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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

OS TRABALHADORES E AS ELEIÇÕES 2026 * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

OS TRABALHADORES E AS ELEIÇÕES 2026
Nota pública da Frente Revolucionária dos Trabalhadores (FRT) sobre as eleições brasileiras.


O período eleitoral no Brasil já está aberto. Em 2026 as eleições abarcam a presidência da república, governadores e cargos parlamentares.

O fator marcante nas eleições brasileiras desde há muito, tem sido a mais completa carência de qualquer debate sério sobre os grandes temas de interesse nacional e do povo trabalhador.

Especialmente em 2026, temos , em relação à disputa presidencial (o cerne eleitoral no país), em linhas gerais a manutenção do projeto liberal dependente, que tem amarrado o Brasil na cadeia da subserviência diante do rentismo internacional e do latifúndio "moderno", alcunhado pelo nome pomposo de "agronegócio".

O Brasil está absolutamente entregue ao capital financeiro imperialista, sobretudo desde o advento do famigerado Plano Real, dos anos 1990. De lá para cá, independente de quem seja o gerente da vez a ocupar o Palácio do Planalto, o modelo econômico rentista e exportador primário permanece.

Nos últimos 30 anos, o regime neoliberal de reprodução do capitalismo dependente brasileiro foi consolidado e institucionalizado. A institucionalização das metas de superávit primário, teto de gastos--sociais--, arcabouço fiscal, remuneração da sobra dos caixas de bancos, etc., nada mais são do que o reflexo da dominância do Estado brasileiro, por grupos de parasitas membros das altas cúpulas do sistema financeiro internacional.

Na divisão mundial do trabalho, o Brasil passa por uma profunda regressão, se comparado há cerca de 50 anos atrás. O país que possuía um setor manufatureiro pujante, apesar da estrutura dependente da industrialização nacional, hoje tornou-se o grande centro mundial de valorização do capital rentista e vadio, devido às maiores taxas de juros do planeta.

Desde os anos de 1990, o país gasta, em média, metade do seu orçamento público com a remuneração da dívida pública (externa e interna) aos grandes sangues sugas e magnatas imperialistas, comungados com a burguesia lumpen brasileira, parasitando as riquezas e potenciais de nossa nação.

Os governos petistas, por exemplo, mantiveram intacto em todos os seus mandatos, absolutamente todo o conjunto do regime neoliberal de reprodução do capitalismo no Brasil.

Lógico, precisamos ser responsáveis, não estamos colocando um selo de iguais entre petismo e bolsonarismo; pois o primeiro administra o suicídio da nação a conta gotas, enquanto o segundo pretende degolar e estropiar sem piedade e de uma vez o povo trabalhador. E isso não é pouca coisa para a massa trabalhadora em seu cotidiano na luta pela sobrevivência.

Na verdade, independente de quem ganhe o pleito eleitoral deste ano, os interesses das frações dominantes do capitalismo brasileiro--leia-se o capital financeiro, os latifundiários, o capital comercial monopolista--estarão assegurados.

O ministro da fazenda do atual governo, Dário Durigan, por exemplo, já sinalizou que num próximo mandato, a equipe econômica de Lula teria de atacar os pisos constitucionais da saúde e educação, avançar sobre o salário mínimo dos aposentados e estrangular até o limite, o Benefício de Prestação Continuada, que atinge as parcelas mais empobrecidas das massas, para garantir a manutenção do odioso arcabouço fiscal, menina dos olhos dos parasitas agiotas que dão as cartas na economia nacional.

Por outro lado, uma presidência de Flávio Bolsonaro significaria com toda certeza, a completa entrega sem peias, do país ao imperialismo americano.

As forças imperialistas, diante do agravamento de sua crise de hegemonia e por conta da derrota que vêm sofrendo militarmente para o Irã, o que coloca em xeque sua dominação inconteste no Golfo Pérsico ameaçando inclusive o sistema do petrodólares, obriga Washington a recrudescer sua agressividade neocolonial e centrar fogo contra todos os países da América Latina.

A corrida para dominar por completo e de forma direta as fontes de minerais críticos, água doce, reservas de petróleo, biodiversidade, etc., em nossa região, exige da parte dos estrategistas imperiais uma ofensiva muito dura e contra nossos países.

O "corolário" trumpista da Doutrina Monroe e do Destino Manifesto, levado a cabo pela anturragem supremacista e fascio-sionista que compõem o atual governo criminoso em Washington, expressa essa necessidade imperialista para contrarrestar sua crise e decadência histórica.

A agressividade acelerada e radical que os peões da extrema direita latinoamericana impõe contra os trabalhadores nos países que gerenciam, expõe claramente o que certamente ocorrerá com o Brasil num suposto novo governo Bolsonaro, agora o filho.

Para não falar das implicações geopolíticas e seu significado para o povo cubano, por exemplo. Um Brasil governado pela extrema direita neocolonial fascista, significaria na prática, um avanço qualitativo do domínio imperialista direto, colonial em toda a nossa região. Também abriria a quase certa possibilidade de um regime de caráter terrorista estatal ascender sobre nosso país.

Por outro lado nunca as massas trabalhadoras em nosso país estiveram tão órfãs politicamente e ideologicamente como agora.

A esquerda brasileira se encontra praticamente ausente, fragmentada, sem rumo, sem programa e sem projeto.
Em tais circunstâncias históricas gravíssimas, não podemos de forma nenhuma permitir que a extrema direita bolsonarista procônsul da Casa Branca assuma o comando direto da máquina estatal no país.

E isso vai além do debate em torno da campanha pelo voto nulo, como alguns setores da esquerda têm defendido, ou apoiar acriticamente o governo neoliberal de Lula.

Aqui entra uma importante consideração de ordem tática:
Seria o mesmo, para um trabalhador individual e mesmo para o conjunto da classe, se deparar com um governo oportunista, demagogico, porém sem condições políticas por sua origem social e composição, de impor sobre as massas populares uma radical terapia de choque monetarista ultraliberal como o grande capital necessita; do que enfrentar a extrema direita abertamente fascistóide, que se declara comprometida em suprimir a ferro e fogo as conquistas sociais e ávida por participar diretamente, abrindo mão de intermediários, da entrega sem precedentes da nação ao Imperialismo?

Seria o mesmo para a classe operária argentina, por exemplo, em tais circunstâncias históricas concretas, enfrentar um governo de Cristina Kirchner e Javier Milei?

Não se trata de uma suposta defesa simplista do "mau menor", como alguns nos acusarão. Mas de uma análise concreta da realidade brasileira e latinoamericana.

