UMA COLÔNIA DE ANDROIDES * Samuel Braun/SP

ISRAEL É UMA COLÔNIA DE ANDROIDES
Israel não é um país normal que “tem de tudo”. Israel é um experimento.

Foi construído a partir da planejada importação de pessoas de uma mesma etnia e religião, de diferentes partes da Europa, para deliberadamente colonizar as terras e a população local. Não todos desta etnia ou desta religião, apenas aqueles dispostos a este projeto supremacista.

Ao longo da vida, todo o Estado construído com leis e filosofia de apartheid, desde a alfabetização rudimentar familiar até o letramento escolar orientado à linguagem supremacista, teocrática e racista. Uma geração passando pra outra. Todos os ritos sociais em torno desse ethos.

Não se trata de um segmento social radicalizado, ou mesmo de uma maioria social opressora num contexto multicultural, é a ordem estatal de um país legalmente pertencente a uma “raça”.

Se isso não bastasse, há a mesma construção de identidade no inimigo vital: os palestinos. Odiá-los e desejar seu extermínio é naturalizado até nos livros didáticos, cânticos infantis e festejos oficiais.

Não se trata de uma horda de bolsonaristas, ou de supremacistas brancos do sul dos EUA, é a própria essência do enclave nacional.

A única solução é desmontar essa institucionalidade racial segregacionista e substituir por um Estado multiétnico e democrático a partir de uma amplo política de retorno palestino."


Samuel Braun
Mestre em Ciência Política
Doutorando em Economia Política Internacional
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segunda-feira, 15 de abril de 2024

A BESTA DO FASCISMO NÃO DORME * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

A BESTA DO FASCISMO NÃO DORME

"Bolsonaro - embora se trate de um anormal, vitorioso na eleição ou no golpe implantaria uma ditadura que nos faria sentir saudade dos militares."
DOSSIE BOLSONARO NAZISTA

*A AMEAÇA – AINDA – SEM NOME*

*Ruy Castro*

Nos anos 1930, o mundo tremia ao ouvir falar do Comintern, a Internacional Comunista. Hoje, sem nome, há uma Internacional da Extrema Direita, e o mundo ainda não se tocou. Ela já detém o governo na Itália, Polônia, Hungria e Holanda. Integra ou apoia o governo na Finlândia, Suécia e Grécia. Cresce a galope na França. Chegou perto nas eleições em Portugal e Espanha. Pândega ou trágica, venceu na Argentina. Promove o terror na Alemanha, no Canadá e na Nova Zelândia. E os EUA podem ter Trump de volta.

No Brasil, Bolsonaro tem processos e acusações suficientes para enjaulá-lo por 500 anos. Isso ainda não aconteceu porque a Justiça tem de seguir o seu curso "normal" —embora se trate de um anormal que, vitorioso na eleição ou no golpe, implantaria uma ditadura que nos faria sentir saudade dos militares. Daí, Bolsonaro continua à solta, arrotando ameaças e pautando a imprensa.

A extrema direita tem uma receita universal. Populismo, nacionalismo, discurso moral e religioso. Xenofobia, repúdio a imigrantes e racismo. Desprezo pelos partidos e pregação da antipolítica. Domesticação ou fechamento do Judiciário. População armada. Antiliberalismo. Negacionismo. Rejeição às teses identitárias e rancor contra artistas e intelectuais. E, com o apoio de seus zumbis nas redes sociais, disseminação de fake news, discurso de ódio com ameaças físicas e inversão de conceitos —falam de "liberdade", "democracia" e "eleições limpas" e, quando no poder, esses valores são os primeiros a serem cancelados.

Elon Musk, o Führer das plataformas digitais, encarna esse programa. Seu desacato ao Brasil poderia ter sido ditado por Bolsonaro. Mais cedo do que pensamos, o mundo pagará caro por essa tecnologia sem pátria e sem freios.

O Comintern fracassou em tudo e acabou em 1943. A Internacional da Extrema Direita apenas começou e, aos poucos, vai ganhando todas.
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terça-feira, 26 de março de 2024

DE QUE RI A NAZISTALHA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

DE QUE RI A NAZISTALHA
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CHACINAS EM SÃO PAULO

Na noite desta segunda-feira (11), duas mortes ocorreram em Sambaiatuba, e a terceira, em Itararé, na madrugada desta terça-feira (12). Vídeos divulgados pelo site Uol mostram um homem alvejado na cabeça sendo carregado por moradores, enquanto horas depois, a população local protestou nas ruas do bairro, incendiando um ônibus.

Isso ocorre no momento em que o Governador agenda uma visita ao genocida Beniamin Netanyahu, levantando suspeitas sobre uma possível influência direta do estado de São Paulo em consultoria com Israel para aprender a matar com mais eficiência.

