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terça-feira, 9 de setembro de 2025

LULA, ESQUERDA VOLVER! * Breno Altman/SP

LULA, ESQUERDA VOLVER!
BRENO ALTMAN
As mudanças no governo Lula depois dos ataques de Trump

Nesta edição do programa, o jornalista e analista político Breno Altman debate um dos temas mais urgentes do governo Lula: A Batalha do Tarifaço e a guinada à esquerda.

O aumento de tarifas de importação em setores estratégicos reacendeu o debate sobre os rumos do governo. Estaria Lula corrigindo o curso após pressões do campo progressista? Ou é apenas uma manobra tática em meio a tensões com o agronegócio e o mercado? Breno Altman traz sua análise crítica sobre os desdobramentos econômicos, os conflitos no Congresso e os sinais políticos por trás dessa medida.

sábado, 6 de julho de 2024

COMO ENFRENTAR A EXTREMA DIREITA * Breno Altman / SP

COMO ENFRENTAR A EXTREMA DIREITA
Breno Altman / SP

Solução democrática está condicionada à emergência de um novo projeto civilizatório, anti-imperialista e anticapitalista.

As recentes eleições europeias alarmaram o teatro político, agora agravado pelo crescimento da extrema direita no primeiro turno da disputa parlamentar francesa. O neofascismo, a julgar por esses fatos, continua em rota ascensional. À espera do resultado da corrida presidencial nos Estados Unidos, distintas correntes ideológicas estão em polvorosa. Vitorioso Donald Trump, a democracia liberal poderia estar em grave perigo.

O senso comum, da esquerda institucional à direita tradicional, parece indicar que, diante de tão grave ameaça, todas as forças democráticas deveriam se juntar para barrar a extrema direita. A contradição principal do planeta, para muitos, seria entre democracia e autoritarismo, como apregoa o governo Joe Biden, em um discurso que pretende isolar tanto o ultraconservadorismo quanto nações como China, Irã e Rússia.

Essa narrativa, contudo, padece de evidente paradoxo. Afinal, por que deveria ser defendido o sistema responsável pela alimentação do extremismo, ao propagar uma brutal onda de insatisfação? Qual o sentido de advogar essa ordem, quando é a sua existência que infelicita a maioria dos cidadãos e os empurra para a pulsão destrutiva da qual se apropriam grupos neofascistas?

Natural que velhas castas se agarrem como náufragos desesperados ao pacto pós-soviético, sustentado pela supremacia das ideias liberais. De republicanos tradicionais a sociais-democratas, esses grupos representam forças dirigentes de um mundo em crise e obviamente não desejam entregar a rapadura.

Por que, no entanto, partidos de esquerda deveriam se juntar a esse roteiro, no qual salta às vistas que seu papel seria coadjuvante e subordinado, além de abrir espaço para a extrema direita monopolizar o discurso antissistema? Não seria pura falcatrua chancelar a estrutura que empurra grande parte da humanidade para o empobrecimento, desigualdade, catástrofe climática e guerra?

Bem fizeram as legendas progressistas da França, ao constituírem, para enfrentar os extremistas de Marine Le Pen, uma alternativa ao social-liberalismo do presidente Emmanuel Macron, a Nova Frente Popular, ainda que limitada pela presença do Partido Socialista, parceiro da política pró-Ucrânia e pró-sionismo do atual mandatário.

A verdade é que a dualidade entre democracia e autoritarismo está longe de ser o crivo real da atual situação planetária. Essa leitura restringe-se a descrever duas alas empenhadas em proteger, com estratégias e radicalidades diferentes, o mesmo modelo que colocou o mundo à beira do abismo – e que foi estabelecido pelo sistema imperialista liderado pelos Estados Unidos, com seu programa neoliberal e neocolonial.

Somente haverá saída para essa crise profunda através do fortalecimento de coalizões cujo propósito principal seja enterrar o ordenamento hegemônico desde o final da Guerra Fria. Uma solução efetivamente democrática está condicionada à emergência de um novo projeto civilizatório, anti-imperialista e anticapitalista, capaz de converter o mal-estar dos povos em mobilização transformadora.

Aprisionada à armadilha do fim da história, segundo a qual o capitalismo e a democracia liberal seriam a última estação do trem, a humanidade estará cavando sua própria sepultura.
xxx

sábado, 30 de dezembro de 2023

NAZISSIONISMO ATACA BRENO ALTMAN * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

NAZISSIONISMO ATACA BRENO ALTMAN
"INQUÉRITO CONTRA BRENO ALTMAN É INTIMIDAÇÃO!

A Associação Brasileira de Imprensa, por sua Comissão de Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos, manifesta publicamente sua surpresa com a informação de que o Ministério Público Federal determinou à Delegacia de Direitos Humanos e Defesa Institucional da Polícia Federal, da Superintendência Regional do DPF em São Paulo, a abertura de Inquérito Policial para investigar o jornalista Breno Altman, editor do site Opera Mundi.

