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segunda-feira, 2 de maio de 2022

Abaixo a guerra imperialista por procuração da OTAN na Ucrânia! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

  Abaixo a guerra imperialista por procuração da OTAN na Ucrânia!

Pelo direito da Rússia de se defender contra a invasão imperialista!


No primeiro de maio, o dia internacional da solidariedade dos trabalhadores do mundo, os seguintes grupos e indivíduos proclamam nossa oposição unida à maior ameaça à classe trabalhadora global: a guerra imperialista.


Declaramos nossa recusa em nos acomodar sob a ofensiva de guerra do imperialismo mundial contra a Rússia. Nós hasteamos em nossas bandeiras hoje:

• Abaixo a guerra imperialista por procuração da OTAN na Ucrânia!

• Pelo direito da Rússia de se defender contra a invasão imperialista!


Aqueles da esquerda que procuram amenizar a propaganda da classe dominante reduzindo este conflito global a uma luta nacional pela “autodeterminação” ucraniana ignoram que:

Embora a Rússia seja um estado capitalista desde 1991, não é uma potência imperialista. O imperialismo é mais do que quando um Estado emprega força militar contra outro. O imperialismo é uma fase do capitalismo representada pelo domínio do capital financeiro. A Rússia não faz parte do “clube imperialista”, mas de uma economia capitalista dependente e relativamente atrasada.


A operação militar da Rússia na Ucrânia é um esforço desesperado para impedir que Kiev seja usada como ponta de lança dos planos estratégicos do imperialismo ocidental por transformar a Rússia em uma semicolônia para saquear seus vastos recursos internos. A integração da Ucrânia na máquina de guerra da OTAN estava bem avançada antes da operação militar defensiva russa. A Rússia enfrentava a perspectiva de toda a sua fronteira ocidental se tornar parte da aliança da OTAN e um palco para a implantação de armamento avançado, incluindo armas nucleares, sistemas de defesa antimísseis e tropas voltadas diretamente para a Rússia.


O Golpe Maidan de 2014, liderado por tropas de choque fascistas no país e guiado pelo imperialismo dos EUA, instalou um governo fantoche eficaz em Kiev. Desde o golpe, este governo não foi apenas uma ferramenta do imperialismo dos EUA, mas reprimiu violentamente todos os esquerdistas, reprimiu os de etnia russa e outras minorias. A repressão provocou uma sangrenta guerra civil na Ucrânia quando os moradores do Donbass criaram as Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk para se defender do regime violentamente russófobo de Kiev e seus cães de ataque fascistas.


É por isso que rejeitamos a política de “derrotismo revolucionário” defendida por muitas tendências marxistas centristas. Não basta apenas se opor à intervenção da OTAN na Ucrânia. A oposição ao imperialismo significa estender o apoio aos que estão nele diretamente em sua mira. Isso significa oferecer apoio tanto às Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk quanto ao Estado russo. A Rússia tem o direito de defender sua soberania pela força militar contra a guerra por procuração do imperialismo.


Também estamos comprometidos com a verdadeira independência da Ucrânia. No entanto, isso não pode ser alcançado sob a égide de uma aliança de guerra imperialista que está usando a Ucrânia como peão.


Opomo-nos à guerra por procuração na Ucrânia porque é parte da ofensiva do imperialismo em direção a 3ª Guerra Mundial. Isso ocorre durante esse período de declínio imperialista contra seus rivais na Europa e de crescimento da China. As rivalidades são alimentadas pela atual crise econômica capitalista aprofundada pela pandemia de Covid-19. Uma vitória da OTAN na Ucrânia não levaria à paz, mas apenas adiantaria os planos de guerra do imperialismo contra a China.


Uma guerra entre a OTAN e seus aliados contra a Rússia ou a China corre o risco de acabar com bilhões de vidas em uma guerra nuclear e desencadear horrores que fariam parecer pouco os piores infernos e sofrimentos vividos nas duas guerras mundiais do século 20.


No 1º de maio, nos comprometemos não apenas com a resistência ao imperialismo, mas também com a construção de um movimento independente da classe trabalhadora internacionalmente para derrubar o capitalismo por meio da revolução socialista mundial. A assinatura e partilha desta declaração no 1º de Maio visa começar a reconstruir ligações concretas entre as forças marxistas genuinamente anti-imperialistas como parte deste processo.


A luta contra o imperialismo deve ser forjada em uma luta contra o sistema capitalista e todas as classes dominantes capitalistas! A guerra só terminará verdadeiramente quando não houver mais estados-nação ou classes sociais!

Trabalhadores do mundo uni-vos!

