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domingo, 6 de fevereiro de 2022

POR MOISE MUGENYI, TODAS AS VIDAS IMPORTAM * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT - BR

POR MOISE MUGENYI, TODAS AS VIDAS IMPORTAM 


O HORROR, O HORROR, O HORROR! - Marcos Bagno

É no Congo que se desenvolve a trama do romance “The Heart of Darkness” ("O Coração das Trevas", 1899), de Joseph Conrad (1857-1924), no qual aparece a exclamação tantas vezes citada: “O horror, o horror, o horror!”. Entre 1885 e 1908, o que é hoje a República Democrática do Congo (RDC) foi propriedade pessoal do rei Leopoldo II da Bélgica (1835-1909). Durante esse período, e para explorar ao máximo as enormes riquezas do país, especialmente o marfim e a borracha, os belgas (e outros europeus) cometeram atrocidades que deixariam com inveja muitos carrascos nazistas: trabalhos forçados, tortura, amputação de membros de crianças, mulheres e homens que não alcançassem as impossíveis cotas estabelecidas pelos exploradores, envenenamento, assassinatos em massa. As cifras variam, mas os cálculos de historiadores atuais giram em torno dos 10.000.000 de pessoas mortas naquele período. O horror! O horror! O horror! Em 1960, a RDC se tornou independente, mas a manipulação da política local pelos belgas não se interrompeu: o primeiro chefe de governo do país, Patrice Lumumba (1925-1961), de ideias progressistas e nacionalistas, foi deposto e assassinado sob supervisão belga e com o patrocínio dos Estados Unidos. O controle do país foi parar nas mãos de Mobutu Sese Seko (1930-1997), que mudou o nome do país para Zaire e implantou uma ditadura que durou de 1965 a 1997, durante a qual acumulou uma fortuna de dezenas de bilhões de dólares (devidamente depositados na "neutra" Suíça). A RDC abriga imensas reservas minerais: tem a maior reserva mundial de cobalto, além de grandes jazidas de cobre e diamantes. A exploração dessas riquezas tem sido, desde sempre, a causa principal do horror, horror, horror de que a população congolesa é vítima há séculos (foi do Congo que vieram muitos milhares das pessoas escravizadas que os portugueses trouxeram para o Brasil). Um país riquíssimo, mas que ocupa a posição 175 de 189 no índice de desenvolvimento humano. Diversos conflitos ocorridos desde 1997 já provocaram a morte de mais de 5.000.000 de pessoas, numa guerra em que o estupro das mulheres tem sido uma das principais armas empregadas. Na RDC existe um exército de crianças-soldados, algo como 30.000. Nossos telefones celulares e outos aparelhos ultramodernos têm componentes que são frutos diretos dessa imensa tragédia humanitária, um holocausto ininterrupto, sobre o qual Hollywood até o momento não produziu nenhum filme, já que nenhum congolês é dono de estúdio e a exploração dos minerais é de primordial interesse das maiores empresas do mundo, que produzem alta tecnologia ao custo de vidas humanas. Se tem sido possível falar de “diamantes de sangue” quando as pedras preciosas são extraídas de países em guerra (Angola, Serra Leoa, Libéria etc.), também é possível falar dos “chips de sangue”, produzidos pela máquina de guerra congolesa, posta em marcha pelo capitalismo globalizado (50% das exportações de minério da RDC vão para a China). Leia-se o livro “Les minerais de sang: les esclaves du monde moderne” ("Os minerais de sangue: os escravos do mundo moderno, 2014) de Christopher Boltanski, um relato sobre a exploração da cassiterita, indispensável para a produção de telefones, rádios, televisores etc. É desse cenário de horror que centenas de milhares de pessoas como Moïse Mungenyi Kabamgabe e sua família têm fugido. Mas como encontrar abrigo num país igualmente trágico, marcado por séculos de atrocidades e genocídios, uma sociedade entranhadamente racista, em que 77% das pessoas assassinadas em 2021 são negras, assim como 67% das mulheres mortas também são negras? O quinto país em número de feminicídios, o primeiro em número de assassinatos de homossexuais e pessoas trans? Num país desgovernado pelo que pode haver de mais abjeto, corrupto, desprezível, ignorante e brutal na espécie humana? Que tipo de refúgio pode oferecer o Brasil, especialmente a Barra da Tijuca, a pessoas negras que tentam escapar da guerra e da violência? O horror, o horror, o horror!


