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domingo, 7 de setembro de 2025

O PATRIOTISMO DOS VENDEPÁTRIAS * EUGÊNIO BUCCI/A Terra é Redonda

O PATRIOTISMO DOS VENDEPÁTRIAS
EUGÊNIO BUCCI

A frase de Jacques Lacan – “o desejo do homem é o desejo do Outro” – ensina que um cidadão genérico, quando deseja, expressa menos um desejo original, pessoal, e mais o desejo dominante da ordem simbólica que o contém

1.

Os “patriotas” das arruaças, do culto às armas e das camisetas amareladas ganharam votos gritando “Brasil acima de tudo” e “Deus acima de todos”. Dupla pobreza de espírito.

O primeiro slogan nunca passou de um plágio de mau gosto do bordão nazista “Deutchland über alles” (“Alemanha acima de tudo”). Quanto a “Deus acima de todos”, bem, nenhuma novidade. O Altíssimo assim é chamado por habitar supostamente píncaros celestiais insuperáveis. Quanto ao mais, o dístico nunca parou de pé: Deus deveria ser posto acima do Brasil ou seria o contrário?

Com o tempo, ficou evidente que os tais “patriotas” eram na verdade “estrangeirotas”: patriotas do estrangeiro. Um deles, em 2017, numa excursão à Flórida, chegou a bater continência para uma bandeira dos Estados Unidos estampada numa tela eletrônica. Ao microfone, o voluntário da servidão incondicional confessou: “A minha continência à bandeira americana”.

Em 2019, o mesmo personagem arriscou um “I love you” para Donald Trump, que passava por ali apressado. Em síntese, o que eles queriam dizer era “Brasil acima de tudo”, desde que não acima dos Estados Unidos, e “Deus acima de todos”, menos de Donald Trump.

Outro dos “patriotas” fugiu do Brasil e dá expediente em Washington, onde faz reuniões obscuras com autoridades obtusas de um governo tanático para articular sabotagens contra a economia brasileira e chantagens contra as autoridades daqui. A infâmia chegou a tal ponto de histeria e absurdos que o clã vem sendo classificado como traidor. Procede.

2.

Há gente capacitada escarafunchando os regimentos do Poder Legislativo para detectar as tipificações do desvio, enquanto bons oradores vão a comícios para criticar esse “patriotismo” lesa-pátria. Têm razão. O problema é que existem aqueles que fingem não ver nada de esquisito. Como alertá-los? Incrível como não querem enxergar. O esquisito, o atípico, é o que temos hoje de mais fatídico, mais cínico, mais explícito e mais apodítico.

Num dos livros do psicanalista francês Jacques Lacan, Quatro conceitos fundamentais da psicanálise, lemos que “o desejo do homem é o desejo do Outro”. Devíamos buscar nessa chave analítica uma luz para entender o “patriotismo” que se define pelo negacionismo da Pátria e se ajoelha diante da bandeira alheia para rifar a sua própria.

A frase de Jacques Lacan – “o desejo do homem é o desejo do Outro” – ensina, entre outras coisas, que um cidadão genérico, uma pessoa como eu ou você, com todo o respeito, quando deseja, expressa menos um desejo original, pessoal, e mais o desejo dominante da ordem simbólica que o contém.

Esse Outro com “O” maiúsculo não é um outro qualquer, como um cunhado ou um colega da repartição, mas um senhor sobre-humano, capaz de ordenar o desejo dos mortais de carne e osso – sobretudo daqueles mortais que não têm nada de coluna vertebral, como é o caso.

O Outro maiúsculo não se compadece de nada nem de ninguém. Exemplos? Aqui estão: a autoridade sobre a qual se erigiu a Igreja Católica, ou a sua pedra fundamental; o capital, igualmente; o imperialismo que anima a Casa Branca. O desejo do homem é o desejo que o Outro, maiúsculo, diz ao homem, minúsculo, para fazer de conta que sente.

Você pergunta a um gerente de marketing, um dirigente sindical ou um operador da bolsa qual o ideal de beleza que ele tem e ele começa a descrever minuciosamente a Barbie. O desejo, nele, é o dedo em riste do Tio Sam, mas ele mesmo não sabe. Barbie para todos.

3.

O “patriotismo” dos trumpatetas brasileiros reproduz a fórmula do “desejo do Outro”, mas em tintas rastaqueras. Adestrados pelos filmes de Tom Cruise, de Stallone e de Chuck Norris, os “patriotas” do Outro são tão rasteiros que nem souberam substituir a bandeira dos Estados Unidos pela do Brasil na hora de fazer seu teatrinho. Encenam uma paródia tosca: adoram uma bandeira que não é a deles, numa terra que não lhes concede um reles passaporte.

Dá pena. Tanta pena que o suposto Deus poderá perdoá-los, pois eles, ainda que premeditem com vileza o mal que querem fazer ao Brasil, não sabem o que fazem. Talvez seus pecados sejam redimidos pelo ente que paira “acima de todos”, menos de Donald Trump. Mas e quanto à nação brasileira? Poderá ela anistiá-los por antecipação? Poderá tratá-los como como semoventes inconscientes e inconsequentes – o que, de resto, eles são?

Espera-se que não. Em 1947, o Partido Comunista Brasileiro foi cassado porque seu líder, Luiz Carlos Prestes, teria dito numa entrevista que, numa guerra entre Brasil e União Soviética, ficaria do lado de Stalin. A verdade é que Prestes nunca disse isso, apenas fez um raciocínio hipotético: se o Brasil apoiasse uma guerra imperialista contra o Kremlin, ele lutaria para derrubar o governo brasileiro. Foi uma declaração de mau jeito, sem dúvida, e ela serviu de pretexto para colocarem o PCB na clandestinidade, injustamente. Agora, o caso é muito mais sério.

