Mostrando postagens com marcador brasilia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador brasilia. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de janeiro de 2023

PERDEU NAS URNAS PERDEU NAS RUAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

PERDEU NAS URNAS PERDEU NAS RUAS
QUE ENREDO MARAVILHOSO!

Lula contou hoje, no café com jornalistas, que militares queriam que ele decretasse a GLO (Garantia de Lei e Ordem) e, assim, as forças armadas assumiriam a responsabilidade pela segurança pública da capital . O presidente disse que, se fizesse isso, estaria entregando o governo dele para os militares. Segundo se conta, um que defendeu a GLO foi josé múcio (não sei se é verdade).

Agora vem a parte cinematográfica da coisa. Senta que lá vem textão!

Lula estava em Araraquara. Dino, em Brasília. A horda ataca. O ministro conta que, diante do caos, houve a decisão de decretar a intervenção em Brasília. Ele redigiu o documento da intervenção numa sala (parece de hotel). Tudo improvisado. Mandou por whatsapp para Lula.

O presidente perguntou como assinava. Dino disse para ele fazer o decreto (devem ter feito a impressão na prefeitura, ainda bem que era de um aliado, Edinho do PT) e mandar a foto porque, na situação de emergência em que se encontravam, isso tornava o documento válido. Lula, ah! mas não tem número do decreto. Dino: Presidente, assina esse documento! Haha

Lula fez isso, assinou o decreto redigido por Flávio Dino, enviou por whatsApp e foi determinada a intervenção em Brasília. Lula leu o documento em rede nacional (dava para ver que foi tudo rápido mesmo).

Dino nomeou o interventor Roberto Cappelli, que é jornalista, gente. Dino disse para ele: Desça e assuma o comando. Mas eu tenho filhos. Desça e comande. Ele foi no peito e na raça para a avenida comandar as forças de segurança e conter a turba. Assumiu na unha a segurança de Brasília. CENA DE FILME!!!!!

FLÁVIO DINO e RICARDO CAPPELLI, HERÓIS! NUNCA CRITIQUEI!

Segundo o ministro, a rápida decisão de decretar a intervenção federal em Brasília e o governo assumir a segurança do local foram fundamentais para evitar o sucesso do golpe. O ataque seria o estopim para os militares colocarem tanques nas ruas, contar com apoio popular e o resto seria história.

Ele defende, no entanto, que faticamente houve o golpe no país, porque os meliantes ocuparam os três poderes. Mas não houve o golpe jurídico (a tomada de poder pelos mentores do golpe) devido a alguns fatores.

Não houve vácuo de poder. Dino estava em Brasília no dia e tomou as providências para intervir na capital, sem colocar as forças armadas no comando. Lula também estava no país, apesar de em Araraquara. E isso possibilitou que não fosse decretada vacância do poder. (No golpe de 64, João Goulart estava se deslocando, e os militares aproveitaram para decretar o vácuo de poder por meio de um deputado no Congresso).

Para Flávio Dino, outro fator que impediu a completude do golpe foi que os mentores do ato terrorista nos prédios dos três poderes não imaginavam o ódio visceral da turba, principalmente ao STF.

Pelo que ele contou, imagino que a ideia era a horda invadir o prédio de modo organizado, não sair de lá, as forças policiais darem apoio (como vimos em algumas cenas). Lula seria obrigado a decretar GLO, o exército assumiria a capital e determinaria intervenção em outros estados, Os apoiadores do genocida sairiam às ruas em apoio à intervenção miliatra (o que os bozofascistas reivindicavam e diziam que ia ocorrer). Estaria aberto o caminho para a tutela militar e/ou a destituição do governo Lula.

Voltando a Flávio Dino, ele disse que o papel do STF foi fundamental também. Enquanto ele agia com Lula e Cappelli, Rosa Weber ligava para o governador de Brasília cobrando providências, a vice-governadora foi para a sala onde Dino estava.

Por whatsApp, ibaneis demitiu o secretário de segurança, anderson torres, um dos artífices do golpe. E Alexandre, o grande, já preparava a caneta para decretar a prisão do ex-secretário e afastar o governador. TIA ROSA WEBER, HEROÍNA!!!!!!

Agora a cena de Lula descendo a rampa e caminhando com os ministros do STF, os governadores e outras autoridades para a sede da Corte, dias após o ato terrorista, ganha novas dimensões históricas e simbólicas. Que enredo, amigos, que enredo!