As mesmas armas que matam palestinos, matam nossos filhos no Brasil. Rejeitamos a visita de Tarcísio a Israel.

A viagem do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ocorre no momento em que as mortes na Baixada Santista, em São Paulo, atingem pelo menos 39 pessoas, enquanto em Israel ultrapassam 31 mil. Isso levanta a questão: Não é suficiente para vocês? Quanto vale a vida de jovens palestinos e jovens pretos em nossas periferias?

É evidente que as mesmas armas testadas em um experimento genocida em Gaza são usadas pelas forças policiais no Brasil.

Tarcísio não vai para Israel para fazer turismo; a visita não é de cortesia. Estamos presenciando um momento assustador que levanta diversas questões sobre respeito e defesa aos direitos humanos de nossos filhos.

A visita do governador de São Paulo não pode passar despercebida. Nós, pais e mães que choramos pelos filhos mortos na Palestina, devemos repudiar e nos unir às manifestações nas ruas, nas redes sociais e em almoços familiares. Talvez esta seja a hora, mais do que nunca, de unirmos as causas e lutarmos uns pelos outros, afinal, somos todos alvos dessas mesmas armas, seja na Palestina ou nas periferias; é nosso sangue e o de nossos filhos que escorrem dos canos das armas.

Chega, basta! Parem de matar nossos filhos!
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quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Eleições e religião: a nova aposta do bolsonarismo * Glauco Faria/OutrasPalavras

Eleições e religião: a nova aposta do bolsonarismo


Ultradireita dá demonstração de força, mas talvez já conte perder sua principal referência. Falas de Malafaia e Michelle sugerem aposta no pleito de outubro, com discurso apoiado em hipocrisia moral e fundamentalismo religioso.


A manifestação da Avenida Paulista, realizada neste domingo (25), atendeu a algumas das necessidades mais urgentes de Bolsonaro em um cenário no qual a sua condenação e posterior prisão passam a ser dadas como favas contadas. Primeiro, como o próprio ex-presidente disse em seu discurso, retratou, em “uma imagem para o Brasil e para o mundo”, que a extrema direita ainda tem poder de mobilização, embora tenha sido um ato nitidamente inferior a outros realizados pela base bolsonarista. Há três razões para o declínio: o cenário adverso do ponto de vista político, a ausência dos grandes financiadores, hoje temerosos em relação ao que pode vir das investigações da Polícia Federal sobre a irrigação de recursos para sustentar o golpismo, e o de não estarem mais à frente do Executivo federal.


Se antes eram eventos pulverizados em várias cidades, ontem foi São Paulo o centro imagético que provaria a resistência da extrema direita brasileira. Mais do que o número de presentes em si, calculados em aproximados 185 mil, segundo grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), é importante observar o sentido e as mensagens veiculadas durante o ato, que apontam para o que será do bolsonarismo, caso se veja sem a figura que dá nome ao movimento.

O primeiro sentido político é bem evidente: buscar anistia e insistir na tese de que não houve tentativa de golpe, a despeito de toda a apuração feita até agora pelas autoridades policiais. Bolsonaro se referiu mais de uma vez às pessoas que participaram dos acampamentos e do 8 de Janeiro como “pobres coitados”. “O que eu busco é a pacificação, é passar uma borracha no passado. É buscar maneira de vivermos em paz, não continuarmos sobressaltados. É, por parte do parlamento brasileiro, uma anistia para os pobres coitados que estão presos em Brasília”, disse.

Há projetos no Congresso Nacional, como o do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), para anistiar pessoas envolvidas no 8 de Janeiro, mas, além da pouca viabilidade política de apreciação e aprovação nas duas casas legislativas, juristas apontam que qualquer iniciativa de anistia para crimes contra o Estado democrático de direito é inconstitucional. Mesmo assim, Bolsonaro tenta fazer o que sempre fez (com relativo sucesso, dada a adoção por parte da mídia comercial do jornalismo declaratório e pela busca de audiência): pautar a agenda política e se fazer de vítima de perseguição.

O mais longo discurso na manifestação foi o do pastor Silas Malafaia, responsável pelo aluguel dos trios elétricos e principal organizador do ato. A sua fala foi a mais efetiva em costurar uma versão que amalgamou fake news, recortes descontextualizados de fatos e declarações de terceiros e informações distorcidas para contar uma história sobre uma suposta “engenharia do mal” articulada para perseguir Bolsonaro.