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

ATO JUSTIÇA POR MOISE MUGENYI * Frente Revolucionária dos Trabalhadores/FRT

ATO JUSTIÇA POR MOISE MUGENYI

Entidades que estarão presentes no ato de denúncia do assassinato de Moise, sábado, às 10h, na Posto 8 Barra da Tijuca.
QUIOSQUE TROPICÁLIA

1. ABI - Associação Brasileira de Imprensa 

2. Advocacia Decolonial

3. Advocacia Preta Carioca

4. Afoxé Filhas de Gandhy RJ

5. Afrikanos no Mundo        

6. Afronte! Negro (RJ)

7. Agbara Dudu.

8. AMEINU Brasil - Diversidade Religiosa, Cidadania e Direitos Humanos

9. ANAN

10. Anistia Internacional Brasil

11. Apadrinhe um Sorriso 

12. ASPECAB/CENIERJ.

13. Associação Afro Inter Connections

14. associação cultural EGBE ILE ASE OLOYA TORUN

15. Associação Sementes da Democracia

16. Baque Mulher

17. casa de caridade seara de boiadeiro

18. Casa Fluminense 

19. Catedra Sérgio Vieira de Mello - UERJ

20. Catedra Sérgio Vieira de Mello da PUC-Rio/ACNUR

21. CC Claudia Maria (URI)

22. CEAP.

23. CEDINE.

24. Centro Brasil de Saúde Global

25. Centro de Teatro do Oprimido                                                                                                                                        Grupo Cultural Afrolaje 

26. CETRAB- NACIONAL

27. CETRAB-RJ

28. Coalizão Negra por Direitos 

29. Coletividade Preta  

30. Coletivo Afrodivas de Niterói - Brasileiras & Cia

31. Coletivo de mães da maré

32. Coletivo Estrela - Portugal

33. Coletivo Madalena Anastácia 

34. Coletivo MUANES Dançateatro

35. Coletivo Negro Aquilombar/UNIRIO

36. Coletivo Nuvem Negra

37. Coletivo Siyanda de Cinema Negro 

38. Coletivona

39. Colymar

40. COMDEDINE.

41. Conselho Regional de Psicologia RJ

42. CUT Rio/Secretaria de Combate ao Racismo.

43. Denegrir.

44. Diocese Anglicana do Rio de Janeiro

45. ECOWAS Brazil Chamber of Commerce

46. Educafro.

47. ENAFRO

48. Espaço Cultural África-Brasil e Artes- ECABA

49. FAMNIT - Federação das Associações de Moradores de Niterói

50. Favelas na Luta                                                                                                                                                                       Associação de Moradores da Chacara e Arroz

