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segunda-feira, 30 de outubro de 2023

DIARIO DA PALESTINA * Bruno Wallace/RJ

DIARIO DA PALESTINA
Atualizações de guerra "Z"
Rio de Janeiro, Brasil.
30 Outubro 2023

O declínio do império Unipolar Zion-Anglo-Amerikansk, o fim do Ponzi esquema petro dólar como moeda de reserva mundial, e a ascensão do mundo social multipolar emergente.









Artigo conciso compilado de
Informações de domínio público, fatos históricos, BRICS, os crimes de guerra sionistas, o genocidio colonial em Gaza e os últimos acontecimentos da incursão, através da operação militar especial russa para a *desnaZificação* da Ucrânia; o seu efeito no mundo em geral, incluindo questões geopolíticas que forjam o equilíbrio de poder na guerra em curso, que determina e estabelece o nosso futuro comum: um planeta-prisão hegemônico *unipolar* ou um mundo *multipolar* com tolerância para diferentes modos de governança.

É tão grotesco ver os ocidentais dizerem uns aos outros como Israel e os palestinianos se odeiam, condenando a perda de vidas, culpando as religiões e culpando a natureza humana.

Nada mudou desde a época da escravidão e do genocídio em massa dos amerindios povos originarios americanos.

As pessoas estão muito ocupadas agarrando-se aos seus lugares dentro da máquina de matar. Eles vêem mortes e destruição, mas não veem a máquina, pois vêem que ela fechará suas mentes junto com seu mundo. Mas ver isso é o primeiro passo para sair desta formação social destrutiva.

Sendo um Estado colonial clássico, Israel está fazendo a única coisa que sabe fazer. Enquanto o Ocidente continuar a apoiar, isso vai consumar o genocídio palestino.

Os palestinianos têm dentro de si a capacidade de se levantarem contra o Hamas para se libertarem. Ou o Hamas pode render-se voluntariamente. Duas escolhas reais aí.

Esta visão não está apenas a ser promovida de má-fé pelos apologistas israelitas.

Parece repercutir nas pessoas comuns que presumivelmente sabem muito pouco sobre as histórias da Palestina ou dos movimentos coloniais de colonização, como o movimento sionista que fundou Israel.

Vamos nos aprofundar brevemente em ambos.

Em primeiro lugar, os movimentos coloniais de colonos distinguem-se do colonialismo padrão – como o domínio britânico na Índia – pelo fato de a população colonizadora sionista desejar não apenas roubar os recursos da população nativa originaria, mas também substituir a própria população nativa.

Existem muitos exemplos disto: os colonos europeus desapropriaram os povos nativos no que hoje chamamos de Brasil, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, América Latina por exemplo…

A definição de genocídio no direito internacional descreve exatamente o que aqueles europeus fizeram à população local: assassinatos em massa; infligir condições calculadas para provocar a destruição física de toda ou parte da comunidade nativa; prevenção de nascimentos na população local; ttransferir à força crianças nativas para a população colona.

Os colonos europeus brancos que hoje se autodenominam brasileiros, americanos, canadianos, australianos e neozelandeses nunca tiveram de responder pelos seus crimes contra esses povos nativos.

O que possivelmente explica porque é que a mentalidade acima é tão comum – e porque é que os países europeus e os seus colonos coloniais estão hoje a alinhando-se com o resto do mundo para apoiar Israel à medida que este intensifica o genocídio industrial em Gaza.

A verdade é que a ordem mundial “ocidental” foi construída sob o genocídio e escravidão. Brasil e estados unidos por exemplo foram fundados com a escravidão de africanos e o genocidio de povos indígenas ..

Israel está apenas seguindo uma longa tradição marca registrada de europeus…

Os movimentos coloniais de colonos sempre acabam cometendo genocídio.

Na África do Sul, uma população colonial em grande desvantagem numérica chegou a uma “acomodação” com a população nativa: o sistema era conhecido como apartheid.

O grupo branco ficou com todos os recursos e privilégios. O grupo de negros foi autorizado a viver, mas apenas em guetos e na miséria.

Nestas circunstâncias, a paz só é possível quando o projeto colonial dos colonos é abandonado, o poder é partilhado e os recursos são distribuídos de forma mais equitativa. Isto aconteceu, embora de forma imperfeita, com a queda do apartheid na África do sul.

O modelo final para uma população colonial colonizadora é conduzir a população nativa para além da fronteira, num acto de limpeza étnica.

Esta foi a opção preferida de Israel em 1948 e novamente em 1967, quando decidiu expandir as suas fronteiras ocupando as restantes terras palestinas na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Gaza.

Os palestinos em Gaza são uma lição prática sobre as várias formas como uma população nativa pode ser abusada por um movimento colonial de colonos.

A maioria são refugiados ou descendentes de refugiados das operações de limpeza étnica de Israel em 1948.

Por outras palavras, as casas das suas famílias estão no que hoje chamamos de Israel. Eles foram expulsos de suas terras para um pequeno enclave, que será governado durante os próximos 19 anos pelo Egito.

Quando Israel tomou Gaza durante a guerra de 1967, teve de recorrer à segunda opção de colonização dos colonos: o apartheid.

Assim, transformou o enclave numa prisão ao ar livre, ou – se formos mais honestos – num campo de concentração e de torturas e exterminios de longa duração.

