sábado, 15 de agosto de 2026

TODA FORÇA À INTERNACIONAL ANTIFASCISTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

TODA FORÇA À INTERNACIONAL ANTIFASCISTA
Diante do avanço neocolonial terrorista do imperialismo contra a América Latina: fortalecer a Internacional Antifascista
ROBERTO BERGOCI

Será realizado neste mês de agosto no Rio de Janeiro, a IV Reunião Nacional do Capítulo Brasil da Internacional Antifascista. De acordo com a declaração do encontro: "Nosso objetivo é fortalecer a luta antiimperialista, organizar e buscar a unidade entre os núcleos estaduais e municipais, fortalecendo a organização para a luta anticapitalista e antifascista, operando pela construção da soberania dos povos oprimidos e em luta, com vistas à construção da sociedade socialista".

A Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) saúda de forma entusiasta essa iniciativa. E como temos defendido desde nossa fundação (e o signo mesmo de nossa existência), toda iniciativa de luta e de combate contra o inimigo imperialista e as burguesias crioulas em nosso continente, que permita aproximar, aglutinar e unificar no mesmo bloco, os mais abnegados, corajosos e revolucionários elementos de nossa classe ou de setores sociais aliados, é bem vinda e contribui para o progresso da construção do programa da revolução socialista e da batalha antiimperialista.

O modo de produção capitalista na sua totalidade e em nível mundial, vive a mais grave crise de sua história e a mais clara manifestação do esgotamento absoluto desse modo de produção e de metabolismo social e em relação a própria natureza. De fato, é uma crise multifacetada, universal e civilizacional.

A decadência histórica que vive atualmente o sistema de dominação imperialista, é a face fenômenica mais clara desse declínio geral do regime burguês tardio.
Como resposta a sua crise e decadência, o imperialismo americano, personificação dos interesses de todas as frações dominantes da burguesia mundial, busca recrudescer seu domínio neocolonial dos povos oprimidos da periferia capitalista.

A América Latina por sua proximidade geográfica com os Estados Unidos e por estar inserida historicamente como uma zona de segurança geopolítica estratégica para Washington, sofre atualmente uma ofensiva recolonizadora duríssima.

A famigerada Doutrina Monroe e o chamado Destino Manifesto , duas das expressões doutrinárias da dominação colonial inconteste de nosso continente por parte do imperialismo americano, estão sendo recicladas para o atual período de decadência do regime terrorista estadunidense.

Os bandidos da Casa Branca buscam estabelecer um controle absoluto de nossa região, utilizando para isso, o serviço sujo de seus tradicionais lacaios e piões crioulos latino-americanos. O crescimento do neofascismo no continente é produto direto dessa decadência do capitalismo mundial e suas manifestações mais destrutivas nos países dependentes e subdesenvolvidos.

O Imperialismo tem fomentado através de seus serviços de inteligência, o crescimento do novo fascismo em Nossa América, comprometido radicalmente com as terapias de choque neoliberal, a serviço do capital financeiro monopolista.

As novas formas golpistas mobilizadas pelas guerras híbridas de quinta geração e as revoluções coloridas, estão sendo implementadas em praticamente todos os nossos países. Washington planeja o domínio completo de todas as fontes de recursos minerais estratégicos da América Latina; do nosso petróleo, água e recursos naturais e humanos.

Para isso, é imprescindível aos falcões imperialistas o controle geoestratégico da região e a remodelagem de todo o mapa geopolítico latinoamericano, utilizando sem vacilar para isso, a possibilidade real de recorrerem como no passado, ao terrorismo de Estado e a implementação de regimes neofascistas lumpens para quebrar a resistência das massas.

Diante de ameaça tão grave contra nossos povos, se faz cada vez mais urgente a construção de uma frente latinoamericana antiimperialista e antifascista. O momento é muito sério e não se pode perder tempo.

É imprescindível superar no interior das forças revolucionárias ou democráticas, a fragmentação e o divisionismo, no sentido de colocar em segundo plano, as divergências que sejam secundárias e de menor importância.

A construção de um bloco histórico antiimperialista e antifascista concreto e de luta, é uma das tarefas mais necessárias de nosso tempo histórico para fazer frente às reais ameaças dos maiores inimigos da humanidade.

O Capítulo Brasil da Frente Antifascista, é ao nosso ver, importante iniciativa e um embrião da possibilidade dessa construção de lutas coordenadas em nível internacional. 
Vida longa aos camaradas!
Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
15/08/2026

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O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho