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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

SÓ O POVO PODERÁ DEFENDER O BRASIL * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

SÓ O POVO PODERÁ DEFENDER O BRASIL
José Múcio, ministro da Defesa, protagonizou uma das maiores infâmias políticas dos últimos tempos. Perguntado sobre qual seria a reação do Brasil em caso de invasão dos Estados Unidos declarou que a única saída seria “abrir o portão”. Ou seja, deixar o imperialismo tomar conta do país sem oferecer qualquer resistência. A frase é um exemplo do entreguismo de setores das classes dominantes brasileiras e de expoentes de um ramo do aparelho de Estado, as forças armadas, cuja tarefa básica seria defender as fronteiras nacionais e garantir a integridade territorial da nação.

No mesmo dia da declaração feita por Múcio, os presidentes dos clubes militares lançam uma nota de teor golpista. Depois de anunciarem riscos à Nação, por não ter se dobrado aos ditames imperialistas de Trump, declaram ser “pouco provável que soluções consistentes surjam de um ambiente político marcado por sucessivas crises”.

Essas declarações foram precedidas por outra, feita pelo comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen. No final de julho, em entrevista à CNN Brasil, ele declarou, mesmo diante da escalada do conflito de Trump contra o Brasil, não acreditar em um ataque militar dos Estados Unidos, pois existiria um alinhamento doutrinário entre as forças navais de ambos os países.

Essas falas, feitas num intervalo de poucas semanais, revelam mais uma vez a atuação das forças armadas como um aparelho de Estado com agenda e interesses próprios. Elas não se subordinam aos interesses do povo e do país, mas ao funcionamento de uma burocracia estatal com interesses próprios, contrários aos interesses da coletividade nacional. Reclamam constantemente da falta de verbas, mas dos R$ 118,66 bilhões executados do orçamento em 2025, R$ 103,43 bilhões, ou 87,17% do total, foram gastos com soldos do pessoal ativo, mais pensões e pagamento dos inativos.

O problema central não se resume à necessidade de modernizar as forças, mas em uma doutrina de segurança nacional alinhada de modo subordinado aos interesses dos Estados Unidos. Como forças armadas de um país capitalista dependente elas historicamente tem atuado como primeira linha de defesa dos interesses imperialistas dentro do próprio país. Sua doutrina de segurança se preocupa muito mais com a “ameaça interna”, leia-se, os movimentos e organizações populares que lutam por transformações mesmo mínimas nas estruturas da sociedade brasileira.

Por isso, a fala de Múcio pode ser entendida, no contexto de aumento da escalada de ataques de Trump contra o Brasil, como um “convite”. Podem nos invadir à vontade que não ofereceremos resistência.

Com a soberania nacional ameaçada pela agressividade do imperialismo, vai ficando cada vez mais evidente quem pode e quer defender o Brasil de quem quer vendê-lo ao imperialismo.

Que Múcio, os presidentes dos clubes militares, o almirante e toda uma patota de lambe botas do imperialismo falem por si. O povo é diferente da classe dominante que o explora e oprime. Se alguns preferem a covardia de se esconderem em acordos e associações com o imperialismo, com certeza haverá gente do próprio povo disposta a lutar junto a setores militares nacionalistas.

A conjuntura está evoluindo cada vez mais para separar os vendilhões do Brasil dos verdadeiros filhos do povo dispostos a defender nossa soberania.

LIGA COMUNISTA BRASILEIRA-LCB

quarta-feira, 1 de julho de 2026

DERROTAR TRUMP E A AMEAÇA IMPERIALISTA * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA/LCB

DERROTAR TRUMP E A AMEAÇA IMPERIALISTA
A eleição presidencial de 2026 será um momento decisivo para o futuro da luta de classe no Brasil. O projeto da extrema-direita brasileira para a eleição de outubro é a de transformar o cargo de presidente da República em um encarregado de negócios dos interesses estadunidenses.

A revelação da carta de Marco Rubio, Secretário de Estado do governo Trump, equivalente ao nosso cargo de chanceler, enviada a Flávio Bolsonaro, revela o nível dessa sujeição política. Rubio agradece a Flávio, caso seja eleito presidente, por oferecer ao governo dos Estados Unidos participação na equipe de transição.

Nunca como antes a Independência do Brasil esteve sob o grau de ameaça hoje conhecido. Sempre tivemos, em nosso país, setores entreguistas e pró-imperialistas das classes dominantes. Sua associação com o imperialismo, primeiro britânico e depois estadunidense, foi uma constante em nossa história.

Porém, estamos na iminência de um aprofundamento dessa relação de dependência. Os Estados Unidos consideram a América Latina como uma reserva estratégica. A doutrina Monroe, com o lema “A América para os americanos”, cunhada há duzentos anos, é a expressão dessa estratégia.

A condição de liderança inconteste dos Estados Unidos do campo imperialista é colocada cada vez mais em xeque. Novos concorrentes internacionais, com destaque para a China, entraram em cena e desafiam o domínio estadunidense no campo comercial, tecnológico e militar. Por isso, a condição da América Latina de reserva estratégica dos Estados Unidos se torna ainda mais importante nos dias atuais.

Mas essa condição também está ameaçada. A presença chinesa na América Latina se tornou marcante. Atualmente, a China se tornou a maior parceira comercial do Brasil, Chile e Peru. Enquanto a China compra matérias-primas básicas dos nossos países, ela invade o mercado latino-americano com produtos industriais de alta tecnologia e investimentos em infraestrutura logística.

Para a Casa Branca é inadmissível essa presença em seu “quintal”. Sob o governo Trump, apoiado em segmentos locais de extrema-direita, os Estados Unidos aumentam sua ingerência nos assuntos domésticos dos países latino-americanos. Fazem-no de várias formas: com agressões militares e sequestro de presidentes, caso da Venezuela; operando fraudes eleitorais como no caso de Honduras e Colômbia; e elevando a agressividade do bloqueio a Cuba, incluindo ameaças de agressão militar.