Pelas informações veiculadas na manhã deste sábado no site Brasil 247 o inquérito é resultado de reclamação descabida da Confederação Israelita do Brasil, que de forma enviesada e conveniente rotula as críticas de Altman ao sionismo como antissemitismo.

A ABI lembra que a Constituição de 1988 garante a todo e qualquer cidadão a liberdade de expressão. Da mesma forma, respaldado nesse princípio constitucional, o Supremo Tribunal Federal tem garantido por inúmeras decisões a liberdade de imprensa, assegurando a todos os jornalistas o direito à crítica.

Confundir as posições antissionistas de Altman – cidadão judeu – com crime de antissemitismo é fazer o jogo dos que defendem o genocídio que o governo de Israel comete na Palestina, ao provocar milhares de assassinatos, inclusive de inocentes crianças.

Para a ABI essa investigação soa como evidente assédio a um jornalista crítico. Uma tentativa de calá-lo com ameaça de um processo criminal, o que é inconcebível no estado democrático de direito, que todos nós jornalistas sempre nos empenhamos em defender, notadamente nos últimos anos.

Nesse sentido, entende que o próprio MPF ou a Justiça Federal, respeitando o estado democrático de direito e a Constituição Cidadã, devem providenciar o trancamento desse inquérito.

Certos de que a democracia que saiu vitoriosa no 8 de janeiro de 2023 prevalecerá e será respeitada, a ABI aguarda providências dos responsáveis por tal situação para dar um fim à campanha intimidatória que Altman vem sofrendo.

Aproveitamos o ensejo para desejar a todos um próspero 2024, no qual a democracia, a liberdade de expressão e de imprensa prevaleçam. Rio de Janeiro, 30 de dezembro de 2023 

COMISSÃO DE DEFESA DA LIBERDADE DE IMPRENSA E DOS DIREITOS HUMANOS DA "

+SOLIDARIEDADE A BRENO ALTMAN
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sexta-feira, 24 de novembro de 2023

DESNAZIFICAR O BRASIL JÁ! * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

DESNAZIFICAR O BRASIL JÁ!
NAZISSIONISMO ATACA BRENO ALTMAN
RESPOSTA DE BRENO ALTMAN À CENSURA SIONISTA

Soube pela imprensa que a CONIB (Confederação Israelita do Brasil) teria obtido medida liminar determinando a retirada de algumas das minhas postagens em redes sociais, sob o risco ser multado.

A alegação dessa agência do Estado sionista é que meus textos seriam “racistas”, por sua suposta natureza antissemita. De forma cautelar, sem apreciação de mérito, um juiz paulista teria acatado parcialmente as demandas apresentadas.

O comportamento dessa entidade é previsível. Sua história é repleta de manobras e artimanhas para defender os crimes praticados pelo regime que representa. Também são notórios seus vínculos com a extrema direita brasileira, com a qual partilha os piores valores antidemocráticos.

A CONIB, ao buscar me censurar, volta-se contra a liberdade de expressão e de imprensa, revelando as entranhas do autoritarismo típico da doutrina que professa. O sionismo, uma das mais brutais correntes chauvinistas de nosso tempo, persegue implacavelmente quem denuncia as práticas genocidas e de lesa-humanidade cometidas por Israel, tentando condenar seus críticos ao silêncio e à invisibilidade.

Para disfarçar suas intenções, os dirigentes dessa organização recorrem a uma mentira surrada, a da equivalência entre antissionismo e antissemitismo.

Antissemitismo é o ódio contra os judeus, que encontrou seu apogeu com o Holocausto, no qual morreram dezenas de meus familiares, entre milhões assassinados pela bestialidade nazista, esmagada pelo Exército Vermelho e a luta dos povos em 1945.

Antissionismo é a repulsa contra uma ideologia racista e colonial que envergonha a tradição humanista do judaísmo, manchando-a com o sangue das crianças executadas na Faixa de Gaza. São muitos os judeus antissionistas, como é o meu caso, comprometidos em combater o regime de apartheid construído pela liderança israelense, assim reconhecido por organizações de direitos humanos e pela resolução 3379 da Assembleia Geral das Nações Unidas, vigente de 1975 a 1991, que identificava o sionismo com forma de discriminação racial.

Tenho orgulho de pertencer à militância contra o sionismo, ocupando a mesma trincheira escolhida por meus ancestrais há três gerações. Ameaças e arroubos ditatoriais da CONIB apenas reforçam a minha convicção sobre o papel que devo continuar a cumprir, ao lado de muitas outras pessoas, companheiros e coletivos.

Acusar-me de antissemita é apenas um discurso sórdido e falso, que não consegue ocultar a aliança entre o sionismo e os neofascistas da atualidade (como o primeiro-ministro de Israel, o ex-presidente do Brasil e o recém-eleito presidente da Argentina).

Tomarei as medidas judiciais cabíveis. E multiplicarei todos os esforços, em todos os espaços e momentos, para ajudar a desmascarar o regime sionista e ampliar o trabalho de solidariedade com o heroico povo palestino.

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Super Revolucionários * Breno Altman / Opera Mundi

 SUPER REVOLUCIONÁRIOS

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