Em seu revisionismo de um passado recente, retratou o ex-presidente como alguém que havia fumado o “cachimbo da paz”, após suas declarações de que não respeitaria mais decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, dadas em 7 de setembro de 2021. Na fábula de Malafaia, o então chefe do Executivo ficou “em silêncio absoluto” após a derrota nas eleições de 2022, foi aos EUA no final de seu mandato e “não falou de ninguém”, como se fosse um resoluto respeitador do pleito eleitoral, e não alguém que não só tramava um golpe, mas que também havia feito um discurso dúbio no fim do seu mandato, dizendo, entre outras coisas, que “as Forças Armadas deviam lealdade ao povo”.

Se Bolsonaro não podia atacar o STF, coube a Malafaia fazê-lo, com sua ficção da tal “engenharia do mal” e também ao apontar que Alexandre de Moraes teria “sangue nas mãos” em função da morte de um dos presos pelos ataques golpistas de 8 de Janeiro que estava na Penitenciária da Papuda. O pastor afirmou que o ministro “vai dar conta a Deus”. Não é a primeira vez que ele diz isso. Para passar a imagem de um Bolsonaro sereno, foi o pastor que encarnou a virulência que forja inimigos e amarra o discurso permeado de ódio que tem o poder de mobilizar.

“Momento da libertação”

Ainda que seja um líder de igreja, não foi de Malafaia o discurso com maior teor religioso, e sim o da ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro. Ela discursou por quase 16 minutos, em uma fala que misturou pregação, oração, citações bíblicas e política.

Deus teve o nome mencionado 32 vezes por ela, com referências, também na casa das dezenas, ao termo “Senhor”, que esteve presente em frases como “o Brasil é do Senhor”. “Meu marido foi escolhido e declarou que era Deus acima de todos. Se é difícil com Deus, é impossível sem Ele”, disse ainda, sempre em tom choroso, fazendo da trajetória do cônjuge uma espécie de jornada do herói.

O momento mais emblemático, no entanto, talvez tenha sido o trecho em que condenou quem havia dito que “não poderiam misturar política com religião, e o mal ocupou o espaço”. Em seguida, clamou: “chegou o momento da libertação”. Ali, Michelle não só fez uma espécie de autorização para si a respeito da junção entre religião e política, posicionando-se como alguém que encarna esse ideário, mas também legitimou tal união como uma forma de combater o que chama de “mal”. Ela também agradeceu ao pastor Malafaia pela “mobilização”.

Michelle tomou a palavra por um tempo quase duas vezes e meia maior do que o discurso do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que em seu discurso divulgou conquistas do governo anterior que não eram dele, como o Pix. “Quem eu era, não era ninguém. E o presidente apostou em pessoas como eu e tantos outros que surgiram que tiveram posição de destaque porque ele acreditou”, disse, reforçando seu vínculo com o ex-chefe. Mas mostrou dificuldades em realizar uma comunicação mais direta com o público, falando do “desafio da representatividade que só vai ser vencido com liberdade” ou do “desafio da segurança jurídica para que a gente tenha previsibilidade”. Nada que anime qualquer tipo de plateia.

No evento, a diferença entre Michelle e Tarcísio era nítida: enquanto uma figura tinha o poder de atrair e agitar a base do ex-presidente, encarnada no fervor religioso que se torna ainda mais protagonista, o outro era o aceno à elite econômica e àqueles que não se importam com pendores autoritários ou mesmo com o frágil arranjo democrático brasileiro, sempre dispostos a abraçar o extremismo se lhes for conveniente.

O bolsonarismo sem Bolsonaro

O ato serviu para mostrar quais são os caminhos de um bolsonarismo que não terá Bolsonaro, já que hoje ele está inelegível e tem um caminho tortuoso em termos judiciais por conta de uma tentativa de golpe de Estado. O braço religioso da base extremista se fortaleceu e é hoje a avalista da sobrevivência desse segmento.

A Justiça, ao enquadrar militares de alta patente, enfraqueceu o ímpeto das Forças Armadas que, em uma espécie de política de redução de danos, buscam isolar os golpistas mais notórios para preservar sua imagem e seu poder de influência. Contam, para isso, com parte da mídia comercial e com aliados importantes nos Três Poderes. Isso, no entanto, acarreta perda de espaço no bolsonarismo, tanto do ponto vista das figuras que seriam protagonistas como na organicidade que sustenta o extremismo.

E esse vácuo já está sendo ocupado por Malafaia e outras lideranças do meio. Não à toa, Bolsonaro disse em seu discurso que era preciso ter atenção para votar nos “vereadores”, que em sua fala vieram antes mesmo dos prefeitos. Grupos evangélicos neopentecostais mobilizaram-se para as eleições dos conselheiros tutelares, em 2023, também para fomentar candidaturas às Câmaras de vereadores em 2024, projetando voos legislativos mais altos daqui a dois anos. O projeto de expansão da base de fiéis se relaciona com o aumento da participação política em nível institucional e o ato de domingo evidenciou que será o bolsonarismo a mola propulsora desse objetivo.

