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terça-feira, 19 de agosto de 2025

AONDE MORA A SOBERANIA NACIONAL DO BRASIL? * FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

AONDE MORA A SOBERANIA NACIONAL DO BRASIL?
"Cannabrava | Mercenários ucranianos treinando na Aman: um escândalo contra a soberania nacional

Associação com grupos mercenários estrangeiros é crime no Brasil; como signatário de convenções internacionais, o país não pode compactuar com a infiltração de estruturas ilegais em suas instituições armadas

Conteúdo da página

Um fato gravíssimo e inaceitável ocorreu recentemente em solo brasileiro. A Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), a mais prestigiada escola de formação de oficiais do Exército, abriu suas portas para um curso de “Táticas de Pequenas Unidades” ministrado por mercenários da Phantom Black Company — grupo estrangeiro diretamente subordinado à inteligência militar da Ucrânia.

Esse episódio, ocultado pela grande mídia, não é apenas uma afronta à soberania nacional. É também uma violação das leis brasileiras e dos acordos internacionais que proíbem o mercenarismo. Um escândalo que exige resposta imediata do governo, firmeza das instituições e atenção da comunidade internacional.

Um braço da inteligência ucraniana no coração do Brasil

A Phantom Black Company não é um grupo qualquer. Em seu próprio site, define-se como “destacamento de ação tática que opera nas sombras da Ucrânia, sob o comando da Legião Internacional de Defesa e da Diretoria Principal de Inteligência (GUR).” Ou seja: uma Companhia Militar Privada (PMC), criada para operações secretas, sabotagem, reconhecimento ofensivo e eliminação de alvos.

A empresa recruta estrangeiros, exige fluência em inglês e os envia para a linha de frente da guerra. Estamos, portanto, diante de uma organização paramilitar transnacional, operando como braço direto da inteligência ucraniana. A simples presença dessa estrutura no Brasil já é ilegal. Sua associação com cadetes da Aman, absolutamente inadmissível.

Cumplicidade ou omissão?

O curso foi anunciado publicamente por um mercenário brasileiro, Guilherme “Raptor”, que se apresenta como veterano da guerra na Ucrânia e atual integrante da Phantom Black Company. Mais grave: já divulgou outro treinamento semelhante, programado para setembro em Curitiba (PR).

A questão central não é apenas o envolvimento de brasileiros como mercenários em guerras estrangeiras. O que choca é a aparente permissão — ainda que tácita — do próprio Exército para que tais agentes, ligados a um serviço de inteligência estrangeiro, instruam cadetes em pleno território nacional.

FONTES

PAULO CANNABRAVA
PEPE ESCOBAR
ROBINSON FARINAZO
-YOUTUBE-

sexta-feira, 27 de outubro de 2023

NAZISSIONISMO NO BRASIL II * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

NAZISSIONISMO NO BRASIL II

TERRORISTA GIL DINIZ
CONHEÇAM SEU PROJETO DE LEI

*

AS PALAVRAS NÃO SÃO INOCENTES!

Carlos Matos Gomes

Guerra e Terrorismo — A propaganda de Israel e dos seus aliados (cúmplices) desenvolveram um dicionário específico para apresentar a situação em Gaza. Os porta-vozes de Israel e dos Estados Unidos foram treinados para o utilizar e difundir. Estão a fazê-lo e a servirem-no em doses maciças.

Israel está em guerra com o Hamas, garantem. É falso, o estado de Israel está em guerra com os palestinianos desde 1948, o Hamas foi criado em 1987. É um conhecimento de cultura geral. Sem investigação muito aprofundada é fácil saber que ocupação da Palestina foi e está a ser conduzida pelos judeus herdeiros dos movimentos terroristas desde os anos trinta do século vinte, quando começaram a lutar contra os ingleses, que tinham mandato da Sociedade da Nações de protetorado na Palestina desde o final da I Grande Guerra e que se manteve até ao final da II Guerra Mundial, quando os ingleses entregaram formalmente a Palestina à ONU, recém criada e aos Estados Unidos e à URSS para a condução prática do imbróglio do que fazer com os judeus sobreviventes do Holocausto. Esses movimentos lutaram através da imposição do terror para expulsar os palestinianos das suas terras e casas, sem olhar a meios.

O Exército de Israel, que se esconde debaixo da inocente, mas falaciosa designação de Forças de Defesa de Israel (IDF na designação anglo saxónica), tem antepassados que é fácil conhecer e que os jornalistas e comentadores só não apresentam porque esse conhecimento é inconveniente para versão da Verdade Única que deve ser imposta. O mais antigo e direto é o Haganá, uma organização de judeus sionistas, a primeira a utilizar o terrorismo na Palestina. Como é comum nas histórias dos movimentos terroristas, o Haganá, que também agiu como instrumento dos ingleses, sofreu várias dissidências, cada uma mais radical que a organização-mãe. Uma, o Irgun, comandado por Menhachem Begin, que chegaria a primeiro ministro de Israel, realizou a célebre operação de terror contra o Hotel Rei David, que matou 91 pessoas, na maioria quadros ingleses. Outra das dissidências designava-se Lehi, e os ingleses referiam-na como o Stern Gang. Estas organizações foram responsáveis pelo afundamento do navio Patria, com 1600 judeus, que o Reino Unido estava a transferir para as ilhas Maurícias. As organizações de judeus sionistas preferiram matar outros judeus (duas centenas morreram afogados) a deixar que fossem para um local que não a de povoar a “sua Palestina”. Todos estes “respeitáveis” movimentos sionistas se reconverteram de terroristas em Força de Defesa de Israel .

