Mostrando postagens com marcador luta de classes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador luta de classes. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de abril de 2026

1°DE MAIO DE CLASSE E DE LUTA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

*1°DE MAIO DE CLASSE E DE LUTA*

A vida da classe trabalhadora brasileira nunca foi um mar de rosas, mas nunca esteve tão braba como hoje.

Exemplo disso são as CAMPANHAS SALARIAIS, um dos momentos de maior mobilização da classe, desapareceu da porta das empresas. Ninguém vê mais sequer uma Kombi com caixas de som tocando músicas e discursos dos dirigentes sindicais, denunciando o arrocho salarial em que vivem os trabalhadores e largando o aço nos patrões e governos pelo conluio contra quem põe o pão na sua mesa.

Neste 23/04/2026 o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos conquistou um acordo interessante, um PLR de 20.780,00 , e encerra a campanha comemorando.

Nem faço ideia do que isso representa no bolso de cada peão, mas se desmobilizaram uma proposta de greve, quer dizer que vale a pena.

Agora, categoria nenhuma chega a uma conquista dessa sem união por local de trabalho, sessão por sessão, sem assembleia na hora do almoço, sem grupos de estudo pra apresentar propostas ao sindicato e a empresa. Enfim, sem esforço e organização, nada avança.

Mas sobretudo sem mobilização a classe trabalhadora não avança. Não conquista nada. Vem aí a proposta da redução da jornada de trabalho com o FIM DA ESCALA 6X1. Se não fizermos nada, os "bolsonaros" lá da câmara e do senado vão deitar o cabelo e nós vamos chupar prego.

Por isso nesse 1°DE MAIO vamos gritar bem alto TRABALHO NÃO É CASTIGO! FIM DA ESCALA 6X1! POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA PARA A CLASSE TRABALHADORA!

*TRABALHADORES DE CLASSE E DE LUTA*
Frente Revolucionária dos Trabalhadores
FRT

terça-feira, 28 de abril de 2026

Declaração da WFTU para o Dia do Trabalhador de 2026 * Federação Sindical Mundial/WFTU

Declaração da WFTU para o Dia do Trabalhador de 2026
Abril de 2026
por WFTU

O movimento sindical internacional de classe, os trabalhadores e os sindicatos militantes de todo o mundo honram, por meio da luta, o 140º aniversário da luta operária em Chicago, em 1886. Honram o heroico Primeiro de Maio da classe trabalhadora, símbolo da luta incansável contra a barbárie capitalista, com novas lutas de classe, determinação e solidariedade internacionalista.

Por ocasião do Dia Internacional do Trabalhador, a Federação Sindical Mundial, a mais antiga organização sindical internacional, representando mais de 105 milhões de trabalhadores em todos os cantos do mundo, estende uma mensagem calorosa e combativa a todos os trabalhadores e agricultores, às pessoas comuns do trabalho e da labuta.

As mensagens e reivindicações dos pioneiros de Chicago em 1886 permanecem relevantes e necessárias hoje. A crise do capitalismo está se aprofundando e se generalizando. As desigualdades sociais estão aumentando drasticamente. As liberdades democráticas e os direitos sindicais estão sob ataque em todo o mundo, enquanto guerras e intervenções imperialistas estão na agenda.

Os acontecimentos internacionais confirmam que os antagonismos geopolíticos e econômicos globais continuam a representar uma ameaça direta à paz e à segurança mundiais, incluindo o perigo de uma catástrofe nuclear. Guerras imperialistas, intervenções, sanções e bloqueios persistem e se intensificam.

O genocídio dos palestinos em Gaza e a brutalidade inimaginável do Estado israelense, o ataque não provocado e assassino dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, a invasão da Venezuela e o sequestro do presidente legítimo do país, as ameaças terroristas contra a Cuba socialista e a tentativa de estrangular sua economia e seu povo por meio do embargo energético criminoso, expuseram mais uma vez, em toda a sua magnitude, a hipocrisia, o cinismo e a natureza desumana do imperialismo.

Os gastos militares estão aumentando exponencialmente, enquanto organizações como a OTAN e a União Europeia intensificam a militarização e promovem a economia de guerra como uma “saída para o desenvolvimento”. Ao mesmo tempo, a população é chamada a arcar com os custos por meio de novas medidas de austeridade, privatizações e desmantelamento de conquistas sociais.

Ao mesmo tempo, a crise energética, a inflação e os preços elevados continuam a corroer os rendimentos dos trabalhadores. Os salários permanecem estagnados, enquanto os lucros das empresas multinacionais e das gigantes energéticas disparam.

As consequências dessa situação atingem com ainda mais força os setores mais vulneráveis ​​da classe trabalhadora. Mulheres trabalhadoras, jovens e migrantes enfrentam exploração intensificada, salários mais baixos, maior insegurança no emprego e acesso limitado à saúde, educação e cultura. Eles são as primeiras vítimas de políticas antioperárias e da desregulamentação trabalhista, o que os torna particularmente expostos aos ataques do capital.

Ao mesmo tempo, a saúde e a segurança no local de trabalho estão sendo sistematicamente degradadas. As medidas de proteção são tratadas como um "custo" pelos empregadores, o que leva ao aumento de acidentes e fatalidades no trabalho. Diariamente, trabalhadores se ferem ou perdem a vida em nome do lucro, revelando da maneira mais trágica as prioridades do sistema.

A nova era da digitalização e da inteligência artificial, em vez de ser utilizada em benefício dos trabalhadores e da sociedade como um todo, é usada para intensificar o trabalho, monitorar os trabalhadores e expandir as formas flexíveis de emprego. A insegurança, o trabalho precário e a desregulamentação das relações trabalhistas estão se tornando generalizados.

