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terça-feira, 21 de março de 2023

RAIO X DOS ATENTADOS NO RN * Pedro Chê - Policiais Antifascistas/RN

RAIO X DOS ATENTADOS NO RN 
PEDRO CHÊ
As principais visões sobre os atentados no Rio Grande do Norte, realizados pelo Crime Organizado, aprentadas aqui pelo youtuber PEDRO CHÊ, membro do Movimento Policiais Antifascistas e colunista da Revista Fórum.

sábado, 4 de fevereiro de 2023

O futuro chegou depressa * Boaventura de Sousa Santos/Portugual

 O futuro chegou depressa

Boaventura de Sousa Santos/Portugual*


Dificilmente se encontrará na política internacional um começo tão turbulento de um mandato democrático como o que caracterizou o do presidente Lula. 


A democracia esteve por um fio e foi salva (por agora) devido a uma combinação contingente de fatores excepcionais: o talento de estadista do presidente, a atuação certa no momento certo de um ministro no lugar certo, Flávio Dino, logo secundado pelo apoio ativo do STF. 


As instituições especificamente encarregadas de defender a paz e a ordem pública estiveram ausentes, e algumas delas foram mesmo coniventes com a arruaça depredadora de bens públicos. Quando uma democracia prevalece nestas condições dá simultaneamente uma afirmação de força e de fraqueza. Mostra que tem mais ânimo para sobreviver do que para florescer. 


A verdade é que, a prazo, só sobreviverá se florescer e para isso são necessárias políticas com lógicas diferentes, suscetíveis de criarem conflitos entre si. E tudo tem de ser feito sob pressão. Ou seja, o futuro chegou depressa e com pressa.


O Brasil não volta a ser o que era antes de Bolsonaro, pelo menos durante alguns anos. O Brasil tinha duas feridas históricas mal curadas: o colonialismo português e a ditadura. A ferida do colonialismo estava mal curada porque nem a questão da terra nem a do racismo antinegro, anti-indígena e anticigano (as duas heranças malditas) foram solucionadas. A última só com o primeiro governo de Lula começou a ser enfrentada (ações afirmativas, etc). A ferida da ditadura estava mal curada devido ao pacto com os militares antidemocráticos na transição democrática de que resultou a não punição dos crimes cometidos pelos militares. 


Estas duas feridas explodiram com toda a purulência na figura de Bolsonaro. O pus misturou-se no sangue das relações sociais por via das redes sociais e aí vai ficar por muito tempo por ação de um lúmpen-capitalismo legal e ilegal, racial e sexista, que persiste na base da economia, uma base ressentida em relação ao topo da pirâmide, o capital financeiro, devido à usura deste. Esta ferida mal curada e agora mais exposta vai envenenar toda política democrática nos próximos anos. 


A convivência democrática vai ter de viver em paralelo com uma pulsão antidemocrática sob a forma de um golpe de Estado continuado, ora dormente ora ativo. Assim será até 2024, data das eleições norte-americanas, devido ao pacto de sangue entre a extrema-direita brasileira e a norte-americana.


A tentativa de golpe de 8 de janeiro alterou profundamente as prioridades do presidente Lula. Dado o agravamento da crise social, a agenda de Lula estava destinada a privilegiar a área social. De repente, a política de segurança impôs-se com total urgência. Prevejo que ela vá continuar a ocupar a atenção do Presidente durante todo o tempo em que o subterrâneo golpista mostrar ter aliados nas Forças Armadas, nas forças de segurança e no capital antiamazônico.


Este capital está apostado na destruição da amazônia e na solução final dos povos indígenas. A fotos dos Yanomanis que circularam no mundo só têm paralelo com as fotos das vítimas do holocausto nazista dos anos de 1940. Como poderia eu imaginar que, oito anos depois de dar as boas-vindas na Universidade de Coimbra aos lideres indígenas de Roraima (comitiva em que se integrava a agora Ministra Sônia Guajajara) e de receber deles o cocar e o bastão da chuva – uma grande honra para mim – assistiria à conversão do seu território, por cuja demarcação lutamos, num campo de concentração, um Auschwitz tropical? O Brasil precisa da cooperação internacional para obter a condenação internacional por genocídio do ex-presidente e alguns dos seus ministros, nomeadamente Sérgio Moro e Damares Alves.


Quando o futuro chega depressa faz exigências que frequentemente se atropelam. O drama midiático causado pela tentativa de golpe exige muita atenção e vigilância por parte dos dirigentes. Contudo, visto das populações marginalizadas a viver nas imensas periferias, o drama golpista é muito menor do que o de não poder dar comida aos filhos, ser assassinado pela polícia ou pelas milícias, ser estuprada pelo patrão ou assassinada pelo companheiro, ver a casa ser levada pela próxima enxurrada, sentir os tumores a crescer no corpo por excessiva exposição a inseticidas e pesticidas, mundialmente proibidos mas usados livremente no Brasil, ver a água do rio onde sempre se buscou o alimento contaminada ao ponto de os peixes serem veneno vivo, saber que o seu jovem filho negro ficará preso por tempo indefinido apesar de nunca ter sido condenado, temer que que o seu assentamento seja amanhã vandalizado por criminosos escoltados pela polícia. 


Estes são alguns dos dramas das populações que no futuro próximo, responderão às sondagens sobre a taxa de aprovação do Presidente Lula e seu governo. Quanto mais baixa for essa taxa mais champanhe será consumida pelos golpistas e pelas lideranças fascistas nacionais e estrangeiras. Confiemos no gênio político do presidente Lula, que sempre viveu intensamente estes dramas da população vulnerabilizada, para governar com uma mão pesada para conter e punir os golpistas presentes e futuros e para com uma mão solidária, amparar e devolver a esperança ao seu povo de sempre.


*Boaventura de Sousa Santos é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Autor, entre outros livros, de O fim do império cognitivo (Autêntica).

