Mostrando postagens com marcador desnazificacao. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desnazificacao. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de junho de 2024

DITADORES FAKENEWS * Rudá Ricci/SP

DITADORES FAKENEWS
"Sobre os novos tipos de governos de extrema-direita

Rudá Ricci

Já citei em muitas lives o livro do ex-reitor do Institut d´Études Politiques de Paris, Sergei Guriev, e do professor de Ciência Política da Universidade da Califórnia, Daniel Treisman, que analisam a metamorfose dos governos extremistas no século XXI cujo título é “Democracia fake: a metamorfose da tirania no século XXI”.

Os autores sustentam que há um novo tipo de governante que atua na franja das democracias que eles denominam de “doctors spin” ou, numa tradução livre, “especialistas em manipulação” (ou distorção).

O conceito, de certa maneira, se aproxima da lógica do Estado de Exceção, que ocorreria nas lacunas legais das democracias para impor leis ou ações governamentais tirânicas, inauguradas recentemente a partir da resposta de Bush ao atentado de 11 de Setembro. Bastava ser suspeito para ser caçado e preso sem contato algum com advogados e familiares, muitas vezes torturados pelo Estado.

Já no caso dos “doctors spin”, que os autores citam como exemplo Lee Kuan Yew, ex-primeiro-ministro de Singapura de 1959 a 1990, mas também Orbán, governante da Hungria e Putin, da Rússia, os atos autoritários são mais seletivos, tópicos e o jogo com a comunicação é mais sútil.

A seguir, vou reproduzir as seis características principais do modelo desses governantes tirânicos que os autores destacam. Começando pela substituição do medo pela imagem de competência. Aqui, ternos bem cortados e um ar de profissionalismo e modernidade substituem fardas militares e ar sisudo. As fotos divulgadas pelas agências de comunicação oficial quase sempre revelam governantes em mesas de trabalho, falas em conferências ou visitas às fábricas e empresas. A intenção é revelar um trabalhador incansável que foca nos investimentos para uma vida próspera. Segundo os autores, “em vez de exigir sangue e sacrifício, eles oferecem conforto e respeito.”

A segunda característica é a dos múltiplos apelos, ao contrário do perfil de tiranos anteriores que pregavam ideologias. Lee Juan Yew gostava de dizer ser pragmático, sem qualquer proximidade com ideologias. Putin teria dito que odeia a palavra ideologia, segundo Brian Taylor, em seu livro “The code of putinism”. Para desconcertar, tais líderes associam práticas e ideários do passado sem grande sentido, numa bricolagem que agrada gregos e troianos. É o caso de Putin, que cita e valoriza o período czarista da grande unidade eslava aos clichês da era soviética salpicados de ultradicionalismo conservador anti-LGBT.

Deriva das duas primeiras características a de afastamento do culto à personalidade, agora substituída pelo de celebridade. As celebridades são cultuadas, é verdade, mas oferecem algo de sua intimidade, incluindo gafes e histrionismo. Se antes havia veneração oficial, agora, a construção do perfil de celebridade se faz nas redes sociais, por agentes privados e de maneira descentralizada, muitas vezes adotando um tom perto do deboche. Governantes aparecem voando em asas-deltas ou montando cavalos sem camisa mas, agora, logo é desvendado que tudo foi cena montada e a situação vira até galhofa. Imagens dos novos tiranos viram estampas de canecas à venda em barracas de rua, como iniciativa de ambulantes que oferecem souvenirs. A masculinidade é motivo de riso e até borrifar a marca de perfume lançado pelo manipulador passa a ser objeto de colecionadores e brincadeiras de jovens debochando do “tiozinho”. O ditador é comentado nas ruas e os autores chegam a comparar com a fase mais popular de Obama.

A quarta característica é a da busca de credibilidade, o que foge completamente da imposição pelo medo. Esses novos governantes autoritários permitem imprensa livre – embora ataquem publicamente as mais críticas – e apostam em blogueiros e influencers para responder ou alterar os temas quentes de uma conjuntura. Até tragédias são exploradas por blogueiros aliciados ou disparos de notas e comentários nas redes sociais. Muitos se utilizam de “trolls” ou mesmo pesquisas manipuladas com resultados previsíveis, denominadas de “push poll”. 

Os autores citam uma pesquisa encomendada pelo governo da Hungria que apresentava perguntas que induziam às respostas como “há quem pense que os migrantes colocam em risco os empregos e meios de subsistência dos húngaros e queremos saber se você concorda com eles”.

