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segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Nubank, uma articulação que apoia a extrema direita brasileira * Sindicato dos Bancários de Brasília-DF

Nubank, uma articulação que apoia a extrema direita brasileira

As instituições bancárias servem aos interesses do grande capital, como é o caso da fintech, o Nubank, que busca preservar a estrutura social, evitando que as classes trabalhadoras adquiram a necessária consciência histórica de classe. São inúmeros os instrumentos utilizados pela classe dominante para manter a alienação e ignorância política das classes trabalhadoras, sendo as financeiras instrumentos que apoiam a extrema direita, que busca manter o status quo e garantir a alienação do povo.

Alguns dirigentes do Nubank têm circulado opiniões e replicado as produções da Brasil Paralelo, em claro apoio a propagação da extrema direita. O apoio ao Brasil Paralelo, um dos pilares de circulação da intensa propaganda de mentiras, ódio e desinformação, fundamentados na manipulação da história, negacionismo, defesa do status quo, manipulação das conquistas e lutas das classes trabalhadores, que sustentam o racismo, machismo, misoginia, xenofobia e violência é uma das causas dos retrocessos que a sociedade enfrenta. O Nubank ao apoiar o Brasil Paralelo atua contra quem questiona às injustiças sociais ou luta por direitos, pela dignidade humana e contra o poder econômico, que se utiliza do fascismo – a vanguarda da violência contra a classe trabalhadora, sendo parte dos propagadores das ideias da extrema direita e sustentadores das desigualdades impostas pelo Mercado.

Uma da fundadoras do Nubank, Cristina Junqueira, conforme matéria divulgada pela revista Veja, afirmou sua concepção racista durante entrevista no Programa Roda Viva, da TV Cultura, disse que a fintech “não podia nivelar por baixo no momento da contratação de negros”, assim mostrou publicamente a linha de contratações da startup. A declaração racista foi dita em outubro de 2020. Se não bastasse, Junqueira divulgou em sua conta no Instagram, como mostrou o site Intercept, um evento da produtora Brasil Paralelo. As posições em apoio a extrema direita não param por aí. Foram publicadas notas da direção do Nubank dizendo que erraram, mas em nenhum momento negaram o que a cofundadora do Nubank afirmou. David Velez, um dos três fundadores do Nubank, circulou uma nota para os funcionários da empresa em defesa de Junqueira, disse na nota que há uma campanha contra quem “promove pontos de vista diferentes”. Segue a mesma linha do Brasil Paralelo, manipula os fatos sobre quem propaga o negacionismo e discursos de mentira e ódio.

As posições reacionárias e de extrema direita relacionadas à política do Nubank não começaram por aí. Em 2016, o engenheiro de software do Nubank, Konrad Scorciapino, fez publicações xenofóbicas nas redes sociais, escreveu: “A Dinamarca tem um problema de estupro. O problema do estupro é causado por diversidade. #DiversidadeÉEstupro”. O Nubank tentou esconder e acobertou o seu engenheiro de software, que, após a publicação ainda continuou por dois anos na financeira. Scorciapino saiu do banco e se tornou dirigente do Brasil Paralelo, onde segue como um dos diretores. Importante ressaltar que o grupo gasta em torno de R$ 26,6 milhões com anúncios. É o que “mais gasta com publicidade em redes sociais do Meta (bem mais que o governo federal) e no Google”, aponta o Brasil de Fato.

A história da ligação de Scorciapino com a extrema direita é bem anterior. A matéria do Brasil do Fato mostrou que ele foi um dos fundadores do site 55chan, período em que era chamado de “herói” e dito por seus seguidores que “revolucionou a vida de várias pessoas”. O chan ficou conhecido do público devido a grande quantidade de conteúdo que se enquadra como criminoso no Código Penal. Quando cinco alunos e duas funcionárias foram assassinados, em março de 2019, em uma escola em Suzano (SP), a plataforma publicou “louvações aos atiradores, lamentando que não mataram mais, e colocou para tocar automaticamente no site uma música sobre um jovem que atira em colegas – Pumped Up Kicks, da banda Foster The People”. Durante o período de Scorciapino no chan divulgaram fotos manipuladas de uma das filhas da deputada Maria do Rosário (PT-RS), além de permanente difamação de quem eles apontam como inimigos. “Por isso os chans são frequentemente utilizados como espaços para planejamento de ataques na vida real, como aconteceu em Suzano, em São Paulo, e Christchurch, na Nova Zelândia, e em tantos outros episódios de tiroteios em massa.”

O Nubank, mesmo com todas essas informações públicas, tentou esconder a prática criminosa do seu engenheiro de software. Scorciapino ficou até 2018, período em que era conhecido como o “Santo K”.

A postura do Nubank esconde seus verdadeiros compromissos

Com a propagação crescente de denúncias da relação dos dirigentes do Nubank com estruturas da extrema direita, a direção tentou esconder ou tergiversou sobre os atos praticados pela cofundadora, Cristina Junqueira, e seu ex-engenheiro de software, Scorciapino. Isso provocou uma debandada de clientes cancelando suas contas no banco. A nota divulgada por Davi Veléz aos funcionários diz que é preciso revisar as políticas de comunicação, chegou a dizer que a empresa está em “modo de crise ativado, ao mesmo tempo que saiu em defesa de Cristina Junqueira.