Organizações que já assinaram:


Grécia

Ação Revolucionária Comunista (KED ou Κομμουνιστική Επαναστατική Δράση)


Coreia do Sul

Grupo Bolchevique (볼셰비키그룹)


Costa Rica

Partido Obrero Socialista


Nova Zelândia

Anti-imperialist Aotearoa


Austrália e EUA

Consciência de Classe (Class Conscious)


EUA

Socialist WorkersLeague / CLQI

Socialist Unity Party

PlanningBeyond Capitalism

Socialist Party

Young People’s Socialist League

Friends of the Soviet People

Communist Workers League


Reino Unido

Consistent Democrats / CLQI

Socialist Fight

New Communist Party

Argentina

Tendencia Militante Bolchevique / CLQI


Timor Leste

Komite Esperansa


Brasil

Liga Comunista / CLQI

Partido Comunista do Povo Brasileiro

Fração Trotskista / Vanguarda Proletária

Fronteira Vermelha

Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros/PCTB

Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT


Assinaturas Individuais:


Bangladesh - Mohammad Basir Ul Haq Sinha

Nigéria - David Ajetunmobi, Nigeria Automobile Technicians Association, NATA

Suíça - Willi Eberle

Austrália - Irene Bolger; Anthony Hubert Codjoe; Candice McKenzie

Brasil - Joana Marisa Borges Boaventura; Marcelo Bastos; Márcia do Amaral Miranda, Daiana Correa, Chico Bernardino, editor de Ciencia dos Trabalhadores

Cazaquistão - Botagoz Datkhabaeva

Grã-Bretanha - James Hall; Jim Greenhow; Paul Humphries; Clive Healiss

EUA - Mike Gimbel, Retired Executive Board member, Local 375, AFSCME, AFL-CIO; Greg Rosen; Mike Gimbel; Alex Jordan Dillard; Mark Andresen; Elizabeth Hoskings; Moises Delgado


E-mail: vanguardaproletaria@yahoo.com.br

https://fracaotrotskistavanguardaproletaria.wordpress.com 

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quinta-feira, 28 de abril de 2022

OS MOTIVOS PARA O CRESCIMENTO DA EXTREMA-DIREITA ENTRE OS POBRES NA FRANÇA E NO MUNDO * HEITOR SILVA.RJ

OS MOTIVOS PARA O CRESCIMENTO DA EXTREMA-DIREITA ENTRE OS POBRES NA FRANÇA E NO MUNDO
HEITOR SILVA.RJ

O quadro acima mostra que a candidata da extrema-direita na França foi a favorita entre os trabalhadores de mais baixas rendas. Lembramos que além dos que votaram na Le Pen ainda houve 28,3% dos eleitores que não compareceram para votar, ou seja, mais de 1 em cada 4 franceses se recusa a acreditar no sistema eleitoral.

Este não é um fenômeno francês, há uma tendência mundial de ampliação dos votos dos mais pobres na extrema-direita. Por que aqueles que defendem a concentração de riqueza, os que não dão valor a vida humana, conseguem os votos dos mais pobres?

A resposta está, ao nosso modo de ver, na incapacidade da esquerda de garantir emprego, perspectiva de vida ou de apontar para mudanças, o que abre uma insatisfação dos mais prejudicados que só encontram como contestação do status-quo a extrema-direita. A dificuldade é que eles não percebem que o ataque da extrema-direita a democracia não é para ampliar direitos, mas para ampliar a exploração dos trabalhadores.

A esquerda vem se comportando não como parteira de uma nova ordem, mas como guardiã de uma ordem injusta e recolhe a repulsa daqueles que mais sentem na pele as injustiças.

Para fazer frente a extrema-direita precisamos de uma esquerda que também queira, pense e trabalhe pela mudança, mas não mudanças cosméticas, mas sim mudanças radicais.
***

segunda-feira, 10 de maio de 2021

UNIDADE DOS REVOLUCIONÁRIOS * Partido Comunista dos Trabalhadores Brasileiros/PCTB

UNIDADE DOS REVOLUCIONÁRIOS

A luta pela organização do Proletariado no Partido é a tarefa que a Classe Operária tem no enfrentamento da Luta de Classes.


O Partido Revolucionário do Proletariado deve existir para dirigir a Revolução. Isso parece óbvio, mas não é. O que tem ocorrido majoritariamente em Partidos que se reivindicam como a Organização do Proletariado é o abandono da Luta de Classes, da luta pela Revolução, da Ditadura do Proletariado, somado à subordinação à ordem burguesa, à defesa das instituições parlamentares e à democracia burguesa como algo de valor universal. No mínimo, um Comunista Revolucionário tem que desconfiar das ditas instituições.

Mas, o que é preciso considerar em um Partido Político para poder conhece-lo verdadeira e profundamente? Debruçar-se sobre esta questão permite que reconheçamos a essência das organizações partidárias, em especial, aqui, das proletárias revolucionárias.

Devemos, destacadamente, identificar a classe que ele (o Partido) defenderá e, portanto, os objetivos que quer atingir na defesa da classe. No nosso caso, enquanto comunistas, como afirmaram Marx e Engels no Manifesto do Partido Comunista, temos uma vantagem diante dos outros Partidos que defendem o trabalhador: a de saber de antemão o resultado dessa luta na defesa proletária, onde essa luta levará, ou seja, à revolução, ao socialismo e ao comunismo.

Além disso, o que parece ser uma pequena diferença em relação aos demais partidos irmãos, (as táticas e estratégias na defesa do proletariado) é na verdade uma diferença entre a água e o vinho, pois, para os comunistas, esta defesa envolve tarefas teóricas e práticas que, dispensadas por negligência, por liberalismo, por preguiça ou por concepção, comprometem não só a luta atual, mas o futuro dela.

