sábado, 29 de agosto de 2026

Carta do Rio de Janeiro * Internacional Antifascista-Capítulo Brasi/RJ

CARTA DO RIO DE JANEIRO
INTERNACACIONAL ANTIFASCISTA-CAPÍTULO BRASIL

O Capítulo Brasil da Internacional Antifascista, 
reunido na cidade do Rio de Janeiro/RJ, em 22 de agosto de 2026, com a presença de militantes de organizações sociais e partidos políticos da classe trabalhadora do Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Ceará e Brasília, avaliou as tarefas políticas das forças do campo popular e da esquerda no atual momento, levando em conta os seguintes aspectos:

- Há uma profunda crise estrutural do imperialismo, provocada pela financeirização e pelo parasitismo capitalistas, que tem causado a perda de poder econômico e redução do consumo da classe trabalhadora, dentro dos padrões burgueses, nos EUA e países europeus e, sobretudo, no Ocidente capitalista, a qual tem produzido a formação de legiões de milhões de pessoas em condições de absoluta miséria, como se vê nas cidades estadunidenses;

- O dólar perde poder de compra e a capacidade de ser a moeda de transações internacionais, em face da capacidade de articulação entre os países dos BRICS, especialmente a força econômica da China, que retirou 800 milhões de pessoas da situação de pobreza absoluta e avança em um novo modelo de desenvolvimento, o socialismo com caraterísticas chinesas, em que as relações sociais internas e entre as demais nações se sustentam na política do ganha-ganha;

- A Rússia está derrotando a OTAN, que usa a Ucrânia como seu pelotão avançado, investindo em armamento tecnologicamente inovador e com elevados custos financeiros, desde o golpe realizado em 2014 e com o apoio da União Europeia.

- O Irã cumpre um papel determinante na Ásia Ocidental, articulando a resistência dos povos na região contra o terrorismo sionista, resiste aos ataques dos EUA, que financia mercenários e realizou ataques assassinando seus líderes, crianças e seu povo, o qual mostra a unidade e firmeza na defesa da revolução islâmica tornando-se referência mundial na luta anti-imperialista;

- O imperialismo tem recorrido a todos os artifícios perversos (guerra econômica, fome, bloqueio) para que Cuba não seja tomada como exemplo para as lutas de libertação sociais no Ocidente. A Ilha rebelde enfrenta há mais de 60 anos um perverso e desumano bloqueio econômico, recrudescido a partir do início de 2026, com um cerco total ao seu território, impedindo a entrada de combustível, o que provoca um genocídio silencioso, exigindo a efetiva solidariedade e ações de militância em defesa do direito do povo cubano seguir com sua jornada revolucionária, como se constata diante da coragem e ousadia permanentemente mostrada frente ao terrorismo imposto pelos EUA;

- O povo saaraui, liderado pela Frente Polisário, resiste ao invasor marroquino, agente dos EUA e de Israel na região, como visto na recente invasão artificial de Ceuta, instrumentalizada pela mídia imperialista. A luta pela autodeterminação saaraui deve ser apoiada;

- Donald Trump e Marco Rúbio atuam criminosamente, repetindo a prática colonizadora dos piratas do século XVIII, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a deputada Cília Flores; o roubo do petróleo e do ouro venezuelano; a imposição de tarifas contra o Brasil e as ações diretas para fraudar as eleições em Honduras, Peru, Equador, Colômbia e Bolívia;

- As plataformas digitais trouxeram uma nova relação na batalha de ideias, as quais controlam os algorítimos da internet, impondo uma onda de propaganda sionista e fascista, atuando na formação de uma consciência reacionária, provocando confusão e intervindo fortemente na guerra cultural e ideológica, tendo papel fundamental nos processos eleitorais na América Latina e na desestabilização em diversos países.

Diante desses fatos, decide:

- Reafirmar a importância da atuação das forças populares, de esquerda e progressistas para derrotar os agentes do entreguismo, os fascistas e os inimigos da classe trabalhadora na eleição deste ano no Brasil;

- Reafirmar a importância da unidade na luta anti-imperialista e contra o fascismo e o sionismo, fortalecendo a criação dos núcleos da Internacional Antifascista, Capítulo Brasil, que devem atuar junto ao povo brasileiro na defesa dos direitos da classe trabalhadora e ao lado dos povos de todo o mundo que combatem o terrorismo imposto pelos EUA, sionistas e seus agentes.

- Convocar uma nova reunião nacional para o dia 5 de dezembro, em Brasília.