A quinta característica é a de transformar o entretenimento em arma. Fofocas sobre celebridades e adversários se transformam em temas quentes numa espécie de metapolítica (comentar política sem falar diretamente). O ex-presidente Fujimori em 2000, em meio à ofensiva contra grupos oposicionistas, divulgou a informação sobre a filha ilegítima de um dos seus adversários. A explosão de talk shows ácidos forja um ambiente tóxico de comentários rebaixados sobre temas políticos e, muitas vezes, são patrocinados indiretamente por esses governantes.

Finalmente, reinterpretar acontecimentos geram versões rapidamente disseminadas nas redes sociais. Essa modalidade deriva, quase sempre, para as fake news. Não raro, a versão adota tons de exagero e indignação, procurando estimular emoções fortes no público-alvo. O emocionalismo é a tônica para gerar revolta em recém-demitidos de uma fábrica que fechou por fraude, mas que é reinterpretado como resultado da política econômica de um governo. 

Nem sempre as notícias divulgadas são invenções, mas as interpretações carregam no ataque aos alvos políticos pré-determinados.

Em todos os casos, viceja uma “coerção calibrada” pelos novos governantes. Temos aqui no Brasil alguns protótipos recentes, em especial, governadores que se jogam para angariar o espólio de Jair Bolsonaro.

Não é o caso dos exageros cometidos por jovens parlamentares arrivistas, muito mais agressivos e que comumente ultrapassam as linhas do razoável para poder aparecer. No caso dos “doctors spin”, a sutileza é sua arma, o confronto é indireto e a estampa de competência e celebridade é construída.

Com a vitória da extrema-direita nas eleições europeias deste final-de-semana, teremos possivelmente mais exemplos deste novo tipo de tirania e manipulação política. Nos países nórdicos, mais uma vez, o risco é bem pequeno. Mas, na França, aquela da revolução que destruiu a monarquia, há enormes chances do próximo primeiro-ministro adotar este figurino."

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

DESNAZIFICAR O BRASIL JÁ! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

DESNAZIFICAR O BRASIL JÁ!
NAZISSIONISMO ATACA BRENO ALTMAN
RESPOSTA DE BRENO ALTMAN À CENSURA SIONISTA

Soube pela imprensa que a CONIB (Confederação Israelita do Brasil) teria obtido medida liminar determinando a retirada de algumas das minhas postagens em redes sociais, sob o risco ser multado.

A alegação dessa agência do Estado sionista é que meus textos seriam “racistas”, por sua suposta natureza antissemita. De forma cautelar, sem apreciação de mérito, um juiz paulista teria acatado parcialmente as demandas apresentadas.

O comportamento dessa entidade é previsível. Sua história é repleta de manobras e artimanhas para defender os crimes praticados pelo regime que representa. Também são notórios seus vínculos com a extrema direita brasileira, com a qual partilha os piores valores antidemocráticos.

A CONIB, ao buscar me censurar, volta-se contra a liberdade de expressão e de imprensa, revelando as entranhas do autoritarismo típico da doutrina que professa. O sionismo, uma das mais brutais correntes chauvinistas de nosso tempo, persegue implacavelmente quem denuncia as práticas genocidas e de lesa-humanidade cometidas por Israel, tentando condenar seus críticos ao silêncio e à invisibilidade.

Para disfarçar suas intenções, os dirigentes dessa organização recorrem a uma mentira surrada, a da equivalência entre antissionismo e antissemitismo.

Antissemitismo é o ódio contra os judeus, que encontrou seu apogeu com o Holocausto, no qual morreram dezenas de meus familiares, entre milhões assassinados pela bestialidade nazista, esmagada pelo Exército Vermelho e a luta dos povos em 1945.

Antissionismo é a repulsa contra uma ideologia racista e colonial que envergonha a tradição humanista do judaísmo, manchando-a com o sangue das crianças executadas na Faixa de Gaza. São muitos os judeus antissionistas, como é o meu caso, comprometidos em combater o regime de apartheid construído pela liderança israelense, assim reconhecido por organizações de direitos humanos e pela resolução 3379 da Assembleia Geral das Nações Unidas, vigente de 1975 a 1991, que identificava o sionismo com forma de discriminação racial.

Tenho orgulho de pertencer à militância contra o sionismo, ocupando a mesma trincheira escolhida por meus ancestrais há três gerações. Ameaças e arroubos ditatoriais da CONIB apenas reforçam a minha convicção sobre o papel que devo continuar a cumprir, ao lado de muitas outras pessoas, companheiros e coletivos.

Acusar-me de antissemita é apenas um discurso sórdido e falso, que não consegue ocultar a aliança entre o sionismo e os neofascistas da atualidade (como o primeiro-ministro de Israel, o ex-presidente do Brasil e o recém-eleito presidente da Argentina).