Quanto ao Brasil, por enquanto, esse ataque é desferido na forma de sobretaxas aos nossos produtos exportados aos Estados Unidos, na tentativa de atacar o Pix, considerando-o uma concorrência desleal aos cartões de crédito gringos, e na classificação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas. Com a aproximação das eleições presidenciais, a interferência do governo Trump vai aumentar. O controle político do Brasil é peça essencial em seu projeto de controle absoluto da América Latina. Trump já declarou ser a eleição brasileira seu próximo desafio.

É preciso enfrentar essa ameaça. E a derrota da extrema-direita em outubro será determinante para o futuro da luta de classe no Brasil, bem como no conjunto da América Latina.

INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS: 250 ANOS DE GUERRAS E MASSACRES

Nesse 4 de julho, os EUA completam 250 anos de independência. Data menos festejada do que os dois séculos e meio possam significar. Os mais velhos lembram os festejos no já longínquo bicentenário. Os EUA comemoram sua data magna com a sua hegemonia desfaida por China e Rússia e lutando para recuperar sua indústria e sua capacidade de inovação tecnológica, utilizando a guerra e a ainda predominância financeira para tal.

Os EUA comemoram seus 250 anos de independência com um governo que vai contra tudo que os Pais Fundadores estruturam. Trump acaba com o chamado equilíbrio entre os poderes. Não respeita as decisões da Suprema Corte. Desafia permanentemente o Congresso. E o pior dos anátemas, atenta contra a autonomia dos estados.

Trump não é um ponto fora da curva entre as administrações presidenciais dos EUA. Todos os presidentes no século XX deram sua contribuição ao belicismo e à ofensiva imperialista. Logo após o reconhecimento das potências europeias à existência independente das antigas Treze Colônias, os EUA iniciaram sua expansão econômica e territorial. Primeiro, no norte do continente americano, às expensas dos nativos americanos e das antigas potências coloniais, França e Espanha. Depois do México, com a tomada de metade do território desse país, formando os estados do Texas, Arizona, Nevada, Novo México e Califórnia.

Depois de acertar contas com o Sul escravagista e monocultor na Guerra Secessão, os EUA ampliam seu expansionismo no exterior, que culminou na guerra contra a Espanha, criando um Império Colonial próprio, com Filipinas, Porto Rico, ilhas do Pacífico e submetendo Cuba a um estatuto quase colonial.

A participação dos EUA nas duas guerras mundiais foi o impulso para substituir as velhas potências europeias. Após o segundo conflito mundial, o poder do Império Estadunidense parecia incontestável. Com seu território não devastado pela guerra, os EUA emergem como a grande potência do mundo capitalista. Consegue estabelecer o dólar como moeda conversível para todas as transações internacionais. No imediato pós-guerra, única potência nuclear. Maior economia industrial.

Só quem poderia desafiar tamanho poder era a União Soviética.

Com a ocupação militar de Alemanha e Japão, os EUA estabeleceram uma rede de bases militares que se desdobra por todo o planeta. Submeteu a Europa ao protetorado militar dos EUA, através da OTAN, cujo custeio Trump quer repassar aos europeus.

A política imperialista dos EUA prescinde de uma dominação estatal direta. Se utiliza da subserviência de governos e burguesias locais. Mas não abre mão de intervenções militares diretas. A lista desde o pós-guerra é interminável, seja com bombardeios, seja com tropas do Pentágono em terra, seja com "assessores".

Na América Latina, o histórico de interferências tem como ato inaugural a Doutrina Monroe. A América para os americanos foi a fórmula do presidente James Monroe manter afastadas as potências coloniais europeias e criar o funesto conceito de Hemisfério Ocidental.

O teórico de origem holandesa Nicolas Spykman levou essa formulação ao paroxismo. Defendeu que a América Latina deveria ser parte de um domínio americano, para que os EUA enfrentassem a potências da Eurásia (leia-se URSS, e Rússia nos dias de hoje). Via possibilidade de se desafiar o poder estadunidense no continente no Brasil, Argentina e Chile, que a pax americana deveria zelar para manter separados. Que o digam Kast e Milei. Se os três países do ABC, como Spykman nomeava, se unissem, os EUA deveriam recorrer à guerra. Essa citação é textual na obra do acadêmico holandês.

Nunca os EUA deixaram de intervir na América Latina. Primeiro fomentando golpes militares. Depois cooptando os chamados governos democráticos. Agora interferindo em processos eleitorais, como fez no Equador, Peru e Colômbia. Se prepara para tentar o mesmo na eleição brasileira de 2026.

A ameaça estadunidense não é meramente retórica. É longa a história de intervenções, invasões e sabotagens das administrações dos EUA em nossos países. É subestimada a atuação de agências e empresas de tecnologia nos eventos de 2013, na operação Lava jato, no impeachment e na eleição de Bolsonaro.

Derrotar o fascismo e o imperialismo é a tarefa fundamental dos comunistas e dos trabalhadores no Brasil.


LIGA COMUNISTA BRASILEIRA/LCB

quarta-feira, 3 de junho de 2026

DEFENDER A SOBERANIA NACIONAL CONTRA AS AMEAÇAS DO IMPERIALISMO * Liga Comunista Brasileira/LCB

DEFENDER A SOBERANIA NACIONAL CONTRA AS AMEAÇAS DO IMPERIALISMO

Em 28 de maio, dois dias após reunião de Flávio Bolsonaro com Donald Trump, uma ordem executiva assinada por Marco Rubio, Secretário de Estado dos Estados Unidos, designou o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como Organizações Terroristas Estrangeiras.

Essa ordem executiva passa longe de qualquer interesse em combater o terrorismo. A finalidade é a de criar motivos para uma intervenção direta nos assuntos internos brasileiros. Faz parte da estratégia do imperialismo, divulgada em documento oficial da Casa Branca em dezembro de 2025, pela qual “os Estados Unidos reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental e para proteger nossa pátria e nosso acesso a geografias-chave em toda a região”.