Numa conjuntura onde os trabalhadores se encon
tram desmobilizados, desorganizados, sem uma referência concreta de protagonismo político claro, seria trágico um governo da extrema direita tomar o Brasil hoje.

É preciso toda precaução para não cairmos num ultra esquerdismo semelhante ao que ocorreu com os partidos comunistas europeus quando adotaram a infantil postura sectária conhecida como o "terceiro período", e da teoria infantil conhecida como "social fascismo", comparando a social-democracia ao fascismo.

Com isso não queremos dizer que vivemos atualmente uma conjuntura idêntica aos europeus dos anos 1930/40. No entanto, também vivemos um momento muito grave e que requer o maior cuidado político possível.

Nessas condições, nós da Frente Revolucionária dos Trabalhadores, sem qualquer ilusão na possibilidade de Lula supostamente dar um giro em sua política liberal, avaliamos que a vitória petista seria muito menos danosa às condições de sobrevivência e luta de todo o proletariado e das massas populares no Brasil na atual conjuntura histórica concreta.

No entanto, os trabalhadores brasileiros não podem de forma nenhuma continuarem reféns e à mercê das disputas no interior da burguesia. Necessitam urgentemente construírem um projeto próprio e se constituírem como uma força política e social capaz de confrontar e superar o capitalismo e tomar os destinos da nação em suas mãos, coisa que o petismo e o lulismo já deram provas incontestes de fracasso e comprometimento com os interesses alheios aos do povo trabalhador.


FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES
FRT
20/08/2026

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A BATALHA DE 2026 * Liga Comunista Brasileira/LCB

A BATALHA DE 2026
O lançamento oficial da campanha de reeleição do Presidente Lula teve como palco a Vila Euclides, onde as memoráveis assembleias operárias aconteceram em fins dos anos 1970 e início dos anos de 1980. A escolha de um local que evoca a luta da classe trabalhadora é significativa. A LCB esteve presente, da maneira apontada nas suas resoluções, com identidade e material próprios.

Lula é filho da classe operária brasileira. Sua liderança reflete o nível de consciência e de organização da classe nos últimos 50 anos. A campanha de 2026 assume um outro caráter. Lula, por temperamento e compromissos com setores da classe dominante, jamais optaria por um enfrentamento direto com o imperialismo. Trump e Rubio elegeram o Brasil como o inimigo dos EUA no que eles chamam de hemisfério ocidental. O confronto passa a ser inevitável.

Trump e Rubio não escondem os preparativos para intervenção no processo eleitoral. Para tal contam com as big techs para azeitar a máquina de desinformação e de terror. Querem repetir aqui o que fizeram na Colômbia, no Peru e na Venezuela. Não irão se privar de todos os métodos para forçar a derrota eleitoral do atual governo. Para impedir que Trump e Rubio logrem concretizar seus intentos é necessário firmeza e clareza política. A ofensiva do imperialismo se dá em aliança com os setores fascistas da vida nacional.

A tática eleitoral dos comunistas e das forças de esquerda mais consequentes deve passar pelo objetivo de se derrotar o imperialismo e seus aliados fascistas. A vitória eleitoral de Lula, neste momento histórico, é parte da luta antiimperialista e antifascista. A derrota do fascismo é condição para a organização da classe trabalhadora, para que a luta política aconteça em melhores condições. A ascensão do fascismo implica na repressão aos movimentos populares e no abandono de qualquer pretensão de soberania nacional. A vitória dessa jornada eleitoral passa, necessariamente, pela mobilização massiva da classe trabalhadora e do povo.

O ato da Vila Euclides precisa ser o primeiro de muitos. A militância na rua é quem faz a disputa política, quem demonstra a disposição de mudança, quem emociona e leva à tomada de posição. É na rua que iremos convencer indecisos e ganhar o eleitorado que está capturado pelo fascismo por falta de perspectivas de vida e de futuro.

Esta é uma campanha em que aproveitar a indignação democrática e fazer alianças não basta. É preciso abrir perspectivas para o futuro. A aprovação da escala 6x1 é fundamental. Mas é preciso estender a proteção social e ao trabalho. Revogar a reforma trabalhista aprovada por Temer e aprofundada por Guedes-Bolsonaro, garantir direitos aos trabalhadores por aplicativo, barrar a precarização e a pejotização. A preservação das franquias democráticas e afirmação da soberania deve estar acompanhada no atendimento das necessidades e interesses da classe trabalhadora e do povo. Inicia-se uma jornada, onde a classe trabalhadora exerce papel central. Na tarefa de eleger Lula será preciso realizar uma campanha de massas, com independência de classe e propostas claras para as mudanças necessárias para o nosso país.

A batalha eleitoral de 2026 é decisiva para a classe trabalhadora e para o povo brasileiro.

sábado, 31 de janeiro de 2026

MANIFESTO AOS POVOS LATINOAMERICANOS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

MANIFESTO AOS POVOS LATINOAMERICANOS
VENEZUELA MULHER
MADURO
MANIFESTO BARCELONA
MOBILIZAÇÃO
Nota da Frente Revolucionária dos Trabalhadores, em solidariedade e defesa do povo e governo da Venezuela!

As forças imperialistas atacaram nesta madrugada o solo interno da Venezuela com bombardeios aéreos por drones.
Até o momento não se sabe o paradeiro do presidente Nicolas Maduro e sua esposa, a primeira combatente Cilia Flores, nem se ouve vítimas fatais.

O povo venezuelano de pronto, tomou as ruas em defesa do seu país e seu governo, e a Força Armada bolivariana está em profundo estado de prontidão e combate.

A agressão covarde e vil por parte da Casa Branca constitui um dos crimes mais graves, cometido pelo imperialismo contra a América Latina nos últimos tempos. Abre assim, precedentes perigosíssimos para uma ofensiva generalizada dos Estados Unidos contra todos os países no mundo, não só em Nossa América.

Até o momento, as reações dos chefes de Estado em toda a nossa região têm sido muito tíbias, protocolares e em grande medida pusilânime, tamanho a gravidade da situação.

O que restava ainda do suposto "direito internacional", plasmado na Carta das Nações Unidas, está rasgado e o imperialismo em crise avançará para sua política neocolozizadora contra os povos.
Na América Latina em particular, corremos o risco de sermos arrastados para guerras permanentes do imperialismo, como ocorre no Oriente Médio, onde vemos países balcanizados, Estados falidos e desestruturados, a selvageria e o reino do caos imperando.

Nos solidarizamos militantemente com nossos irmãos venezuelanos e com o presidente Maduro e sua família. Neste momento é urgente formarmos uma coordenação continental para tomarmos as ruas, as embaixadas e consulados estadunidenses em defesa da Venezuela e das vidas do presidente Nicolas Maduro e Cilia Flores.