Tomarei as medidas judiciais cabíveis. E multiplicarei todos os esforços, em todos os espaços e momentos, para ajudar a desmascarar o regime sionista e ampliar o trabalho de solidariedade com o heroico povo palestino.

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

BRASIL PRECISA SER DESNAZIFICADO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

BRASIL PRECISA SER DESNAZIFICADO
NO CAMINHO COM MAIAKÓVSKI

Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakósvki.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.

Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho e nossa casa,
rouba-nos a luz e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz:
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.

Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.

Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas no tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares,
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.

E por temor eu me calo.
Por temor, aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!

Eduardo Alves Costa/SP

SOBRE A EXTREMA DIREITA FASCISTA NO MUNDO


A extrema direita 

Se sustenta nas mentiras,

Na postura autoritária 

E no vocabulário chulo

Das suas falas.

O fascismo procura se impor pela violência,

Pronunciando discursos de ódio contra um grupo ou contra alguém. 

A extrema direita defende a prática da tortura,

Estimula a intolerância 

E se alinha ao que há de pior na sociedade.

O fascista grita a sua falta de argumentos,

Revelando o ser inculto que é.

A extrema direita se diz patriota privatizando as nossas empresas públicas,

As nossas Universidades e o nosso sistema público de saúde. 

O fascista traz a palavra "Deus" no seu slogan,

Ao mesmo tempo em que quer armar toda a população e eliminar com a morte ou o exílio aqueles que lhe são oposição. 

A extrema direita é elitista, racista, xenofóbica, misógino, homofóbica e insensível às desigualdades e injustiças sociais.

O fascista é perverso, cínico, mau e cruel.

A extrema direita é neoliberal, implementando políticas públicas que retiram direitos dos trabalhadores e promove favorecimentos ao grande capital, defendendo um Estado Mínimo para a ordem social e um Estado Máximo para a ordem econômica, insuflado um individualismo extremo e negligenciando o Estado Social. 

O fascista defende ditadura e regime militar, atacando as instituições democráticas e perseguindo professores, intelectuais e artistas.

A extrema direita tem como matriz a ignorância e faz da Estupidez a sua bandeira, destruindo o meio ambiente, desqualificando a  ciência e criando teorias conspiratórias que não encontram fundamento na razão.

O fascista de extrema direita fala de pátria, ao mesmo tempo em que ataca a soberania, colocando o Estado nas mãos do mercado ao promover reformas Constitucionais nesse sentido. 

A dissonância cognitiva coletiva continua avançando numa dimensão mundial,

Tornando perigosa a vida neste planeta,

Colocando em risco todo ser vivo existente aqui.

Então, já passou da hora de se ter consciência da gravidade do tempo de agora, o que exige a elaboração de estratégias de resistência e de mudança de rumo político na direção de uma esquerda raiz - uma esquerda de verdade -, que possa transmitir confiança, sintonia, esperança e sinceridade nas suas falas e nas suas práticas, na defesa incondicional do interesse público, dos diteitos de cidadania, da nossa dignidade e da justiça social;

E na defesa, principalmente, do nosso Texto Constitucional de 1988 - a nossa Constituição Cidadã. 


Wladimir Tadeu Baptista Soares 

Cambuci/Niterói - RJ

Nordestino 

wladuff.huap@gmail.com 

20/11/2023

*
VI ÁLVARES
ZOANDO A GADAIADA
15 de Novembro
*
FORA LULA REÚNE 7 BOLSONARISTAS EM CURITIBA
CRIME ORGANIZADO
*



*

terça-feira, 17 de outubro de 2023

DETER O MASSACRE EM GAZA É DERROTAR O FASCISMO NO BRASIL * Organização Comunista Arma da Crítica/OCAC

DETER O MASSACRE EM GAZA É DERROTAR O FASCISMO NO BRASIL

O Estado de Israel foi criado com a intenção de ser uma cabeça de ponte do imperialismo, especialmente anglo- americano, no Oriente Médio. Seu papel central é o de ser um fator de desestabilização permanente numa região vital ao imperialismo, por concentrar grandes reservas de petróleo. A existência de Israel como Estado, portanto, requer uma situação de permanente conflito com as nações vizinhas de maioria árabe, bem como a constituição de um território livre da presença desses “inimigos”. Por isso seu esforço constante em exterminar com os palestinos da Cisjordânia e da faixa de Gaza.