A anistia e a falta de uma justiça efetiva de transição democrática deram ao Brasil um governo de militares eleito pela via direta. Agora, as isenções tributárias, a falta de controle sobre movimentações financeiras de denominações religiosas, as vistas grossas diante de seu controle sobre veículos de comunicação, além da imunidade de lideranças que podem falar absolutamente qualquer coisa em seus púlpitos (o que inclui propaganda política irregular e destilação de toda sorte de preconceitos) podem legar ao país mais um elemento destinado a corroer seu tecido institucional.
ANEXOS

BOLSONARO É JUDEU?
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QUARTEL DA UNIVERSAL
Bope inaugura templo evangélico dentro do batalhão
Espaço já reúne nos cultos até 100 fiéis, que precisam se identificar na entrada e podem ser revistados. Obra foi realizada com doações:
https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-06-06/bope-inaugura-templo-evangelico-dentro-do-batalhao.html

Os cultos são animados pela Tropa de Louvor, a banda gospel do Bope, que tem um CD lançado e cujos músicos são conhecidos como ‘Caveiras de Cristo’. No dia da inauguração, o presidente da ONG Rio de Paz, o também pastor Antônio Carlos Costa fez uma pregação, falando da importãncia espiritual do “nascer de novo”. Nos cultos, há leituras bíblicas, testemunhos e orações. “Para nós, missão dada é missão cumprida. Inclusive quanto às coisas de Deus”, finalizou Monteiro.
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sexta-feira, 17 de novembro de 2023

BRASIL PRECISA SER DESNAZIFICADO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

BRASIL PRECISA SER DESNAZIFICADO
NO CAMINHO COM MAIAKÓVSKI

Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakósvki.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho e nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz:
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas no tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares,
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.

E por temor eu me calo.
Por temor, aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!

Eduardo Alves Costa/SP

SOBRE A EXTREMA DIREITA FASCISTA NO MUNDO


A extrema direita 

Se sustenta nas mentiras,

Na postura autoritária 

E no vocabulário chulo

Das suas falas.

O fascismo procura se impor pela violência,

Pronunciando discursos de ódio contra um grupo ou contra alguém. 

A extrema direita defende a prática da tortura,

Estimula a intolerância 

E se alinha ao que há de pior na sociedade.

O fascista grita a sua falta de argumentos,

Revelando o ser inculto que é.

A extrema direita se diz patriota privatizando as nossas empresas públicas,

As nossas Universidades e o nosso sistema público de saúde. 

O fascista traz a palavra "Deus" no seu slogan,

Ao mesmo tempo em que quer armar toda a população e eliminar com a morte ou o exílio aqueles que lhe são oposição. 

A extrema direita é elitista, racista, xenofóbica, misógino, homofóbica e insensível às desigualdades e injustiças sociais.

O fascista é perverso, cínico, mau e cruel.

A extrema direita é neoliberal, implementando políticas públicas que retiram direitos dos trabalhadores e promove favorecimentos ao grande capital, defendendo um Estado Mínimo para a ordem social e um Estado Máximo para a ordem econômica, insuflado um individualismo extremo e negligenciando o Estado Social. 

O fascista defende ditadura e regime militar, atacando as instituições democráticas e perseguindo professores, intelectuais e artistas.

A extrema direita tem como matriz a ignorância e faz da Estupidez a sua bandeira, destruindo o meio ambiente, desqualificando a  ciência e criando teorias conspiratórias que não encontram fundamento na razão.

O fascista de extrema direita fala de pátria, ao mesmo tempo em que ataca a soberania, colocando o Estado nas mãos do mercado ao promover reformas Constitucionais nesse sentido. 

A dissonância cognitiva coletiva continua avançando numa dimensão mundial,

Tornando perigosa a vida neste planeta,

Colocando em risco todo ser vivo existente aqui.

Então, já passou da hora de se ter consciência da gravidade do tempo de agora, o que exige a elaboração de estratégias de resistência e de mudança de rumo político na direção de uma esquerda raiz - uma esquerda de verdade -, que possa transmitir confiança, sintonia, esperança e sinceridade nas suas falas e nas suas práticas, na defesa incondicional do interesse público, dos diteitos de cidadania, da nossa dignidade e da justiça social;

E na defesa, principalmente, do nosso Texto Constitucional de 1988 - a nossa Constituição Cidadã. 


Wladimir Tadeu Baptista Soares 

Cambuci/Niterói - RJ

Nordestino 

wladuff.huap@gmail.com 

20/11/2023

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VI ÁLVARES
ZOANDO A GADAIADA
15 de Novembro
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FORA LULA REÚNE 7 BOLSONARISTAS EM CURITIBA
CRIME ORGANIZADO
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