Para alcançar esse objetivo, a tática estadunidense é a de retomar a política de guerra às drogas. Mas, com um elemento adicional novo: considerar as organizações criminosas como terroristas. Com isso, medidas unilaterais, baseadas em evidências frágeis e manipuladas de acordo com os interesses estadunidenses podem ser tomadas, como sanções econômicas e mesmo ações militares contra alvos dentro do Brasil. Isso é uma grave afronta à soberania nacional.

Outro componente dessa tática, declarada abertamente em referido documento, indica um alinhamento a “governos, partidos e movimentos na região que estejam amplamente alinhados com nossos princípios e estratégias”. Na aplicação dessa política, os Estados Unidos se apoiam em uma rede de partidos e governos aliados e submissos a essa estratégia. No Brasil, seus maiores aliados são a família Bolsonaro.

É por demais evidente as relações da família Bolsonaro, e do conjunto da extrema-direita brasileira, com o crime organizado. O clã é o braço político das milícias, como a de Rio das Pedras, e grupos de extermínio como o Escritório do Crime, cuja atuação não se distingue da forma como agem PCC e CV. O clã Bolsonaro, portanto, não tem moral para se apresentar como defensores do povo contra o crime organizado.

O objetivo de Trump e Marco Rubio, ao designarem PCC e CV como organizações terroristas, é o de se aproveitar de uma justa preocupação do povo brasileiro para justificar ataques à economia nacional, além de ações militares contra o território brasileiro, bem como alentar a candidatura de Flávio Bolsonaro, cujo propósito é o de transformar o Brasil num mero protetorado dos interesses estadunidenses.

As organizações criminosas precisam ser enfrentadas. Atuam como inimigas do povo, controlando territórios na base da violência e da ameaça aos moradores. Mas tudo isso tem de ser feito em completo respeito às leis brasileiras.

Os instrumentos financeiros criados com empresas da Faria Lima para lavar o dinheiro de suas atividades ilícitas precisam ser desmontados. Os territórios submetidos ao controle dessas facções devem ser liberados.

É preciso rechaçar em termos absolutos a decisão do governo Trump. Sua intenção, dentro do projeto estadunidense de controlar toda a América Latina, é a de contornar o declínio de sua hegemonia com o recurso a instrumentos econômicos, políticos, diplomáticos e militares para submeter as nações do continente aos seus interesses.

Ao mesmo tempo, diante de uma ameaça de intervenção militar, cabe ao governo impulsionar um debate sobre a mudança na doutrina de segurança nacional. Esta precisa abandonar a tese do “inimigo interno” para uma efetiva defesa frente ao “inimigo externo”, que é o imperialismo. Ao mesmo tempo, é necessário adotar uma política de cortar a dependência dos fornecedores externos de equipamento militar, notadamente os Estados Unidos, incentivando uma produção industrial própria adaptada às nossas necessidades, capaz de nos defender de ataques externos e garantir o exercício da soberania nacional pelo povo, que deve ser mobilizado para essa luta.

Fonte:
https://www.cartacapital.com.br/mundo/trump-quer-controle-da-america-latina-e-militarizacao-leia-plano-completo/*

 BANDO LESA PÁTRIA 

Bolsonaro e o seu filho
Eduardo traiçoeiro,
Crápulas fascistas,
Imorais desordeiros. 

Pai e filho rastejando
Na imoral covardia.
Os dois se humilhando
Para o imperialista;

Da potência do terror
Foram pedir para o Trump
Interferir no Brasil
Com o seu exército jagunço;

Para atacar os chefes
Do PCC, e do CV
Entrando em guerra
Pelo Brasil inteiro

Desrespeitando a nação
A soberania nacional 
Em defesa do bando
Da gangue Bolsonaro.

Pai e filho; em bando
Dos extremistas da direita
Juntos seguem planejando
Um golpe militar no Brasil.

O momento é delicado,
O povo brasileiro
Não pode permitir
O golpe dos bandoleiros!

J. Ernesto Dias

São Luís, MA - 03 de junho de 2026

sábado, 25 de abril de 2026

TERRABRAS JÁ! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

TERRABRAS JÁ!
Abaixo-assinado em apoio à criação da Terrabras.
ASSINE: Pelo apoio à criação da Terrabras

Terrabras já! Em defesa da soberania do Brasil
As terras raras (um grupo de 17 elementos químicos, como neodímio, lantânio e cério) são essenciais para tecnologias modernas — desde celulares e turbinas eólicas até veículos elétricos, radares e sistemas militares. Por isso, têm um peso econômico, tecnológico e geopolítico enorme.

O Brasil possui algumas das maiores reservas de terras raras do mundo. Temos um grande potencial para nos tornarmos um importante ator no mercado global de terras raras. No entanto, é preciso investir em pesquisa, refino e indústria.

É o momento de decidir se vamos permitir que empresas estrangeiras venham aqui e extraiam os minerais e o Brasil seja apenas um fornecedor de matéria-prima para países ricos, ou se vamos transformar esse potencial em poder econômico e estratégico real.

Esse debate ganhou ainda mais relevância com o anúncio de que a USA Rare Earth, empresa dos Estados Unidos, comprou a mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, Goiás, que opera a Mina de Pela Ema, rica em elementos de terras raras.

Diante disso o deputado federal e líder da bancada do PT na Câmara, Pedro Uczai, apresentou o Projeto de Lei 1754/2026, que busca proteger as riquezas estratégicas do país e cria a Terrabras, uma empresa pública destinada a gerir minerais críticos e estratégicos e garantir a soberania nacional sobre esses recursos.

A proposta cria um regime de partilha da produção mineral, semelhante ao adotado no pré-sal, onde a União passa a ser sócia direta da exploração, recebendo um percentual de participação, que pode variar entre 10% e 80%. O projeto estabelece ainda mecanismos para estimular a industrialização no país, exigindo conteúdo nacional, incentivando o beneficiamento dos minerais em território brasileiro e reduzindo a exportação de matéria-prima sem valor agregado.