-NÃO EM NOSSO NOME!!-

Israel, e a ideologia sionista que embala sua formação estatal, são um empreendimento imperialista e colonialista. Mas devido aos serviços que cumprem ao imperialismo, Estados Unidos e União Europeia passam pano para todas as atrocidades cometidas pelo Estado de Israel contra os palestinos. Para angariar mais apoio a essa política genocida, Israel se constituiu, na luta de classe mundial, como um pólo de atração e de articulação da extrema- direita do planeta. Até mais do que os Estados Unidos. Não é mero acaso, portanto, que nos últimos anos bandeiras de Israel sejam vistas com freqüência em manifestações da extrema-direita brasileira.

É que há uma identidade ideológica entre os genocidas de Israel e do Brasil. O projeto dos ruralistas brasileiros de avançar sobre territórios indígenas e quilombolas, exterminando-os, está em linha com o projeto do Estado israelense de exterminar os palestinos e completar a usurpação de suas terras.

Na última semana a Embaixada de Israel enviou um ofício e se reuniu com parlamentares como Júlia Zanatta (PL-SC), membro da bancada ruralista, e Eduardo Bolsonaro, que dispensa apresentação. O objetivo foi pedir que estes apresentassem moções para caracterizar o Hamas como organização terrorista e pressionar o governo brasileiro a ter uma posição abertamente pró-Israel.

-RAPPER ABUD-

Mas o extermínio de palestinos também é fonte de negócios. Em 2017, o Brasil de Fato denunciou que nosso país é um dos principais compradores de tecnologia e treinamento militar israelense. Como a nossa política de segurança pública identifica o povo principal inimigo do Estado brasileiro, empresas israelenses como a ISDS (International Security, Defence Systems) fundada por agentes secretos e certificada pelo ministério da defesa do país, tem treinado o famigerado Bope do Rio de Janeiro. O Bope aprende em Israel as técnicas genocidas sobre como tratar os “palestinos brasileiros”: a massa trabalhadora formada em sua maioria por negros e pobres moradores das nossas “Faixas de Gaza”, que são as favelas e comunidades pobres de nosso país

Ghassan Kanafani, palestino e um dos fundadores da Frente Popular para a Libertação da Palestina, disse que a causa palestina é a causa das massas oprimidas e exploradas de nossa era. Por isso, derrotar o projeto de extermínio do povo palestino é fundamental. Representa uma derrota ao imperialismo e à extrema-direita mundial, inclusive no Brasil. E abre caminho ao povo brasileiro em sua luta contra a exploração e opressão.
*

terça-feira, 10 de outubro de 2023

Tempestade de Al-Aqsa * (Texto atribuído a Bruno Wallace-RJ)

TEMPESTADE DE AL AQSA





VERGONHA

Depois de massacrar mais de 1.000 crianças palestinas em Gaza em menos de 10 dias, o Estado de Rondônia no Brasil concede o título de cidadão honorário ao Primeiro Ministro de Israel, o genocida Benjamin Netanyahu.
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA
*
*PALESTINA LIVRE!* 
Nesta quinta-feira (19) será realizado no largo São Francisco em São Paulo o ato em defesa da paz do oriente médio! É preciso garantir o respeito às diferenças políticas, religiosas, étnicas e construir um horizonte de diretos para todas as populações que ocupam a região da Palestina Histórica.

AGENDE-SE!

AGENDE-SE













AS ARMAS QUE OS EUA ENVIARAM PARA A UCRÂNIA SÃO USADAS NO ATAQUE DO HAMAS A ISRAEL? POSSIVELMENTE… os americanos devem estar se perguntando agora…

*A profanação da Mesquita Palestina de Al Aqsa por Israel é o casus belli deste atual ataque do Hamas.*
Hamas, é o grupo de resistência indígena palestino.

O ataque alarmante e surpreendente contra alvos militares e civis israelitas, deixou mais de duzentos israelitas sionistas mortos e um grande número mantidos como reféns.

Israel e os seus apoiantes em todo o mundo encaram isto como um ato de terrorismo injustificado.

Da Mesma maneira que encaram a incursão russa para desnazificar a Ukraine, um ato de terrorismo injustificado…

Dois pesos e duas medidas …
NAZIJUDEUS ISRAELENSES

Por outro lado, o Hamas e os seus apoiantes celebram isto como um golpe contra os racistas do regime apartheid e agressores israelitas.

Isto representa uma escalada perigosa no conflito de longa data entre Israel e os palestinianos na Faixa de Gaza e não é provável que se confine a Gaza.

Enquanto escrevo isto, há relatos de disparos de morteiros contra posições israelitas ao longo da fronteira norte com o Líbano.

Manifestações em apoio ao Hamas surgiram em todo o mundo muçulmano à medida que a notícia do ataque se espalhava.

O ataque de ontem apanhou Israel totalmente desprevenido e levanta imediatamente questões sobre uma falha de inteligência.

