terça-feira, 25 de abril de 2023

A MORTE DE BOLSONARO * Jornalista Alceu Castilho - SP

 A MORTE DE BOLSONARO

Jornalista  Alceu Castilho - SP


"Há sete anos eu saía do Anhangabaú com uma amiga, Adriana Bezerra, rumo ao Metrô. Cabisbaixos. Lembro-me que pouco mais que resmungávamos.


A votação do golpe na Câmara ainda não tinha acabado. Os deputados faziam suas pedaladas políticas e performances eufóricas, em nome de Deus e da Família.


Fomos parar, sintomaticamente, em um bar chamado Pau Brasil, a rigor sua extensão atrás do cemitério em Pinheiros. Ela ligou o celular. Bebíamos a cerveja como se fosse a última.


Eu não reagia a nada. Fazia os movimentos mínimos em direção ao copo, à garrafa. Parecia-me um minimalismo necessário, uma postura digna diante de uma tragédia coletiva. Um luto.


*

De repente um daqueles deputados exprimiu seu voto de forma diferente. O cinismo na História Brasileira da Infâmia chegava a outro patamar. Não era só um deboche, ainda que fosse também um deboche.


Era uma violência, uma proclamação de uma violência maior. Em cena, após cumprimentar Eduardo Cunha, Jair Bolsonaro.


— Perderam em 64, perderam agora em 2016. Pela família e pela inocência das crianças em sala de aula, que o PT nunca teve. Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o terror de Dilma Rouseff...


**

Eu mal pude ouvir tudo aquilo. Não dava para ver a cena completa, aquelas cabeças calvas atrás do político, Eduardo Bolsonaro atrás dele, a reproduzir com os lábios o nome do torturador, nome pronunciado de forma pausada, para que o deputado tivesse um prazer especial naquele momento, um gozo diante da sevícia.


— Filho da puta.


Adriana deve se lembrar, eu repeti essas palavras umas 15 vezes, e batia na mesa, meu imobilismo se transformou imediatamente numa indignação expansiva, salvo engano eu pronunciava muitas vezes também a palavra "caralho", enquanto já teorizávamos o significado maior daquele nome, daquele voto.


***

E não podemos nos esquecer.


Sete anos atrás a violência política no Brasil foi autorizada sete vezes sete vezes, naquele voto e nos lábios do 03 e na cabecinha de cada deputado que rondava Bolsonaro e na anuência psicopata de Eduardo Cunha estavam já as destruições posteriores, as implosões de direitos trabalhistas e a limitação de gastos sociais e ambientais, estavam as 700 mil mortes por Covid-19 e o deboche dessas mortes, estava tudo ali, naquela pausa,


naquele momento estava permitido o sadismo.


****

Eu jamais perdi a noção, naquele dia, que estávamos diante do aniversário de 20 anos do massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará. E não posso deixar de pensar que, sete anos depois, a nova criminalização do MST em curso, pela extrema-direita fascista a que se dá o nome de oposição, bebe naquelas mesmas águas, naqueles mesmos perdigotos.


Bolsonaro já espalhava o ódio muito antes do dia 17 de abril de 2016, mas naquele dia esta nossa República remota enviou suas embalagens realmente públicas às favas. Estava autorizada a matança.


*****

Faço o paralelo com 2023, diante da iminência de uma CPI do MST, porque é preciso entender o pêndulo da violência, é preciso entender aquele momento histórico, em 2016, como expressão de um terror que...


.... de um terror que era apenas traduzido por aquele deputado.


Jair Bolsonaro não cometeu aquele crime, não fez aquela homenagem a um torturador, a um criminoso em série, apenas em nome de si mesmo e de seus aliados explicitamente mais raivosos.


Ele pronunciou aquilo e daquela forma porque ele tinha o apoio das elites econômicas deste país, ele e Temer e Eduardo Cunha tinham esse apoio, aquelas palavras criminosas foram financiadas.


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Essa aristocracia que novamente posa hoje de republicana financiou diretamente aquele golpe e aquele sujeito, em 2018, em 2022. 


E é a mesma aristocracia que matou os camponeses em 1996 e não deixou o país ter uma reforma agrária efetiva e que aterroriza os defensores de reformas inclusivas — observem que nem estamos a falar de revolução, mas de reformas.


O mais triste daquele momento infame em 2016 é que não somente Eduardo Bolsonaro mexia os lábios, a concordar com a homenagem do pai a um torturador.


O mais triste é que muito mais gente pronunciou aquelas palavras, ecoou aquela violência, não somente naturalizando-a, mas assumindo-a como senha para políticas públicas destruidoras.


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A gente precisa bater na mesa e dizer, sete anos depois: não, aquela frase não é aceitável e aquele sujeito precisa ser punido especificamente por causa daquele crime, sem prejuízo do julgamento por todos seus crimes posteriores.