Ao mesmo tempo, a repressão estatal e patronal contra as lutas se intensifica. Sindicalistas são perseguidos, greves são criminalizadas e as liberdades democráticas são restringidas. Migrantes e refugiados são alvos, explorados como mão de obra barata e se tornam vítimas de racismo e exploração.

Diante dessa realidade, a resposta da classe trabalhadora não pode ser a submissão.

Exigimos:Aumentos salariais e acordos coletivos de trabalho com plenos direitos.
Medidas eficazes para proteção contra preços altos e inflação.
Saúde, educação e segurança social públicas e gratuitas para todos.
Redução da jornada de trabalho, emprego permanente com horário de trabalho fixo, abolição de formas flexíveis de trabalho e proteção dos trabalhadores em plataformas digitais.
Medidas de saúde e segurança em todos os locais de trabalho
Respeito pelos direitos sindicais e pelas liberdades democráticas
Proteção dos migrantes e igualdade de direitos para todos os trabalhadores.

Os trabalhadores não têm interesse nas guerras e antagonismos daqueles que detêm o poder. Pelo contrário, têm tudo a ganhar com a unidade, a solidariedade e a luta comum.

A WFTU convoca os sindicatos a rejeitarem o compromisso e a submissão. A fortalecerem suas lutas e a organizarem a resistência em todos os locais de trabalho, em todos os setores e em todos os países, contra a barbárie do sistema de lucro e guerra.

A força reside na organização. A esperança reside na luta.

Por ocasião do Dia do Trabalhador de 2026, convocamos mobilizações militantes em todo o mundo sob o lema:

Nossas vidas e nossas necessidades, ou os lucros deles!Nenhum sacrifício pelas guerras e lucros da capital
Trabalho com direitos, regulamentado por acordos coletivos
Atendimento às necessidades contemporâneas dos trabalhadores

Solidariedade e internacionalismo são as armas da classe trabalhadora!

Que o Dia do Trabalhador deste ano seja um marco de luta e contraofensiva, por um mundo sem guerras e intervenções imperialistas, sem discriminação e exploração do homem pelo homem.

Viva o Dia do Trabalho!

VIVA A SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA!
FEDERAÇÃO SINDICAL MUNDIAL

segunda-feira, 27 de abril de 2026

RETOMAR O 1º DE MAIO DE LUTA SOCIALISTA E ANTIIMPERIALISTA! * FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT*PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB

 RETOMAR O 1º DE MAIO DE LUTA SOCIALISTA E ANTIIMPERIALISTA!

Há quase 140 anos do histórico levante proletário em Chicago em 1886, quando os trabalhadores, organizados e municiados por uma profunda consciência de classe e dos seus interesses para si, em brava e heróica batalha contra as forças do capital, tiveram seus históricos mártires assassinados covardemente pelas forças de repressão da burguesia. Da qual daí em diante foi instituído pela Segunda Internacional, o Primeiro de Maio como data mundial do proletariado.


Após quase 140 anos desse combate histórico de nossa classe, nos encontramos num período cuja principal característica seja o avanço da contra-revolução burguesa em praticamente todos os países. Particularmente desde o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim no crepúsculo do século passado, o capital não sessou uma vasta ofensiva econômica, política e ideológica contra o proletariado e seu programa científico de emancipação histórica: o marxismo.


As ideologias vulgares que pregavam o "fim da história"; o "empreendedorismo"; o identitarismo anti-classista; o politicismo e conciliação com o inimigo de classe; o conformismo e resignação com o presente, marcado pelo "congelamento" histórico, etc., não passam de artimanhas estratégicas e táticas da burguesia mundial e seus meios de propagação de mentiras e irracionalismo, visando arrefecer a fé dos trabalhadores no socialismo e na sua própria emancipação dos grilhões da sociedade de classes.

 

Em compasso com os ataques econômicos e sociais contra as conquistas históricas que o proletariado arrancou da burguesia no último século de duras batalhas, vemos uma verdadeira ofensiva ideológica e cultural por parte do imperialismo, visando um vasto entorpecimento de seu antagonista histórico para assim, quebrar suas perspectivas revolucionárias como forma de garantir a perenidade e sobrevida do regime capitalista em sua fase senil, marcada por crises cada vez mais recorrentes e de grande duração, ameaçando mesmo a própria humanidade.

 

Em todo o mundo governado pelo modo de produção capitalista, temos visto o desmonte dos mecanismos de proteção dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas e o chamado "Estado de bem estar social" (onde existiu) tem sido radicalmente suprimidos; o nível econômico e social das classes trabalhadoras em todo o mundo não param de cair.

 

Na verdade entramos na era da superexploração do trabalho como um fenômeno mundial. As seguidas revoluções tecnológicas e informacional criou uma massa crônica de desempregados e seres humanos "supérfluos" pela ótica do capital e que não podem mais serem inseridos produtivamente no mundo das mercadorias cada vez mais mercantilizado e fetichizado. Para essa massa humana "sobrante"--um verdadeiro exército de reserva utilizado para aviltar os salários e condições de trabalho dos que ainda labutam--a "saída" burguesa é cada vez mais a repressão e extermínio malthuziano.

 

Nessa esteira, a chamada "composição orgânica do capital" como bem o conceituou Karl Marx, atua como um verdadeiro pêndulo contra a taxa de lucros do capital, obrigando seus servidores (a burguesia e seus agentes, sim, servidores de sua criatura) a recorrerem a um padrão de reprodução do capitalismo mundial francamente destrutivo, selvagem e incontrolável, que põe mesmo como horizonte a destruição da civilização como a conhecemos.

 

As guerras e o capital: uma relação de mão dupla

 

Com o alastrar da decadência capitalista, o recrudescimento das guerras de baixa e alta intensidade, tornaram-se algo corriqueiro, mesmo banal.

