O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho, ele não morre de morte natural. Precisamos aliar o antifascismo e o antimperialismo ao internacionalismo proletário, e assim somar forças para construir o socialismo. Faça a sua parte. A FRENTE REVOLUCIONARIA DOS TRABALHADORES-FRT, busca unir os trabalhadores em toda sua diversidade, e formar o mais forte Movimento Popular Revolucionário em defesa de todos e construir a Sociedade dos Trabalhadores - a SOCIEDADE COMUNISTA!
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025
O FASCISMO ODEIA LEIS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
terça-feira, 10 de setembro de 2024
SEM ANISTIA PARA GOLPISTAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
sexta-feira, 29 de setembro de 2023
MILITARES QUE DISSERAM "NÃO" À INTENTONA DO 8 DE JANEIRO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
domingo, 15 de janeiro de 2023
PERDEU NAS URNAS PERDEU NAS RUAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT
quinta-feira, 3 de novembro de 2022
GALINHAS VERDES BOLSONARISTAS * Igor Mello - RJ
domingo, 9 de outubro de 2022
TODOS CONTRA O ASSALTO À EDUCAÇÃO * Rodrigo Durão Coelho/Brasil de Fato
sábado, 6 de agosto de 2022
BAIXAR A GUARDA JAMAIS: FORA BOLSONARO * Reinaldo Azevedo / SP
BAIXAR A GUARDA JAMAIS: FORA BOLSONARO
BOLSONARO ANUNCIA TRAPAÇA PARA SIMULAR PARTICIPAÇÃO MILITAR EM ATO GOLPISTA
Reinaldo Azevedo / SP
Justamente quando pretende arreganhar os dentes, no que seria uma demonstração inequívoca de poder, é que Jair Bolsonaro, o grande farsante da República, evidencia o seu isolamento — que é crescente também no meio militar. Atenção: ele continua a ser, sim, um elemento perverso e perigoso para a democracia. Por isso a Carta em defesa do estado de direito, que já reúne mais de 500 mil assinaturas, é tão importante. Mas por que afirmo que evidencia fraqueza ao pretender demonstrar robustez? Vamos ver.
Jair 171:22 – Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. E conhecerão a verdade daqui a 100 anos
Neste sábado, ele participou de um evento político em São Paulo, no Expo Center Norte, que juntou duas convenções partidárias: a Nacional, do Republicanos, e a estadual, do PTB. Assim, somaram-se ao presidente, no mesmo palanque, os cariocas Tarcísio de Freitas e Eduardo Cunha. Um será candidato ao governo do Estado pelo primeiro partido, e o outro, a deputado federal pelo segundo. Na presença de Cunha, o "Mito" teve a ousadia de falar em combate à corrupção... Nota à margem: políticos do Brasil, atenção! Quando o eleitorado do Estado em que nasceram e viveram não lhes der bola, tentem enganar os paulistas. Quem sabe... Vamos à farsa mais recente.
Num discurso em que voltou a contar mentiras sobre a atuação do STF na pandemia, o presidente anunciou que estará presente ao desfile militar do 7 de Setembro em Brasília. É a tradição. Aí, então, ele se referiu ao Rio nos seguintes termos: "Nós queremos, pela primeira vez, inovar no Rio de Janeiro. Sei que vocês queriam [que fosse] aqui [em São Paulo], mas nós queremos inovar no Rio de Janeiro. Às 16 horas do dia 7 de Setembro, pela primeira vez, as nossas Forças Armadas e as nossas irmãs Forças Auxiliares [PM e Corpo de Bombeiros] estarão desfilando na Praia de Copacabana, ao lado de nosso povo, mais do que querer, tem o direito e exige paz, democracia, transparência e liberdade".
VAMOS ENTENDER A PATUSCADA
Segundo diz, está transferindo o evento justamente para Copacabana, mesmo lugar em que deve ocorrer a manifestação golpista da sua turma. Entenderam a jogada? Como ele já percebeu que sua tentativa de atropelar o processo eleitoral ou de ignorar o resultado das urnas está ecoando cada vez menos entre os militares, estão está forçando a amizade: quer mudar o local do desfile para simular uma adesão ao golpismo que hoje é inexistente.
O bufão está armando uma cena. Seus partidários atacarão o STF e o sistema eleitoral, muito especialmente se as pesquisas continuarem a indicar a possível vitória de Lula, e o desfile dos fardados estaria a evidenciar, então, a adesão dos quartéis à intervenção armada em nome, como é mesmo?, de "paz, democracia, transparência e liberdade".