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

O CAPITÓLIO TUPINIQUIM * Joãozinho Ribeiro / MA

O CAPITÓLIO TUPINIQUIM

A quem interessar possa / A história embora seja / Coisa escrita no presente / Sempre vasculha o passado / E traça o futuro da gente.

Quando afirmo que o futuro é pra ontem, é porque pelo passado recente nem teríamos direito ao amanhã. O tempo que se nos apresenta é de reconstrução e construção das relações humanas. A mudança é um processo permanente. A única coisa perene em todo o sempre do Universo em desalinho.

Implacável e contínua, a marcha dos acontecimentos convoca os sujeitos e os objetos da história para os atos, cujas digitais ficarão para os anais dos feitos das suas (des)humanidades. Uns cometerão canções e versos; outros, crimes e genocídios, que serão lembrados pelas vindouras gerações. A História continuará sendo o tribunal do mundo. Dela, não escaparão os ratos, ainda que abandonem as embarcações e retornem aos esgotos, ou que intentem dissimulados discursos, com auras de um intelectualismo reacionário e defensor do silêncio dos culpados.

Uma linha no horizonte / Um ponto no firmamento / A humanidade do Planeta / Despenca a todo momento.

Devemos ser, cada vez mais, criteriosos e seletivos para escolher os confrontos e conflitos pelos quais valha a pena lutar. A nossa passagem por esta estação terrena é breve e única. Precisamos valorizar as coisas aparentemente pequenas e insignificantes, que valem e justificam o milagre da existência.

A paz e o reencantamento do mundo retornam como bandeiras necessárias para serem içadas nos pavilhões das nossas esperanças. Sem a pieguice contemplativa das omissões, nem o açodamento das ações destemperadas, inoculadas nos discursos de ódio e na pregação da violência, como meios e fins de resolução da peleja da sobrevivência.

Quem sabe, o recado de Modigliani ainda esteja bastante vivo e adequado para o momento: “O dever de todo artista é salvar o sonho!”. Quem se habilita e se credencia para esta tarefa coletiva e urgente? Qual parte caberá aos ditos intelectuais e acadêmicos nesta contenda de enfrentamento da barbárie e do obscurantismo?

Tormenta, degredo, tragédia / Silêncio que se alimenta / Do roteiro da comédia / Desumana e tão sangrenta.

Trago comigo algumas respostas, sem nem mesmo conseguir formular as perguntas correlatas. Talvez estas nem existam, porém é importante não negar a possibilidade de suas existências, assim como se dizia das bruxas, em tempos de cumplicidades e pensamentos medievalescos, para justificar a inquisição e a queima dos corpos das mulheres, condenadas sem o mínimo direito de presunção de suas inocências.

Labaredas da vida / Acendendo as razões / E o Planeta girando / Em muitas revoluções.

Quem sabe precisemos retornar ao dilema de Galileu, diante do Tribunal do Santo Ofício, com todas as controvérsias das narrativas, e afirmar com todas as letras: “E pur si mueve!”

Navegar é preciso, Pessoa! Mais do que antes, por mares nunca e sempre navegados! Ou não! Valendo o risco que toda descoberta oferece! Os rios nos cios, as águas vão rolar, apesar daqueles contrários aos seus movimentos! A Terra gira, o mundo gira, o planeta respira, a natureza conspira! A poesia inspira!

A barca da existência / Navega sua leveza / Flertando com a natureza / Nas águas da paciência / Mergulho na finitude / Desejo e delicadeza / Deságuam na correnteza / Da fonte da juventude.

Hora da arte mostrar que existe porque já não basta a vida; e que esta, sem dignidade e respeito, não merece assim ser denominada. Vida e sonhos não são excludentes. Não precisamos importar caricaturas deformadas de atos que glorificam a barbárie e a incivilidade, com seus negacionismos baratos e dantescos. Prefiro finalizar o presente com uma preciosa exaltação da existência, do escritor angolano que nos visita, José Eduardo Agualusa: “A vida não é menos incoerente do que os sonhos; é apenas mais insistente.”

(*) Joãozinho Ribeiro (poeta e compositor, membro da ALL)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

TERRORISMO SEM CAUSA * Antônio de Pádua Elias de Sousa - Formiga-MG

TERRORISMO SEM CAUSA
"João 8, 32: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."


IMPRESSIONANTE 

é o termo que posso utilizar, neste momento, para expressar minha decepção e indignação com tais cenas de terrorismo e vandalismo, acontecidas dia 08/01/23, até então, num país considerado pacífico, progressista e acima de tudo, ordeiro, qual presa, em sua Constituição Federal, por sua soberania e democracia.

Num domingo, quando achamos que, as pessoas, supostamente de bem, estão com o tempo mais livre, portanto, acreditando que irão usufruí-lo para seus descansos merecidos, curtirem um passeio com a família, participarem de seus cultos religiosos, um lazer com churrasquinho e cerveja, ainda sem o tradicional jogo de futebol, acompanhados de boa música, aparecem uns idiotas, imbecis, ignorantes, pra não dizer com lavagem cerebral, se é que possuem um, servindo-se de massa de manobra, com a finalidade de mobilizar, alguns cidadãos(ãs) brasileiros(as), para em atos insanos, invadirem Brasília-DF, afrontando as leis constituídas, para depredação de patrimônios públicos, diga-se de passagem, de todos os brasileiros em nome de um “pseudo patriotismo”, fomentado por ideais neonazistas.

As perguntas que eu faço são:

- Será que essas pessoas tinham noção, ou estavam em sã consciência ao cometerem tal afronta?

- Estavam respaldadas e acobertadas para essas ações?

- Acreditavam ser imunes, e não seriam responsabilizadas? Sob qual garantia?

- Se acham superiores aos demais compatriotas?

- Ou a intuição golpista e terrorista, justifica por si só o vandalismo?

Contudo, na verdade, essa ação descabida, foi apenas uma cortina de fumaça, para encobrir o objetivo maior, qual era a usurpação da legitimidade das eleições de 2022, tentando tomar o poder à força, sob intimidação em um golpe de estado. Ledo engano.