Vélez minimizou o post pró-Brasil Paralelo compartilhado por Junqueira, alegou a importância da pluralidade de ideias e liberdade de opinião, “ideias ruins são combatidas com ideias melhores, não com censura ou intolerância”. Para Velez vale combater a verdade dos fatos com a propagação de mentiras, segundo ele “ideias melhores”, isso significa combater a realidade com a difusão de inverdades, ou seja, um discurso paralelo à realidade, a especialidade dos propagadores de fakenews e do negacionismo. Este é o papel do Brasil Paralelo, uma fábrica de propaganda política e ideológica contra os progressos da sociedade e as conquistas da classe trabalhadora, um instrumento que atua para formar um pensamento antiprogressista, de negação de direitos e da diversidade da sociedade brasileira.

O Nubank em 11 anos conseguiu fazer seu capital crescer de forma vertiginosa, utilizando-se da tecnologia para ter ganhos, aplicando taxas de juros estratosféricas, praticando verdadeira agiotagem, o que tem levado milhares de correntistas a buscar auxílio jurídico contra a financeira e o apoio de órgãos de proteção ao cliente. As ações, como mostrado pela advogada Michele Rodrigues crescem, com o aumento de ações judiciais, denunciando o que vai além da permanente prática da usura e agiotagem. O Nubank tem sido parceiro de setores mais atrasados e agressivos contra os trabalhadores, negros e mulheres, com seus diretores reforçando a difusão das mentiras e sustentação do fascismo, como faz o Brasil Paralelo. É preciso ficar atento, acompanhar o que ocorre e esperar que o Estado brasileiro atue para barrar esses crimes de difusão do ódio e intolerância, além de punir a prática ilegal da agiotagem.

Michele Rodrigues alerta que a enorme quantidade de ações contra o Nubank “está prejudicando a tramitação de processos no Poder Judiciário, o que poderia ser evitado pelo Banco Central, caso baixasse uma normativa para disciplinar o banco, impondo regras claras para evitar o abuso contra os clientes, também caberia multas com valores elevados, o que evitaria tantas irregularidades”. A imensa maioria das ações que foram julgadas tem condenado o banco a ressarcir os clientes lesados.

Ivan Amarante, diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília, diz que “em novos tempos, a avaliação de uma empresa vai além do desempenho econômico. A forma como a empresa realiza suas atividades, suas escolhas de investimentos e as maneiras de divulgação revelam seu verdadeiro objetivo”. Continuando diz que, “no caso do Nubank, observamos que suas escolhas servem a grupos não democráticos e a veículos de disseminação de fakenews. Por isso, é fundamental que as pessoas avaliem a empresa como um todo, considerando suas ações e seus valores, e se perguntem: “É esse tipo de empresa que eu quero apoiar e com a qual quero me associar?”

Não à toa, milhares de pessoas tem cancelado suas contas no Nubank, depois da postagem de Cristina Junqueira, uma resposta concreta à política de agiotagem e de apoio aos setores mais reacionários e retrógrados da sociedade brasileira representado pelo Brasil Paralelo.

CONFERINDO...
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

O ESCÂNDALO DAS AMERICANAS * Carlos Santana.RJ

O ESCÂNDALO DAS AMERICANAS

A crise das Lojas Americanas e a oportunidade para mobilização popular, em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras.

Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 2023


O ano de 2023 iniciou com diversos acontecimentos que tornaram longevo o mês de janeiro. E entre os fatos que assolaram os noticiários nacionais está o rombo de R$ 43 bilhões anunciado pelos executivos das Lojas Americanas, que criou uma atmosfera de pânico não apenas no mercado financeiro, mas também na grande massa de trabalhadores e trabalhadoras da empresa; o futuro de mais de 44 mil pessoas está sob as incertezas geradas pela crise.

Importante observarmos que o movimento sindical se prepara para um ato organizado na primeira sexta-feira de fevereiro, dia 3, quando as Centrais Sindicais, entre elas a CUT, decidiram se reunir em frente à sede da empresa, no Rio de Janeiro, em defesa dos empregos que podem ser perdidos.

Acredito que, para além das questões sindicais, essa luta precisa ser ampla, congregando outros setores da sociedade organizada. Quando observamos que o terceiro mandato de Lula abre as portas para um novo momento do sindicalismo no Brasil, temos aí a oportunidade de construir articulações com os diversos movimentos que se fortaleceram nas lutas dessa última década nefasta de entreguismo, subserviência ao capital estrangeiro e desmonte do Estado nacional, além dos incessantes ataques aos direitos sociais e trabalhistas.

Com isso, afirmo ser de destacada importância passarmos diante dessa mobilização em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras das Lojas Americanas não apenas com frentes sindicais, mas convocando os movimentos e coletivos das lutas raciais, de estudantes, das mulheres, por moradia popular, entre outros, além de uma ampla coalizão partidária progressista.

Temos exemplos em nossa história de grandes empresas e seus presidentes milionários que se articulam com seus iguais para reduzir a participação do Estado nas políticas de bem-estar do cidadão, mas diante de crises como essa, que abalam seus caixas, o Estado é o primeiro refúgio onde vão buscar ajuda para que não percam seus negócios. É o que ocorre com a Americanas.

Porém, precisamos reivindicar, fortalecidos com essa ampla frente de movimentos sindicais, movimentos sociais e partidos progressistas, que haja compensação, no sentido de que para que a empresa seja amparada pelo governo, nossos companheiros e nossas companheiras que trabalham em suas filiais tenham seus empregos garantidos! O Estado não pode mais servir de bote salva-vidas para grandes empresas que tudo querem ganhar e nada querem ceder.

Pela frente ampla, em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras das Lojas Americanas, façamos nossas articulações, convocando todos os demais movimentos sociais e partidos progressistas a se juntarem nessa causa!

Carlos Santana

Ex-deputado federal por cinco mandatos pelo PT-RJ; Presidente do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil; Presidente estadual da CUT-RJ; Professor universitário; Doutor em História pela UFRJ e Bacharel em Direito.
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