De qualquer forma, é uma mancha negra na reputação de Israel em termos de inteligência humana superior e é provável que enfraqueça o apoio público ao governo apartheid de bibi Netanyahu.

Há vários relatórios a circular nos canais do Telegram do Oriente Médio alegando que o Hamas atacou posições israelitas com armas fornecidas por fontes ucranianas…

Acredita-se que a ajuda militar enviada à Ucrânia pelos Estados Unidos e pela OTAN foi alegadamente utilizada nos ataques lançados pelo Hamas… afinal… de onde surgiram tantas armas de repente na faixa de Gaza?

Muitos dos comentários sobre os ataques do Hamas ignoram o nome que o Hamas atribuiu a esta operação – *Tempestade Al-Aqsa.*

A Mesquita Al Aqsa em Jerusalém é um local sagrado venerado no Islã e pelos indígenas, povos originários palestinos…

O Ocidente prestou pouca atenção ao que aconteceu na Mesquita… e a mídia ocidental oligárquica escondeu do público estes atos de terrorismo contra o povo palestino…

Mais de 800 colonos israelenses invadiram o complexo da Mesquita de Al-Aqsa em Jerusalém Oriental ocupada na manhã de quinta-feira, sob a proteção das forças israelenses.

Colonos, invasores de terras palestinas, Rabinos, chefes de associações de assentamentos e professores universitários de extrema direita estavam entre as 832 pessoas que forçaram a entrada no complexo do local religioso, disse uma fonte do Departamento de Doações Islâmicas em Jerusalém ao site irmão árabe do The New Arab, Al-Araby Al-Jadeed…

A invasão aconteceu durante o feriado religioso judaico de Sucot, que começou em 29 de setembro e termina na sexta-feira.

O feriado viu milhares de extremistas israelenses invadirem o complexo de Al-Aqsa, com quase 1.500 entrando no local na segunda-feira.

Os extremistas israelitas também continuaram na quinta-feira a realizar marchas provocativas tanto dentro da Cidade Velha de Jerusalém como fora dos seus muros, matando os palestinianos e atacando as suas propriedades.

Os judeus sionistas também espancaram e cuspiram em jornalistas numa área de mercado perto de Al-Aqsa, onde as lojas foram forçadas a fechar pelo sexto dia consecutivo.

Imagine a reação no mundo cristão se os muçulmanos entrassem na Basílica de São Pedro e expulsassem à força os fiéis cristãos daquele santuário…

Talvez esse exemplo paralelo nos ajude a compreender por que os muçulmanos, e não apenas o Hamas, estão reagindo com tanta violência.

Claro que você não verá isso na mídia ocidental… onde todo governo mundial acovardado esconde esses fatos…

Quero também salientar que o hábito dos extremistas israelitas de cuspir nas pessoas não se limita aos muçulmanos ou aos palestinianos.

Um vídeo mostra o que um grupo de cristãos filipinos encontrou recentemente em Jerusalém…

Israel enfrenta algumas escolhas muito difíceis na resposta ao ataque do Hamas.

O Hamas não possui instalações militares ou forças concentradas que possam ser facilmente atacadas.

Isso significa que Israel atacará áreas civis, o que levanta o espectro da morte de um grande número de civis palestinos.

Em vez de enfraquecer o Hamas, isto irá provavelmente reforçar a determinação dos palestinianos e alimentar uma indignação ainda maior no mundo árabe e muçulmano.

Israel, que recentemente manteve conversações com a Arábia Saudita numa tentativa de normalizar as relações, provavelmente será evitado em vez de bem-vindo como parceiro diplomático.

Se Israel decidir enviar o seu exército para a Faixa de Gaza, enfrentará um combate urbano brutal, o que significa um elevado número de baixas.

Dado que Israel é maioritariamente composto por reservistas, um número crescente de soldados israelitas mortos e feridos irá trazer uma enorme pressão política sobre Netanyahu.

*A profanação da Mesquita Palestina de Al Aqsa por Israel é o casus belli deste atual ataque do Hamas.*

Embora existam alguns relatos não confirmados de que o Hamas está executando os israelitas que capturou nas primeiras horas da sua ofensiva, penso que é mais provável que o Hamas utilize esses israelitas como moeda de troca para garantir a libertação dos seus prisioneiros ou mantê-los como escudos humanos para reduzir a possibilidade de Israel lançar ataques desenfreados em Gaza.

Os judeus sionistas invasores de terras palestinas estão com medo e furiosos.

Esta é uma combinação perigosa e pode levar Israel a agir mais por emoção do que por estratégia.

