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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

UNIDADE DOS POVOS LATINO-AMERICANOS PARA DERROTAR O IMPERIALISMO * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA - LCB

UNIDADE DOS POVOS LATINO-AMERICANOS PARA DERROTAR O IMPERIALISMO
LIGA COMUNISTA BRASILEIRA - LCB


O ataque de Donald Trump à Venezuela, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada Cilia Flores, é um emblema de como será a nova doutrina geopolítica dos Estados Unidos para a América Latina. Embriagado pelo sucesso da operação, Trump declarou: “Não preciso do direito internacional” e só seguirá sua “própria moralidade”. O tom agressivo de suas declarações revela a disposição do imperialismo estadunidense de impor sua vontade pela força, sem qualquer tipo de disfarce, como forma de contornar sua decadência.

E, agora, Trump lança novas ameaças aos povos e países da América Latina. Para o México, sugeriu a possibilidade de bombardear áreas do país perto da fronteira com os Estados Unidos, em nome de combater grupos narcotraficantes. E tem exigido da presidenta do país, Claudia Sheinbaum, o fim da venda de petróleo a Cuba. Quanto a Colômbia, ameaçou o país e o presidente Gustavo Petro de ter o mesmo destino de Nicolás Maduro, caso não pare com as críticas ao imperialismo estadunidense. As ameaças a Cuba se tornam ainda mais graves, com Trump sinalizando uma intervenção militar na Ilha, caso esta não desista de seguir seu caminho revolucionário de construção do socialismo.

Apesar do sucesso e do forte impacto do sequestro do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores, Trump foi incapaz de impor uma derrota à Revolução Bolivariana. O chavismo continua com o poder de Estado nas mãos e a cadeia de comando está mantida. As Forças Armadas não têm exibido sinais de fraturas internas. Resta, a Trump, lançar bravatas de um suposto acordo entre seu governo e a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodriguez, como forma de tentar dividir o chavismo. E a exigir do novo governo o envio de milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, bem como acabar com os inúmeros convênios com Cuba, se Delcy não quiser ter um destino ainda pior do que o do presidente Maduro.

A agressividade do imperialismo estadunidense coloca a defesa da soberania nacional como uma necessidade premente dos povos latino-americanos. Sem a soberania nacional sobre todos os nossos recursos naturais será impossível construir um futuro de paz e dignidade para as nossas nações. Historicamente, o maior obstáculo à conquista da soberania nacional são as classes dominantes latino-americanas, cuja política é a de se colocar, em graus variados dependendo do país, como sócia menor do imperialismo. Cabe às massas trabalhadoras latino-americanos a tarefa de recuperar completamente a nossa soberania.

No momento imediato é preciso exigir o respeito completo à soberania da Venezuela. Isso passa por exigir a libertação do presidente Nicolás Maduro e da deputada e primeira combatente Cilia Flores. Não se trata, neste momento, de gostar ou não do governo Maduro. Mas de respeitar a integral soberania do povo venezuelano sobre seu destino, sem a interferência dos Estados Unidos, que age sempre no sentido de apoiar governos e políticos favoráveis aos seus interesses.

Por fim, a esquerda brasileira em seu conjunto precisa abrir o olho e se preparar para uma acirrada disputa política em 2026. Só os incautos acreditam numa suposta “química” entre o governo brasileiro e Donald Trump. Os Estados Unidos não têm amigos, mas interesses. E se o seu maior objetivo, hoje, é acabar com a Revolução Bolivariana, seu alvo no fundo é se apossar do Brasil.

Já ao governo brasileiro cabe, nesse contexto, ser um ponto de contenção ao avanço do imperialismo sobre os países latino-americanos. Lula precisa exigir a libertação imediata de Maduro e Cilia Flores, como forma de restabelecer a soberania venezuelana agredida pelo sequestro. Ao mesmo tempo, liderar uma frente em defesa da soberania nacional e corrigir sua conduta até o momento errática em relação à Venezuela, aprovando a entrada imediata do país nos Brics.

A unidade e a luta dos povos latino-americanos transformará nosso continente na tumba do imperialismo estadunidense.

sábado, 27 de setembro de 2025

25 ANOS DA 2ª INTIFADA * Brasil de Fato

25 ANOS DA 2ª INTIFADA

Segunda Intifada Palestina, iniciada em 2000, completa 25 anos em um cenário de recrudescimento da violência contra o povo palestino. Ao BdF Entrevista, da Rádio Brasil de Fato, Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), avaliou que o atual genocídio em Gaza escancara ao mundo a verdadeira face de Israel.

“Nesse momento, nós temos a humanidade enxergando a cara feia do sionismo, a cara feia de Israel, que nunca tinha aparecido. Essa cara não é nova, só que as pessoas estão vendo essa cara agora, porque este é um genocídio televisionado”, disse.