Comprova-se a ideia do parágrafo acima quando lembramos da afirmativa de Engels de que o Partido é o Estado Maior da Classe Operária, ou seja, é o elemento centralizador da luta de classes contra a burguesia, é aquele que tem diante de si, a tarefa de dirigir, comandar e ser o elemento do qual o proletariado não pode prescindir na luta. Portanto, o Partido para Engels, tem a importância que o Estado tem para as classes exploradoras desde o desmonte do período gentílico até os dias atuais, sob o domínio burguês.

Com esses aspectos e muitos outros, Lênin, de conhecimento profundo do Marxismo e defensor da Revolução Proletária, teve, desde o início, a convicção clara de que em cada tropeço na teoria, na sua formulação limitada, na sua ação prática não correspondente, o proletariado se desarmava na luta contra a burguesia. Por isso a sua célebre frase de que sem teoria revolucionária não existe sequer movimento revolucionário.

Dessa forma, Lênin passou a pensar a luta de classes, a Revolução, o Partido, não como Bernstein (que dizia-se Marxista ortodoxo e afirmava que o movimento é tudo e o objetivo é nada) mas como toda a formulação de Marx e Engels ensinavam. Bernstein na verdade liquidava com a organização proletária e o seu Partido. Ajudava os exploradores a se manter no poder.

Na construção do Partido Revolucionário, o que mais se viu em cada virada da luta de classes, foi a bandeira do oportunismo tremular sob as perspectivas burguesas e pequeno-burguesas. E como Lênin as vencia? Não abrindo mão do Marxismo e, na verdade, através dele, dando o desenvolvimento necessário as exigências de cada luta, desde as mais simples até as mais complexas.

A concepção interna de Partido, o seu funcionamento, o princípio que lhe dá rumo, foi um tema que levou a um confronto que se estendeu por um longo período entre duas alas do partido proletário na Rússia, os Bolcheviques e os Mencheviques. Na obra “Um passo em frente, dois passos atrás” Lênin demonstra que toda a viragem do oportunismo estava centrada em um único tema, isto é, na questão do funcionamento interno do Partido, ou ainda, no princípio norteador daquele que pretendia ser o Estado Maior da Classe Operária. Ali, tendências que tinham sido vencidas no programa, em disputas menores e maiores, se fundiram em uma luta clara entre os oportunistas e os revolucionários.

Destaca-se também, em um partido revolucionário do proletariado, a reafirmação do Centralismo Democrático como princípio geral e orientador de todo o Partido. Além disso, a ideia de que não existe militante “solto”, ou seja, que não esteja vinculado a uma organização e, assim, organizado, devendo responder em sua militância à sua organização.

Muitas organizações autodenominadas de vanguarda proletária presenciam suas “lideranças” caírem em um preciosismo academicista e vaidoso. Tentam reafirmar em tom triunfante que as posições das suas organizações foram aprovadas em reuniões, plenos, conferências e congressos passados e que, portanto, devem ser seguidas de forma dogmática, sem considerar a dinamicidade da realidade, pois assim determina seus estatutos.

Em sua época Lênin enfrentou também esse problema. Ele criticava, por exemplo, Martov por encher o estatuto do Partido com frases ocas, que não diziam nada. Os oportunistas atacavam Lênin, dizendo que suas ideias eram diferentes daquelas da qual desenvolvera em “O que fazer?”. Segundo eles, havia agora o desenvolvimento de um Partido burocratizado. Lênin, naquele momento, se manifesta contra a ingenuidade dos seus contestadores pelo fato de não saberem distinguir o que era antes – início da preparação da criação de um Partido Revolucionário – do agora – período exato da sua formação.

Lênin sempre procurou em todas as lutas desenvolvidas pelo Partido, dar um conteúdo Marxista para as interrogações e disputas que se apresentavam no dia a dia. Questões como a quantidade do proletariado que deveria estar nas fileiras do Partido, ou sobre o Partido ante a luta de classes não poder ser um caudatário do proletariado, mas sim deve estar à frente nas tarefas teóricas e práticas, ou ainda sobre o Partido desenvolver e dar elaboração clara a todas as novas manifestações da luta de classes, com base no Marxismo, procurando saber sempre o centro da luta de classes que está em disputa, estabelecendo novas tarefas às novas forças, etc.

Um Partido prático, exige uma teoria avançada, sem a qual não é possível responder a todas as “sacanagens” da qual inúmeros pensadores burgueses estabelecem a cada dia e, além disso, das novas conformações que assumem de maneira particular, ou geral, a luta de classes. Porém, temos atualmente em nosso país, não uma nem duas, mas muito mais de cinco organizações que se dizem Marxista-Leninistas. Mas o Marxismo-Leninismo continua sendo um Enigma? Essa pergunta torna-se necessária diante desse grande número de organizações ditas Marxistas-Leninistas que apresentam diferentes concepções teóricas e práticas e, muitas vezes, até antagônicas. Estas organizações apresentam uma análise diversificada de compreensão da realidade objetiva, mesmo que todos manifestem em sua estratégia, a necessidade da Revolução Proletária Socialista.