Gaza é uma versão grande – e, com o cerco de 16 anos de Israel, cada vez mais dura – dos municípios que detinham as populações negras nativas na África do Sul do apartheid.

O que vemos agora é que Israel reconhece finalmente que o modelo do apartheid não conseguiu subjugar o desejo dos palestinos de liberdade e dignidade.

Ao contrário da África do Sul branca, Israel não procura paz e reconciliação. Está revisitando outras opções coloniais dos colonos: Genocídio e limpeza étnica.

No atual ataque a Gaza, Israel está a implementar um modelo misto: genocídio para aqueles que permanecem em Gaza, limpeza étnica para aqueles que conseguem sair (assumindo que o Egipto finalmente ceda e abra as suas fronteiras).

Nada disso tem a ver com o Hamas.

O máximo que se pode dizer é que a resistência do Hamas forçou a mão genocida de Israel.

Teve de abandonar o seu modelo de cerco-apartheid – a prisão a longo prazo de uma população sem recursos, sem liberdade de circulação, sem água potável, sem comida e sem empregos… sem futuro…

Israel Em vez de reconciliação, regressou às fórmulas testadas e comprovadas de genocídio e limpeza étnica.

O Hamas é um sintoma das décadas de trauma que os palestinos passaram em Gaza, e não a causa desse trauma.

A derrubada do Hamas pelos palestinos, ou a rendição do Hamas, não transformariam Gaza num Dubai-no-Mediterrâneo.

Para os palestinos, ainda haveria prisioneiros, embora possivelmente fossem permitidas condições ligeiramente melhores.

Se duvida disso, olhe para a Cisjordânia, que é governada não pelo Hamas, mas pela indolente Autoridade Palestiniana de Mahmoud Abbas.

Ele chama a cooperação em segurança com Israel – suprimindo, em nome de Israel, o desejo de liberdade dos palestinos – um dever “sagrado”.

A sua maior aspiração é uma solução diplomática que crie um mini-Estado palestiniano severamente circunscrito.

Se Israel não pode permitir a liberdade na Cisjordânia sob Abbas, como irá alguma vez dar liberdade à pequena Gaza, mesmo sem o Hamas, especialmente depois de as Nações Unidas terem declarado o enclave como fundamentalmente “inabitável” em 2020?

Israel nunca poderia permitir que os palestinianos saíssem da sua prisão em Gaza porque o seu rápido crescimento em número é visto como uma ameaça à maioria judaica de Israel.

Lembre-se: as populações coloniais coloniais existem para substituir a população nativa, não para fazer a paz com ela, não para partilhar recursos, não para lhes dar a sua liberdade.

Israel está fazendo a única coisa que sabe fazer. E enquanto o Ocidente estiver na torcida, isso incluirá o genocídio.

Os israelenses sionistas são considerados o maior malfeitor do mundo moderno: o colonizador. Isto é importante porque, nesta concepção, a justiça só pode ser feita quando os colonizadores tiverem partido. É por isso que o cântico que exige que a Palestina seja livre “do rio até ao mar” provoca arrepios nas espinhas dos judeus.

Porque esse slogan não exige uma mera retirada israelita da Cisjordânia ocupada.

O que a maioria dos judeus ouve é uma exigência de até outros judeus de que Israel desapareça completamente. E que os Judeus Israelitas ou se arrisquem a viver numa futura Palestina sob o domínio do Hamas – ou saiam. Mas para onde?

Vamos substituir “israelenses” por “sul-africanos brancos”, que também eram um povo colonizador.

A queda do apartheid exigiu que eles “saíssem”? Acho que uma rápida pedquisa descobrirá que eles ainda estão lá.

Sim, todos nós compreendemos que “a maioria dos judeus” se assusta com um canto que apela à libertação dos palestinianos da subjugação e do confinamento ao estilo do apartheid na sua própria terra natal.

Claro, os judeus estão assustados. Israel e os seus apologistas, entre os quais líderes europeus têm dito aos judeus durante décadas para terem medo, tal como os apologistas do apartheid na África do Sul disseram aos brancos que seriam massacrados se um homem negro algum dia governasse o país.

Os brancos só deixaram de ficar assustados quando as Terras Livres do início da década de 1990 foram forçadas a mudar de tom.

Além do mais, tal enquadramento classificaria todos os israelitas sionistas – e não apenas os colonos da Cisjordânia – como culpados do pecado do colonialismo.

Há Um grande número de pessoas – muitas delas, sem dúvida, incluindo aqueles judeus temerosos que se preocupam – que estão explicitamente a pedir que os palestinianos sejam exterminados, que apoiar abertamente o genocídio em Gaza – ecoando Políticos israelenses e líderes militares israelenses com armas nucleares que há muito defendem uma 'Shoah', ou Holocausto, em Gaza.

Talvez a razão pela qual algumas pessoas à margem dos meios de comunicação social estejam relutantes em juntar-se ao coro do establishment que condena o Hamas seja porque este está a ser tão abertamente aproveitado para desculpar o assassinato de crianças palestinianas.

Quando os nossos políticos e meios de comunicação transformam isto num jogo de soma zero, quando reescrevem o direito internacional para tornar o corte de alimentos e água aos palestinianos um dever legal e moral, talvez se possa compreender porque é que as pessoas podem ser reticentes em alimentar as chamas do genocídio.