Rabah destacou que a Segunda Intifada nasceu de uma grande frustração com os Acordos de Oslo, firmados em 1993. Para ele, a morte de Yitzhak Rabin, então premiê israelense, e a ascensão de figuras como Ariel Sharon, ex-primeiro-ministro de Israel, e Benjamin Netanyahu, atual premiê israelense, sabotaram qualquer possibilidade de paz.

“Ariel Sharon se opunha a qualquer solução negociada. Ele chega ao poder [em 2001] e, imediatamente, começa a invadir cidades palestinas da Área A e, logo em seguida, cerca Hebron, a própria Ramallah. Inclusive, ao invadirem Ramallah, cercam a Muqata, a sede do governo palestino em que ficava [o ex-presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser] Arafat”, recordou.

A chamada Área A é a parte da Cisjordânia que deveria estar sob controle palestino, conforme os Acordos de Oslo, enquanto Hebron e Ramallah são duas das principais cidades da região. A Muqata, em Ramallah, era o complexo governamental onde Arafat ficou sitiado até sua morte, em 2004.

Segundo o presidente da Fepal, a militarização da Segunda Intifada também foi usada como justificativa por Israel para ampliar a repressão. “Há quem diga que ela se militariza no seu segundo momento e, ao se militarizar, teria dado a Israel argumentos públicos e midiáticos. Em história não existe ‘se’. Nós temos o que aconteceu”, afirmou.

11 de setembro e fim da liderança de Arafat

Para Rabah, os ataques de 11 de setembro de 2001 mudaram drasticamente a percepção mundial sobre os árabes e reforçaram a repressão israelense. Ele lembra que o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deu o aval a Sharon para isolar e eliminar lideranças palestinas.

“Bush filho autoriza Ariel Sharon a implementar medidas de eliminação política e física de Yasser Arafat. Há também uma coordenação para a eliminação da liderança do Hamas”, apontou. O falecimento de Arafat em 2004 e a prisão de Marwan Barghouti, considerado uma espécie de “Nelson Mandela palestino”, simbolizaram o enfraquecimento das lideranças internas da resistência.

Reconciliação palestina e papel internacional

Apesar das divisões, Rabah se mostrou otimista com o processo de reconciliação nacional, mediado pela China em 2023, que tenta uma reunificação política entre as facções palestinas. Ele defendeu a integração do Hamas e da Jihad Islâmica à Organização para a Libertação da Palestina (OLP). “A OLP assume todo esse processo, em um governo de unidade nacional, com uma administração provisória exclusivamente para a reconstrução de Gaza”, explicou.

O dirigente também celebrou os reconhecimentos do Estado da Palestina por países ocidentais como Reino Unido, França, Canadá, Austrália e Japão, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), iniciada na última terça-feira (23). “Esses países não poderão, pelo menos em tese, apoiar o genocídio na Palestina ou a eliminação da população palestina porque eles reconhecem o Estado da Palestina”, afirmou.

Genocídio em curso

Para Rabah, a ofensiva israelense atual busca não apenas exterminar palestinos, mas também apagar provas de crimes de guerra. “Nós vamos impedir que se investigue. Então nós vamos matar todos os jornalistas, todos os médicos, destruir todos os hospitais, todos os prontuários médicos, destruir todos os documentos, destruir tudo para dificultar a investigação do genocídio”, denunciou, referindo-se às ações de Israel e dos EUA.

Apesar da gravidade do momento, ele aposta que o processo de descolonização da Palestina seguirá a mesma trajetória de resistência que derrubou o apartheid na África do Sul. “A luta é uma sequência de vitórias, derrotas, acúmulo, e há um momento em que o Apartheid deixou de ser admissível. Nesse momento, nós temos a humanidade enxergando a cara feia do sionismo. Esse genocídio nunca custou tão caro”, projetou.

25 anos da Segunda Intifada palestina | BdF Entrevista Ualid Rabah
RÁDIO BRSIL DE FATO

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

QUEM FINANCIA O GENOCÍDIO PALESTINO * Ana Paula Rocha/SE

QUEM FINANCIA O GENOCÍDIO PALESTINO
Governo de Sergipe comprou quase R$ 3,7 milhões em armas de ex-estatal israelense ligada a massacres de palestinos.

Ao todo, 274 carabinas da empresa Israel Weapon Industries Ltd foram adquiridas entre 2022 e 2023. A empresa é uma das fornecedoras das forças armadas israelenses, envolvidas em uma guerra genocida contra os palestinos.

Em 2022, nos últimos meses do mandato de Belivaldo Chagas (à época no PSD, atualmente no Podemos) como governador de Sergipe, seu secretário de Segurança Pública, João Eloy de Menezes, acordou a compra de armas da empresa Israel Weapon Industries Ltd, também conhecida pela sigla IWI.

A edição do Diário Oficial de Sergipe de 31 de agosto daquele ano traz o extrato do contrato, no qual consta que as 85 unidades de carabinas calibre 556 – 10 delas com mira holográfica – custariam aos cofres públicos US$ 187.715,15, o equivalente a R$ 1,08 milhões na cotação atual.