O “Exército de Israel” tem como base ideológica o sionismo e percebe-se assim melhor que o final de “cada ato de defesa” contra os palestinianos se tenha traduzido na conquista mais território, que irá até conseguirem criar a “Grande Palestina”, uma invenção dos sionistas com recurso a mirabolantes interpretações bíblicas.
O objetivo do Exército de Israel nesta operação em Gaza é, numa primeira fase, “limpar o território” dos seus habitantes, criar um espaço vazio, sem habitantes (no men land), para justificar a ocupação por israelitas, numa segunda fase. Não há nenhuma guerra contra o Hamas, que é apenas o mais recente movimento de resistência palestiniana, mas um ataque aos palestinianos de Gaza (que elegeram o Hamas para o seu governo) com a finalidade de deslocar um povo através do terror, porque a alternativa apresentada por Israel à sua fuga será a chacina!

O Hamas é apenas mais um dos vários movimentos organizados de resistência, como foram a OLP, a Fatah, a Frente Popular de Libertação da Palestina, as intifadas. Todas refletem a parcialidade e a violência da injustiça inicial da distribuição de terras da Palestina patrocinada pela ONU com a criação do Estado de Israel, o tal que tem o direito de tudo poder fazer para se “defender”: palestinianos, com 70% da população, tiveram direito a 45,4% do território, os judeus, com 30% da população, tiveram direito a 53,5% do território. Jerusalém seria partilhada. Os sentimentos resultantes de uma violação, de um assalto à mão armada, de uma ocupação não se destroem à bomba, mesmo que de fósforo, nem à metralhadora, nem com carros de combate, nem com F16!

Israel tem o direito de se defender — Todos têm o direito de se defender, mesmo os recém-chegados! A questão não é de direito, é de análise da realidade: tem sido e continua a ser Israel quem ataca para impor o seu modelo de sociedade. Os palestinianos são quem se defende e defende o direito de permanecer num território que nunca abandonaram! Não saíram da sua terra para atacar os judeus, alguns dos quais (os descendentes dos que não foram procurar outros destinos que de Damasco os levaram até à Rússia e à Península Ibérica) habitaram a Palestina em boa convivência com os palestinianos até um judeu austríaco pregar o sionismo no final do século dezanove e, meio século mais tarde, as potências europeias vencedoras da Segunda Guerra Mundial despacharem os judeus para uma terra onde se governassem e que até esteve para ser Angola.

O ataque do Hamas aos colunatos junto à fronteira de Gaza é um terrível ato de terror que merece a mais forte condenação, pois atingiu pacíficos civis que estavam em suas casas ou a divertir-se. A afirmação dos evangelistas ao serviço da verdade única contém vários sofismas (mentiras):

- Os colunatos, que substituíram os Kibutz, militarizando-os e eliminando os princípios de socialismo e de vida em comum que os distinguiu no início, são instalações militares e todos os seus membros (incluindo as famílias) são militares e cumprem funções dentro da manobra militar do Estado e das Forças Armadas. São sentinelas, postos de observação e primeira linha de combate. Desempenham, com as diferenças de tempo e lugar, o importante papel na manobra militar que as aldeias estratégicas desempenharam na guerra colonial portuguesa em Angola, Guiné e Moçambique. Ou o papel dos colonatos criados com portugueses idos da Metrópole para se instalarem em zonas de fronteira da guerra. Esteve prevista instalação de um milhão de colonos na região da barragem de Cabora Bassa, para servirem de barreira, em conjunto com a albufeira ao avanço da FRELIMO. São condenáveis todas as mortes violentas. Sem falsos moralismos, mas há violências mais condenáveis que outras, e há violências condenáveis e violências aceitáveis e há violências que merecem operações mediáticas e há violências silenciadas. Existem com certeza cenas de violência na Ucrânia tanto o mais chocantes do que a do ataque do Hamas ao colunato! Há violências desculpáveis, as dos nossos e violências condenáveis, as dos outros! Há violências cuja exploração e condenação é mais vantajosa para o desenvolvimento de dada a uma estratégia do que outras. Estamos em plena manobra de ação psicológica. A velha Psico da guerra colonial!

Para os portugueses, em particular para alguns dos ditos “especialistas militares” a classificação de terroristas e de ações terroristas devia ser muito cuidadosa, se o conhecimento da História fosse considerado fator indispensável à análise do presente. Em 1972 Marcelo Caetano, chefe do governo, afirmou ao general Spínola, governador e comandante-chefe na Guiné, que preferia uma derrota honrosa do que negociar com terroristas. Um afirmação que Marcelo Caetano iludiu, procurando conversações com o PAIGC, em Londres, com o MPLA através de um assessor da embaixada de Roma, e com a Frelimo através do engenheiro Jardim, que conduziu ao 25 de Abril de 1974 e ao reconhecimento dos “terroristas” como os únicos interlocutores viáveis para a independência das colónias, e que passaram a ser os políticos com quem os governos portugueses vieram a manter relações baseadas no mutuo respeito.