Ele precisa ser punido por ter pronunciado daquela forma o nome de Carlos Alberto Brilhante Ustra.


Aquele asco ainda ecoa e quem quer que seja que minimize o fato precisa ser interditado, a sociedade brasileira precisa passar a limpo aqueles perdigotos."

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*A MORTE DE JAIR BOLSONARO.*


Pelo Twitter, Carlos Bolsonaro disse que deixará as redes sociais de seu pai. O desligamento já vinha ocorrendo. Agora, ele anunciou isso formalmente: "não acredito mais no que me trouxe até aqui". Disse que sairá sem avisar, isto é, sem o chamado "adeus". Ou seja, um dia Jair Bolsonaro terá seu corpo desligado das máquinas, e então perecerá de vez. O Jair zumbi irá embora.


Carlos já terá optado por outro caminho.


Sem Carlos, Jair Bolsonaro é um babaca sem identidade. Voltará a ser o adolescente que ainda não enfrentou o pai. Será aquilo que sempre foi, um tosco comandado por suas mulheres. Estará extinta, de vez, a imagem que de fato já havia se apagado desde o último debate com Lula na Rede Globo. Tal imagem foi criada por Carlos: o homem antissistema, de direita, capaz de inflamar de ódio os ressentidos, o povo necessário para levar adiante um projeto de mudança radical da sociedade. Tratava-se da ideia de fazer a sociedade acreditar que ela própria não existia, que só o indivíduo e a família importam. Era o projeto de implantação daquilo que não poderia ser implantado, uma utopia. Ou melhor: uma distopia: o anarcocapitalismo. 


Carlos sai na hora certa. Ou melhor: sai na hora que não há mais o que fazer. Jair Bolsonaro se deixou destruir por marqueteiros, pelo PL e, principalmente, por Michelle Bolsonaro, conhecida agora como Piricrente. Mas ele não podia fazer diferente! 


Carlos lutou como leão para que o pai continuasse o projeto da campanha que levou Jair a se eleger presidente. Mas, Jair Bolsonaro não podia seguir adiante. Ele jamais foi um homem de rupturas. Carlos confundiu as coisas. Viu no modo às vezes estabanado do pai, um agente de mudanças para a viabilização da selvageria de Steve Bannon. Mas, um tal Jair, nunca foi outra coisa senão o fruto do autoengano de Carlos. Ao perceber agora que não se trata mais disso, Carlos se afasta acusando outros, não propriamente o pai. Ele não tem coragem para tanto. 


O projeto de Carlos ruiu porque Bannon é de fato um enganador. E a morte de Olavo de Carvalho desarticulou o mundo de ódio, intrigas e do destrambelho teórico das redes sociais no Brasil. Além do mais, a direita foi levada a uma atitude politicamente suicida durante a Covid. E, de fato, ela administra mal o país. A esquerda tem condições de tocar o neoliberalismo vigente melhor. 


Ora, de fato, Carlos queria levar o pai para um aventura de "revolução permanente". Uma mobilização contra tudo e todos o tempo todo. Carlos fez da loucura da distopia um horizonte, e achou mesmo que o pai iria acompanhar esse script que um dia lhe disseram que caberia a Jair. Mas Jair sempre foi apenas um medíocre. Nunca foi golpista ou capaz de ser de fato terrorista. Carlos está decepcionado. Está perdido. Está sozinho. Muitos estão órfãos como Carlos. Alguns estão na prisão. Outros vagando por aí esperando mais um líder de direita prometer a eles a volta ao mundo sem civilização. 


Jair seguirá seu caminho de marido traído, de cabo eleitoral de santa do pau oco. Aos poucos, voltará às pescarias, interrompidas por alguma ida a alguma delegacia ou fórum. 


CORUJA PATRIOTICA.99.9103.3899

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As ligas Camponesas foram as primeiras experiências de organização dos trabalhadores do campo brasileiro, em um momento histórico de intensa luta de classes. Conheça/relembre o início da luta pela reforma agrária no Brasil.

segunda-feira, 24 de abril de 2023

SAUDAÇÃO AO PRÊMIO CAMÕES * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

CHICO BUARQUE RECEBE PRÊMIO CAMÕES DAS MÃOS DE LULA
SAUDAÇÃO AO PRÊMIO CAMÕES

*Discurso de Chico Buarque - Prêmio Camões 2019*

 

Cerimônia de entrega - dia 24 de abril de 2023, Palácio Nacional de Queluz, às 16.00 horas.