Que os governos latinoamericanos e caribenhos tomem postura enérgica e prática contra este crime gravíssimo cometido pelos bandidos imperialistas.

Mais uma vez, nós da Frente Revolucionária dos Trabalhadores do Brasil, estamos incondicionalmente e até às últimas consequências ao lado do povo e governo venezuelano.
SOBRE EL ATAQUE DE ESTADOS UNIDOS A VENEZUELA

Declaración del FAI


Estados Unidos intenta someter a Venezuela como primer paso para recolonizar América Latina, empezando por eliminar el obstáculo que supone el actual presidente Nicolás Maduro, para después desmontar el estado bolivariano y poder neutralizar al Ejército. Todo ello para apropiarse, en primera instancia, del petróleo y sus instalaciones.

En el mes de agosto de 2025 se produjo la mayor concentración de la historia de fuerzas militares del Comando Sur de los EE.UU frente a las costas venezolanas. El objetivo era bloquear Venezuela por tierra, mar y aire y a continuación, atacarla. Una operación recogida como parte de la Estrategia de Seguridad Nacional que establece explícitamente la recolonización de América Latina y el Caribe por los EE.UU.

El 26 y 27 de diciembre, Donald Trump declaraba: “nos devolverán todo lo que nos robaron” (petróleo, gas, tierras, activos), poniendo, negro sobre blanco, la máxima imperialista de que el saqueo debe ser recompensado.

Una vez más, la primera parte de la estrategia imperialista fue la criminalización, la construcción de un relato para consumo interno: la lucha contra el narcotráfico. El complejo comunicacional construyó un programa de propaganda sistemática para producir un ablandamiento artillero mediático que convenciera a la población de los Estados Unidos de la necesidad de gastar dinero en la invasión de Venezuela.

Se difundieron imágenes borrosas, sin ningún detalle, de ataques a lanchas en el mar, sin detenciones, sin imágenes de los contenidos de las lanchas, ni de las personas, ni de las rutas…. nada que permitiera a los estadounidenses comprobación alguna. Vídeos cortos, simples, sin historia, destinados a alimentar un estereotipo creado para la clase media norteamericana, núcleo del pensamiento del modo de vida americano.

En estos momentos ya se difunden las imágenes del éxito del ataque a Venezuela, las noticias del secuestro del presidente venezolano -que no le llaman secuestro sino captura-; de ahí en adelante seguirán el guion del manual norteamericano del “cambio de régimen”. Nada de esto es nuevo, quizá en las formas, pero existe una continuidad en cómo ha operado el imperio a lo largo de su historia.

Sin duda vivimos en tiempos de riesgos e incertidumbre, estamos en un periodo de transición hacia un nuevo modelo de gobernanza mundial que no solo no está definido sino que aun está pendiente del resultado de múltiples acontecimientos, de cómo se conforman definitivamente los bloques ahora en construcción y del desarrollo de estrategias como la estadounidense de Seguridad Para América latina y el Caribe de la que ahora se está dando el primer paso.

Nada cambia excepto la forma directa y explicita de sus objetivos. El Comando Sur, protagonista de esta operación, ya lo venía haciendo desde años atrás, ¿pero quién lee sus informes?. Ahora sí, porque al igual que en Palestina, el crimen se ha banalizado hasta ser solo una tendencia en las redes y se puede alardear de ello sin mayores consecuencias.

Palestina viene al caso, forma parte de la misma guerra, son los mismos verdugos y sus mismos cómplices, también comparten la coyuntura: Un occidente en descomposición, el petróleo de la zona, las rutas del comercio mundial, la necesidad de mostrar la arbitrariedad y la impunidad para que sea creíble, en resumen, el poder imperial.

Hace algunos años Atilio Boron en una conferencia sobre el declive de la economía estadounidense explicó, no solo la decadencia del Occidente; también relató que los Estados Unidos podrían mantener su actual modo de vida recolonizando América Latina y el Caribe, es decir, apropiándose libremente de todas las riquezas, controlando el comercio y deshaciéndose de sus competidores en esa región, especialmente de China, afianzándose como superpotencia regional a la espera de recuperarse cómo hegemón mundial, algo a lo que no renunciará hasta su colapso final.

Ya ha sido atacada Venezuela; le seguirán el resto, toda América Latina y el Caribe. El guion será el mismo: criminalizar, aislar, destruir; una fórmula de éxito ensayada en multitud de ocasiones, pero que no ha sido invulnerable ya que siempre han existido resistencias que los han frenado y derrotado.

La resistencia venezolana ha sobrevivido al acoso permanente de los Estados Unidos, durante más de 25 años, ha sufrido golpes de Estado, guarimbas, atentados terroristas, el saqueo de sus bienes, gobiernos paralelos, bloqueos y asedios. Los Estados Unidos han necesitado movilizar toda una flota para secuestrar al presidente constitucional Nicolás Maduro; cabe preguntarse qué necesitará para someter a toda Venezuela.

Desde el internacionalismo, desde la defensa de la soberanía y la independencia de todos los pueblos, hacemos un llamado a la movilización y la unión de todas las luchas para extender la resistencia allá donde se produzca cualquier intervención imperialista.

En un mundo en el que se reconoce la existencia de 50 conflictos armados, América Latina y el Caribe se había conjurado como territorio de paz en 2014, una paz ahora violada por el imperio del norte. La paz no es pasiva, hay que alimentarla, cuidarla y protegerla todos los días y defenderla cuando es agredida.

Llamamos a defender la institucionalidad venezolana, la legitimidad de su presidente y la soberanía de su pueblo. Denunciamos el secuestro de su presidente como un crimen y alzamos nuestra voz para proclamar que Venezuela no está sola.


Frente Antiimperialista Internacionalista, 4 de enero de 2026
MEMBROS DA FORÇA DELTA MORTOS NO SEQUESTRO DE MADURO


SOBRE O ATAQUE DOS ESTADOS UNIDOS À VENEZUELA

Declaração da FAI

Os Estados Unidos estão tentando subjugar a Venezuela como um primeiro passo para recolonizar a América Latina, começando por eliminar o obstáculo representado pelo atual presidente Nicolás Maduro e, em seguida, desmantelando o Estado bolivariano para neutralizar as forças armadas. Tudo isso visa, antes de mais nada, a apropriação do petróleo e da infraestrutura do país.