O governo de Israel optou pela política de Caetano afirmar que não negoceia com terroristas. A diferença é que o sionistas que dominam a máquina militar de Israel consideraram os palestinianos animais, seres que devem ser eliminados pelos homens do povo eleito, com que não podem conviver, nem negociar, embora os palestinianos sejam semitas, como os judeus. Os nazis só tinham classificado os judeus como sub-humanos e decidiram para eles a solução final das câmaras de gás. Imagina-se o que preparam os israelitas para os animais palestinianos!

O último sofisma é a introdução do Irão como base desta resistência dos palestinianos. É o inimigo do momento, como anteriormente já foram o Líbano, o Egito, a Síria, até a Jordânia, criados à medida dos interesses da grande estratégia dos EUA. O Irão foi há muito erigido como o objetivo principal e final da estratégia americana de destabilização do Médio-Oriente, que começou com a invasão do Iraque. Israel é a principal base dos EUA no Médio Oriente. É um clássico dos espetáculos de boxe: colocar um lutador em cada canto. Também é um princípio da propaganda de Goebbels: iluminar e referir apenas um inimigo, dar-lhe um rosto e um nome. Agora o que está a dar é apresentar o Hamas como o desafiador do campeão Israel! Resta, silenciada, realidade: a violência de 75 anos imposta por colonos vindos de fora anos sobre uma comunidade autóctone. Mas resta um problema sério: os Estados Unidos terão capacidade para lutar simultaneamente no Médio Oriente contra o Irão e na Eurásia contra a Rússia, na Ucrânia? Com que apoio dos EUA podem contar aqueles que fazem guerras em seu nome? Esta é a pergunta que fazem Netanyahu e Zelesnki. É de ucranianos e de palestinianos a carne que está a sofrer os efeitos do dilema dos Estados Unidos que prometeram apoio eterno e incondicional à Ucrânia e a Israel!

Desmontar as falácias do discurso de apresentar o vilão como vítima não significa a concordância com os métodos do Hamas — que reproduzem os do seu inimigo e devem merecer o mesmo repúdio — nem a preferência pelos valores e tipo de sociedade que propõe. Mas tão só a de recusar a parcialidade do discurso dominante, as grosseiras mentiras em que assenta e a comparar as soluções do sionismo para Gaza com a experiências portuguesas na guerra colonial contra organizações consideradas terroristas, mas que concentravam em si as ansias de afirmação dos seus povos, entidades portadoras de uma cultura e com direito a viver segundo os seus costumes na terra que desde sempre e sem hiatos ocuparam.

Gaza não pode ser um gigantesco massacre de Wiriamu. Mas há quem defenda que sim.
*

Terrorismos ou terroristas?


Para todos que ainda usam o termo terrorista para classificar grupos e organizações que lutam pela liberdade de um país ou região e contra o colonialismo ainda existente no planeta, uma informação. Mandela foi um terrorista. Dilma também, assim como Lamarca, Marighella, "Pepe" Mujica, Salvador Allende, frei Beto, Che Guevara, Zumbi dos Palmares, Patrício Lumumba, até o Lula poderia ser incluído nesta lista, assim como tantos outros líderes e libertadores em vários países. 


O termo terrorista foi e continua sendo, usado intensamente pelos países colonialistas/imperialistas para designar toda e qualquer organização de luta e/ou lideranças dos movimentos de libertação nacional nos países e/ou regiões colonizadas e exploradas pelo Capital. À medida que estas organizações libertárias começaram a lograr êxito, os países colonialistas/imperialistas passaram a usar da mesma forma de luta para manter o controle dos países colonizados ou passar a controlar outros que estejam nos objetivos de exploração capitalista-imperialista. 


Junto dos grupos de oposição das classes sociais oportunistas em países chaves, que concordavam em ter apoio e dinheiros dos países colonialistas/imperialistas, o Capital passa a financiar a existência de organizações político-paramilitares sob o argumento falso de que estariam lutando pela independência do país e/ou da região contra o perigo soviético, durante a guerra fria, ou contra qualquer perigo que os países colonialistas/imperialistas definam como tal . Com ataques de bombas, atentados, assassinatos etc. provocam o caos na sociedade justificando uma intervenção e/ou golpe de estado pró países colonialistas/imperialistas. 


Ou seja, o termo terrorismo ou terrorista, para designar alguém ou alguma organização contrária aos interesses do Capital, virou um meme universal para desclassificar pessoas ou organizações que lutam contra a exploração colonialista/imperialista. Na realidade, são os países colonialistas/imperialistas que usam e abusam de todo tipo de violência brutal e cruel para manter o controle do Capital nas suas mais variadas formas sobre o país colonizado (exploração econômica das riquezas locais e o controle social-político da população contra qualquer tipo de oposição ao colonialismo). 