Os “patriotas” do Outro se associaram ativa e publicamente a uma potência estrangeira para mover covardemente uma guerra comercial, diplomática e moral contra o Brasil. E aí?

*Eugênio Bucci é professor titular na Escola de Comunicações e Artes da USP. Autor, entre outros livros, de Incerteza, um ensaio: como pensamos a ideia que nos desorienta (e oriente o mundo digital) (Autêntica). [https://amzn.to/3SytDKl]

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sábado, 23 de agosto de 2025

É HORA DO BASTA NO TIO SÃ * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

É HORA DO BASTA NO TIO SÃ
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BOMBARDEIOS NORTEAMERICANOS

A Embaixada Chinesa em Moscou publicou uma lista de países bombardeados pelos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial:

Japão: 6 e 9 de agosto de 1945
Coreia e China: 1950-1953 (Guerra da Coreia)
Guatemala: 1954, 1960, 1967-1969
Indonésia: 1958
Cuba: 1959-1961
Congo: 1964
Laos: 1964-1973
Vietnã: 1961-1973
Camboja: 1969-1970
Granada: 1983
Líbano: 1983, 1984 (ataques a alvos no Líbano e na Síria)
Líbia: 1986, 2011, 2015
Salvador: 1980
Nicarágua: 1980
Irã: 1987, 2025
Panamá: 1989
Iraque: 1991 (Guerra do Golfo), 1991-2003 (invasões americanas e britânicas), 2003-2015
Kuwait: 1991
Somália: 1993, 2007-2008, 2011
Bósnia: 1994, 1995
Sudão: 1998
Afeganistão: 1998, 2001-2015
Iugoslávia: 1999
Iêmen: 2002, 2009, 2011, 2024 2025
Paquistão: 2007-2015
Síria: 2014-2015
Esta lista inclui aproximadamente 30 países. 

A China enfatizou que "nunca devemos esquecer quem é a verdadeira ameaça ao mundo".
Então surge a pergunta:
A sociedade ocidental já expressou sua raiva em relação aos Estados Unidos?

Já alguma vez se levantou uma voz alta contra eles?
Já foram impostas sanções aos Estados Unidos?
Todo esse sistema global, que chamamos de "comunidade internacional", permaneceu em silêncio enquanto os EUA atacavam países ao redor do mundo como bandidos e transformavam seus sonhos em pesadelos terríveis.
Nenhuma condenação, nenhuma repreensão, nenhum ressentimento de qualquer tipo.

Uma consciência global covarde, envergonhada e hipócrita.
Esta lista deve ser divulgada em todas as plataformas possíveis. Vídeos devem ser produzidos para denunciar todos esses hipócritas ocidentais e nos lembrar de todos os fatos sobre os crimes cometidos pelos Estados Unidos em todo o mundo.
A lista foi publicada pela Embaixada Chinesa na Rússia (Moscou) como uma mensagem política e moral, em um momento em que a mídia internacional e os países ocidentais condenavam veementemente o ataque do Irã a Israel, mas onde o passado dos Estados Unidos era completamente ignorado.

A lista foi publicada para denunciar o duplo fardo, duas medidas tomadas pelos Estados Unidos e pelo Ocidente em questões de direitos humanos, direito internacional e segurança global.
Quando o Irã retaliou contra Israel, os Estados Unidos e seus aliados começaram a chamar o Irã de "ameaça global". A Embaixada da China publicou esta lista em resposta a uma campanha crítica para lembrar que a verdadeira ameaça é um país que bombardeou mais de 30 países desde a Segunda Guerra Mundial.

A posição da China é que os Estados Unidos não estão qualificados para falar moralmente, porque seu passado e presente são marcados por violações de direitos humanos e agressões globais.

A China enviou uma mensagem mais ampla ao publicar esta lista:
O mundo precisa se lembrar de quem é a verdadeira ameaça. A mídia e os governos ocidentais demonstram hipocrisia e, quando os Estados Unidos cometem massacres, permanecem em silêncio.

 Este movimento não é apenas uma ação diplomática ou informativa, mas também uma resposta política e uma acusação moral à narrativa tendenciosa propagada pelos Estados Unidos e seus aliados.
BRASIL SEQUESTRADO
BRASILEIRO


Eu sou brasileiro
E isso aqui é Brasil!
Então, não me venha ameaçar
Utilizando dinheiro,
Que eu não me curvo
Ao seu delírio
E te mando para alguém
Que te pariu.
Pois eu sou brasileiro
E amo o meu país.
Então, não me venha com bravatas
Tentando me constranger,
Pois eu te mostro
Que somos soberanos
E que estamos firmes e dispostos a nos defender.
Eu sou brasileiro
E sei quais são as cores da minha bandeira,
E o nosso povo está conhecendo
Quem é você de verdade:
Um autocrata sem cultura,
Um arrogante ignorante
Que vai ter que aprender
Que essa terra aqui tem dono
E esse dono jamais será você.


Wladimir Tadeu Baptista Soares
Cambuci/Niterói - RJ
Nordestino wladuff.huap@gmail.com
17/07/2025
SEU LUGAR É NA CADEIA, VERME!
OTAVIO GUEDES
BRASIL SOBERANO LIVRE
DE BOLSONARO E DO FASCISMO
BRASIL SOBERANO GOVERNADO PELOS TRABALHADORES
Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

De Primeiros cantos (1847)

Gonçalves Dias/Maranhão