Em março de 2023, sob novo governo estadual, porém mantendo João Eloy à frente da segurança pública sergipana, outra compra de carabinas da mesma empresa: o governo do então recém-eleito Fábio Mitidieri (PSD) adquiriu 50 unidades a um custo de pouco mais de R$ 884 mil (US$ 152.501,16).

Seis meses mais tarde e em sua segunda compra de armas da IWI, a gestão Mitidieri divulgava o extrato do contrato para a aquisição de 139 carabinas calibre 556 no valor total de US$300.245,56, pouco mais de R$ 1,7 milhões.

Menos de 30 dias após essa transação, Israel intensificaria seus ataques a Gaza, matando pelo menos 44 mil pessoas até o momento – 70% delas crianças e mulheres. A investida contra a faixa de terra do tamanho do município sergipano de Japaratuba e que abriga mais 2 milhões de habitantes cercados por terra, ar e mar desde 2006 é classificada como genocida pela relatora especial das Nações Unidas (ONU) para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese. No rol de armamentos utilizados por Israel estão justamente armas da IWI.

A Mangue Jornalismo levantou os detalhes dos movimentos de aproximação do governo de Israel e da IWI com Sergipe. São gestos tímidos e concentrados nos últimos seis anos, mas que sugerem o interesse do país no menor estado nordestino, bem como a disposição das duas administrações estaduais sergipanas mais recentes em responder positivamente a estes acenos.

Para além de transações comerciais, as trocas incluem conversas – que não vingaram – para parcerias com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), única instituição pública de ensino superior do estado.

“Esse é um armamento de guerra”

Atualmente empenhado em sucessivos bombardeios contra a população civil de seus vizinhos, o autodenominado Estado judeu é pioneiro na exportação de tecnologia de ocupação para dezenas de países – e a Israel Weapon Industries é parte importante desta história.

Privatizada em 2005, ano no qual foi também rebatizada, a IWI foi fundada em 1933 como uma divisão da Israel Military Industries Ltd (IMI). À época, o estado de Israel ainda não havia sido implantado na Palestina, fato que se deu na segunda metade da década de 1940 após ataques coordenados de sionistas (defensores da existência de um Estado só para judeus) majoritariamente europeus a vilas palestinas, com expulsões violentas de seus moradores.

Conhecida por suas armas de fogo portáteis, a criação mais famosa da IWI é a submetralhadora Uzi, concluída em 1950 e utilizada na ocupação de áreas palestinas desde 1954, ano de sua adoção oficial pelas Forças de Defesa de Israel (mais conhecidas pela sigla em inglês IDF). Já as armas do tipo carabina, cujo nome comercial dado pela empresa é “ACE”, são mais recentes e foram pensadas para “atender às necessidades do campo de batalha moderno”.

No final de agosto de 2023, o governador Fábio Mitidieri entregou as 75 carabinas sem mira holográfica compradas ainda na gestão de Belivaldo Chagas. A Polícia Militar sergipana recebeu 55 delas e à Polícia Civil do estado ficou com as 20 restantes.

Já as 139 carabinas da terceira compra foram entregues à Polícia Civil de Sergipe no dia 21 de agosto deste ano. O armamento foi pago com recurso de emenda parlamentar destinada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que é delegado da Polícia Civil. O dinheiro faz parte de um repasse de 2022 no valor de R$ 3,5 milhões reservado para o “desenvolvimento de políticas de segurança pública, prevenção e enfrentamento à criminalidade”, como informado no Portal da Transparência.

BANCADA SIONISTA
A deputada federal Delegada Katarina (PSD); o senador Alessandro Vieira (MDB-SE); o secretário de Segurança Pública de Sergipe, João Eloy de Menezes; e o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), participaram de evento para entrega das 139 carabinas da empresa israelense IWI em agosto deste ano. Foto: André Moreira/Ascom governo de Sergipe.

Em seu agradecimento ao senador, o atual delegado-geral da Polícia Civil sergipana, Thiago Leandro, disse que “esse é um armamento de guerra” e explicou que a demora na entrega do armamento se deu por conta do conflito entre Israel e o braço armado do grupo palestino Hamas. “Agora vamos disponibilizá-lo para as equipes policiais civis para que possam combater o crime com mais eficácia”, afirmou o delegado-geral em notícia publicada no site do governo estadual.

Testado em combate

A deputada federal Delegada Katarina (PSD); o senador Alessandro Vieira (MDB-SE); o secretário de Segurança Pública de Sergipe, João Eloy de Menezes; e o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), participaram de evento para entrega das 139 carabinas da empresa israelense IWI em agosto deste ano. Foto: André Moreira/Ascom governo de Sergipe.

Em seu agradecimento ao senador, o atual delegado-geral da Polícia Civil sergipana, Thiago Leandro, disse que “esse é um armamento de guerra” e explicou que a demora na entrega do armamento se deu por conta do conflito entre Israel e o braço armado do grupo palestino Hamas. “Agora vamos disponibilizá-lo para as equipes policiais civis para que possam combater o crime com mais eficácia”, afirmou o delegado-geral em notícia publicada no site do governo estadual.