Alguns exemplos são necessários. A libertação de Angola do colonialismo Português se deu por meio da organização de luta chamada Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). Haviam, também, dois outros movimentos, a União dos Povos de Angola (UPA) e o Movimento de Libertação do Enclave de Cabinda (M.L.E.C). África do Sul, no tempo do apartheid, os EUA e Portugal apoiavam a UNITA contra o MPLA, por sua vez apoiados pelos soviéticos e pelo Conselho Nacional Africano (CNA). Esse apoio colonialista/imperialista a UNITA resultou num aprofundamento da guerra de independência de Angola. 


De 1961 a 1975, ano em que acabou a guerra de libertação angolana, não significou o fim da guerra civil. EUA e África do Sul bancaram conflitos internos que duraram até o ano 2002, apoiando a continuidade da luta contra o governo angolano recém liberto do jugo colonial português. 


Mais recentemente, a criação do Hamas feita pelos EUA e por Israel, em 1987, para dividir o movimento de libertação da Palestina. Ou a criação do ISIS, grupo armado islâmico iraquiano, que para muitos analistas foi mais uma criação dos americanos e israelenses para intervenção militar e ocupação de regiões na Síria, especialmente aquelas onde tem petróleo e gás. 


Em suma, chamar de terroristas grupos e/ou pessoas tem uma conotação explicitamente colonialista/imperialista. O uso intensivo de grupos armados pelas potências coloniais/imperiais nos mais variados rincões do planeta, para facilitar a ocupação militar, política e a exploração econômica nestes países, carrega uma narrativa histórica. 


Quando interessa ao poder colonial/imperialista, esse ou aquele grupo armado ou pessoas, passam a ser considerados terroristas. Quando os grupos armados estão defendendo os interesses colonialistas/imperialistas, mesmo que usem das mesmas táticas e armamentos dos grupos considerados terroristas, não são considerados como tal, mas "lutadores pelas liberdades democráticas". Essa hipocrisia é proposital, realça bem o que significa desqualificar grupo de lutas em países ou regiões colonizadas, com a pecha terrorista. 


Hamas é terrorista? As organizações de luta sionistas durante a ocupação inglesa na Palestina (1923-1948), Irgun Zvai Leumi (Organização Militar Nacional), o Etzel ou o Lehi, foram terroristas? Lembrando que o Irgun, era liderado por Menahem Begin, fundador histórico da direita israelense e que, em 1977, foi primeiro-ministro de Israel. Begin foi um terrorista? Bibi, o atual primeiro-ministro israelense, é um terrorista? Israel é um estado terrorista?


CEP MAGALHÃES/SP

sábado, 21 de outubro de 2023

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA HOMENAGEIA NETANYAHU * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA HOMENAGEIA NETANYAHU

VERGONHA!

Depois de massacrar mais de 1.000 crianças palestinas em Gaza em menos de 10 dias, o Estado de Rondônia no Brasil concede o título de cidadão honorário ao Primeiro Ministro de Israel, o genocida Benjamin Netanyahu, por proposta do Deputado Marcelo Cruz.


terça-feira, 10 de outubro de 2023

Tempestade de Al-Aqsa * (Texto atribuído a Bruno Wallace-RJ)

TEMPESTADE DE AL AQSA





VERGONHA

Depois de massacrar mais de 1.000 crianças palestinas em Gaza em menos de 10 dias, o Estado de Rondônia no Brasil concede o título de cidadão honorário ao Primeiro Ministro de Israel, o genocida Benjamin Netanyahu.
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE RONDÔNIA
*
*PALESTINA LIVRE!* 
Nesta quinta-feira (19) será realizado no largo São Francisco em São Paulo o ato em defesa da paz do oriente médio! É preciso garantir o respeito às diferenças políticas, religiosas, étnicas e construir um horizonte de diretos para todas as populações que ocupam a região da Palestina Histórica.

AGENDE-SE!

AGENDE-SE













AS ARMAS QUE OS EUA ENVIARAM PARA A UCRÂNIA SÃO USADAS NO ATAQUE DO HAMAS A ISRAEL? POSSIVELMENTE… os americanos devem estar se perguntando agora…

*A profanação da Mesquita Palestina de Al Aqsa por Israel é o casus belli deste atual ataque do Hamas.*
Hamas, é o grupo de resistência indígena palestino.

O ataque alarmante e surpreendente contra alvos militares e civis israelitas, deixou mais de duzentos israelitas sionistas mortos e um grande número mantidos como reféns.

Israel e os seus apoiantes em todo o mundo encaram isto como um ato de terrorismo injustificado.

Da Mesma maneira que encaram a incursão russa para desnazificar a Ukraine, um ato de terrorismo injustificado…

Dois pesos e duas medidas …
NAZIJUDEUS ISRAELENSES

Por outro lado, o Hamas e os seus apoiantes celebram isto como um golpe contra os racistas do regime apartheid e agressores israelitas.

Isto representa uma escalada perigosa no conflito de longa data entre Israel e os palestinianos na Faixa de Gaza e não é provável que se confine a Gaza.

Enquanto escrevo isto, há relatos de disparos de morteiros contra posições israelitas ao longo da fronteira norte com o Líbano.

