Preparem-se para a nova ofensiva do Estado neoliberal logo após o pleito eleitoral
Com ou sem Lula, a oligarquia financeira articula o desmonte das garantias fundamentais: visa desvincular a Previdência Social do salário-mínimo, extinguir os pisos constitucionais da saúde e da educação, restringir o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e impor uma Reforma Administrativa desenhada para sucatear e definhar, de forma definitiva, o serviço público.
A insaciabilidade da oligarquia financeira não conhece limites. Após solapar o direito histórico à aposentadoria, o alvo agora é o BPC, justamente em um momento em que a população brasileira envelhece aceleradamente.
O resultado desse projeto é um país simultaneamente mais idoso, mais empobrecido, mais doente e mais endividado: este é o verdadeiro legado da austeridade fiscal e do neoliberalismo no Brasil.
Trata-se de uma operação deliberada para assolar as classes populares e os servidores públicos — eleitos como os alvos prioritários da racionalidade neoliberal.
Se reeleito, Lula será encarregado de gerenciar a versão 2.0 dessa própria agenda privatista e austera, reeditando a conciliação promovida em seu terceiro mandato.
Trágico desfecho para a trajetória de um líder que se pretendia progressista. Pobre Brasil.
(Por Giovanni Alves).