Nossas tarefas no momento atual não permitem vacilação ou tergiversação diante dos ataques do imperialismo. É preciso manter as referências históricas das lutas revolucionárias dos povos ao longo da história. A luta de classes exige nossa organização, consciência e mobilização permanentes.

Rio de Janeiro, 22 de agosto de 2026








quarta-feira, 26 de agosto de 2026

É FUNDAMENTAL A CLASSE TRABALHADORA ENTRAR EM CENA * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA/LCB

É FUNDAMENTAL A CLASSE TRABALHADORA ENTRAR EM CENA

Neste segundo semestre, importantes categorias de trabalhadores têm suas datas-bases. Bancários, petroleiros, metalúrgicos e químicos já tem se mobilizado em todo país por reajustes salariais que reponham a inflação e garantam aumento real de salário. O relato geral feito pelos trabalhadores aponta para aumento da produção, das horas-extras e das contratações.

Na indústria plástica, a Abiplast prevê para 2026 um faturamento de R$ 168 bilhões. Um crescimento de 2% quando comparado com 2025, cujo faturamento foi de R$ 164,8 bilhões. De acordo com dados da Abinee, a indústria elétrica e eletrônica prevê para 2026 um faturamento 6,25% maior quando comparado com 2025. Só a Petrobrás teve um lucro turbinado de R% 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, um valor 97% maior se comparado ao mesmo período de 2025. Por fim, os bancos, mesmo com uma revisão na expectativa de lucros para este ano, mantêm a previsão de taxas de crescimento maiores em relação a 2025.

O crescimento dos lucros e do faturamento das empresas é um bom incentivo para os trabalhadores lutarem por aumentos salariais capazes de recuperar as perdas causadas pela inflação e aumentos reais que incorporem a produtividade de cada setor.

Mesmo com as lutas circunscritas à reivindicação econômica, a mobilização dessas categorias no segundo semestre pode ser, no contexto de uma eleição decisiva, um fator decisivo para derrotar o fascismo e a extrema-direita. Longe de trazerem algum inconveniente às eleições, ao contrário, cumprirão importante papel para garantir uma vitória eleitoral das forças populares capaz de deter as ameaças imperialistas de Trump o Brasil.

A mobilização dessas categorias, somada à votação ainda em setembro pelo plenário do Senado da PEC do fim da escala 6 x 1, pode abrir uma conjuntura política favorável ao povo. O fim da escala 6 x 1, com redução da jornada para 40 horas semanais sem a redução dos salários, representa uma das maiores conquistas da história da classe trabalhadora brasileira. Ela pode ser comparada à conquista do 13º salário, em 1962, e à conquista dos direitos consagrados na CLT às trabalhadoras domésticas, em 2015.

Para garantir a votação da PEC do fim da escala 6 x 1 ainda em setembro será preciso aumentar a pressão popular e as mobilizações. Elas foram fundamentais para garantir a aprovação da PEC quase por unanimidade na Câmara dos Deputados. Para impedir sua votação e aprovação pelo Senado, a extrema-direita fascista e seu candidato presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), prometem barrar o andamento da matéria. Por isso as mobilizações ainda se tornam importantes.

No atual contexto podemos estar assistindo uma alteração na conjuntura política, com uma correlação mais favorável ao povo e à classe trabalhadora. Uma derrota da ameaça fascista e imperialista, nas ruas e nas urnas, abre uma nova conjuntura política. Efetivar essa mudança exige, do conjunto da esquerda e das direções sindicais, colocar o povo em movimento. As campanhas salarias no segundo semestre e mobilizações populares para garantir a aprovação pelo Senado do fim da escala 6 x 1 são movimentos essenciais.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA/LCB

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A BATALHA DE 2026 * Liga Comunista Brasileira/LCB

A BATALHA DE 2026
O lançamento oficial da campanha de reeleição do Presidente Lula teve como palco a Vila Euclides, onde as memoráveis assembleias operárias aconteceram em fins dos anos 1970 e início dos anos de 1980. A escolha de um local que evoca a luta da classe trabalhadora é significativa. A LCB esteve presente, da maneira apontada nas suas resoluções, com identidade e material próprios.

Lula é filho da classe operária brasileira. Sua liderança reflete o nível de consciência e de organização da classe nos últimos 50 anos. A campanha de 2026 assume um outro caráter. Lula, por temperamento e compromissos com setores da classe dominante, jamais optaria por um enfrentamento direto com o imperialismo. Trump e Rubio elegeram o Brasil como o inimigo dos EUA no que eles chamam de hemisfério ocidental. O confronto passa a ser inevitável.