Vemos que a Tática é um elemento não menos importante na luta de classes do que a própria estratégia. Na famosa obra de Lênin “Duas táticas da social democracia na revolução democrática”, a compreensão sobre a Revolução burguesa Russa colocava Mencheviques e Bolcheviques em campos opostos frente a luta de classes. O simples fato de se omitir em expressar opinião ou disputar a luta prática, mesmo com todas as auto-críticas, já está marcado pelo descompromisso frente à luta de classes, pois limitam o dimensionamento da luta no grau necessário. Nesse sentido, independentemente de qual seja as convicções de todas essas organizações, sua estrutura interna etc., todas, sem exceção, pecam em não tratar de buscar uma unidade mínima, que permita estabelecer um contato o mínimo que seja, diante das ameaças de fascismo. Esse contato, o mais simples possível, pode significar muito, quando a luta recrudescer.

A constituição de uma Frente de Esquerda Revolucionária é um primeiro passo na construção do Partido Revolucionário. A luta de classes tende a ditar os passos subsequentes dos quais não resolve adiantá-los, pois, os mesmos, só terão projeções concretas, se essa iniciativa for tomada. Todas as organizações que partem do pressuposto de que não adianta buscar essa unidade mínima com os demais, ignoram porém que não é uma exigência de cada segmento em separado, é uma exigência da própria luta de classes no Brasil e que o proletariado está desarmado também pela dispersão.

Entendemos que o Enigma interno de organização do Partido Marxista-Leninista passou a ser um Enigma externo, isto é: o de saber encontrar essa unidade, sob todas as diferenças que cada organização tem, em prol da luta Revolucionária. Isso torna possível que os partidos comprometidos com a Revolução assumam aqui no Brasil a tarefa de realmente serem o Estado Maior da Classe Operária.

Não negamos a necessidade da formação de uma frente mais ampla que a Frente Revolucionária. Pelo contrário, defendemos a aglutinação de uma Frente de Esquerda, não de uma Frente Ampla, com setores fascistas fantasiados de republicanos, como alguns setores que se creem progressistas tem defendido.
Mas aqui, nos detemos mais detalhadamente na discussão da formação da Frente Revolucionária, pois nosso debate neste texto se empenha em avançar sobre a urgente questão da formação do Partido Revolucionário Comunista no Brasil.

Diante da crise do capital agravada pela pandemia do corona vírus, o Brasil poderá encarar uma situação revolucionária.

Cabe a Frente Revolucionária, através dos seus Partidos, grupos e tendências, a elaboração de um Programa que atraia amplas massas. O Partido não pode existir longe do povo. O conteúdo proletário da Revolução no Brasil, é um fator fundamental para que possamos assumir a hegemonia na Tomada do Poder. Temos que pensar e projetar a Revolução sobre os aspectos da realidade latino americana e sobretudo brasileira, elaborada como um acontecimento, fora da ordem burguesa.

A condição para a unidade do Partido Revolucionário Comunista é a linha correta, comprovada pela prática. Quando a linha política não é correta, leva a divisão. A Linha Política correta é um polo de atração. A política é de onde partem todas as ações práticas do Partido. Ela se manifesta tanto no processo como no final das ações. Nossa política deve ser sempre decodificada, isto é, explicada para as massas. Esta relação direta com o povo, possibilitará conferirmos a correção, ou não, da política aplicada.

– Fora Bolsonaro!

– Viva a Unidade dos Comunistas Revolucionários!

– Ousar Lutar, Ousar Vencer!!!

sábado, 6 de março de 2021

Pernambuco libertário * Adielton / PE

PERNAMBUCO LIBERTÁRIO
ADIELTON/PE

Pernambuco libertário! Revolucionário! Berço da República que é filha de Olinda!

Qual filho da terra não sente a alma emocionada qdo ouve os clarins nas ladeiras de Olinda tocando nosso hino? Qual filho da terra não faz coro com a massa na rua cantando nosso hino!

Somos nativistas, bairristas com muito orgulho! Essa terra nos ama e derramou sangue por liberdade e enfrentou o dragão feroz da tirania em outros tempos. Nos tempos de hoje é resistência contra a mesma tirania de outrora!

Pernambuco!


Somos filhos das revoluções e levantes de heróis que trouxe no peito, o amor a essa nação que nos ama, nos pariu como uma mãe guerreira das lutas varonis!

Aqui nasce o oceano atlântico do cruzamento do beberibe e capiberibe! O centro do mundo está no marco zero e de lá vejo o sol nascer primeiro na face da terra!

Somos gigantes por dádiva e forjados nos Montes dos Guararapes!

Liberdade! Liberdade! Brancos, mestiços e negros derramaram sangue rubro consagrando esse solo maternal!

Viva toda nação Pernambuco e seus heróis que descansam na sua terra fértil de foragem e destemor!

Pernambuco imortal! Imortal!