Porém, nossas leis, apesar de apresentarem ainda algumas falhas, deverão ser utilizadas para a elucidação destes casos, punindo severamente, tanto os mentores, como os patrocinadores e seus executores, evidentemente que excluindo as crianças, que ao meu entender foram utilizadas irresponsavelmente, por seus tutores, quais deveriam responder com a perda do poder familiar – (antigo pátrio poder) alterado pelo Código Civil de 2002, pelo mal exemplo, usando-as como escudo humano, para a prática do mau.

Pois é!

Há de se apurar ao rigor das leis e aí, vou lembrar-vos a utilização indevida por um ex-presidente, que no afã de sua auto proteção, ou covardia foi se refugiar em outro país, como um menino travesso que joga a pedra e esconde a mão:

- “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” – Jo: 8-32.

Somente assim, acredito que a “ficha” deste povo cairá, voltando reinar no nosso país, a “Ordem e Progresso”, onde em seu hino nacional nos invoca:

- “Verás que um filho seu não foge à luta”...

Mas aqui ainda merece uma explicação:

Essa luta, é pela Soberania e Democracia, no Brasil e jamais de brasileiros contra seus compatriotas ou suas instituições.

Antônio de Pádua Elias de Sousa
Formiga-MG

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Por que 08.01.23 foi um “tiro pela culatra’? * Flavio Lara/RJ

Por que 08.01.23 foi um “tiro pela culatra’?

Antes de mais nada, hoje nenhum tiro de armas modernas pode sair pela culatra, a não ser, figurativamente, para ser comparado a um “tiro no pé”. Mas, no século 18, os mosquetes (tipo de carabinas) eram carregados por traz (próximo da culatra) com pólvora e munição em sequência, E se essa sequência fosse invertida, no calor da luta, ou da burrice, haveria uma explosão e o tiro poderia sair pela culatra.

Posto essa digressão militar, passemos a reflexão dos fatos de caráter fascista perpetrados no 08.01.23 em Brasília – DF.

Então, por que não foi “um tiro pela culatra’? Ora, tudo estava bem planejado há tempos suficientes para a construção de uma rede de apoio (infraestrutura, orientação política ideológica doutrinária entre outros recursos),

Então, pode ser um “tiro no pé” do fascismo a brasileira? Pode ser, cometeram se erros. Alguns destes elementares, por sua descontrolada exibição. Mas não foi por ingenuidade e nem por burrice. Foi por descontrole de massa estourada como gado sob excitação.

Porém, todavia, data vênia, a figura “tiro pela culatra” nos remete a ações armadas, de FFAA, que desenharam e apoiaram essa agressão fascista antidemocrática.

Perguntas que não quererem se calar; quantos desses criminosos estavam armados? Participaram diretamente da invasão e depredação das instalações do Palacio da Alvorada, do Congresso e do STF? Houve participação indireta em que qualidade, quantidade e localização?

O Sistema de Defesa policial militar, civil, da guarda palaciana estava atuante? Em que nível estava? E onde estava? E o estranho episódio do GSI, sua localização e fácil acesso, ou facilitado?

Novamente “tiro pela Culatra” ou não se referem a armamentos que devem ser rastreados, localizados e identificados os seus detentores. Já havia postado isso aqui antes neste grupo, sobre a importância e a necessidade de uma auditoria rigorosa desses eventuais ninhos de extremistas de direita e sua camuflagem civil militar como inocentes clubes de atiradores, colecionadores e milhares de portadores diversos de armas leves e pesadas e grande quantidade de munição respectiva. Quem deve fazê-lo a partir do Ministério da Justiça: PF, PRF, Guarda Nacional e outros serviços secretos? Mas e a Polícia Militar e Civil sob o comando dos Governos Estaduais? Quem controla o que? Paiols de armas e munições existem nestas polícias e também nas FFAA. Lembro ainda dos Governos Municipais e sua Guarda Municipal armada ou não, assim como das milhares de empresas de vigilância e segurança pública e privada que devem ser auditadas.

Está claro os muitos ninhos de incubação fascista, e como vamos enfrentá-los, isolá-los e barra-los sem esse conhecimento estratégico na defesa da democracia que devemos começar construir nesse mandato do nosso Presidente Luiz Inácio Lula da Silva?

É uma longa marcha que exige passos firmes, braços fortes e muita inteligência.

Flavio W. Lara
Ativista Político
Militante do Movimento Geração 68 Sempre na Luta
Membro do Comitê Popular de Lutas das Comunidades PPG
Rio de Janeiro 11/012023
***
ANEXOS





terça-feira, 17 de janeiro de 2023

SE SÓ ME RESTASSEM * Giovana Madalosso - FSP

SE SÓ ME RESTASSEM

Giovana Madalosso - FSP

Se só me restassem duas palavras: sem anistia

Se só me restassem três palavras: Bolsonaro sem anistia

Se eu fosse cravar alguma coisa numa árvore, dentro de um coração: sem anistia.

Se eu tivesse que batizar dois cachorros: Sem e Anistia.

Se eu fosse uma atriz de novela: para aqueles salafrários, nenhuma anistia.

Se eu fosse uma atriz de filme pornô: oh, no, oh, no anistia!

Se eu fosse um barítono: SEM ANISTIA.

Se eu errasse no português: cem anistia.

Se eu fosse crente: Senhor, sem anistia.

Se eu nomeasse um planeta: 100 Anistia.

Se eu mandasse uma mensagem na garrafa: S.O.S.em anistia.

Para os terroristas que rasgaram a obra-prima de Di Cavalcanti a facadas, arrancaram do pedestal a bailarina de Brecheret, espancaram o cavalo inocente da polícia, quebraram as vidraças e cadeiras que nós vamos pagar, furtaram togas do STF, usaram uma picareta para arrancar pedras da Praça dos Três poderes, levaram documentos e HDs do governo: sem anistia.

Para os policiais do Distrito Federal que abandonaram a barreira e foram comprar água de coco enquanto os manifestantes invadiam o STF e, especialmente, para quem dava ordens a eles: sem anistia.

