OS MOTIVOS PARA O CRESCIMENTO DA EXTREMA-DIREITA ENTRE OS POBRES NA FRANÇA E NO MUNDO
O quadro acima mostra que a candidata da extrema-direita na França foi a favorita entre os trabalhadores de mais baixas rendas. Lembramos que além dos que votaram na Le Pen ainda houve 28,3% dos eleitores que não compareceram para votar, ou seja, mais de 1 em cada 4 franceses se recusa a acreditar no sistema eleitoral.
Este não é um fenômeno francês, há uma tendência mundial de ampliação dos votos dos mais pobres na extrema-direita. Por que aqueles que defendem a concentração de riqueza, os que não dão valor a vida humana, conseguem os votos dos mais pobres?
A resposta está, ao nosso modo de ver, na incapacidade da esquerda de garantir emprego, perspectiva de vida ou de apontar para mudanças, o que abre uma insatisfação dos mais prejudicados que só encontram como contestação do status-quo a extrema-direita. A dificuldade é que eles não percebem que o ataque da extrema-direita a democracia não é para ampliar direitos, mas para ampliar a exploração dos trabalhadores.
A esquerda vem se comportando não como parteira de uma nova ordem, mas como guardiã de uma ordem injusta e recolhe a repulsa daqueles que mais sentem na pele as injustiças.
Para fazer frente a extrema-direita precisamos de uma esquerda que também queira, pense e trabalhe pela mudança, mas não mudanças cosméticas, mas sim mudanças radicais.
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