 

Ao receber este prêmio penso no meu pai, o historiador e sociólogo Sergio Buarque de Holanda, de quem herdei alguns livros e o amor pela língua portuguesa. Relembro quantas vezes interrompi seus estudos para lhe submeter meus escritos juvenis, que ele julgava sem complacência nem excessiva severidade, para em seguida me indicar leituras que poderiam me valer numa eventual carreira literária. Mais tarde, quando me bandeei para a música popular, não se aborreceu, longe disso, pois gostava de samba, tocava um pouco de piano e era amigo próximo de Vinicius de Moraes, para quem a palavra cantada talvez fosse simplesmente um jeito mais sensual de falar a nossa língua. Posso imaginar meu pai coruja ao me ver hoje aqui, se bem que, caso fosse possível nos encontrarmos neste salão, eu estaria na assistência e ele cá no meu posto, a receber o Prêmio Camões com muito mais propriedade. Meu pai também contribuiu para a minha formação política, ele que durante a ditadura do Estado Novo militou na Esquerda Democrática, futuro Partido Socialista Brasileiro. No fim dos anos sessenta, retirou-se da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo em solidariedade a colegas cassados pela ditadura militar. Mais para o fim da vida, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, sem chegar a ver a restauração democrática no nosso país, nem muito menos pressupor que um dia cairíamos num fosso sob muitos aspectos mais profundo.


O meu pai era paulista, meu avô, pernambucano, o meu bisavô, mineiro, meu tataravô, baiano. Tenho antepassados negros e indígenas, cujos nomes meus antepassados brancos trataram de suprimir da história familiar. Como a imensa maioria do povo brasileiro, trago nas veias sangue do açoitado e do açoitador, o que ajuda a nos explicar um pouco. Recuando no tempo em busca das minhas origens, recentemente vim a saber que tive por duodecavós paternos o casal Shemtov ben Abraham, batizado como Diogo Pires, e Orovida Fidalgo, oriundos da comunidade barcelense. A exemplo de  tantos cristãos-novos portugueses, sua prole exilou-se no Nordeste brasileiro do século XVI. Assim, enquanto descendente de judeus sefarditas perseguidos pela Inquisição, pode ser que algum dia eu também alcance o direito à cidadania portuguesa a modo de reparação histórica. Já morei fora do Brasil e não pretendo repetir a experiência, mas é sempre bom saber que tenho uma porta entreaberta em Portugal, onde mais ou menos sinto-me em casa e esmero-me nas colocações pronominais. Conheci Lisboa, Coimbra e Porto em 1966, ao lado de João Cabral de Melo Neto, quando aqui foi encenado seu poema Morte e Vida Severina com músicas minhas, ele, um poeta consagrado e eu, um atrevido estudante de arquitetura. O grande João Cabral, primeiro brasileiro a receber o Prêmio Camões, sabidamente não gostava de música, e não sei se chegou a folhear algum livro meu.


Escrevi um primeiro romance, Estorvo, em 1990, e publicá-lo foi para mim como me arriscar novamente no escritório do meu pai em busca de sua aprovação. Contei dessa vez com padrinhos como Rubem Fonseca, Raduan Nassar e José Saramago, hoje meus colegas de prêmio Camões. De vários autores aqui premiados fui amigo, e de outras e outros – do Brasil, de Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde - sou leitor e admirador. Mas por mais que eu leia e fale de literatura, por mais que eu publique romances e contos, por mais que eu receba prêmios literários, faço gosto em ser reconhecido no Brasil como compositor popular e, em Portugal, como o gajo que um dia pediu que lhe mandassem um cravo e um cheirinho de alecrim. 


Valeu a pena esperar por esta cerimônia, marcada não por acaso para a véspera do dia em os portugueses descem a Avenida da Liberdade a festejar a Revolução dos Cravos. Lá se vão quatro anos que meu prêmio foi anunciado e eu já me perguntava se me haviam esquecido, ou, quem sabe, se prêmios também são perecíveis, têm prazo de validade. Quatro anos, com uma pandemia no meio, davam às vezes a impressão de que um tempo bem mais longo havia transcorrido. No que se refere ao meu país, quatro anos de um governo funesto duraram uma eternidade, porque foi um tempo em que o tempo parecia andar para trás. Aquele governo foi derrotado nas urnas, mas nem por isso podemos nos distrair, pois a ameaça fascista persiste, no Brasil como um pouco por toda parte. Hoje, porém, nesta tarde de celebração, reconforta-me lembrar que o ex-presidente teve a rara fineza de não sujar o diploma do meu Prêmio Camões, deixando seu espaço em branco para a assinatura do nosso presidente Lula. Recebo este prêmio menos como uma honraria pessoal, e mais como um desagravo a tantos autores e artistas brasileiros humilhados e ofendidos nesses últimos anos de estupidez e obscurantismo.