 

Neste século atual por exemplo, tivemos as guerras de tipo neocolonial por parte do imperialismo contra o Afeganistão, Iraque, Haiti, Líbia, Síria, Ucrânia (guerra por procuração do imperialismo ianque contra a Rússia), Iêmen, Palestina, etc. Também os golpes de Estado de novo tipo pela vida das revoluções coloridas e guerras híbridas, tem se tornado constantes e diversos países já foram ou estão sendo vítimas dessa forma de ataque encoberto, por parte das forças imperialistas e seus fantoches.

 

A instabilidade política promovida pela CIA contra governos populares e/ou nacionalistas também é algo que avança nessa época marcada pela crise geral do capitalismo, que exige de forma imperiosa ao grande capital, colonizar e impor sua agenda destrutiva em todo o mundo: diante de sua fase senil, o Globo terrestre já se tornou demasiado pequeno para o capital e seu caráter ontológico expansionista.

 

Daí a necessidade cada vez mais premente por parte do grande capital em controlar com mãos de ferro as fontes energéticas, de matéria prima, os mercados e o assalto aos Estados nacionais. Uma nova redivisão do mundo e da divisão mundial do trabalho, está em andamento; em tal movimento tectonico, o que o grande capital imperialista impõe aos povos da periferia capitalista é uma ainda maior subalternidade, agravando sua crônica relação de dependência e subdesenvolvimento.

 

Em suma, o preço pago pela humanidade com a perenidade até o presente do modo de produção capitalista tem sido alto demais. O próprio desenvolvimento histórico e das forças produtivas internacionalmente já estabeleceram as condições objetivas necessárias para a superação do regime burguês e para a construção do socialismo.

 

Os trabalhadores e os povos oprimidos resistem

 

O proletariado mundial embora ainda confuso, disperso e cambaleante diante da atual correlação desfavorável, resiste como pode. Vimos desde a última década importantes movimentos de luta dos trabalhadores em diversos países, sobretudo em nossa América latina. Os trabalhadores venezuelanos, bolivianos, equatorianos, chilenos, peruanos, haitianos e colombianos por exemplo, tem protagonizado ou protagonizaram nos últimos anos, importantes e heróicas lutas contra as forças da extrema direita, das tentativas golpistas e do imperialismo em seus países.

 

O povo palestino tem dado lições históricas a seus irmãos trabalhadores do mundo, através de sua gigantesca resistência armada contra os genocidas sionistas que comandam o facínora Estado de Israel e seus patrões imperialistas da Casa Branca. Embora o gigantesco tributo pago com o sangue sagrado de seus mártires, a resistência militar palestina impõe duríssimo revés ao sionismo, causando mesmo a desmoralização histórica mundial do Estado sionista e uma crise existencial de Israel.

 

Na África negra, seu valente povo derrotou o colonialismo francês, causando uma séria desmoralização e crise política profunda no interior dessa pátria imperialista decadente.

 

Os exemplos de brava resistência dos povos trabalhadores iemanita e haitiano, que nas mais desfavoráveis condições resistem e lutam bravamente contra seus exploradores e opressores internos e o imperialismo, deixa valiosa lição para o proletariado mundial.

 

Fortalecer um pólo revolucionario e antiimperialista internacional

 

A condição mais essencial do momento, é estabelecer uma frente internacional de lutas dos trabalhadores contra as forças do imperialismo. O atual período histórico se caracteriza pela ofensiva da burguesia e pela contra-revolução no mundo.

 

É imprescindível para as organizações de vanguarda dos explorados ter bem claro as forças que se batem, a correlação entre as classes antagônicas, para daí tirar as conclusões estratégicas e táticas do atual período. Uma das principais constatações a se considerar no momento é o fato de que as forças revolucionárias e de vanguarda da classe se encontrarem numa grave situação de fragmentação, divisão e sem protagonismo no interior das massas. E isso em todo o mundo.

Fortalecer as organizações dirigentes no interior de cada país é passo essencial para a retomada de uma agenda revolucionária e socialista que volte a hegemonizar as parcelas mais esclarecidas dos trabalhadores. Por outro lado, fortalecer um bloco revolucionário e antiimperialista internacional é sem dúvida uma das tarefas mais importantes do momento.

 

Em sua fase de deslocamento permante pelo mundo, o capital cada vez mais internacionalizado põem na defensiva qualquer estratégia ou tática puramente nacional dos trabalhadores. Daí ser imprescindível mais do nunca, organizar o combate internacional sistemático contra a burguesia, que tem no imperialismo seu chefe de fila no mundo.

 

Portanto, fortalecer uma frente internacional antiimperialista deve ser no momento uma das questões táticas centrais do proletariado mundial e seus aliados.

 

O grave impasse em que vive a humanidade, deixa bem claro que o capitalismo entrou em uma fase de potêncial destrutivo sem precedentes. As saídas reformistas que buscam reformar ou mesmo humanizar o regime do capital, estão barradas. A contra-revolução neoliberal, a atual escalada de guerras e golpes de Estado em todo o mundo, são as provas dessa verdade histórica. A revolução socialista é neste caso não só de uma atualidade indiscutível, como também, e mais importante, a garantia de sobrevivência da própria humanidade.

 "PRIMEIRO DE MAIO NÃO É PARA FESTEJO!


Grupos da alta cúpula:
De grupos empresarial;
Conhecendo a luta;
Da classe operária;

E o parque; do dia do trabalhador:
Primeiro de maio;
Não e dia de festejo;
É data, para protestar!

Lembrando a, barbara chacina;
Praticada em Chicago;
Nos Estados Unidos;
Pelos empresários;

Que capturando, mataram:
Esquartejando os corpos,
Dos líderes operarios;
Deixando os corpos em pedaços;

Pendurados em postes:
Para servir de exemplo;
Aos que apostem;
Duvidando da violência;

Dos empresários, em grupos:
Na usura; do que são capazes;
Em seus absurdos;
Negando reajuste salarial;

São capazes de repetir:
As chacinas igual fizeram;
Nos Estados Unidos;
Para intimidar os explorados.