Observem que, sem querer, ele acaba denunciando que tentou armar o circo em São Paulo. Mas, tudo indica, encontrou resistência. No Estado, as tais "forças auxiliares" (PM e bombeiros) estão subordinadas à Secretaria de Segurança Pública, que tem como titular o general da reserva João Camilo Pires de Campos, que não pertence ao círculo bolsonariano. Uma das estrelas do evento deste sábado foi, obviamente, Tarcísio de Freitas, que disputa os votos da direita no Estado com Rodrigo Garcia, candidato à reeleição.
GOLPES NO GOLPISMO
O golpismo, com as vênias aos que, a exemplo deste escriba, repudiam joguinhos de palavras, andou sofrendo alguns golpes.
Um dos maiores é a adesão maciça de cidadãos dos mais diversos setores à "Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito", que já reúne mais de 500 mil signatários. Os indivíduos sem crachá são a sua força principal, mas o fato de reunir praticamente a totalidade da consciência jurídica do país, além de pesos-pesados do empresariado, intelectuais, jornalistas e artistas, dá uma dimensão da abrangência do apelo em favor do respeito às regras do jogo. O texto tem a grande virtude de evitar a politização barata e de pregar o respeito à Constituição. Quem está na contramão?
Há mais. A reunião que Bolsonaro promoveu com embaixadores estrangeiros para atacar o sistema eleitoral no Brasil provocou repulsa no alto oficialato. Há um comportamento que, para essa turma, é anátema: políticos que atacam o próprio país em solo estrangeiro ou a uma audiência, como foi o caso, internacional. "Inaceitável" foi o adjetivo mais ameno.
PODEMOS RELAXAR?
Não, não podemos relaxar. Mais do que nunca, agora sim, "o preço da liberdade é a eterna vigilância". O isolamento de Bolsonaro em sua sanha golpista só existe porque há mobilização; porque os que estamos empenhados na defesa da democracia fazemos chegar a todo mundo e a todo o mundo as patranhas golpistas do senhor presidente da República.
Justamente porque não conta com a adesão espontânea — que seria, obviamente, ilegal — à manifestação golpista, Bolsonaro tenta armar a cena, empurrando os militares para participar, de modo forçado, de sua pantomima.
Estamos diante de mais um crime de responsabilidade, segundo define a Lei 1.079, passível de impeachment. Mas, sabemos, isso dependeria da vontade de Arthur Lira. De resto, não há tempo para tanto. Se realmente criar a trapaça para as Forças Armadas participarem de um ato golpista, o presidente também comete crime comum. Bolsonaro incorre nos Artigos 359-L e 359-N do Código Penal.
Crimes de responsabilidade morrem junto com o fim do exercício do cargo. Os comuns sobrevivem, e Bolsonaro poder ser responsabilizado por eles posteriormente. É por isso que alguns pistoleiros já falam na criação do senador vitalício...
O anúncio de Bolsonaro, reitero, evidencia seu isolamento. Pessoas com o seu temperamento e com o seu perfil são ainda mais perigosas quando acuadas.
Não baixemos a guarda jamais.
Comparsas somente não se entendem durante a partilha do produto do roubo ou na disputa pelo tráfico de armas e de drogas.
Estudos revelam que 1 em cada 3 bolsonaristas é tão imbecil quanto os outros 2.
Em maio de 1977, os Pilotis da PUC-Rio se tornaram marco de uma importante inflexão na luta pelo reestabelecimento das liberdades democráticas. Com o movimento estudantil à frente, mais de sete mil pessoas ali se reuniram e se manifestaram, desafiando abertamente a repressão. Eram estudantes da PUC e de outras universidades, professores, funcionários, líderes sindicais, familiares de presos, desaparecidos e exilados políticos, além de representantes de diversos segmentos e organizações da sociedade civil. Entre vozes e pautas diversas, sobressaiu a convicção de que ali, no espaço da universidade, se ensaiava uma retomada democrática que haveria de se irradiar para além de seus muros, somando-se aos muitos outros atos e movimentos que se avolumavam pela cidade e pelo país.