Enquanto isso, Hugo Motta quer acelerar a votação do Projeto de Lei que versa sobre a regulação e exploração do setor de minerais estratégicos do Brasil (PL 2780/2024), que não garante a soberania e controle nacional sobre esses recursos.

Por isso, em defesa da soberania e do futuro do Brasil, nós assinamos pela criação da Terrabras, que impulsione a industrialização, o desenvolvimento tecnológico, a soberania e a segurança estratégica.
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quarta-feira, 8 de abril de 2026

RETOMAR A LUTA PELA SOBERANIA NACIONAL * Liga Comunista Brasileira/LCB

RETOMAR A LUTA PELA SOBERANIA NACIONAL

No atual contexto, de evidente crise da hegemonia imperialista estadunidense, o governo Donald Trump responde com uma política abertamente agressiva e neocolonial. Formas de dominação mais insinuantes, pela via do soft power, são substituídas por uma retórica e ações mais contundentes. A política imperialista é defendida sem meias palavras, impondo-se aos países da periferia do sistema um estado de exceção permanente.

Se quiser manter sua influência global, o imperialismo estadunidense precisa assegurar o controle da América Latina como base para sua projeção mundial. Para tanto, a reafirmação da antiga estratégia, de “América para os americanos”, exposta na Doutrina Monroe no começo do século XIX, é retomada com virulência. Expressando a personalidade narcísica do atual comandante da Casa Branca, agora se chama Doutrina Donroe. Mas se a Doutrina Monroe queria barrar a influência europeia nas Américas, a Doutrina Donroe tem como seu adversário a China.

Na luta dos Estados Unidos para reverter sua crise hegemônica, o Brasil é uma peça-chave. Somos o maior país da América Latina em dimensões territoriais, temos a maior população e a natureza nos dotou de grandes riquezas naturais cobiçadas pelo imperialismo. Temos importante projeção regional, com a luta de classe em nosso país repercutindo na luta de classe das nações do entorno.

Por todas essas razões, a eleição presidencial de 2026 assume uma importância decisiva para o futuro do Brasil. Paira sobre o nosso país uma grave ameaça de recolonização. Facções da burguesia brasileira, galvanizadas pelo bolsonarismo, defendem uma submissão completa do país aos interesses estadunidenses. Em congresso de líderes políticos fascistas, nos Estados Unidos, o candidato Flávio Bolsonaro declarou, caso eleito presidente, que colocará toda a riqueza das terras raras brasileiras a serviço dos Estados Unidos em sua disputa concorrencial com a China.

Essa manifestação de subserviência extrema reflete a política dessas facções, para quem a associação subordinada com o imperialismo estadunidense é um dado inquestionável. A instituição da presidência da República seria transformada em uma espécie de autoridade delegada pelos presidentes dos Estados Unidos.

As forças majoritárias da esquerda brasileira, nos seus últimos 50 anos, secundarizaram a questão nacional. Parida nas lutas contra a ditadura, e sofrendo com o impacto da dissolução do campo socialista, a questão democrática ocupou todas as suas preocupações. Teve até quem definiu a democracia como dotada de valor universal. Ela também embarcou na canoa furada da globalização, ignorando a permanência do imperialismo.

A luta pela soberania nacional deve ser resgatada com urgência pela esquerda brasileira. É impossível apresentar um programa político de superação das nossas contradições sociais, sem propormos um programa político capaz de resgatar a soberania nacional em todas as suas dimensões. Ambas as lutas, no contexto brasileiro, entram em contradição direta com o capitalismo. Associada em diferentes dimensões ao imperialismo, a classe dominante brasileira é o maior obstáculo à conquista de um país soberano e de uma superação da miséria e da pobreza do nosso povo. É urgente nos livrarmos da nossa classe dominante para não sucumbirmos a um projeto de recolonização do Brasil.

Para isso, será preciso construir instrumentos políticos capazes de unificar diferentes forças e personalidades em torno de um programa anti-imperialista como pressuposto das transformações econômicas, políticas e sociais revolucionárias em nosso país.

A MALHAÇÃO DO JUDAS E A MALHAÇÃO DA DITADURA MILITAR

A Malhação do Judas é uma tradição cultural de cunho religioso de vários países da América Latina. A malhação do Judas ocorre no sábado de Aleluia, dentre as festividades da Páscoa católica.

Tradição herdada da cultura ibérica, a malhação faz referência à traição de Judas, que delatou Jesus às autoridades romanas em troca de trinta moedas de prata. O evento é realizado em diversas cidades e bairros Brasil a fora.

Um boneco representando o personagem é espancado ou queimado. Em Itu, o boneco é explodido com fogos de artifício.

Em alguns locais, a festa assume caráter carnavalesco. E políticos desgastados e pessoas impopulares são personificados no Judas a ser malhado.

Na época da ditadura, os presidentes generais foram alvo da ira popular na forma do Judas malhado. No período final do regime, o ditador Figueiredo era o Judas favorito do povo nos bairros e cidades pequenas Brasil a fora. A criatividade popular transformou a festa religiosa em diversão e protesto social.

Neste ano, em alguns lugares do Brasil e no México, onde a tradição é mantida, a malhação do Judas teve Donald Trump como alvo da ira e do protesto popular. 

 Segue um documentário sobre a malhação do Judas, dirigido por Vitor Diniz e Danilo Agripino: https://www.youtube.com/watch?v=ZMvVvpHGXhY.
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terça-feira, 9 de setembro de 2025

LULA, ESQUERDA VOLVER! * Breno Altman/SP

LULA, ESQUERDA VOLVER!
BRENO ALTMAN
As mudanças no governo Lula depois dos ataques de Trump

Nesta edição do programa, o jornalista e analista político Breno Altman debate um dos temas mais urgentes do governo Lula: A Batalha do Tarifaço e a guinada à esquerda.