Em agosto de 2025, a maior concentração de forças militares do Comando Sul dos EUA na história foi mobilizada na costa da Venezuela. O objetivo era bloquear a Venezuela por terra, mar e ar, e então atacá-la. Essa operação fazia parte da Estratégia de Segurança Nacional, que delineia explicitamente a recolonização da América Latina e do Caribe pelos Estados Unidos.

Nos dias 26 e 27 de dezembro, Donald Trump declarou: "Eles devolverão tudo o que nos roubaram" (petróleo, gás, terras, bens), colocando, preto no branco, a máxima imperialista de que a pilhagem deve ser recompensada.

Mais uma vez, a primeira parte da estratégia imperialista foi a criminalização, a construção de uma narrativa para consumo interno: a luta contra o narcotráfico. O aparato de comunicação construiu um programa sistemático de propaganda para produzir um amolecimento da opinião pública mediado pela mídia, convencendo a população dos Estados Unidos da necessidade de gastar dinheiro na invasão da Venezuela.

Imagens borradas e sem detalhes de ataques a barcos no mar foram divulgadas, sem prisões, sem filmagens do conteúdo das embarcações, das pessoas a bordo ou das rotas percorridas — nada que permitisse aos americanos verificar os fatos. Vídeos curtos e simples, desprovidos de contexto, criados para reforçar um estereótipo da classe média americana, o cerne do estilo de vida americano.

Já circulam imagens do ataque bem-sucedido à Venezuela, juntamente com notícias do sequestro do presidente venezuelano — que eles chamam de captura, não de rapto. Daqui para a frente, seguirão o roteiro do manual americano de "mudança de regime". Nada disso é novo, talvez apenas nos métodos, mas há uma continuidade na forma como o império tem operado ao longo de sua história.

Sem dúvida, vivemos em tempos de risco e incerteza. Estamos em um período de transição rumo a um novo modelo de governança global que não só está indefinido, como ainda aguarda o desfecho de múltiplos eventos, a formação definitiva dos blocos em construção e o desenvolvimento de estratégias como a Estratégia de Segurança dos EUA para a América Latina e o Caribe, cujo primeiro passo já está sendo dado.

Nada muda, exceto a natureza direta e explícita de seus objetivos. O Comando Sul, protagonista desta operação, vem fazendo isso há anos, mas quem lê seus relatórios? Agora eles leem, porque, assim como na Palestina, o crime foi tão banalizado que se tornou apenas um assunto em alta nas redes sociais, e eles podem se vangloriar disso sem grandes consequências.

A Palestina é relevante, faz parte da mesma guerra, os algozes e seus cúmplices são os mesmos, compartilham também as mesmas circunstâncias: um Ocidente em decadência, o petróleo da região, as rotas do comércio mundial, a necessidade de demonstrar arbitrariedade e impunidade para ser credível, em suma, o poder imperial.

Há alguns anos, Atilio Boron, em uma conferência sobre o declínio da economia americana, explicou não apenas o declínio do Ocidente; ele também afirmou que os Estados Unidos poderiam manter seu atual modo de vida recolonizando a América Latina e o Caribe, ou seja, apropriando-se livremente de toda a riqueza, controlando o comércio e eliminando seus concorrentes naquela região, especialmente a China, consolidando-se como uma superpotência regional enquanto aguardam a recuperação de sua hegemonia global, algo que não abandonarão até seu colapso final.

A Venezuela já foi atacada; o resto da América Latina e do Caribe seguirá o mesmo caminho. O roteiro será o mesmo: criminalizar, isolar, destruir; uma fórmula de sucesso testada inúmeras vezes, mas que não se mostrou infalível, pois sempre houve resistências que a detiveram e derrotaram.

A resistência venezuelana sobreviveu ao assédio implacável dos Estados Unidos por mais de 25 anos, suportando golpes de Estado, protestos violentos, ataques terroristas, saques a seus bens, governos paralelos, bloqueios e cercos. Os Estados Unidos precisaram mobilizar uma frota inteira para sequestrar o presidente constitucional, Nicolás Maduro; fica a dúvida sobre o que será necessário para subjugar toda a Venezuela.

De uma perspectiva internacionalista, em defesa da soberania e independência de todos os povos, apelamos à mobilização e à unidade de todas as lutas para estender a resistência onde quer que ocorra qualquer intervenção imperialista.

Num mundo onde se reconhecem 50 conflitos armados, a América Latina e o Caribe declararam-se um território de paz em 2014, uma paz agora violada pelo império do norte. A paz não é passiva; deve ser nutrida, cuidada e protegida diariamente, e defendida quando atacada.

Exigimos a defesa das instituições venezuelanas, a legitimidade de seu presidente e a soberania de seu povo. Denunciamos o sequestro de seu presidente como um crime e elevamos nossas vozes para proclamar que a Venezuela não está sozinha.

Frente Internacionalista Anti-Imperialista, 4 de janeiro de 2026
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

UNIDADE DOS POVOS LATINO-AMERICANOS PARA DERROTAR O IMPERIALISMO * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA - LCB

UNIDADE DOS POVOS LATINO-AMERICANOS PARA DERROTAR O IMPERIALISMO
LIGA COMUNISTA BRASILEIRA - LCB


O ataque de Donald Trump à Venezuela, com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da deputada Cilia Flores, é um emblema de como será a nova doutrina geopolítica dos Estados Unidos para a América Latina. Embriagado pelo sucesso da operação, Trump declarou: “Não preciso do direito internacional” e só seguirá sua “própria moralidade”. O tom agressivo de suas declarações revela a disposição do imperialismo estadunidense de impor sua vontade pela força, sem qualquer tipo de disfarce, como forma de contornar sua decadência.

E, agora, Trump lança novas ameaças aos povos e países da América Latina. Para o México, sugeriu a possibilidade de bombardear áreas do país perto da fronteira com os Estados Unidos, em nome de combater grupos narcotraficantes. E tem exigido da presidenta do país, Claudia Sheinbaum, o fim da venda de petróleo a Cuba. Quanto a Colômbia, ameaçou o país e o presidente Gustavo Petro de ter o mesmo destino de Nicolás Maduro, caso não pare com as críticas ao imperialismo estadunidense. As ameaças a Cuba se tornam ainda mais graves, com Trump sinalizando uma intervenção militar na Ilha, caso esta não desista de seguir seu caminho revolucionário de construção do socialismo.

Apesar do sucesso e do forte impacto do sequestro do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores, Trump foi incapaz de impor uma derrota à Revolução Bolivariana. O chavismo continua com o poder de Estado nas mãos e a cadeia de comando está mantida. As Forças Armadas não têm exibido sinais de fraturas internas. Resta, a Trump, lançar bravatas de um suposto acordo entre seu governo e a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodriguez, como forma de tentar dividir o chavismo. E a exigir do novo governo o envio de milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos, bem como acabar com os inúmeros convênios com Cuba, se Delcy não quiser ter um destino ainda pior do que o do presidente Maduro.