IRONIA DO DESTINO: O WHATSAPP SALVOU O BRASIL DO GOLPE. O meio que o bozofascismo usa para engendrar seu golpismo foi o responsável pela comunicação entre as autoridades democráticas, para o trâmite dos documentos que barraram o golpe.

QUEREMOS ESSE ÉPICO NO CINEMA DJÁ!


*Brasília, a Capitólio oculta dedo de militares, diz antropólogo*

Para Piero Leirner, que estuda as Forças Armadas há 30 anos, generais tinham informações, mas deixaram que invasões ocorressem.

(
Recurso exclusivo para assinantes conteúdos da Folha 14.jan.2023 às 4h03

Fernanda Mena

TOULOUSE (FRANÇA)
)

Omissão, negligência, incompetência ou cumplicidade. As explicações possíveis para o comportamento do Exército antes, durante e depois das invasões que vandalizaram as sedes dos três Poderes em Brasília seguem indefinidas uma semana após o famigerado 8 de janeiro de 2023.

"Entre as pessoas que protagonizaram os ataques estavam militares da reserva e parentes de militares. Estavam acampados há tempos na frente aos quartéis. Em Brasília, estavam ao lado do Centro de

Inteligência do Exército", aponta o autor de "O Brasil no Espectro de uma Guerra Híbrida" (Alameda Editorial, 2020).

Para ele, "o modo de ação de militares é minimizado, como um programa que está rodando, e a gente não vê, porque eles produziram algo extremamente vantajoso para si: um laranja, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para que absorvesse todos os males".

"Tudo é feito em nome de ‘bolsonaristas radicais’. Mesmo os generais que começaram a produzir ameaças foram chamados de generais bolsonaristas. O uso desse adjetivo faz parecer que se trata de adesão pessoal, e não de projeto", afirma.

Sugere que esse projeto vem de longa data, visando a estabelecer um centro de governo fincado na inteligência militar como grande dispositivo avaliador do Estado e suas políticas no Brasil. "Para isso, é preciso um mega dispositivo de informações e um arcabouço legal que dê blindagem efetiva aos militares."

Segundo Leirner, o efeito mais visível desse projeto são os milhares de militares alocados em cargos civis nas instituições de Estado. Mas o mais importante são os atos e decretos dos últimos anos que concentraram controles em órgãos comandados por generais, como o GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

A transição da área da Defesa, diz, é um índice do problema. "Foi a única área em que não houve discussão, num processo pouco transparente que sugere que as escolhas na Defesa foram, na verdade, acordos ou imposições", aponta Leirner.

Em resumo, diz, só há dois modos de entender a ausência de medidas de contenção dos manifestantes golpistas por parte do governo. "Ou Lula não foi informado sobre o que estava acontecendo, ou foi omisso."

*Há sentido em comparar as invasões do Palácio do Planalto, STF e Congresso Nacional à tomada do Capitólio nos EUA em 2021?* O roteiro disponível para o pessoal que fez as invasões em Brasília era o roteiro da invasão do Capitólio. O ponto de divergência que eu tenho em relação a considerá-las como uma simples cópia é que isso oblitera completamente o dedo dos militares nesse processo no Brasil e sua responsabilização.

*Nos EUA, as Forças Armadas se opuseram publicamente ao movimento golpista*. *E por aqui?* No Brasil, as Forças Armadas são agentes operacionais que, de certa forma, estão produzindo esse negócio há anos. Se, no dia seguinte ao segundo turno, o comandante do Exército se pronunciasse sobre a lisura das eleições e reconhecesse o resultado das urnas, uma vez que eles estavam inseridos no processo eleitoral, ele teria tirado o combustível desse movimento.

*Qual foi então o papel dos militares nas invasões em Brasília?* Os militares estavam dando o direcionamento desse movimento e sustentando esses acampamentos, mesmo que não fosse uma ordem direta. As pessoas que protagonizaram os ataques formavam um grupo heterogêneo, mas com uma variável comum: a tal família militar. Havia militares da reserva e parentes de militares entre eles. Quando esse pessoal começava a perder o gás, aparecia um militar ali no acampamento para dar gás de novo. Esse foi, por exemplo, o papel do general Villas Bôas, que chegou a passear de carro pelo acampamento de Brasília.

Além disso, o Centro de Inteligência do Exército (CIEx) fica ao lado do QG de Brasília e uma de suas funções é monitorar o que eles chamam de "o nosso pessoal". É evidente que os generais estavam sabendo do que estava acontecendo e não fizeram nada para reverter o movimento. Esperaram acontecer. Quando o pessoal começou a sair do acampamento rumo à praça dos Três Poderes, as forças de segurança deveriam ter sido colocadas ali. Se não o foram é porque havia interesse em que a invasão ocorresse.