 

Muito obrigado


"O presidente Lula ao lado de seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa (c.) e do compositor Chico Buarque Foto: RODRIGO ANTUNES/REUTERS

JANJA APRESENTA O PRÊMIO CAMÕES

Ele disse ter a impressão de que "um tempo bem mais longo havia transcorrido. No que se refere ao meu país, quatro anos de um governo funesto duraram uma eternidade, porque foram um tempo em que o tempo parecia andar para trás", disse o artista.

Chico agradeceu ao presidente Rebelo de Souza por ter deixado em branco no o diploma do prêmio o espaço para a assinatura do presidente do Brasil, que ficou a cargo de Lula, e não de seu antecessor.

"Recebo este prêmio menos como uma honraria pessoal e mais como um desagravo a tantos autores e artistas brasileiros humilhados, ofendidos nesses últimos anos de estupidez e obscurantismo", concluiu Chico.

Ele disse também ter herdado de seu pai, o escritor e historiador Sergio Buarque de Holanda, o amor pela língua portuguesa.

Além de Chico Buarque e dos presidentes do Brasil e de Portugal, estiveram presentes na cerimônia cidade de Sintra a ministra da Cultura do Brasil, Margareth Menezes, e autoridades dos dois países.
"Formação cultural de diferentes gerações"

Um dos maiores nomes da MPB, Francisco Buarque de Holanda nasceu em 19 de junho de 1944, no Rio de Janeiro. Começou sua carreira musical na década de 1960 e se tornou um dos maiores compositores brasileiros. Entre os sucessos musicais de Chico, que tem cerca de 80 álbuns em sua discografia, estão A banda (1966), Apesar de você (1970), Cotidiano (1971), Construção (1971) e Amor barato (1981).

Em 1967, escreveu sua primeira peça de teatro, Roda Viva. No total, foram quatro incursões nesse gênero, sendo a última delas a Ópera do malandro, de 1978.

Em 1974, escreveu a novela Fazenda modelo, e em 1979, o livro infantil Chapeuzinho amarelo. Em 1991, publicou seu primeiro romance, Estorvo. O sucesso como escritor lhe rendeu três prêmios Jabuti, a premiação literária mais importante do Brasil, por Estorvo, melhor romance e livro do ano de ficção de 1992; Budapeste, livro do ano de ficção de 2004; e Leite derramado, melhor livro de ficção de 2010. Seu último livro, O irmão alemão, foi publicado em 2014.

Essa foi a primeira vez que um músico foi agraciado com o Prêmio Camões, que é um reconhecimento pela obra completa do artista. Ele foi eleito por unanimidade por um júri composto por representantes de Portugal, Brasil, Angola e Moçambique.

O júri justificou sua escolha pela "qualidade e transversalidade" da obra de Chico Buarque, "tanto através de gêneros e formas, quanto pela sua contribuição para a formação cultural de diferentes gerações em todos os países onde se fala a língua portuguesa".

O peso literário das composições de Chico também foi destacado à época do anúncio do prêmio. "Evidente que esse prêmio é um reconhecimento pela poesia dele nas letras de música, que também são literárias, não só pelos livros. São poemas. Grandes poemas. A música Construção, por exemplo, é um poema até raro de se fazer", afirmou o escritor Antonio Cícero, um dos brasileiros que compôs o júri, ao lado de Antonio Hohlfeldt, ao jornal Folha de S.Paulo.

Brasil e Portugal criaram "Nobel da língua portuguesa"

O Prêmio Camões foi criado em 1988 por Brasil e Portugal e contempla anualmente autores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O objetivo é distinguir "um escritor que, pela sua obra, contribua para o enriquecimento e projeção do patrimônio literário e cultural de língua portuguesa".

O nome da premiação é uma homenagem ao poeta português Luís Vaz de Camões (1524-1580), autor da epopeia nacionalista Os Lusíadas e considerado um dos maiores nomes da literatura lusófona.

Ao longo de sua história, 14 escritores brasileiros já foram agraciados com o prêmio, entre eles Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Rubem Fonseca e Lygia Fagundes Telles.

Nos termos do regulamento do Prêmio Camões, Portugal e Brasil organizam de forma alternada as reuniões e as cerimônias de entrega da distinção. O júri é composto por seis membros com mandato de dois anos. Os governos de Portugal e do Brasil designam dois membros cada, sendo os dois membros restantes designados de comum acordo de entre personalidades dos restantes países lusófonos – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Os agraciados com o prêmio recebem atualmente a quantia de 100 mil euros (cerca de R$ 559 mil). Metade desse valor é subsidiado pela Fundação Biblioteca Nacional, entidade vinculada ao Ministério da Cultura do Brasil.

"O Prêmio Camões é uma das grandes conquistas do diálogo entre os países da língua portuguesa”, destacou o presidente da Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, afirmando que a distinção representa "uma espécie de Nobel" do idioma."