Para quem me fez perder a poesia no meio do texto: sem anistia.

Para os homens brancos que subiram a rampa do Planalto certos de que podem seguir cometendo impunes os crimes que os homens brancos cometem impunes nesse país há 500 anos: sem anistia.

Para a mulher que invadiu o STF com uma Bíblia aberta sobre a cabeça desrespeitando a crença de tantos milhões: um milhão de vezes sem anistia.

Para o homenzinho que mostrou a bunda sob a nossa bandeira e atestou que não há distinção entre o que vai no seu cérebro e no seu intestino: sem anistia.

Para os empresários e madeireiros que bancaram as viagens de ônibus e agora se escodem, como covardes que sempre foram, por trás dos rostos da massa de manobra: sem anistia.

Para quem faz pouco de uma democracia reconquistada com a saúde física e mental de 2.000 torturados e com a vida de mais de 500 mortos pela ditadura: sem anistia.

Para quem permanece no silêncio vexatório dos coniventes: sem a minha anistia.

Se só me restassem três palavras: Bolsonaro sem anistia.

E se eu te convidasse para repetir alguma coisa comigo?

*#frenteamplapelademocracia #SEManistia*

domingo, 15 de janeiro de 2023

PERDEU NAS URNAS PERDEU NAS RUAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

PERDEU NAS URNAS PERDEU NAS RUAS
QUE ENREDO MARAVILHOSO!

Lula contou hoje, no café com jornalistas, que militares queriam que ele decretasse a GLO (Garantia de Lei e Ordem) e, assim, as forças armadas assumiriam a responsabilidade pela segurança pública da capital . O presidente disse que, se fizesse isso, estaria entregando o governo dele para os militares. Segundo se conta, um que defendeu a GLO foi josé múcio (não sei se é verdade).

Agora vem a parte cinematográfica da coisa. Senta que lá vem textão!

Lula estava em Araraquara. Dino, em Brasília. A horda ataca. O ministro conta que, diante do caos, houve a decisão de decretar a intervenção em Brasília. Ele redigiu o documento da intervenção numa sala (parece de hotel). Tudo improvisado. Mandou por whatsapp para Lula.

O presidente perguntou como assinava. Dino disse para ele fazer o decreto (devem ter feito a impressão na prefeitura, ainda bem que era de um aliado, Edinho do PT) e mandar a foto porque, na situação de emergência em que se encontravam, isso tornava o documento válido. Lula, ah! mas não tem número do decreto. Dino: Presidente, assina esse documento! Haha

Lula fez isso, assinou o decreto redigido por Flávio Dino, enviou por whatsApp e foi determinada a intervenção em Brasília. Lula leu o documento em rede nacional (dava para ver que foi tudo rápido mesmo).

Dino nomeou o interventor Roberto Cappelli, que é jornalista, gente. Dino disse para ele: Desça e assuma o comando. Mas eu tenho filhos. Desça e comande. Ele foi no peito e na raça para a avenida comandar as forças de segurança e conter a turba. Assumiu na unha a segurança de Brasília. CENA DE FILME!!!!!

FLÁVIO DINO e RICARDO CAPPELLI, HERÓIS! NUNCA CRITIQUEI!

Segundo o ministro, a rápida decisão de decretar a intervenção federal em Brasília e o governo assumir a segurança do local foram fundamentais para evitar o sucesso do golpe. O ataque seria o estopim para os militares colocarem tanques nas ruas, contar com apoio popular e o resto seria história.

Ele defende, no entanto, que faticamente houve o golpe no país, porque os meliantes ocuparam os três poderes. Mas não houve o golpe jurídico (a tomada de poder pelos mentores do golpe) devido a alguns fatores.

Não houve vácuo de poder. Dino estava em Brasília no dia e tomou as providências para intervir na capital, sem colocar as forças armadas no comando. Lula também estava no país, apesar de em Araraquara. E isso possibilitou que não fosse decretada vacância do poder. (No golpe de 64, João Goulart estava se deslocando, e os militares aproveitaram para decretar o vácuo de poder por meio de um deputado no Congresso).

Para Flávio Dino, outro fator que impediu a completude do golpe foi que os mentores do ato terrorista nos prédios dos três poderes não imaginavam o ódio visceral da turba, principalmente ao STF.

Pelo que ele contou, imagino que a ideia era a horda invadir o prédio de modo organizado, não sair de lá, as forças policiais darem apoio (como vimos em algumas cenas). Lula seria obrigado a decretar GLO, o exército assumiria a capital e determinaria intervenção em outros estados, Os apoiadores do genocida sairiam às ruas em apoio à intervenção miliatra (o que os bozofascistas reivindicavam e diziam que ia ocorrer). Estaria aberto o caminho para a tutela militar e/ou a destituição do governo Lula.

Voltando a Flávio Dino, ele disse que o papel do STF foi fundamental também. Enquanto ele agia com Lula e Cappelli, Rosa Weber ligava para o governador de Brasília cobrando providências, a vice-governadora foi para a sala onde Dino estava.

Por whatsApp, ibaneis demitiu o secretário de segurança, anderson torres, um dos artífices do golpe. E Alexandre, o grande, já preparava a caneta para decretar a prisão do ex-secretário e afastar o governador. TIA ROSA WEBER, HEROÍNA!!!!!!

Agora a cena de Lula descendo a rampa e caminhando com os ministros do STF, os governadores e outras autoridades para a sede da Corte, dias após o ato terrorista, ganha novas dimensões históricas e simbólicas. Que enredo, amigos, que enredo!

IRONIA DO DESTINO: O WHATSAPP SALVOU O BRASIL DO GOLPE. O meio que o bozofascismo usa para engendrar seu golpismo foi o responsável pela comunicação entre as autoridades democráticas, para o trâmite dos documentos que barraram o golpe.

QUEREMOS ESSE ÉPICO NO CINEMA DJÁ!


*Brasília, a Capitólio oculta dedo de militares, diz antropólogo*

Para Piero Leirner, que estuda as Forças Armadas há 30 anos, generais tinham informações, mas deixaram que invasões ocorressem.

