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domingo, 29 de junho de 2025

QUEM É QUEM NO PODER BRASILEIRO * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

QUEM É QUEM NO PODER BRASILEIRO
Para reflexão

A direita sempre esteve no comando da governança do Brasil, explorando a força de trabalho, extorquindo os cofres públicos, sonegando impostos, produzindo e promovendo a corrupção estrutural em nosso país. Isso sem falar da violência coronelista, responsável pelo assassinato de vários líderes populares e trabalhadores, exterminados por contrariar em os interesses gananciosos desses genocidas!

Essa turma não se conforma que um trabalhador assuma o comando do governo central do Brasil. Isto os põe em condição de igualdade com o povo brasileiro. E isso, de certo, é o maior incômodo pelo qual tiveram que passar, ao longo dos 525 anos da história brasileira!

Logo, a destruição de qualquer possibilidade de esperança que mire na emancipação e libertação dos trabalhadores, na consolidação da soberania nacional, de fato, os incomodará! São filhos, portanto, herdeiros da escória europeia que invadiu nosso país e o tem saqueado desenfreadamente, a serviço do grande capital.

O Brasil é dos brasileiros! Vocês passarão e nós, passarinhos livres, libertos de toda sorte de maldade que vocês são mestres em produzir!

Iraquitan Palmares/DF
RAP DA DIREITA

O Brasil só teve três presidentes de Esquerda.

João Goulart - 1961 a 1964
Lula - 2003 a 2011
Dilma - 2011 a 2016
Só Lula não sofreu golpe de Estado e durante seus governos o Brasil cresceu como nunca na história, com destaque para o Nordeste.
LULA REELEITO 
REVOLUÇÃO E CORAGEM 

O mundo precisa conhecer
Gente sonhadora disposta à uma revolução 
Contra o fascismo e o neoliberalismo, 
Contra o fanatismo religioso que alimenta o ódio em muitos corações.
O mundo clama por uma juventude revolucionária,
Por movimentos sociais firmes contra uma elite econômica egoísta, montada em privilégios e indiferente às mazelas sociais.
Os intelectuais de esquerda  precisam voltar à cena política, pois só é possível justiça social à esquerda do debate, com inteligência, sensibilidade, competência e disposição para a luta.
A voz da esquerda precisa voltar a estar nas ruas, defendendo os direitos sociais, o SUS, a educação pública universal, integral e de qualidade, a valorização dos salários, a aposentadoria digna, os direitos humanos fundamentais, o concurso público, os servidores públicos, a autonomia universitária, o pleno emprego, a estabilidade nas relações de trabalho.
O mundo precisa de uma Universidade viva, sendo local permanente das grandes discussões políticas, aberta à toda a sociedade, sendo luz para as mentes hoje ainda apagadas, sendo um ambiente de conscientização de classe e de formulação de ideias, democrática e indutora do pensamento crítico.
O mundo grita por socorro,
Em meio à crise climática e  à ascensão da extrema direita, estando em risco e colocando em perigo toda a humanidade.
O momento é muito delicado e a tentativa de golpe de Estado continua em curso, assim como um plano para sufocar o atual governo paralisando o seu poder de ação, prejudicando o povo e o país, por meio de um Congresso Nacional formado por uma maioria asquerosa, inculta, perversa e desqualificada para o exercício da função pública Legislativa.
A história caminha rapidamente para um abismo moral melancólico em um ambiente global de guerras, de fome, de miséria e de perda de direitos políticos, sociais, civis, econômicos e culturais. Há um ataque generalizado aos nossos direitos de cidadania e um esforço enorme para a proteção, manutenção e  aumento de privilégios para a elite brasileira. Há um ataque sistemático aos serviços públicos de natureza social e uma defesa acentuada dos milionários que não aceitam pagar tributos. 
Há imbecis canalhas na Academia Brasileira de Letras e jornalistas crápulas mentindo sobre a realidade fática atual no nosso país e no mundo.
Há uma corrosão do caráter de muita gente que torce pelo retorno de algum fascista nas próximas eleições aqui e lá fora.
O mundo pede coragem. O mundo pede indignação. O mundo pede paz. O mundo pede cuidado. O mundo pede determinação. 
É de amor que o mundo precisa. E o amor está à esquerda adormecido no coração. 