Os armamentos de guerra vendidos por fabricantes israelenses têm o selo de “testado em combate”, como explica o jornalista australiano Antony Loewenstein no livro Laboratório Palestina, lançado este ano no Brasil. Seu título faz referência ao uso dos mais variados tipos de armamentos contra a população palestina confinada em Gaza e nos territórios ocupados da Cisjordânia, onde estão, por exemplo, cidades como Ramallah, Belém, Jericó e Al Khalil (Hebron, em hebraico).

O site oficial da IWIinforma que “as armas da empresa são desenvolvidas em estreita colaboração com as Forças de Defesa de Israel [IDF]” e que “suas mais recentes configurações são o produto de interações contínuas, testes em campo e modificações resultantes de necessidades de combate e experiência”.

Questionado por e-mail pela Mangue Jornalismo se corrobora com a manutenção de laços comerciais com empresas diretamente envolvidas na morte de civis, o senador Alessandro Vieira disse que “a escolha do fornecedor é feita pelo Executivo, através de processo próprio. O parlamentar apenas atende a demanda orçamentária”.

Ele ressaltou que também destinou emendas parlamentares para áreas como saúde e assistência social, e concluiu sua resposta afirmando que “os resultados da segurança pública em Sergipe são positivos e com amplo reconhecimento nacional”.

Dentre esses resultados, a Mangue Jornalismo mostrou que Sergipe apresenta a maior taxa proporcional de mortes de crianças e adolescentes causadas por agentes da segurança pública, segundo estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Já a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) de Sergipe afirmou que, “assim como outras secretarias estaduais de segurança pública no Brasil, [a SSP-SE] realiza a compra de equipamentos de proteção individual, incluindo armas de fogo, exclusivamente com base na legalidade dos processos e na qualidade dos produtos adquiridos” e que “no caso das carabinas da Israel Weapon Industries (IWI), a escolha se baseia na combinação de características que tornam essas armas especialmente eficazes para o combate urbano e outras operações de alto risco”. Leia a nota completa ao final da reportagem.

Antes da primeira compra de armas da IWI, agentes de segurança em Sergipe já haviam tido contato com o modo israelense de usar a força. Em dezembro de 2017 e de 2018, o ex-IDF Michael “Mike” Milstein deu formação sobre proteção de autoridades para integrantes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), anteriormente conhecida como Grupo Especial de Repressão e Busca (GERB).

TREINAMENTO
Em dezembro de 2017 e de 2018, o ex-IDF Michael “Mike” Milstein deu formação para agentes de segurança em Sergipe. Imagem: Reprodução/Facebook.

Visita do embaixador israelense

Após ser eleito presidente da Frente Parlamentar de Amizade Brasil-Israel em 2015, o então deputado federal por Sergipe Pastor Jony Marcos (Republicanos) se movimentou para aproximar Sergipe de Israel. O ato mais expressivo nesse sentido foi a visita de Yossi Shelley, chefe da embaixada israelense no Brasil entre março de 2017 e março de 2021, à UFS. Na mesma passagem pelo estado, Shelley recebeu o título de cidadão sergipano.

A Mangue perguntou à reitoria da UFS se a universidade foi institucionalmente contatada pelo governo de Israel, instituições, grupos ou coletivos israelenses entre janeiro de 2023 e outubro de 2024 e se a reitoria está trabalhando em alguma atividade ou conversas com parceiros israelenses. Em resposta, a Coordenação de Relações Internacionais (CORI) da universidade respondeu negativamente às duas perguntas.

A coordenadoria, que é responsável pelas atividades com parceiros estrangeiros, ressaltou que “A avaliação da CORI é de que a UFS, como instituição pública, em respeito à Constituição Federal do Brasil, que reza sobre a ‘Prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais’, o ‘Direito à vida, à liberdade e à segurança’, e sobre o ‘Princípio da dignidade humana’, em solidariedade ao povo palestino, vítima de genocídio por parte de Israel, deve manter cautela e rigoroso escrutínio nas relações com aquele País [Israel].”

Apontado este mês como novo embaixador de Israel para os Emirados Árabes Unidos, Shelley foi acusado por uma mulher brasileira de ter cometido assédio sexual, segundo reportagem do jornal israelense Haaretz publicada no ano passado. A mulher afirmou que, em mensagens por aplicativo e em uma ligação de vídeo com Shelley, o embaixador teria tentado negociar a liberação de um visto de turismo para a brasileira em troca de favores sexuais. Cidadãos do Brasil são isentos da exigência de visto para viagens a Israel desde 2000.

Íntegra da nota enviada pela SSP-SE

A Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP), assim como outras secretarias estaduais de segurança pública no Brasil, realiza a compra de equipamentos de proteção individual, incluindo armas de fogo, exclusivamente com base na legalidade dos processos e na qualidade dos produtos adquiridos. Nessas aquisições, não entram em questão ideologias políticas ou preferências baseadas em aspectos específicos de outros países. As aquisições são feitas por meio de registros de preço de compras anteriores ou processos licitatórios, inclusive internacionais, sempre em conformidade com a legislação vigente.