FONTE

domingo, 23 de abril de 2023

DE OLHO NOS RURALISTAS * Frente Revolucionária dos Trabalhadores / FRT

DE OLHO NOS RURALISTA S

Levantamento inédito do observatório De Olho nos Ruralistas identificou 1.692 fazendas com incidência em território indígena; por trás das sobreposições estão gigantes do agronegócio, indústria armamentista e investidores dos cinco continentes. Confira - Relatório “Os Invasores” revela empresas e setores por trás de sobreposições em terras indígenas - De Olho nos Ruralistas 
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Empresas nacionais e estrangeiras estão em 1,2 milhão de hectares
DE OLHO NOS RURALISTAS

sábado, 22 de abril de 2023

Os labirintos da esquerda latino-americana * Rafael Cuevas Molina / Costa Rica

 Os labirintos da esquerda latino-americana



Rafael Cuevas Molina / Presidente AUNA-Costa Rica


A esquerda latino-americana não encontra saída em outros labirintos. Um deles é o da Nicarágua; o outro é o da Rússia, ambos presentes na realidade política do mundo contemporâneo.


A esquerda está fazendo progressos na América Latina que não consegue em outras partes do mundo. Neste exato momento, nos encontramos imersos no que foi chamado de segunda onda de governos progressistas e de esquerda, enquanto movimentos e partidos abertamente de direita avançam na Europa e nos Estados Unidos, alguns até com cunho fascista.

 

O fato de os governos dessa segunda onda estarem inseridos no mesmo fenômeno político não implica que haja homogeneidade ideológica entre eles. Há desde os que podem ser classificados como social-democratas até os que se declaram socialistas, "antiquados" ou em busca de formas adequadas ao século XXI.

 

Muitos desses governos venceram em processos eleitorais em que seus adversários eram de direita radical. Foi o caso do Chile, Bolívia, Brasil, Colômbia e Honduras, para os quais seus triunfos causaram um suspiro de alívio; mas com o tempo surgem discrepâncias e opiniões divergentes sobre se o que eles fazem corresponde ao que a esquerda “deveria fazer” ou não.

 

Este é um primeiro labirinto em que a esquerda latino-americana se perde ou, em termos mesoamericanos, morde o rabo. O que é ser de esquerda hoje e o que um governo que se autodenomina como tal deve fazer?

 

Essas questões estiveram menos presentes na primeira onda de governos progressistas e de esquerda, porque houve uma série de iniciativas que a esquerda latino-americana achou conveniente e gostou porque estavam em sintonia com sua tradição.

 

Eram propostas e medidas de caráter latino-americano e de espírito anti-imperialista, que buscavam a integração latino-americana autônoma. Eles foram protegidos por um espírito bolivariano como um precedente histórico, mas foram baseados em uma leitura do mundo contemporâneo que apostava na multipolaridade e nas relações sul-sul.

 

O Brasil com Lula e a Venezuela com Hugo Chávez lideraram esse movimento, no qual estiveram outras figuras importantes como Kirchner e Correa.

 

Mas agora não. Há apelos dos presidentes colombiano e mexicano e iniciativas mornas que não conseguem gerar movimentos e processos como os daquela primeira onda. De alguma forma, desperdiça-se a oportunidade de gerar novas iniciativas ou de relançar ou fortalecer aquelas que já percorreram um longo caminho, mas perderam força por diferentes motivos.

 

A esquerda latino-americana não encontra saída em outros labirintos. Um deles é o da Nicarágua; o outro é o da Rússia, ambos presentes na realidade política do mundo contemporâneo.

 

No caso da Nicarágua, há uma esquerda que a defende e outra que a odeia, que vê a FSLN encabeçada por Ortega e Murillo como uma ditadura que trai os princípios da revolução de 1979. Os argumentos vêm e vão, não há necessidade de repeti-los porque todos os conhecem.

 

E algo semelhante acontece com a Rússia nesse cenário em que invadiu a Ucrânia. Há quem continue a ver nela a velha URSS, e isso me lembra minhas conversas virtuais com colegas do Instituto Latino-Americano da Academia Russa de Ciências que, alguns anos antes desses eventos, já nos alertavam sobre esse fenômeno que classificaram como uma miragem.

 

Nestes labirintos não há Ariadna para oferecer o fio que conduz à saída, e desgastam uma esquerda que está a ter, parafraseando García Márquez, a sua segunda oportunidade na terra. Espero que mais tarde não nos arrependamos de tê-la desperdiçado.