Manifestações em apoio ao Hamas surgiram em todo o mundo muçulmano à medida que a notícia do ataque se espalhava.

O ataque de ontem apanhou Israel totalmente desprevenido e levanta imediatamente questões sobre uma falha de inteligência.

De qualquer forma, é uma mancha negra na reputação de Israel em termos de inteligência humana superior e é provável que enfraqueça o apoio público ao governo apartheid de bibi Netanyahu.

Há vários relatórios a circular nos canais do Telegram do Oriente Médio alegando que o Hamas atacou posições israelitas com armas fornecidas por fontes ucranianas…

Acredita-se que a ajuda militar enviada à Ucrânia pelos Estados Unidos e pela OTAN foi alegadamente utilizada nos ataques lançados pelo Hamas… afinal… de onde surgiram tantas armas de repente na faixa de Gaza?

Muitos dos comentários sobre os ataques do Hamas ignoram o nome que o Hamas atribuiu a esta operação – *Tempestade Al-Aqsa.*

A Mesquita Al Aqsa em Jerusalém é um local sagrado venerado no Islã e pelos indígenas, povos originários palestinos…

O Ocidente prestou pouca atenção ao que aconteceu na Mesquita… e a mídia ocidental oligárquica escondeu do público estes atos de terrorismo contra o povo palestino…

Mais de 800 colonos israelenses invadiram o complexo da Mesquita de Al-Aqsa em Jerusalém Oriental ocupada na manhã de quinta-feira, sob a proteção das forças israelenses.

Colonos, invasores de terras palestinas, Rabinos, chefes de associações de assentamentos e professores universitários de extrema direita estavam entre as 832 pessoas que forçaram a entrada no complexo do local religioso, disse uma fonte do Departamento de Doações Islâmicas em Jerusalém ao site irmão árabe do The New Arab, Al-Araby Al-Jadeed…

A invasão aconteceu durante o feriado religioso judaico de Sucot, que começou em 29 de setembro e termina na sexta-feira.

O feriado viu milhares de extremistas israelenses invadirem o complexo de Al-Aqsa, com quase 1.500 entrando no local na segunda-feira.

Os extremistas israelitas também continuaram na quinta-feira a realizar marchas provocativas tanto dentro da Cidade Velha de Jerusalém como fora dos seus muros, matando os palestinianos e atacando as suas propriedades.

Os judeus sionistas também espancaram e cuspiram em jornalistas numa área de mercado perto de Al-Aqsa, onde as lojas foram forçadas a fechar pelo sexto dia consecutivo.

Imagine a reação no mundo cristão se os muçulmanos entrassem na Basílica de São Pedro e expulsassem à força os fiéis cristãos daquele santuário…

Talvez esse exemplo paralelo nos ajude a compreender por que os muçulmanos, e não apenas o Hamas, estão reagindo com tanta violência.

Claro que você não verá isso na mídia ocidental… onde todo governo mundial acovardado esconde esses fatos…

Quero também salientar que o hábito dos extremistas israelitas de cuspir nas pessoas não se limita aos muçulmanos ou aos palestinianos.

Um vídeo mostra o que um grupo de cristãos filipinos encontrou recentemente em Jerusalém…

Israel enfrenta algumas escolhas muito difíceis na resposta ao ataque do Hamas.

O Hamas não possui instalações militares ou forças concentradas que possam ser facilmente atacadas.

Isso significa que Israel atacará áreas civis, o que levanta o espectro da morte de um grande número de civis palestinos.

Em vez de enfraquecer o Hamas, isto irá provavelmente reforçar a determinação dos palestinianos e alimentar uma indignação ainda maior no mundo árabe e muçulmano.

Israel, que recentemente manteve conversações com a Arábia Saudita numa tentativa de normalizar as relações, provavelmente será evitado em vez de bem-vindo como parceiro diplomático.

Se Israel decidir enviar o seu exército para a Faixa de Gaza, enfrentará um combate urbano brutal, o que significa um elevado número de baixas.

Dado que Israel é maioritariamente composto por reservistas, um número crescente de soldados israelitas mortos e feridos irá trazer uma enorme pressão política sobre Netanyahu.

*A profanação da Mesquita Palestina de Al Aqsa por Israel é o casus belli deste atual ataque do Hamas.*

Embora existam alguns relatos não confirmados de que o Hamas está executando os israelitas que capturou nas primeiras horas da sua ofensiva, penso que é mais provável que o Hamas utilize esses israelitas como moeda de troca para garantir a libertação dos seus prisioneiros ou mantê-los como escudos humanos para reduzir a possibilidade de Israel lançar ataques desenfreados em Gaza.

Os judeus sionistas invasores de terras palestinas estão com medo e furiosos.

Esta é uma combinação perigosa e pode levar Israel a agir mais por emoção do que por estratégia.

Os Palestinos, estão sendo sacrificados, brutalizados,assassinados há oito décadas… eles foram forçados a resistir, ou desaparecer…agora falam a linguagem da violência que Israel lhes ensinou

Os tiroteios indiscriminados contra israelitas perpetrados pelo Hamas e outras organizações de resistência palestinianas, o rapto de civis, o lançamento de foguetes contra Israel, os ataques de drones contra uma variedade de alvos, desde tanques a ninhos de metralhadoras automatizadas, são a linguagem familiar do ocupante israelita.