Para a compra de armamentos, a SSP de Sergipe utiliza critérios rigorosos que priorizam a confiabilidade, precisão, durabilidade e adequação ao ambiente de atuação das polícias, levando em conta as necessidades operacionais das diversas unidades. Esses critérios asseguram que os equipamentos adquiridos respondam adequadamente às operações diárias e táticas, incluindo situações de alto risco.

No caso das carabinas da Israel Weapon Industries (IWI), a escolha se baseia na combinação de características que tornam essas armas especialmente eficazes para o combate urbano e outras operações de alto risco. As carabinas da IWI são amplamente reconhecidas por suas características técnicas e operacionais, sendo usadas por forças de segurança em diversos países, inclusive por unidades táticas no Brasil, como a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e outras equipes de operações especiais da Segurança Pública.

AQUI TEM MAIS

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sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Ato Político – Cultural em apoio à Resistência Palestina * Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino - DF

Ato Político – Cultural em apoio à Resistência Palestina

Diante do extermínio em curso contra o povo palestino, a heroica resistência tem mostrado que não serão as bombas, às mentiras propagadas intensamente pela mídia hegemônica e pelas redes, nem as milhares de mortes de crianças, mulheres e homens que impedirá a derrota do sionismo, que reproduz as práticas nazistas e do apartheid contra os povos palestino, libanês e sírio.

A resistência de todos os povos na região mostra que sempre haverá dignidade e disposição para combater os mais horrendos crimes em curso, desde a criação da organização sionista, em 1948, aprofundados a partir de 7 de outubro de 2023.

Mostre que você não perdeu a humanidade, nem a indignação, compareça ao Ato Político – Cultural em apoio à Resistência Palestina.

Dia 23.10, 19h, Teatro dos Bancários

Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino - DF

domingo, 29 de setembro de 2024

07 DE OUTUBRO INUNDAÇÃO DE AL-AQSA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

07 DE OUTUBRO INUNDAÇÃO DE AL-AQSA
PALESTINA LIVRE DO RIO AO MAR
ATO PÚBLICO
DIA 07 DE OUTUBRO ÀS 11HS
EM FRENTE AO CONSULADO DOS EUA
AV PRES. WILSON, 147 CENTRO-RIO.RJ
*
É CERTA A VITÓRIA DOS POVOS NA LUTA CONTRA O IMPERIALISMO

 Inicia-se mais um capítulo da luta mundial contra o capitalismo, e para isso, precisamos derrota-lo no campo de batalha. Até hoje perdeu todas as guerras, desde os tempos coloniais, como na invasão da Nicarágua, na década de 1930,  em que os guerrilheiros comandados por Augusto Cesar Sandino puseram seus marines para correr. Ou como no Vietnam, em que meninas tomavam fuzis da mãos dos seus mercenários e os conduziam ao campo de prisioneiros, ou, mais recentemente, no Afeganistão, aonde vimos ao vivo, a "tropa mercenária" se matando para entrar no avião e fugir do fogo guerrilheiro. Exatamente assim é que esperamos derrotá-lo nos campos do Oriente Médio, sob o fogo do povo palestino, do povo libanês e dos demais povos da região.

 A luta de libertação nacional empreendida por diversos povos mundo a fora ganha força todo dia. O imperialismo não consegue mais impor medo a ninguém. Veja a África, a Europa Oriental e agora o Oriente Médio. Os povos se levantam em lutas gloriosas. Não adianta mais propagar a invencibilidade da OTAN, do exército norteamericano, ou israelense. Não adianta mais bombardeios covardes de populações indefesas. No combate guerrilheiro os exércitos imperialistas perderam todas as guerras até hoje. Mas os financiadores de guerras sabem disso e só não recuam devido ao lucro do comércio de armas.

Os bombardeios contra Gaza, Cisjordânia e agora contra Beirute só tem feito crescer os exercitos guerrilheiros. A contratação de tropas pelo imperialismo caiu no vazio, pois a Ucrânia já demonstrou que o estoque de "buchas de canhão" está zerando. Ou seja, SÓ MORRE PELA PÁTRIA QUEM A AMA! Por isso, o guerrilheiro é um PATRIOTA, não um LIXO MERCENÁRIO.

Neste momento, Biden, Netanyahu, vampiros do sangue inocente, se desesperam atacando desordenadamente os paises visinhos de Israel, mas eles sabem que serão derrotados, exatamente no momento em que a onda antiimperialista se levantar de forma coordenada e atacá-lo de uma só vez. Nesse instante veremos o brilho da estrela de todos os mártires se acender no céu dos povos em luta.

PALESTINA LIVRE DO RIO AO MAR!!