Os Palestinos, estão sendo sacrificados, brutalizados,assassinados há oito décadas… eles foram forçados a resistir, ou desaparecer…agora falam a linguagem da violência que Israel lhes ensinou

Os tiroteios indiscriminados contra israelitas perpetrados pelo Hamas e outras organizações de resistência palestinianas, o rapto de civis, o lançamento de foguetes contra Israel, os ataques de drones contra uma variedade de alvos, desde tanques a ninhos de metralhadoras automatizadas, são a linguagem familiar do ocupante israelita.

Israel tem falado esta linguagem sangrenta de violência aos palestinianos desde que as milícias sionistas tomaram mais de 78 por cento da Palestina histórica, destruíram cerca de 530 aldeias indígenas e cidades palestinianas e mataram cerca de 15.000 palestinianos em mais de 70 massacres.

Cerca de 750 mil palestinos foram assassinados etnicamente entre 1947 e 1949 para criar o Estado de Israel em 1948.

A resposta de Israel a estas incursões armadas será um outro ataque genocida a Gaza.

Israel matará dezenas de palestinos por cada israelense morto.

Centenas de palestinos já morreram em ataques aéreos israelenses desde o lançamento da “Operação Al-Aqsa Flood” na manhã de sábado, que deixou 700 israelenses mortos.

O primeiro-ministro Netanyahu alertou os palestinos em Gaza no domingo para “saírem agora”, porque Israel vai “transformar todos os esconderijos do Hamas em escombros”.

Mas para onde deverão ir os palestinianos em Gaza? Israel e Egito bloqueiam as fronteiras terrestres. Não há saída aérea ou marítima, que são controladas por Israel.

A retribuição colectiva contra inocentes é uma táctica familiar utilizada pelos governantes coloniais.

Usaram contra os indígenas nativos americanos e, mais tarde, nas Filipinas e no Vietnan.

Os alemães usaram-no contra os Herero e Namaqua na Namíbia.

Os britânicos no Quénia e na Malásia.

Os nazistas usaram-no nas áreas que ocuparam na União Soviética e na Europa Central e Oriental.

Israel segue o mesmo manual.

Morte por morte.

Atrocidade por atrocidade.

Mas é sempre o ocupante quem inicia esta dança macabra e troca pilhas de cadáveres por pilhas maiores de cadáveres.

Isto não é defender os crimes de guerra de nenhum dos lados.

Não é para se alegrar com os ataques.

Já vimos violência suficiente nos territórios ocupados por Israel, onde o conflito dura mais de setenta anos, de violência.

Este é o desfecho familiar para todos os projetos coloniais de colonos.

Regimes implantados e mantidos pela violência geram violência.

A guerra de libertação do Haiti. Os Mau Mau no Quênia.

O Congresso Nacional Africano na África do Sul…

Estas revoltas nem sempre são bem-sucedidas, mas seguem padrões familiares.

Os palestinianos, como todos os povos colonizados, têm direito à resistência armada ao abrigo do direito internacional.

Israel nunca teve qualquer interesse num acordo equitativo com os palestinianos.

Construiu um Estado de apartheid e tem absorvido progressivamente extensões cada vez maiores de terra palestina numa campanha de assassinatos e limpeza étnica em câmara lenta.

Os judeus sionistas transformaram Gaza (Palestina) em 2007 na maior prisão ao ar livre do mundo.

O que Israel, ou a comunidade mundial, espera?

Como é possível prender 2,3 milhões de pessoas em Gaza, metade das quais estão desempregadas, famintas, sedentas, num dos locais mais densamente povoados do planeta durante 16 anos, reduzir a vida dos seus residentes, metade dos quais são crianças, a um nível de subsistência, privar suprimentos médicos básicos, alimentos, água eeletricidade, usar aeronaves de ataque, artilharia, unidades mecanizadas, mísseis, canhões navais e unidades de infantaria para massacrar aleatoriamente civis desarmados e não esperar uma resposta violenta?

Israel está atualmente realizando ondas de ataques aéreos a Gaza, a preparar uma invasão terrestre e cortou a energia de Gaza, que normalmente só funciona duas a quatro horas por dia.

Muitos dos combatentes da resistência que se infiltraram em Israel sabiam, sem dúvida, que seriam mortos.

Mas, tal como os combatentes da resistência noutras guerras de libertação, decidiram que se não pudessem escolher como iriam viver, escolheriam como iriam morrer.

Alina Margolis-Edelman, que fez parte da resistência armada na revolta do Gueto de Varsóvia na Segunda Guerra Mundial, Seu marido, Marek Edelman, foi o vice-comandante do levante e o único líder que sobreviveu à guerra.

Naquela época, Os nazistas selaram 400 mil judeus poloneses dentro do Gueto de Varsóvia.