51. FJUNN.

52. Flisgo

53. Fórum de Mulheres Negras RJ.

54. Fórum de Pré-Vestibulares Populares do Rio de Janeiro (FPVP-RJ)

55. Frente Ampla Suburbana

56. Frente Favela Brasil 

57. Frente Nacional Antirracista.

58. Frente Quilombola RS.

59. GRES G15

60. Grupo Acesso Cultural SG

61. Grupo Capoeira Angola Ngoma.

62. Grupo Cor do Brasil

63. Grupo de estudos Muniz Sodré sobre sobre Relações Raciais

64. IANB/Instituto da Advocacia Negra Brasileira

65. Ilé àṣẹ Èṣù Àti Ogun

66. INAMUR / Instituto Nacional de Mulheres Redesignadas.

67. INCub-Portugal

68. Instituto Justiça Negra Luíz Gama.

69. Instituto Move o Mundo - Empreendorismo Social

70. Instituto Niemeyer

71. Instituto Pensamentos e Ações para Defesa da Democrática - IPAD

72. Instituto Sociocultural Brasil Chama África

73. IPCN.

74. Jornalistas Pretos

75. Judeus e Judias pela Democracia SP

76. Levante Feminista.

77. LGBT+Movimento

78. Magdas Migram

79. MISSAO ROCINHA

80. MNE/Movimento Negro Evangélico.

81. MNU RJ.

82. mojuba Urab Maricá

83. Movimenta Caxias 

84. Movimento Federalista Pan Africano.

85. movimento muleques

86. Movimento Parem de Nos Matar!

87. Movimento Popular de Favelas

88. Movimento Pretah Dance

89. MUHCAB.

90. NENRI

91. Observatorio Judaico dos Direitos Humanos no Brasil

92. OIM/Agência da ONU para Migrações.

93. perifaConnection 

94. Portal Favelas.

95. Projeto BAMBUZAL

96. PUD/Psicanalistas Pela Democracia.

97. Quilombo Allee/Berlim.

98. Quilombo Cultural Urbano Casa do Nando

99. RAICO - Rede Afro de Influenciadores e Comunicação

100. Raízes 88

101. REAFRO

102. Rede de Comunidade e Movimentos Contra a Violência

103. Rede Jubileu Sul

104. Representação da ONU.

105. Roda de Samba Luz D'Samba 111 - Bloco Carnavalesco Mameluco

106. Rosa Miranda Afro Verdes RJ PV 

107. Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

108. SEPE/Lagos.

109. Setorial de Favelas Marielle Franco PSOL/ RJ

110. SINDSPREV/RJ

111. Terreiro da Liberdade

112. UBM

113. Uneafro Brasil RJ

114. UNEGRO RJ.

115. Youth for human rights Portugal

116. PARTIDO COMUNISTA DOS TRABALHADORES BRASILEIROS/PCTB

117. FRENTE REVOLUCIONÁRIA DOS TRABALHADORES/FRT

FRT

domingo, 30 de janeiro de 2022

POR MOISE MUGENYI KABAGAMBE * Comunidade Congolesa no BRASIL/ Rio de Janeiro/RJ

POR MOISE MUGENYI KABAGAMBE



 Nota de repúdio ao brutal espancamento e morte de um cidadão congolês e refugiado, no Kiosque Tropicália, Posto 8 Barra da Tijuca

Comunidade Congolesa no BRASIL/ Rio de Janeiro/RJ


A Comunidade Congolesa no Rio de Janeiro vem a público manifestar o seu mais veemente repúdio à morte por espancamento de MOISE MUGENYI KABAGAMBE, cidadão Congolês e refugiado de 24 anos, por gerente e seus amigos no KIOSQUE TROPICALIA, Posto 8 Barra da Tijuca, no dia 24 de Janeiro de 2022 às 21h.

MOISE MUGENYI KABAGAMBE foi espancado até a morte no kiosque Tropicália onde trabalhava como ajudante de cozinha por um contrato temporária diária, ao qual foi negligenciado por ter chamado bombeiro somente 40 minutos após da morte e conduzido em IML como desconhecido e informar a família no outro dia em torno de10h.


Segundo relatos e vídeos, MOISE no final do seu trabalho foi pedir seu pagamento diária ao gerente, pela distância que ele teve que pegar até Madureira onde reside, o gerente começou a lhe agredir juntos com seus amigos, 5 pessoas no total, batendo lhe com Bastão de Baseball.*

*Esse ato brutal, que não somente, manifesta o racismo estrutural da sociedade Brasileiro, mas claramente demonstra a XENOFOBIA dentro das suas formas, contra os estrangeiros, nós da comunidade congolesa não vamos nos calar.


Lembrando aqui a Convenção de GENEBRA de 1949 sobre a proteção das Pessoas, onde o Brasil ratificou juntou aos seus protocolos adicionais que tem aplicações CONSUESTUDINÁRIA, um dos princípios básicos do Direito Humano é a Inviolabilidade Absoluta da Vida e direito Humana, particularmente* *Assassinato, tortura, homicídio..., Por isso exigimos a Justiça para MOISE e que os atores do Crime junto ao dono do estabelecimento, respondam pelo crime!!!!


Combater com firmeza e vencer o racismo, a xenofobia, é uma condição para que o Brasil se torne uma nação justa e democrática.

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