O aumento de tarifas de importação em setores estratégicos reacendeu o debate sobre os rumos do governo. Estaria Lula corrigindo o curso após pressões do campo progressista? Ou é apenas uma manobra tática em meio a tensões com o agronegócio e o mercado? Breno Altman traz sua análise crítica sobre os desdobramentos econômicos, os conflitos no Congresso e os sinais políticos por trás dessa medida.

terça-feira, 19 de agosto de 2025

AONDE MORA A SOBERANIA NACIONAL DO BRASIL? * FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

AONDE MORA A SOBERANIA NACIONAL DO BRASIL?
"Cannabrava | Mercenários ucranianos treinando na Aman: um escândalo contra a soberania nacional

Associação com grupos mercenários estrangeiros é crime no Brasil; como signatário de convenções internacionais, o país não pode compactuar com a infiltração de estruturas ilegais em suas instituições armadas

Conteúdo da página

Um fato gravíssimo e inaceitável ocorreu recentemente em solo brasileiro. A Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), a mais prestigiada escola de formação de oficiais do Exército, abriu suas portas para um curso de “Táticas de Pequenas Unidades” ministrado por mercenários da Phantom Black Company — grupo estrangeiro diretamente subordinado à inteligência militar da Ucrânia.

Esse episódio, ocultado pela grande mídia, não é apenas uma afronta à soberania nacional. É também uma violação das leis brasileiras e dos acordos internacionais que proíbem o mercenarismo. Um escândalo que exige resposta imediata do governo, firmeza das instituições e atenção da comunidade internacional.

Um braço da inteligência ucraniana no coração do Brasil

A Phantom Black Company não é um grupo qualquer. Em seu próprio site, define-se como “destacamento de ação tática que opera nas sombras da Ucrânia, sob o comando da Legião Internacional de Defesa e da Diretoria Principal de Inteligência (GUR).” Ou seja: uma Companhia Militar Privada (PMC), criada para operações secretas, sabotagem, reconhecimento ofensivo e eliminação de alvos.

A empresa recruta estrangeiros, exige fluência em inglês e os envia para a linha de frente da guerra. Estamos, portanto, diante de uma organização paramilitar transnacional, operando como braço direto da inteligência ucraniana. A simples presença dessa estrutura no Brasil já é ilegal. Sua associação com cadetes da Aman, absolutamente inadmissível.

Cumplicidade ou omissão?

O curso foi anunciado publicamente por um mercenário brasileiro, Guilherme “Raptor”, que se apresenta como veterano da guerra na Ucrânia e atual integrante da Phantom Black Company. Mais grave: já divulgou outro treinamento semelhante, programado para setembro em Curitiba (PR).

A questão central não é apenas o envolvimento de brasileiros como mercenários em guerras estrangeiras. O que choca é a aparente permissão — ainda que tácita — do próprio Exército para que tais agentes, ligados a um serviço de inteligência estrangeiro, instruam cadetes em pleno território nacional.

FONTES

PAULO CANNABRAVA
PEPE ESCOBAR
ROBINSON FARINAZO
-YOUTUBE-

quarta-feira, 16 de julho de 2025

LUTAR PELA SOBERANIA NACIONAL E POR UM PROJETO POPULAR RUMO AO SOCIALISMO * LIGA COMUNISTA BRASILEIRA - LCB

LUTAR PELA SOBERANIA NACIONAL E POR UM PROJETO POPULAR RUMO AO SOCIALISMO

Os ataques estadunidenses contra o Brasil não tem natureza comercial. Desde 2009, o Brasil apresenta déficit em seu comércio com os Estados Unidos. A taxação de 50% sobre as exportações brasileiras obedece outro motivo: é parte da guerra do imperialismo contra a sua decadência.

O objetivo de Trump é atacar o Brasil para atingir os BRICS. Acusa autoridades brasileiras de uma perseguição injustificada a Bolsonaro para recolocá-lo na disputa presidencial em 2026, exigindo sua anistia.

Bolsonaro representa o segmento mais entreguista e vende-pátria da burguesia brasileira. O próprio já anunciou que se eleito presidente em 2026 tiraria o Brasil dos BRICS e autorizaria a instalação de bases militares estadunidenses na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai, em Foz do Iguaçu-PR).

Bolsonaro e asseclas precisam ser tratados como inimigos da pátria. Utilizam-se do medo e da ameaça - resgatando o exemplo do Japão, atacado pelos Estados Unidos com duas bombas atômicas na Segunda Guerra -, caso não nos ajoelhemos aos interesses gringos. Merecem, junto com toda a canalha de políticos que apoiam os ataques de Trump, a execração pública, a prisão, a inelegibilidade e a perda de mandato.

Os comunistas da LCB defendem uma frente de unidade contra os ataques de Trump e os ladrões vende-pátrias que querem nos colocar como uma colônia dos Estados Unidos.

Mas, para além dos ataques imediatos é preciso aprofundar a análise. A burguesia brasileira enfiou o país num impasse histórico. Estamos reduzidos a ser "o celeiro do mundo”, mesmo na era da tecnologia.

Por nossa dimensão continental, com o volume de recursos naturais, poderíamos ter uma economia auto suficiente e voltada a garantir condições de vida dignas para todo o povo.

Porém, a perspectiva da burguesia brasileira é a de nos inserir na economia imperialista como país baseado na agro-mineração exportadora e espaço de valorização do capital financeiro internacional. Para a burguesia o país é um ativo, cujos recursos explora à vontade e, superexplora a massa trabalhadora. Essa debilidade do capitalismo brasileiro, construída pela burguesia como forma de manter elevadas taxas de acumulação de capital, torna o país indefeso a qualquer mudança na economia internacional.

O momento é de unidade e luta contra os ataques do imperialismo estadunidense. Dessa tarefa não nos furtaremos. E para isso, o povo tem que ser chamado à luta! Diferente do governo, que busca responder a Trump se apoiando apenas nos setores capitalistas atingidos pela taxação, é preciso mobilizar o povo na defesa do país. Os ataques do imperialismo não pararão por aí. Podem se aprofundar e só o povo mobilizado conseguirá responder de forma radical e consequente a esse ataque.