A agressividade do imperialismo estadunidense coloca a defesa da soberania nacional como uma necessidade premente dos povos latino-americanos. Sem a soberania nacional sobre todos os nossos recursos naturais será impossível construir um futuro de paz e dignidade para as nossas nações. Historicamente, o maior obstáculo à conquista da soberania nacional são as classes dominantes latino-americanas, cuja política é a de se colocar, em graus variados dependendo do país, como sócia menor do imperialismo. Cabe às massas trabalhadoras latino-americanos a tarefa de recuperar completamente a nossa soberania.

No momento imediato é preciso exigir o respeito completo à soberania da Venezuela. Isso passa por exigir a libertação do presidente Nicolás Maduro e da deputada e primeira combatente Cilia Flores. Não se trata, neste momento, de gostar ou não do governo Maduro. Mas de respeitar a integral soberania do povo venezuelano sobre seu destino, sem a interferência dos Estados Unidos, que age sempre no sentido de apoiar governos e políticos favoráveis aos seus interesses.

Por fim, a esquerda brasileira em seu conjunto precisa abrir o olho e se preparar para uma acirrada disputa política em 2026. Só os incautos acreditam numa suposta “química” entre o governo brasileiro e Donald Trump. Os Estados Unidos não têm amigos, mas interesses. E se o seu maior objetivo, hoje, é acabar com a Revolução Bolivariana, seu alvo no fundo é se apossar do Brasil.

Já ao governo brasileiro cabe, nesse contexto, ser um ponto de contenção ao avanço do imperialismo sobre os países latino-americanos. Lula precisa exigir a libertação imediata de Maduro e Cilia Flores, como forma de restabelecer a soberania venezuelana agredida pelo sequestro. Ao mesmo tempo, liderar uma frente em defesa da soberania nacional e corrigir sua conduta até o momento errática em relação à Venezuela, aprovando a entrada imediata do país nos Brics.

A unidade e a luta dos povos latino-americanos transformará nosso continente na tumba do imperialismo estadunidense.

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

NÃO SE DEFENDE A SOBERANIA CONFIANDO NA BURGUESIA * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA - LCB

NÃO SE DEFENDE A SOBERANIA CONFIANDO NA BURGUESIA

Desde o início dos ataques imperialistas de Trump contra o Brasil, a reação do governo é a de mobilizar os capitalistas atingidos pelo tarifaço. Essa abordagem reduz o ataque à nossa soberania a um conflito de natureza comercial. E tenta contornar o tarifaço ao entabular negociações diretas com setores empresariais dos Estados Unidos também impactados pelo anúncio das medidas.

Porém, o que está em jogo é algo muito maior. O imperialismo estadunidense, na luta contra a sua decadência, arrasta o Brasil para um conflito de natureza geopolítica. O alvo dos ataques ao Brasil são os BRICS e o controle do espaço político e econômico latino-americano diante do retumbante avanço chinês sobre a região. A anistia a Bolsonaro, colocada por Trump como condição para negociação comercial, é peça fundamental dessa estratégia.

Ao exigir a anistia a Bolsonaro, permitindo que ele concorra na eleição presidencial de 2026, os Estados Unidos teriam um candidato completamente alinhado aos seus interesses. Tudo indica que a família Bolsonaro, através do filho Eduardo que está nos Estados Unidos, já entabulou negociações com Trump.

O roteiro é conhecido. Trump impõe tarifas comerciais escorchantes e sanções a autoridades brasileiras, como a lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes. Em troca, caso o Brasil ceda e Bolsonaro seja anistiado e vença, seu governo aplicaria uma agenda de interesse completo dos Estados Unidos. O próprio Bolsonaro já anunciou em fevereiro, que caso possa concorrer e ser eleito, tiraria o Brasil dos BRICS e permitiria a instalação de bases militares na Tríplice Fronteira.

Estamos diante, portanto, de um ataque sem precedentes a nossa soberania. Essa ingerência dos Estados Unidos se apoia nos segmentos mais reacionários da classe dominante e das camadas médias. A esse setor entreguista pouco importa a defesa da soberania. Interessa-lhes muito mais se livrar de uma força política que imaginariamente representa uma ameaça aos seus interesses e à sua visão de mundo.

Por isso o povo precisa ser mobilizado e entrar nessa disputa. Não se pode confiar na burguesia brasileira. Preocupada apenas com seus negócios, ela vai roer a corda caso passe a ser alvo de medidas coercitivas do governo Trump. O Bradesco, que têm investimentos internacionais, já manifestou temores de ser alvo da lei Magnitsky. Vozes na grande imprensa burguesa cobram do governo que este negocie o tarifaço e que Lula faça um gesto de entendimento e telefone a Trump.

Porém, não há o que negociar, pois o que está em jogo é a destruição da soberania nacional disfarçada de disputa comercial. Não é momento de entreguismo que envolva, por exemplo, negociações que ataquem ao Pix e a participação dos Estados Unidos na exploração das terras raras brasileiras, como sugeriu o ministro Fernando Haddad.

Os Estados Unidos são um rato que ruge. Sob a gestão Trump ameaçam os países com o fogo do inferno, caso não cedam integralmente aos seus interesses. Mas, quando encontram resistência, recuam de suas bravatas. A decisão de Trump de retirar quase 700 produtos brasileiros do tarifaço é um exemplo e foi fruto da decisão acertada do governo de não admitir ataques à soberania brasileira.

Como ensina Marx em Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, “a força material tem de ser deposta por força material”. O ataque imperialista ao Brasil, apoiado por forças internas entreguistas, só será vencido pelo povo mobilizado. Não se pode tratar o conflito com Trump como uma disputa comercial. Deve-se considerá-la como uma disputa de natureza geopolítica, em que a nossa soberania está sob grave risco de retrocesso, com impacto profundo na luta de classe no Brasil.