É aqui que você termina quando vê esse conflito monocromático, como um conflito entre o certo e o errado.

Porque o falecido romancista e activista pela paz israelita Amos Oz nunca foi tão sábio como quando descreveu o conflito Israel/Palestina como algo infinitamente mais trágico: um choque de direita contra direita. Dois povos com feridas profundas, uivando de dor, fadados a partilhar o mesmo pequeno pedaço de terra…

Tudo isso poderia ser mudado se esses dois povos predestinados e traumatizados realmente começassem a “partilhar o mesmo pequeno pedaço de terra” – numa solução de Estado social, como finalmente aconteceu na África do Sul.

Na verdade, essa é a única maneira de um projeto colonial de colonização terminar sem genocídio ou limpeza étnica de um lado ou de outro.

A mídia em vez disso, castiga outros por tratarem a catástrofe que se desenrola em Israel e em Gaza como um jogo de futebol em que todos devem tomar partido – mesmo quando ela próprio, tão obviamente, toma partido: a favor de fechar os olhos ao genocídio em Gaza.

Então, este não é um jogo de futebol. Não há necessidade de espectadores que torcem por um time contra o outro, incitando o time escolhido a ir cada vez mais a extremos. Isto não é um jogo, por uma razão sombriamente óbvia. Não há vencedores – apenas perdas sem fim.

Não, houve vencedores. Ao longo de 75 anos, Israel recebeu apoio generoso – militar, diplomático, financeiro – da Europa e dos EUA para o ajudar a levar a cabo a limpeza étnica dos palestinos.

Com base neste apoio - e na integração de Israel no complexo militar-industrial do Ocidente - Israel tornou-se um país beligerante muito rico, rico em terras que roubou ao povo nativo.

Sim, vive com um certo grau de insegurança – o preço que paga, tal como todas as sociedades coloniais de colonos, até “terminarem o trabalho”, como explicou um dos principais historiadores de Israel – por desapropriar e oprimir o povo nativo.

Mas até 7 de Outubro era claro para os israelitas que valia a pena viver com essa insegurança, tendo em conta todos os outros benefícios.

Israel não quer espectadores em Gaza. É por isso que o enclave mergulhou na escuridão. Nenhum de nós agora pode saber que horrores estão acontecendo lá neste momento.

Gaza está destruída faminta e morrendo aos milhares sem energia, sem água, sem comida e sem algum repórter com avesso à internet para dizer adeus ao mundo…

PALESTINA VENCERÁ!!!

terça-feira, 4 de abril de 2023

A América Latina No Olho Do Furacão * Roberto Bergoci / SP

 A América Latina No Olho Do Furacão


o agravamento da crise orgânica do capital na raiz da nova onda golpista em nosso continente.

A América Latina no olho do furacão: o agravamento da crise orgânica do capital na raiz da nova onda golpista em nosso continente.

Toda análise mais profunda, que envolva a totalidade do modo de produção capitalista, tem chegado a conclusões de que, tal regime entrou num longo período de declínio, crises constantes e regresso civilizacional. A crise profunda que hora vivenciamos na América Latina é um momento dessa totalidade, manifesta em uma de suas cadeias mais débeis, que é justamente o capitalismo dependente. Sem uma compreensão desse fenômeno em seu conjunto, fica impossível entendermos o que de fato nos atinge em Nossa América.

A crise contemporânea que abala a sociedade burguesa em seu conjunto, possuí um caráter dialético, pluri causal, como nos ensina Marx em seus três livros que compõem O Capital: neste processo, vemos a combinação e ação recíproca influir uns sobre os outros, os problemas estruturais que envolvem o modo de produção capitalista, como superprodução, queda das taxas de lucro, sobreacumulação, financeirização, etc; em suma, a manifestação da crise de valorização do capital em sua organicidade. Este processo se torna ainda mais dramático, sobretudo pelo fato de que, uma das características do capitalismo atual é ter entrado numa fase de completo amadurecimento e mundialização, onde deslocou já para quase toda parte do globo terrestre suas contradições, como já teorizado por Rosa Luxemburgo em seu importante livro “Acumulação de Capital”.

Na verdade, como disse o economista marxista Robert Kurz em um de seus escritos: “Desde meados dos anos 1970 se multiplicam os sinais de uma séria crise da reprodução do sistema mundial produtor de mercadorias. Taxas declinantes ou estagnadas; desemprego em massa e ‘estrutural’ crescentemente desacoplado dos ciclos conjunturais tanto nos países desenvolvidos da OCDE quanto na periferia do mercado mundial [...] Tudo isso, por sua vez, é superposto pela cada vez mais ameaçadora crise do ecossistema em escala planetária: do “buraco na camada de ozônio” à destruição das florestas tropicais da África e da Amazônia, da propagação das zonas desérticas à contaminação das cadeias alimentares, da destruição dos sistemas ecológicos internos como os do Mar do Norte, dos Alpes e do Mar Mediterrâneo até a irreversível contaminação dos solos e da água potável etc.” (Robert Kurz, “A Crise do Valor de Troca”). Dessa forma, em concordância com outros importantes autores marxistas da contemporaneidade, podemos perceber que a atual crise, ao contrário das anteriores correspondentes ao capitalismo em sua fase de ascenso, atinge a totalidade do regime burguês.