Wladimir Tadeu Baptista Soares 
Cambuci/Niterói - RJ
Nordestino wladuff.huap@gmail.com  
HERANÇA DO ESCRAVISMO
SABE A SENSAÇÃO DE QUE NUNCA ESSA PORA VAI DAR CERTO
RENATO RIO BLUES
https://www.facebook.com/renato.r.blues?__tn__=-UC


quinta-feira, 15 de agosto de 2024

PROJETO MILITAR-FASCISTA DE CONQUISTA DO PODER NO BRASIL * CEP MAGALHÃES-SP

PROJETO MILITAR-FASCISTA DE CONQUISTA DO PODER NO BRASIL

O projeto de conquista do estado brasileiro pela direita fascista, segue historicamente uma lógica e protocolos estritamente militares. Sempre foi assim e continua sendo apesar das aparências pretensamente republicanas que o Brasil apresenta. As forças armadas, especialmente o exército, desde a sua criação, a partir da tarefa de capitães do mato/jagunços a serviço da casa grande, latifundiários, oligarquias etc., hoje representados pelo OGROnegócio, na perseguição, na prisão, nas torturas e assassinatos dos escravos que fugiam, passaram a ser o principal vetor na repressão, no controle social e no apoio militar, político e logístico dos governos, desde o império até as três repúblicas que o Brasil teve (primeira de 15 de novembro de 1889, data do primeiro golpe militar no país, até a ditadura de Vargas; do final da segunda guerra, fim do Estado Novo - 1945 - até o golpe civil militar de 1964; e de 1985, final formal da ditadura, até os dias de hoje).

Claro que os militares que sempre desejaram ser poder, estar no governo, influenciar e mandar no país sob a justificativa de atuarem como um poder moderador, algo inexistente em qualquer República, jamais deixaram de lado essa proposta, esse projeto secular. Querem porque querem mandar e terem todos e mais alguns privilégios do mando, por serem governo. Usam e abusam das desculpas esfarrapadas de defenderem o país, a sua gente, a soberania, as fronteiras, de morrerem pela Pátria, pela bandeira e pela Constituição. Pura fanfarronice, encenação de algo que nunca fizeram e que nunca farão. Os brinquedinhos de guerra que possuem, armamentos e equipamentos, de maneira geral importados e de segunda mão, são insuficientes para enfrentar qualquer força armada minimamente equipada.

Só como comparação, a batalha de Stalingrado (1942/1943, durante a segunda guerra mundial), onde milhões de soldados alemães e soviéticos morreram em pouco mais de um ano de conflito, concentrou recursos materiais e humanos que jamais as forças armadas brasileiras conseguiriam ter. A quantidade de gente, equipamentos, armamentos, munição etc. envolvidos e utilizados nesse conflito, que resultou na primeira vitória aliada contra as, até então consideradas invencíveis, forças armadas alemãs, representa uma escala absurda de tudo que se possa imaginar, algo inimaginável para as forças armadas do Brasil.

Isso significa que todo poderio bélico (equipamentos e soldados/oficiais) tem apenas um objetivo: ocupação e controle político militar do Brasil. O País sempre foi uma região invadida, ocupada, controlada e manietada pelas suas próprias forças armadas, como se os milicos fossem uma força militar internacional com o propósito de controlar o país. Essa força militar, armada e equipada para essa função, defende interesses contrários aos da população. É uma força policial que faz qualquer coisa para manter cativos e obedientes a maior parte do povo, especialmente os escravos modernos de todas as cores (pretos, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, gente pobre etc.), grande parte presos nas modernas senzalas, as favelas e periferias.

Modernamente, os milicos não mais se apresentam publicamente como os mandantes ou como faziam antes, como os que prendiam, torturavam, matavam e desapareciam com os corpos dos opositores. Não precisam mais executar essas desagradáveis tarefas que tanto prejuízo trouxe à imagem dos militares, que sempre preservaram uma aparência de serem éticos, responsáveis, honestos, cumpridores das leis, anticorrupção e defensores intransigentes da pátria. O processo de militarização da segurança pública, iniciada em 1967-1968 durante a ditadura de 64, com a criação das PM como braço armado do exército atuando na sociedade, na repressão pretensamente policial, mas totalmente militar, foi se aperfeiçoando ao longo das décadas. Hoje, não só existem as PM, mas também tem a Polícia Civil, cada vez mais militar; a Força Nacional; as GCM militarizadas nos municípios; e agora a Polícia Penal, criação paulista do governador miliciano militar.