Os judeus presos morreram aos milhares, de fome, doenças e violência indiscriminada.

Quando os nazistas começaram a transportar os judeus restantes para os campos de extermínio, os combatentes da resistência reagiram.

Ninguém esperava sobreviver.

Edelman, depois da guerra, condenou o sionismo como uma ideologia racista usada para justificar o roubo de terras palestinas.

Ela ficou do lado dos palestinianos, apoiou a sua resistência armada e reuniu-se frequentemente com líderes palestinianos.

Ela trovejou contra a apropriação do Holocausto por Israel para justificar a sua repressão ao povo palestiniano.

Enquanto Israel apreciava a mitologia da revolta do gueto, tratava o único líder sobrevivente da revolta, que se recusou a deixar a Polônia, como um pária.

Edelman compreendeu que a lição do Holocausto e da revolta do gueto não era que os judeus fossem moralmente superiores ou vítimas eternas.

A história, disse Edelman, pertence a todos. Os oprimidos, incluindo os palestinos, tinham o direito de lutar pela igualdade, dignidade e liberdade.


“Ser judeu significa estar sempre com os oprimidos e nunca com os opressores”, disse Edelman.

A revolta de Varsóvia há muito que inspira os palestinianos.

Representantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) costumavam depositar uma coroa de flores na comemoração anual da revolta na Polónia, no monumento do Gueto de Varsóvia.

Quanto mais violência o colonizador despende para subjugar os ocupados, mais ele se transforma num monstro.

O atual governo de Israel é povoado por extremistas judeus, sionistas fanáticos e fanáticos religiosos que estão a desmantelar a democracia israelita e a apelar à expulsão ou assassinato em massa de palestinianos, incluindo aqueles que vivem dentro de Israel.

O filósofo israelita Yeshayahu Leibowitz, a quem Isiah Berlin chamou de “a consciência de Israel”, advertiu que se Israel não separasse a Igreja do Estado, daria origem a um rabinato corrupto que transformaria o Judaísmo num culto fascista.

“O nacionalismo religioso é para a religião, o que o nacional-socialismo foi para o socialismo”, disse Leibowitz, que morreu em 1994.

Ele compreendeu que a veneração cega dos militares, especialmente depois da guerra de 1967 que capturou o Sinai do Egipto, Gaza, a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) e as Colinas de Golã da Síria, era perigosa e levaria à destruição final de Israel, juntamente com qualquer esperança da democracia.

“A nossa situação irá deteriorar-se para a de um segundo Vietnan, para uma guerra em constante escalada sem perspectiva de resolução final”, alertou.

Ele previu que “os árabes seriam os trabalhadores e os judeus os administradores, inspetores, funcionários e policiais – principalmente a polícia secreta."

Um Estado que governa uma população hostil de 1,5 milhões a 2 milhões de estrangeiros tornar-se-ia necessariamente num Estado de polícia secreta, com tudo o que isso implica para a educação, a liberdade de expressão e as instituições democráticas.

A corrupção característica de cada regime colonial também prevalece no Estado de Israel.

A administração teria de suprimir a insurreição árabe, por um lado, e adquirir os Quislings árabes, por outro.

Há também boas razões para temer que as Forças de Defesa de Israel, que até agora têm sido um exército popular, se degenerem, ao serem transformadas num exército de ocupação, e os seus comandantes, que se tornarão governadores militares, se assemelhem seus colegas em outras nações.”

Ele viu que a ocupação prolongada dos palestinianos iria inevitavelmente gerar “campos de concentração”.

“Israel”, disse ele, “não mereceria existir e não valerá a pena preservá-lo”.

A próxima etapa desta luta será uma campanha massiva de massacre industrial em Gaza por parte de Israel, que já começou.

Israel está convencido de que maiores níveis de violência acabarão por esmagar as aspirações palestinas.

Israel está enganado. O terror que Israel inflige é o terror que irá causar para seu próprio povo.
DIPLOMATA PALESTINO



//

sexta-feira, 14 de julho de 2023

CAIU NA REDE É PEIXE! * Frei Betto/SP

CAIU NA REDE É PEIXE!
Frei Betto/SP

Há consenso de que saímos piores da pandemia. Nos exigiu isolamento e coincidiu com o acirramento da polarização política. O isolamento somente não se transformou em cela solitária porque tínhamos algumas janelas abertas, como as redes digitais. Mas a polarização política irrompeu na esfera da emoção, não da razão. Muito diferente das polarizações anteriores, nas quais os debates se apoiavam em autores dotados de luzes (Marx, Smith, Gramsci, Keynes, Lenin, Arendt etc.) e em propostas para o futuro da humanidade.
Agora não há citações, projetos ou propostas. Há disputas acirradas na base do ódio, da difamação, da infâmia, enfim, da violência. O adversário é encarado como inimigo. Não deve ser convencido, e sim vencido. E virtualmente assassinado; às vezes, literalmente.