O pensador revolucionário István Mészáros ensina que: “[...] a crise do capital que experimentamos hoje é fundamentalmente uma crise estrutural. Assim, não há nada especial em associar-se capital a crise. Pelo contrário, crises de intensidade e duração variadas são o modo natural de existência do capital: são maneiras de progredir para além de suas barreiras imediatas e, desse modo, estender com dinamismo cruel sua esfera de operação e dominação.”(István Mészáros, “Para além do Capital”). E um pouco mais à frente Mészáros explicita a singularidade da atual crise que, segundo ele, possui um caráter universalizante, atingindo todas as esferas da reprodução social.

Pedindo já perdão ao leitor pelas longas citações-- que ao nosso juízo são essenciais para uma melhor compreensão do que ocorre na América Latina, tema de nosso texto-- segue Mészáros: “A novidade histórica da crise de hoje torna-se manifesta em quatro aspectos principais:

(1) Seu caráter é universal, em lugar de restrito a uma esfera particular (por exemplo, financeira ou comercial, ou afetando este ou aquele ramo particular de produção[...];

(2) Seu alcance é verdadeiramente global (no sentido mais literal e ameaçador do termo), em lugar de limitado a um conjunto particular de países (como foram todas as principais crises do passado);

(3) Sua escala de tempo é extensa, continua, se preferir, permanente, em lugar de limitada e cíclica, como foram todas as crises anteriores do capital;

(4) Em contraste com as erupções e os colapsos mais espetaculares e dramáticos do passado, seu modo de se desdobrar poderia ser chamado de rastejante, desde que acrescentemos a ressalva de que nem sequer as convulsões mais veementes ou violentas poderiam ser excluídas no que se refere ao futuro: a saber, quando a complexa maquinaria agora ativamente empenhada na ‘administração da crise’ e no ‘deslocamento’ mais ou menos temporário das crescentes contradições perder sua energia.”(Idem).

Pensamos que no geral, este seja o caldo de cultura do atual período de instabilidade e golpes de Estado envolvendo praticamente todos os países latinoamericanos. Isso não exclui, pelo contrário, se combina dialeticamente com as características próprias dos países em nosso continente, marcados pela dependência e subdesenvolvimento, tornando dessa forma os efeitos da crise orgânica do capitalismo mundial muito mais perversos em nossa Grande pátria.

Instabilidade, golpes e geopolítica do caos: a América Latina e o imperialismo diante da crise estrutural

AJUDA HUMANITÁRIA IMPERIALISTA


Nesta nova etapa do capitalismo mundial, marcado pela hegemonia do capital financeiro fictício, o padrão de acumulação que caracteriza os países latinoamericanos é justamente o neoliberalismo. O padrão de acumulação neoliberal é em si, a expressão da crise da produção de mais-valia, como consequência dos processos de intensificação da automação industrial poupadora de trabalho vivo, humano, o que Marx conceitualizou como o aumento da composição orgânica do capital.

O regime neoliberal de acumulação trás em seu bojo, o incrível incremento da superexploração dos trabalhadores, desemprego crônico, recrudescimento da transferência de valor e de riquezas dos países dependentes para as metrópoles imperialistas, pauperismo absoluto das massas trabalhadoras e das classes médias, intensificação da marginalização e “lupenização” de vasta parcela das massas populares e etc.

A América Latina vive entre os fins dos anos 1980 e inicio dos anos 1990, sua primeira onda neoliberal. Na época, o continente estava marcado pela crise da divida, fuga de capitais, desinvestimentos, grande estagnação econômica e etc. O imperialismo estadunidense e toda gangue representante do grande capital financeiro internacional e sua imprensa, aliados das oligarquias latinoamericas, viam sérios riscos quanto às suas condições de lucros e espólio. Nascia assim o famigerado Consenso de Washington, pilar da generalização neoliberal-neocolonial em nossa região.

Este período se caracteriza entre outras coisas pelo assalto descarado aos ativos estatais por parte das multinacionais, através das privatizações. Boa parte das conquistas sócias foram destruídas pela via das “reformas estruturais”: trabalhistas, previdenciárias, etc. Saindo dos sanguinários regimes militares, o continente foi dominado pela ditadura do “deus” mercado, onde nossos povos eram literalmente imolados nesse altar da barbárie.

Não tardou para que as revoltas operárias e populares colocassem um duro freio a esse genocídio social. Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador entre outros países, foram sacudidos por verdadeiros processos de insurreições e\ou explosões sociais, derrotando duramente os governos títeres da Casa Branca. Na sequencia, o continente hegemonizado politicamente pelos governos nacionalistas burgueses, colocaram certo freio nas políticas neoliberais. O crescimento da economia mundial no período, sobretudo a ascensão da China como importante ator e importador de matérias primas, estimulou a valorização dos produtos agrominerais, importante base de exportação de nossas economias dependentes.

Tal conjuntura “favorável”, permitiu relativa melhora nas contas externas de nossos países, transformados em importantes concessões aos povos trabalhadores e a pequena burguesia. No entanto, os pilares da dependência e do subdesenvolvimento jamais foram tocados pelos chamados governos “progressistas”. A submissão aos imperativos da divisão mundial do trabalho, a superexploração da força de trabalho, a crônica transferência de valor e riqueza para os países imperialistas não foram revertidos, apenas “aliviados”. Em suma, as relações de exploração e opressão se mantiveram com algum freio, mas em essência continuamos sendo países dependentes.