*A ação de indivíduos pertencentes às Forças Armadas é capaz de tornar a instituição cúmplice das invasões do dia 8 de janeiro?* A noção de indivíduo dentro da instituição militar é muito diferente da nossa –os civis que eles chamam de paisanos. Lá, o indivíduo está dentro de uma cadeia de comando. Ele não faz algo só da cabeça dele. É preciso autorização.

O modo de ação deles é minimizado porque fizeram algo que lhes é extremamente vantajoso, que é botar um laranja para absorver todos os males. Produziram Bolsonaro para que ele absorvesse, como uma espécie de para-raios, toda a pecha de radical. Tudo é feito em nome de "bolsonaristas radicais". Mesmo os generais que começaram a produzir ameaças foram chamados de generais bolsonaristas. O uso desse adjetivo faz parecer que se trata de adesão pessoal, e não de projeto.

Produzir a desordem para depois se apresentar como os elementos que podem recompor a ordem é uma equação que precisa do Bolsonaro para funcionar.

*Mas não é um tiro no pé os militares apoiarem ações capazes de desacreditar o mesmo bolsonarismo que os trouxe de volta ao poder?* Não se os militares quiserem descartar Bolsonaro, uma vez que ele perdeu as eleições e não tem mais muita utilidade. A segunda coisa é jogar no colo de Bolsonaro o máximo possível da responsabilização pelo que aconteceu. Até agora, figuras como o [ministro das Relações Institucionais] Alexandre Padilha, o [ministro da Justiça] Flávio Dino e o [ministro da Defesa] José Múcio rapidamente se pronunciaram no lugar deles, ao dizerem, logo após as invasões, que o envolvimento dos militares era algo pontual, e não institucional.

*O que os militares ganham com as invasões de 8 de janeiro?* Todo mundo está falando em terrorismo. Eles podem produzir uma nova lei antiterror a partir da caneta da esquerda, como foi em 2016, na esteira dos grandes eventos do Rio. E, assim, criar estados de exceção e de monitoramento permanente no Brasil. Se as ações de 8 de janeiro forem consideradas terrorismo, são os militares que irão gerenciar a informação e ter controle sobre o que se enquadra nessa tipificação. É muito semelhante ao Patriot Act, a lei antiterrorismo aprovada após os atentados de 11 de setembro nos EUA.

*Como chegamos até aqui?* 

Os movimentos que ocorreram dentro do campo militar foram publicizados a partir da ida de Bolsonaro à Academia Militar das Agulhas Negras, em 2014, quando se anunciou a candidatura dele à Presidência, semanas após a reeleição de Dilma Rousseff. Antes disso, em 2007 e 2008, grupos de militares que ocupam o topo da cadeia de comando criaram tensões com o governo petista no âmbito das discussões sobre a terra indígena Raposa Serra do Sol.

Certas ações do PT retroalimentaram essas tensões, em especial a criação da Comissão Nacional da Verdade, que galvanizou toda a tropa e a jogou no colo dos caras que estavam produzindo alternativas. Mas há outras questões mais sutis, como a reforma ministerial de 2015, quando Dilma subordinou o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) à Secretaria de Governo, dando um aspecto mais civil à Abin (Agência Brasileira de Inteligência), que antes respondia ao general chefe do GSI. E se tem uma coisa que militar não suporta é ter de obedecer a paisano.

A maneira que os militares encontraram de resolver isso foi produzir uma espécie de procurador deles. Bolsonaro cumpriu essa função e se tornou uma espécie de agente operacional dos interesses militares. Ele fez isso de forma muito histriônica, o que camuflava a tomada da máquina do Estado pela máquina militar.

*O sr. se refere aos milhares de militares que hoje atuam em órgãos civis do Estado?* Isso é efeito colateral. Na verdade, aconteceu a partir de dispositivos legais e infralegais que centralizaram ações no GSI ligadas a políticas públicas, contratos, licitações e compras. Ainda no governo Temer, um decreto criou a Força Tarefa de Inteligência para enfrentamento ao crime organizado no Brasil, coordenada pelo GSI e que abrange todas as agências de inteligência: o Coaf, a secretaria da Receita Federal, a Polícia Federal, a PRF, o departamento penitenciário, a Secretaria Nacional de Segurança Pública. Tudo que se fazia em termos de investigação, que a gente pode chamar de grampo Geral da República, caía na gaveta do [então titular do GSI, general Sérgio] Etchegoyen.