Trump e Rubio não escondem os preparativos para intervenção no processo eleitoral. Para tal contam com as big techs para azeitar a máquina de desinformação e de terror. Querem repetir aqui o que fizeram na Colômbia, no Peru e na Venezuela. Não irão se privar de todos os métodos para forçar a derrota eleitoral do atual governo. Para impedir que Trump e Rubio logrem concretizar seus intentos é necessário firmeza e clareza política. A ofensiva do imperialismo se dá em aliança com os setores fascistas da vida nacional.

A tática eleitoral dos comunistas e das forças de esquerda mais consequentes deve passar pelo objetivo de se derrotar o imperialismo e seus aliados fascistas. A vitória eleitoral de Lula, neste momento histórico, é parte da luta antiimperialista e antifascista. A derrota do fascismo é condição para a organização da classe trabalhadora, para que a luta política aconteça em melhores condições. A ascensão do fascismo implica na repressão aos movimentos populares e no abandono de qualquer pretensão de soberania nacional. A vitória dessa jornada eleitoral passa, necessariamente, pela mobilização massiva da classe trabalhadora e do povo.

O ato da Vila Euclides precisa ser o primeiro de muitos. A militância na rua é quem faz a disputa política, quem demonstra a disposição de mudança, quem emociona e leva à tomada de posição. É na rua que iremos convencer indecisos e ganhar o eleitorado que está capturado pelo fascismo por falta de perspectivas de vida e de futuro.

Esta é uma campanha em que aproveitar a indignação democrática e fazer alianças não basta. É preciso abrir perspectivas para o futuro. A aprovação da escala 6x1 é fundamental. Mas é preciso estender a proteção social e ao trabalho. Revogar a reforma trabalhista aprovada por Temer e aprofundada por Guedes-Bolsonaro, garantir direitos aos trabalhadores por aplicativo, barrar a precarização e a pejotização. A preservação das franquias democráticas e afirmação da soberania deve estar acompanhada no atendimento das necessidades e interesses da classe trabalhadora e do povo. Inicia-se uma jornada, onde a classe trabalhadora exerce papel central. Na tarefa de eleger Lula será preciso realizar uma campanha de massas, com independência de classe e propostas claras para as mudanças necessárias para o nosso país.

A batalha eleitoral de 2026 é decisiva para a classe trabalhadora e para o povo brasileiro.

sábado, 15 de agosto de 2026

TODA FORÇA À INTERNACIONAL ANTIFASCISTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

TODA FORÇA À INTERNACIONAL ANTIFASCISTA
Diante do avanço neocolonial terrorista do imperialismo contra a América Latina: fortalecer a Internacional Antifascista
ROBERTO BERGOCI

Será realizado neste mês de agosto no Rio de Janeiro, a IV Reunião Nacional do Capítulo Brasil da Internacional Antifascista. De acordo com a declaração do encontro: "Nosso objetivo é fortalecer a luta antiimperialista, organizar e buscar a unidade entre os núcleos estaduais e municipais, fortalecendo a organização para a luta anticapitalista e antifascista, operando pela construção da soberania dos povos oprimidos e em luta, com vistas à construção da sociedade socialista".

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) saúda de forma entusiasta essa iniciativa. E como temos defendido desde nossa fundação (e o signo mesmo de nossa existência), toda iniciativa de luta e de combate contra o inimigo imperialista e as burguesias crioulas em nosso continente, que permita aproximar, aglutinar e unificar no mesmo bloco, os mais abnegados, corajosos e revolucionários elementos de nossa classe ou de setores sociais aliados, é bem vinda e contribui para o progresso da construção do programa da revolução socialista e da batalha antiimperialista.

O modo de produção capitalista na sua totalidade e em nível mundial, vive a mais grave crise de sua história e a mais clara manifestação do esgotamento absoluto desse modo de produção e de metabolismo social e em relação a própria natureza. De fato, é uma crise multifacetada, universal e civilizacional.

A decadência histórica que vive atualmente o sistema de dominação imperialista, é a face fenômenica mais clara desse declínio geral do regime burguês tardio.
Como resposta a sua crise e decadência, o imperialismo americano, personificação dos interesses de todas as frações dominantes da burguesia mundial, busca recrudescer seu domínio neocolonial dos povos oprimidos da periferia capitalista.

A América Latina por sua proximidade geográfica com os Estados Unidos e por estar inserida historicamente como uma zona de segurança geopolítica estratégica para Washington, sofre atualmente uma ofensiva recolonizadora duríssima.