Por esse motivo:
Tentam desvirtuar;
Os trabalhadores no Brasil 
No primeiro de maio;

Tentando transformar:
O histórico dia de luta;
Data para os trabalhadores resistir;
Induzem os trabalhadores;

Nesse data festejar:
Com toda disfarçadez;
E, na; esperteza imoral;
Procuram esconder;

Tentam banir da memória:
Das classes trabalhadora;
Os horrores cometidos;
No capitalismo selvagem.

Como lembrete: 
Aos dominantes no Brasil.
O povo no mês de maio;
Têm que parar; é o mês inteiro.

Todos; saindo para protestar:
Em protesto resistindo;
Contra as chacinas cometidas;
Por grupos empresarial;

Mantendo o protesto:
Não só, no primeiro de maio;
Mas; por todos os dias,
Da primeira; semana, de maio;

Com os trabalhadores:
Unidos no planeta;
Em combate aos horrores;
Do selvagem imperialismo

J. Ernesto Dias

São Luís, MA - 14 de abril de 2026"
O problema não é o aumento salarial enquanto tivermos uma economia monopolizada por uma burguesia apátrida que detém os principais meios de produção. E se formos optar por um aumento salarial, que a burguesia o pague com a mais-valia que rouba dos trabalhadores.

*AQUELES QUE COMPREENDERAM, COMPREENDERAM*

*OSCAR RATTIA*


CORRENTE SINDICAL MARXISTA-LENINISTA/VENEZUELA
Sem o esforço do trabalho, não há amor

Ulises Redondo Cienfuegos/Bolivia

A dor é o parafuso que penetra os materiais na produção e une a carne humilde no amor paternal.
É o cimento que endurece, também por amor. É o prego que penetra a madeira, também por amor.

A chave inglesa que aperta o parafuso, a espátula que molda o cimento, o martelo que crava o prego — todos se movem em mil manobras graças ao esforço do trabalhador que suspira ao pingar a última gota de suor. Até a exaustão, que é dor.

O trabalhador leva à mesa a dor transformada em pão, e essa dor se transforma em amor, que alimenta seus filhos com a dor de um dia de trabalho que ignora o cansaço, para aplacar a fome que também é dor. Eles choram de dor, eles se alimentam de dor.

Pão que ele mesmo pode produzir, e quanto mais trabalho, mais pão, e quanto mais pão, mais lucro para o patrão.

O pedreiro leva a dor, transformada em pão, para a mesa. E quanto mais dor, mais casas construídas, mais prédios seus filhos jamais habitarão, porque sem a dor que move as máquinas, o patrão morreria de tristeza.

O chefe também traz o melhor pão à mesa sem muito esforço. Ele ama seus filhos, e seus filhos também o amam, mas esse amor é sustentado pela dor.

Porque o esforço está no pão e no pão está a dor, a dor está no concreto dos prédios gigantes que invadem o silêncio, a dor está na cama onde o chefe dorme, na mesa onde ele janta, no banheiro onde ele toma banho, no carro que ele dirige, sem muito esforço.

Sem dor não há amor. O trabalhador labuta com dor, por amor aos seus filhos. Incrivelmente, ele ama o patrão, a causa de sua dor!

Tudo é vendido, tudo é comprado, as vidas dos trabalhadores são compradas, para dissolvê-las gota a gota no capital ácido.

Em todos os mercados do mercado global onde a dor se manifesta, a dor é comprada e paga com dor.
*1º DE MAIO, DIA DE LUTA DA CLASSE TRABALHADORA*

A Unidade Popular Revolucionária Anti-Imperialista da Venezuela (UPRA) está se mobilizando firmemente nas ruas para resgatar o espírito valente dos Mártires de Chicago de 1886, cujo ato heroico não foi uma concessão do sistema, mas um grito de guerra contra a exploração que hoje, mais do que nunca, mantemos vivo como um estandarte da luta anti-imperialista e antifascista.

Entendemos que o aniversário de 1º de maio é a faísca que deve acender a consciência de classe em todos os territórios do país, lembrando-nos de que o inimigo histórico continua sendo o capital e seus lacaios, que tentam subjugar a vontade do povo.

Reafirmamos nosso compromisso de continuar, de forma decisiva, as lutas por melhorias imediatas nas condições de vida de todos os setores oprimidos e explorados, incluindo nossos aposentados e pensionistas.

Conclamamos urgentemente as forças de vanguarda e as massas exploradas a fortalecerem a unidade popular revolucionária, consolidando uma frente unida capaz de deter o avanço do fascismo e derrotar a interferência imperialista em nossas terras. A história nos pertence, e somente através da organização combativa e da unidade ideológica marxista-leninista alcançaremos a vitória final sobre aqueles que buscam nos condenar à dominação colonial.

CONTRA O FASCISMO E O IMPERIALISMO, UNIDADE POPULAR REVOLUCIONÁRIA ANTI-IMPERIALISTA E ANTI-FASCISTA!!

Viva a luta da classe trabalhadora!!


VIVA O DIA 1 DE MAIO COMBATÓRIO E REVOLUCIONÁRIO!

 Abril de 2026
CENTRAL OPERARIA BOLIVIANA-BOLÍVIA

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB

domingo, 26 de abril de 2026

FIM DA ESCALA 6X1 JÁ! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

FIM DA ESCALA 6X1 JÁ!
*Descansar não é luxo é direito de quem trabalha.*

Enquanto a gente se desgasta todos os dias, tem deputado ganhando R$ 46 mil pra trabalhar só 3 dias por semana. Isso não é justo.