COMITÊ PALESTINA LIVRE DO RIO AO MAR.RJ

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Primeiro de Maio para a Palestina! * Trabalho para a Palestina

Primeiro de Maio para a Palestina!
Emitido pela Rede Nacional Trabalhista pela Palestina , 6 de abril de 2024

Endossos organizacionais são bem-vindos aqui .

Em 23 de março de 2024, “em meio à dor e ao sangue, nos campos de deslocados, em meio aos escombros e às ruínas de nossas casas, oficinas, fábricas, lojas e instituições destruídas pela ocupação 'israelense', usando os EUA- fabricaram armas”, a Federação Geral dos Sindicatos Palestinianos-Gaza (PGFTU-Gaza) enviou aos trabalhadores, sindicatos e outras organizações laborais dos EUA um apelo urgente no Primeiro de Maio .

O apelo do PGFTU-Gaza saúda “alguns exemplos excepcionais de sindicatos, claramente demonstrados nos principais protestos que denunciam a guerra sionista de genocídio que está a ser travada na Faixa de Gaza”.

No entanto, também condena o “silêncio chocante e a negligência por parte do movimento operário internacional”, citando aqueles que “recuaram para posições verbais sem tomar medidas no terreno ou pressionar os decisores para parar esta guerra de extermínio, limitando as actividades sindicais a conferências e declarações e não se aprofundar na necessidade de garantir a ajuda humanitária, ou influenciar a opinião pública internacional para expor a verdade sobre os crimes sionistas e as práticas dos países aliados que continuam a apoiar Israel.”

O apelo destaca especificamente a necessidade de “proibir internacionalmente os sindicatos da ocupação [a Histdarut], uma vez que são parceiros na guerra do genocídio. Em particular, apelamos aos sindicatos americanos para que boicotem estes sindicatos para protestar contra a sua cumplicidade nesta guerra genocida.”

Em resposta ao apelo do Primeiro de Maio do PGFTU-Gaza e ao apelo urgente dos sindicatos palestinianos: Acabar com toda a cumplicidade, parar de armar Israel (16 de outubro de 2023) , a Rede Nacional do Trabalho pela Palestina reafirma que o trabalho deve ir além das palavras e aumentar a pressão parar o genocídio em Gaza:Exigindo o fim imediato do cerco a Gaza e de toda a ajuda militar dos EUA a Israel;
Seguindo o exemplo de Block the Boat, dos estivadores da Costa Oeste da ILWU e dos trabalhadores de todo o mundo que se recusam a construir ou transportar armas destinadas a Israel; e
Respeitando o piquete de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) liderado pelos palestinos, cortando os laços com a federação trabalhista racista de Israel, a Histadrut e seu porta-voz dos EUA, o Comitê Trabalhista Judaico , e desinvestindo de títulos e indústrias de Israel ligadas ao colonialismo dos colonos sionistas e ocupação.

Apelamos ainda à classe trabalhadora e aos órgãos trabalhistas em todos os EUA para que dêem continuidade ao apelo do Dia de Maio do Trabalho da Bay Area para a Palestina , tomando uma ou mais das seguintes ações em 1º de maio de 2024:Suspenda o trabalho e reúna-se com um contingente de trabalho para a Palestina ou amplifique as demandas para acabar com este genocídio dentro de sua ação local do Primeiro de Maio
Faça um ensinamento ou momento de silêncio
Publique uma foto de grupo com bandeiras, cartazes, keffiyehs, botões e outros símbolos da solidariedade palestina
Fazer panfletos e demonstrações em fábricas de armas, instalações militares ou outras instituições cúmplices
Invada as redes sociais com:
#MayDay4Palestina
#StopArmingIsrael
#BDS
#DumpIsraelBonds
#DroptheHistadrut
#DoRioaoMarPalestinaSeráLivre
Elabore outras ações criativas