O laboratório disso se deu durante a intervenção militar no Rio de Janeiro, em 2018. O general Braga Netto falou numa entrevista em fevereiro daquele ano que eles estabeleceriam um centro de comando de controle que serviria de modelo para toda a inteligência no Brasil.

*Como avalia a recusa do presidente Lula em decretar uma GLO para lidar com o rescaldo das invasões?* Ele quis passar a impressão de que tudo estava na mão do controle civil. E agora está todo mundo interessado em falar que a situação foi resolvida, e a democracia triunfou. É um jogo de aparências.

*Como o clamor popular que diz "sem anistia" reverbera nos meios militares?* *Mas "sem anistia" para quem?* Para as Forças Armadas, que entraram nesse processo de cabeça, ou para os ditos bolsonaristas? Parece perfeito para as Forças Armadas que elas surjam no papel de quem tolerará uma transição de regime em que o "sem anistia" simplesmente não toque neles e tudo recaia sobre o homem-bomba que criaram.

*Se surgirem evidências de participação de militares na invasão, qual é a chance de se responsabilizá-los no âmbito da Justiça Militar?* Zero. Só serão responsabilizados aqueles que os militares elegerem como instrumentos para gerar, por contraste, a isenção da instituição. Se é que isso vai acontecer. Não comprometer a cadeia de comando é uma prática secular no Brasil. Fizeram isso com a tortura.

*E como se responsabiliza a instituição como um todo?* Fazendo como a Argentina, que processou toda a cúpula? Exatamente. A cúpula e a cadeia de comando e todos aqueles que participaram efetivamente da ação. No livro do general Villas Bôas, ele revela que os militares se assustaram com o que ocorria na Argentina, e que isso modulou sua relação com os civis. Eles montaram uma rede de proteção legal, informacional e ideológica contra esse movimento. E isso tinha a ver com não deixar iniciativas como a da Comissão Nacional da Verdade chegarem às últimas consequências. De fato, não chegaram.

RAIO-X | PIERO LEIRNER, 54

É professor titular de antropologia da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e pesquisador das Forças Armadas há mais de 30 anos. É autor de "O Brasil no Espectro da Guerra Híbrida" (Alameda Editorial, 2020) e coautor, com Celso Castro, de "Antropologia dos Militares" (FGV, 2009), entre outros.

ANEXOS






quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

TERRORISMO É CRIME! SIMPLES ASSIM * Wladimir Tadeu Baptista Soares/RJ

TERRORISMO É CRIME! SIMPLES ASSIM
OITO DE JANEIRO DE 2023: UM TRISTE DIA QUE VAI FICAR PARA SEMPRE NA NOSSA HISTÓRIA

Tudo o que aconteceu nesse dia 08 de janeiro de 2023 aqui no Brasil tem nome: Fascismo.

Este foi um domingo para jamais ser esquecido: a extrema direita fascista do nosso país resolveu, de forma organizada e articulada, com financiamento de setores privados, possivelmente ligados, entre outros, ao agronegócio e algumas igrejas evangélicas, com a leniência de militares de todas as Forças, e contando com o apoio de alguns políticos golpistas, ultrapassar a fronteira da Democracia, afrontando-a e ameaçando-a, promovendo uma invasão criminosa das sedes dos Três Poderes da República, causando a depredação desses prédios e de tudo aquilo que estava no seu interior, configurando um ataque ao Estado Democrático de Direito e lesão a um patrimônio público que pertence a todos os brasileiros.

Documentos públicos foram rasgados, armas do Gabinete de Segurança Institucional foram roubados, obras de artes foram danificadas e roubadas, bens móveis foram destruídos e roubados, incêndio foi provocado etc.

Não! Não foram só atos antidemocráticos. Foram atos de cunho fascista, de caráter terrorista, que puseram em risco a segurança nacional.

Isso revela como em quatro anos o ex-presidente da República aparelhou ideologicamente todo o Estado brasileiro; e também de como certos líderes religiosos, principalmente Evangélicos, promoveram uma manipulação e captura psicológica de muitos dos seus fiéis, através da utilização de métodos de lavagem cerebral, em que pessoas ingênuas e de boa-fé são levadas a acreditar em mentiras contadas diariamente por Pastores mercenários, exploradores e mercadores da fé.

Soma-se a isso certos veículos da imprensa, particularmente televisiva, e certas redes sociais claramente fascistas, funcionando como instrumentos alimentadores e criadores de uma realidade alternativa, inexistente de fato, mas que tem a capacidade de gerar um delírio coletivo, que coloca uma massa indeterminada de gente vivendo uma experiência de dissonância cognitiva, mantendo-a em um estado de ignorância e cegueira moral.