Promessa a gente já ouviu demais. Agora é hora de agir: *FIM DA ESCALA 6x1 JÁ!*

Não deixa esse vídeo parar aqui. Compartilha nos grupos, pressione quem decide e ajuda a fazer esse tema chegar mais longe.

_Bora sextar espalhando essa ideia?_
Já tem até *abaixo-assinado* rolando, participe:
APOIO
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
FRT

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

RETOMAR AS LUTAS PARA PRESERVAR DIREITOS E AVANÇAR NA LUTA PELO SOCIALISMO * Liga Comunista Brasileira/LCB

RETOMAR AS LUTAS PARA PRESERVAR DIREITOS E AVANÇAR NA LUTA PELO SOCIALISMO

Os trabalhadores tem perdido direitos de maneira contínua nos últimos anos. Desde uma reforma da previdência, que veda o acesso de milhões a aposentadorias e pensões até a negação de direitos aos trabalhadores de aplicativos. O resultado foi a queda da renda do trabalho e a desarticulação do mercado de trabalho.

O país atinge a menor taxa de desemprego em uma década. A renda do trabalho volta a crescer. Porém, os empregos formais gerados, cerca de um 1,1 milhão de empregos novos segundo dados do Caged, são em sua maioria com remuneração menor que dois salários mínimos e com jornadas extenuantes. A reforma trabalhista feita em 2017, mais as diversas decisões do STF, tiveram como objetivo o enfraquecimento da organização sindical e da justiça trabalhista. O sindicatos perderam prerrogativas, incluindo a homologação das demissões e a ultratividade dos acordos coletivos. A Justiça do Trabalho perdeu a função de definir as disputas em torno de vínculos empregatícios, abrindo a porta para a pejotização.

O STF liberou a terceirização de atividade-fim. A terceirização indiscriminada, incluindo no serviço público e nas concessionárias de energia, água, transportes e demais indústrias urbanas, rebaixaram salários e enfraqueceram a capacidade de negociação das categorias profissionais. O resultado é a superexploração, salários rebaixados, uma epidemia de doenças ocupacionais e a debilitação generalizada da saúde mental de quem trabalha. O desemprego, as péssimas condições de trabalho e os baixos salários fizeram uma parte significativa da força de trabalho a se submeter aos aplicativos de transporte, entregas e serviços. Nesse quesito, a relação de trabalho é uma terra de ninguém. As empresas de aplicativos fazem o que querem na ausência de regulamentação. Mudam as condições de uso e de remuneração de acordo com seus interesse, sem nenhuma consulta a quem trabalha.

Esse é o cerne do ajuste neoliberal. Retirar qualquer limite à exploração do trabalho. Recuperar direitos e mudar as condições de trabalho envolve mobilização e uma dura luta da classe trabalhadora. O ajuste neoliberal reflete a fase que se encontra o desenvolvimento capitalista.

A classe trabalhadora deve ter claro que as contradições das relações capital-trabalho só serão resolvidas com a superação do capitalismo, em uma sociedade socialista, objetivo maior dos trabalhadores de todo o mundo.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA/LCB

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O CAPITALISMO EXPLORA, ADOECE E MATA OS TRABALHADORES – É URGENTE SUPERÁ-LO * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

O CAPITALISMO EXPLORA, ADOECE E MATA OS TRABALHADORES – É URGENTE SUPERÁ-LO
https://ligacomunistabrasileira.org/

Em 2025, o Brasil atingiu uma taxa de desemprego de 5,6%, a menor desde 2012. Se por um lado esses números devem ser saudados, por outro merecem séria ponderação. Esse baixo índice de desemprego não pode ocultar o elevado grau de exploração dos trabalhadores.

Cabe destacar, em primeiro lugar, a desaceleração do total de empregos formais gerados. Em 2024, o total de empregos formais foi de 1.693.673, crescimento de 16,5% em relação a 2023. Já 2025 registrou uma forte desaceleração, de 23,7%, com um saldo positivo de 1.279.498 vagas. Essa queda se explica, em boa medida, à política de juros altos do Banco Central, orientada pelo esforço em manter baixa a inflação. Esse viés anti-inflacionário não resulta de uma preocupação em manter o poder de compra dos salários, mas atende os interesses do capital financeiro e do rentismo, pois preserva o valor dos ativos financeiros.

O salário de admissão até conheceu um crescimento, em dezembro de 2025, de 2,55% em relação a dezembro de 2024. Em termos nominais, o salário de admissão nesse período saltou de R$ 2.246,60 para R$ 2.303,78. Mas, tratou-se de um crescimento abaixo da inflação medida pelo IPCA para 2025, apurada em 4,26%. Já o rendimento médio dos trabalhadores cresceu 5,03% em relação a 2024, saltando de R$ 3.440,00 para R$ 3.613,00. Contudo, quando comparado ao salário mínimo necessário calculado pelo Dieese, que deveria ser de R$ 7.106,83, observamos uma diferença de 96,70%.

Outro fenômeno é o da precarização. Cerca de 40% da massa trabalhadora não tem carteira assinada ou trabalha na condição de autônomo. Essa relação de emprego está muitas vezes ocultada pelo trabalho em plataformas, pelo chamado empreendedorismo e pela pejotização. Além da renda média do trabalhador informal ser baixa, as jornadas são maiores, assim como a insegurança financeira. E as condições de trabalho são piores.

A degradação das condições de trabalho também podem ser verificadas na saúde e segurança do trabalhador. Em 2025, o Brasil registrou mais de 4 milhões de trabalhadores afastados pelo INSS. O total de afastamento dobrou em relação a 2021, quando se registrou 1,9 milhão de casos. A maioria dos afastamentos ainda se deve a acidentes e doenças típicas como fraturas e lesões. Mas, cabe destacar o absurdo crescimento dos transtornos de ansiedade e dos episódios depressivos. Estes, de 2021 para 2025, quase triplicaram, saltando de 98.688 para 293.097.