O que nos levou a esse nível de desumanidade? Por que tantas relações de parentesco e amizade foram sumariamente cortadas? Por que o debate cedeu lugar ao ódio, à exclusão, ao cancelamento?

Há muitas respostas e hipóteses. Entre elas, a de que a dependência psíquica às redes digitais esgarçou os vínculos sociais. Hoje, mais de 5 bilhões de pessoas estão conectadas à internet (a população mundial é de 8 bilhões), e o Brasil ocupa o quinto lugar no número de usuários. Há mais smartphones em nosso país (249 milhões) que os 203 milhões de habitantes.
Somos tragados, literalmente, pelas bolhas nas quais transitamos. E elas exacerbam em nós o individualismo e o narcisismo. Somos espectadores de nós mesmos. Abrimos a ferramenta digital como quem descerra a cortina do teatro ou o véu que cobre o espelho. É a mim mesmo que eu quero ver. O outro só me interessa enquanto plateia do que posto. E caso manifeste alguma discordância com o que posto, então disparo todo tipo de agressão ou simplesmente o silencio pelo cancelamento. Já não suporto conviver com a diferença, o pluralismo, a diversidade.

Se é assim, por que milhões de usuários das redes haveriam de votar em candidatos tolerantes e democráticos? Preferem aqueles que são à sua imagem e semelhança: raivosos, sectários, violentos. Homens e mulheres se lixam para o debate democrático. Estão imbuídos de certezas, ainda que sejam desafiados a prová-las.

Como peixes atraídos por suculentas iscas, caímos nas redes! E elas sugam-nos tempo e energia psíquica. Aceleram-nos a ansiedade. Exigem-nos atenção múltipla. Induzem-nos a tomar partido frente a cada tema exposto. Aplaudimos o que reforça o nosso ponto de vista e demonizamos quem contraria a nossa ótica. “Huis clos”: como se estivéssemos fechados numa dessas caixas de laboratório onde colocam camundongos submetidos a reações automatizadas. Reagimos por instinto, não pela lógica.
A doença mais em voga atualmente é o estresse. Hipnotizados pelo smartphone, não podemos deixar de estar conectados a ele, ainda que estejamos na mesa de refeição, no culto religioso, no trabalho ou no transporte. “Dormimos” ligados a ele, pois mantê-lo apagado é quase um auto banimento. Se a TV é a extensão dos nossos olhos; o rádio, de nossos ouvidos; o celular é de nosso ser. A sensação de estar tribalizado ameniza-nos a solidão, ainda que as nossas relações sejam meramente virtuais. E as redes digitais suscitam sérios desafios éticos, como livre acesso à pornografia, postagens que incentivam o terrorismo e o neonazismo, quebra de privacidade familiar e pessoal, crimes cibernéticos etc.

Não há que ser contra a inovação tecnológica. Há que reconhecer, inclusive, que as redes têm muito de positivo, como democratizar a informação (malgrado as fake news), quebrar o monopólio ortofônico dos grandes veículos da mídia, facilitar o contato entre as pessoas, difundir ideias e propostas, favorecer cursos online e acesso a obras de arte, agilizar pesquisas (o Google processa mais de 9 bilhões de pesquisas por dia, e o Brasil se destaca como um entre os cinco países que mais o acessam).

Mas estejamos atentos: é preciso criar marcos regulatórios para as plataformas digitais, de modo a aprimorar a democracia. Como assinala Eugênio Bucci em seu excelente livro, “Incerteza, um ensaio” (BH/SP, Autêntica, 2023): “No totalitarismo o núcleo do Estado é perfeitamente opaco e blindado, enquanto a privacidade pessoal é transparente e vulnerável (ao poder). Ora, troque a palavra “Estado” pela palavra híbrida “capital-técnica” e você terá o retrato fidedigno de nossos dias. Nós não somos apenas seres olhados, vigiados, vasculhados, inspecionados e capitalizados no espetáculo do mundo. Quanto ao centro nervoso e financeiro desse espetáculo, este não é para os nossos olhos e muito menos para o nosso juízo crítico. O nome disso é totalitarismo – um totalitarismo de tipo diferente, admito, mas, ainda assim, totalitarismo” (p. 133-134).

Frei Betto é escritor, autor de “Minha avó e seus mistérios” (Rocco), entre outros livros. Livraria virtual: freibetto.org
*