Há uma corrosão do caráter facilmente identificada nessa gente fascista, antipatriótica, intolerante, violenta, ignorante e afastada absolutamente dos princípios Cristãos.

Naturalmente, o triste episódio que assistimos ontem não surgiu do nada, mas veio se construindo a partir de muitas omissões e conivências ao longo dos últimos anos, particularmente dos Presidentes da Câmara Federal e do Senado, e também do Procurador Geral da República, que há muito tempo deixaram de representar os interesses do povo brasileiro e de defender a nossa sociedade, muitas vezes ignorando o disposto na nossa Constituição Cidadã de 1988.

O ovo da serpente eclodiu na conspiração parlamentar de 2016, que culminou com o impeachment de uma Presidente que jamais cometeu crime de responsabilidade que justificasse tamanha aberração política.

Neste momento, há uma instituição democrática que também precisa se posicionar diante dessa grave crise política que estamos vivendo: a Universidafe Pública - instituição social de ensino, pesquisa, assistência e extensão, centro do pensamento crítico nacional, que não pode se abster de marcar posição na defesa intransigente da Democracia, da cidadania e do Estado de Direito, o que se traduz na defesa da nossa Carta Constitucional.

O Brasil foi ferido, mas não foi abatido. E nem será. As forças políticas da nossa Nação estão unidas na defesa do povo brasileiro, da nossa estabilidade política e do nosso regime democrático.

Fascistas e terroristas devem ser tratados como tais. Não cabe negociar com essa gente. Com essa gente, só mesmo a aplicação fria da lei e as suas duras consequências: cadeia e condenação ao pagamento de indenizações ao erário público.

Atos fascistas e terroristas não podem ser banalizados pelo Ministério Público e nem pelo Poder Judiciário. Não cabe falar em anistia para atos dessa natureza. Os seus responsáveis, diretos e indiretos, os seus idealizadores, os seus instigadores, os seus executores, os seus inspiradores, os seus finaniadores e os seus apoiadores devem sofrer punição exemplar; não importa a sua classe econômica ou social, a sua posição política, a sua profissão, o seu cargo público ou o tamanho do seu patrimônio, e nem as relações sociais que ele mantém.

Todos são iguais perante a lei; e a lei precisa ser igual para todos.

Não! Vocês fascistas e terroristas não nos intimidarão.

A nossa Democracia não vai ser derrotada. E essa gente vai para o lixo da história.

Quanto a nós - a maioria do povo brasileiro - seguiremos esperançosos e confiantes em um país melhor e mais justo para todos, sem exceção, em um ambiente de paz e de confiança mútua, com uma sociedade desarmada, fraterna e solidária, livre de preconceitos e discriminações.

Democracia sempre!

Wladimir Tadeu Baptista Soares
Cambuci/Niterói - RJ
Nordestino
wladuff.huap@gmail.com
09/01/2023

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

BRASIL URGENTE Nº2 * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

BRASIL URGENTE Nº2
Bom dia pessoal. Agradeço aqui a oportunidade de poder me manifestar. Para mim, eu acho que todos esses fatos que ocorreram já de conhecimento amplo de todos é bem caracterizado uma ação de tumulto com o objetivo de canalizar para um confronto ou uma guerra civil interna e os militares camuflados e disfarçados, aguardando que fuja do controle para poder fazer intervenção.

Mas no fundo no fundo, nós sabemos que é a direita que está organizando essa manifestação, tentando dar um golpe de estado. Isso é bem claro e a esquerda por outro lado está desarticulada, na defensiva, sem qualquer iniciativa para o confronto.

No fundo, nós sabemos que a direita não aceita perder a eleição e a única forma de se manter no poder é através de uma ditadura e do golpe militar.

Não vamos aqui disfarçar a realidade. A direita está organizada. Ela não morreu. Esse acidente não deu em nada mas ela vai continuar insistindo e articulada junto com os militares para que possa ter poder, implantar um neoliberalismo radical no país. Isso é bem claro. e

Eu acho que nós devemos fazer uma discussão sobre a quem interessa tudo isso, para onde vai caminhar tudo isso. Daí eu acho que é um debate amplo e não se resume numa discussão de 30-40 minutos.

Tem que ser aprofundado, tem que abrir um forte debate com pessoas que realmente tem afinidade com a política mais séria.

Fica aqui um abraço a todos.