(
Recurso exclusivo para assinantes conteúdos da Folha 14.jan.2023 às 4h03

Fernanda Mena

TOULOUSE (FRANÇA)
)

Omissão, negligência, incompetência ou cumplicidade. As explicações possíveis para o comportamento do Exército antes, durante e depois das invasões que vandalizaram as sedes dos três Poderes em Brasília seguem indefinidas uma semana após o famigerado 8 de janeiro de 2023.

"Entre as pessoas que protagonizaram os ataques estavam militares da reserva e parentes de militares. Estavam acampados há tempos na frente aos quartéis. Em Brasília, estavam ao lado do Centro de

Inteligência do Exército", aponta o autor de "O Brasil no Espectro de uma Guerra Híbrida" (Alameda Editorial, 2020).

Para ele, "o modo de ação de militares é minimizado, como um programa que está rodando, e a gente não vê, porque eles produziram algo extremamente vantajoso para si: um laranja, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para que absorvesse todos os males".

"Tudo é feito em nome de ‘bolsonaristas radicais’. Mesmo os generais que começaram a produzir ameaças foram chamados de generais bolsonaristas. O uso desse adjetivo faz parecer que se trata de adesão pessoal, e não de projeto", afirma.

Sugere que esse projeto vem de longa data, visando a estabelecer um centro de governo fincado na inteligência militar como grande dispositivo avaliador do Estado e suas políticas no Brasil. "Para isso, é preciso um mega dispositivo de informações e um arcabouço legal que dê blindagem efetiva aos militares."

Segundo Leirner, o efeito mais visível desse projeto são os milhares de militares alocados em cargos civis nas instituições de Estado. Mas o mais importante são os atos e decretos dos últimos anos que concentraram controles em órgãos comandados por generais, como o GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

A transição da área da Defesa, diz, é um índice do problema. "Foi a única área em que não houve discussão, num processo pouco transparente que sugere que as escolhas na Defesa foram, na verdade, acordos ou imposições", aponta Leirner.

Em resumo, diz, só há dois modos de entender a ausência de medidas de contenção dos manifestantes golpistas por parte do governo. "Ou Lula não foi informado sobre o que estava acontecendo, ou foi omisso."

*Há sentido em comparar as invasões do Palácio do Planalto, STF e Congresso Nacional à tomada do Capitólio nos EUA em 2021?* O roteiro disponível para o pessoal que fez as invasões em Brasília era o roteiro da invasão do Capitólio. O ponto de divergência que eu tenho em relação a considerá-las como uma simples cópia é que isso oblitera completamente o dedo dos militares nesse processo no Brasil e sua responsabilização.

*Nos EUA, as Forças Armadas se opuseram publicamente ao movimento golpista*. *E por aqui?* No Brasil, as Forças Armadas são agentes operacionais que, de certa forma, estão produzindo esse negócio há anos. Se, no dia seguinte ao segundo turno, o comandante do Exército se pronunciasse sobre a lisura das eleições e reconhecesse o resultado das urnas, uma vez que eles estavam inseridos no processo eleitoral, ele teria tirado o combustível desse movimento.

*Qual foi então o papel dos militares nas invasões em Brasília?* Os militares estavam dando o direcionamento desse movimento e sustentando esses acampamentos, mesmo que não fosse uma ordem direta. As pessoas que protagonizaram os ataques formavam um grupo heterogêneo, mas com uma variável comum: a tal família militar. Havia militares da reserva e parentes de militares entre eles. Quando esse pessoal começava a perder o gás, aparecia um militar ali no acampamento para dar gás de novo. Esse foi, por exemplo, o papel do general Villas Bôas, que chegou a passear de carro pelo acampamento de Brasília.

Além disso, o Centro de Inteligência do Exército (CIEx) fica ao lado do QG de Brasília e uma de suas funções é monitorar o que eles chamam de "o nosso pessoal". É evidente que os generais estavam sabendo do que estava acontecendo e não fizeram nada para reverter o movimento. Esperaram acontecer. Quando o pessoal começou a sair do acampamento rumo à praça dos Três Poderes, as forças de segurança deveriam ter sido colocadas ali. Se não o foram é porque havia interesse em que a invasão ocorresse.

*A ação de indivíduos pertencentes às Forças Armadas é capaz de tornar a instituição cúmplice das invasões do dia 8 de janeiro?* A noção de indivíduo dentro da instituição militar é muito diferente da nossa –os civis que eles chamam de paisanos. Lá, o indivíduo está dentro de uma cadeia de comando. Ele não faz algo só da cabeça dele. É preciso autorização.

O modo de ação deles é minimizado porque fizeram algo que lhes é extremamente vantajoso, que é botar um laranja para absorver todos os males. Produziram Bolsonaro para que ele absorvesse, como uma espécie de para-raios, toda a pecha de radical. Tudo é feito em nome de "bolsonaristas radicais". Mesmo os generais que começaram a produzir ameaças foram chamados de generais bolsonaristas. O uso desse adjetivo faz parecer que se trata de adesão pessoal, e não de projeto.

Produzir a desordem para depois se apresentar como os elementos que podem recompor a ordem é uma equação que precisa do Bolsonaro para funcionar.

*Mas não é um tiro no pé os militares apoiarem ações capazes de desacreditar o mesmo bolsonarismo que os trouxe de volta ao poder?* Não se os militares quiserem descartar Bolsonaro, uma vez que ele perdeu as eleições e não tem mais muita utilidade. A segunda coisa é jogar no colo de Bolsonaro o máximo possível da responsabilização pelo que aconteceu. Até agora, figuras como o [ministro das Relações Institucionais] Alexandre Padilha, o [ministro da Justiça] Flávio Dino e o [ministro da Defesa] José Múcio rapidamente se pronunciaram no lugar deles, ao dizerem, logo após as invasões, que o envolvimento dos militares era algo pontual, e não institucional.