A famigerada Doutrina Monroe e o chamado Destino Manifesto , duas das expressões doutrinárias da dominação colonial inconteste de nosso continente por parte do imperialismo americano, estão sendo recicladas para o atual período de decadência do regime terrorista estadunidense.

Os bandidos da Casa Branca buscam estabelecer um controle absoluto de nossa região, utilizando para isso, o serviço sujo de seus tradicionais lacaios e piões crioulos latino-americanos. O crescimento do neofascismo no continente é produto direto dessa decadência do capitalismo mundial e suas manifestações mais destrutivas nos países dependentes e subdesenvolvidos.

O Imperialismo tem fomentado através de seus serviços de inteligência, o crescimento do novo fascismo em Nossa América, comprometido radicalmente com as terapias de choque neoliberal, a serviço do capital financeiro monopolista.

As novas formas golpistas mobilizadas pelas guerras híbridas de quinta geração e as revoluções coloridas, estão sendo implementadas em praticamente todos os nossos países. Washington planeja o domínio completo de todas as fontes de recursos minerais estratégicos da América Latina; do nosso petróleo, água e recursos naturais e humanos.

Para isso, é imprescindível aos falcões imperialistas o controle geoestratégico da região e a remodelagem de todo o mapa geopolítico latinoamericano, utilizando sem vacilar para isso, a possibilidade real de recorrerem como no passado, ao terrorismo de Estado e a implementação de regimes neofascistas lumpens para quebrar a resistência das massas.

Diante de ameaça tão grave contra nossos povos, se faz cada vez mais urgente a construção de uma frente latinoamericana antiimperialista e antifascista. O momento é muito sério e não se pode perder tempo.

É imprescindível superar no interior das forças revolucionárias ou democráticas, a fragmentação e o divisionismo, no sentido de colocar em segundo plano, as divergências que sejam secundárias e de menor importância.

A construção de um bloco histórico antiimperialista e antifascista concreto e de luta, é uma das tarefas mais necessárias de nosso tempo histórico para fazer frente às reais ameaças dos maiores inimigos da humanidade.

O Capítulo Brasil da Frente Antifascista, é ao nosso ver, importante iniciativa e um embrião da possibilidade dessa construção de lutas coordenadas em nível internacional. 
Vida longa aos camaradas!
Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
15/08/2026

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

SÓ O POVO PODERÁ DEFENDER O BRASIL * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

SÓ O POVO PODERÁ DEFENDER O BRASIL
José Múcio, ministro da Defesa, protagonizou uma das maiores infâmias políticas dos últimos tempos. Perguntado sobre qual seria a reação do Brasil em caso de invasão dos Estados Unidos declarou que a única saída seria “abrir o portão”. Ou seja, deixar o imperialismo tomar conta do país sem oferecer qualquer resistência. A frase é um exemplo do entreguismo de setores das classes dominantes brasileiras e de expoentes de um ramo do aparelho de Estado, as forças armadas, cuja tarefa básica seria defender as fronteiras nacionais e garantir a integridade territorial da nação.

No mesmo dia da declaração feita por Múcio, os presidentes dos clubes militares lançam uma nota de teor golpista. Depois de anunciarem riscos à Nação, por não ter se dobrado aos ditames imperialistas de Trump, declaram ser “pouco provável que soluções consistentes surjam de um ambiente político marcado por sucessivas crises”.

Essas declarações foram precedidas por outra, feita pelo comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen. No final de julho, em entrevista à CNN Brasil, ele declarou, mesmo diante da escalada do conflito de Trump contra o Brasil, não acreditar em um ataque militar dos Estados Unidos, pois existiria um alinhamento doutrinário entre as forças navais de ambos os países.

Essas falas, feitas num intervalo de poucas semanais, revelam mais uma vez a atuação das forças armadas como um aparelho de Estado com agenda e interesses próprios. Elas não se subordinam aos interesses do povo e do país, mas ao funcionamento de uma burocracia estatal com interesses próprios, contrários aos interesses da coletividade nacional. Reclamam constantemente da falta de verbas, mas dos R$ 118,66 bilhões executados do orçamento em 2025, R$ 103,43 bilhões, ou 87,17% do total, foram gastos com soldos do pessoal ativo, mais pensões e pagamento dos inativos.

O problema central não se resume à necessidade de modernizar as forças, mas em uma doutrina de segurança nacional alinhada de modo subordinado aos interesses dos Estados Unidos. Como forças armadas de um país capitalista dependente elas historicamente tem atuado como primeira linha de defesa dos interesses imperialistas dentro do próprio país. Sua doutrina de segurança se preocupa muito mais com a “ameaça interna”, leia-se, os movimentos e organizações populares que lutam por transformações mesmo mínimas nas estruturas da sociedade brasileira.