Essa explosão de afastamentos por transtornos mentais revela uma profunda deterioração das condições de vida e da sociabilidade burguesa, no contexto de um capitalismo cujo eixo central de acumulação é a financeirização. A causa dos transtornos mentais está no medo do desemprego, no assédio moral no ambiente de trabalho, nos salários baixos e nas dificuldades em pagar as contas e suprir as demandas familiares, na mercantilização dos bens necessários à uma vida decente, na infame escala 6 x 1, que esgota física e emocionalmente os trabalhadores, e na falta de uma robusta rede de proteção social.

A condição básica para a acumulação do capital é a exploração do trabalho. Quanto mais a classe trabalhadora é espoliada, maior é a lucratividade do capital. Se os lucros batem recorde ano após ano, isso não se deve à esperteza dos grandes capitalistas, mas por causa da exploração dos trabalhadores. A medida dessa exploração se encontra nos salários baixos em relação às necessidades, na precarização do trabalho e no adoecimento físico e mental dos trabalhadores. Enfrentar esse cenário exige dos trabalhadores a retomada luta sindical. É importante alcançar melhorias imediatas, como maiores salários, o fim da escala 6 x 1 e a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários.

Mas a superação definitiva da exploração requer cada vez mais uma revolução que coloque os trabalhadores no poder, mude o caráter do Estado e o regime de propriedade dos grandes meios de produção.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

O QUE SERIA DO MUNDO SEM A ESQUERDA * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

O QUE SERIA DO MUNDO SEM A ESQUERDA
VÍDEO
O que você sabe sobre os Direitos Sociais nas Constituições Brasileiras e as Políticas Afirmativas?
Myla Fonseca/Politize

Por acaso você já parou para observar que, desde nossa independência, já tivemos um total de sete constituições e que cada uma delas reflete o período histórico no qual foi constituída?

E, mais ainda, em como os direitos sociais nelas inseridos foram frutos de árduas conquistas e reivindicações não apenas em nosso país, mas também ao redor do mundo, abrindo espaço para as recentes políticas afirmativas aplicadas hoje?

Portanto, mais do que aprender na escola que algumas de nossas constituições foram ora outorgadas ou impostas, ora promulgadas ou aprovadas por assembleias constituintes, ter em mente o contexto histórico em que cada uma culminou facilita bastante entendermos a nossa própria evolução como nação.

Além disso, este é um tópico de estudo pertinente e de ampla discussão nas aulas de redação para a preparação no Enem e demais concursos públicos, já que a elaboração de um texto dissertativo em seus exames é exigida, possivelmente abordando temas dessa natureza.

Navegue pelo conteúdo

Como outras nações nos ajudaram a moldar os direitos sociais nas constituições brasileiras?

Quando pensamos a respeito da Revolução Francesa (1789-1799), as palavras Liberdade, Igualdade e Fraternidade, inspiradas nos ideais do Iluminismo, rapidamente nos vêm à mente. E, em sua Constituição Francesa de 1791, não poderia deixar de ser diferente.

Em seu primeiro título, já se previa a implementação de setores públicos que se responsabilizassem pela educação de crianças abandonadas, provessem alívio aos pobres enfermos e trabalho aos pobres inválidos que não o encontrassem.

Ao que tudo indica, esses foram alguns dos primeiros direitos sociais mencionados em uma carta magna, em qualquer país, à época.

Já a contribuição do México, segundo o professor de Direito Constitucional da pós-graduação da Escola Brasileira de Direito, Rafael Bertramello, vem do fato de que, a partir do momento em que tais direitos assumem certa relevância histórica ao redor do globo, a Constituição Mexicana de 1917 é a primeira a conferir a categoria de direitos fundamentais aos direitos trabalhistas, direitos políticos e às liberdades individuais, nos seus artigos 5º e 123.

Em seguida, a Constituição Alemã de Weimar (1919) vinha de um período pós Primeira Guerra Mundial (1914-1918), onde a Alemanha ainda tentava se reerguer em meio aos escombros e, portanto, ela inovou ao introduzir uma maior preocupação de cunho social nos textos constitucionais.

Dessa forma, a carta magna alemã influenciou bastante a Constituição Brasileira de 1934 que, embora vigente por apenas três anos, em um conturbado contexto político, foi a primeira constituição nacional que disciplinou os direitos sociais e econômicos, em especial, o direito ao trabalho.

Além disso, praticamente desde o pós-Segunda Guerra Mundial, houve um contínuo e gradual incremento da influência norte-americana em muitos setores importantes nas sociedades ocidentais. A esse respeito, por volta da década de 1960, os EUA atravessaram um intenso processo de reivindicações democráticas a escopo nacional.

Clamava-se pela igualdade de direitos sociais e foi nessa época que o movimento negro se articulou e foi ganhando cada vez mais força. Como resultado, houve o banimento das leis segregacionistas dos Estados Unidos e a instituição de melhorias nas condições de vida da população negra.

Assim, como veremos, foi nesse contexto que as políticas afirmativas surgiram, gradualmente endossando demais minorias e ampliando uma malha de direitos sociais, espalhando-se para demais cantos do globo.

Retomando, pode-se dizer que, de modo geral, da constituição de 1934 para a atual, a de 1988, também chamada de Constituição Cidadã, houve um aumento da preocupação dos legisladores acerca dos direitos humanos e sociais do cidadão brasileiro.

Em outras palavras, a atual constituição legislou uma ampla rede de direitos sociais, como educação, segurança, previdência social, trabalho, saúde, moradia, proteção à maternidade, lazer, dentre outros.

Breve evolução dos Direitos Sociais nas Constituições Brasileiras

A primeira constituição brasileira foi imposta pelo imperador Dom Pedro I, dois anos após a nossa independência do reino de Portugal e Algarves, em 1822.