*

quinta-feira, 20 de abril de 2023

O Brasil está de volta: Cem dias de solução * CRISPINIANO NETO/RN

 O Brasil está de volta: Cem dias de solução

CRISPINIANO NETO


01

Lula chegou aos cem dias 

De governo da nação

Quebrando as correntes dos

Seis anos de solidão

Do vampiro e o genocida,

Forjando, em nome da vida,

CEM DIAS DE SOLUÇÃO!


02

O Brasil que foi jogado

Na tragédia do monturo,

Andando de marcha-à-ré, 

Tateando no escuro

Nas mãos de um governo mau,

Deu um cavalo de pau

Na direção do futuro!


03

Este Brasil que andava

Com medo da repressão;

Que só pisava de lado

Que só olhava pro chão,

Levanta a cabeça agora

Porque mandou ir embora

Um genocida ladrão.


04

Em cem dias o País

Voltou à democracia,

Chutou com força o atraso,

Pisou na hipocrisia

Dos gorilas e lacaios

Rumando em busca dos raios

Da luz da Cidadania.


05

E de repente o planeta

Voltou a se arredondar,

O tempo paralisado

Voltou sorrindo a girar

Capotando a truculência

Fazendo a luz da Ciência 

Novamente clarear.


06

E a nossa democracia

Marchava para a extinção

Com loucos patrioteiros

Pelos quarteis da nação

Bagunçando nossas leis

Cantando hinos pra ETs

E pneus de caminhão...


            07

Terroristas disfarçados

De crente e patriotário

Dando golpe pra implantar

Um regime autoritário

Fechando o Legislativo,

O Palácio Executivo

E o Poder Judiciário.


           08

Mas Lula agiu com mão firme

Sem G.L.O. nem peia;

Foi brilhante e fez bonito

Quando a coisa estava feia

Botando com as ações suas

DEMOCRACIA nas ruas

E os babacas na cadeia!


           09

Devolveu a TRANSPARÊNCIA

Sem escarcéu nem alarde.

Os sigilos de cem anos

Ele acabou numa tarde...

Mostrando, do boquirroto,

Toda a podridão do esgoto

De um genocida covarde.


            10

Recriou os MINISTÉRIOS

Cortados na “ditadura”:

O dos Direitos Humanos

Contra nazismo e tortura,

Da Igualdade Racial,

Da nação original

Da Mulher e da Cultura!


11

E revogou os decretos

Que permitem povo armado;

Quem caça e coleciona

E atira pra todo lado;

Gente estúpida e infeliz

Que compra e vende fuzis

Para o crime organizado.


12

Em vez de bala, ele trouxe

De volta amor e esperança,

BOLSA FAMÍLIA a seiscentos

Acabando com a lambança

De ‘Auxílio-compra eleitor’

Acrescentando um valor

A bem de cada criança.


13

MINHA CASA; MINHA VIDA

Mais um dos grandes projetos

Que voltou para o Brasil

Dar mais empregos diretos

Na hora da construção

Garantindo habitação

Pra dois milhões de Sem-Tetos 


14

Também voltou o MAIS MÉDICOS

Pra Saúde melhorar

Lá onde a doença chega,

Mas, médico não quer chegar,

Lá aonde a morte insulta

E o povo não tem consulta

Nem remédio pra tomar;


15

Agora a VACINAÇÃO

De novo bem-vinda é;

É a vacina no braço

E a mente cheia de fé

Em vida plena e Ciência

Tomando com a consciência

Que não vira jacaré! 


16

A FARMÁCIA POPULAR

Também voltou nesses dias

Em vez de só Cloroquina

Tem corretas terapias;

Também milhões vão chegar

Pra o Brasil poder zerar

A FILA DAS CIRURGIAS!


17

É o governo da EMPATIA,

Sem agressões e sem rédeas

Nada de motociatas,

Jet Ski, bronca, comédias,

Presidente escarnecendo

Quando o povo está sofrendo 

O flagelo das tragédias.


18

Lá no Norte de São Paulo

Nas chuvas e inundações,

Mandou Navio-hospital,

Remédio, alimentações

Médicos e trezentos leitos,

Carinho, amor e respeitos

Mais cento e vinte milhões!


19

Para a seca dos gaúchos

Muito recurso chegou.

Quase quinhentos milhões 

Para lá Lula mandou

Salvando o homem e o boi,

Sem perguntar em que foi

Que aquele povo votou!...


20

Quinhentos milhões mandou

Pra fazer cem mil cisternas

No nosso velho Nordeste

Onde as secas são eternas,

Pra nossa sede matar

E o povo poder andar

Com as suas próprias pernas!


21

No Rio Grande do Norte

Quando o crime organizado

Ateou fogo na vida

De um povo desesperado,

Mandou Dino magistral

Com a Força Nacional

Pra prender cabra safado!