Quarenta e cinco anos depois, a memória desses movimentos ressoa no ato que a Associação dos Docentes da PUC-Rio agora convoca, e que novamente reúne estudantes, funcionários e amplos setores da sociedade civil, representados pelas mais de vinte entidades e organizações que participarão do evento. Às 11 horas do dia 11 de agosto de 2022, novamente nos Pilotis da PUC-Rio, leremos a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito. O momento já não é o de reconquistar a democracia, mas de protegê-la – agora, é preciso reestabelecer as condições e o espaço do diálogo e da concertação, de uma política que não tolera o autoritarismo e jamais autoriza a violência. As pautas e vozes do nosso tempo são ainda mais plurais do que eram em 1977, mas a ampla adesão a esse movimento – que novamente toma o país todo – dá mostras de que é preciso mais uma vez gritar em uníssono: Estado Democrático de Direito sempre!
Associações participantes:
ABI - Associação Brasileira de Imprensa
SindCT - Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial
ASFOC SN - Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz
ASSIBGE - Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE
VIDA & JUSTIÇA - Associação Nacional Vida & Justiça Em Defesa E Apoio Às Vitimas Da Covid 19 - Seccional RJ
FUP - Federação Única dos Petroleiros
IAB NACIONAL – Instituto de Advogados Brasileiros
ALUMNI FND - Associação dos Antigos Alunos de Direito da UFRJ
SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
ABJD - Associação Brasileira de Juristas pela Democracia
Observatório da Democracia
CEBES – Centro Brasileiro de Estudos da Saúde
ABMMD RJ . Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia
DCE – PUC-Rio – RAUL AMARO
AFPUC – Associação de Funcionários PUC-Rio
MST – Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra
AJD – Associação Juízes para a Democracia
SENGE-RJ – Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro
PPGCI do IBCT/UFRJ – Instituto Brasileiro de Informação, Ciência e Tecnologia
ARCA - Articulação Nacional das Carreiras Públicas para o Desenvolvimento Sustentável
Fonacate - Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado
ADUR-RJ S.SIND – Associação dos Docentes da Universidade Rural
FBOMS – Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio-Ambiente e o Desenvolvimento
Coletivo Nuvem Negra
Coletivo Bastardos da PUC-Rio
Coletivo LGBTQIA+ PUC-Rio
*
quinta-feira, 21 de julho de 2022
TODOS UNIDOS CONTRA O GOLPE FASCISTA DE BOLSONARO * Luiz Edson Fachin / Luiz Eduardo Soares . RJ
TODOS UNIDOS CONTRA O GOLPE
O golpe foi anunciado, hoje, oficialmente, e para o mundo. A situação nunca foi tão grave. Nos EUA, Trump anunciou, antecipadamente, que não aceitaria o resultado das eleições (se per vcdesse). Bolsonaro acaba de declarar que, se a legislação eleitoral em vigor for mantida, não haverá eleições. Falou na primeira pessoa do plural, se referindo às Forças Armadas. Essa declaração de guerra ao TSE e à Lei, à Constituição, ocorreu dentro do Palácio, com transmissão oficial ao vivo, diante dos Embaixadores convocados. Até agora, os presidentes da Câmara, do Senado, do Supremo e do TSE, além do PGR, permanecem calados. Se as instituições estivessem funcionando, Bolsonaro teria de ser deposto e preso. Isso não vai acontecer, o que demonstra que nós já não vivemos sob o Estado democrático de direito. Se a sociedade estivesse mobilizada e plenamente consciente do que está acontecendo, amanhã haveria greve geral e milhões de pessoas tomariam as ruas de todo o país. Não é o caso, desafortunadamente. Então, só nos resta mobilizar o que for possível, reunir a oposição e as organizações da sociedade civil. Todas elas. As universidades têm de parar. Quem puder parar, tem de parar. Agora. Nem mais um passo atrás ou o triunfo do golpe, já iminente, será certo e irreversível.
Luiz Eduardo Soares . RJ
...
*Leia na íntegra a resposta de Fachin a Bolsonaro
após o evento com embaixadores*
Saúdo a todas e todos os presentes. Cumprimento a nobre classe da advocacia paranaense pelo lançamento de campanha de enfrentamento à desinformação, combate de imenso relevo na preservação da democracia. Trata-se de propiciar o acesso a informações corretas e, consequentemente, do alcance da verdade no debate sobre as eleições vindouras, que, como sabemos, tem sido achatado por narrativas nocivas que tensionam o espaço social, projetando uma teia de rumores descabidos que buscam, sem muito disfarce, diluir a República.