Enquanto na mesma época surgiam, no continente sul-americano, as primeiras repúblicas libertas da América Espanhola, o Brasil se isolava ao se tornar uma Monarquia Constitucional Hereditária.

Constituição de 1824

Através da Constituição de 1824, instituíram-se o voto censitário (exigia do eleitor uma determinada renda mínima) e não secreto; um poder a mais, o poder moderador, conferindo poderes quase absolutos ao imperador; e a união entre Igreja e Estado.

Constituição de 1891

A Carta Magna seguinte, a de 1891, foi aprovada por uma assembleia constituinte no período da República Velha (1889-1930).

De forma geral, ela se opôs à constituição anterior: extinguiu o poder moderador, estabelecendo autonomia dos estados através de uma República Federalista Liberal e Presidencialista.

Criou o Estado Laico, separando-o da Igreja, e pôs fim ao voto censitário.

Acabou apoiando as elites, sobretudo a cafeicultura paulista, e o coronelismo com seu “voto de cabresto”, e garantiu algumas liberdades individuais.

Constituição de 1934

A constituição de 1934 surgiu em meio a muitas mudanças intensas pelas quais passava a sociedade brasileira.

Em poucas décadas, através da Revolução de 1930, o país migrou de um modelo agrário-exportador para outro, o urbano-industrial.

Criou-se a Justiça Eleitoral, e ampliou-se a legislação trabalhista, com a implementação da previdência social, salário mínimo, férias, jornada de trabalho de 8 horas, etc.

O voto feminino e a autonomia dos sindicatos foram instituídos. Contudo, o golpe de Estado de 1937 invalidou essa carga magna, até hoje a de menor duração da nossa história.

Constituição de 1937

Em seguida, o presidente Getúlio Vargas fechou o Congresso Nacional e instaurou a ditadura do Estado Novo (1937-1945).

Um Brasil temeroso da “ameaça comunista” e vivendo próximo a regimes totalitários como o nazifascismo da Alemanha, Itália, Espanha e Portugal, abriu espaço para a Constituição de 1937.

Houve o fechamento do Poder Legislativo e a subordinação do 

Judiciário ao Executivo.

Instaurou-se a ação de uma Polícia Especial, ferramenta repressora do governo e, assim, ocorreu um retrocesso da democracia e dos direitos humanos no país.

Eliminou-se o direito de greve e a pena de morte foi reintroduzida.

Constituição de 1946

Já a Constituição de 1946 retomou a tripartição dos poderes e ofereceu autonomia política e administrativa aos estados.

Lembre que, de início, até 1942, o Brasil se posicionou de forma neutra na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Após esse período, optou pelo lado dos aliados (União Soviética, Inglaterra, França e EUA) contra o Eixo (Alemanha, Itália e Japão), enviando milhares de soldados para a Itália.

Nesse sentido, a contradição de que o Brasil era uma ditadura nos moldes nazifascistas, lutando contra o nazifascismo europeu ficou cada vez mais presente e, portanto, discutível a nível nacional.

Isso, junto a outros fatores conjunturais, abriu caminho para uma possível redemocratização.

Constituição de 1967

No entanto, em 1964, houve o Golpe Militar que derrubou o governo do presidente eleito João Goulart e a carta magna de 1946 passou a ser invalidada aos poucos através dos Atos Institucionais (AIs).

Ainda em 1964, os dois primeiros AIs suspenderam os direitos políticos dos cidadãos por dez anos, decretaram o fim dos partidos políticos e o julgamento dos crimes contra a segurança nacional restringiu-se aos tribunais militares.

O AI-3 cancelou as eleições diretas para governador. O AI-4 aprovou a Constituição de 1967, fortalecendo sobremaneira o Executivo.

E, por fim, o AI-5 deu ao presidente poderes para fechar o Congresso Nacional por tempo ilimitado, suspendeu o direito a habeas corpus e os direitos políticos de qualquer cidadão, eliminando seu direito de recorrer à Justiça. Contudo, o direito de aposentadoria da mulher foi instituído.

Durante a década de 1970, o país passou por um crescimento econômico sem precedentes em sua história até então. O período conhecido como “milagre econômico” foi caracterizado por obras faraônicas, como a construção da ponte Rio-Niterói, a Usina de Itaipu e a Transamazônica.

No entanto, como esse crescimento não trouxe real desenvolvimento econômico, a euforia passou e a crise mundial do petróleo de 1973, junto a outros fatores, como hiperinflação, desemprego generalizado, produção industrial estagnada e dívida externa elevada nos atingiram em cheio.

Constituição de 1988

Foi nesse contexto que uma nova constituição brasileira se fez necessária. A Constituição Federal de 1988 inovou em vários aspectos, especialmente em sua ampla garantia de direitos fundamentais.

Os analfabetos e menores entre 16 e 18 anos obtiveram direito ao voto, e a assistência social foi instituída, ampliando os direitos dos trabalhadores.

Além disso, implementou-se a independência do Poder Judiciário, que pode julgar e anular os atos dos demais poderes, Legislativo e Executivo.

Os Direitos Sociais na Constituição de 1988

Como vimos, historicamente, o Brasil é um país de enormes desigualdades sociais, no qual certas elites são muito privilegiadas em detrimento de demais setores da sociedade.

Foi com o intuito de tentar remediar essa situação que a atual Constituição Federal de 1988 foi criada. Em um momento de rearticulação de vários movimentos sociais, uma série de conquistas de direitos foram efetivadas.

E seu Artigo 6º, entendemos que:

“são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma dessa constituição.” (Redação dada pela Emenda Constitucional nº. 64, de 2010).