A América do Sul em particular, se distanciou relativamente do Consenso de Washington, criando a ALBA, ou fortalecendo outros fóruns de integração regional como o Mercosul. Além disso, houve no período uma importante aproximação de países adversários dos EUA no âmbito geopolítico como Rússia e China, além da constituição dos BRICS e sua relação com a América Latina, que na prática, embora sua moderação, afrontava na região a odiosa hegemonia da Casa Branca.

De forma muito sumária, podemos afirmar que tais fatores, conjugados com a explosão em 2007-2008 de mais um momento da crise estrutural do capitalismo mundial, foram determinantes para por fim ao período que se inicia no começo dos anos 2000 em nosso continente, abrindo assim as condições objetivas para a atual quadra de barbárie em nossos países.

O neocolonialismo imperialista e o Ascenso do fascismo


A América Latina vive atualmente um período de grande turbulência e caos econômico, político e social. A intensificação da crise mundial capitalista é a base do recrudescimento de todas as contradições que envolvem o capitalismo dependente.

A burguesia imperialista e seus sócios menores na America latina tem levado adiante, como resposta à crise, uma verdadeira reestruturação do capitalismo em nosso continente: as formas políticas e jurídicas sustentáculos dos regimes políticos, estão sendo transformadas, “adaptadas” dialeticamente às novas necessidades de acumulação. Podemos dizer que um “novo” patamar de acumulação, baseado num grau muito mais intenso de superexploração e dominação neocolonial, esta sendo gestado em toda a América Latina.

Fatores geopolíticos de primeira ordem também influem neste processo. A esse respeito, o imperialismo leva adiante uma verdadeira batalha de vida ou morte para minar a influencia de Rússia e China na região e estabelecer sua “nova” doutrina Monroe, através da dominação do Spectro Total, como dizia Moniz Bandeira . A luta pela sua hegemonia incontestável, pelo controle ferrenho de fontes de matéria prima e energéticos no continente, além da dominação de importantes reservatórios de água potável, são a base da atual ofensiva imperialista contra a América latina.

Semelhanças com o que fizeram no Oriente Médio não é mera coincidência: Washington tenciona trazer o caos planejado para a nossa região, através das chamadas “guerras hibridas”, ou seja, a intensificação de conflitos irregulares e indiretos, como tem demonstrado o importante estrategista Andrew Korybko. O papel desempenhado por exemplo, das igrejas neopentecostais nos atuais golpes de Estado no continente, em muito se assemelham as atuações fundamentalistas dos wahabitas sunitas islâmicos no Oriente Médio.

A militarização da região e o ascenso de agrupamentos fascistas tem sido outro instrumento mobilizado pela Cia e Mossad atualmente. Para levar adiante a espoliação radical de nossos povos, o grande capital imperialista tem de lançar mão de seu reservatório fascista contra as organizações de luta da classe trabalhadora e quebrar a resistência das massas.

A política de roubo e pilhagens do capital financeiro atualmente na America latina, somente pode ser conseguido até suas últimas consequências, através do terrorismo de Estado. O narco Estado colombiano é um modelo que os imperialistas planejam generalizar. O crescimento das milícias bolsonaristas no Brasil, suas relações com o narcotráfico, com as Policias Militares e com o alto Comando das Forças Armadas é sintomático disso. As repressões selvagens contra as massas no Chile e na Bolívia pelos golpistas fascistas, também são exemplos do que pode se generalizar no continente, tendo como caldo de cultura a intensificação da crise de dominação burguesa.

A América Latina Resiste!

OTAN - COMANDO SUL

Os povos latinoamericanos resistem bravamente aos bárbaros ataques das burguesias nativas e do imperialismo. Os trabalhadores chilenos são um exemplo a ser seguido por nossos povos. O recrudescimento das mobilizações contra o carniceiro Sebastian Piñera tem colocado a burguesia pinochetista chilena contra a parede e promovido uma verdadeira crise de dominação no país.

O povo boliviano, como em outros momentos históricos se levanta contra o golpismo em seu país. Os golpistas lupens, verdadeiros peões da Casa Branca, Jenine Áñez, “Macho” Camacho e toda a quadrilha que usurparam o governo boliviano tem de promover um genocídio de fato contra as massas, para garantir o roubo mais vil à nação em favor do capital estrangeiro.

Equador, Haiti e Argentina, dão mostras das tendências revolucionárias do povo latinoamericano no próximo período.
No Brasil, a classe trabalhadora deste país precisa entrar em cena e por abaixo a gerencia entreguista do bandido miliciano Jair Bolsonaro. Os trabalhadores brasileiros podem desestabilizar o jogo de forças na região e arrastar a America latina para um grande ascenso antiimperialista revolucionário; para isso precisam romper a camisa de força de suas direções hegemônicas, comprometidas com a estabilidade do regime burguês decadente.

De qualquer forma, não há no próximo período, qualquer sinal de recuperação consistente da economia capitalista. Pelo contrário, o que se vê no horizonte é o aprofundamento da crise estrutural e das consequentes turbulências políticas, que podem de fato generalizar na América Latina, a crise de dominação das burguesias nativas, fator que põe na ordem do dia a luta anti imperialista e a revolução socialista continental, em direção a Grande Pátria Latinoamerica Socialista!

