quinta-feira, 13 de agosto de 2026

SÓ O POVO PODERÁ DEFENDER O BRASIL * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

SÓ O POVO PODERÁ DEFENDER O BRASIL
José Múcio, ministro da Defesa, protagonizou uma das maiores infâmias políticas dos últimos tempos. Perguntado sobre qual seria a reação do Brasil em caso de invasão dos Estados Unidos declarou que a única saída seria “abrir o portão”. Ou seja, deixar o imperialismo tomar conta do país sem oferecer qualquer resistência. A frase é um exemplo do entreguismo de setores das classes dominantes brasileiras e de expoentes de um ramo do aparelho de Estado, as forças armadas, cuja tarefa básica seria defender as fronteiras nacionais e garantir a integridade territorial da nação.

No mesmo dia da declaração feita por Múcio, os presidentes dos clubes militares lançam uma nota de teor golpista. Depois de anunciarem riscos à Nação, por não ter se dobrado aos ditames imperialistas de Trump, declaram ser “pouco provável que soluções consistentes surjam de um ambiente político marcado por sucessivas crises”.

Essas declarações foram precedidas por outra, feita pelo comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen. No final de julho, em entrevista à CNN Brasil, ele declarou, mesmo diante da escalada do conflito de Trump contra o Brasil, não acreditar em um ataque militar dos Estados Unidos, pois existiria um alinhamento doutrinário entre as forças navais de ambos os países.

Essas falas, feitas num intervalo de poucas semanais, revelam mais uma vez a atuação das forças armadas como um aparelho de Estado com agenda e interesses próprios. Elas não se subordinam aos interesses do povo e do país, mas ao funcionamento de uma burocracia estatal com interesses próprios, contrários aos interesses da coletividade nacional. Reclamam constantemente da falta de verbas, mas dos R$ 118,66 bilhões executados do orçamento em 2025, R$ 103,43 bilhões, ou 87,17% do total, foram gastos com soldos do pessoal ativo, mais pensões e pagamento dos inativos.

O problema central não se resume à necessidade de modernizar as forças, mas em uma doutrina de segurança nacional alinhada de modo subordinado aos interesses dos Estados Unidos. Como forças armadas de um país capitalista dependente elas historicamente tem atuado como primeira linha de defesa dos interesses imperialistas dentro do próprio país. Sua doutrina de segurança se preocupa muito mais com a “ameaça interna”, leia-se, os movimentos e organizações populares que lutam por transformações mesmo mínimas nas estruturas da sociedade brasileira.

Por isso, a fala de Múcio pode ser entendida, no contexto de aumento da escalada de ataques de Trump contra o Brasil, como um “convite”. Podem nos invadir à vontade que não ofereceremos resistência.

Com a soberania nacional ameaçada pela agressividade do imperialismo, vai ficando cada vez mais evidente quem pode e quer defender o Brasil de quem quer vendê-lo ao imperialismo.

Que Múcio, os presidentes dos clubes militares, o almirante e toda uma patota de lambe botas do imperialismo falem por si. O povo é diferente da classe dominante que o explora e oprime. Se alguns preferem a covardia de se esconderem em acordos e associações com o imperialismo, com certeza haverá gente do próprio povo disposta a lutar junto a setores militares nacionalistas.

A conjuntura está evoluindo cada vez mais para separar os vendilhões do Brasil dos verdadeiros filhos do povo dispostos a defender nossa soberania.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

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