Vivemos um tempo intrincado, marcado pela naturalização do abuso da linguagem e pela falta de compromisso cívico, em que se deturpam, sistematicamente, fatos consolidados, semeando a antidemocracia, pretensamente justificada por um estado de coisas inventado, ancorado em pseudorrepresentações de elementos que afrontam, a toda evidência, a seriedade do sistema de justiça e a alta integridade dos pleitos nacionais.
Criam-se, nesse caminho, encenações interligadas, como está a assistir o País; são eventos órfãos de embasamento técnico e pobres em substância argumentativa, e que violam as bases históricas do contrato social da comunicação, assim como premissas manifestas da legalidade constitucional.
Essa é a manipulação: tentar sequestrar a ação comunicativa e, desse modo, a opinião pública e a estabilidade política expõem-se a riscos contínuos. Daí a relevância do lançamento da campanha para OAB Paraná.
Situa-se essa louvável iniciativa no arrostar da era da pós-verdade, na qual se atenua a reprovação social das mentiras e encetam-se cruzadas ficcionais que dificultam a paz, promovendo a intolerância e corroendo os consensos. Dentro dessa conjuntura, a harmonia social oscila com o recuo das virtudes.
Peço licença para dizer, sem meias palavras:
– A JE está preparada e conduzirá a Eleição de 2022 de forma limpa e transparentes. Como vem fazendo nos últimos 90 anos. E nos últimos 26 anos de forma eletrônica para votação.
– Há um inaceitável negacionismo eleitoral por parte de uma personalidade importante dentro de um país democrático, e é muito grave a acusação de fraude (má fé) a uma instituição, mais uma vez, sem apresentar provas.
– As entidades representativas como a OAB e a própria sociedade civil precisam fazer sua parte na garantia de que a democracia seja preservada. É importante a sociedade civil e o cidadão entenderem que esse tipo de desinformação, como a de hoje, pode continuar, uma vez que ao negacionismo não interessa as provas incontestes e os fatos. Portanto, precisamos nos unir e não aceitar sem questionarmos a razão de tanto ataque.
Sempre estivemos abertos ao diálogo, nenhum ataque pessoal ou à instituição foi “contra-atacado”, sempre houve a condução disciplinada e educadora com intuito de informar ao eleitorado a respeito do processo eleitoral e a função e capacidade do TSE e justiça eleitoral como um todo, sua segurança, transparência e eficácia.
Porém, neste momento, mais uma vez a Justiça Eleitoral e seus representantes máximos, são atacados com acusações de fraude, ou seja, uso de má fé.
Ainda mais grave, é o envolvimento da política internacional e também das Forças Armadas, cujo relevante papel constitucional a ninguém cabe negar como instituições nacionais, regulares e permanentes do Estado, e não de um governo.
É hora de dizer basta.
Em primeiro lugar, toca preservar o Estado de Direito, com a consciência de que apenas a lei pode salvaguardar as situações suscetíveis de colocarem em risco direitos fundamentais. Toca observar os sinais de alerta, conservar a independência dos poderes, abolir a violência antiplural, resgatar a primazia do comportamento tolerante no espaço cívico.
Em segundo lugar, cumpre agir contra a desinformação, aumentar a resiliência contra o engano, em ordem a preservar a liberdade – a verdadeira liberdade – e contra a tentação discursiva das mentiras simples. Cumpre reaver a normalidade das campanhas eleitorais, que, sob a perspectiva democrática, existem não como janelas para ataques sucessivos, mas como espaços para que os competidores ofereçam, em igualdade de condições, informações verdadeiras e propostas plausíveis para os dilemas coletivos.
Também assim, cabe preservar conquistas civilizatórias, mantendo-se o povo livre e consciente frente à dominação outrora imposta por supostos líderes que, em momentos infaustos, apagaram memórias e usaram da força para usurpar o poder, fazendo-se imunes ao julgamento coletivo, negando a natureza soberana da cidadania.
Em meio a um debate desvirtuado e a um clima comunicativo nitidamente adoecido, é preciso recusar a cólera, promover diálogos racionais e ponderados, focar nos verdadeiros problemas. O processo eletrônico de votação é seguro e transparente, as eleições brasileiras permitem, de fato, a circulação do poder em consonância com a autêntica vontade popular.
Nesta data agraciada, a OAB Paraná e o Tribunal Superior Eleitoral irmanam-se em uma missão deveras importantes para a cena brasileira. Iluminar os fatos. Garantir o acesso a informações adequadas. Promover a paz, a tolerância e a democracia, em prol do direito de escolha das brasileiras e dos brasileiros.
Muito obrigado pela vossa atenção.
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