OTAN
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

ABAIXO A GUERRA DA OTAN CONTRA A RÚSSIA * Frente Antiimperialista Internacionalista-FAI/ES

ABAIXO A GUERRA DA OTAN CONTRA A RÚSSIA
Sexta-feira, 24 de fevereiro, faz um ano desde que a Federação Russa, após inúmeros esforços para impedir o genocídio que o golpe e o regime nazista da Ucrânia vinham perpetrando nas repúblicas de Donetsk e Lugansk, foi forçada a iniciar uma Operação Militar Especial em seu socorro .

A pressão do regime de Kiev sobre o Donbass foi estimulada pelos EUA desde o golpe de Euromaidan em 2014 e instrumentalizada como último recurso do capital financeiro e das grandes corporações, militarmente supervisionadas pela OTAN, para desestabilizar a Federação Russa. isso estava chegando.

Este é o último episódio da contínua perseguição da Rússia para apoderar-se das suas riquezas, sujeitando-a à disciplina do mercado imposta pelo Ocidente e acabar com o seu potencial militar, antes de se voltar definitivamente contra o seu autêntico concorrente, a China. Nesta corrida criminosa, os governos dos países membros da OTAN cederam às imposições do mestre imperial para uma guerra que não é nossa.

O empenho dos EUA em enfraquecer a Rússia continuará a crescer, apesar do risco de um confronto nuclear total, mesmo sabendo que a OTAN não poderá vencer esta guerra em que a Rússia arrisca a sua mera existência. Os EUA não ousariam tanto se não fosse o apoio entusiástico dos governos europeus, reféns dos grandes interesses do capital.

Até agora, apenas protestos tímidos foram registrados em algumas capitais da UE, enquanto um silêncio ensurdecedor reina nesta Espanha, desmobilizada das instituições por forças que se dizem de esquerda.

Uma grande mobilização é mais urgente do que nunca, exigindo que as nossas forças governamentais e parlamentares não participem nesta escalada que nos torna cúmplices de crimes, nos coloca à beira da guerra e tem enormes repercussões nas condições de vida da população e na militarização da sociedade.

Porque neste país sabemos muito bem o que é sofrer um golpe de Estado, uma guerra de heróica resistência popular e uma ditadura fascista que continua a exercer os seus efeitos até hoje, queremos manifestar toda a nossa solidariedade internacionalista ao Donbass, território punidos por nove anos pelo flagelo do estado fascista ucraniano e do nazismo, que realizaram pogroms de desrussificação forçada contra sua população, sua língua e sua cultura.

Desde aPlataforma de Madri contra a OTAN e as basesconvocamos todos os antifascistas e antiimperialistas para umaconcentraçãoo próximo24 de fevereiro, às 18h., noAntiga praça de Vallecas(Praça Puerto Rubio). Queremos que este seja o prelúdio de uma mobilização geral contra o envolvimento espanhol nesta guerra.

Exijamos agora que nosso governo cesse o apoio à estratégia criminosa dos EUA, que pare de enviar armas e treinamento ao exército ucraniano e seu apoio ao regime nazista de Kiev, que deixe a OTAN e feche as bases, que rompa com isso A UE cúmplice da OTAN e reverte os gastos militares para enfrentar as graves carências sofridas pela classe trabalhadora e pelos setores populares.

FIA - FRENTE ANTIIMPERIALISTA INTERNACIONALISTA
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sábado, 25 de junho de 2022

FORA A CÚPULA DA OTAN * Plataforma da Classe Trabalhadora Anti-imperialista = PCOA

FORA  A CÚPULA DA OTAN
Plataforma da Classe Trabalhadora Anti-imperialista
PCOA

Nos dias 29 e 30 de junho, a Cúpula da OTAN será realizada em Madri, braço armado do O imperialismo dos EUA e seus aliados União Européia, Canadá, Japão e Austrália. Esta Cimeira realiza-se no meio de uma crise orgânica, uma crise civilizatória do capitalismo.

 Onde observamos uma forte disputa político-econômica entre os EUA e seus parceiro da União Europeia contra a China e a Rússia. A crise se expressa no esgotamento de O neoliberalismo como regime socioeconômico e ideológico predominante em um que tem provocado um questionamento ativo da hegemonia do imperialismo norte-americano no mundo, em nível econômico, social, político e cultural.

Para preservar sua hegemonia, o imperialismo norte-americano vem implantando uma processo onde, ao desenvolver as forças produtivas, realiza um inédito aumento das forças destrutivas que afetam a humanidade e a natureza. Parte desse processo é o crescimento da lucratividade do complexo industrial-militar, o gasto de orçamentos de armas, guerras, destruição e recolonização de países nos últimos anos, a própria pandemia de COVID 19, a criação em biolaboratórios para exterminar a humanidade e a natureza e, finalmente, as mudanças climáticas.

As facções capitalistas coloniais do Fórum Econômico Mundial propuseram a “Grande Restart” que nada mais é do que o aumento da exploração das mulheres trabalhadoras e trabalhadores, desemprego, informalidade e precariedade no trabalho. Da mesma forma, o recolonização de países, que exige a eliminação da soberania nacional e leva à destruição do meio ambiente e com ele a raça humana.