O cenário atual é fundamentalmente militar no controle da sociedade. Mesmo os governos ditos progressistas batem na mesma tecla de que a única forma de aumentar a eficiência da segurança pública (sic) é aumentar efetivos, mais equipamentos, mais treinamento/adestramentos dos soldados travestidos de policiais (ver o programa de governo do candidato Boulos a prefeitura de São Paulo, no quesito segurança pública) etc. De concreto, o país vai paulatinamente se transformando numa sociedade militarizada, onde quase tudo tem a ver com militares. Não só na educação pública (projeto de escolas cívico militares é peça fundamental do projeto fascista militar de conquistar corações mentes das pessoas), mas também na forma como os milicos se apresentam às pessoas. Não mais aparecem como os donos do poder, mas ficam na surdina, como eminências pardas, controlando e apontando o que e como fazer. A aparência é de respeito à democracia, se curvam ao poder civil, tecem loas ao judiciário, mas na prática mantém as rédeas do governo em suas mãos.

O destino manifesto dos militares, em especial o exército, sempre foi e continua sendo, serem poder. Um poder moderador que controla e influencia tudo que os governos, principalmente os mais progressistas ou aqueles considerados comunistas (a lógica da guerra fria jamais saiu das mentes distorcidas dos milicos brasileiros), tem que fazer. Defender o Capital, os bancos/sistema financeiro nacional e internacional, os interesses multinacionais, o departamento de estado americano, o OGROnegócio e fundamentalmente a corporação militar para que possam usufruir de ganhos financeiros (altos salários, privilégios de todos os tipos, aposentadorias especiais e integrais, sistema de saúde próprio etc.) tornam de fato os militares brasileiros mercenários por excelência. A diferença é que ganham muito dinheiro para destruir e controlar o próprio país e sua gente.

 Qualquer outra coisa é conversa para boi dormir...

quarta-feira, 31 de maio de 2023

À Mão Esquerda * Fausto Wolff/RJ

À Mão Esquerda
Fausto Wolff

“O primeiro presidente civil, depois de vinte e um anos de ditadura militar, seria eleito pelo Congresso e assassinado lentamente num hospital. Não por ser perigoso ao sistema, pois não se conhece uma boa ação que tenha cometido em sua longa vida política, mas por pretender um pouco de autonomia. 

Seu substituto, um poeta quilômetros abaixo da linha da mediocridade, roubaria em cinco anos o equivalente ao orçamento de várias nações sul-americanas. O povo a essa altura já estaria tão alienado pela televisão e pela fome, que elegeria em seguida, pelo voto direto, um jovem psicopata, produto de laboratório como a criatura do doutor Frankenstein, que acabaria sofrendo impeachment por querer roubar mais que os seus criadores. 

O ano de 1995 encontraria à testa da Nação um sociólogo, filho de general, homem de esquerda que porém mudaria de ideia para governar com a direita para a direita, ou seja, para 5% da população. 

E isso com a conivência de uma imprensa burguesa, pós-moderna, neoliberal, combatida apenas pelas vozes isoladas de alguns velhos amigos meus.”
FAUSTO WOLLF
FOI UM JORNALISTA "DISSIDENTE". NÃO SE ALINHAVA COM O CONSENSO DE INTERESSES.
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sábado, 4 de fevereiro de 2023

O futuro chegou depressa * Boaventura de Sousa Santos/Portugual

 O futuro chegou depressa

Boaventura de Sousa Santos/Portugual*


Dificilmente se encontrará na política internacional um começo tão turbulento de um mandato democrático como o que caracterizou o do presidente Lula. 


A democracia esteve por um fio e foi salva (por agora) devido a uma combinação contingente de fatores excepcionais: o talento de estadista do presidente, a atuação certa no momento certo de um ministro no lugar certo, Flávio Dino, logo secundado pelo apoio ativo do STF. 


As instituições especificamente encarregadas de defender a paz e a ordem pública estiveram ausentes, e algumas delas foram mesmo coniventes com a arruaça depredadora de bens públicos. Quando uma democracia prevalece nestas condições dá simultaneamente uma afirmação de força e de fraqueza. Mostra que tem mais ânimo para sobreviver do que para florescer. 


A verdade é que, a prazo, só sobreviverá se florescer e para isso são necessárias políticas com lógicas diferentes, suscetíveis de criarem conflitos entre si. E tudo tem de ser feito sob pressão. Ou seja, o futuro chegou depressa e com pressa.