Por isso, a fala de Múcio pode ser entendida, no contexto de aumento da escalada de ataques de Trump contra o Brasil, como um “convite”. Podem nos invadir à vontade que não ofereceremos resistência.

Com a soberania nacional ameaçada pela agressividade do imperialismo, vai ficando cada vez mais evidente quem pode e quer defender o Brasil de quem quer vendê-lo ao imperialismo.

Que Múcio, os presidentes dos clubes militares, o almirante e toda uma patota de lambe botas do imperialismo falem por si. O povo é diferente da classe dominante que o explora e oprime. Se alguns preferem a covardia de se esconderem em acordos e associações com o imperialismo, com certeza haverá gente do próprio povo disposta a lutar junto a setores militares nacionalistas.

A conjuntura está evoluindo cada vez mais para separar os vendilhões do Brasil dos verdadeiros filhos do povo dispostos a defender nossa soberania.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

EDUARDO PAES PRIVATIZA O PARQUE OLIMPICO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

EDUARDO PAES PRIVATIZA O PARQUE OLIMPICO
Seguindo a onda privatista da agenda neoliberal, o "dudu demolições", como é conhecido o ex-prefeito Eduardo Paes no movimento de moradia, agora candidato a governo da Estado do Rio de Janeiro, acaba de realizar mais uma de suas tantas epopeias: privatizou o Parque Olímpico, o grande parque aonde foram realizacas as Olimpíadas de 2014. 

Segundo nosso levantamento, um dos argumentos para isso é a "falta de projeto" por parte do poder público, no caso, a prefeitura. Há inclusive alegações de que seria muito dispendioso para o erário público arcar com a gestão do que "ele, Eduardo Paes" chamou de "elefante branco. 

Acreditamos que seria, SIM, muito dispendioso para o erário municipal conferir a conta bancária da prefeitura, via on line,  e verificar, devidamente esgotada de cansaço, o montante arrecadado com aluguel de espaço para eventos de todo tipo, como veio realizando em todos esses anos de existência do parque. E esse cansaço é tão grande que "ELE, O DUDU DEMOLIÇÕES" preferiu se livrar de tanto dinheiro e jogar tudo nas mãos da família Medina, dona da marca ROCK'N RIO, num contrato de vinte anos. 

O mais interessante desse "rolo" é essa privatização se dar num momento eleitoral quando o prefeito sai pra concorrer ao governo do Estado. Não tem nada de estranho nisso? Ainda que essa "operação" tenha sido conduzida pelo Prefeito Interino, ficou muito estranha, porque o parque sempre deu lucro, muito lucro, pois todo evento particular realizado naquele esaço sempre foi cobrado. 

Mas não se surpreendam. Testem a quantas anda a onda privatista de Eduardo "demolições" Paes. Entrem numa escola ou posto de saude municipal e perguntem a um atendente se ele é servidor. Fizemos isso e obtivemos a resposta: PÚBLICO AQUI SÓ O PRÉDIO!

ABAIXO A ONDA PRIVATISTA NO RIO DE JANEIRO
DESDE LULA A EDUARDO PAES!

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Preparem-se para a nova ofensiva do Estado neoliberal logo após o pleito eleitoral * Giovanni Alves/SP

 Preparem-se para a nova ofensiva do Estado neoliberal logo após o pleito eleitoral

Com ou sem Lula, a oligarquia financeira articula o desmonte das garantias fundamentais: visa desvincular a Previdência Social do salário-mínimo, extinguir os pisos constitucionais da saúde e da educação, restringir o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e impor uma Reforma Administrativa desenhada para sucatear e definhar, de forma definitiva, o serviço público.

A insaciabilidade da oligarquia financeira não conhece limites. Após solapar o direito histórico à aposentadoria, o alvo agora é o BPC, justamente em um momento em que a população brasileira envelhece aceleradamente. 

O resultado desse projeto é um país simultaneamente mais idoso, mais empobrecido, mais doente e mais endividado: este é o verdadeiro legado da austeridade fiscal e do neoliberalismo no Brasil.

Trata-se de uma operação deliberada para assolar as classes populares e os servidores públicos — eleitos como os alvos prioritários da racionalidade neoliberal.

Se reeleito, Lula será encarregado de gerenciar a versão 2.0 dessa própria agenda privatista e austera, reeditando a conciliação promovida em seu terceiro mandato. 

Trágico desfecho para a trajetória de um líder que se pretendia progressista. Pobre Brasil.

(Por Giovanni Alves).