Para manter essa hegemonia, o imperialismo norte-americano e seus parceiros a União Europa, Canadá, Austrália e Japão usam seu braço militar, a OTAN. começando o milênio, essa organização terrorista iniciou uma política e atividades expansionistas destruição agressiva de países e povos que não aderiram aos seus interesses, como São os casos da Iugoslávia, Kosovo, Afeganistão, Iraque, Líbia, Somália, Síria, Iêmen, entre outros.

A expansão da OTAN na Europa Oriental desde a década de 1990, a fim de de cercar a Rússia e a invasão das Repúblicas Donbass que se declararam independente em 2014, provocou a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. esta guerra promovido e armado pela OTAN tem mostrado ao mundo os processos de fascistização, 
crescimento ou conformação de governos de tendências fascistas que vêm se desenvolvendo na Europa.

Além disso, a OTAN também está provocando a República Popular da China, tentando controlar o Mar da China fornecendo armas a Taiwan e reconhecendo sua independência.

Na América Latina, a Colômbia foi incorporada à OTAN como parceiro global, com Argentina e Brasil como colaboradores com o propósito de destruir nações e povos soberanos da América Latina como: Venezuela, Cuba e Nicarágua.

OTAN promove a globalização da guerra, na prática tornou-se uma organização terrorista que busca a destruição da humanidade e do planeta.

Outra característica da situação é a disputa pela hegemonia capitalista entre um setor unipolar, sob o predomínio do neoliberalismo e liderado pelos EUA e seus aliados a União Europeia, Canadá, Austrália e Japão, e um setor multipolar formado por um grupo de países heterogêneos e desiguais, opostos de diferentes maneiras ao neoliberalismo sob a liderança da China e da Rússia.

Acreditamos que a formação de uma nova ordem mundial multipolar impulsionará ainda mais a lutas operárias e populares pela soberania e autodeterminação dos povos que Eles vêm se desenvolvendo desde 2008 a partir do acúmulo histórico de forças na luta comum contra o neoliberalismo.

Na América Latina, com um esforço do PCOA e outros órgãos sociais e sindicatos que conseguimos articular com mais de setenta organizações que representam diferentes setores: trabalhadores e sindicatos, camponeses, indígenas, políticos e eventos sociais para realizar dois eventos no México: O primeiro é o Encontro dos Povos realizada em Chicomuselo, Chiapas, nos dias 7 e 8 de junho. Evento que reuniu mais de 1.200 delegados camponeses, sindicais e de movimentos sociais do México e da América Central concluindo com uma mobilização de 4.000 trabalhadores. 

O outro era a Cúpula dos Trabalhadores das Américas em Tijuana de 10 a 12 de junho, com a participação de mais de 200 delegados do México, Venezuela, EUA, Cuba, Canadá, América Central e Caribe. O objetivo era duplo: lutar contra as políticas ingerências e expansionistas do imperialismo norte-americano e da OTAN e nos articularmos como movimentos na luta por um mundo melhor. 

Essa experiência nos mostra que devemos reconstruir articulações e alianças no que estruturemos nossas forças comuns para uma luta única e global contra imperialismo colonial. 

Globalizar as lutas

Em última análise, precisamos construir um grande movimento trabalhista popular antiimperialista, anticolonial e antipatriarcal.

É necessário construir um internacionalismo vigoroso que preste a devida atenção e aos perigos de extinção: extinção por guerra nuclear, por catástrofe climática e por colapso social.

Afirmamos que a emancipação da humanidade do capitalismo opressor e do imperialismo colonial será apenas obra da própria humanidade.

SÓ A LUTA DOS TRABALHADORES SALVARÁ A HUMANIDADE, A NATUREZA E O PLANETA!!

NÃO OTAN, BASES FORA DO PLANETA!!

24 de junho de 2022

Comissão Geral da Plataforma Anti-Imperialista da Classe Trabalhadora 
(PCOA)

sábado, 5 de março de 2022

As Raízes Históricas do Conflito entre a Ucrânia e a Rússia * Thomas de Toledo / SP