*O que os militares ganham com as invasões de 8 de janeiro?* Todo mundo está falando em terrorismo. Eles podem produzir uma nova lei antiterror a partir da caneta da esquerda, como foi em 2016, na esteira dos grandes eventos do Rio. E, assim, criar estados de exceção e de monitoramento permanente no Brasil. Se as ações de 8 de janeiro forem consideradas terrorismo, são os militares que irão gerenciar a informação e ter controle sobre o que se enquadra nessa tipificação. É muito semelhante ao Patriot Act, a lei antiterrorismo aprovada após os atentados de 11 de setembro nos EUA.

*Como chegamos até aqui?* 

Os movimentos que ocorreram dentro do campo militar foram publicizados a partir da ida de Bolsonaro à Academia Militar das Agulhas Negras, em 2014, quando se anunciou a candidatura dele à Presidência, semanas após a reeleição de Dilma Rousseff. Antes disso, em 2007 e 2008, grupos de militares que ocupam o topo da cadeia de comando criaram tensões com o governo petista no âmbito das discussões sobre a terra indígena Raposa Serra do Sol.

Certas ações do PT retroalimentaram essas tensões, em especial a criação da Comissão Nacional da Verdade, que galvanizou toda a tropa e a jogou no colo dos caras que estavam produzindo alternativas. Mas há outras questões mais sutis, como a reforma ministerial de 2015, quando Dilma subordinou o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) à Secretaria de Governo, dando um aspecto mais civil à Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que antes respondia ao general chefe do GSI. E se tem uma coisa que militar não suporta é ter de obedecer a paisano.

A maneira que os militares encontraram de resolver isso foi produzir uma espécie de procurador deles. Bolsonaro cumpriu essa função e se tornou uma espécie de agente operacional dos interesses militares. Ele fez isso de forma muito histriônica, o que camuflava a tomada da máquina do Estado pela máquina militar.

*O sr. se refere aos milhares de militares que hoje atuam em órgãos civis do Estado?* Isso é efeito colateral. Na verdade, aconteceu a partir de dispositivos legais e infralegais que centralizaram ações no GSI ligadas a políticas públicas, contratos, licitações e compras. Ainda no governo Temer, um decreto criou a Força Tarefa de Inteligência para enfrentamento ao crime organizado no Brasil, coordenada pelo GSI e que abrange todas as agências de inteligência: o Coaf, a secretaria da Receita Federal, a Polícia Federal, a PRF, o departamento penitenciário, a Secretaria Nacional de Segurança Pública. Tudo que se fazia em termos de investigação, que a gente pode chamar de grampo Geral da República, caía na gaveta do [então titular do GSI, general Sérgio] Etchegoyen.

O laboratório disso se deu durante a intervenção militar no Rio de Janeiro, em 2018. O general Braga Netto falou numa entrevista em fevereiro daquele ano que eles estabeleceriam um centro de comando de controle que serviria de modelo para toda a inteligência no Brasil.

*Como avalia a recusa do presidente Lula em decretar uma GLO para lidar com o rescaldo das invasões?* Ele quis passar a impressão de que tudo estava na mão do controle civil. E agora está todo mundo interessado em falar que a situação foi resolvida, e a democracia triunfou. É um jogo de aparências.

*Como o clamor popular que diz "sem anistia" reverbera nos meios militares?* *Mas "sem anistia" para quem?* Para as Forças Armadas, que entraram nesse processo de cabeça, ou para os ditos bolsonaristas? Parece perfeito para as Forças Armadas que elas surjam no papel de quem tolerará uma transição de regime em que o "sem anistia" simplesmente não toque neles e tudo recaia sobre o homem-bomba que criaram.

*Se surgirem evidências de participação de militares na invasão, qual é a chance de se responsabilizá-los no âmbito da Justiça Militar?* Zero. Só serão responsabilizados aqueles que os militares elegerem como instrumentos para gerar, por contraste, a isenção da instituição. Se é que isso vai acontecer. Não comprometer a cadeia de comando é uma prática secular no Brasil. Fizeram isso com a tortura.

*E como se responsabiliza a instituição como um todo?* Fazendo como a Argentina, que processou toda a cúpula? Exatamente. A cúpula e a cadeia de comando e todos aqueles que participaram efetivamente da ação. No livro do general Villas Bôas, ele revela que os militares se assustaram com o que ocorria na Argentina, e que isso modulou sua relação com os civis. Eles montaram uma rede de proteção legal, informacional e ideológica contra esse movimento. E isso tinha a ver com não deixar iniciativas como a da Comissão Nacional da Verdade chegarem às últimas consequências. De fato, não chegaram.

RAIO-X | PIERO LEIRNER, 54

É professor titular de antropologia da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e pesquisador das Forças Armadas há mais de 30 anos. É autor de "O Brasil no Espectro da Guerra Híbrida" (Alameda Editorial, 2020) e coautor, com Celso Castro, de "Antropologia dos Militares" (FGV, 2009), entre outros.

ANEXOS






sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

DEMOCRACIA SEMPRE * Deputado Federal Reimont - PT.RJ

DEMOCRACIA SEMPRE

&
DEPUTADO FEDERAL REIMONT

Reimont é vereador há quatro mandatos e recém-eleito deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores. Doutorando em História Comparada na UFRJ, é professor, bancário, teólogo franciscano e defende, incansavelmente, a justiça social.

Quando chegou ao Rio de Janeiro, em 1989, foi pároco da Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca. Desde o início de sua trajetória política, constrói políticas públicas junto aos mais empobrecidos. É presidente das Comissões de cultura, moradia adequada, comércio ambulante e população em situação de rua. Em fevereiro de 2023, toma posse na Câmara Federal para ampliar as frentes de luta.


APRESENTAÇÃO

Reimont na Cinelândia dia 09-01-23

Professor, bancário, administrador e teólogo franciscano, Reimont foi vereador do Rio de Janeiro e é deputado federal eleito e diplomado, com posse marcada para 1° de fevereiro. Mineiro de Conceição do Mato Dentro, chegou ao Rio em 1989, como pároco da Igreja dos Capuchinhos, na Tijuca, bairro onde mora até hoje.