Israel tem falado esta linguagem sangrenta de violência aos palestinianos desde que as milícias sionistas tomaram mais de 78 por cento da Palestina histórica, destruíram cerca de 530 aldeias indígenas e cidades palestinianas e mataram cerca de 15.000 palestinianos em mais de 70 massacres.

Cerca de 750 mil palestinos foram assassinados etnicamente entre 1947 e 1949 para criar o Estado de Israel em 1948.

A resposta de Israel a estas incursões armadas será um outro ataque genocida a Gaza.

Israel matará dezenas de palestinos por cada israelense morto.

Centenas de palestinos já morreram em ataques aéreos israelenses desde o lançamento da “Operação Al-Aqsa Flood” na manhã de sábado, que deixou 700 israelenses mortos.

O primeiro-ministro Netanyahu alertou os palestinos em Gaza no domingo para “saírem agora”, porque Israel vai “transformar todos os esconderijos do Hamas em escombros”.

Mas para onde deverão ir os palestinianos em Gaza? Israel e Egito bloqueiam as fronteiras terrestres. Não há saída aérea ou marítima, que são controladas por Israel.

A retribuição colectiva contra inocentes é uma táctica familiar utilizada pelos governantes coloniais.

Usaram contra os indígenas nativos americanos e, mais tarde, nas Filipinas e no Vietnan.

Os alemães usaram-no contra os Herero e Namaqua na Namíbia.

Os britânicos no Quénia e na Malásia.

Os nazistas usaram-no nas áreas que ocuparam na União Soviética e na Europa Central e Oriental.

Israel segue o mesmo manual.

Morte por morte.

Atrocidade por atrocidade.

Mas é sempre o ocupante quem inicia esta dança macabra e troca pilhas de cadáveres por pilhas maiores de cadáveres.

Isto não é defender os crimes de guerra de nenhum dos lados.

Não é para se alegrar com os ataques.

Já vimos violência suficiente nos territórios ocupados por Israel, onde o conflito dura mais de setenta anos, de violência.

Este é o desfecho familiar para todos os projetos coloniais de colonos.

Regimes implantados e mantidos pela violência geram violência.

A guerra de libertação do Haiti. Os Mau Mau no Quênia.

O Congresso Nacional Africano na África do Sul…

Estas revoltas nem sempre são bem-sucedidas, mas seguem padrões familiares.

Os palestinianos, como todos os povos colonizados, têm direito à resistência armada ao abrigo do direito internacional.

Israel nunca teve qualquer interesse num acordo equitativo com os palestinianos.

Construiu um Estado de apartheid e tem absorvido progressivamente extensões cada vez maiores de terra palestina numa campanha de assassinatos e limpeza étnica em câmara lenta.

Os judeus sionistas transformaram Gaza (Palestina) em 2007 na maior prisão ao ar livre do mundo.

O que Israel, ou a comunidade mundial, espera?

Como é possível prender 2,3 milhões de pessoas em Gaza, metade das quais estão desempregadas, famintas, sedentas, num dos locais mais densamente povoados do planeta durante 16 anos, reduzir a vida dos seus residentes, metade dos quais são crianças, a um nível de subsistência, privar suprimentos médicos básicos, alimentos, água eeletricidade, usar aeronaves de ataque, artilharia, unidades mecanizadas, mísseis, canhões navais e unidades de infantaria para massacrar aleatoriamente civis desarmados e não esperar uma resposta violenta?

Israel está atualmente realizando ondas de ataques aéreos a Gaza, a preparar uma invasão terrestre e cortou a energia de Gaza, que normalmente só funciona duas a quatro horas por dia.

Muitos dos combatentes da resistência que se infiltraram em Israel sabiam, sem dúvida, que seriam mortos.

Mas, tal como os combatentes da resistência noutras guerras de libertação, decidiram que se não pudessem escolher como iriam viver, escolheriam como iriam morrer.

Alina Margolis-Edelman, que fez parte da resistência armada na revolta do Gueto de Varsóvia na Segunda Guerra Mundial, Seu marido, Marek Edelman, foi o vice-comandante do levante e o único líder que sobreviveu à guerra.

Naquela época, Os nazistas selaram 400 mil judeus poloneses dentro do Gueto de Varsóvia.

Os judeus presos morreram aos milhares, de fome, doenças e violência indiscriminada.

Quando os nazistas começaram a transportar os judeus restantes para os campos de extermínio, os combatentes da resistência reagiram.

Ninguém esperava sobreviver.

Edelman, depois da guerra, condenou o sionismo como uma ideologia racista usada para justificar o roubo de terras palestinas.

Ela ficou do lado dos palestinianos, apoiou a sua resistência armada e reuniu-se frequentemente com líderes palestinianos.

Ela trovejou contra a apropriação do Holocausto por Israel para justificar a sua repressão ao povo palestiniano.

Enquanto Israel apreciava a mitologia da revolta do gueto, tratava o único líder sobrevivente da revolta, que se recusou a deixar a Polônia, como um pária.