Adielton/PE

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Que Tal Dar Um Passo a Diante? / FRT/BR

QUE TAL DAR UM PASSO A DIANTE?
Dia 04 de setembro de1969 o MR8 e a ALN protagonizaram a mais espetacular  ação revolucionária daqueles tempos e até  hoje inédita :Sequestraram o embaixador norte-americano para libertar 15 companheiros presos e torturados pela ditadura. Minha homenagem a esses companheiros, principalmente aqueles que continuam firmes na luta em defesa do Brasil e contra o imperialismo.

 

A carta:

 

A carta-manifesto, que pedia a libertação de quinze presos políticos em troca de Elbrick, foi escrita por Franklin Martins sob supervisão de Joaquim Câmara. Nela, a ALN e a DI-GB (assinando como MR-8) assumiam a autoria do sequestro e denunciavam os crimes e torturas da ditadura. A carta foi lida em cadeia nacional de rádio e televisão. Seu texto integral era:

 

“Grupos revolucionários detiveram hoje o sr. Charles Burke Elbrick, embaixador dos Estados Unidos, levando-o para algum lugar do país, onde o mantêm preso. Este ato não é um episódio isolado. Ele se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados a cabo: assaltos a bancos, nos quais se arrecadam fundos para a revolução, tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; ocupação de quartéis e delegacias, onde se conseguem armas e munições para a luta pela derrubada da ditadura; invasões de presídios, quando se libertam revolucionários, para devolvê-los à luta do povo; explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamento de carrascos e torturadores.

 

Na verdade, o rapto do embaixador é apenas mais um ato da guerra revolucionária, que avança a cada dia e que ainda este ano iniciará sua etapa de guerrilha rural.

 

Com o rapto do embaixador, queremos mostrar que é possível vencer a ditadura e a exploração, se nos armarmos e nos organizarmos. Apareceremos onde o inimigo menos nos espera e desapareceremos em seguida, desgastando a ditadura, levando o terror e o medo para os exploradores, a esperança e a certeza da vitória para o meio dos explorados.

 

O sr. Burke Elbrick representa em nosso país os interesses do imperialismo, que, aliados aos grandes patrões, aos grandes fazendeiros e aos grandes banqueiros nacionais, mantêm o regime de opressão e exploração.

 

Os interesses desses consórcios de se enriquecerem cada vez mais criaram e mantêm o arrocho salarial, a estrutura agrária injusta e a repressão institucionalizada. Portanto, o rapto do embaixador é uma advertência clara de que o povo brasileiro não lhes dará descanso e a todo momento fará desabar sobre eles o peso de sua luta. Saibam todos que esta é uma luta sem tréguas, uma luta longa e dura, que não termina com a troca de um ou outro general no poder, mas que só acaba com o fim do regime dos grandes exploradores e com a constituição de um governo que liberte os trabalhadores de todo o país da situação em que se encontram.

 

Estamos na Semana da Independência. O povo e a ditadura comemoram de maneiras diferentes. A ditadura promove festas, paradas e desfiles, solta fogos de artifício e prega cartazes. Com isso, ela não quer comemorar coisa nenhuma; quer jogar areia nos olhos dos explorados, instalando uma falsa alegria com o objetivo de esconder a vida de miséria, exploração e repressão em que vivemos. Pode-se tapar o sol com a peneira? Pode-se esconder do povo a sua miséria, quando ele a sente na carne?

 

Na Semana da Independência, há duas comemorações: a da elite e a do povo, a dos que promovem paradas e a dos que raptam o embaixador, símbolo da exploração.

 

A vida e a morte do sr. embaixador estão nas mãos da ditadura. Se ela atender a duas exigências, o sr. Burke Elbrick será libertado. Caso contrário, seremos obrigados a cumprir a justiça revolucionária. Nossas duas exigências são:

 

a) A libertação de quinze prisioneiros políticos. São quinze revolucionários entre os milhares que sofrem as torturas nas prisões-quartéis de todo o país, que são espancados, seviciados, e que amargam as humilhações impostas pelos militares. Não estamos exigindo o impossível. Não estamos exigindo a restituição da vida de inúmeros combatentes assassinados nas prisões. Esses não serão libertados, é lógico. Serão vingados, um dia. Exigimos apenas a libertação desses quinze homens, líderes da luta contra a ditadura. Cada um deles vale cem embaixadores, do ponto de vista do povo. Mas um embaixador dos Estados Unidos também vale muito, do ponto de vista da ditadura e da exploração.

 

b) A publicação e leitura desta mensagem, na íntegra, nos principais jornais, rádios e televisões de todo o país.

 

Os quinze prisioneiros políticos devem ser conduzidos em avião especial até um país determinado _ Argélia, Chile ou México _, onde lhes seja concedido asilo político. Contra eles não devem ser tentadas quaisquer represálias, sob pena de retaliação.

 

A ditadura tem 48 horas para responder publicamente se aceita ou rejeita nossa proposta. Se a resposta for positiva, divulgaremos a lista dos quinze líderes revolucionários e esperaremos 24 horas por seu transporte para um país seguro. Se a resposta for negativa, ou se não houver resposta nesse prazo, o sr. Burke Elbrick será justiçado. Os quinze companheiros devem ser libertados, estejam ou não condenados: esta é uma “situação excepcional". Nas "situações excepcionais", os juristas da ditadura sempre arranjam uma fórmula para resolver as coisas, como se viu recentemente, na subida da junta militar.