Desde o primeiro mandato como vereador, em 2009, trabalha pela promoção da justiça social, ambiental e territorial, sempre em articulação com os movimentos sindicais, sociais e populares.


COMPROMISSOS


Educação 

Cultura

Moradia adequada

Comércio ambulante e catadores de recicláveis

Populações vulnerabilizadas e em situação de rua

Defesa do Estado Democrático de Direito


Na Câmara Municipal, nesses 13 anos, já apresentou mais de 400 projetos de lei, em benefício das pessoas e da cidade; 117 viraram Leis, entre eles, a Lei do Artista de Rua, a Política Municipal para a População em Situação de Rua e a Lei do Orçamento para Crianças e Adolescentes (OCA).


Na pandemia, de março de 2020 a novembro de 2021, aprovou cerca de 70 leis ordinárias de autoria ou com a co-autoria do nosso mandato. 

LEI 6.903 - Programa Municipal para o Afroempreendedor, com estratégias e ações para o fortalecimento dos empreendedores negros.

LEI 7.008 - Cria o Circuito Carioca de Economia Solidária, estimulando a comercialização de produtos artesanais.

LEI 7.184 - Torna a comunidade do Horto uma Área de Especial Interesse Ambiental, garantindo o direito dos moradores tradicionais.

LEI 6.829 - Torna a comunidade Trapicheiros, na Tijuca, uma Área de Especial Interesse Social, para fins de urbanização e regularização fundiária.

LEI 6.760 (28/07/2020) - Criação de Programa Emergencial de Combate ao Coronavírus nas Favelas e Comunidades.

FALA NO ATO PELA DEMOCRACIA

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

LISTA NEGRA DO BOLSONARISMO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

LISTA NEGRA DO BOLSONARISMO

NOTA

Nossa lista ainda não está completa, mas à medida que formos confirmando, incluiremos aqui o nome da "ditacuja."

À GUISA DE APRESENTAÇÃO

Tanto os Talibãns como os terroristas do Estado Islâmico agiram no sentido de destruir enormes estátuas de Buda ou relíquias milenares da civilização Assíria. 

Destruindo esses símbolos acreditavam estar enterrando o passado, único meio de construir o novo. A crença alienada de que o poder estaria ali, nos prédios de Niemeyer, representa também, por mais contraditório que possa parecer, uma vitória do sistema que acreditam combater. 

O poder não está ali. Nunca esteve, mas apenas uma fração dele. Curiosamente, até pessoas mais preparadas, estavam atônitas com a ação dos golpistas como se estas fossem o estopim para viradas autoritárias. Sofrem do mesmo mal. Subestimam as condições materiais propícias para um golpe. 

Não entenderam nem mesmo 64. Ou seja, a conjunção dos interesses do PIB, com seus representantes do poder civil, a imprensa e o caos social artificialmente criado. Subestimam que o arranjo essencial já se deu antes das eleições e as urnas referendaram. Lula como artífice, numa costura complexa sobre um tecido socialmente esgarçado. 

Bolsonaro é e tornou-se um artigo caro no contexto internacional, num país baseado em commodities e com um arsenal ambiental de proporções continentais. Só na aparência, a caminhada de mãos dadas por todos os partidos, poderes e o Presidente da República significou uma aliança pela democracia. Era muito mais, representava a conjunção de interesses econômicos concretos, já tinha encontrado o seu termo, o seu processo de formação. 

Lula foi o artífice, felizmente, e no limite concreto das nossas possibilidades civilizatórias. Na verdade, a grande simbologia da força do sistema, nos foi legada pelos golpistas. Acreditavam que o mesmo os acudiria, e só agora compreenderam o inverso. O sistema respondeu que, nessas atuais circunstâncias, poderá sobreviver com muito mais relevância, através do respeito às instituições, muito mais do que através do abandono das mesmas. 

É sobrevivência sistêmica, que se realiza na lógica da sua reprodução. Não sai da caneta de iluminados. E talvez seja exatamente esse, o mais sofisticado legado de Lula, ou o traço mais evidente da sua personalidade na história. A saber, que sua presença tenciona o País a dirigir-se na direção do que construímos de melhor, apesar de tudo.
(AUTOR DESCONHECIDO)

Lista das empresas + famosas que apoiam o bost@naro

1. Hirota Supermercados / Hirota Food Express
2. Gazin
3. Tecnisa
4. Artefacto
5. Centauro / By Tenis / Almax Sports / Nike Store (operador-representante no Brasil)
6. Havan
7. Brinquedos Estrela
8. UPS Transportes
9. Habib's / Ragazzo / Arabian Bread / Ice Lips / Promilat / Vox Line
10. Bio Ritmo / Smart Fit
11. Grupo GS& Gouvêa de Souza
12. Grupo Guararapes: Riachuelo / Midway Financeira / Transportadora Casa Verde / Confecções Guararapes / Shopping Midway Mall
13. JR Diesel
14. Dudalina
15. Polishop
16. ALE Combustíveis
17. Hemmer
18. Grupo Newcomm: Y&R Grey Brasil / Wunderman / VML / Red Fuse / Ação Premedia e Tecnologia
19. Holding Clube: Banco de Eventos / Rio360 / Sambapro / Lynx / Cross Networking
20. ELLUS
21. Mormaii
22. Ypê - Tixan, Bak e Atol
23. Riachuelo
24. Autotrac
25. Coco Bambu
26. Madero
27. Jeronimo
28. Multiplan
29. Barra World
30. Valevisa
31. Grupo Sierra
32. Valeshop
33. Ecap engenharia
34. havi Construction
35. Shopping Barra
36. Shopping Morumbi