22

Lula agora está mandando

A soma de CEM MILHÕES

Pra melhorar nossas forças,

Reforçar nossas prisões,

Armar os policiais

Pra o povo não sofrer mais

Nas garras das facções!


23

E quanto ao COMBATE À FOME,

Maior dos nossos tormentos

Lula entrou em ação 

Desde os primeiros momentos

Para acabar este drama

Já recriou o Programa 

De Aquisição de Alimentos.


24

A geração de empregos

Saiu da margem das sobras

Voltou agora a crescer

Desativando as manobras

Dos empregos sem direitos,

Atendendo novos pleitos

RETOMANDO MUITAS OBRAS!


25

Também no SALÁRIO MÍNIMO

Já fez uma correção

Botando mais um pouquinho 

Acima da inflação.

Depois de uma bagaceira

De seis anos de canseira

De aposentado e peão!              


26

INFLAÇÃO DOS ALIMENTOS 

Começou a regredir

Nesses 100 dias de Lula

Comida em vez de subir,

Baixou... o pobre é quem ganha;

Até preço de picanha

Já começou a cair!


27

O CRÉDITO CONSIGNADO

Também baixou o topete

Era 2, vírgula 14,

Lula passou o Gillete

E o pobre comemorou

Porque a taxa baixou

Pra 1 e 97.


28

Também pra matar a fome

Que ao povo quer matar

Lula mandou nas escolas

Bem mais comida chegar

Reajustando, num evento,

Em trinta e nove por cento

Nossa MERENDA ESCOLAR.


29

Também fez grandes mudanças 

Na política ambiental,

O FUNDO DA AMAZÔNIA

Voltou com força total.

Tem fiscal por todo canto

Pra não se desmatar tanto

E fechar garimpo ilegal


30

Enfrentou com pulso e alma

Aquela tragédia infame

Dos guetos nazifascistas

Na RESERVA IANOMÂMI

Acabando o desaforo

Dos grandes ladrões de ouro

Que fazem o novo derrame...


31

A ação firme e segura

Lá na reserva ultrajada

E a fiscalização

Contra a selva desmatada

Prova que um governo sério

Tá derubando o império

De passador de boiada!


32

Caiu o TETO DE GASTOS

Que era um controle fuleiro

Que só cortava os direitos

Do pobre do brasileiro,

Juntando todo tostão

Pra pagar juro ladrão

Para engordar mais banqueiro!


33

A luta é de vida ou morte

Mas Lula topa a contenda

Para que o fim da injustiça 

Deixe de ser uma lenda

Colocando no momento, 

O POBRE NO ORÇAMENTO,

E RICO NO IMPOSTO DE RENDA.


34

Da REFORMA TRIBUTÁRIA

Haddad fez o começo

Para acabar o Brasil

“Robin Hood pelo avesso”

Onde só o pobre sofre

Pois o rico enche o cofre

E o pobre é quem paga o preço.


35

E as RESERVAS DO BRASIL

Que estavam se acabando,

Com Bolsonaro mentindo

E Paulo Guedes roubando

Já tem dólares de montões,

Já são 22 bilhões

Que estão se acumulando.


 36

No PLANO INTERNACIONAL,

No concerto das nações

O nosso Brasil voltou

Para eventos e missões,

Convite já se repete

Até mesmo para o G7

Já vai porás reuniões!


37

Lula já foi no Uruguai,

Já visitou a Argentina,

Está rearticulando

A nossa América Latina...

Já visitou Tio Sam

E acabou de dar um ‘tchan’

Com Xi Ji Ping na China!


38

Dilma no BANCO DO BRICS

Prova o quanto ela é portenta;

É o Brasil de volta ao palco

Do poder que orienta.

E só para chatear

Ela volta a se chamar

De “Senhora presidenta”!


39

Mil, cento e oitenta e seis 

CRECHES que estavam paradas

Nestes cem dias de Lula

Têm as obras retomadas

Lula garante em seu plano

Que até o final do ano

Irão ser inauguradas!


40

Mais mil duzentas e trinta

E seis obras em construção

De ESCOLAS DE ENSINO BÁSICO

E INFANTIL agora estão

Sendo reiniciadas

Com pessoas empregadas 

E ativando a educação!


41

Já subiram até as bolsas 

Que têm ações no mercado

Mas Lula vibra com o aumento

Das bolsas de Doutorado

Toda a pós-graduação,

De Especialização,

De Pós Doutor e Mestrado!


42

Lula já está enviando

Verbas pra paz nas escolas,

Livros, psicólogo, amor,

Microscópios, palcos, bolas,

Em vez de nazifascismo

Clima de ódio e racismo

Faca, machado e pistola...


43

Na área da SEGURANÇA

Com muita categoria,

Reativou o PRONASCI

Pra nos trazer alegria

De paz e de esperança

Garantindo segurança

Com a luz da cidadania!