Por que a Palestina é uma questão trabalhista? Um ferimento a um é um prejuízo para todos . O regime colonial israelita faz parte do mesmo sistema de violência estatal racista apoiado pelos EUA que brutaliza os negros, indígenas, pessoas de cor (BIPOC) e a classe trabalhadora em todo o mundo. Com o joelho de Israel no seu pescoço, os palestinos não conseguem respirar, e nós estamos incondicionalmente com eles, tal como eles estiveram com as nossas lutas pelas vidas negras e pardas, Standing Rock, direitos dos migrantes e muito mais. Nossos impostos financiam Israel . Os crimes de Israel são cometidos com mais de 3,8 mil milhões de dólares por ano (ou mais de 10 milhões de dólares por dia) em ajuda militar bipartidária dos EUA, dólares de impostos que deveriam ser gastos em empregos extremamente necessários, alimentação, habitação, cuidados de saúde, educação e transporte para os pobres. e pessoas que trabalham em casa. Nossos locais de trabalho armam Israel . Muitas das nossas fábricas, logística, academia, tecnologia e outros locais de trabalho sindicalizados – sem o nosso consentimento – produzem armas, transportes, investigação, tecnologia e outros materiais para o regime genocida israelita. Nossos sindicatos financiam Israel . Os nossos sindicatos já estão envolvidos – do lado errado. Nas décadas de 1920 e 1930, altos funcionários trabalhistas doaram milhões para a Histadrut, a federação trabalhista sionista que liderou a expropriação anti-palestina, o apartheid e a limpeza étnica, incluindo a Nakba (catástrofe) que estabeleceu o Estado israelense em 1948. Por mais de 70 anos anos, usaram as nossas taxas sindicais e fundos de pensões para comprar milhares de milhões de dólares em Títulos de Israel. Hoje, apesar das horrendas baixas palestinas, a maioria dos funcionários trabalhistas permanece em silêncio – ou pior.A solidariedade global da classe trabalhadora é a única forma de vencer . Mais do que nunca, nesta era de globalização, os trabalhadores e as pessoas oprimidas em todo o mundo são um inimigo comum. Não podemos vencer se estivermos atomizados pelo sindicato, ou mesmo pelo país. Precisamos de unidade internacional e de classe. Isto significa que cada trabalhador deve assumir a tarefa de construir a solidariedade com a Palestina – hoje um epicentro da luta de classes.Os trabalhadores podem impedir o genocídio israelita . Há mais de 50 anos, trabalhadores do setor automóvel árabes e negros lideraram uma greve selvagem e outras ações para protestar contra a cumplicidade do UAW com Israel. Hoje, podemos seguir o seu exemplo no respeito pelo piquete de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), protestando, apresentando resoluções sindicais e, acima de tudo, mobilizando o nosso poder colectivo no local de trabalho, como demonstrado pelos estivadores na África do Sul, na Índia , Suécia, Noruega, Turquia, Itália, Bélgica e o ILWU na costa oeste dos Estados Unidos, que respeitou o piquete de trabalho comunitário do Block the Boat, recusando-se a manusear carga israelita.

Trabalho Sindical Doado

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

É GENOCÍDIO SIM * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

É GENOCÍDIO SIM
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No Brasil, nazistas e assemelhados apoiam o massacre de palestinos.

Acusar o estado sionista de Israel de genocídio, solidarizar-se com os palestinos, é, para dizer o mínimo, um dever humanitário. Conforme as resoluções de seu Congresso, a Condsef/Fenadsef reafirma sua solidariedade ao povo palestino e ao povo judeu.

Condsef/Fenadsef

Em 17 de fevereiro, em Adis Abeba, capital da Etiópia, o Presidente do Brasil, Lula, declarou: "O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu: quando o Hitler resolveu matar os judeus(...). Não é uma guerra entre soldados e soldados. É uma guerra entre um Exército altamente preparado e mulheres e crianças".

Em reação, o governo de extrema-direita de Israel, presidido por Benjamin Netanyahu, declarou Lula "persona non grata" recebendo apoio entusiasmado do bolsonarismo no Brasil.

Não é segredo para ninguém que os mesmos deputados brasileiros de extrema-direita que apoiam a política genocida de Netanyahu mantêm relações com nazistas de outros países e são apoiados por grupos nazistas brasileiros de diversos matizes.

Eles defendem o sionismo, carregam bandeiras do estado sionista nas manifestações bolsonaristas.

O próprio Bolsonaro foi aplaudido por alguns sionistas quando, em abril de 2017, fez um discurso racista no Clube Hebráica do Rio de Janeiro ("Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais").

Ele também recebeu e tirou fotos com uma deputada de extrema-direita alemã, neta do ministro das finanças de Hitler.

Sob Bolsonaro a presidência usou frases de propaganda inspiradas na inscrição "O trabalho liberta", que havia na entrada de alguns campos de exterminação nazistas. 

Nada disso incomodou o governo sionista de Israel. Nunca se ouviu Netanyahu repudiar o apoio de fascistas e nazistas e declará-los "persona non grata". 

A declaração de Lula é verdadeira. Sionismo não é judaísmo, e por isso judeus em todo o mundo se erguem contra o genocídio dizendo "Não em nosso nome!". 

Os bombardeios de Israel contra um povo encurralado numa prisão a céu aberto já mataram quase 30 mil pessoas, metade mulheres e crianças, destruíram escolas, hospitais, universidades.

Acusar o estado sionista de Israel de genocídio, solidarizar-se com os palestinos, é, para dizer o mínimo, um dever humanitário.

Conforme as resoluções de seu XIV Congresso a Condsef/Fenadsef reafirma sua solidariedade ao povo palestino e ao povo judeu, contra o genocídio, e levanta a necessidade urgente de o governo brasileiro cancelar todos os contratos e acordos de cooperação militar, econômica e acadêmica com as empresas e entidades do estado sionista de Israel.

Cessar fogo imediato!

Fim dos bombardeios e do bloqueio a Gaza!