Carlos Borges: Presidente nacional da central sindical UST. Grato pela oportunidade.
Carlos Borges é Presidente nacional da central UST; uma central sindical independente, sem qualquer vínculo partidário, formado em economia, com mestrado em ciências políticas e sindicalista há 30 anos.
ATO PELA DEMOCRACIA

LULA, ASSUMA O COMANDO! * Manuel Domingos Neto - DF

LULA, ASSUMA O COMANDO!
Manuel Domingos Neto

Não foi invasão nem ocupação, foi quebra-quebra, puro vandalismo.

Os objetivos: acabar com a alegria da vitória, meter medo no povo, desgastar o governo, desmoralizar o presidente, alimentar o caos, animar a ultradireita, formar clima para ruptura institucional, projetar a guerra civil.

Não adianta apenas acusar o governo do Distrito Federal e as forças policiais. Não adianta apenas acusar os vândalos e seus financiadores: nada disso teria acontecido sem o apoio ostensivo e encoberto das Forças Armadas, em particular, do Exército.

Integrantes da “família militar” que animam os acampamentos criminosos devem ser investigados e responsabilizados na forma da lei.

O general Gonçalves Dias, responsável pela Inteligência, deve ser sumariamente demitido. Se não soubesse da armação seria um incompetente. Mas ele sabia e não tomou providências. Que passe por uma severa investigação.

A depredação do Palácio do Planalto foi possível porque o Batalhão de Guardas não se mexeu. É tropa de pronto-emprego, encarregada de proteger a presidência da República. Seu comandante, não tendo cumprido com seu dever, deve ser preso e toda a cadeia de comando superior, até o general Arruda, demitida e investigada.

O Ministro da Defesa, que tem amigos nos ajuntamentos criminosos diante dos quartéis; que apostou na boa vontade dos terroristas; que não compreende suas atribuições, deve ser substituído e investigado.

A Segurança Pública não cabe no Ministério da Justiça. Deve ser pasta específica, encarregada de conceber e executar uma política nacional que garanta a cidadania e a ordem pública.

Lula, não decline de suas obrigações. Assuma o comando supremo das Forças Armadas. Não se deixe intimidar pelas fileiras. Não admita chantagem de generais. Não desrespeite o soberano, o povo que te elegeu. Mostre autoridade.

Chame todos os governos para um entendimento sério. Se as Forças Armadas quiserem te derrubar e assumir o poder pensarão duas vezes antes de enfrentar as polícias estaduais.

Terás apoio internacional como nunca se viu. Nenhum chefe de Estado estrangeiro apoiará um golpe de Estado no Brasil.

Se preferires o caminho do apaziguamento com os neofascistas, estimularás os que têm sede de sangue.

Lula, basta de contemporização. Você prometeu cuidar do povo brasileiro. Não permita uma nova ditadura!

ANEXOS
















*
MAGNO MALTA CONVOCANDO BADERNA
*

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

BRASIL URGENTE Nº1 * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

BRASIL URGENTE Nº1
CIDO BISPO.SP

Olá.
Tudo bem?
Uma solicitação de entrevista.
É possível?
As respostas podem ser por:
_ Áudio no whatsapp
_ Texto no whatsapp

Qual a sua análise dos atentados terroristas, em Brasília, os ataques ao STF, Congresso Nacional e Palácio do Planalto, o papel da PM-DF, a suposta colaboração de Ibaneis Rocha e das Forças Armadas, a inação do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a reação internacional, e a possibilidade de expulsão dos EUA ou extradição de Jair Bolsonaro ao Brasil?

(Criação: Renato Dias - jornalista de Goiás
www.renatodiasonline)


ENTREVISTA Nº1
CIDO BISPO - SINDICALISTA DO PONTAL DO PARANAPANMEMA.SP

Nesse dia 08 de janeiro de 2023 acabei acompanhando tudo o que ocorria em Brasília pelas redes sociais e rede de televisão .

 Fiquei realmente surpreso pelos atos terroristas que os bolsonaristas fazem na capital federal. Bolsonaro foi o culpado sim, o organizador sim, o mandante sim, pois ele passou 4 anos falando, incentivando tudo isso que ocorreu em Brasília. Isso foi um ato golpista contra a democracia através do terrorismo. 

 A PM-DF é cúmplice deste ato, pois ajudou e facilitou para que essa barbárie acontecesse, o governo do DF fez vista grassa ao terroristas. As forças armadas está em aderência política ao projeto bolsonarista e tem apoiado os acampamento nos quartéis e muitos militares e generais tem apoiado abertamente o golpe.