As Raízes Históricas do Conflito entre a Ucrânia e a Rússia


THOMAS DE TOLEDO

COMO EU VIVI O NAZISMO NA UCRÂNIA


 Quem acompanha meu trabalho há vários anos sabe porque tenho um envolvimento com este tema da Ucrânia e Rússia. Quando aconteceu o golpe de estado em 2014 na Ucrânia, eu participava do Conselho Mundial da Paz e da articulação da juventude do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Na ocasião, recordo-me de algo que me dói no fundo da alma até hoje. Jamais esquecerei do depoimento de um líder sindical de Lugansk contando no Congresso da Federação Sindical Mundial os crimes do governo ucraniano em sua república. Mas nada se compara à dor que foi ter acompanhado quase em tempo real o massacre de Odessa. Eram centenas de trabalhadores voltando do protesto do 1o de maio, dia do trabalhador, que se reuniram na Casa dos Sindicatos para um ágape fraternal. Só que de forma organizada, um grupo de mais de mil nazistas ucranianos com bandeiras de suásticas, tochas e gritando "Heil Hitler!" cercou a Casa dos Sindicatos e começou a incendiá-la. Pareciam voltados das catacumbas de 70 anos atrás, sem que ninguém esperasse. Havia cerca de 250 sindicalistas lá dentro do prédio e os nazistas não os deixaram sair. Foram inúmeras mortes de pessoas carbonizadas. Outras foram agredidas e mortas por espancamento. No dia seguinte, os nazistas divulgaram memes fazendo piadas das fotos dos sindicalistas mortos. Não houve condenação por parte dos Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia. Esse massacre não entrou na primeira página do Estadão nem teve editorial na Globo. Nem a Rússia interviu em Odessa. Trabalhadores jogados à própria sorte, traídos pelo seu próprio país e ignorados pelo mundo, recebendo apenas a solidariedade de outros trabalhadores internacionais. Aí, o que aconteceu na Ucrânia desde então? Os partidos de esquerda foram proibidos. Nazistas invadiram-nos queimando seus livros e violentando suas secretárias. Os sindicatos foram fechados e seus líderes perseguidos por esses nazistas. Os nazistas participaram das eleições e fizeram bancadas. A esquerda está fora da institucionalidade desde 2014. Seus partidos foram proibidos de existir e seus símbolos criminalizados. Ou seja, a UCRÂNIA NÃO É UMA DEMOCRACIA. Aí, esse tal de Zelensky foi fabricado nos porões dos serviços de inteligência ocidentais para ser uma marionete dos interesses da indústria bélica. Foi colocado no poder com um discurso de extrema-direita para transformar o seu próprio país num palco de guerra, provocando a Rússia até chegar à situação atual. Agora, simplesmente ignoram que de 2014 pra cá, o governo Ucrânia já matou 14 mil pessoas em Donetsk e Lugansk. Nunca mais tive notícias daquele dirigente que conheci na Federação Sindical Mundial. Será que está vivo? Também conheci russas da região de Donbass. Nunca mais consegui falar com elas. Será que ainda habitam o mundo dos vivos? Bom, é isso. Não virei "analista de rede social" em uma semana. Este tema faz parte da minha trajetória de vida como professor de Relações Internacionais. Inclusive orientei monografias e fiz simulação da ONU com meus alunos da época. Havia decidido sair das redes sociais, mas essa situação me fez voltar. Não vou mais me calar vendo tanta gente falando bobagem sem saber. Tá na hora de mostrar o que de fato acontece. Vim pra ficar.

(Colaboração de Camila Tenório Cunha )


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quarta-feira, 2 de março de 2022

Eu vou explicar a guerra pra quem é da quebrada * Mano Brown / SP

 Eu vou explicar a guerra pra quem é da quebrada


Mano Brown / SP

A Rússia é aquele mano folgado lá da Zona Leste que nunca se trombou com os EUA. Os EUA aqueles Playboy de Moema que andava bem vestido e só andava com os mano Europeus da Vila Olímpia e Morumbi.
Mas tinha um mano chamado Ucrânia nascido e criado na Zona Leste que começou a andar com os Boy da Europa e fica de buxixo com os EUA. Certo dia os Boy chamou o Ucrânia pra fazer parte do bonde deles e se o Rússia embaçar ia levar um cassete do bonde..
Só que o Rússia que não é bobo é fechado com os mano da 25 de Março os China , aqueles mano que vende cabo de celular e película, tá até vendendo umas Lacoste e Nike e manda no centro da porra toda
O Rússia chamou o Ucrânia pras ideias e disse que ia enfiar o cassete se ele colasse com os Boy.
O Ucrânia desacreditou e começou a levar um cassete,  os Boy aparentemente deixou o Ucrânia na mão e disse que vai brecar os rolê do Rússia na cidade toda.
Agora vai todo mundo pras ideias e quem tiver moscando vai nessa.

sábado, 26 de fevereiro de 2022

O NAZISMO VOLTOU - A Ucrânia que a imprensa não mostra * Prof Lejeune Mirhan / SP

O NAZISMO VOLTOU 

A Ucrânia que a imprensa não mostra


Hitler vive na Ucrânia! O nazismo, que achávamos morto, ressurge com força a partir do golpe contra o presidente Yanucovych de fevereiro de 2014, inteiramente bancado e apoiado pelos Estados Unidos e seu lacaios europeus. São cenas fortes, chocantes. Os fracos não devem ver o vídeo. É um documentário de 13 minutos que precisa ser assistido. Temos que recortar as cenas mais fortes e divulgá-las à exaustão. Os líderes que eles clamam como herois tratam-se Stepan Banderas (1909-1959) e Roman Shukhevych (1907-1950), sendo que este último se alistou nas fileiras das tropas nazistas quando da invasão da Ucrânia após a chamada operação Barbarossa, em dezembro de 1940 que levou quatro milhões de soldado em direção à URSS para destruí-la. Ao passar pela Ucrânia, parte da população saudou os nazistas como libertadores. Shukhevych entrou em um batalhão que assassinou mais de cem mil poloneses. É contra o nazismo que assola a Ucrânia novamente desde 2014 que os antifascistas de todo o mundo lutam neste momento. Putin empreende missão de limpeza e desnazificação daquela região. Putin faz hoje o que fizeram juntos Roosevelt, Churchil e o grande comandante do exército vermelho, Joseph Stálin, odiado pela burguesia e, claro, por parte da esquerda mundial. Essa mesma dita esquerda que hoje ataca mais a Rússia do que Biden, os EUA e os governos clientes europeus. Uma vergonha para a humanidade. Divulguem à exaustão esse vídeo. Vamos enterrar de vez Hitler na Ucrânia, no Brasil e em qualquer lugar do mundo, Nazismo nunca mais. Não passarão. Abraços
Prof. Lejeune Mirhan / SP