Só a massa trabalhadora é capaz de defender de verdade a soberania nacional.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA - LCB
*

domingo, 23 de fevereiro de 2025

VIRA-LATAS COMPLEXADOS ABANAM A CAUDA PARA TRUMP * Emerson Barros de Aguiar/PB

VIRA-LATAS COMPLEXADOS ABANAM A CAUDA PARA TRUMP
Emerson Barros de Aguiar/PB


Quando trato de viralatismo é importante dizer não estou me referindo ao nosso querido e respeitável “cão caramelo”, oficialmente reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Brasil por meio do Projeto de Lei 1897/23. O verdadeiro “vira-lata” é o direitista e o extremo-direitista que se envergonham da sua brasilidade, do seu povo e de sua história.
O fenômeno viralatista já foi cantado por Beth Carvalho em sua interpretação da canção “Corda no Pescoço”, de autoria de Adalto Magalha e Almir Guineto. “(...) morde o osso, mas da fruta que eles gostam, come até o caroço...”, dizia nossa afinada diva sambista, referindo-se ao cordão de puxa-sacos da gringaiada rica. Em sua composição “O Patrão Mandou”, Paulinho Soares tratou do mesmo tema: “O patrão mandou cantar com a língua enrolada. Everybody, macacada! Everybody, macacada! E também mandou servir uísque na feijoada. Do you like this, macacada? Do you like this, macacada? E ainda mandou tirar o nosso samba da parada. Very good, macacada! Very good, macacada!”

Jackson do Pandeiro, apesar do nome próprio anglo-saxão, também defendeu a nossa cultura frente ao “viralatismo”, ao cantar o primeiro verso da canção “Chiclete com Banana”: “eu só ponho be-bop no meu samba quando o Tio Sam pegar no tamborim..."

A expressão nelsonrodriguiana "complexo de vira-lata" sintetiza o sentimento de inferioridade e autodepreciação que a direita e a extrema-direita brasileiras nutrem em relação à sua própria cultura e identidade. O termo sugere que, diante de modelos estrangeiros considerados superiores, há uma tendência de minimizar ou desvalorizar as qualidades e realizações nacionais.

Os nazipobres, bonecos de ventríloquo da plutocracia rentista, acusaram injusta e falsamente o Ministro Haddad de aumentar impostos. Contudo, diante da tributação voraz de Trump, que anunciou a imposição de tarifas de até 25% sobre as importações, comemoraram.

Desde sua posse em janeiro de 2025, o presidente Donald Trump, implementou uma série de medidas tarifárias com o objetivo de proteger a economia americana e reduzir o déficit comercial, num conjunto de ações que incluem majorações brutais nas tarifas de importação e a introdução de novas taxas sobre produtos de diversos países.
Ao impor tarifas elevadas sobre produtos importados, Trump provoca os principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, que tendem a retaliar com medidas semelhantes, numa escalada que cria um ciclo de represálias que torna o ambiente de comércio internacional cada vez mais tenso, imprevisível e instável. O aumento das tarifas encarece os produtos para os consumidores, induz à inflação, diminui o volume de comércio e gera incerteza no mercado, o que desestimula investimentos e afeta as cadeias de suprimentos globais. A adoção de tais medidas não só impacta negativamente a economia dos países envolvidos, mas também pode desencadear uma série de retaliações que só agravariam a já delicada situação econômica global.

O isolamento da economia norte-americana estimula retaliações de outros países, gera instabilidade e incerteza, prejudica a cooperação econômica e aprofunda crises em economias mais vulneráveis. Trump tenta favorecer a economia norte-americana de maneira artificial, sem resolver seus problemas estruturais de produtividade e competitividade. Em vez de promover um desenvolvimento sustentável, a sobretaxação sobre as importações apenas transfere os custos para consumidores e empresas que dependem do aço estrangeiro, resultando em aumento de preços e perda de eficiência. Esse tipo de barreira comercial também intensifica as desigualdades globais, prejudicando países fornecedores, como o Brasil, que têm no setor siderúrgico uma importante fonte interna de empregos e exportações. Trata-se de uma ação de imperialismo econômico, que impõe dificuldades para nações que competem no mercado internacional enquanto favorecem grandes corporações domésticas.

A cegueira imposta pelo viralatismo é tão grande que os pobres de direita saúdam as medidas trumpistas que prejudicam as exportações nacionais. O aumento das taxas sobre a importação de aço brasileiro, anunciado por Trump, afeta negativamente o Brasil ao encarecer os seus produtos no mercado norte-americano, reduzindo sua competitividade. Com a elevação dos custos, as exportações de aço ficarão menos atrativas, o que provocará uma queda acentuada na demanda por parte dos compradores. Essa redução nas vendas afetará a produção e os empregos no setor siderúrgico e nas indústrias que dele dependem, além de desequilibrar a balança comercial do país.

O paradoxo de celebrar o seu algoz, transcende o mero complexo de vira-lata e já ingressa no campo das enfermidades psicológicas. Quem desenvolve um vínculo afetivo com o seu agressor sofre de “síndrome de Estocolmo”, o fenômeno assim batizado pelo criminologista e psiquiatra sueco Nils Bejerottor, em que a vítima passa a demonstrar simpatia por quem a ataca. Comemorar medidas que só prejudicam o Brasil, é um ato patológico que confirma uma mentalidade de submissão e de comemoração do próprio prejuízo.

Os vira-latas direitistas admiradores de Trump se inspiram na invenção de Thomas Adams, o chiclete, que apesar de só levar dentada, ainda gruda no dente.

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

DOSSIÊ USAID * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

O QUE É USAID
*O QUE É A USAID, UM INSTRUMENTO DOS EUA PARA FINANCIAMENTO DE GOLPES DE ESTADO*
*Publicado RT Espanhol: 4 de fev de 2025 15:00 GMT*

*A equipe de Donald Trump suspendeu o financiamento de projetos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, que vem sendo acusada há anos de realizar atividades subversivas em vários países.*

▪️O que é a USAID?
▪️Histórico da criação da agência
▪️O que a USAID faz?
▪️Atividades na América Latina
▪️Críticas da equipe de Trump
▪️Início da reforma da USAID

*O que é a USAID?*

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) tem sido há muito tempo um instrumento essencial da política externa americana.

De acordo com o site oficial do governo dos EUA, é a principal agência "para estender assistência a países que se recuperam de desastres, buscam escapar da pobreza e empreendem reformas democráticas".

*Histórico da criação da agência*

A USAID foi criada em 1961, no meio da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética. Como observa a AP, o ex-presidente dos EUA John Kennedy queria uma maneira mais eficiente de combater a influência soviética no exterior por meio de ajuda externa e considerou o Departamento de Estado "frustrantemente burocrático" ao fazê-lo.

*O que a USAID faz?*

A agência emprega mais de 10.000 pessoas, das quais aproximadamente dois terços trabalham no exterior. A USAID continua sendo a maior doadora mundial de ajuda humanitária, fornecendo 42% de toda a ajuda humanitária registrada pelas Nações Unidas em 2024. A agência destinou mais de US$ 40 bilhões em assistência financeira a 130 países no ano fiscal de 2023.