44

Tem 40 novas CASAS 

Para a MULHER BRASILEIRA,

Que é vítima de violência

Ter assistência certeira

Com apoio e subsídio

E contra o feminicídio

É uma grande barreira!


45

Lula criou uma lei

Que é importante demais

Pra derrubar o machismo

Com os males que ele traz;

É que homens e mulheres

Que lutem em iguais misteres

Tenham salários iguais!


46

Também assinou decreto

Contra a discriminação

Para que as pessoas negras 

Tenham vez na divisão,

Tendo vaga garantida

Nos cargos públicos da vida

Dos poderes da nação! 


47

Fez o PROJETO AQUILOMBA,

Para os negros, uma mola

Propulsora de Justiça

Com casa, saúde, escola,

Terra, trabalho e direitos

E o fim dos preconceitos

Contra o povo quilombola!


48

Na CULTURA Lula trouxe

Novamente o ministério

Desmontando a força bruta,

A censura e o vitupério,

Trazendo um projeto vivo

Com boas leis de incentivo

Levando a cultura a sério.


49

A LEI ROUANET de volta

Não tinha mais um centavo.

Tem LEI ALDIR BLANC-2

Por luta de um povo bravo

E agora vai chegar

Outra conquista exemplar,

Que é a LEI PAULO GUSTAVO!


50

E a LEI DA CULTURA VIVA

Também ‘stá de volta aqui

Para os PONTOS DE CULTURA

Que brilhando ontem eu vi

Possam voltar a brilhar

E as artes iluminar

Do Oiapoque ao Chuí.


51

Em cem dias de governo,

6 por cento do mandato,

Lula cumpriu mais de um terço

Das propostas do contrato

Que registrou na campanha

E o eleitor é quem ganha

Com o Brasil melhor de fato!


52

Lula também acabou

O maldito leva-e-traz

Da brutal PRIVATARIA

Das empresas estatais,

Os Correios – ECT,

Serpro, Ceitec, EBC

Dataprev e Nuclebrás.


            53

Mas o que eles querem mesmo

Na Privataria baixa

É, na Bacia das almas,

Contrário ao que o povo acha,

Fazer como a Eletrobrás,

Dar de graça a Petrobrás,

Banco do Brasil e Caixa...


54

Com Lula na Presidência

Vai se acabar a mamata;

Ninguém vai mais matar índio,

Tratar peão na chibata,

Impor o ódio e o choro,

Nem roubar mais nosso ouro

Nem queimar mais nossa mata!


55

Os poderes da República

Hoje estão em harmonia

Sem orçamento secreto

E sem briga todo dia

Existe a independência,

Mas todos com a consciência

De paz e democracia.


56

Na relação com a imprensa

Hoje tem civilidade

Acabou-se a truculência,

O ódio, agressividade

Hoje tem um estadista

Que trata bem jornalista,

Que respeita a liberdade.


57

Com Lula já estamos tendo

Um Brasil mais soberano

Que não lambe mais as botas

Do poder americano;

Não mais se dobra ao acinte

Não envergonha o G-20,

G-7 nem Vaticano!


58

Lula já está na cúpula 

Entre os líderes mundiais,

No rol da Revista Time,

Ele está entre os cem mais

Influentes do planeta

Nem parece com o capeta 

De quatro meses atrás!


59

Nem parece aquele traste

Desleixado e sugismundo

Que quando abria a matraca

O desgosto era profundo,

Mentindo cinicamente

Que entrava em muito ambiente,

Mas, pelas portas do fundo...


60

Com Lula, o nosso Brasil

Já não tem mais sobressalto,

Acabou-se a rachadinha,

E as emendas de assalto,

E o Brasil entrou na trilha

Por ter tirado a quadrilha

Do Palácio do Planalto.


61

Hoje o Brasil já não sofre

Humilhação, desrespeito,

Chacota internacional,

Escanteio e preconceito

Brilha pelo mundo a fora

Que a CASA DE VIDRO agora

Tem um homem de respeito!


62

Já não tem mais cercadinho

Nem festival de mentira

Arminha dentro de igreja,

Bala, agressão, ódio e ira,

Nazista e filho roubando,

Nem cafajeste imitando

Um cristão que não respira!


63

Me cobram agora picanha,

Ouro, joias, dólar e terno,

Mas eu digo: Tenham calma...

Eu dei um voto fraterno

Pra o Brasil sair do léu;

Não pensei de entrar no céu...

Só quis sair do inferno!!!


Vila Amazonas da Serra do Mel-RN

14 de abril de 2023 


POSSE

LULA E COMITIVA NA CHINA

LULA ENTREVISTA

LULA NA TIMES
LULA ANTIIMPERIALISTA
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