Abre-se, junto a essa oportunidade de mobilizar a massa do povo, espaço para se discutir um novo modelo de desenvolvimento econômico que atenda as necessidades da massa trabalhadora com a melhoria das suas condições de vida, a reindustrialização, a universalização da educação e saúde, a ampliação de direitos sociais e trabalhistas, com uma produção agrícola voltada a atender nossas necessidades alimentares, com a retomada de todas as estatais privatizadas, com a defesa do meio ambiente, a garantia de direito à terra e seus recursos às populações tradicionais (indígenas, quilombolas e ribeirinhos), com a construção de uma nova democracia operária e popular e com a defesa e proteção intransigente dos setores mais vulneráveis da massa da população: a classe trabalhadora, as mulheres, a população afrodescendente, a juventude preta e proletária, as crianças e os idosos.

Esse é o caminho da luta pelo socialismo no Brasil. É o nosso projeto!
LIGA COMUNISTA BRASILEIRA - LCB

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Soberania venezuelana: Maduro reeleito:2024 - governo Lula erra * JOSÉ LUIS DE JESUS/SC

Soberania venezuelana: 
Maduro reeleito 2024 - governo Lula erra!

Questionar a soberania da Venezuela, seu processo eleitoral, inaceitar o eleito, é um erro tosco, inaceitável, falta da compreensão da realidade dos MACROS interesses econômicos do capitalismo global, encabeçado pelos EUA.

O que está em jogo na Venezuela, não é a democracia. É o petróleo, são as riquezas minerais, tal qual no Brasil, tal qual na Argentina, na Guiana, no Iraque ou kuait.

O capitalismo está em decadência e nesta ruída ficou mais agressivo e violento, se impondo a força direto, ou por procuração, seus interesses de expropriação, submissão e roubo das riquezas de um país de forma legal. Porque roubo legal? Em todos os parlamentares o capital tem a maioria e onde tem interesse, seus súditos fazem a lei para legitimar o roubo dos países. Nesta fase do capitalismo, em todos os países em disputa de suas riquezas, se o representante do capital não for eleito, será questionado e terá tentativa de golpe e golpe de estado.
Fazer coro com o EUA não reconhecendo um governo eleito, fazer exigência para reconhecer, é uma intromissão na soberania de um outro país. Isto é imperialismo.

Não é a democracia que está em jogo, são os interesses Econômicos do capital internacional que não foram eleitos.
Porque não se discutiu e pediu provas da legitidade do pleito: nos EUA, na Ucrânia, em Israel ou na Argentina. Porque lá estão eleitos os vassalos do capital internacional representado pelos fundos:
BlackRock. EUA. 8.594,488.
Vanguard Group. EUA. 7.252,612.
Fidelity Investments. EUA. 3.655,574.
State Street Global. EUA. 3.481,473.
J.P. Morgan Chase. EUA. 2.766,000.
Goldman Sachs Group. EUA. 2.547,000
obs: em Trilhões de dólares.

O meu país é o Brasil, dedico minha militância desde 1982, na construção de uma sociedade soberana e socialista. Fui vencido dentro do partido quando a maioria elegeu disputar o poder pela disputa eleitoral institucional. Mas estou na luta. Sei dos limites da institucionalidade e sua longa trajetória.

Meus olhos estão focados no Brasil em todos as matrizes da fisionomia social.

JLJESUS 01/08/2024
JOSÉ LUIS DE JESUS/SC
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quarta-feira, 17 de julho de 2024

TEM LADRÃO NOS RECURSOS ESTRATÉGICOS BRASILEIROS * FLAVIA MARINHO/CLICKPETRÓLEOEGÁS

TEM LADRÃO NOS RECURSOS ESTRATÉGICOS BRASILEIROS
FLAVIA MARINHO/CLICKPETRÓLEOEGÁS

"Revelada no Brasil a maior jazida de diamante da América do Sul: com produção estimada em 340 mil quilates anual, o Nordeste brasileiro é um dos maiores exportadores de diamantes de alto teor do planeta.

Descoberta no Sertão da Bahia mudou a história do Brasil, colocando o país como um dos principais produtores e exportadores de diamantes no mundo!

Vamos falar sobre um assunto fascinante na mineração: a maior jazida de diamantes do Brasil e da América do Sul, encontrada em 19 de abril no pequeno Município de Nordestina. Localizada no Sertão da Bahia, em uma região árida e pouco conhecida, a mina Braúna é uma descoberta recente que possui um potencial altíssimo.

Neste artigo, vamos explorar todos os detalhes sobre essa mina, desde sua localização até a quantidade e o valor dos diamantes encontrados. Prepare-se para se surpreender com essa incrível história!

Maior jazida de diamante do Brasil

A Descoberta da Mina Braúna: a maior mina de diamantes do Brasil e da América Latina
Localizada a cerca de 10 km da pequena cidade de Nordestina, a mina Braúna está situada em uma região praticamente plana, nas proximidades do Rio Itapicuru. Poucas pessoas sabem da existência dessa super jazida, mas isso está prestes a mudar.

A cidade de Nordestina, com pouco mais de 12 mil habitantes, se tornará conhecida como o lar da maior jazida de diamantes do Brasil e da América Latina. A mina Braúna é explorada pela Lipari Mineração Limitada, uma empresa canadense que investiu mais de 100 milhões de dólares nesse projeto em busca de diamantes.

Fenômeno do Kimberlito: a rocha fonte primária de diamante

Você já se perguntou por que existem diamantes em determinados lugares? A resposta está nos tubos de kimberlito. A mina Braúna está localizada sobre um desses tubos, que são formações geológicas responsáveis pela concentração de diamantes. Mas o que é exatamente um kimberlito? O kimberlito é uma rocha de origem vulcânica que se forma nas profundezas da Terra, abaixo da camada de lava comum.

Nesse ambiente, há calor e pressão suficientes para transformar o carbono em diamantes. Em algum momento do passado remoto, essa lava vulcânica encontrou uma brecha nas rochas da crosta terrestre e conseguiu chegar à superfície. Essa erupção vulcânica causou a dispersão de diamantes em um raio de mais de 50 km. A jazida Braúna é um exemplo perfeito desse fenômeno.