OBRA DA EXTREMA DIREITA MUNDIAL

Vídeo nojento sobre o que está em curso no Brasil é uma pequena mostra de como age a extrema-direita fascista em expansão hoje no mundo, que se articula internacionalmente, mas, que tem seu centro articulador e irradiador, sobretudo, nos Estados Unidos e na Inglaterra, onde este vídeo parece ter sido feito e tem presença forte em países em alto grau de fascistização como a Hungria, Ucrânia, Filipinas, e mesmo no Brasil sob a gang bolsonarista. Ela, está, em certa medida, por trás de todo o processo brasileiro, não apenas dos fatos recentes ocorridos em Brasília, mas desde os processos do mensalão e do petrolão, passando pela Lava Jato, eleição de Bolsonaro, e continuará agindo apesar da frustrada tentativa de golpe. Mostra que o que enfrentamos é muito mais sério e poderoso do que a maioria de nós imagina e que muita gente se recusa a ver e evidencia a necessidade de um processo de enfrentamento disto muito mais profundo e que sem um forte apoio social e de massa consciente, organizada e com forte disposição de luta não será fácil vencer esta luta.
*

TERRORISMO É CRIME! SIMPLES ASSIM * Wladimir Tadeu Baptista Soares/RJ

TERRORISMO É CRIME! SIMPLES ASSIM
OITO DE JANEIRO DE 2023: UM TRISTE DIA QUE VAI FICAR PARA SEMPRE NA NOSSA HISTÓRIA

Tudo o que aconteceu nesse dia 08 de janeiro de 2023 aqui no Brasil tem nome: Fascismo.

Este foi um domingo para jamais ser esquecido: a extrema direita fascista do nosso país resolveu, de forma organizada e articulada, com financiamento de setores privados, possivelmente ligados, entre outros, ao agronegócio e algumas igrejas evangélicas, com a leniência de militares de todas as Forças, e contando com o apoio de alguns políticos golpistas, ultrapassar a fronteira da Democracia, afrontando-a e ameaçando-a, promovendo uma invasão criminosa das sedes dos Três Poderes da República, causando a depredação desses prédios e de tudo aquilo que estava no seu interior, configurando um ataque ao Estado Democrático de Direito e lesão a um patrimônio público que pertence a todos os brasileiros.

Documentos públicos foram rasgados, armas do Gabinete de Segurança Institucional foram roubados, obras de artes foram danificadas e roubadas, bens móveis foram destruídos e roubados, incêndio foi provocado etc.

Não! Não foram só atos antidemocráticos. Foram atos de cunho fascista, de caráter terrorista, que puseram em risco a segurança nacional.

Isso revela como em quatro anos o ex-presidente da República aparelhou ideologicamente todo o Estado brasileiro; e também de como certos líderes religiosos, principalmente Evangélicos, promoveram uma manipulação e captura psicológica de muitos dos seus fiéis, através da utilização de métodos de lavagem cerebral, em que pessoas ingênuas e de boa-fé são levadas a acreditar em mentiras contadas diariamente por Pastores mercenários, exploradores e mercadores da fé.

Soma-se a isso certos veículos da imprensa, particularmente televisiva, e certas redes sociais claramente fascistas, funcionando como instrumentos alimentadores e criadores de uma realidade alternativa, inexistente de fato, mas que tem a capacidade de gerar um delírio coletivo, que coloca uma massa indeterminada de gente vivendo uma experiência de dissonância cognitiva, mantendo-a em um estado de ignorância e cegueira moral.

Há uma corrosão do caráter facilmente identificada nessa gente fascista, antipatriótica, intolerante, violenta, ignorante e afastada absolutamente dos princípios Cristãos.

Naturalmente, o triste episódio que assistimos ontem não surgiu do nada, mas veio se construindo a partir de muitas omissões e conivências ao longo dos últimos anos, particularmente dos Presidentes da Câmara Federal e do Senado, e também do Procurador Geral da República, que há muito tempo deixaram de representar os interesses do povo brasileiro e de defender a nossa sociedade, muitas vezes ignorando o disposto na nossa Constituição Cidadã de 1988.

O ovo da serpente eclodiu na conspiração parlamentar de 2016, que culminou com o impeachment de uma Presidente que jamais cometeu crime de responsabilidade que justificasse tamanha aberração política.

Neste momento, há uma instituição democrática que também precisa se posicionar diante dessa grave crise política que estamos vivendo: a Universidafe Pública - instituição social de ensino, pesquisa, assistência e extensão, centro do pensamento crítico nacional, que não pode se abster de marcar posição na defesa intransigente da Democracia, da cidadania e do Estado de Direito, o que se traduz na defesa da nossa Carta Constitucional.

O Brasil foi ferido, mas não foi abatido. E nem será. As forças políticas da nossa Nação estão unidas na defesa do povo brasileiro, da nossa estabilidade política e do nosso regime democrático.

Fascistas e terroristas devem ser tratados como tais. Não cabe negociar com essa gente. Com essa gente, só mesmo a aplicação fria da lei e as suas duras consequências: cadeia e condenação ao pagamento de indenizações ao erário público.

Atos fascistas e terroristas não podem ser banalizados pelo Ministério Público e nem pelo Poder Judiciário. Não cabe falar em anistia para atos dessa natureza. Os seus responsáveis, diretos e indiretos, os seus idealizadores, os seus instigadores, os seus executores, os seus inspiradores, os seus finaniadores e os seus apoiadores devem sofrer punição exemplar; não importa a sua classe econômica ou social, a sua posição política, a sua profissão, o seu cargo público ou o tamanho do seu patrimônio, e nem as relações sociais que ele mantém.

Todos são iguais perante a lei; e a lei precisa ser igual para todos.

Não! Vocês fascistas e terroristas não nos intimidarão.

A nossa Democracia não vai ser derrotada. E essa gente vai para o lixo da história.

Quanto a nós - a maioria do povo brasileiro - seguiremos esperançosos e confiantes em um país melhor e mais justo para todos, sem exceção, em um ambiente de paz e de confiança mútua, com uma sociedade desarmada, fraterna e solidária, livre de preconceitos e discriminações.

Democracia sempre!

Wladimir Tadeu Baptista Soares
Cambuci/Niterói - RJ
Nordestino
wladuff.huap@gmail.com
09/01/2023