FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS SÃO SUBMISSAS AOS EUA
-OFICIALATO VIVE COMO NOBRES-
NOTA DA FRT
As Forças Armadas brasileiras expressam em sua relação de subserviência material e ideológica aos Estados Unidos, o papel subordinado e dependente que o Brasil cumpre na ordem capitalista mundial. E veja que quanto mais o Brasil se afunda no modelo econômico neoliberal, mais sujeito está a dependência do capital estrangeiro, mais primarizado e subalterna fica sua economia; mais frágil politicamente o país se insere no contexto das disputas geopoliticas; e enfim, menos condições tem o Brasil de traçar seu próprio destino.
Essa estrutura dependente da economia brasileira reflete em cheio no interior das Forças Armadas, sobretudo quando vemos a gritante sabujice dos militares brasileiros que se portam como verdadeiros vassalos de seus pares estadunidenses.
O mestre Nelson Werneck Sodré em seu livro estupendo "História Militar do Brasil", já chamava a atenção de que, sem romper com a dependência tecnológica das Forças Armadas brasileiras em relação ao aparato destrutivo imperialista, teremos sempre esses milicos fantoches dos americanos. E para romper com essa dependência de nossos militares em relação aos Estados Unidos, o Brasil precisa mudar radicalmente seu modelo econômico; precisa traçar um sólido projeto de desenvolvimento nacional autônomo, desenvolver forças produtivas; fomentar a retomada de uma cultura nacional; e, traçar uma potente doutrina militar antiimperialista no interior das Forças Armadas, fator que certamente necessitará depura-la.
Mas tais tarefas são inconcebíveis sem mobilização popular e sem educação política de nossa gente. É um projeto de longo prazo. Os governos petistas em 20 anos gerenciando o Estado capitalista brasileiro, nunca tocaram nem de leve nessas questões.
Roberto Bergoci.SP
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Militares do Brasil aceitam subordinação aos EUA, diz especialista, e país abre mão da autonomia estratégica
Críticas apontam alinhamento estrutural das Forças Armadas aos EUA, fragilidade industrial e bloqueio à autonomia tecnológica brasileira.
Os militares brasileiros aceitam a dependência e a subordinação do país aos interesses dos Estados Unidos. A avaliação é do professor Carlos Eduardo da Rosa Martins, do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ, em entrevista concedida ao Sociedade Militar nesta terça-feira, 6 de janeiro.
A crítica foi feita no contexto do novo cenário geopolítico envolvendo a política de defesa norte-americana, após a ação militar que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela.
A reportagem questionou se, na visão do especialista, a diplomacia brasileira, e em especial o presidente Lula, fracassaram em evitar uma ação militar em um país vizinho pertencente ao entorno estratégico do Brasil.
Os documentos de defesa brasileiros estabelecem que o país deve assumir protagonismo regional, mediar conflitos e preservar o entorno estratégico como zona de paz. A Constituição Federal, no artigo 4º, também determina que o país deve reger suas relações internacionais pelos princípios de independência nacional, não intervenção, igualdade entre os países, autodeterminação dos povos, entre outros.
Segundo o professor, essa ambição, que refletiu em Lula se oferecer pessoalmente a Trump para mediar o conflito entre as duas nações em reunião feita na Malásia, esbarra em limites estruturais profundos.
“O Brasil pode até ter a pretensão de exercer relevância político-militar no Atlântico Sul, mas como fazer isso com uma política econômica que privilegia o capital financeiro e a austeridade? A austeridade é uma política defendida pelo imperialismo norte-americano porque ela garante formação de reservas e o depósito dessas reservas nos blocos financeiros norte-americanos”.
REVISTA SOCIEDADE MILITAR

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O capitalismo está podre. Todos sabemos disso. Mas ele não cai sozinho