Está localizada em uma região árida do Sertão da Bahia, onde ninguém esperaria encontrar diamantes. No entanto, os geólogos acertaram em cheio ao descobrir esse tubo de kimberlito, que abriga uma quantidade impressionante de diamantes.
Exploração da Mina Braúna: capacidade de produção anual de 340 mil quilates de diamante

Antes da mina Braúna, a exploração de diamantes no Brasil ocorria apenas em fontes secundárias, como rios e cascalhos. Essas fontes secundárias são formadas quando os diamantes se separam das rochas de kimberlito e são levados pela ação da água. No entanto, a mina Braúna é a primeira jazida da América Latina explorada em uma fonte primária de diamantes.

Isso significa que os diamantes estão diretamente ligados ao tubo de kimberlito, o que torna a exploração mais eficiente e produtiva em larga escala. A mina Braúna se destaca não apenas pelo tamanho, mas também pela qualidade dos diamantes encontrados. Durante a fase de pesquisa, entre 2014 e 2016, foram extraídos cerca de 2.500 diamantes de alta qualidade.

A projeção é que a mina consiga extrair aproximadamente 340 mil quilates de diamantes por ano, em um período de vida útil de pelo menos sete anos. Isso representa quase meia tonelada de diamantes durante todo o período de atividade da mina.

O Futuro da Mina Braúna

A Mina é uma operação de mineração a céu aberto que utiliza frota e equipamentos próprios para alimentar uma planta de processamento de 2.000 toneladas de minério kimberlítico por dia, 24 horas por dia, 7 dias por semana.

A mineradora Lipari planeja aprofundar ainda mais as pesquisas para verificar a viabilidade de extrair diamantes do fundo da mina, a cerca de 260 metros de profundidade. Caso seja possível, a mina Braúna passará de uma mina a céu aberto para uma mina subterrânea, ampliando seu potencial de produção.

Atualmente, a mina Braúna emprega mais de 300 funcionários, e as operações de extração e processamento de diamantes. Essa é uma operação de grande escala, com investimentos de mais de 100 milhões de dólares e projeção de lucros de aproximadamente 750 milhões de dólares ao final do processo.

Descoberta da mina Braúna no Sertão da Bahia representa um marco para o Brasil

A descoberta da mina Braúna no Sertão da Bahia representa um marco para o Brasil. Essa mina, que se tornou a maior do país e da América Latina, e reafirma o Brasil como um destaque mundial na produção de diamantes. Além disso, essa descoberta abre novas possibilidades de exploração de diamantes em outras regiões do país.

Enquanto aguardamos o avanço da ciência e da tecnologia brasileira para a descoberta de mais tubos de kimberlito, podemos continuar admirando e valorizando essa riqueza natural.
Você sabia? a maior jazida de nióbio do planeta é no Brasil: com 90% da produção global e capacidade anual de 150 mil toneladas, o nióbio brasileiro é a matéria-prima crucial para salvar e revolucionar a indústria no mundo

Você provavelmente já ouviu falar dos filmes de Indiana Jones, nos quais ele sai em busca de tesouros escondidos nos cantos mais remotos do planeta. Mas a história que você lerá hoje é igualmente fascinante, porém, real. Trata-se da descoberta da maior província de nióbio do mundo, que mudou a história da mineração no Brasil!

O Serviço Geológico dos EUA classifica o nióbio como o segundo mineral “crítico”, estimando que 90% da produção global vem do Brasil. “Nosso país pode se destacar como um fornecedor essencial de materiais para a transição energética”, afirma Ricardo Lima, presidente da CBMM. “A principal vantagem que oferecemos é o carregamento rápido”, explica. “Na indústria de baterias, temos uma grande oportunidade de sucesso.” Clica aqui e confira na íntegra.

Adoraria saber se você já conhecia a mina da Braúna. Conte para nós na seção de comentários o que você achou. Não se esqueça de deixar 5 estrelas e ativar as notificações do CPG para acompanhar todas as novidades do mundo da mineração. Até a próxima! "

FONTE


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quinta-feira, 20 de junho de 2024

FORA CAMPOS NETO * COLETIVO PARA TODOS

OU O BRASIL ACABA COM CAMPOS NETO
OU CAMPOS NETO ACABA COM O BRASIL
CAMPOS NETO DÁ GOLPE TODO DIA
O QUE LULA TEM QUE FAZER

Roberto Campos Neto não tem independencia para continuar exercendo seu cargo de presidente do Banco Central, atua com interesses políticos-partidários para sabotar o governo Lula desde o início de 2023, se tornando a última esperança bolsonarista derrotada nas urnas e na tentativa de golpe do 8 de janeiro.

Mesmo com todos os sinais de controle inflacionário, crescimento do PIB, redução do desemprego e positivo ambiente econômico, Campos Neto se recusa a aceitar o resultado das urnas de 2022 e colaborar com a retomada econômica brasileira. E pior, depois de sinalizar que poderia aceitar o convite para ter um eventual cargo de ministro da Fazenda de um candidato bolsonarista a disputar as eleições presidenciais de 2026, o presidente-suspeito Roberto Campos Neto violou a qualquer postura ética que se espera minimamente de uma autoridade pública.

Só restam duas saídas para Campos Neto: a renúncia ou o exoneração através de sessão do Senado Federal.

Roberto Campos Neto não atua de acordo “desempenho suficiente para o alcance dos objetivos do Banco Central do Brasil” como exige a lei 179 de 2019 e deve portanto, ser afatado. Não demonstra a postura nem compromisso público na condução do BC, mas, atua para sabotar a política econômica eleita nas urnas por mais de 60 milhões de pessoas e conduzidas pelos Ministros Fernando Haddad e Simone Tebet.