 

As conversações só serão iniciadas a partir de declarações públicas e oficiais da ditadura de que atenderá às exigências.

 

O método será sempre público por parte das autoridades e sempre imprevisto por nossa parte.

 

Queremos lembrar que os prazos são improrrogáveis e que não vacilaremos em cumprir nossas promessas.

 

Finalmente, queremos advertir aqueles que torturam, espancam e matam nossos companheiros: não vamos aceitar a continuação dessa prática odiosa. Estamos dando o último aviso. Quem prosseguir torturando, espancando e matando ponha as barbas de molho. Agora é olho por olho, dente por dente.”

 

—Ação Libertadora Nacional (ALN) / Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8)[4]

 

A histórica imagem mostra os 13 presos políticos trocados pelo embaixador Elbrick - os últimos dois subiriam a bordo do Hércules C-56 no meio da viagem - na base aérea do Galeão, Rio de Janeiro, antes de partirem para o exílio no México.

 

Os 15 presos políticos pedidos em troca do embaixador eram: Luís Travassos, José Dirceu e Vladimir Palmeira, líderes estudantis; José Ibrahim, líder sindical operário; Flávio Tavares, jornalista; Gregório Bezerra, dirigente do PCB em Pernambuco e um dos primeiros presos após o golpe militar; Onofre Pinto, dirigente da VPR e ex-militar; Ricardo Villas Boas, músico e integrante da Dissidência/MR-8; Ricardo Zaratini, engenheiro ligado a movimentos sindicais do Nordeste; Rolando Fratti, do PCB; Agonalto Pacheco, da ALN; Mário Zanconato, do COLINA;Ivens Marchetti, do MR-8; Leonardo Rocha, da ALN e a única mulher do grupo, Maria Augusta Carneiro, do MR-8 e da Dissidência

 

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Florestan Fernandes 100 Anos * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT/BR

Florestan Fernandes 100 Anos
Quem é Florestan Fernandes
Nasceu em 22 de julho de 1920, em São Paulo - SP. Era filho único de mãe solteira, a portuguesa imigrante Maria Fernandes, empregada doméstica das grandes famílias paulistas. Florestan é o nome do motorista alemão da família na casa da qual veio a nascer. Sem ter conhecido o pai, Florestan Fernandes, praticamente, foi criado na casa da madrinha Hermínia Bresser de Lima, incentivadora dos seus estudos. Foi por essa convivência que tomou contato com os livros. 

Mas não eram poucas as dificuldades de sua mãe, e transitando  de cortiço em cortiço, o ambiente reconfortante era a casa da madrinha, onde se disciplinava através da leitura, mesmo meio desorganizada.

Afastou-se dos estudos no terceiro ano primário e foi trabalhar para ajudar a sua mãe; foi engraxate, ajudante de padaria e de restaurante. Mas ao completar 17 anos, foi incentivado a retomar os estudos. Matriculou-se numa espécie de "supletivo" e cursou em três anos o correspondente a sete séries, concluídas em 1940.  Aí fez provas para ingressar na USP - Universidade de São Paulo, onde iniciou os estudos de sociologia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas em 1941 para bacharelar-se em 1943. 

Nessa época o Brasil vivia sob a ditadura Vargas - implantada pelo gaúcho Getúlio Vargas através de um golpe, denominado Estado Novo. Por isso, Florestan Fernandes começa a escrever em jornais. O Estado de São Paulo e a Folha da Manhã são os primeiros. Através dessa atividade conhece o intelectual, escritor e jornalista Hermínio Sacchetta, que o convida a militar no Partido Socialista Revolucionário - PSR. Dessa militância resulta sua participação na campanha em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade, como dever do Estado e direito de todos.

A partir daí Florestan Fernandes se insere no mundo disposto a transforma a vida, não só pessoal, mas da sociedade brasileira como um todo. E começou a produzir livros, quase que um atrás do outro. Seu trabalho de conclusão de curso na USP veio a se tornar a sua tese de doutoramento e foi ela a sua primeira obra, inicialmente intitulada A Organização Social dos Tupinambás, foi reescrita e apresentada com revolucionários conceitos de análise social, para vir a ser A Função Social da Guerra na Sociedade Tupinambá.

Os novos conceitos sociológicos apresentados por Florestan Fernandes levaram-no a se tornar um inovador da chamada "Escola Sociológica Brasileira", e suas obra transformadas em fonte de inspiração para as gerações futuras de pesquisadores e sociólogos não apenas brasileiros.

Alguns livros do Mestre para quem desejar seguir seu caminho:
A Revolução Burguesa no Brasil
Capitalismo Dependente e Classes Sociais na América Latina
Mudanças Sociais no Brasil
O Negro no Mundo dos Brancos
O Significado do Protesto Negro
Que Tipo de República
Florestan Fernandes e seus diálogos intelectuais
O Que é Revolução
Poder e Contra Poder na América Latina

 Paralelo a sua atividade intelectual, Florestan foi professor universitário, pesquisador e exerceu dois mandatos de deputado federal constituinte pelo PT e veio a falecer devido a um transplante de fígado malsucedido por rejeição. Sua morte ocorreu no dia 10 de agosto de 1995.