Apesar de seus objetivos humanitários declarados, a agência é regularmente criticada por governos estrangeiros, que a veem como uma ferramenta de influência dos EUA para interferir nos assuntos internos de suas nações.

*Atividades na América Latina*

A América Latina tem sido historicamente uma das regiões nas quais a USAID desenvolveu suas atividades. Além da estreita cooperação entre a USAID e o FBI na segunda metade do século XX, a agência de desenvolvimento também foi acusada de interferir nos assuntos soberanos de países da região mais recentemente.

*Venezuela*

A USAID intensificou seu trabalho na Venezuela antes e imediatamente após o golpe de 11 de abril de 2002 contra o presidente Hugo Chávez, que retomou o poder dois dias depois. A entidade foi acusada de apoiar a oposição e participar da tentativa de mudança de poder. Em 2006, foi revelado que o Escritório de Iniciativas de Transição da USAID supervisionou mais de US$ 26 milhões em doações para vários grupos na Venezuela desde 2002.

Um dos telegramas da agência vazados pelo WikiLeaks explicou a estratégia dos EUA na Venezuela entre 2004 e 2006, que incluía as seguintes disposições: "1) fortalecer as instituições democráticas, 2) penetrar na base política de Chávez, 3) dividir o chavismo, 4) proteger negócios vitais dos EUA e 5) isolar Chávez internacionalmente".

*Bolívia*

Em 2013, o então presidente boliviano Evo Morales expulsou a USAID do país, acusando-a de conspiração e interferência em assuntos políticos internos.

Durante o mandato de *Evo Morales,* a agência foi acusada pelo Governo de participar ativamente de planos violentos de desestabilização, separatismo e intervenção em processos eleitorais na Bolívia.

*Cuba*

A USAID estava por trás da criação do chamado "Twitter cubano", uma rede social cujo objetivo real era mudar o poder em Cuba, conforme revelado pela AP em 2014. O plano da agência era criar uma audiência para o projeto ZunZuneo, atraindo principalmente usuários jovens, e então incentivar a organização de manifestações políticas.

O financiamento da plataforma foi canalizado por meio de empresas criadas na Espanha e nas Ilhas Cayman para ocultar a origem do dinheiro. O ZunZuneo operou por vários anos e deixou de existir em 2012, quando o financiamento governamental cessou.

O então administrador da USAID, Rajiv Shah, descartou a ideia de que se tratava de um programa secreto, embora admitisse que "algumas partes dele foram feitas discretamente". A agência disse na época que estava "orgulhosa de seu trabalho em Cuba para fornecer assistência humanitária básica, promover direitos humanos e liberdades fundamentais e ajudar a informação a fluir mais livremente para o povo cubano".

*México*

Em um dos exemplos mais recentes de atividade subversiva da USAID, o governo mexicano revelou em agosto de 2024 que, durante o mandato de *Andrés Manuel López Obrador,* a agência financiou a organização de oposição Mexicanos Contra a Corrupção e a Impunidade (MCCI) com 96,7 milhões de pesos (mais de 5 milhões de dólares).

*Críticas da equipe de Trump*

Desde que assumiu o cargo, o presidente dos EUA, Donald Trump, e sua equipe têm feito uma torrente de críticas contra a agência, que ele disse ser "administrada por um bando de lunáticos radicais".

*Elon Musk,* chefe do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), acusou a USAID de financiar pesquisas sobre armas biológicas, incluindo um laboratório ligado à disseminação da Covid-19, e de pagar "meios de comunicação para publicar sua propaganda".

Revelando as despesas mais "ridículas" da agência, o governo Trump revelou que os fundos foram alocados para alimentação de "combatentes afiliados à Al Qaeda na Síria", "uma 'ópera transgênero' na Colômbia" e financiamento de "turismo no Egito", entre outros propósitos.

*Início da reforma da USAID*

Em meio a críticas, o financiamento para projetos da USAID foi suspenso, enquanto Musk alegou que a agência estava "além de qualquer reparo", acrescentando: "Estamos fechando-a".

As operações da agência estão sendo reorganizadas, e o Secretário de Estado dos EUA *Marco Rubio* se tornou seu administrador interino. Ele disse que muitas funções "continuarão" e confirmou a fusão da agência com o Departamento de Estado.

Nesse contexto, *Rubio* notificou o Congresso de que "as atividades de ajuda externa da USAID estão sob revisão para possível reorganização".

*Reconhecido como um grupo terrorista na Rússia e proibido em seu território.

"EUA FECHA USAID E A CLASSIFICA COMO “GRUPO DE CRIMINOSOS”
04/02/2025 

O governo dos Estados Unidos anunciou a decisão de fechar a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) definitivamente, classificando a agência como um “grupo de criminosos”. A USAID, que deveria supervisionar programas humanitários e de desenvolvimento no exterior, é conhecida pela esquerda combativa como um grupo que de atua na desestabilização de países e governos ao redor do mundo.

Historicamente, a agência teve papel decisivo em eventos como o Maidan na Ucrânia, onde grupos neonazistas tomaram o poder em 2014. Entre 1995 e 2002, os EUA investiram mais de US$ 23 milhões, em média, apenas na assistência à mídia de oposição para derrubar Slobodan Milosevic, totalizando mais de US$ 100 milhões em esforços para sua deposição, com forte envolvimento do investidor George Soros.

Além disso, a USAID tem um “braço” formado por ONGs que atuam ativamente no apoio a certos grupos opositores em diversos países. Enquanto na Espanha esse apoio é feito através do ministério do exterior, nos EUA, organizações como o National Endowment for Democracy (NED), a Freedom House e o International Republican Institute, ligados ao partido republicano, recebem substanciais financiamentos da USAID. Essa agência, por sua vez, já capitaneou movimentos golpistas na América Latina desde os anos 60, incluindo no Brasil.

Na Bolívia, documentos obtidos pelo jornalista Jeremy Bigwood revelaram que a USAID manteve um “Escritório para Iniciativas de Transição”, que investiu US$ 97 milhões em projetos de “descentralização” e “autonomias regionais” desde 2002, fortalecendo governos estaduais opositores ao então presidente Evo Morales. Um PowerPoint vazado pelo WikiLeaks mostrou que a USAID colaborava com o IRI e a Freedom House, que também recebem vultuosos financiamentos da agência.

Recentemente, foram divulgados os fundos históricos da USAID destinados à subversão em Cuba, totalizando 197.270.000 dólares entre 2001 e 2008, conforme reportado por Tracey Eaton em seu blog “Along the Malecon”. Um texto assinado por Bolívia, Cuba, Equador, Dominica, Nicarágua e Venezuela denunciou as ações de “ingerência aberta” da USAID, que financia grupos e projetos voltados para desestabilizar governos legítimos que não se alinham aos interesses de Washington.