Direção Condsef/Fenadsef

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

DEFENDER A PALESTINA É COMBATER A EXTREMA-DIREITA NO BRASIL * Munir Naser/Monitor do Oriente

DEFENDER A PALESTINA É COMBATER A EXTREMA-DIREITA NO BRASIL

Desde a partilha da Palestina com a resolução 181 da ONU em 1947 até os dias atuais, a causa Palestina é uma referência de resistência e inspiração para os povos oprimidos em todo mundo. A relação dos Black Panter’s ( Panteras Negras ) com a OLP (Organização pela Libertação da Palestina) era notória. Para Jean Genet, militante anticolonial, antiracista, poeta e escritor, tanto os afro-americanos quanto os palestinos sofriam com a mesma opressão colonial.

No Brasil, o Movimento Negro Unificado (MNU) tem relações com a OLP desde a ditadura militar (1964-1985). Diante dessa conjuntura, a OLP em 1980 promoveu em São Paulo o encontro e a manifestação pública da organização no Teatro de resistência Ruth Escobar, porém os sionistas tentaram intimidar e silenciar vozes palestinas no ato, mas, graças à solidariedade e à força do recém fundando MNU, a garantia política do movimento e das falas foram exitosas. Além disso, juntamente com o Movimento dos Trabalhadores sem Terra, a Central Única dos Trabalhadores e o Movimento dos Trabalhadores sem Teto, o MNU entregou uma carta ao Governo Brasileiro exigindo o fim dos acordos comerciais com Israel, principalmente de caráter bélico e de inteligência/tecnologia.

Portanto, por que defender a causa Palestina no Brasil é combater a Extrema-direita?

Elencado com as principais reivindicações do povo brasileiro, que são reformas profundas diante das estruturas de poder que atualmente estão com crise de representatividade popular, descrédito nas instituições e na justiça, a causa Palestina aponta, ainda mais forte na conjuntura atual, um norte de resistência a ser seguido. O povo oprimido no Brasil colocou Luís Inácio Lula da Silva com suas próprias mãos no poder, mesmo contra a máquina pública, o assédio dos patrões, as operações golpistas da PRF, porém a estrutura do Estado ainda está bolsonarizada. O chantagista da União, Arthur Lira, o faminto centrão e a força da Extrema-direita no Brasil fazem com que a tarefa de reconstruir o país seja mais difícil.


As críticas duras do embaixador de Israel no Brasil ao Partido dos Trabalhadores, além do ferimento de protocolos diplomáticos atentando contra a soberania do país se reunindo com líderes da oposição no parlamento brasileiro, além do inelegível e investigado que promoveu o governo mais reacionário da história do Brasil até a redemocratização, Jair Bolsonaro, mostra a natureza perversa e anti-povo e o que representa o sionismo em qualquer lugar.

Desumanizando os palestinos como se fossem ‘incivilizados’ demais para serem salvos – Cartoon [Sabaaneh/Monitor do Monitor do Oriente]

Diante disso, é um aceno ditatorial e imperialista de Israel, pois, ao se reunir com os golpistas que financiaram e agitaram os atos antidemocráticos do dia 08 de janeiro de 2023, chantagea o governo brasileiro aos seus desejos perversos. Não é coincidência que golpistas e terroristas invadiram a sede dos poderes carregando bandeiras de Israel, é coerente até com suas ideologias.

Combater isso faz se necessário para sobrevivência de uma democracia popular. Como combatemos? Pedindo o fim da cooperação militar e tecnológica proposta no ano de 2019 pelo então governo genocida. Além do fim de relações diplomáticas com estado de apartheid Israelense, que apesar dos crimes contra palestinos e o genocídio em prática com mais de 70 dias de bombardeios, o agravante é o atentado contra a soberania brasileira .

O fim dos acordos militares e comerciais impactariam diretamente a relação de opressão do povo negro no Brasil e do povo indígena. Pois, as armas que são usadas nas periferias e as táticas militares são importadas do estado racista de Israel. As armas que matam o jovem negro no país são as mesmas que matam crianças e mulheres palestinas na Cisjordânia e em Gaza. Os equipamentos de inteligência, softwares, materiais de empresas mineradoras são utilizados para invasão de terra indígena no Brasil e na Palestina. Além da segurança da democracia que esteve novamente danificada, que contou com inteligência e tecnologia israelense para o grampeamento de autoridades, ministros, servidores públicos de maneira ilegal por meio de funcionários da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência).


Independentemente de ideologia, 61% dos brasileiros não concordam com a violência em Gaza promovido por Israel de acordo com a Genial Quaest. Diante desses números, a reivindicação de um cessar-fogo imediato, a autodeterminação do povo palestino e o fim da cooperação militar pode ser um caminho fértil que elenca na perspectiva de mobilização para pressionar o Governo e o parlamento em relação à desmilitarização da polícia e o fim da violência pública, em relação à reforma agrária, em relação à reforma política, dentre outras necessidades do povo brasileiro.

Consequentemente, denunciando e mostrando ao povo brasileiro quem apoia o genocídio do povo palestino e os intensos crimes contra humanidade são dos deputados e autoridades de extrema-direita.
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