O Brasil não volta a ser o que era antes de Bolsonaro, pelo menos durante alguns anos. O Brasil tinha duas feridas históricas mal curadas: o colonialismo português e a ditadura. A ferida do colonialismo estava mal curada porque nem a questão da terra nem a do racismo antinegro, anti-indígena e anticigano (as duas heranças malditas) foram solucionadas. A última só com o primeiro governo de Lula começou a ser enfrentada (ações afirmativas, etc). A ferida da ditadura estava mal curada devido ao pacto com os militares antidemocráticos na transição democrática de que resultou a não punição dos crimes cometidos pelos militares. 


Estas duas feridas explodiram com toda a purulência na figura de Bolsonaro. O pus misturou-se no sangue das relações sociais por via das redes sociais e aí vai ficar por muito tempo por ação de um lúmpen-capitalismo legal e ilegal, racial e sexista, que persiste na base da economia, uma base ressentida em relação ao topo da pirâmide, o capital financeiro, devido à usura deste. Esta ferida mal curada e agora mais exposta vai envenenar toda política democrática nos próximos anos. 


A convivência democrática vai ter de viver em paralelo com uma pulsão antidemocrática sob a forma de um golpe de Estado continuado, ora dormente ora ativo. Assim será até 2024, data das eleições norte-americanas, devido ao pacto de sangue entre a extrema-direita brasileira e a norte-americana.


A tentativa de golpe de 8 de janeiro alterou profundamente as prioridades do presidente Lula. Dado o agravamento da crise social, a agenda de Lula estava destinada a privilegiar a área social. De repente, a política de segurança impôs-se com total urgência. Prevejo que ela vá continuar a ocupar a atenção do Presidente durante todo o tempo em que o subterrâneo golpista mostrar ter aliados nas Forças Armadas, nas forças de segurança e no capital antiamazônico.


Este capital está apostado na destruição da amazônia e na solução final dos povos indígenas. A fotos dos Yanomanis que circularam no mundo só têm paralelo com as fotos das vítimas do holocausto nazista dos anos de 1940. Como poderia eu imaginar que, oito anos depois de dar as boas-vindas na Universidade de Coimbra aos lideres indígenas de Roraima (comitiva em que se integrava a agora Ministra Sônia Guajajara) e de receber deles o cocar e o bastão da chuva – uma grande honra para mim – assistiria à conversão do seu território, por cuja demarcação lutamos, num campo de concentração, um Auschwitz tropical? O Brasil precisa da cooperação internacional para obter a condenação internacional por genocídio do ex-presidente e alguns dos seus ministros, nomeadamente Sérgio Moro e Damares Alves.


Quando o futuro chega depressa faz exigências que frequentemente se atropelam. O drama midiático causado pela tentativa de golpe exige muita atenção e vigilância por parte dos dirigentes. Contudo, visto das populações marginalizadas a viver nas imensas periferias, o drama golpista é muito menor do que o de não poder dar comida aos filhos, ser assassinado pela polícia ou pelas milícias, ser estuprada pelo patrão ou assassinada pelo companheiro, ver a casa ser levada pela próxima enxurrada, sentir os tumores a crescer no corpo por excessiva exposição a inseticidas e pesticidas, mundialmente proibidos mas usados livremente no Brasil, ver a água do rio onde sempre se buscou o alimento contaminada ao ponto de os peixes serem veneno vivo, saber que o seu jovem filho negro ficará preso por tempo indefinido apesar de nunca ter sido condenado, temer que que o seu assentamento seja amanhã vandalizado por criminosos escoltados pela polícia. 


Estes são alguns dos dramas das populações que no futuro próximo, responderão às sondagens sobre a taxa de aprovação do Presidente Lula e seu governo. Quanto mais baixa for essa taxa mais champanhe será consumida pelos golpistas e pelas lideranças fascistas nacionais e estrangeiras. Confiemos no gênio político do presidente Lula, que sempre viveu intensamente estes dramas da população vulnerabilizada, para governar com uma mão pesada para conter e punir os golpistas presentes e futuros e para com uma mão solidária, amparar e devolver a esperança ao seu povo de sempre.


*Boaventura de Sousa Santos é professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Autor, entre outros livros, de O fim do império cognitivo (Autêntica).