Campos Neto atua em favorecimento próprio, fazendo com a economia brasileira brasileira o que Sérgio Moro fez com o judiciário na Lava Jato. Com a diferença que Campos Neto assumiu sua parciaidade sem a necessidade do hacker. É sabatador-confesso da política econômica brasileira e por isso precisa ser afastado imediatamente.

Exigimos a sua renúncia ou sua exoneração pelo Senado Federal que, de forma majoritária, tem o dever de afasta-lo.

Chega de sabotagem bolsonarista!

É RENUNCIA OU EXONERAÇÃO, 
CAMPOS NETO NÃO!

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terça-feira, 11 de junho de 2024

SENHOR PRESIDENTE, DEIXA EU VER SE EU ENTENDI DIREITO * Wladimir Tadeu Baptista Soares/RJ

SENHOR PRESIDENTE,
DEIXA EU VER SE EU ENTENDI DIREITO

O PT - Partido dos Trabalhadores -, de volta ao governo federal, veio com uma roupagem neoliberal com vistas à privatização de todos os serviços públicos sociais (saúde, educação, previdência e assistência social, segurança pública), Congelamento de salários, destruição do regime jurídico único, destruição dos hospitais públicos federais universitários, preservação de privilégios para a classe social dominante, desvalorização dos servidores públicos civis do Poder Executivo da União, manutenção da atual reforma trabalhista, desmonte do Estado Social por meio de uma reforma administrativa ultraliberal, manutenção de privilégios para a área militar, magistratura, ministério público, advocacia geral da União e parlamentares, restrição de concursos públicos, subfinanciamento da saúde e educação, submissão e subserviência às leis do mercado, manutenção da atual reforma da previdência, ataque aos direitos dos aposentados e pensionistas, entre outras ações desastrosas que nada têm a ver com os ideais da esquerda política global.

Mudou de lado ou sempre esteve aí e eu fui enganado?

O senhor que já foi um importante líder sindical aceitaria negociar o fim de uma greve com o patrão oferecendo 0% de ajuste salarial para os trabalhadores, em uma mesa de negociação?

O senhor tem conhecimento de que o piso salarial do professor universitário está abaixo do piso salarial nacional do professor de ensino médio?

O senhor tem conhecimento de que o valor da bolsa recebida pelo médico residente é superior, em muitos casos, ao salário recebido por muitos professores universitários de medicina?

O senhor consegue moralmente justificar a diferença de valores pagos pela Administração Pública, como "vale-refeição", aos servidores públicos dos Três Poderes da República?

O senhor conhece os valores dos salários pagos aos servidores públicos técnicos administrativos das Universidades Públicas Federais, cujo ingresso se faz pela metitocracia do concurso público? O senhor sabe qual o piso salarial dessa classe de servidores públicos?

É justo?

Ponha sobre a sua mesa uma planilha com todos os salários de todos os cargos públicos da União, de todos os Poderes da República, e diga o que pensa disso.

O senhor sabe quanto recebe de salário um profissional da saúde do Ministério da Saúde? Sabe qual o piso salarial deles - aqueles que toda a sociedade considerou como heróis durante o curso de uma pandemia?

O senhor acha, sinceramente, que nenhum desses servidores públicos civis da União tem o direito de estar em greve?

O senhor conhece o que diz o artigo 37, inciso X, da Constituição Federal de 1988? Conhece o que diz o artigo 1 da Lei n. 10.331/2001? Conhece o que diz o artigo 6, parágrafo 2 da Lei de Greve (Lei n. 7.783/89)?

O que o senhor tem a dizer sobre isso?

Ah, o senhor está muito mal assessorado neste governo. O senhor parece ter perdido a noção de quem o senhor deve representar no cargo que hoje o senhor ocupa, quais os interesses o senhor deve defender, qual o Estado o senhor quer construir: um Estado Democrático e Social de Direito e de Direitos ou um Estado Neoliberal sem direitos?

Um Estado que tenha um compromisso com a redução das desigualdades sociais ou um Estado que não se importa com isso? Um Estado de Bem-estar Social ou um Estado de Mal-estar Social? Um Estado Constitucional para o povo brasileiro ou um Estado ultraliberal para o Mercado?

Pense nessas coisas e receba os servidores públicos civis da União para ouvir o que eles têm para falar.

É o mais sensato a fazer.


ADENDO

A extrema direita não está surfando com a greve dos servidores públicos civis da União. Ela está surfando em cima da onda neoliberal implementada por um governo que foi eleito para promover políticas públicas não neoliberais. Um governo que oferece 0% de ajuste salarial numa mesa de negociação não é um governo que esteja interessado em negociar. O Lula, como líder sindical que  foi, jamais interromperá uma greve conduzida por ele se o patrão oferecesse 0% de ajuste salarial para os trabalhadores.

Os servidores públicos não estão pedindo nenhum favor ao governo. Estão lutando por um direito previsto na nossa Constituição Cidadã de 1988. Estão lutando por dignidade. Estão lutando para não continuarem tendo perda de poder aquisitivo continuamente. Estão lutando por igualdade de tratamento com relação à outras categorias profissionais do mesmo Poder Executivo da União. 

A greve é um direito humano fundamental de natureza social de todo trabalhador, seja ele servidor público ou não. Ela é um instrumento de luta da Democracia. Sob o regime de um governo fascista, como o que vivemos por 4 anos na Era Paulo Guedes, a greve é impossível. 

O piso salarial do professor universitário é menor do que o piso salarial nacional do professor de ensino médio. 

Esta nossa greve jamais poderia ser considerada ilegal, embora seja muito provável que o governo esteja trabalhando nos bastidores para que a ilegalidade seja decida pelo judiciário (magistratura) - aqueles servidores públicos que nunca entram em greve porque nunca têm os seus salários congelados ou reduzidos. Assim como também o Poder Legislativo.
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O SERVIÇO PÚBLICO PERTENCE A TODOS MAS NÃO INTERESSA  AOS LARÁPIOS POR LUCRO.

Wladimir Tadeu Baptista Soares
Servidor Público Federal
Universidade Federal Fluminense
Rio de Janeiro-RJ, 11/06/2024