 Mucio na minha visão foi muito diplomata e deixou com que o exército não executasse as desarticulações dos acampamentos dos terroristas, fascistas, golpistas. 

 Defendo que Bolsonaro seja expulso ou extraditado dos EUA, cadeia a todos os terroristas golpistas seja ele quem for, seja militar, seja empresário, seja pobre, seja rico, não temos que tolerar esses atos terroristas; as instituições têm que por na cadeia e cobrar as custas de todos os prejuízos causados com o patrimônio público e contra a democracia brasileira.

Sem anistia!

Aparecido Bispo
Trabalhador rural e sindicalista.
*
ATO PELA DEMOCRACIA



domingo, 8 de janeiro de 2023

NÃO AO GOLPE * Organização Comunista Arma da Crítica-OCAC

NÃO AO GOLPE

Os acontecimentos de hoje em Brasília são de extrema gravidade. Inconformados com a vitória da vontade popular, grupos fascistas tentam um golpe com a tomada de edifícios dos três poderes. Seria mais uma demonstração tragicômica que marcou as manifestações golpistas nas últimas semanas, não fosse a omissão e a colaboração em diversos casos, das forças de segurança, notadamente das polícias e da secretaria de segurança do Distrito Federal.

A tentativa de desestabilização do país pelos fascistas não pode prosperar. São urgentes medidas para impedir que as forças antipopulares e antinacionais imponham a sua vontade.

Lula, corretamente, decretou intervenção no Governo do Distrito Federal e sinalizou que os crimes cometidos pelos fascistas, bem como a conivência de policiais militares e de pessoas do governo Ibaneis, serão apuradas e severamente punidas.

É preciso exigir também que todos os acampamentos em frente às instalações militares em todo o Brasil sejam desmontados. São espaços de articulação de ações terroristas e golpistas.

É necessária uma ação política firme nas forças armadas e nas forças de segurança federais. Oficiais, delegados e agentes notoriamente comprometidos com o ex-presidente derrotado devem ser substituídos, lançando mão de passagens para a reserva e demissões a bem do serviço público.

Mas, sobretudo, é necessário que as forças populares se mobilizem urgentemente. Quem defenderá o governo eleito são os trabalhadores e o povo. Torna-se urgente que as entidades sindicais, populares e partidos de esquerda convoquem manifestações ainda esta semana para demonstrar seu respaldo ao governo Lula e na defesa das franquias democráticas.

ORGANIZAÇÃO COMUNISTA ARMA DA CRÍTICA
OCAC
*
*


*
*
*

sábado, 31 de dezembro de 2022

VIAJANDO PARA BRASÍLIA Carlos Eduardo Pestana Magalhães - SP

 VIAJANDO PARA BRASÍLIA

I

Carlos Eduardo Pestana Magalhães - SP

Hoje cedo, quando peguei a estrada pra chegar em Brasília e ver a posse do Cara, confesso que fiquei um pouco apreensivo. Explico. Para chegar à capital, viaja-se mil quilômetros em terra inimiga, um pântano, areia movediça, campo minado. Pela Bandeirantes-Anhanguera e pela BR 050 que levam à Brasília, passa-se pelos domínios do OGROnegócio, com suas camionetes enormes, cheias de adesivos do genocida, bandeira nacional e aquela arrogância bem conhecida dos OGROboys. 


No estado de São Paulo, o gado bolsonarista já aparece em Jundiaí, Campinas, Americana, Limeira, Pirassununga, Ribeirão Preto, Franca, Batatais etc. tudo ao longo da rodovia Bandeirantes-Anhanguera (aliás, é um roubo os pedágios, são doze praças para pouco mais de 400 km, ao custo de 120 reais pra ir e 120 reais pra voltar). No lado mineiro, pela BR 050, passando por Uberaba e Uberlândia, outro rincão pavoroso dos OGROboys. 


Depois passa-se por Araguari, ainda em Minas. Ai vem Catalão (onde tô dormindo pra seguir viagem amanhã), Cristalina, Luziânia, no estado de Goiás, e finalmente a capital federal, tudo pela BR 050. Juntando o interior do estado de São Paulo, o triângulo mineiro e Goiás, o OGROnegócio domina totalmente, bem terra do gado bolsonarista. 


Nas vezes em parei na estrada para descansar, fazer xixi, tomar café, com o carro adesivado na vidro traseiro, usando uma máscara branca escrito LULA em vermelho, um broche antifascista e um TREZE enorme grudado na camiseta, juro que achava que não sobreviveria. Se olhar matasse, nossa! E no campo dos OGROboys!