Nesse sentido, os artigos 3º, 6º ao 11, e 193 e seguintes tratam de direitos sociais que podem ser de âmbito dos trabalhadores, da seguridade social, de natureza econômica, da cultura e de segurança.

Quanto ao direito à educação, os artigos 6º e 205 a 214 lidam com esse tema. O Estado é obrigado a fornecer o ensino fundamental gratuitamente.

Quanto à saúde, os artigos 196 a 200 discursam que o Estado precisa se abster de qualquer ato que prejudique a saúde do cidadão e oferecer medidas que visem prevenir e tratar as doenças.

Já quanto ao trabalho, os artigos 1º ao 11 e 170 o valorizam dentro da ordem econômica da livre iniciativa a fim de se obter uma existência digna a todos.

Em relação à moradia, o direito assegurado não é o de uma casa própria necessariamente, e, sim, o de um teto ou abrigo em condições que preservem a intimidade pessoal dos membros da família.

Quanto ao lazer, este direito se preocupa com o descanso do trabalhador para que retome as atividades com energia renovada. Os artigos 3º e 217 dispõem sobre isso.

No que concerne à segurança, ela é a garantia da expressão e exercício pleno dos demais direitos e liberdades constitucionais.

Em relação à previdência social, prestam-se auxílios em moeda para aposentadoria por invalidez, por velhice, e por tempo de contribuição; por doença, maternidade, reclusão e funeral; no salário-desemprego, na pensão por morte do segurado, todos arrolados ao longo do artigo 201.

Além disso, prestam-se serviços de assistência médica, farmacêutica, odontológica, hospitalar, social e de reeducação ou readaptação profissional.

Já em relação à proteção à maternidade e à infância, tal direito entra como direito previdenciário (art. 201) e direito assistencial (art. 203), e o artigo 7º provê a licença à gestante.

Por fim, a assistência aos desamparados sob a forma de assistência social deverá ser prestada aos necessitados, independente do fato de contribuírem ou não com a previdência social.

As Políticas Afirmativas no Brasil

Foi em meio a essa ampliação dos direitos sociais e a uma maior articulação dos movimentos sociais reivindicatórios por igualdade que as ações ou políticas afirmativas nasceram.

Ou seja, as políticas afirmativas são políticas públicas do governo, mas que também podem surgir no ambiente empresarial, por iniciativa da sociedade civil, e visam diminuir as desigualdades históricas que certas minorias sofreram, sejam elas à luz de discriminação étnica, racial, religiosa, de gênero, classe, idade ou quaisquer outras.

A ideia principal seria a de mitigar possíveis prejuízos gerados pela desigualdade política, social e econômica das minorias, tais como mulheres, afrodescendentes, pessoas LGBTQIA+, minorias religiosas, portadores de deficiências, povos indígenas, quilombolas, ciganos, ribeirinhos e outros. O que os unem é terem sido alvo de inquestionável discriminação ao longo da nossa história.

Ainda em outras palavras, as políticas afirmativas visam fomentar a inclusão socioeconômica de minorias historicamente destituídas do acesso igualitário a oportunidades.

Essas políticas podem se dar por meio da priorização no atendimento de serviços públicos como saúde e educação, através de instituição de cotas em diversos níveis de ensino e em concursos públicos, bolsas de estudo, auxílios, empréstimos, creche, reserva de vagas em programas habitacionais, fundos de estímulo, preferência em contratos públicos e redistribuição de terras.

Nesse sentido, a Constituição de 1988 assegura as cotas para deficientes no serviço público e também direitos dos povos indígenas, levando em consideração as peculiaridades de cada etnia.

A previsão da proteção do mercado de trabalho para a mulher também é um destaque, assim como a determinação de cotas mínimas de participação feminina na política. Em 2019, o Supremo Tribunal Federal estipulou que 30% do fundo partidário sejam alocados a um dos sexos, estimulando as candidaturas femininas.

Como somos a segunda maior nação de negros do mundo, atrás apenas da Nigéria, e detemos um legado histórico de quase quatro séculos de escravidão, as políticas afirmativas em relação aos negros têm se desenvolvido desde os anos 2000.

Hoje podemos contar com o Estatuto da Igualdade Racial, a Lei de Cotas no Ensino Superior e as Leis 10.639/03, 11.645/08 e 12.990/14.

Por fim, em 2012, o STF qualificou as políticas afirmativas como constitucionais e, embora de caráter temporário, fundamentais para a transformação social e a fomentação de futuras sociedades mais igualitárias, inclusivas e respeitosas das diversidades culturais.

No entanto, é bom lembrar que existe um descompasso entre essas iniciativas e a realidade empregatícia praticada pelo grande empresariado brasileiro.

Na maioria das vezes, as grandes empresas não se empenham em implementar ações afirmativas a médio e longo prazos e isso emperra a aplicação dessas políticas.

Direitos Sociais nas Constituições Brasileiras e Políticas 

Afirmativas no ENEM

Agora que você já entendeu melhor sobre o que são os direitos sociais no contexto das constituições brasileiras e as políticas afirmativas, que tal discutir sobre esse assunto com os amigos e a família?

E depois, redigir uma redação a esse respeito, lembrando de seguir certas dicas infalíveis, como se você estivesse redigindo uma redação do Enem?

A respeito do uso de técnicas de redação eficazes sobre esse tema, você já observou que, além de entender o tema proposto, a estrutura do seu texto conta muito?

Como fazer uma boa introdução na redação de forma simples e efetiva?

Durante a elaboração da tese, é interessante você observar se conta com uma boa declaração inicial, que fomente a curiosidade de seu leitor e o desperte para a leitura. Esse já é um ótimo começo!

Crie uma linha argumentativa, utilize informações confiáveis, seja atento à estrutura do seu texto e pratique bastante.

Quanto mais você escrever de forma atenta e consciente sobre um assunto, mais você ficará fera nele!
***