Creio que é preciso mais do que a morte para matar um homem, pois inútil foram as perseguições sofridas pelo Professor Florestan Fernandes, vítima dos militares e de todos os fascistas que os apoiam, Sempre recebeu a solidariedade dos intelectuais comprometidos com a defesa dos trabalhadores e conseguiu atravessar o tempo recebendo esse carinho, que agora completa 100 anos.

Salve Professor Florestan Fernandes!
Salve o intelectual comprometido com a luta pelo socialismo!! 
&

Florestan Fernandes e sua trajetória como intelectual orgânico do socialismo

Leonardo Venicius Parreira PROTO – mestrando em História pela UFG – bolsista da CAPES - leoproto@hotmail.com

Prof. Dr. David MACIEL – orientador (Programa de Pós-Graduação em História da UFG)

Palavras-chaves: Intelectual orgânico, autocracia e socialismo.

INTRODUÇÃO

Esse estudo sobre Florestan Fernandes como intelectual orgânico sustenta- se em termos da História dos Intelectuais a partir dos anos 50 no Brasil, com o referencial marxista como instrumental de análise e aprofundamento das pesquisas em torno da história social dos negros em São Paulo, numa pesquisa patrocinada pela UNESCO, que marcaria sua militância acadêmica e política em favor dos marginalizados na história do Brasil (KONDER, 2000).

Sua condição de sociólogo marxista foi ampliada à medida de sua formação acadêmica e atuação em torno das questões sociais do debate nacional a respeito da condição social dos negros, em defesa da escola pública e no próprio fazer acadêmico e termos de pensamento social posto a partir da década de 50 em diante (SOARES, 1997; CANDIDO, 2001).

Para Octávio Ianni (2004), na história da sociologia, o esforço intelectual de Florestan Fernandes está para consolidar esse campo das ciências humanas num sistema de saber, desenvolvendo toda uma sistemática de fundamentação da sociologia brasileira a partir das condições históricas da sociedade na conjuntura do pós-30 e da institucionalização da universidade brasileira.

O percurso intelectual de Florestan Fernandes no desenvolvimento do pensamento da história social no Brasil deve ser entendido não somente na singularidade de sua trajetória, mas como parte de um movimento histórico em que situa sua inserção na vida universitária e na consolidação da carreira acadêmica (a partir de 1940), sua aproximação inicial com o trotskismo (entre 1940 e 1950), seu envolvimento na luta contra a ditadura militar e seu exílio (a partir de 1969) e mais ao final sua militância partidária (a partir de 1985) e publicista na coluna que escrevia semanalmente para a Folha de São Paulo, na qual desenvolve os mais variados temas e debates das questões nacionais (a partir de 1983).

Nessa apresentação da trajetória histórica de Florestan Fernandes temos o intelectual militante, ultrapassando os limites somente teóricos, aplicando o método da práxis (GRAMSCI, 1995; MARX, 2002) em sua atuação teórica/prática, sendo um defensor do público quanto ao tratamento das questões sociais nesse país concentrador de riquezas e marginalizador dos/as trabalhadores/as, enfim, da maioria da população.

Essa imagem do intelectual envolvido com o debate público traz nessa pesquisa uma oportunidade para podermos polemizar com o conceito de intelectual orgânico de Antônio Gramsci (1995)1 o papel do sujeito do mundo das idéias efetivamente envolvido nas lutas sociais e na reflexão política das décadas de 50-70 (TOLEDO, 1998).

Para Eliane Veras (1997) a condição intelectual de Florestan Fernandes é que o teria feito atuar como político na organização partidária, desenvolvendo assim uma militância diferenciada no que diz respeito a seu papel político “de natureza intelectual”. Para esta autora, Florestan Fernandes teve uma atuação radical na política no processo da Assembléia Nacional Constituinte (em 1987), com destaque para o aprofundamento dos debates no país acerca da educação, da democracia, do desenvolvimento técnico-científico; além de sua presença atuante como publicista na imprensa nacional debatendo “temas candentes” dos rumos da nação brasileira. 

1 A influência ou mesmo o contato com a produção de Gramsci no Brasil só foi lida a partir da década de 60 pelos intelectuais de esquerda. A princípio, as idéias gramscianas não influenciaram os pensadores mais antigos da militância do PCB. Somente após o golpe de 64 é que veremos florescer entre os intelectuais do partido e da universidade a apropriação de seus referenciais teóricos (COUTINHO, 1998).

Essa característica de publicista do socialismo, advinda de sua condição de intelectual orgânico foi trabalhada por Paulo Silveira (1987) ao definir Florestan Fernandes em seu marxismo revolucionário. Para este autor, a atuação publicista de Florestan Fernandes reunia três condições de sua formação e trajetória histórica: a primeira está em seu conhecimento aprofundado da história estrutural da sociedade brasileira; a segunda está em sua


intransigência com as formas de manutenção do status quo burguês e a terceira condição situa a luta de classes não somente como desenvolvimento das condições objetivas, mas na relação entre a realidade objetiva e o campo de possibilidades envolvidos na forma expressão subjetiva.