Evo Morales, em um ato público no Dia Internacional dos Trabalhadores, anunciou a expulsão da USAID da Bolívia, alegando que a agência conspirava contra seu governo. O mandatário boliviano justificou a decisão como uma questão de soberania e segurança do Estado, ressaltando as experiências negativas que a USAID teve em outros países da região, onde houve clara intervenção e desestabilização.

Em que pesem todas as más intenções do atual presidente dos EUA, fato é que a decisão de fechar de uma vez por todas essa obscura agência só poderá beneficiar os povos de todos os países.

FOTO: USP

FONTE: https://www.facebook.com/photo?fbid=9076362669085843&set=a.105549126167287 "
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sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Imperialismo Genocida * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

Imperialismo Genocida

Ganhe quem ganhar, o imperialismo segue avançando seus interesses contra os povos.

O Republicano de extrema direita Donald Trump foi eleito pela segunda vez à frente da presidência da república da principal potência imperialista do mundo, contra a Democrata Kamala Harrís.

Segundo o jornal O Globo, "Até o momento, Trump vence em 27 estados. Há ainda cinco onde não foi declarado o vencedor" ("O Globo ", 06/11/2024).

O direitista Republicano retorna a gerência da pátria estadunidense após quatro anos, num contexto marcado pelo agravamento do declínio histórico do imperialismo no mundo. O regime político interno dos Estados Unidos, apesar do relativo crescimento econômico conjuntural e superficial, vive uma crise persistente, o agravamento da decadência social do país é algo inédito; o irracionalismo, a decadência cultural e a barbárie ideológica tomaram por completo o espírito geral que impera na sociedade estadunidense.

Externamente, o imperialismo sofre uma derrota de grandes proporções geoestratégicas na Ucrânia, vê seu posto avançado no Oriente Médio chamado "Israel", atolado num duro combate com o "Eixo da Resistência" árabe e isolado mundialmente. Por outro lado, a ascensão de China e Rússia como importantes atores geopolíticos internacionais e o crescimento dos BRICS na arena internacional, ameaçam colocar freios ao poder unipolar dos Estados Unidos e sua hegemonia terrorista no mundo; também, o imperialismo já pode ver no horizonte a decadência e contestação do sistema monetário do petrodólares, uma das colunas centrais de sustentação de seu poderio guerreirista sobre os povos.

Em tal conjuntura, a tendência é que o próximo governo Republicano, embora em grande medida assentado numa fração da burguesia estadunidense, mais ligada ao mercado interno, dar continuidade em linhas gerais à política imperialista terrorista agressiva do Democrata Joe Biden. Sobretudo porque trata-se de defender interesses estratégicos fundamentais do Estado imperialista Norte Americano diante de seu franco declínio mundial. Republicanos e Democratas, embora relativas às diferenças por expressarem determinadas frações das classes dominantes ianques, com determinados interesses econômicos, representam naquilo que se torna estratégico e fundamental, alas diferentes do partido único da burguesia imperialista.
Os Democratas, inclusive, tem se mostrado mais alinhados com as frações mais expansionistas de sua burguesia. Basta vermos que foi durante o governo do negro simpático e Democrata Barack Obama, que explodiu um processo avassalador do golpismo imperialista no mundo sob as formas de revolução colorida e guerras híbridas.

Tanto a região do Oriente Médio, como América Latina, Norte da África e Europa do Leste sofreram, ou estão sofrendo processos de reconfiguração em seus respectivos mapas geopolíticos, devido às guerras híbridas ou convencionais, articuladas por Washington e seus pré postos cabeças de ponte nas respectivas regiões.. As chamadas "Primaveras Árabes", o golpismo generalizado que promoveu mudanças de regime em diversos países latino-americanos desde 2009, o golpe nazista na Ucrânia em 2014, o genocídio contra o povo palestino e libanês de agora, etc., tiveram origem e/ou continuidade durante os sanguinários governos Democratas nos Estados Unidos, desde o negro Obama, até o velhinho gagá identitário Biden.

O direitista fascista Trump por exemplo, apesar das bravatas e torpezas, não cometeu nem de longe nada parecido com os crimes da dupla Democrata Obama/Biden (poderíamos acrescentar nesta lista a criminosa e assassina madame Hilary Clinton).

Não queremos dizer com isso, que o fanfarrão Donald Trump seja supostamente mais "moderado" ou "comedido" como gerente do agressivo império estadunidense. Não, de forma alguma. Trump, assim como seus antecessores, não passa de um serviçal dos interesses das classes dominantes imperialistas e portanto, apesar de diferenças pontuais com seus parceiros Democratas, terá de cumprir no essencial, aquilo que for de interesse da hegemonia guerreirista imperial.

A classe operária e os povos oprimidos do mundo, não podem ter o mínimo de ilusões em quem quer que seja o gerente da vez na pátria ianque. A chamada "esquerda" brasileira da atualidade, pequena burguesa e vinculada ideologicamente com os modismos universitários identitários que vêm dos Estados Unidos, há demonstrado histeria e desespero diante da vitória do direitista Trump, como se sua concorrente, Kamala Harrís, não estivesse envolvida diretamente com o genocídio do povo palestino e as provocações contra a Venezuela, Rússia, Irã e China, que podem levar o mundo a uma terceira guerra mundial nuclear. Isso mostra a falência total dessa "esquerda" identitária e do governo petista de Lula, alinhado até a medula com o partido Democrata e o genocida Joe Biden.

Ganhe quem ganhar, o imperialismo estadunidense, base de sustentação do modo de produção capitalista no mundo e bastião Internacional da contra-revolução e do irracionalismo, guia-se por seus interesses de dominação total contra os povos, nem que para isso leve a humanidade toda a sua destruição.

A esquerda no mundo precisa voltar às suas origens históricas. Retornar aos ensinamentos de Marx, Engels, Lenin, Trotsky, Mao TSE Tung, Guevara, etc., é fundamental para superar a atual confusão ideológica pós moderna que ganhou terreno nas últimas décadas de auge da contra-revolução mundial.

Voltar-se à luta antiimperialista irredutível, ao combate internacional contra o capital e pelo comunismo, deve ser nosso norte e de todos os trabalhadores conscientes do mundo, no atual período de decadência geral do regime burguês e que tem se expressado no declínio histórico do imperialismo americano.

MAIS IMPERIALISMO GENOCIDA

Frente Revolucionária dos Trabalhadores
FRT