Edelman compreendeu que a lição do Holocausto e da revolta do gueto não era que os judeus fossem moralmente superiores ou vítimas eternas.

A história, disse Edelman, pertence a todos. Os oprimidos, incluindo os palestinos, tinham o direito de lutar pela igualdade, dignidade e liberdade.


“Ser judeu significa estar sempre com os oprimidos e nunca com os opressores”, disse Edelman.

A revolta de Varsóvia há muito que inspira os palestinianos.

Representantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) costumavam depositar uma coroa de flores na comemoração anual da revolta na Polónia, no monumento do Gueto de Varsóvia.

Quanto mais violência o colonizador despende para subjugar os ocupados, mais ele se transforma num monstro.

O atual governo de Israel é povoado por extremistas judeus, sionistas fanáticos e fanáticos religiosos que estão a desmantelar a democracia israelita e a apelar à expulsão ou assassinato em massa de palestinianos, incluindo aqueles que vivem dentro de Israel.

O filósofo israelita Yeshayahu Leibowitz, a quem Isiah Berlin chamou de “a consciência de Israel”, advertiu que se Israel não separasse a Igreja do Estado, daria origem a um rabinato corrupto que transformaria o Judaísmo num culto fascista.

“O nacionalismo religioso é para a religião, o que o nacional-socialismo foi para o socialismo”, disse Leibowitz, que morreu em 1994.

Ele compreendeu que a veneração cega dos militares, especialmente depois da guerra de 1967 que capturou o Sinai do Egipto, Gaza, a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) e as Colinas de Golã da Síria, era perigosa e levaria à destruição final de Israel, juntamente com qualquer esperança da democracia.

“A nossa situação irá deteriorar-se para a de um segundo Vietnan, para uma guerra em constante escalada sem perspectiva de resolução final”, alertou.

Ele previu que “os árabes seriam os trabalhadores e os judeus os administradores, inspetores, funcionários e policiais – principalmente a polícia secreta."

Um Estado que governa uma população hostil de 1,5 milhões a 2 milhões de estrangeiros tornar-se-ia necessariamente num Estado de polícia secreta, com tudo o que isso implica para a educação, a liberdade de expressão e as instituições democráticas.

A corrupção característica de cada regime colonial também prevalece no Estado de Israel.

A administração teria de suprimir a insurreição árabe, por um lado, e adquirir os Quislings árabes, por outro.

Há também boas razões para temer que as Forças de Defesa de Israel, que até agora têm sido um exército popular, se degenerem, ao serem transformadas num exército de ocupação, e os seus comandantes, que se tornarão governadores militares, se assemelhem seus colegas em outras nações.”

Ele viu que a ocupação prolongada dos palestinianos iria inevitavelmente gerar “campos de concentração”.

“Israel”, disse ele, “não mereceria existir e não valerá a pena preservá-lo”.

A próxima etapa desta luta será uma campanha massiva de massacre industrial em Gaza por parte de Israel, que já começou.

Israel está convencido de que maiores níveis de violência acabarão por esmagar as aspirações palestinas.

Israel está enganado. O terror que Israel inflige é o terror que irá causar para seu próprio povo.
DIPLOMATA PALESTINO



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segunda-feira, 20 de março de 2023

Operação Peter Pan * Carmen Diniz / Brasil de Fato

Operação Peter Pan: 
uma gigantesca "fake news" contra Cuba nos anos 60
Criada pelos EUA, campanha afirmava que crianças e adolescentes cubanos seriam enviadas para a União Soviética
Carmen Diniz*
Brasil de Fato | São Paulo (SP)

Operação Peter Pan: mais de 14 mil crianças e adolescentes cubanos viajaram para os EUA separados de suas famílias - Barry University


Foram incontáveis os atentados praticados contra Cuba pelos diferentes governos estadunidenses: atentados a bombas em diversos locais, ataques com explosões em hotéis de turismo, inoculação de vírus e bactérias,como a gripe suína, dengue hemorrágica, pragas na agricultura (entre essas, várias que afetariam o cultivo do tabaco), além de um bloqueio criminoso e mais de 600 tentativas de assassinato do presidente Fidel Castro. Uma infinidade de tentativas de derrotar o governo constitucional de Cuba, de asfixiar o povo cubano com a reconhecida intenção – porque os documentos secretos dos EUA assim declaram – de fazer com que o povo cubano, sofrendo reveses econômicos e financeiros derrubasse seu sistema de governo. Não tiveram nenhum êxito...

Assim sendo, desde 1959, essa verdadeira obsessão dos diversos governos dos EUA em destruir o socialismo da Ilha através de atos terroristas seguiu durante todo o período, desde o triunfo da Revolução Cubana até os dias de hoje, inclusive com a utilização de uma máquina de propaganda que não é novidade para os cubanos.

Os EUA sempre utilizaram essa estratégia: inicialmente com voos que partiam de Miami para jogar panfletos em Havana, a fim de sublevar a população contra o governo, depois com a instalação da Radio e TV Martí através da qual enviaram – e enviam – programas para subversão popular. Não são bem sucedidos na iniciativa, mas seguem tentando, apesar de um dos seus presidentes ter reconhecido a inutilidade do bloqueio. Não há como subjugar um povo culto e soberano.