Na estrada, quando vejo uma camionete se aproximando (elas andam a toda velocidade como se não houvesse limite nas estradas, são donos do pedaço) sinto que fico estressado. Bom, foi assim no início desta jornada. Quando cheguei no Graal de Ribeirão Preto e vi aquela gente simples do MST de Santa Maria, do RS, a maioria de vermelho, chapéus, camisetas, na boa, sorrindo, um monte de gente em sete ônibus alugados, felizes porque estarão na posse do Lula e participando da festa, relaxei. 


Sabe duma coisa, pensei com meus botões, que se phodam, vamu que vamu. Voltei pra estrada com outro pique, um carro me ultrapassou, uma mulher colocou o braço para fora e fez um L. Viram meu carro adesivado e me cumprimentaram. Tá valendo a pena, ainda mais nos domínios dos OGROboys. Inté mais..

II

EM BRASÍLIA PARA A POSSE


Tô em Brasília e a capital já parece uma grande festa. Gente chegando de vários cantos, andando nas ruas e avenidas cantando com bandeiras, camisetas, chapéus/bonés vermelhos, muitos do MST. Fui almoçar na feirinha da Torre de Televisão com meu sobrinho que mora na cidade e mais dois casais. É um dos lugares clássicos da cidade, uma espécie de feirinha hippie como em quase todos os lugares do mundo. Tem duas praças de alimentação bem grandes e nelas centenas de vermelhos festejavam a posse, a vitória, a esperança, todos sem medo de ser feliz, mais uma vez...


A Esplanada dos Três Poderes está fechada para veículos, só a pé se quiser ver os palcos prontos ou quase prontos para a posse e para a festa. Aliás, a festa promete mesmo, deverá acontecer por volta das 18 horas, caso tudo ande de acordo com o figurino (posse do Lula no Congresso, andar no carro aberto, receber a faixa, ainda não se sabe de quem, aposta-se muito na Dilma, mas...). Também não se sabe a hora de terminar, pelo jeito. A expectativa para amanhã é muito grande, o clima já tomou conta da capital, pouco importa se para os bolsonaristas ou não. Quem ficar na cidade, será atingido pela festança, não tem como...


Cheguei à cidade por volta do meio dia vindo de Catalão, onde passei a noite. De lá até a capital federal são pouco mais de 300 km, passando primeiro por Cristalina e Luziânia. A paisagem entre Catalão e Cristalina é muito louca. A distância entre as duas cidades é de pouco mais de 180 km onde predomina imensas planícies só de soja, nenhuma mata, apenas uns tuchos de árvores aqui ou ali. O OGROnegócio impera nestas paragens. 


Catalão cresceu muito nestas últimas duas décadas, especialmente depois que a Mitsubishi construiu uma fábrica de carros. Mesmo assim, é o OGRO quem manda e impera na cidade e na região. Tenho alguns amigos por aqui, pretendo entrar em contato para ver se fazemos alguma coisa nesta passagem do ano, visto que estou tão longe de casa. É isso, amanhã tem mais.


Inté...

*

domingo, 27 de fevereiro de 2022

FNL OCUPA ÁREA PÚBLICA * Frente Nacional de Luta Campo Cidade/FNL

 FNL OCUPA ÁREA PÚBLICA

FRENTE NACIONAL DE LUTA CAMPO E CIDADE

Aproximadamente 100 famílias ocuparam uma área pública de150 hectares, na madrugada deste sábado, 25, localizada na região administrativa de Sobradinho, em Brasília.


A área tem servido a grileiros que tem a finalidade de ocupar para especular, enquanto o Distrito Federal possui mais de 100 mil famílias sem a garantia de um teto, bem como as áreas rurais servem a especuladores, quando milhares de famílias lutam por um pedaço de terra para plantar e viver.


A área ocupada pertence a Terracap, órgão público que não cumpre a função social, atuando com um latifundiário, ao mesmo tempo que a população sobre grandes necessidades.


A Frente Nacional de Luta Campo e Cidade - FNL realiza nestes dias o Carnaval Vermelho, com ocupações urbanas e rurais na defesa de moradia, terra e dignidade.


A FNL está organizada em 12 estados brasileiros, tendo na capital federal e no país desenvolvido a defesa da reforma agrária e urbana, especialmente no momento que o INCRA sofre um grande desmonte e é dirigido por um latifundiário da UDR, que ataca os povos indígenas, quilombolas e camponeses pobres.









Colaboração: Jornalista Pedro Cesar Batista - TVC do Distrito Federal
***