MÉTODO

O estudo desse intelectual da esquerda brasileira se pautará  pelas idéias marxistas, de seu método materialista histórico dialético de análise e da influência de Gramsci no contexto brasileiro. Esse estudo do marxismo brasileiro deverá levar em conta a historiografia das idéias na interpretação sócio-histórica do Brasil dos governos de Jânio Quadros (61), João Goulart (61-

64) e todos os governos militares no pós-64, propício para a renovação do ideário das esquerdas em nosso país.

Em termos teórico-metodológicos, o conceito de intelectual orgânico nos acompanhará nessa pesquisa como referencial analítico das idéias de Florestan Fernandes e do desdobramento de suas análises e influências teóricas e políticas. A respeito desse conceito, a acepção gramsciana do termo refere-se à questão do intelectual como

Na análise de Macciocchi (1977), o intelectual orgânico para Gramsci é associado ao proletariado. Segundo essa autora, “orgânico é o intelectual cuja relação com a classe revolucionária é fonte de um pensamento comum” (p. 198). Sua atuação intelectual está diretamente vinculada há um projeto político de engajamento na luta pela transformação da ação histórica dos sujeitos sociais.

Em nossa metodologia de pesquisa buscaremos destacar na figura de Florestan a representação do intelectual engajado, assumindo a práxis como projeto militante-acadêmico, aproximando teoria e prática, mesmo em uma conjuntura repressiva daquele Estado autoritário. Nos termos da perspectiva marxista, a partir da década de 50,

MATERIAL

As fontes serão utilizadas até o final da pesquisa. As mais acessadas são:


   Nas referências bibliográficas do próprio Florestan Fernandes, especificamente o texto Revolução Burguesa no Brasil e o que é revolução?

   Entrevistas: Encontros/Florestan Fernandes. Org. Amélia Cohn. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2008. As entrevistas presentes nessa coletânea são dos seguintes veículos:

   Folha de São Paulo (23/03/1968); Folha de São Paulo (30/03/1968); Revista Trans/form/ação (1975); Folha de São Paulo (24/06/1977); Jornal Movimento (21/11/1977); Jornal Em Tempo (agosto/1980); Depoimento realizado no Museu da Imagem e do Som/SP (26/06/1981); Revista Ciência Hoje (outubro de 1983); Programa Radiofônico Certas Palavras (maio/1989); Revista Teoria e Debate (30/03/1991); Entrevista realizada em 1992 e inclusa no DVD do filme Cafundó em (2006);Revista Tempo Social (outubro de 1995); 17/18 Ensaio. Florestan Fernandes: Constituinte e Revolução. Entrevista concedida a: J. Chasin, Ricardo Antunes, Antôio Rago Filh, Paulo Douglas Basrsotti e Maria Dolores Prades (fevereiro/1989).

   Programa Roda Viva da Emissora de Televisão Cultura em 05 de dezembro de 1994 (em DVD e transcrita).

   DVD – Programa Intérpretes do Brasil da TV Cultura. Comentado pela socióloga Maria Hermínia Arruda (USP).

CONCLUSÃO

O Estado burguês era nessa visão de Florestan Fernandes uma autocracia e a democracia dele manifestada tinha características de um sincretismo, pois “partia do fascismo, passava pelo autoritarismo e chegava à democracia, sem que o conteúdo autocrático e sincrético do Estado burguês fosse questionado e colocado em xeque” (MACIEL, 2010, p. 03).

Maciel (2010) enfatiza a importância do sociólogo na leitura sobre o Brasil e reconhece nele o esforço teórico-metodológico que não teria o mesmo rigor sem a apropriação do marxismo como recurso heurístico e proposição política. Sua forma de compreensão e explicitação da realidade histórica brasileira é


advinda, segundo este autor, de um profundo conhecimento das categorias da dialética marxista, o que favoreceu na práxis uma “leitura original do marxismo”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FALCON, Francisco. História das Idéias. In: CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo (Orgs.). Domínios da História: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

FERNANDES, Florestan. Capitalismo dependente e classes sociais na América Latina. 2 ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975.

. Sociedade de classes e subdesenvolvimento. 3 ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975.

 

. Mudanças sociais no Brasil. 3 ed. São Paulo/Rio de Janiero: Difel, 1979.

 

.                                            A  revolução         burguesa  no    Brasil:   ensaio   de interpretação sociológica. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.

 

KONDER, Leandro. História dos intelectuais nos anos 50. In: Historiografia brasileira em perspectiva. 3 ed. São Paulo: Contexto, 2000.

PORTELLI, Hugues. Gramsci e o bloco histórico. 5 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.

MACIEL, D. . Florestan Fernandes e a questão do transformismo na trasição democrática brasileira. In: IV Simpósio Lutas Sociais na América Latina, Londrina - PR. Anais do IV Simpósio Lutas Sociais na América Latina. Londrina

- PR : GEPAL, 2010. v. 1. p. 102-112.

MORAES, João Quartim (Org.). História do marxismo no Brasil. Campinas: Editora da Unicamp, v. 3, 1998, p. 201-244.

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