Assim, um dos episódios de propaganda e de impressionante "fake news" foi protagonizado pelo governo dos EUA junto com a Igreja Católica cubana, que sempre se posicionou contra a Revolução: a chamada Operação Peter Pan.

Em outubro de 1960, começou a ser montada pelo Departamento de Estado dos EUA, CIA, Igreja Católica de Miami e Vaticano, uma gigantesca operação para a infância cubana denominada The Cuban Children´s Program. Em uma construção midiática para aterrorizar a população, especialmente as mães e os pais cubanos, estes atores inventaram uma suposta lei (que nunca existiu de fato) chamada "Lei da Perda do Pátrio Poder". A suposta lei (confeccionada nos EUA) foi amplamente distribuída de forma clandestina pelo território cubano.

Além disso, por meio de uma rádio instalada em território hondurenho, eram transmitidas notícias a respeito da falsa lei, alertando os pais de crianças entre 5 e 18 anos que o governo revolucionário lhes tiraria os filhos, destituindo-os do pátrio poder e enviando estas crianças para a então União Soviética, com a finalidade de educá-los nos princípios comunistas para que assim fossem convertidos em soldados e/ou...em carne enlatada[1].

Algumas das transmissões eram bem aterrorizantes:

"Mãe cubana, ouça só, a próxima lei governamental será tirar seus filhos dos cinco aos 18 anos", comentário que se alternava com "mãe cubana, não deixe seu filho ser levado embora! É a nova lei do governo (...), quando isso acontecer, eles serão monstros do materialismo. Fidel vai se tornar a mãe suprema de Cuba".

"Atenção, cubana! Vá à igreja e siga as orientações do clero" era também uma das frases proferidas através da rádio.

O pânico que se espalhou entre as famílias fez com que fossem transportados mais de 14 mil crianças e adolescentes cubanos entre 6 e 16 anos, desacompanhados, em voos de companhias aéreas estadunidenses para o território norte-americano. Cabe destacar que a grande maioria das crianças e adolescentes estudavam em escolas privadas e descendiam de famílias da então burguesia cubana, predominantemente branca. Dali, elas eram transferidas para orfanatos, casas de famílias que as adotavam (muitas vezes como empregados), acampamentos, alojamentos e até mesmo centros de detenção para menores infratores. Muitos deles jamais voltariam a ver seus pais.

A operação seguiu levando crianças de Cuba para os EUA até 1962, quando o governo estadunidense rompeu relações diplomáticas com Cuba, suspendendo o tráfego aéreo entre os dois países.

Sem dúvida, essa foi a maior manipulação da infância ocidental com finalidade política e um dos mais tristes episódios dentro do continente. Mais um triste episódio de atentados perpetrados pelos governos dos EUA contra Cuba e que não pode ser esquecido.

Algumas crianças/jovens conseguiram superar seus traumas, estudar e ali permanecer como sendo seu próprio país. Outras não tiveram sorte... Com relação a seu país de origem, algumas se tornaram anti-cubanas, enquanto outras se tornaram defensoras do sistema socialista cubano. Uns regressaram a Cuba, outros criaram a Brigada de Solidariedade a Cuba (Brigada Antonio Maceo), em Miami, onde realizam anualmente uma série de atividades a favor de Cuba.

As consequências para cada um/uma foi diferente, dependendo das circunstâncias com que se depararam, mas não se pode negar o tamanho do prejuízo físico, moral e sentimental que os "Peter pan" e suas famílias sofreram com mais esse ataque insensível e cruel criado pelas agências dos EUA, pela Igreja católica e demais cúmplices.

Mas, mais uma vez, não conseguiram 'dobrar' o povo cubano.

"Temos memória"

Em Cuba, na primeira semana de setembro, teve início a Jornada Temos memória. Solidariedade x Bloqueio, que segue até dia 10 de outubro. A jornada, realizada anualmente, homenageia as vítimas de atos terroristas patrocinados pelo governo dos EUA contra Cuba desde o triunfo da Revolução.

O símbolo da jornada lembra um dos mais terríveis atentados praticados contra o povo cubano: o conhecido Crime de Barbados, quando um voo civil da Cubana de Aviação explodiu no ar devido a uma bomba, em 1976, matando todos os passageiros. O ataque foi realizado por dois confessos terrorristas, que viveram livres e impunes em Miami até o fim dos seus dias, protegidos pelo governo estadunidense. O atentado matou as 73 pessoas que estavam a bordo, dentre eles, uma equipe jovem de esgrima.

[1] Não foi essa a primeira vez em que a absurda lenda de que "comunista come criancinha" foi utilizada. Isso já tinha ocorrido na Itália fascista no fim da Segunda Guerra Mundial quando a máquina de propaganda de Mussolini 'alertava' os soldados italianos que, caso se rendessem ao Exército Vermelho, seriam mortos, triturados e enlatados para saciar a fome de milhões de soviéticos. Nem originais o governo do EUA e a Igreja souberam ser.

*Carmen Diniz é coordenadora do capítulo Brasil do Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade aos Povos
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